Domingo, 30 de Novembro de 2008
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O Congresso do PCP tem sido, em termos de interpretação doutrinária, exemplar quanto à postura dos comunistas portugueses: agarrados a um modelo totalitário, violador do Direitos Humanos, que deu provas inequívocas de falir, e que, todavia, continuam a defender, com orgulho e sem pudor.

Quando tantos militantes defendem uma "nova sociedade" estão a pensar na defunta União Soviética e no seu modelo.

Ainda que o nome não tenha sido dito, no primeiro dia de trabalhos, a condenação da política de Gorbachov, a perestroika, foi apontada como uma das principais causas da queda do regime soviético, o que, para o PCP, em 1990, como em 2008, foi uma traição. Como se em 1985, face à fome e à grande crise económica que atravessava a URSS, nada fazer seria o melhor.

O mundo mudou e o PCP em vez de avançar, recua ou mantém-se nos tempos de Brejnev. Podiam ao menos estar no período de Tchernenko ou Adropov, ou, pelo menos, observar o que eles disseram sobre a situação soviética em meados de 80? Entretanto, estamos a entrar em 2009!

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1 comentário:
De Miguel Lopes a 1 de Dezembro de 2008 às 01:14
A argumentação maniqueísta do "novo" e do "velho" soa tão mal. As propostas do PCP não são más por serem "antigas". São más por uma data razões: filosóficas, económicas, políticas e que levariam tempo a dissecar.
Se uma ideia fosse má por ser antiga, então, por mero exemplo, teríamos que tratar os nossos anarco-capitalistas da blogosfera portuguesa como dinossauros do século XIX.
Esse argumento do "novo" e do "velho" é muito comezinho e destina-se aos consumidores de fast-food politico-publicitário ...

"O mundo mudou e o PCP em vez de avançar, recua ou mantém-se nos tempos de Brejnev ."

Pois é, mas os leninistas não querem ver o mundo mudar, querem antes ser eles a mudar o mundo. É uma posição de que partilho. As conjunturas são construções que resultam dos choques de forças diversas, e não são uma inevitabilidade. A diferença é que eles defendem um modelo económico de direcção central (entre outras monstruosidades) e eu não.

Cumprimentos


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