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A Maria João Marques, no Insurgente, dá-nos um vislumbre, esbatido e mortiço ainda assim, dos telejornais da Fox News.Faz uma análise às análises sobre o novo Governo sem analisar nada além da projecção do próprio umbigo.Fox News, portanto.

Faz que esmiúça sem esmiuçar porque entre estática e ruído de fundo não diz mesmo nada excepto mal do ministro Teixeira dos Santos.Em termos reais o défice orçamental decresceu até 2007 e depois subiu sim. Era possível fazer melhor depois da bandalheira que o Governo do seu partido deixou no deficit das contas públicas?Era, mas depois apareceu uma pequena crisezinha, como a ainda líder do PSD afirmou, e esta teve grandes custos apenas possíveis de suportar à custa da redução do défice orçamental entretanto conseguida por Teixeira dos Santos.

Esta redução foi conseguida mais pelo lado do crescimento das receitas (aumento de impostos indirectos e aumento da eficácia da máquina fiscal) do que pela redução da despesa?

Sim, infelizmente entre défice orçamental Barroso/Santana e a maior crisezinha financeira e economia desde 1929 não foi possível fazer melhor.

É importante voltar a colocar o defice orçamental abaixo dos 3%?

Eu acho que sim mas sem histerias, afinal a chanceler Angela Merkel não está assim muito preocupada com o défice orçamental, portanto não deve ser  assim tão grave.Concordo que é mais importante estimular a Economia.

Como?Bem, aí a Maria João Marques deverá ter um par de solução rápidas e fáceis, daquelas que o PSD ou o CDS nunca aplicaram e têm medo de propor...mas para discutir isto com o mínimo de seriedade teremos de esperar que as elites do PSD cozinhem melhor o Coelho à Caçador para nos servirem uma Espetada de Rangel ou um Soufflê de Sarmento.Aí poderemos compreender um pouco melhor o que é que o PSD defende e calcular mais ou menos durante quanto tempo o fará até mudar outra vez de opinião.

Por falar em opinião, porque é que não existe nenhum partido Liberal em Portugal?É pena, sinceramente, fazia falta ao espectro politico português, clarificaria a envergonhada Direita portuguesa que se disfarça de tudo e mais alguma coisa...sem o ser afinal!

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O Henrique Raposo, no Expresso desta semana, lançou a terminologia de "reaço-esquerdistas", que o Rodrigo Adão da Fonseca classificou como deliciosa. Comecei a pensar sobre o tema. Lembrei-me então de um episódio, com cerca de dois anos, em que numa esplanada de Cascais falava com o pai de um grande amigo meu, brasileiro e petista, que me explicava o porquê de ser contra o casamento entre homossexuais. Tentei rebater o senhor, mas não consegui - fiquei então com a ideia de que se tratava de um "reaço-esquerdista".

 

Sei que para o Henrique Raposo isto não é um reaço-esquerdista. Falemos antes de economia e da suposta "falência do socialismo". O mesmo afirma que o liberalismo não está em causa, muito menos ferido de morte, com esta crise. Não consigo concordar com o Henrique Raposo. O liberalismo, para o bem e para o mal, foi sendo difundido, nas últimas décadas, por uma série de gestores, que apregoaram a falência do socialismo e do intervencionismo estatal na economia - tudo seria regulado pelo mercado e por uma mão invisível, tudo funcionaria melhor.

 

Anos passaram e os bancos começam a querer falir, o mercado pareceu não ser capaz de se auto-regular e a quem pedem agora apoio os gestores? Ao Estado, isso mesmo ao Estado, que se queria, anteriormente, cada vez menos intervencionista, cada vez menos Estado. Não será isto a falência de uma doutrina económica? Parece-me que sim.

 

Mas a política, quer seja liberal, ou conservadora, de esquerda, ou de direita continua igual. A melhor arma da defesa é o ataque e o Henrique Raposo sabe isso melhor do que ninguém. Perante a crise do capitalismo e do liberalismo há que responder com uma nova intifada contra o socialismo e a esquerda. Por mais eloquente que os liberais tentem ser, neste contexto, todo este discurso tem um trago ao dito "capitalismo descafeinado", instantâneo, de má qualidade e ultrapassado pela nespresso.

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