05.08.11por Rudolfo de Castro Pimenta
Não deixa de ser surpreendente a atenção, que os órgãos de comunicação social e outros, têm dado ao caso da chamada de teste para o INEM efectuada pelo Grupo Parlamentar do PSD. É algo que só posso classificar como típico da Silly Season que atravessamos. Até porque, pelos vistos para muitos, não há mais matéria política para discutir ou escalpelizar, dada a conjuntura político-económica que nos rege. Esperava mais, daqueles que reclamam para si, uma oposição responsável.
Feita esta introdução inicial, gostaria de fazer algumas considerações.
Acho curioso que ninguém tenha abordado a questão central desta polémica: o facto de o relatório do Tribunal de Contas por em causa o tempo médio de atendimento das chamadas de emergência do 112, enunciado nos números oficiais do INEM. Um assunto de somenos importância para muitos, certamente. Os mesmos que optaram por escamotear a questão, talvez pelo facto de o responsável do INEM ter sido nomeado pelo Governo anterior, refugiando-se numa pretensa ilicitude, constituindo-se esta como uma clara manobra de diversão. Ilicitude, aliás inexistente, uma vez que não foi estabelecida qualquer conversação com o operador, tendo-se apenas aferido o tempo de atendimento. Todavia, ainda que esta questão seja passível de análise jurídica, há outra que é claríssima: o poder de fiscalização dos deputados, ainda para mais daqueles com competências próprias nesta matéria como é o caso dos membros da Comissão Parlamentar da Saúde. E ainda que custe ao Grupo Parlamentar do PS que se fiscalize e tente apurar a ratio da disparidade entre os números do INEM e do Tribunal de Contas, gostaria de ouvir da parte deste, quaisquer declarações sobre esta matéria. Mas infelizmente, nem uma palavra.
Quanto aos clamores abstrusos de moralidade que têm vindo à praça ultimamente, gostaria que os seus autores, de acordo com a tal oposição responsável, passassem das intenções aos actos, enjeitando os faits divers e se concentrasse naquilo que é essencial. Até porque no que diz respeito à moralidade dos deputados, não faltam por aí telhados de vidro; esses sim justificados.
27.04.11por Rudolfo de Castro Pimenta
Ontem, o Primeiro-Ministro demissionário ao ser entrevistado por Judite de Sousa, revelou que não vai usar a família na campanha.
Não quer expor os filhos, o que é legítimo e louvável. E provavelmente também não quererá expor a mãe, os primos ou o tio.
Percebo perfeitamente.
26.04.11por Rudolfo de Castro Pimenta
Recordo-me do ruído causado pelos "Lellos" sobre a presença nas listas do PSD por Lisboa de Fernando Nobre. Durou vários dias e disse-se de tudo. Foi um ataque feroz e consertado entre o aparelho socialista e seus contactos ou sequazes na comunicação social, "blogosfera" e redes sociais. Hoje Ferro Rodrigues voltou ao ataque.
Fernando Nobre foi acusado de oportunismo, de traição, de "tachismo" e enxovalhado em praça pública. O PSD foi criticado por praticar tacticismo político por aqueles, que, pasme-se, jamais se preocuparam em preparar declarações públicas ao pormenor, na altura mais conveniente politicamente; nunca tomaram medidas eleitoralistas, tais como aumentar o vencimento da função pública em vésperas de eleições; não transformam congressos em comícios, nem apostam na política das camionetas; que têm horror à política espectáculo e ao teleponto e nunca perguntam ao Luís se ficam bem na pantalha.
O candidato da cidadania que colhia a simpatia de muitos e a quem elogiavam a sua independência política; independência essa que lhe permitia legitimamente ter apoiado Louçã e Durão Barroso, transformou-se para esses, num escroque ao acreditar num projecto e numa pessoa - Passos Coelho. Vendeu-se - disseram. O candidato que tinha sido tão "fixe" para roubar votos ao Manuel Alegre, traiu quem tinha votado nele nas últimas eleições. Aquele que representava a cidadania, essa coisa "porreira" para ser utilizada como chavão e que traduzia a participação activa dos cidadãos fora do jogo político-partidário, que se deseja inócua, enjeitando-se o exercício dessa mesma cidadania no âmbito dos partidos - até porque os lugares são um bem escasso - revelou-se um mercenário para alguns.
Paradoxalmente, mais tarde ,veio-se a saber que o PS também tinha sondado o tal vendido. As virgens ofendidas do bordel, revelaram-se afinal serem apenas mulheres preteridas e amarguradas. Ouviu-se o zumbido das moscas nos corredores do Rato.
Mas, o silêncio ficou ainda mais ensurdecedor, ao saber-se que Basílio Horta era o cabeça de lista por Leiria do PS. Quedaram-se os denunciantes da relação contranatura entre o esquerdista Fernando Nobre e Passos Coelho. Quiçá, por a memória não ser curta e muitos se lembrarem dos Ministros Veiga Simão e Freitas do Amaral. Talvez. Ou, então, graças à eficaz mordaça dos "controleiros". Quem sabe.
E já que falamos na lista por Leiria, uma coisa é certa. O PS é criterioso na feitura de listas. Não é como o PSD que indica alguém que não tem qualquer experiência parlamentar como Fernando Nobre. Está na vanguarda, ao recrutar gente no Big Brother ,com provas dadas e próximos das bases e do Homem comum.
O silêncio continua sepulcral.
06.04.11por Rudolfo de Castro Pimenta
Não deixa de ser curioso que se continue a insistir na tese da responsabilidade total da oposição e sobretudo do PSD na actual crise política.
Esqueceram-se porventura da viabilização do Orçamento de Estado (que não é o seu) e dos sucessivos PEC's numa atitude que Mário Soares considerou próprio de quem visava o interesse nacional e de quem transpunha as lógicas político-partidárias, algo só ao alcance de estadistas.
Pois rapidamente se fez tábua rasa desse entendimento e o tango transformou-se em marcha fúnebre.
Agora o PSD é o grande responsável pelo status quo. Não é o Governo praticamente nado-morto desde o início que não tomou atempadamente as medidas severas que se exigiam. Não foi o Governo que andou a ludibriar tudo e todos com contabilidades criativas e engenharias financeiras. Não foi o Governo que não cumpriu aquilo com que se comprometeu nas negociações do Orçamento de Estado. Não é o Governo que mente sistematicamente. Não foi o Governo que andou a ganhar tempo nos últimos meses a adiar o inevitável. Não foi o Governo que anuiu a entrada do FMI no fundo de resgate europeu, aquele mesmo FMI que diaboliza internamente. Não foi o Governo que se auto-limitou considerando a entrada do FMI em Portugal uma derrota política governamental. Não foi o Governo que negociou um PEC4 nas costas de todos sem passar cavaco ao Presidente da República, Parlamento, Conselho de Ministros, Parceiros Sociais e PSD. Não foi o Governo que face à inevitabilidade da entrada do FMI se apercebeu que tinha mais condições de disputar umas eleições agora do que daqui a uns desgastantes 3 meses, confrontado com a verdade dos números e a derrota política do resgate externo. Não foi o Governo que portanto forçou a situação levando o PSD a ter que assumir as suas responsabilidades como o maior partido da oposição. Não é concomitantemente do interesse do Governo a crise política por si despoletada devido a critérios eleitoralistas e de manutenção no poder. Também não é do seu interesse ter um pretexto para aplicar a sua táctica política preferida: a auto-desresponsabilização e a vitimização.
Não.
É o PSD que beneficia da crise política ao receber como herança um País em pantanas e o ónus da tomada das incontornáveis e impopulares medidas de austeridade; como é evidente camaradas.
04.04.11por Rudolfo de Castro Pimenta
O Governo caiu pois estava esgotado e já não oferecia soluções nem tinha um pingo credibilidade. E nem nas presentes circunstâncias apresenta algo de novo. O PS adoptou a sua velha e bem quista táctica da vitimização. E vai usá-la até à exaustão. O passo seguinte será atiçar os cães de fila do costume que farão uma algazarra num misto de acusações ocas e despautérios de forma a desviar as atenções do eleitorado do essencial: o estado calamitoso em que nos encontramos e o contributo de anos e anos de governação socialista para o status quo.
Vão atirar a responsabilidade para a crise internacional, para os especuladores financeiros, para a oposição, para o Presidente da República, para os mercados, para a mudança das regras contabilísticas da UE, para os órgãos de comunicação social e os formadores de opinião, para o Zé Povinho, para as condições meteorológicas e para o Pai Natal.
No final será de tudo e todos a incumbência pela iminência do abismo em que nos encontramos. De todos, menos do nosso bem amado timoneiro demissionário e seus quejandos que contra ventos e marés e resistindo a todas as adversidades tentou levar a nau a bom porto. E só não chegou, não dada a sua incompetência e aldrabice, mas sim graças a uma tripulação relapsa e amotinada, ao mar cavado pela Corrente do Golfo, a uns quantos corsários e sereias e a alguns baixios não assinalados na carta.
E aí está ele, disposto a conduzir mais uma expedição, auto-imune aos sucessivos desaires das anteriores, rogando que a Coroa e os seus súbditos voltem a pagar a empreitada.
22.03.11por Rudolfo de Castro Pimenta
01.03.11por Rudolfo de Castro Pimenta
21.02.11por Rudolfo de Castro Pimenta
Há uns anos aquando da constituição do Bloco de Esquerda vaticinei que a existência deste corpo político estranho não seria profícua. Afinal de contas uma amálgama de trotskistas, maoistas e dissidentes comunistas, historicamente estava imediatamente condenada ao fracasso. Enganei-me. Estes arregimentaram-se à volta da figura de Francisco Louçã e da sua capacidade política. Modernizaram o seu discurso e marketing político. Constituíram-se quase numa moda captando a rebeldia juvenil burguesa tal como o MRPP o fez 30 anos antes. Alcançaram o grande prodígio de evitar as declarações públicas do Major Tomé e do Gil Garcia não espantando o eleitorado e as bases. A extrema-esquerda mascarou-se de esquerda não marxista e social democracia de esquerda.
No entanto o crescente sucesso eleitoral não escamoteou o seu pecado original. Os idólatras de Enver Hoxha resumem-se a um partido de protesto tal como as forças políticas que o compuseram. Os admiradores de Mao Tse Tung bastam-se pela denúncia e propostas infundadas ou irrealistas. Os seguidores de Leon Trotsky não se conseguem constituir como alternativa política. Até porque o não querem. E é esta postura que evitará que este continue a crescer sustentadamente ainda que nas próximas legislativas venha a beneficiar de algum voto de protesto ao Governo de Sócrates.
Sendo Francisco Louçã o cimento que une o partido, esta tem sido a sua maior força. O bloco beneficia da sua retórica, telegenia e da sua habilidade comunicativa ainda que de conteúdo enviesado. Este tem mantido o bloco coeso enquanto as suas decisões são do agrado da maioria ou ainda que o não sejam, desde que tenham êxito. Mas quando tal não acontece, como foi o caso do apoio ao socialista Manuel Alegre que alienou alguns dos seus dirigentes ou da fracassada moção de censura que consagrou a irresponsabilidade da sua linha política, nasce a conturbação interna nas hostes. Conturbação essa que desta vez ganhou proporções, visibilidade e consequências muito superiores a outras como a predilecção de Joana Amaral Dias pelo formato mp3, por exemplo. Mas aquela que é a sua maior força constitui-se na sua maior fraqueza na medida em que faltando o consenso à volta de Francisco Louçã e da linha que este preconiza; não beneficiando da estabilidade interna dos partidos da esfera governativa quando estão no poder ou na sua eminência, nem possuindo uma matriz ideológica vincada em que todos se revêem ou têm de rever, o Bloco de Esquerda corre o risco de uma grave crise interna.
11.02.11por Rudolfo de Castro Pimenta
Numa altura de grave crise económica, o Bloco de Esquerda lembrou-se de propor uma moção de censura. O mesmo Bloco de Esquerda que esteve tão quieto nos últimos meses aquando da união de facto presidencial com o Partido Socialista. Agora que a malograda relação findou, a amálgama partidária de liderança Trotskista procura demarcar-se do Governo, disputar o eleitorado do Partido Comunista e forçar a mão do Partido Social Democrata.
O Bloco de Esquerda não é mais do que um partido de protesto. Nunca teve vocação governamental e volta a demonstrá-lo ao adoptar a velha fórmula de capitalização do descontentamento das massas, jamais constituindo-se numa alternativa democrática pelas propostas concretas e realistas que deveria apresentar.
Assim se explica também a altura escolhida para a propositura desta moção de censura. Só um partido que não pertence ao arco governativo bastando-se pelo conforto da denúncia com laivos de rebeldia pueril tomaria esta iniciativa neste momento. Momento esse em que atravessamos uma conjuntura económica recessiva, sob pressão dos credores internacionais, reféns da inconsciência e ignorância dos mercados sobre a nossa realidade, com os especuladores sedentos à espreita e a espada de Dâmocles do FMI sobre as nossas cabeças.
E o que é que os partidos à direita deverão fazer? Deverão imiscuir-se numa contenta da esquerda em que por um lado o Bloco pretende demarcar-se dos socialistas e por outro reclamar espaço eleitoral aos comunistas?
Tudo dependerá do tipo de texto de que se revestirá a moção. Mas uma coisa é certa: derrubar o Governo (ainda que este esteja praticamente paralisado) antes de sabermos qual a taxa de execução orçamental do primeiro trimestre é uma irresponsabilidade, o que não significa que o PSD deva sustenta-lo ad eternum.
03.02.11por Rudolfo de Castro Pimenta
Depois da dessintonia entre Luís Amado e o Governo sobre a venda da dívida pública, nova bagunça vem a terreiro desta feita entre Jorge Lacão, o Governo e o Partido Socialista relativamente à redução do número de deputados.
Estes episódios são claros exemplos do estado degenerativo em que o Governo se encontra. A maior parte dos Ministérios e gabinetes estão paralisados com as suas lideranças confusas e equipas desmotivadas. Não há rumo, objectivos nem soluções. A noção de fim de ciclo instalou-se de forma epidémica nos corredores de S.Bento e do Terreiro do Paço.
Se um governo que não governa em circunstâncias normais é mau; dada a conjuntura político-económica actual tal realidade ganha proporções bem mais gravosas. Numa altura em que se exige uma resposta pronta e afirmativa aos desafios colocados, que urge implementar pesadas reformas para que se debele a crise e em que as pessoas estão ávidas de liderança e propostas, no Governo grassa a apatia e o desnorte.
E tal não se justifica pois apesar de minoritário este Governo teve toda a sustentação política de que precisava por parte do Partido Social-Democrata. Todavia, curiosamente, para muitos socialistas houve uma inversão do ónus da governação para o maior partido da oposição, o que não deixa de ser no mínimo caricato. É a oposição que governa e não aqueles que foram eleitos para isso. Faz sentido.
Assim vamos andando, com um Governo que já só vive da figura de José Sócrates, estando os ratos a abandonar o navio enquanto os abutres aguardam pacientemente para disputar a carniça.
18.01.11por Rudolfo de Castro Pimenta


O Ministro Luís Amado confirmou a evidência. O Governo tem feito esforços para vender a nossa dívida a investidores estrangeiros. Nada de surpreendente e infelizmente inevitável. Posteriormente Sócrates desmente. Agora fontes governamentais dão o dito pelo não dito e afinal é verdade. No entanto afirmam que não é uma venda mas sim um investimento.
Motivo para esta trapalhada? O Primeiro-Ministro não quis dar a entender aos mercados que estamos desesperados na venda.
Portugal parece aquela aristocracia falida que quer alienar os seus já parcos activos sem passar pelo vexame junto ao seu círculo de relações sociais e sem atrair os abutres aproveitadores destas situações. Para obviar à penúria restar-lhe-á por fim tentar casar uma filha com um qualquer burguês novo rico garantindo a subsistência. O problema é que a sua filha é um estafermo e não há muitos interessados nos seus títulos...
13.01.11por Rudolfo de Castro Pimenta

Com a venda de Títulos do Tesouro à China, as duas colocações de venda privadas de dívida nas últimas semanas e o leilão de ontem endividamo-nos em mais uns biliões de euros para pagarmos os juros da nossa dívida externa e continuarmos a viver acima das possibilidades durante mais uns tempos!!!
Podemos procrastinar os indispensáveis cortes drásticos na despesa do Estado por mais umas semanas!
Yupiiii!!!!!!!!!!!
10.01.11por Rudolfo de Castro Pimenta
A pré-campanha para as eleições presidenciais bem como o início da campanha oficial foi uma lástima.
Nada se ouviu ou se discutiu sobre o que pensam os candidatos acerca dos assuntos que verdadeiramente preocupam os portugueses. Não se acrescentou nada sobre coisa nenhuma. Faltou uma Ideia para o País.
Em contrapartida o lamaçal abunda. Está a ser a campanha do BPN, do BPP, do Estatuto dos Açores e das escutas em Belém. A procissão ainda vai no adro mas já ficou bem claro qual é o fio de prumo do que se seguirá nas próximas semanas. Uma vez que já há um vencedor anunciado e uma assunção de derrota da esquerda nos seus vários cambiantes; de forma a atingir o objectivo da 2ª volta vale tudo. Esta campanha resume-se a uma luta pelo reconhecimento do candidato mais honesto, isento e de carácter mais impoluto e para tal denegrece os adversários ao invés de uma luta de ideias.
Espantam-se as hostes pelas fracas audiências dos debates eleitorais, pelo fraco interesse por parte dos eleitores, pela fraca mobilização.
Ainda não perceberam quais as aflições da generalidade da população e a sua desconfiança no futuro. Desconhecem a preocupação daqueles que terão cortes nos vencimentos. Demarcam-se do desespero dos desempregados. Demitem-se daqueles que receiam fechar as portas das suas empresas. Omitem o final de ciclo e a noção de perda de qualidade de vida e retrocesso social por parte daqueles que foram incentivados a viver acima das suas possibilidades. Bastou-lhes reclamar qual deles é aquele que mais se preocupa com os pobrezinhos.
Exauridos de projectos, dinamismo e ideologia, sem qualquer proximidade com os cidadãos e seus anseios; em ano de centenário da república as hostes estão mais apartadas dos portugueses do que nunca. Nem sequer os independentes conseguem reivindicar com sucesso o espaço da cidadania. Sinais claros da decadência da 3ªrepública e dos seus velhos actores a caminho do abismo.
30.12.10por Rudolfo de Castro Pimenta
Assistir a noticiários e magazines televisivos dos canais generalistas nos últimos dias do ano é uma experiência deprimente.
Ano após ano por esta altura repete-se a mesma fórmula. Revistas do ano; reportagens sobre sugestões onde passar o reveillon em hotéis, restaurantes e praças ao ar livre, ementas, alugueres de roupa e pirotecnia; os saldos e as inevitáveis e interessantíssimas entrevistas a populares na rua e sobretudo as previsões para o ano que vem de astrólogos, tarólogos, bruxos e videntes, médiuns, feiticeiros e outros charlatães repletas de lugares comuns e evidências.
Tenta-se a todo o custo ocupar a hora e meia de telejornal com reportagens que de informativo têm muito pouco depois de despacharem as verdadeiras notícias em 30 minutos.
Este período é a segunda silly season do ano.
Mal posso esperar pelos programas de fim de ano enxertados em reality shows e pela reportagem em directo do foguetório na Austrália.
27.12.10por Rudolfo de Castro Pimenta
Ouço o candidato Fernando Nobre enquanto escrevo estas linhas. A apologia ao seu passado apolítico é uma constante. Aliás este facto é a sua única plataforma de candidatura.
O fenómeno dos independentes ou melhor dos políticos não políticos, passo a expressão, não é novo. Há vários exemplos no passado e alguns com resultados desastrosos. Gente que se pretende destacar da classe política como se de coisa pestilenta se tratasse e que no entanto utiliza as máquinas partidárias para concretizar as suas agendas pessoais, muitas das vezes adoptando à posteriori as práticas políticas que diz desprezar.
O facto de não se ser filiado num qualquer partido político não faz com que se tenha um ascendente moral sobre aqueles que o são. Ser-se militante de uma estrutura partidária é um acto de cidadania tal como a pertença a uma associação de cariz social, recreativo ou desportivo. A militância politica é e deve ser um acto consciente de alguém que quer participar de um projecto político que oferece ou deverá oferecer soluções para as aflições da comunidade. O facto de haver quem se aproveite de alguma forma a título pessoal não retira mérito ao princípio subjacente. Até porque gente desonesta há em todo o lado.
Aquilo que distingue os cidadãos é o seu carácter bem como as suas boas práticas e costumes independentemente de serem possuidores de um qualquer cartão de militante ou não.
A experiência tem-nos mostrado que alguns que têm este discurso afinal não fazem falta nenhuma.
20.12.10por Rudolfo de Castro Pimenta
Nos últimos tempos tenho andado a pensar sobre este fenómeno da Wikileaks.
E agora pergunto: o que é que eu, enquanto cidadão, ganhei em saber da coscuvilhice dos embaixadores? Valeu a pena que no futuro o corpo diplomático ponha em causa a confiança nos seus interlocutores para isto? Em que é que lucrou o Ocidente em saber dos pontos chave da defesa norte-americana? Hipotecou-se a segurança global em nome de quê? Da liberdade de imprensa? Qual imprensa? Estão a falar dos criminosos que piratearam informação privilegiada? Quem é que mandatou estes senhores para serem eles a decidir sobre a prevalência do meu direito de informação sobre o meu direito à segurança? Quem é que está a acobertar estas acções criminosas? E qual será o verdadeiro objectivo desta gente?
Serviu para uma coisa que mais ninguém até então tinha dado por isso. Ficamos a saber que Sócrates é um líder carismático para os americanos.
16.12.10por Rudolfo de Castro Pimenta
Teixeira dos Santos foi ligeiro para o Império do Meio vender títulos de dívida de forma a conseguir mais umas patacas para aguentar por mais uns tempos o nível de vida que não podemos pagar.
Portugal necessita de investimento externo como de pão para a boca, é certo. No entanto qualquer decisão deste género não deve ser tomada de ânimo leve. Especialmente quando a contraparte é a China.
A China é o país com maiores reservas de divisas no mundo. É credora de 2/3 da dívida externa norte-americana e já controla grande parte dos recursos de África e da Ásia. Oficialmente a sua política externa é de não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados o que a leva a investir no Sudão da mesma forma que investe no Ocidente. No entanto tal não significa que não exerça a sua influência de qualquer modo. Há vários exemplos disso mesmo, desde as questões que concernem ao Tibete ou às Coreias, aos direitos humanos e direitos laborais ou às relações comerciais, bem como a sua cada vez maior tendência hegemónica no Pacífico e no Índico.
Já diz o meu Professor César das Neves: "não há almoços grátis". Tenho sérias reservas relativamente às contrapartidas exigidas pelos chineses. O preço a pagar poderá ser demasiado alto para além de que ficarmos nas mãos "controleiras" da China é a última coisa de que precisamos. A prudência aconselha que relativamente a esta matéria explorássemos outras possibilidades; como por exemplo o Brasil, que aliás até já se predispôs a isso.
07.12.10por Rudolfo de Castro Pimenta
Nos últimos dias tenho ouvido ;ainda que poucos dada a manifesta falta de interesse por parte da generalidade das pessoas, comentários a lamentar a decisão da FIFA na escolha do anfitrião do Mundial de futebol de 2018.
Devo dizer em abono da verdade que fiquei satisfeito com a escolha a Rússia. E não encaro tal como falta de patriotismo; bem pelo contrário, a minha satisfação funda-se no meu bem querer à Pátria. Ademais, o nacionalismo não se reduz a uma mera dimensão desportiva ou "futebolesca".
E passo a explicar porquê.
Numa altura de franca crise económica, crise essa que o Governo não soube antecipar, prevenir e que até à bem pouco tempo renunciava, resultando na exigência de tantos sacrifícios por parte da generalidade dos portugueses surge a ideia peregrina desta candidatura. E não é demagogia criticar a ideia de organizar um campeonato de futebol quando se corta no abono de família ou na comparticipação dos medicamentos. Populismo é continuarmos a assistir por parte daqueles que nos governam à velha política de pão e circo, empurrando os problemas para a frente, na certeza que serão as gerações vindouras a pagar a factura dos seus desatinos.
Encontrou-se mais uma justificação para o TGV, gorada a legitimação financeira, económica e de mobilidade. Curiosamente, a Rússia não é possuidora de infra-estruturas ferroviárias de alta velocidade onde as distâncias são avassaladoras e ganhou a candidatura. Caiu por terra o argumento de aquém e além fronteira para grande desfortúnio de iberistas, financeiros irresponsáveis e patos bravos. Assim como a Rússia terá tido outros motivos mais ponderosos, também nós temos outros condicionalismos que desaconselham tal aventura desvairada nos tempos que correm.
Dados os constrangimentos financeiros de que somos alvo seria um crime contra a Pátria gastarem-se milhões de euros para termos três ou quatro jogos; aqueles que os castelhanos gentilmente nos atribuíram a título de caridade. E estes ainda se queixaram de que quem paga manda...
Paralelamente às razões económicas surgem outro tipo de questões. Esta candidatura era espanhola, da qual Portugal não seria mais que um apêndice. Bastava ler os jornais espanhóis. Esta seria a primeira vez na história da FIFA desde que se iniciou o movimento de candidaturas conjuntas à organização de campeonatos internacionais de futebol que os países visados não estavam numa situação de paridade. Nada de surpreendente. A tendência hegemónica castelhana acompanhou-nos sempre desde a Fundação, bom exemplo disso é a afirmação de José de Carvalhal y Lencastre, ministro de D. Fernando IV, “A perda de Portugal foi de puro sangue e, por isso, o ministro espanhol que não pense constantemente na reunião, ou não obedece à lei ou não sabe do seu ofício”. Lamentavelmente do lado de cá da raia não têm faltado Condes Andeiros ou Migueis de Vasconcellos.
Alguns teimam em continuar a viver acima das nossas possibilidades e em hipotecar o nosso futuro. Felizmente que fomos salvos de mais um desastre por uma organização internacional, neste caso a FIFA...
01.12.10por Rudolfo de Castro Pimenta
Vivemos numa esquizofrenia institucional instalada. Por um lado queixamo-nos do excesso de feriados nacionais que prejudicam a produtividade nacional. Por outro comemoramos feriados a torto e a direito. Mas a demência não fica por aqui. Não celebramos as efemérides históricas que deveríamos celebrar e tampouco se dá a devida relevância a algumas que já são festejadas.
Faz algum sentido que o dia 5 de Outubro de 1143, data da fundação da nacionalidade não seja enaltecido com a referência que se impõe? Se há feriado que deve ser comemorado é este e se mais feriados não houvera deste jamais poderíamos prescindir. Não deixa de ser sintomático por parte daqueles que nos desgovernam que façam tábua rasa do nascimento da Pátria sobretudo numa altura em que esta está a saldo, joguete dos mercados financeiros internacionais, quais vendilhões do Templo.
O 1º de Dezembro é outro exemplo da alienação na qual estamos mergulhados. Apesar de exaltado no calendário é aquele mais mal tratado pelas Instituições e menos acarinhado por todos. Não se trata de um feriado politiqueiro ou politizado como os outros. Se o 5 de Outubro de 1143 significa a conquista e concretização prática da Ideia de Nação, o 1º de Dezembro enaltece a sua reconquista e manutenção contra todas as possibilidades. Convenhamos, nada que diga alguma coisa a iberistas, estalinistas e maoístas, federalistas europeus e outros ignorantes.
Comemoremos ao invés os feitos do regímen tais como golpadas republicanas; o prec e o copcom em detrimento do 25 de Novembro; o dia dos sindicalistas ou o sucedâneo mal amanhado do Dia da Raça dos tempos do Estado Novo, hoje dia dos emigrantes, do coitado do Camões, do galo de Barcelos, esqueceram-se do Pessoa, do Tony Carreira e do diabo a quatro, e o Saramago ainda não entra no pacote porque ainda não se lembraram disso.
19.11.10por Rudolfo de Castro Pimenta
Anteontem na Baixa o ambiente era estranho. Gente por todo o lado. A esmagadora maioria jovens. Novos, muito novos. Enchiam as esplanadas, os passeios, as soleiras das portas dos prédios. O ambiente em pesado. O clima não ajudava. Malabaristas aqui e acolá. Cheiro a erva no ar.
Ao fundo começam a rufar tambores. O ruído vai aumentando à medida que se aproxima. Ouvem-se palavras de ordem ao megafone. Surge uma amálgama de malta andrajosa. O circo desceu à cidade.
A NATO para esta gente representa tudo o que vai mal no mundo. Ainda que muitos deles tão pouco saibam porquê. Para os agitadores e doutrinados significa o capitalismo desenfreado; a exploração das sociedades; o homem, lobo do homem; um anacronismo histórico; o militarismo; a guerra; o Afeganistão.
Aqueles manifestantes estavam ali por causa da NATO todavia não pelos motivos que pensam. Estavam ali porque o seu escudo protector permitiu o investimento financeiro europeu no Estado Social em detrimento da defesa e consequentemente terem um melhor nível de vida que os seus pais e avós que lhes permite terem disponibilidade económica e de tempo para ajuntamentos pífios; porque a NATO representa a vitória dos direitos, liberdades e garantias sobre o totalitarismo vermelho; porque a NATO permitiu que vingasse um projecto europeu sendo este um espaço de liberdade de expressão, de consciência e de manifestação. Estavam ali porque a NATO existiu e existe, adaptada aos novos tipos de ameaças.
Infelizmente a memória é curta e a ignorância pueril, enorme.
02.11.10por Rudolfo de Castro Pimenta
Ontem, enquanto desesperava no trânsito de volta à Capital sintonizei o rádio na Antena 1. Nesse preciso momento começa uma rubrica intitulada "Portugal dos pequeninos". Grosso modo pretende-se o comentário da actualidade segundo a visão de uma criança anónima.
O tema da entrevista à dita criança foi a inevitável crise económica.
A conversa inicia com uma resposta negativa categórica à pergunta se já tinha sentido os efeitos da crise no seu dia-a-dia, evoluindo para algumas dissertações algo confusas a respeito do IVA. Devo dizer que a preocupação com o IVA foi uma constante ao longo da entrevista, realidade que este desconhecia. Seguidamente a criança informa os ouvintes que já tinha abordado a questão da pobreza na escola a propósito de um minuto de silêncio contra a pobreza, demonstra grande preocupação com os pobres e mais uma vez com o IVA, aponta o corte nos doces como medida anti-crise e termina com uma pérola: não sabia bem quem eram os responsáveis pela crise mas inclinava-se para Cavaco Silva; algo que deduzo ter ouvido em casa ou na escola.
Não deixa de ser curioso que para alguns a responsabilidade pelo agudizar da crise económica nada tenha que ver com o poder executivo mas sim que passe pela figura do Chefe de Estado. Aliás, ainda hoje; passados 13 anos de governação socialista (descontado o pequeno interregno de 2 anos e pouco de governos sociais democratas), se imputam ao PSD culpas no cartório. Curioso mas não surpreendente. Se há coisa que tem marcado a nossa sociedade nas últimas décadas tem sido precisamente a desresponsabilização de alguns agentes políticos, do indivíduo e da sociedade em geral.
Mas voltando à questão da figura do Chefe de Estado e à leitura dos seus poderes; sujeita a interpretações, em muitos casos contaminadas de "partidarite". Agora pergunto àqueles que criticam o Presidente da República de pouca intervenção; ainda que aqueles ignorem os alertas que este tem vindo a fazer há algum tempo sobre a situação económica que nos levou a este estado de coisas: então e a responsabilidade do Dr. Jorge Sampaio ao despoletar a crise política que levou José Sócrates ao poder? É de somenos importância? E porque é que este nada fez aquando do pântano enunciado por António Guterres? Não deveria o ex-Presidente da República ter sido mais interventivo publicamente? Mais imperativo na denúncia do status quo utilizando a sua magistratura de influência?
A crítica até seria coerente, não fora o hiato presidencial de Jorge Sampaio entre as forças de bloqueio soaristas e a cooperação estratégica cavaquista.
27.10.10por Rudolfo de Castro Pimenta
Depois do Morabitino, do Dinheiro, do Real, do Escudo e do Euro, Portugal tem uma nova moeda: o Submarino.
Esta nova unidade monetária substituiu a moeda de jure em Portugal (o Euro) instalando-se quiçá em resultado do costume em sentido jurídico, ou seja uma prática reiterada com convicção de obrigatoriedade. Tudo é medido em Submarinos. O fundo de pensões da Portugal Telecom, o endividamento estatal, a cativação de receitas, o défice, o buraco financeiro causado pelos medíocres que nos governam.
A chave do sucesso da implementação do Submarino deveu-se à sua carga simbólica e à necessidade de uma unidade de grandeza suficientemente grande para medir os despautérios financeiros e as trambiquices políticas.
Infelizmente, mais uma vez são as Forças Armadas o bode expiatório das sandices da Situação. No entanto não deixam de se sacrificar novamente e de estar à altura dos desafios da Nação. E ainda há alguns demagogos que questionam a sua razão de ser...
18.10.10por Rudolfo de Castro Pimenta
Hoje, aqueles poucos que tinham dúvidas que o Orçamento de Estado para 2010 era um péssimo orçamento, já as não têm pois este serviu para aumentar a despesa em detrimento de reduzi-la e ao não atacar as razões conjunturais que já vêm de há muito e que nos levaram à beira do abismo em que nos encontramos. E esse aumento do défice foi deliberado como o Primeiro-Ministro há seis meses veio a terreiro confessar. Mas não foi para salvar o Estado Social como invocou. Foram meras medidas eleitoralistas tais como o abaixamento do IVA em 1%, o aumento em 3% nos vencimentos da função pública ou as costumeiras falhadas promessas eleitorais de não aumento dos impostos. O caricato campeão do Estado Social foi o seu coveiro apenas para se eternizar no poder a todo o custo. É este o legado político de José Sócrates.
Agora surge o mesmo Primeiro-Ministro, aquele que em Agosto montado num TGV proclamou a Pátria como o campeão do crescimento e que outrora escarneou aqueles que alertavam para a urgência da inversão do endividamento, vem com dor de alma (segundo o próprio) propor um novo orçamento para o ano vindouro tão mau como o anterior. Mas com uma novidade. Enquanto que o anterior escamoteava a realidade, este vem ainda piorá-la. A proposta de Orçamento de Estado para 2011 traduz um crescimento brutal dos impostos que estrangulará as empresas e as famílias condenando o País à recessão económica e subsequente colapso social. E surpreendentemente peca pelo mesmo de todos os anteriores: não reflecte uma política de fundo para a recuperação económica, não corta drasticamente a despesa pública extinguindo timidamente e de forma atabalhoada umas poucas dezenas de institutos públicos e apostando num aumento da receita fiscal e em engenharias financeiras para tapar o buraco deste ano. E atenção que graças à desorçamentação das empresas, institutos e fundações públicas bem como as parcerias público-privadas não vêm reflectidas neste orçamento pelo que o endividamento continua galopante.
O tangueiro Sócrates (nas várias acepções da palavra) de 2010 mudou de estilo musical, desta feita para uma soturna marcha fúnebre em 2011.
E é para este velório que mais uma vez vem convidar Pedro Passos Coelho e o PSD. Só que agora trata-se de um não convite pois é sua intenção que Pedro Passos Coelho falte à cerimónia chumbando o Orçamento de Estado. Só assim se explicam as suas provocações constantes e dos seus sequazes socialistas bem patentes no último debate quinzenal por exemplo. O PS não demonstrou uma verdadeira vontade de negociar, de chegar a um consenso. Ao invés vem impor o seu orçamento forçando o PSD a pagar a factura e mais uma vez a levar o Governo ao colo. Dada a falta de credibilidade socialista, à omissão governativa do último ano e sua ausência de rumo, o não cumprimento do acordo anterior bem como a desesperada situação económica portuguesa da qual é responsável, José Sócrates deseja o chumbo por parte do PSD. Sem orçamento, Portugal entrará num caos político, financeiro, económico e social e as hostes socialistas tendo as últimas sondagens em mente imputarão a responsabilidade a Pedro Passos Coelho e ao PSD.
Este é o pensamento típico daqueles que se agarram desesperadamente ao poder. O futuro do País é algo de somenos importância relegado para segundo plano por motivos partidários. A velha máxima socialista de que o que é bom para o partido é bom para o País está tão viva como nunca.
Pedro Passos Coelho tem uma decisão difícil para tomar. Face à pressão dos mercados financeiros, ao inevitável aumento dos juros e entrada do FMI em Portugal (e suas medidas dramáticas que se perspectivam) infelizmente terá que escolher o mal menor, viabilizando um mau orçamento de forma a escaparmos às consequências ainda mais gravosas da sua não aprovação; o que não significa que não deverá deixar bem claro o seu descontentamento por este orçamento socialista. Com esta atitude voltará a mostrar as suas qualidades de estadista acima de querelas partidárias e maquiavelismos políticos, marcando a diferença relativamente a outros que são medíocres na sua ganância pelo poder, revelando-se mais uma vez como o Primeiro-Ministro de que Portugal precisa.
13.10.10por Rudolfo de Castro Pimenta
É com muito gosto que volto a partilhar alguns dos meus pensamentos com os leitores do Câmara de Comuns. Este espaço sempre foi ímpar na blogosfera nacional pela oportunidade que oferece ao combate de ideias de forma descomplexada.
Aqui se debateram pontos de vista, impressões, ideologias e paixões.
Faço votos que assim continue. Aqui estarei para dar o meu modesto contributo.