Foi publicado o Relatório da Transparencia, onde no "Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 2010", Portugal aparece em 32º lugar. Nós, portugueses, também já tinhamos percebido...
Foi publicado o Relatório da Transparencia, onde no "Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 2010", Portugal aparece em 32º lugar. Nós, portugueses, também já tinhamos percebido...
Vi no domingo um documentário fabuloso. Não resito a partilhar a historia de um amor sem fronteiras...porque a sociedade se quer mais justa e mais solidária.
Ide ver..
por estas e por outras...tenho pena do meu país...
“No reino dos fins, tudo tem um preço ou uma dignidade. Se algo tem um preço, pode ser trocado por qualquer outra coisa. O que tem dignidade é único e não pode ser trocado; está além do preço.” Kant.
Consultando o site dos tesourinhos deprimentes, ou seja www.base.gov.pt, ficamos a saber da dignidade de muitas das opções que são tomadas pelos nossos dirigentes públicos. O procedimento n.º99010 de 13-10-2009, é disso exemplo. Vejamos:
“Objecto do contrato: “Copos Vidro Empilhavel, Garfo Cromoníquel p/ carne, Faca Cromoníquel p/ carne, Prato de Porcelana, Prato de Porcelana Hotel Doce, Conchas Medidora de Arroz, Concha Inox, Formas de Aluminio p/ Pudim, Espumadeira Inox, Pinças Inox p/ Salada, Copos Vidro Empilhavel, Garfo Cromoníquel p/ carne, Faca Cromoníquel p/ carne, Prato de Porcelana, Prato de Porcelana Hotel Doce, Conchas Medidora de Arroz, Concha Inox, Formas de Aluminio p/ Pudim, Espumadeira Inox, Pinças Inox p/ Salada”.
Data da celebração de contrato: 17-03-2009. Preço contratual : € 55.454,32
É caso para dizer que é um faqueiro com muita dignidade…
Esta tensão pré-conselho nacional, recorda-me um pouco a entrega dos óscares...E há que ter banda sonora a condizer..seja qual for a decisão, aqui fica o que me lembro de mais apropriado...
Aquando da entrega do projecto de revisão constitucional do PSD, houve logo quem saltasse da cadeira para acudir à defesa do Estado Social, concretamente no que à Saúde e Educação dizia respeito. Deve ser por isso, que agora aparece isto. Pelo menos estavam calados...
Mais milhão menos milhão...assim vão as contas no OE. São de um rigor, de uma precisão, de uma eficácia e rapidez que custa comentar como é que isto acontece..
A primeira das minhas postagens é sobre portagens. Está na ordem do dia. Portagens , scuts e afins. Porque é já esta sexta-feira que se prevê que sejam iniciadas as cobranças..
A geração cupon chegou ao governo…os talões, cupões e outras promoções. Num intrincado esquema de aplicação das portagens nas scut, ficamos a saber que há umas que são de borla, e depois ainda levamos mais umas com desconto…acredito que no meu dia de anos ainda serei uma feliz contemplada com uma oferta, vale de desconto, e quem sabe, a descontar em compras…e no sistema que montaram acredito que o manual de instruções seja distribuído nas gasolineiras conjuntamente com o famigerado chip, que não era obrigatório mas lá terá que ser…isto para o comum dos mortais não vai ser fácil de acumular e gerir..escolho grátis a viagem até ao hospital, ou vou primeiro ao trabalho e deixo a creche para os descontos?...muito boa gente vai fazer contas à vida. Cada português transformado num contabilista, em vários domínios foi a isto que o partido socialista nos tem vindo a habituar. E a constante ideia vendida a metro de que quem não percebe é porque é contra o governo. mas alguém racional percebe?
Sobre as portagens sejamos claros. Já se esperava que mais dia menos dia tivessem aquelas vias que ser pagas, e é aquilo que tem mesmo que tem de ser, porque o Estado (que somos todos nós) está a pagar rendas desses troços de estrada. É o que acontece quando se varre o lixo para debaixo do tapete, que foi o que foi feito durante anos. A gestão das expectativas das populações misturada com climas eleitorais e promessas arroladas em encobrimentos. Afinal as scuts não se pagavam a si próprias. Agora alguém bafeja que pagarão o próprio sistema rodoviário nacional. Dão para tudo..
Mas daí a serem pagas nesta barafunda vai um passo.
Porque é que uns pagam e outros não? é racional? não me parece.
Resolve-se assim um problema de coesão territorial? por isentar uns quantos? até não sei quando? não é racional.
Quem tiver a felicidade de morar, por exemplo na Maia, tem direito a 10 utilizações de borla na Concessão Norte Litoral e outras 10 na Concessão do grande Porto, ou seja 20 borlas…isto é racional? é coesão territorial? é o quê?
Que dizer das empresas de 1ª e das empresas de 2ª, cuja única diferenciação é a distancia em que se encontram? alguém acha isto sério e racional?
Faz-me lembrar aquelas discussões em que já entrei e que a certa altura, alguém reduz à questão da idade…discussão ganha!..aqui o ridículo é mesmo esse, achar que o argumento da distância é válido..
O enfoque das scut deveria ser dado à infra-estrutura, porque é disso que se trata. Tem que ser paga? muito bem, que seja por todos. Custa dinheiro, x por Km´, muito bem, assim seja feito e cobrado. Igual por todos. As coisas não estão fáceis e as populações foram enganadas estes anos todos e vai haver dificuldades de adaptação? Muito bem, faseadamente, o preço ao Km será aumentado, começa este ano por ser mais ou menos simbólico e progressivamente aumentará a valores que se vão aproximando dos praticados noutras AE (porque o custo real jamais será atingido). Mas igual para todos. Ppara quem está nos concelhos abrangidos pelos 10 Km´s, quem vem de fora, quem vai uma vez ou quem vai 20.
Porque se este critério tem alguma coisa de racional, então vamos lá começar a negociar descontos na A1 Lisboa – Porto, porque não em função da idade? tão bom como qualquer outro critério…
E já agora, que dizer da valorização imobiliária de quem foi feliz contemplado nos distanciamentos abençoados? morar onde não se paga é mais vantajoso do que onde se paga…deve ser coesão territorial. Alguém acha isto racional?
Se eu saísse de casa e a minha rua estivesse em perfeitas condições, da iluminação ao passeio. Se eu andasse por qualquer cantinho de estrada nacional deste país e as encontrasse em perfeitas condições, da sinalização ao pavimento, se eu tivesse um rede nacional perfeita, que me importava a mim pagar auto-estradas? Se as alternativas às auto-estradas não fossem estradas, mas fosse por exemplo um caminho de ferro? Uma linha de transporte publico? E se isto tudo funcionasse, alguém queria saber de ter que pagar scut´s? Eu não.
Discutir isto seria sério e racional, até lá fica a imagem deste ministério, o dia é santo na loja!