Sábado, 29 de Novembro de 2008
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Assumindo o fardo de jamais poder almejar a ser poder ao nível do governo (seria o ultimo passo para a sua destruição), sem nunca assumir responsabilidades, não tendo que definir politicas e objectivos consentâneos com o mundo real, para a economia real e a sociedade de hoje e amanha, é muito fácil ao PCP armadilhar o que quiser, proferir as barbaridades que lhes aprouver sem que isso seja alguma vez AVALIADO ou sequer testado, inventar o que lhes apetecer, destruir, alienar ou coligar-se consoante interesses exclusivamente do âmbito do xadrez eleitoral ou, no caso deste partido politico, da sobrevivência ideológica e politica no século XXI.

Reis do pragmatismo, senhores dum cinismo e falta de vergonha avassaladores, armados da mais populista treta e duma frieza arrepiante, mantendo lógicas e organizações que pouco evoluíram desde a clandestinidade, o PCP, com ou sem militantes mas armado de imensos sindicatos, algumas juntas de freguesia e câmaras municipais e uma multidão de funcionários do partido continua, mais purga menos purga, o seu caminho....nunca conquistar o poder ou comprometer-se com o poder a nível nacional, alimentar-se no poder local e noutras organizações, ser sempre um obstáculo à democracia e ao desenvolvimento e estar sempre em condições de chantagear o poder.

Inimigo número um?O PS.Ódio de estimação que um dia terá de ter um epilogo?O BE.

Maior engulho da história do PCP?O voto em Mário Soares contra Freitas do Amaral.

Esqueletos no armário?Muitos.

Este fóssil politico resiste e sobrevive, vai continuar qual Parque Jurássico, parasitando o espectro politico português e contaminando organizações e sindicatos para garantir o fim ultimo da sua existência...a sua sobrevivência.

A politica da terra queimada, do quanto pior melhor, prossegue inexoravelmente o seu caminho no ultimo bastião marxista leninista, ainda com alguma expressão, na Europa.

 

"A lei fundamental da revolução, confirmada por todas elas e, em particular, pelas três revoluções russas do século XX, consiste no seguinte: para a revolução não é suficiente que as massas exploradas e oprimidas tenham consciência da impossibilidade de viver como antes e reclamem mudanças. Para a revolução é necessário que os exploradores não possam viver nem governar como antes. Só quando as "camadas inferiores" não querem o velho e as "camadas elevadas" não podem sustentá-lo nos moldes antigos, só então pode triunfar a revolução. Em outros termos, esta verdade se expressa do modo seguinte: a revolução é impossível sem uma crise nacional geral (que atinja explorados e exploradores). Por conseguinte, para a revolução deve-se conseguir, primeiro, que a maioria dos trabalhadores (ou, pelo menos, a maioria dos trabalhadores conscientes, reflexivos, politicamente activos) compreenda, profundamente, a necessidade da revolução e esteja disposta a sacrificar a vida por ela; em segundo lugar, é preciso que as classes governantes atravessem uma crise de governo que empurre para a política até as massas mais atrasadas (o sintoma de toda revolução verdadeira é a decuplicação, a centuplicação do número de homens aptos para a luta política, representantes da massa trabalhadora oprimida, antes apática), que leva à impotência o governo e torne possível sua rápida derrubada pelos revolucionários. (Lenin — O Esquerdismo, Doença Infantil do Comunismo — Edições em línguas estrangeiras — Moscou, 1944)." -  "O Caldeirão das Bruxas e outros escritos políticos" Hermínio Sacchetta Pág. 135-138.

 

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3 comentários:
De Odete Pinto a 29 de Novembro de 2008 às 16:47
..."senhores dum cinismo e falta de vergonha avassaladores, armados da mais populista treta e duma frieza arrepiante, mantendo lógicas e organizações que pouco evoluíram desde a clandestinidade, o PCP..."
..."Inimigo número um? O PS."
..."alimentar-se no poder local e noutras organizações, ser sempre um obstáculo à democracia e ao desenvolvimento e estar sempre em condições de chantagear o poder."

É a realidade, e no entanto já tentaram alcançar o poder, em Portugal, cujos resquícios ainda não estão até hoje, totalmente erradicados.


De PDuarte a 29 de Novembro de 2008 às 23:02
estava aqui a olhar para as fotografias do comité de 1917 e desconfio que hoje na Soeiro Pereira Gomes seria considerado demasiado liberal.


De vasco a 30 de Novembro de 2008 às 12:18
Como sempre, acerca do que o PCP diz sobre o que se passa em Portugal, nada. Sobre o que disse José Sócrates e o que diz agora (que é o mesmo que o PCP anda a referir há alguns anos), nada. Postam-se umas fotografias de uns tipos 'antigos', fala-se da coreia do norte e do vietname e pronto.


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