Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Enquanto os nossos líderes mundiais continuam a tactear em busca de interpretações e soluções para a grande crise económica, convém, pelo nosso lado, não nos limitarmos a esperar que eles as encontrem. Pelo contrário, convém começar já a responder com os meios à nossa disposição.

O pior que poderíamos fazer, numa altura em que uma crise de confiança mina a nossa actividade económica, seria diminuir os esforços públicos para dinamizar a economia, como tenho visto alguns analistas sugerir. Para mim é claro que os dirigentes regionais e locais devem fazer exactamente o contrário, ou seja, promover por todos os meios a actividade económica.

Posto isto, é necessário estabelecer prioridades e penso que a primeira deve ser a do estímulo à micro-actividade e, muito em especial, à que é protagonizada por mulheres.

As macro-actividades nos Açores – em resultado directo da nossa dimensão – têm mais dependência e geram mais efeitos no emprego e na actividade económica do exterior da região do que no seu interior.

Numa altura em que a prioridade absoluta é estimular a actividade económica interna, as micro-actividades têm vantagens ímpares.

Em segundo lugar, temos de ter em conta que o principal recurso dos Açores com potencial de crescimento é o da mulher e isso mesmo é confirmado pelo nosso passado recente. O nosso crescimento recente deve-se maioritariamente à mobilização da mulher para o mercado de trabalho. Com efeito, esse aumento teve apenas uma excepção, que é a correspondente ao grupo das mulheres com filhos pequenos. Isso quer dizer que, para além de termos de incentivar uma maior partilha das responsabilidades domésticas, temos também de potenciar todas as iniciativas de cuidado para as crianças e de ocupação dos tempos livres (e aqui convém lembrar o trabalho fundamental de organizações como as de escuteiros que merecem tudo o que pudermos fazer por elas).

Muito em particular temos de estimular o empreendedorismo feminino, área em que o potencial por utilizar é enorme. Recentemente, num debate promovido por empresárias, estas convenceram-me que se justifica equiparar as mulheres aos jovens, nas taxas de apoio. O micro-crédito pode ter aqui uma importância decisiva.

Vamos todos reagir com energia e determinação à borrasca que continua a avolumar-se no horizonte todos os dias. Não há tempo a perder, nem salvações divinas a esperar. Há que encontrar energias para enfrentar as dificuldades no nosso seio.

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