Domingo, 14 de Dezembro de 2008
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Aquilo que hoje à tarde era uma interrogação para a qual todos sabíamos a resposta, transformou-se ao início da noite numa novidade que já todos conhecíamos.

 

Manuel Alegre assumiu publicamente que as ideias do "Fórum das Esquerdas" são para ir a votos, colocando em cima da mesa da actualidade de agora em diante a hipótese de formação de um novo Partido.

 

Há muito que Sócrates guinou à direita deixando livre toda a faixa esquerda do espectro político em Portugal. Alegre percebeu que dentro do Partido Socialista não havia espaço ou receptividade e começou a ocupar todo o espaço livre do espectro como freelancer. No panorama actual será uma força política que em muito irá condicionar o PCP e o PS. Veja-se a força de implementação que teria um Partido com Francisco Louçã (1)(2), Manuel Alegre, Manuel Carvalho da Silva e respectivos acólitos, entre outros que estiveram presentes.

 

Surge-me outra interrogação. Qual o papel de Helena Roseta no meio disto? Estará a Câmara Municipal de Lisboa entregue a Pedro Santana Lopes por força da sua candidatura Autárquica?

 


Manuel Alegre sabe que para repetir esta imagem com hipóteses de ganhar tem de conseguir impulsionar uma candidatura forte às Legislativas de 2009.

 

Aguardemos (ansiosamente) os próximos capítulos.

5 comentários:
De Fernando Roriz a 15 de Dezembro de 2008 às 00:43
Espero que o "Fórum das Esquerdas" seja génese de um novo partido. Um partido que há muito já não existe em Portugal. Urge mudar o mundo. Nos Estados Unidos nasceu a esperança com Obana. Manuel Alegre poderá ser o nosso Obama. O seu discurso soa a genuino, sincero e traz esperança ao portugueses. O neo-liberalismo manifestou-se um predador dos valores humanitários. É um monstro, um verdadeiro adamastor que se alimenta de escravos. Não reconhece os direitos humanos. Despreza todos os valores excepto o do lucro. Há que repensar Portugal. Há que repensar o mundo. Há que fundar um novo partido que derrube a nova ditadura sofisticada.


De André Couto a 15 de Dezembro de 2008 às 15:46
Fernando Roriz,

Admirei muito Manuel Alegre em tempos idos. Cheguei mesmo a solidarizar-me com causas suas. Hoje acho que esse discurso que Alegre tinha, está impregnado do bicho da cobiça pura e dura do poder. Perdeu o norte e sinceramente não vejo nele o efeito Messiânico de Obama.

Parece-me no entanto inevitável que surja em Portugal uma alternativa de esquerda. Sócrates deixou espaço para isso. Creio que nascerá da fusão de Movimentos e Independentes com o Bloco de Esquerda e será necessário (concordando consigo) na medida em que cada vez mais existem Órfãos políticos em Portugal.

Estou curioso para ver a evolução que esta situação terá nos próximos meses.

Abraço,
AC


De Sara G a 15 de Dezembro de 2008 às 04:23
Manuel Alegre pode ser água para a sede que todos nós temos de uma democracia, pura, honesta, humanista e verdadeira. Mas não pode nem deve ser a voz única de uma esperança hà muito perdida e/ou calada. Milagres e salvadores da pátria só existem em contos de fadas da história que mais tarde se tornaram pesadelos. Querem políticas humanistas? Uma alternativa à esquerda que honre os vossos votos? Façam cumprir o vosso direito de cidadãos, o vosso dever de educadores. Mostrem o descontentamento em urnas, e em fóruns mas também para além disso! Estudem os novos para que tenham competências para lá chegar um dia e apresentar medidas verdadeiras e realistas; Eduquem os mais velhos os filhos e os netos para que não se deixem escravizar pelos atractivos do poder e que com dignidade dediquem a sua vida ao trabalho livre e honroso e a causas maiores, à causa do seu país; Inscrevam-se em partidos com os quais se identificam e façam oposição de dentro para fora; Credibilizem a voz do sexo feminino que é por natureza mais maternal e menos territorial; Lutem também no dia a dia contra a desigualdade; a verdadeira democracia e o Estado constroem-se através da cidadania (...)
Repito, a democracia constrói-se com cidadania, educação, interesse e dignidade individuais. Nem Alegre é o salvador da pátria capaz de despertar a pátria moribunda e adormecida, género sebastianismo moderno séc XXI, ainda que excelente orador e capaz de devolver a esperança à muito perdida; nem o socialismo é o nosso primeiro; nem todos os banqueiros, gestores e/ou administradores de grandes grupos empresariais são a causa do sofrimento português. Seja feita justiça, àqueles que são corruptos nas instituições democráticas devidas e existentes, façam-se cumprir os meios de fiscalização do sistema financeiro, controle-se o capitalismo e o consumismo exacerbados, atenuem-se as desigualdades sociais. Mas haja sensatez, e quando for hora... a pátria não poderá ser ou um conjunto de gente reaccionária com falta de formação e/ou rigor científico ainda que honrados ou um bando de burgueses corruptos e incultos impenetráveis e sempre de consciência tranquila ainda que formados; ou ainda haver quem não pertença ao que de bom possa existir no seio de ambos os bandos. É necessário um apertar de mãos entre o espírito digno da honra e do trabalho com o do rigor científico e da formação.


De André Couto a 15 de Dezembro de 2008 às 15:51
Sara,

Obrigado pela excelente reflexão que nos deixou aqui.
Como disse "a democracia constrói-se com cidadania, educação, interesse e dignidade individuais.". O desenvolvimento deste ponto é o segredo de um mundo e sociedade melhores.

Mais uma vez obrigado,
AC


De Sara G a 17 de Dezembro de 2008 às 01:14
A minha pessoa é que tem que agradecer pela publicação do meu comentário. É um prazer contribuir para uma pátria melhor se possível com o partilhar de opiniões.

Cumprimentos,
SG


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