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O PSOE vai realizar uma Conferência Política na próxima semana com vista às eleições gerais de 20 de Novembro. Com cinco grandes áreas em foco e debate: Governar as mudanças; Emprego; Economia; Igualdade; e, Qualidade Democrática, esta Convenção dirige-se tanto aos militantes socialistas como a cidadãos interessados em fazer parte do projecto de progresso para Espanha que Rubalcaba lidera.
Mais um bom exemplo da abertura partidária. 
Os partidos precisam de inovar e adaptar-se aos novos reptos e a participação cívica é uma das novas e fundamentais condições de um partido do século XXI.   

 

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A maior virtude da(s) esquerda(s) é, de facto, o seu pluralismo, como tem afiançado Manuel Alegre nos últimos anos mas, na verdade, também a sua grande fraqueza, resultando na incapacidade de se estabelecerem convergências e consequentemente a autofagia do seu fim comum. A incapacidade de se estabelecerem convergências nacionais tem, não só, raízes históricas nacionais - apesar do maior e, talvez, único e último combate em uníssono contra o regime fascista - como tem, essencialmente, raízes na própria génese e evolução ou construção da(s) esquerda(s). O busílis reside na separação entre o ideal e o real, entre anarco-sindicalistas, socialistas utópicos, socialistas científicos e a social-democracia empírica, claramente maioritária – também, maioritariamente anti-utópica - e que acabou por ceder recentemente, sem estratégia, aos encantos da desregulação - desresponsabilização ? – (neo)liberal, sob a capa da teorização da terceira-via de Giddens. 
Não me cabe fazer e nem acredito na diabolização do socialismo científico, do revisionismo bernsteiniano e dos “revisionismos” da própria concepcção social-democrata de Bernstein ou do(s) liberalismo(s), até porque existe um grau de admissibilidade desde que haja clareza na afirmação de um rumo ideológico. O que critico é a alienação ou o abandono do idealismo e humanismo da discussão e da praxis política à esquerda, considerando-se que a direita guia-se, em oposição ao utopismo e ao optimismo antropológico, pelo individualismo, realismo, cepticismo e até hobbesianismo. Assim, a cedência social-democrata ao empirismo e a contínua cedência do marxismo revolucionário à modelação anti-democrata como comprovada por Kautsky é, tout court, uma subserviência às concepções da direita, seja ela na sua versão libertária ou conservadora. A esquerda precisa de repescar princípios da visão reformadora, sinérgica e humanista de Owen, tal como princípios mutualistas proudhonianos e porque não princípios do capitalismo keynesiano? A esquerda necessita, como oxigénio da sua sobrevivência internacionalista, de arrumar com o seu próprio sectarismo e com o anti-humanismo da ortodoxia marxista e da social-democrata e tender, para a “luta cultural”, objectivando a construção pacifista de uma sociedade aclassista, em estabilidade democrática plena. “Exijamos o impossível”!
Publicado, originalmente, em Socialismo - Cultura
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Encruzilhada Ideológica

 

O partidarismo, nomeadamente, o nacional, invoca constantemente a polarização ideológica com o intuito de arrastar as bases para o "apoio claquista", talvez até, "religiosamente fanático" em prol de objectivos puramente eleitoralistas. 

 
A raiz da verdade é o mal da nação: Portugal não manda em si próprio. A democracia participativa ou representativa portuguesa tem um poder limitado a políticas locais. Quanto a macropolíticas, estamos completamente (de)pendentes da supressão decisória de organismos políticos europeus ou da oligarquia financeira e económica (aparte: federalismo europeu, neste contexto político-ideológico: não, obrigado!). Portugal, há muito, não manda em si próprio. Portugal cinge-se a um protectorado europeu sem autonomia de qualquer ordem: não governa, não produz e não cria.
 
Assim:
Não há Partido Comunista que possa almejar prosperidade para lá de uma imagine-se imposição revolucionária e de um estado transitório socialista. Não há Bloco de Esquerda que possa esperar 'per se' uma transição democrática para uma sociedade aclassista quando vivemos perante um xadrez sociológico individualista, realista, anti-utópico, em suma, de direita. Não há Partido Socialista que se possa intitular de esquerda, quando tolera e compactua, à deriva, com práticas de desregulamentação e de privatização de sectores públicos estratégicos. Este cinge-se a limitar o poder natural, diria espontâneo, do capitalismo político. E com os restantes não podemos contar com mais do que o liberalismo part-time, isto é, que depende de tendências socialistas para se alimentar como é bom exemplo o bailout a entidades financeiras e que se deviam cingir única e exclusivamente pelo darwinismo da orla económico-financeira.
 
Precisamos que nos digam a verdade, precisamos de estar receptivos a ouvi-la: O capitalismo não nos salvará; a esquerda tem que se reconstruir... Mas em que moldes?
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A mais recente teoria é que o FMI não pode vir por imperativos de soberania. Isto dito por alguns daqueles que engrossam as trincheiras dos  socialistas, responsáveis por, em 2010, termos passado a ser teleguiados ao retardador pela Europa, ganha especial comicidade.

 

 

Ainda para mais dizem-no como se a rapaziada do FMI fosse uma espécie de Filipes do Séc. XXI e estivesse numa de cá assentar arraiais indefinidamente. Ou pior ainda, como se fosse uma clonagem de incontáveis Junots que viesse pilhar o nosso querido país.

 

Mas é ao contrário, meus amigos, ao contrário. Quem se tem acomodado e despojado Portugal têm sido vós. Por isso é que eles vêm!

 

também publicado no República do Cáustico

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O tempo escasseia e o desafio lançado num comentário ao post anterior obrigava a mais, muito mais. Mas vamos lá por pontos:

 

Eficiência e eficácia no uso dos fundos do QREN. Para não me acusarem de cegueira ideológica comecei por um ponto que socialistas e não socialistas deveriam tentar ultrapassar. Com um índice de execução que ronda os 2% e sob a desculpa de não termos financeiramente forma de suportar a parte que nos compete para atingirmos um índice mais elevado, só pode soar a gozo as injecções que se vai fazendo nalguma banca e que parecem cair em saco roto. É mais que hora de não deixar dinheiro fugir!

 

Abdicar da tentação de fazer obras de regime para incrementar o apoio a PMEs. Esta é sem dúvida uma questão a que um socialista, por não crer tanto na regeneração do mercado, prefere não ceder. Opta por ir adiando a recuperação da crise ao mesmo tempo que orgulhosamente deixa marcas que oneram o presente e as gerações vindouras. Seria ajudar a criar postos de trabalho sustentáveis em vez de desesperadamente maquilhar estatísticas de emprego. 

 

Baixa de impostos como estímulo ao consumo. Esta decisão, sobretudo em épocas de crise, é fundamental para que se reerga a confiança e estimule a circulação de moeda. A um socialista admito que tal possa assustar, pois privado de tanto proveitos o Estado perde poder na acepção assistencialista que lhe dão.

 

Término do fundamentalismo e burocratização fiscal. Um socialista é especialista em engenharias, por natureza. Não opta, por exemplo, por flat taxes, tem dificuldade em agilizar pagamentos de IVA, em reduzir o seu peso, recusa-se a pensar numa alternativa ao actual IRC e teme acabar com exemplos de "justiça social" como a tributação sobre o património.

 

E poderia continuar pelo blog abaixo não fosse eu próprio cansar-me. Mas prometo voltar à carga assim a discussão o estimule. Mas como se vê, é possivel dar uma alternativa ao país que não passe pelo socialismo.

 

 

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Vendo a entrevista de Sócrates, ficamos com a nítida noção que esta crise é óptima para um socialista:

 

A possibilidade de esgotar recursos públicos em grandes obras de regime sob a justificação de combate ao desemprego. A criação de uma série de engenharias que visam a empregabilidade pendurada na árvore do Estado, mas que mais não servem do que dissimular estatísticas, criar falsas expectativas, maquilhar custos de oportunidade e, como nalgumas autarquias, assegurar um punhado de votos devedores. A possibilidade de intervenção sobre o mais íntimo da sociedade, a liberdade individual, sob o pretexto do "bem comum". O espaço para aumentar o assistencialismo através de uma receita que tem dado mais provas de preguiça e usurpação do que de benefícios reais, como se tem visto no subsídio social ao desemprego. Isto e muito mais...

 

O problema é que esta crise, embora boa para um socialista, não é boa para o país, nem se prevê que tenha um final feliz por esta via! E se isto é uma forma bucólica de ver a coisa, então que me chamem antes Ricardo Reis - com a devida vénia ao génio de Pessoa -, pois não tenho outra maneira de o fazer.

 

PS - só concordei com Sócrates sobre o jornal da TVI. Aquilo é perseguição ao homem! Verdade seja dita que se a TVI continuar na tecla insistente e irritante acabará por trazer ao PM mais benefícios que problemas, mas, ainda assim, não deixa de ser perseguição truculenta

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A Newsweek datada de dia 16 de Fevereiro, mas como de costume posta a circular uns dias antes, põe a questão em cima da mesa em grandes parangonas na sua capa: "Agora somos todos socialistas". E a julgar pela entrevista dada pela Presidente do PSD ao Expresso das Nove de dia 13de Fevereiro, sexta-feira, se não somos todos, somos pelo menos mais do que o que pensávamos.

Os socialistas abrem crédito para as empresas? Devia ser mais e estendido à compra de casas! Os socialistas arranjam complemento de reforma para os idosos? Ela propõe mais e mais orientado! Mas isso não cheira um pouco a socialismo? O PSD é social-democrata e contra os excessos do capitalismo!

Na verdade, como diz a Newsweek, o fenómeno é universal e varre todas as latitudes e todos os continentes. O colapso da fé no liberalismo para resolver todos os males do mundo dificilmente poderia ser mais generalizado.

Na verdade, a ideia de que estamos perante o descalabro de um mundo feito de inaceitáveis desigualdades, acompanhada da descoberta dos mais variados escândalos, está a ganhar peso e a conversão de muitos dos que mais furiosamente fustigaram o Estado ao socialismo moderno é um fenómeno que representa a face boa dos efeitos da actual crise, parafraseando aqui outra personalidade social-democrata dos Açores, que vai abordar este tema em breve em conferência a proferir em Lisboa.

Enfim, estaremos no melhor dos mundos se esta fase de bonomia for para durar e representar uma viragem histórica no desenvolvimento do nosso mundo.

Um pouco ao estilo do advogado do diabo penso, no entanto, que temos alguns problemas nesta generalizada conversão ao socialismo que convém ter em conta.

Em primeiro lugar, temos que os socialismos não são todos iguais e convém não esquecer que Hitler também era um socialista, embora nacional, que Estaline foi outro adepto do socialismo nacional e que os egoísmos nacionais são um outro fruto menos desejável, mas nem por isso evitável, da actual crise.

Em segundo lugar, o problema é que não me parece que seja o Presidente Obama ou a chanceler Merkel que vão escrever as regras do mundo que temos pela frente, mas será provavelmente o Primeiro-Ministro Wen Jiabao a fazê-lo, e o socialismo chinês é o mais selvagem dos capitalismos.

Enfim, esperemos o melhor e que esta conversão ao socialismo de tantos seja ao melhor dos socialismos.

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E José Sócrates representa o socialismo democrático com politicas social democratas, claro, obvio, nítido...e ainda bem!

MFL disse que "em democracia as ajudas deveriam funcionar de forma clara e igual para todos", errado. As ajudas deveriam funcionar de forma CLARA e diferenciadas entre quem MAIS precisa ou entre sectores/empresas que VALE A PENA apoiar, penso eu!

Mas a socialista ortodoxa Manuela Ferreira Leite tem uma outra ideia, ora se a extrema-esquerda (PCP,BE) disputa o eleitorado de esquerda, o PS situa-se à esquerda e disputa esse eleitorado,sabendo que o CDS/PP não convence ninguém, abandona toda a direita, esquece todos os liberais e assenta arraiais na....Esquerda! Por omissão, esquecimento ou desilusão estes votarão inevitavelmente no PSD suspirando por um PPD liderado por Pedro Passos Coelho....

 

Esperta esta cachopa, quem é que lhe ensinou estes truques, o Tio Pacheco Pereira?

                                                

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Da mesma forma que nos é dada a possibilidade, no pc, de salvar um documento  nuns quantos tipos diferentes de formatos, também este governo se mostra disponível a fazer o mesmo com as nossas empresas.

 

Nacionalizou o BPN de uma forma abrupta e que a mim me assusta pelo precedente que abriu. Salva agora o BPP, cuja causa do desastre é totalmente diferente do BPN, mas que da mesma forma carrega aos contribuintes o ónus de suportarem os erros alheios. Fica patente, no comportamento de Teixeira dos Santos, como é fácil vestir a pele de "mão amiga do Estado" quando o fazemos com dinheiro que não é nosso!

 

Mas, sempre quero ver como irá o governo reagir - e com que argumentos - quando lhe aparecer no jornal da noite um grupo de futuros desempregados de uma fábrica do Norte com Jerónimo de Sousa a encabeçar a multidão e a reivindicarem que o Estado amigo lhes salve a empresa da falência. Não vai ser fácil ter razão nessa altura, pois ao contrário do mundo da informática, não deveria existir mais que um "Save as".

 

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A maioria das praças europeias segue a valorizar hoje....alguém está a apostar numa descida da taxa de referencia do BCE?

O combate pela alma do mercado continua...e a democracia sobrevive!

Uma coisa é de facto curiosa, mesmo numa fase tão imprevisível, volátil e insegura do actual ciclo económico todos insistem em ter razão!

Os liberais?

Previram esta crise, avisaram, ninguém quis ouvir, a culpa é socialista e social democrata.

Mas não foi devido a uma clara tendência liberal nas politicas monetárias e nas entidades de regulação que esta crise se tornou sequer "possível"?

Socialistas ou Sociais Democratas?

O que se está a passar é clara e nitidamente culpa dos liberais e das suas teorias, dos especuladores, da falta de regulação e de fiscalização.

Mas não foram socialistas e sociais democratas, enquanto governo em vários países europeus, a "ajudar a construir" e a "alimentar" este pseudo-monstro-diabólico liberal?

Eu julgo que nenhum destes "clãs" tem o exclusivo da razão, julgo que o segredo do sucesso na politica (especialmente na área da Economia e Finanças e definindo sucesso pelos resultados na qualidade de vida dos eleitores) reside mais em equilíbrio e bom senso, na análise e decisão, coragem e determinação, na implementação, do que em ideologias a brincarem "às economias" investindo o futuro dos cidadãos e hipotecando o bem estar da sociedade.

Por exemplo,têm a certeza absoluta que o short-selling é mesmo assim tão mau?

Por outro lado, alguma vez seria possível, no mundo real com trabalhadores reais, com políticos reais e empresários reais, ter um mercado em concorrência absolutamente perfeita?

 

Adenda: Imagens dos efeitos provocados pela ansiedade causada pela crise de confiança (e liquidez) nos mercados financeiros - aqui, aqui , aqui, aqui.

 

 

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Caro Carlos,

 

Como é óbvio o mundo mudou, hoje existe mais liberdade, hoje existem melhores condições de vida nos países desenvolvidos, tudo é mais simples, tudo é mais fácil, o sonho de uma sociedade verdadeiramente justa já não existe, a exploração do homem pelo homem é vista como inevitável, mesmo pela própria esquerda, que deixou cair as bandeiras antigas, convencendo-se que sendo igual à direita teria um futuro mais risonho.

 

Na verdade, sabes bem que o mundo não é como tu pintas, que os avanços feitos em África não são suficientes, que os povos da América Latina continuam a viver na pobreza, que tudo aquilo que o capitalismo nos prometeu à 10, 20 ou 30 anos tarda em chegar. Hoje novas vozes se erguem por um mundo que se reja pelo princípio base da igualdade, indissociável é certo de um sentido de responsabilidade democrática, onde uma pessoa tenha o mesmo acesso à educação, aos serviços de saúde e ao trabalho, independentemente do sítio onde nasceu. Estes problemas não foram resolvidos pelo capitalismo de cariz liberal, por isso é que há um novo espaço para o Socialismo Democrático, a verdadeira social-democracia.

 

Os socialistas têm hoje um missão muito importante pela frente, mostrarem que é possível mudar, que as desigualdades provocadas pelo capitalismo não são inevitáveis, que um mundo novo, com mais igualdade pode voltar a existir. Basta pararmos e observarmos o entusiasmado provocado por Barack Obama, numa sociedade conservadora como a americana, rendida aos pés de um negro que ousou mudar o discurso político, ousou utilizar a palavra Mudança. Paralelamente podemos ver o efeito Zapatero em Espanha, a imediata retirada das tropas no Iraque e a sua política fracturante do ponto de vista social.

 

Por fim, não digo que a economia de mercado seja má, acho que a mesma deva ser humanizada, tendo que ser balizada, sobre pena de continuarmos envoltos de um capitalismo selvagem, que ao final de tantos anos fez dos países ricos mais ricos e dos países pobres, eternamente pobres. Poderá Marx renascer na era da Coca-Cola?

 

Já que gostas tanto das minhas citações, fica uma provocação:

 

"Temos, há muito tempo, guardado dentro de nós um silêncio bastante parecido com estupidez" Eduardo Galeano, jornalista e escritor uruguaio. 

 

Publicado também no blog Aquela Opinião

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Caro Carlos,

 

Os povos do mundo estão cada vez mais pobres, principalmente os que habitam os estados africanos de que falaste, ou ainda os povos da América Latina, malvados povos, que escolhem ditadores para os governarem, esquecendo-se que a democracia só é perfeita se for como nós queremos, nós povos ocidentais, onde a pobreza e a fome são encobertas, onde há liberdade, mesmo que ao mesmo tempo recebamos ditadores nas nossas embaixadas, nos nossos palácios presidenciais e nas inúmeras cimeiras que organizamos. Quantos ditadores cometeram atrocidades milhares de vezes piores do que as de Hugo Chavez e continuam a ser bem tratados por nós ocidentais?

 

O Partido Socialista sempre soube compreender as razões das lutas dos povos, sempre se bateu, durante toda a sua história, por um pensamento socialista de cariz universal. Podemos chamar-lhe cartilha, mas neste caso as práticas confirmam a retórica, basta para isso observarmos a forma como Mário Soares tem defendido, em toda a Europa, a revolução Bolivariana de Hugo Chavez na Venezuela e paralelamente podemos também observar as relações amistosas mantidas pelo secretário-geral do PS, José Sócrates, enquanto primeiro-ministro, com o estado Venezuelano e com Hugo Chavez.

 

Walter Benjamin diria "que o anjo da história tem os olhos no passado, mas o ventos sopram do futuro". O futuro do mundo hoje promete-nos menos do que há 10, 20 ou 30 anos, o capitalismo está a ruir por ter demonstrado que a livre economia de mercado mais não é do que um jogo de soma nula, onde um cidadão, ou um um país, para ficar mais rico e poderoso, tem que enfraquecer outro cidadão, outro país. Os recursos não são inesgotáveis.

 

O Socialismo, livre e democrático é certo, faz cada vez mais sentido no século XXI. Os estados têm que se afirmar como motor de promoção da igualdade entre os cidadãos, colocando fronteiras ao livre comércio e ao capitalismo selvático. No panorama internacional é preciso aproximar os povos mais pobres da qualidade de vida dos mais ricos, para isso não basta a solidariedade, que nunca resolveu nada. É urgente criar mecanismos económicos para haver mais igualdade no mundo, neste contexto a Taxa Tobin quer me parecer poder ajudar. Fica o tema para debate. 

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Le maire de Paris Bertrand Delanoë se "régale" du "débat d'idées" qu'il a lancé en se déclarant "socialiste et libéral" dans son livre "De l'audace!", a-t-il confié lundi à la presse.

 

 

Quem disse que a discussão do liberalismo apenas se confina aos PPD's? Pois bem, os camaradas socialistas gauleses começam a estar ao rubro com a declaração hoje expressa pelo actual Presidente da Câmara de Paris e candidato à liderança socialista, no próximo congresso de Novembro, Bertrand Delanöe, que disse ser "socialista e liberal".

Quem não se ficou foi a outra candidata já conhecida, Ségolène Royal, que critica a "veia liberal" do Maire de Paris.

Pelo menos, o PSF começa a sacudir o pó e o bafio que há muito transporta e tem deixado o partido arredado do poder nos últimos anos.

Será, seguramente, um congresso interessante e que pode representar o virar de página que o PS bem precisa em França.

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Função Pública: Governo e sindicatos retomam negociações

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Na semana passada, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa queixou-se que o Governo exclui a presença católica da política. D. José Ortiga, arcebispo de Braga aproveitou para acrescentar que o Estado não deve ser "militantemente ateu". Este assunto, chama à baila um ensaio, escrito por mim e pelo Adolfo Mesquita Nunes, na Revista Atlântico em Maio do ano passado, intitulado ‘Os Católicos e o Estado Laico’.-via Atlantico
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