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La industria de servicios financieros supone el 10% del PIB y un 11,2% de la recaudación fiscal del país. En el ejercicio fiscal 2009-2010 el sector generó tributos por 45.254 millones de euros. La City representa el 36% de la industria financiera de la Unión Europea y Londres es responsable del 60% de las transacciones financieras internacionales de los veintisiete. Pese a ello, para 2014 Reino Unido solo contará con el 10% de los votos en el Parlamento Europeo.

 

Por vezes escapam-nos os dados objectivos e vale a pena não os perder de vista.

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A presidente da Assembleia da República condenou hoje o "modelo soberanista" de "cada um por si" da União Europeia, que está "sem coragem e sem rumo" numa altura em que a pobreza e o desemprego alastram.

 

Até a insupeita Assunção Esteves diz o óbvio, mas infelizmente o Primeiro-Ministro de Portugal não quer ver o óbvio.

Numa UE, liderada por quem tem uma obsessão em sancionar, o nosso Chefe de Governo não se apresenta como defensor do crescimento e do emprego, que tanta falta fazem em Portugal, mas apoiante de quem quer penalizar.

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A pesar de sus posiciones críticas que han dificultado no pocos avances, hay que recordar las contribuciones cruciales de un país que, en palabras del analista Charles Grant, “animó a la UE a mirar hacia afuera y ver la globalización más como oportunidad que como amenaza”. Desde la cooperación al desarrollo hasta el Espacio Europeo de Investigación, muchas de las políticas e iniciativas comunitarias serían muy distintas de como las conocemos sin contribución británica. Sin ella, cuesta imaginar que la UE se hubiese animado a romper monopolios nacionales con poder enorme, como las compañías telefónicas o las aerolíneas de bandera. Sin Gran Bretaña la UE no solo pierde peso militar, académico y financiero, sino también un país que ha demostrado capacidad de innovar en políticas públicas y organización administrativa muy por encima de sus socios continentales. Y ¿en qué posición global quedaría el Espacio Europeo de Educación Superior si le restamos Oxford, Cambridge y el resto de universidades británicas?

 

Agora, que muitos fazem questão de destacar a posição britânica, isolada da UE, vale a pena recordar, como Jordi Vaquer o faz, da importância do Reino Unido na UE.

 

Obviamente, ao Reino Unido também interessa a UE. Como o consolado de 13 anos do Labour demonstrou (entre 1997/2010), o Reino Unido se quer ser uma das forças liderantes do mundo, só o poderá ser na qualidade de Estado da UE. O mesmo se aplica a qualquer gigante europeu que queira afirmar nesta nova era da Humanidade.

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Nicolas Sarkozy y Europa tendrán que esperar. Los socialistas franceses no votarán la regla de oro del déficit acordada por los líderes de la Unión Europea, salvo el Reino Unido, en Bruselas. El Partido Socialista (PS) rechaza además de forma global el acuerdo impulsado por Angela Merkel y Nicolas Sarkozy. Sarkozy, “antes de haber aprobado la regla de oro en Bruselas, debería haber consultado con la oposición y no lo hizo”. “Europa se olvida del crecimiento y no habla del papel del Banco Central Europeo. Nosotros creemos que hace falta otra política”

 

Según los socialistas, Sarkozy, lejos de salir reforzado, ha salido más débil y menos creíble del acuerdo de Bruselas: “No ha podido variar en nada la posición de Alemania, ya que en el fondo no tiene su confianza, y se ha plegado en todo a los deseos” de Angela Merkel, analiza Valls.

 

"El problema no es el Reino Unido, sino que un tratado a 26 no se sabe bien lo que es, no existe”

 

Perante o descalabro europeu, que a direita protagoniza e agrava, o PS francês dá uma boa resposta a menos de meio ano das presidenciais gaulesas.

 

Além da falta de respeito institucional de Sarkozy, nem consultou a oposição, o rumo que o PS quer dar à França e à UE não é de penalização, mas de crescimento.

Bons sinais vindos de França!

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Tal como a máxima do antigo jogador inglês de futebol, Gary Lineker, em relação ao jogo de futebol entre selecções e seu desfecho: são 11 contra 11 e no fim ganha sempre a Alemanha, a mesma expressão bem podia ser adoptada em relação ao projecto europeu: são sempre todos a favor menos o Reino Unido.

 

Porém,  a posição reticente de David Cameron até pode ter ajudado a UE. Não porque o Primeiro-Ministro britânico se entusiasme com a UE, bem pelo contrário, mas porque, sem ter esse propósito, David Cameron travou, para já, o controlo férreo a todo o custo, através de um novo Tratado, como pretende a França de Sarkozy e a Alemanha de Merkel. Ainda que tal controlo é bem possível, a concretizar-se o plano a 17 (da zona €uro, mais seis países que se querem associar). 

 

A posição do eixo franco-alemão, neste Conselho Europeu, apenas se baseia na imposição de sanções, controlo férreo e desprovido de solidariedade.

 

A UE precisa, mais do que nunca, de novas lideranças, que concretizem o projecto europeu e não as ambições nacionais, dissociadas da UE, desde logo em França e na Alemanha, grandes impulsionadores, desde 1951, do projecto europeu. E sem os quais não se pode construir esta grande casa europeia. A geografia, primeiro, e a história, depois, são esclarecedoras do porquê. 

Ora, em termos de liderança, David Cameron não se encaixa no grupo e no perfil de novos líderes empenhados na UE, mas como o lugar de Downing Street lhe faz ver, o Reino Unido precisa tanto da UE como a UE dos britânicos. Todavia, a realidade britânica tem especificidades muito próprias e David Cameron, que na oposição sempre foi um dos principais protagonistas a alimentar o eurocépticismo, no Governo sabe, in loco, como a economia das terras de Sua Majestade está mais ligada à UE do que o orgulho nacional britânico tende a negar. E a afirmação do Reino Unido no mundo carece, como a Alemanha e a França, da projecção de 500 milhões de pessoas, em vez dos pouco mais de 60 milhões de pessoas que o Reino Unido tem.

 

Blair já deixara isso evidente no seu consulado, e até mesmo Brown, menos entusiasta do que Blair em relação à UE, assim que passou do número 11 para o 10 de Downing Street constatou como o futuro do Reino Unido passa pela UE e por isso se empenhou, em 2008, como nenhum outro líder europeu a resgatar a UE da crise provocada nos EUA.

Hoje, Cameron enfrenta um cenário muito delicado para o seu mandato. Se conta com um aliado solidário na ligação e defesa da UE, como Nick Clegg e os Libdem, por outro lado, nas fileiras tories Cameron conta com um recrudescimento do eurocepticismo. Depois de há poucos meses ter falhado, no Parlamento de Londres, a pretensão de alguns conservadores obterem a permissão para se fazer um referendo à UE no Reino Unido, o coro, desta vez, devido ao plano de Merkel/Sarkozy, de impulsionar novo Tratado, fez levantar mais tories, reclamando um referendo.


Cameron, em tempo algum, poderia chegar a Londres anunciando um novo Tratado, pois, primeiro, ele não quer as regras apresentadas para o Reino Unido, e segundo, o Tratado seria encarado por muitos, a começar nos conservadores, como a excelente oportunidade para fazer um referendo no Reino Unido. E se o resultado é bem previsível, não menos certa seria a queda do poder de David Cameron.

 

Em suma, este Conselho Europeu fica para a história como um dos mais relevantes, e no meu entender pelas piores razões, e, qual herói acidental, Cameron pode ter defendido, sem querer, a Europa que milhões de europeus ambicionam: de respeito e de dignidade.

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As últimas horas foram esclarecedoras do problema que a União Europeia tem. Nicolas Sarkozy, ontem em Toulon, e Angela Merkel, hoje em Berlim.

 

A UE precisa de ser reformada (Sarkozy) e o falhanço é político (Merkel). Nada mais correcto. Ambos foram precisos e objectivos. E estão certos!

 

Porém, o passo seguinte (ou seja, o anterior a estas declarações), e não dispensa a condição/estatuto de cada um, isto é, Chefe de Estado de França e Presidente do Governo da Alemanha, é que estes dois principais actores da cena europeia em vez de se limitarem a identificar os problemas deviam apresentar a solução, algo que ainda não fizeram, apesar de anunciarem novo encontro de trabalho, segunda-feira, em Paris. 

 

Ora, o que os europeus mais poderiam esperar, deste cavalheiro e desta donzela, a começar nos franceses e nos alemães, seria um discurso como o do discurso do Papa eleito, do filme de Nanni Moretti que está em exibição nas salas de cinema europeu: rezem por nós, mas nós não temos capacidade para assumir esta responsabilidade.

 

Se a UE precisa de ser reformada e houve falha do universo político, de facto, não foi quem conduziu a UE a esta condição, Sarkozy e Merkel, que estão em condições de a sacar da actual situação.

 

Se Sarkozy e Merkel entendessem o que dizem em público e tivessem noção do seu actual cargo, teriam de limitar-se a apresentar a sua incapacidade de lidar com a situação, que ajudaram, e muito, a criar.

 

Como disse muito bem, o líder da bancada do SPD no Bundestag, a Angela Merkel não explicou aos alemães que crise é esta, que de facto é uma grande ameaça ao povo germânico, em termos económicos, laborais e sociais.   

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Nos últimos dias, devido ao facto das mudanças nos Governos da Grécia e da Itália, muitos comentários começaram a surgir em relação à nomeação de Papademos e Monti para a liderança dos respectivos Executivos nacionais. Estaríamos a entrar na era dos Governos de tecnocratas e isso seria um risco para a Democracia.

 

Se não nos ficarmos na espuma dos dias, veremos como ambas as personagens mandatadas para liderar os respectivos Governos são personalidades distintas - Papademos é um tecnocrata puro, enquanto Monti, apesar do seu carácter de tecnocrata, é um homem com um percurso político consolidado, desde os 10 anos como Comissário Europeu (lugar marcadamente político) à sua pertença ao grupo liderado por Felipe González para pensar o futuro da Europa.

 

Se ambas as situações são muito delicadas, o caso grego é bem diferente do italiano (tanto em termos de personalidades como estrutural). Vejamos: Papademos está a liderar o Governo grego de modo interino. Dentro de três meses os gregos regressam às urnas e escolhido o novo Parlamento, que poderá ser ganho por quem criou o enorme buraco na Grécia, a Nova Democracia, Papademos sai de cena. Ou seja, o novo Primeiro-Ministro grego é apenas o homem que está a assegurar a implementação das medidas num curto espaço de tempo, devido à saída de Papandreou.

 

No caso de Itália, Mario Monti está investido para concluir a actual legislatura, isto é, até à Primavera de 2013. Todavia, se actualmente a maioria dos grupos parlamentares italianos asseguraram ao Presidente Napolitano que vão apoiar o mandato de Monti, excepto a Liga do Norte (que passa para a posição confortável da oposição desresponsabilizando-se de tudo) e parte dos deputados do Partido da Liberdade (de Berlusconi), que não apoiam esta transição, Monti não vai ter uma vida fácil, pois o jogo parlamentar transalpino é marcado por imprevisibilidade e é bem possível a convocação de eleições no próximo ano, de todo indesejável, pois o país precisa, mais do que nunca, de estabilidade.

 

Quando muitos, agora, se atemorizam e reclamam que a Democracia está em risco, devido a estas mudanças, o risco primeiro, neste momento, para a Democracia, é o falhanço e colapso das suas instituições. Afinal, a Democracia não se resume ao acto do voto, mas a algo bem mais vasto e complexo, que também contempla o voto, mas não só.

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Nestes tempos, tão propícios a criticar a Alemanha, pela má liderança de Angela. é de destacar o contínuo arrojo e visão das empresas alemãs em prevenir os riscos do futuro e fazer das dificuldades oportunidades.
 
O Desertec é um ambicioso plano energético para fornecer energia à Europa.
 
Enquanto uns se queixam, outros preocupam-se em preparar o futuro.
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Papandreou teve o condão de despejar um balde de água gelada ao mesmo tempo que adicionou mais gasolina à quente fogueira que nos queima na UE.

 

A decisão de convocar um referendo, para saber se os gregos querem o plano de resgate aprovado no último Conselho Europeu é uma jogada política extremamente arriscada, mais do que para o próprio promotor é para toda a UE, pois tem um alcance imprevisível, não só pelo precedente que abre, mas também pelo que pode (e já está a) provocar. Mérito se dê aos gregos, 3% do PIB europeu conseguiu, ontem, que todas as bolsas do mundo tivessem quedas. Nem as asiáticas escaparam.

 

Uma mais vez, o histórico encontro da semana passada, assim rotulado o Conselho Europeu, virou um rotundo fracasso devido a esta medida do Primeiro-Ministro helénico.

 

A Grécia acaba de abrir a caixa de Pandora e a partir de agora ou aceleramos a queda ou há um retomar do projecto europeu.

 

Quanto aos gregos, se a confiança já era pouca passou para o nível de praticamente nula. Como se pode confiar num país a quem se perdoa metade da dívida, arranja-se 130 mil milhões de euros e ainda se mete a equacionar se aceita ou não a proposta, depois de anos de puro desmazelo e irresponsabilidade?

 

Em termos europeus, pode ser que Berlim e Paris entendam, com este grande choque, inesperado e indesejado, que é tempo de deixar de paliativos e adoptar efectivas medidas de alcance europeu com impacto mundial, que salvaguardem, desde logo, alemães e franceses, e que, para isso, é importante que a zona €uro esteja a salvo de ataques especulativos.

 

Como o dia de ontem demonstrou, e a queda da bolsa de Milão não desmente, a grande ameaça e o grande perigo, muito mais do que a Grécia, é a Itália, actualmente em situação extremamente vulnerável, tanto pela realidade política como pela fragilidade económica. Imaginar que os italianos podem ter de se render e pedir um resgate seria o fim da incerteza e a consolidação da tragédia.

 

A Cimeira do G20, a arrancar nas próximas horas, na localidade francesa de Cannes, em vez de tratar da recuperação da economia mundial - em especial a do Ocidente, vai dedicar-se a tratar da Grécia. Para lástima e vergonha europeia, terão de ser os extra-europeus a tratar da UE, uma vez que as grandes potências (Alemanha, França, Reino Unido e Itália) não sabem tratar os problemas que têm na sua casa.

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A cada dia que passa o actual Governo português demonstra uma total irresponsabilidade e grande hipocrisia. E estas palavras não se prendem com considerações, mas com factos.

 

Vejamos:

 

Irresponsabilidade

 

No Verão: 

O Ministério da Economia confirmou hoje que o Governo vai comunicar às empresas de transportes públicos um aumento médio de 15 por cento nos preços dos bilhetes e passes sociais

 

No Outono:

Governo quer encerrar Metro de Lisboa mais cedo à noite

 

Outra irresponsabilidade: 

Secretário de Estado apela a jovens para emigrarem

 

A função de um Secretário de Estado da Juventude é de batalhar por melhores condições dos jovens ou condenar o futuro da Juventude em Portugal? No entender deste Governo, a segunda missão é a mais adequada. Por isso, bem dizem, com toda a convicção, que a Segurança Social, a médio prazo está ameaçada. Assim, é provável que deixe de estar a médio para passar a curto prazo.

 

Um claro sinal de falta de articulação de políticas. Já não bastava a falta de noção do super-Álvaro, que impõe um aumento brutal e, ao mesmo tempo, procura limitar o acesso aos transportes públicos.

   

Hipocrisia

 

Há uns tempos, o CDS acusava:

O eurodeputado do CDS-PP José Ribeiro e Castro acusou hoje o primeiro-ministro português, José Sócrates, de ser "lambe-botas" do presidente venezuelano Hugo Chavez e de prosseguir uma "política externa de cócoras".

 

Hoje, Paulo Portas, o líder do CDS, na sua qualidade de Ministro dos Negócios Estrangeiros:

 

Paulo Portas na Venezuela para "consolidar" comércio

 

Sem esquecer esta pérola. Depois do PSD tanto condenar o Magalhães, vejamos o que é feito: Passos Coelho ´vende` Magalhães de Sócrates.

 

Mas nada disto deve surpreender, como disse, há uns meses, o então líder da oposição, actual Primeiro-Ministro de Portugal: Passos Coelho no WSJ: Medidas do PEC IV "não iam suficientemente longe".

 

E não bastava a má política, sem sentido nem orientação, apenas baseada nos cortes cegos e insensíveis, temos um Primeiro-Ministro português que, no exterior, anda a mendigar, como fez há dois dias, na Cimeira Ibero-Americana, solicitando ao México para, no G20, ajudar a resolver a crise.

 

Uma fonte da delegação portuguesa disse que Passos Coelho pediu ao presidente mexicano, Felipe Calderon, para dizer aos membros do G20, que Washington deveria ajudar a resolver a crise, "estimulando o comércio e também com ajuda financeira".

 

Pelos vistos, Passos Coelho que já esteve nalguns Conselhos Europeus, ainda não percebeu o que aquilo é e o que está lá a fazer, pois além de ter assento, voz e voto, devido à sua função de líder do Governo português, ele bem pode e devia falar com quem tem grandes responsabilidades e, por sinal, até pertence à sua família política: Angela Merkel e Nicolas Sarkozy. Por acaso, pessoas que também têm assento no G20, como o Presidente mexicano.

 

Se é certo que a crise de 2008, teve origem nos EUA, a recessão que está à beira de acontecer, deve-se à UE, por não saber, com os meios que tem ao seu dispor, colocar um fim ao actual e dramático momento para milhões de pessoas, na Europa e no mundo. Sobre isto, Passos Coelho e o seu Governo nem têm a mínima noção.

 

Assim, vamos tendo um Governo irresponsável e sem noção. Em suma, o ideal para o desastre!

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Nas ruas de Atenas surgiram uns cartazes, apresentando a Chanceler alemã, trajada, numa montagem, de farda nazi, com um símbolo do III Reich adaptado às estrelas da UE.

 

Deste modo, continua o branqueamento do passado, pois esta imagem que se dá de Merkel e, indirectamente, do povo alemão, é de nazis. Então, caso para dizer: o que são os outros povos europeus? Todos eles tiveram o seu regime e ditador. Nós, portugueses, somos todos salazaristas?, os espanhóis franquistas?, os italianos fascistas?, os franceses colobarocionistas?, e por aí fora... E, por outro lado, como se lecciona e percepciona, hoje, o que foi o III Reich, com estas interpretações?

 

O pior de uma comunidade é a sua perda de memória e o não encarar do futuro, como sucede nos dias de hoje.

 

O povo alemão, um dos mais dilacerados da Europa, em parte por sua responsabilidade, e já pagou durante décadas o erro fatal de ter uma liderança maníaca, bem dispensa este género de ataques baixos e sem sentido, até porque, é bom não esquecer, depois da II Guerra Mundial, a Alemanha deu muito à Europa (se não fossem várias lideranças germânicas terem progredido no aprofundamento do projecto europeu muitos países, com a Grécia à cabeça, estariam hoje numa situação muito mais fraca).

 

É certo que a actual liderança alemã tem muita culpa dos problemas que atravessamos, mas não é menor responsabilidade dos países que se encontram em grande dificuldade, particularmente a Grécia, que parece ter feito tudo como deve ser ao longo dos últimos anos. Noto como muitos gregos querem continuar a manter um modelo irresponsável, sem ser sustentável. Isto não é culpa, seguramente, de Merkel.

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Peut-on imaginer que si la Chine, par ce biais, venait au secours de la zone euro, elle le ferait sans aucune contrepartie ? Peut-on penser que le fait de se mettre, ne serait-ce qu'en partie, entre les mains de ces nations avec lesquelles nous avons par ailleurs à négocier sur le front monétaire et commercial nous mettra en capacité d'obtenir des résultats positifs pour l'Europe ? Il s'agit là d'une dépendance de fait qui traduit un aveu de faiblesse. Comme je le demande depuis plusieurs mois, la mise en place d'euro-obligations aurait permis à l'Europe elle-même de prendre en main son destin, plutôt que de le confier à d'autres. Sur ce point, Nicolas Sarkozy porte une grave responsabilité, puisque dès le mois d'août dernier, il a renoncé à défendre cette capacité autonome d'agir s'alignant totalement sur la position d'Angela Merkel.

 

François Hollande coloca o dedo na ferida.

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A deal to impose a 50 percent haircut on Greek debt was met with skepticism from the country's conservative opposition on Thursday.

 

Os gregos têm vindo a ser alvo de uma forte pressão, devido a um Governo de direita, que escondeu um enorme buraco nas contas gregas. O novo Governo socialista nem pôde respirar, assim que tomou posse, e teve de meter mãos à obra, para não deixar cair a Grécia na bancarrota e condenar o futuro do país, que em parte já está hipotecado.

 

Ano e meio depois de duríssimas e muito impopulares medidas, que limitam o desenvolvimento da sociedade grega mas vão dando credibilidade à Grécia no exterior, para negociar com os seus parceiros, resultaram, hoje, no perdão de 50% da dívida helénica.

 

Penso que o perdão nunca é desejável, mas neste caso, é um balão de oxigénio e um reconhecimento do trabalho feito nos últimos meses, muito por determinação de Papandreou, e que os gregos merecem. Todavia, quem cavou e escondeu o buraco, a Nova Democracia, agora mostra-se relutante com esta conquista. Como diria um ex-Ministro luso dos Negócios Estrangeiros: é preciso topete.

 

De facto, na Europa, com honrosas excepções, como a luxemburguesa ou a sueca, a direita, no poder ou na oposição, é de uma irresponsabilidade atroz.   

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L'Europe demande l'aide des émergents

Le responsable du Fonds européen de stabilité financière sera dès demain à Pékin.

 

Ao ponto que chegámos, nós (UE), a maior economia do mundo, andar a pedinchar.

 

Em vez de estarmos a criar soluções, andamos a desbaratar as nossas condições. 

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O que resulta da Cimeira Europeia que terminou hoje de madrugada, em termos concretos, face aos problemas da actualidade, é muito pouco. Além do perdão de metade da dívida grega e do destaque da situação vulnerável da banca espanhola pouco mais adiantou. Dir-se-á: aumentou-se o fundo de resgate. Mas o problema continua, pois se Itália reclama um pedido, como é possível, como se responderá, se o Fundo não tem condições para resgatar o gigante transalpino?
 
A Chanceler alemã avisara, assim que chegou a Bruxelas, ontem ao fim da tarde, depois do Parlamento alemão, de manhã, ter aprovado o aumento do fundo de resgate europeu: não se espere muito desta Cimeira. Bem dito e assim feito.
 
Lamentavelmente, continuamos a ser liderados por que não tem noção da dimensão e peso das palavras que profere, e em política como em economia as palavras ditas pelos principais actores valem muito. E, continuamos a estar submetidos ao garrote das regras rígidas, para cumprir metas de um período de prosperidade, algo que não vemos no horizonte das economias europeias.
 
Com estas medidas e as actuais lideranças não iremos sair da rota de queda em que estamos metidos. Ontem pensou-se que se iria tapar o buraco, mas este apenas se disfarçou. Uma coisa é certa, o buraco continua a aumentar, pois ontem ficou claro, a Grécia deixou de ser o problema, passou a um problema, e a Itália é O problema.
 
Em suma, continuamos a cavar o nosso fosso.  
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Apetecia-me ir à Fonte di Trevi e lançar uma moeda de €uro, desejando uma Europa decente e forte.

 

Estamos todos suspensos pelo que se passará em Itália, o principal alvo do momento. A não implementação de reformas, como o aumento da idade da reforma para 67 anos, reprovado pela formação de Umberto Bossi - Liga do Norte, que está no Governo de Berlusconi, pode representar mais um agravamento das condições da UE.

 

Os egos e ódios dos principais políticos italianos são outros dos graves problemas neste momento e estamos todos dependentes das birras e agendas pessoais de cada uma das partes, num dos países mais desiguais da UE, com um norte poderosamente rico e um sul atrasado.

 

Segundo algumas fontes do Governo italiano, o Executivo pode estar à beira de cair. Se há algo neste momento que dispensamos é uma crise política (que em Itália é quase o dia-a-dia), a somar à financeira e económica.

 

É de todo desejável a aprovação de novas reformas pelo Governo italiano, sob pena de continuarmos a afundar-nos.

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Estive quase para fazer uma colagem integral do artigo de Paul Krugman de hoje, mas fiz uma selecção do principal e a conclusão do economista é devastadora para nós, europeus, se a situação actual não se inverter.  

 

 

Bueno, a estas alturas, Grecia, donde se inició la crisis, no es más que un triste asunto secundario. El peligro claro y actual proviene más bien de una especie de pánico bancario respecto a Italia, la tercera economía más grande de la zona euro. Los inversores, temiendo una posible suspensión de pagos, están exigiendo tipos de interés altos en la deuda italiana. Y estos tipos de interés elevados, al aumentar la carga del pago de la deuda, hacen que el impago sea más probable.

 

Es un círculo vicioso en el que los temores al impago amenazan con convertirse en una profecía que acaba cumpliéndose. Para salvar el euro, hay que contener esta amenaza. ¿Pero cómo? La respuesta tiene que conllevar la creación de un fondo que, en caso necesario, puede prestar a Italia (y a España, que también está amenazada) el dinero suficiente para que no necesite adquirir préstamos a esos tipos elevados.

 

las diversas propuestas para la creación de dicho fondo siempre requieren, al final, el respaldo de los principales Gobiernos europeos, cuyas promesas a los inversores deben ser creíbles para que el plan funcione. Pero Italia es uno de esos Gobiernos importantes; no puede conseguir un rescate prestándose dinero a sí misma. Y Francia, la segunda economía más grande de la zona euro, se ha mostrado vacilante últimamente, lo que ha hecho surgir el temor de que la creación de un gran fondo de rescate, que en la práctica se sumaría a la deuda francesa, simplemente sirva para añadir a Francia a la lista de países en crisis.

 

Piensen en países como Gran Bretaña, Japón y Estados Unidos, que tienen grandes deudas y déficits pero siguen siendo capaces de adquirir préstamos a intereses bajos. ¿Cuál es su secreto? La respuesta, en gran parte, es que siguen teniendo sus propias monedas y los inversores saben que, en caso de necesidad, podrían financiar sus déficits imprimiendo más moneda. Si el Banco Central Europeo respaldase de un modo similar las deudas europeas, la crisis se suavizaría enormemente.

 

La historia de la Europa de posguerra es profundamente inspiradora. A partir de las ruinas de la guerra, los europeos construyeron un sistema de paz y democracia, y de paso, unas sociedades que, aunque imperfectas -¿qué sociedad no lo es?- son posiblemente las más decentes de la historia de la humanidad.

 

Pero ese logro se ve amenazado porque la élite europea, en su arrogancia, encerró el continente en un sistema monetario que recreaba la rigidez del patrón oro y que -como el patrón oro en los años treinta- se ha convertido en una trampa mortal.

 

A lo mejor los dirigentes europeos dan ahora con un plan de rescate verdaderamente creíble. Eso espero, pero no confío en ello.

 

La amarga verdad es que cada vez da más la impresión de que el sistema del euro está condenado. Y la verdad todavía más amarga es que, dado el modo en que ese sistema se ha estado comportando, a Europa le iría mejor si se hundiese cuanto antes mejor.

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A Comissão Europeia defende que o exercício orçamental de 2011 é "muito exigente" para Portugal porque terá de acomodar num orçamento difícil de consolidação a dívida oculta da Madeira e uma menor actividade que resulta do arrefecimento da economia europeia. Para 2012 pede-se uma "austeridade inteligente" para não prejudicar o crescimento.

 

Não vale a pena o PSD e o CDS apresentarem a tese da vítima ofendida, de que a culpa é da governação do PS. A Comissão Europeia, insuspeita e dominada pelo partido no qual os dois partidos do Governo português têm filiação europeia (o PPE), diz, preto no branco: os desvios de 2011 devem-se à Madeira - o arquipélago governado pelo PSD quase há quatro décadas - e à crise europeia.

 

Por outro lado, é pedida uma "austeridade inteligente". Lamentavelmente, ontem, Passos Coelho apresentou um garrote a milhões de portugueses, colocando entraves ao crescimento económico. 

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O Governo eslovaco*, liderado por Iveta Radicova (direita), tombou, ontem, perante o chumbo, no Parlamento de Bratislava, do fundo de resgate do €uro.

 

Tudo não passou de uma jogada politiqueira interna, tal como sucedera em Portugal aquando do PEC IV.

 

Na UE, as formações políticas, em vez de se comprometerem com o interesse geral preferem responder às suas agendas partidárias. Assim, com este tipo de posturas torna-se mais fundo o buraco em que nos encontramos na UE.

 

Neste momento de profunda crise, e rápidos passos para o descalabro, precisamos de lideranças mais empenhadas com o interesse comum. Mas estas tendem a escassear.

 

Como hoje se relembra, e bem, Jean Monnet:"En situaciones de emergencia, no hay solución cuando los Gobiernos actúan por separado y las opiniones públicas reaccionan por separado ante una misma amenaza cuya inmensidad y cercanía no es posible ignorar".

 

* Infelizmente, em Portugal, temos comentários e análises políticas desprovidas de rigor. Ontem, na SIC N, Ricardo Costa referia-se à Eslováquia como um país em que a única qualidade era vender armas. Já não bastava nas nossas bandas muitos terem dificuldade em distinguir a Eslováquia da Eslovénia, para quem, com responsabilidades públicas - como tem um jornalista, dizer dislates. Talvez fosse do interesse geral saber que hoje, a Eslováquia, país bem atrasado há duas décadas, é hoje uma nação que se apresenta com pujança e melhores condições do que Portugal. Conhecer melhor a composição da UE (de 27 realidades nacionais distintas) é algo que faz falta, desde logo quem produz opinião pública.

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La hora mas difícil de Europa

 

Reflexiones sobre una moribunda

 

Si la Unión Europea se desintegra, los países europeos estarán mucho peor de lo que están ahora, todos, los prósperos como Alemania, Francia y los países nórdicos, y los empobrecidos, como Grecia, Irlanda y España. Por eso, una de las razones más poderosas para salvar a la Unión Europea es que ella, unida, enfrentará mejor la crisis y las políticas para salir de ella, que los países librados a su propia suerte.

 

La utopía democrática y liberal que gestó la Unión Europea, si no perece en esta crisis, puede acabar con los nacionalismos, que han envenenado la historia moderna, dividiendo a sus pueblos y enfrentándolos en guerras suicidas, demorando su desarrollo y empobreciendo su cultura. Aunque sólo fuera por eso, habría que salvarla. Pero hay muchas razones más para hacerlo. Como que en esta época, de globalización económica, una alianza o federación europea tiene mucho más oportunidades para competir con eficacia en la conquista de mercados -lo único que de verdad crea trabajo y produce riqueza- que un país aislado al que una crisis como la actual puede reducir de la noche a la mañana a la insolvencia. Y si la Unión Europea sobrevive, tal vez su ejemplo inspire a otras regiones del mundo, como América latina y el Africa, donde las divisiones tribales y nacionales han contribuido más que nada a enquistarlas en el subdesarrollo.

 

Encontrei este magnífico artigo de Mario Vargas Llosa no jornal argentino La Nación, mas merece difusão por toda a Europa. A ler da primeira até à última palavra, para perceber que o projecto europeu é tão importante para os europeus como para muitas partes do globo, que tomam a UE como um bom exemplo de integração e desenvolvimento.

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Como se previa, os sociais-democratas chegam ao poder na Dinamarca, apesar de terem obtido, na eleição legislativa de ontem, um dos piores resultados das últimas décadas (chegou a perder votos em relação ao Partido Liberal, no Governo, que ainda obteve mais votos que nas anteriores eleições legislativas). Todavia, devido à subida de outras formações de esquerda, esta torna-se maioritária e pode formar Governo, depois de uma década de domínio de direita na Dinamarca.

 

No domingo, há mais uma decisiva eleição na Alemanha, com a eleição em Berlim, onde o SPD deve renovar o mandato à frente da capital germânica. Dos resultados importa apurar, além dos números do vencedor, quais os apoios que a CDU e o FDP vão contar. Pode haver mais um forte sinal de reprovação ao Governo de Merkel que começa a abrir muitas brechas, com total falta de sintonia entre os Ministros da CDU e os do FDP.

 

Por outro lado, em França, na disputa das primárias, que ontem teve o primeiro debate televisivo, não obstante as diferenças entre os seis candidatos, estes não entraram numa lógica de insulto, e preferiram a elevação, dando um sinal de maturidade e confiança ao eleitorado gaulês. Prevê-se que no dia 9 de Outubro cerca de 15% do eleitorado francês, correspondente a 6,5 milhões de pessoas votem (as primárias do PSF são abertas à população, assim, além dos militantes socialistas têm direito a voto os cidadãos que se inscreveram previamente, pagaram 1 €uro e manifestaram, por assinatura, o reconhecimento com as causas do projecto da esquerda socialista).

 

Se em Espanha o PSOE dificilmente ganhará nas legislativas de Novembro, há, no entanto, uma vaga de fundo na Europa que começa a dar sinais de mudança e regresso da esquerda à liderança na França, Itália e Alemanha.

 

Os socialistas, sociais-democratas e trabalhistas podem chegar a 2014 como a força maioritária na UE. E a eleição para o Parlamento Europeu pode atestar isso. Veremos!

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Zara se ahorra impuestos al facturar sus ventas en Internet desde Irlanda

Los beneficios empresariales tributan a un tipo del 12,5% en Dublín

 

É uma das maiores empresas espanholas que, no entanto, tem morada fiscal na Irlanda, para beneficiar da baixa tributação.

 

Se calhar é tempo da política fiscal começar a ser tratada na UE, apesar de não ser fácil conjugar 27 realidades, até pela competitividade que existe e alguns países precisam.

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Cohn-Bendit critica, e bem, o argumento de Jean-Marie Le Pen acerca dos crimes de Oslo e Utoya, que condena o Governo norueguês e não o assassino. O histórico líder da extrema-direita francesa responde ao eurodeputado dos Verdes com a elevação que o caracteriza, com a filha e candidata da FN à presidência francesa, Marine Le Pen, a incentivar as teses do pai.
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Berlin veut qu'Athènes "reste membre de la zone euro"

 

A Alemanha até pode querer a manutenção da Grécia na zona €uro, como hoje fez saber o porta-voz do Ministro da Economia germânica, todavia pouco tem feito por isso. Aliás, a cada dia que passa do Governo de Berlim saem sempre posições contraditórias. Ainda ontem o Ministro das Finanças dizia estar a preparar-se para a quebra grega. 

Se houvesse um pouco de coordenação no Governo de Merkel seria bom, pelo menos pela estabilidade alemã, pois como qualquer outro povo europeu, os alemães também são penalizados pela instabilidade grega.

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Atenas solo tiene dinero para pagar las pensiones y sueldos de octubre
El secretario de Estado de Finanzas griego, Filipos Sajinidis, ha revelado hoy que Grecia tiene dinero para pagar los sueldos públicos y las pensiones sólo hasta octubre, lo que hace esencial que se entregue el sexto tramo del préstamo internacional de 110.000 millones de euros aprobado en mayo de 2010.

 

Volta não volta, a questão grega volta a estar debaixo dos holofotes e a comprometer todas as economias europeias. Quando decidirão os responsáveis europeus colocar um ponto final nesta incerteza que prejudica todos os Estados-membros?

 

P.S.- Vale a pena ver este gráfico, da dívida grega à banca europeia. Portugal é um dos países a quem os helénicos mais devem.

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A "primavera árabe" foi a resposta mais forte «ao ódio estúpido e ao fanatismo cego» dos atentados de 11 de Setembro, afirmaram os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu.

 

Barroso e Rompuy apresentam um argumento sem sentido para louvar a "primavera árabe", no enquadramento do 11 de Setembro. A resposta dada em vários países, por enquanto, foi de retirar os inquilinos até há poucos meses intocáveis no poder. O que se segue não sabemos bem. Apesar da grande esperança na Liberdade e Democracia, estas não estão garantidas. E as revoltas nada tiveram a ver com o 11 de Setembro, caso contrário Mubarak e Ben Ali não cairiam, devido ao apoio e aliança que tinham com o Ocidente.

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Europa es la solución, no el problema

 

Europa está en una encrucijada. Ha llegado el momento de elegir, tanto para los 17 países de la eurozona como para los 27 de la Unión Europea. La eurozona tiene que decidir si avanza hacia una mayor unión fiscal y económica o si se arriesga a una ruptura que pondría en peligro el conjunto de la integración europea.

 

La Unión Europea necesita decidir si fomenta el crecimiento, habla con una sola voz respecto a cuestiones globales y desempeña un papel relevante en el siglo XXI, o si acepta que el mundo se mueva sin nosotros. No tomar una decisión y no pasar a la acción sobre estas cuestiones fundamentales debilitará al conjunto de Europa y a cada uno de sus Estados miembros, incluidos los más grandes.

 

Es importante recalcar que, a pesar de las últimas dificultades, el proyecto europeo ha supuesto un enorme éxito histórico. La integración de Europa ha reportado al continente una paz y una estabilidad inimaginables hace solo una generación.

 

Um artigo escrito por Tony Blair, Jacques Delors e Gerhard Schröder, publicado no El País de hoje.

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Acabo de ver o programa "59 segundos", da TVE, no qual o candidato socialista à presidência do Governo de Espanha, Alfredo Pérez Rubalcaba, foi entrevistado.

 

À excepção da língua e algumas questões pontuais, a entrevista podia ser acerca de qualquer país europeu, pois as realidades são cada vez mais semelhantes, assim com os problemas e as respostas a apresentar, tanto da esquerda como da direita.

 

Temos problemas comuns, em termos do papel do Estado nacional e o modo como este deve actuar, desde logo nas áreas sociais, e um desafio igual: a globalização e a crise.

 

Como disse acertadamente Rubalcaba: "A Europa é a chave", pois as soluções a nível nacional, neste estado de evolução do mundo, na Europa, por si só não chegam.

 

Sem nos darmos conta, os debates nacionais começam a gerar-se em torna da resposta europeia, com o enquadramento de cada país.

 

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Le premier ministre russe Vladimir Poutine a inauguré mardi 6 septembre le gazoduc Nord-Stream, un projet stratégique dont le tracé, d'une longueur de 1 224 km, doit à terme permettre de transporter 55 milliards de mètres cubes de gaz par an de Vyborg jusqu'à la ville allemande de Greifswald en traversant les eaux territoriales de la Russie, de la Finlande, de la Suède, du Danemark et de l'Allemagne.

 

"Le volume de gaz fourni (sera) comparable à l'énergie produite par onze centrales nucléaires", a expliqué Vladimir Poutine à Gerard Schröder.

 

O Nord-Stream, hoje inaugurado por Vladimir Putin, é um acontecimento histórico em termos energéticos a nível europeu. Desde logo pela ligação directa entre russos e alemães. Deixa de haver intermediários entre o produtor e o consumidor, mas também de agravamento de relações entre a Rússia e antigos Estados soviéticos, como a Ucrânia, mas também a Bielorrússia, países por onde parte significativa da exportação de gás russo passava e gerava lucros locais.

 

Por outro lado, resta saber que vantagens energéticas vão ser conquistadas na UE, pois vários Estados-membros, nomeadamente os que aderiram à UE em 2004 e fizeram parte do Pacto de Varsóvia, dependem, e muito, da energia oriunda da Rússia.

 

Veremos o que esta estratégica conduta irá gerar no futuro. Fossem outros os tempos e deveríamos encarar com muito receio esta aliança, na qual os russos continuam a ter a faca e o queijo na mão

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González, Delors, Schröder y otros exlíderes europeos abogan por la emisión de eurobonos en la UE

 

Bajo el lema de "Europa es la solución y no el problema", el Consejo para el Futuro de Europa, un centro de reflexión creado hace justamente un año, hizo públicas ayer en Bruselas sus recomendaciones para sacar a la Unión Europea de su parálisis.

 

Acabado de assumir a liderança do Governo em Portugal, Passos Coelho, em vez de se bater pelas soluções, leia-se: eurobonds, que muito ajudariam Portugal neste difícil momento, associa-se aos problemas, promovidos pela Chanceler alemã, contra os eurobonds. Isto, quando é mais evidente que a sua criação será inevitável. Porém, quanto mais adiamos, mais pesada é a factura. 

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