Investir na educação e em concreto na educação pública é um desafio de futuro para o desenvolvimento de qualquer país. Assim foi definido como objectivo primordial pelo anterior e actual executivo governativo. Agora, após muitos momentos difíceis estamos perante o merecido reconhecimento fazendo os dias dos portugueses mais radiantes e orgulhosos dos esforços empreendidos.
De facto, esta semana foi apresentado o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) 2009 no qual especialistas e responsáveis da OCDE destacaram Portugal e a Polónia como os dois bons exemplos em como vale a pena continuar a investir na educação e acreditar nas novas gerações. Neste relatório faz-se nota da evolução positiva na luta contra o insucesso escolar, sendo, no entanto, dado particular relevo à evolução dos conhecimentos em leitura, matemática e ciências dos estudantes de 15 anos de idade. A este nível Portugal revelou-se um dos seis países (entre 65) que mais se evidenciaram na variação positiva do seu desempenho.
É aqui dado ênfase às reformas e medidas implementadas desde 2005 e que têm vindo paulatinamente dando os seus frutos. Seja a escola a tempo inteiro, o estudo acompanhado, as refeições escolares, as escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária), o Programa e-escolas e e-escolinhas com o afamado Magalhães ou as Actividades Educativas Complementares.
Permitam-me que sublinhe ainda o facto, com efeitos ainda a avaliar em momentos futuros em termos de igualdade de oportunidades, de Portugal ter já mais crianças a frequentar a educação pré-escolar do que a média dos países da OCDE, concretamente 72,3% das crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 4 anos estão inscritas em estabelecimentos de educação pré-escolar, valor superior aos 71,5% da OCDE, como havia revelado um outro estudo da OCDE já em Setembro deste ano.
Todos estes bons resultados se devem à enorme revolução que se processou no espaço escola nos últimos anos. No entanto, cumpre-me sublinhar e como creio que o bom trabalho deve ser sempre reconhecido, estes resultados devem-se muito em particular ao esforço e empenho de milhares de professores, obreiros de uma nova realidade para o ensino em Portugal, bem como de todos os restantes elementos da comunidade educativa. Implementando novas práticas, motivando alunos, sobretudo nunca desistindo de formar cidadãos que amanhã agarrem o futuro e façam dele o melhor possível.
Como eu própria uma vez disse: em nome da melhor geração de cidadãos, vale a pena não desistir!





