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"Quando eu digo que partes da sociedade estão doentes, a palavra que usaria resumir é irresponsabilidade", afirmou David Cameron, numa intervenção junto a Downing Street.

 

O chefe do governo britânico explicou que "ver aqueles jovens correr pelas ruas, a partir janelas e a roubar bens, pilhando e rindo enquanto se iam embora - o problema é uma completa falta de responsabilidade, falta de educação dos pais adequada, falta de ética e de valores morais".

 

Perante estas palavras, de hoje, de David Cameron e com pouco mais de um ano de mandato, caso para perguntar: o que é feito do grande projecto político dos tories. a "Big Society"?

 

É evidente que Cameron não falou nas questões a montante, isto é, os projectos e apoios sociais que o seu Governo cortou cegamente e sem critério.

 

O mais gritante, destes dias, é que os factos revelam como o projecto da "Big Society" não passa de um projecto teórico sem viabilização real, pois o papel do Estado não deve ser cerceado, como tanto apreciam os conservadores, sob pena de enfraquecer as comunidades e, assim, abrir brechas, que minam a estabilidade e a segurança.

 

P.S.- Não quero branquear os actos, muito menos os atacantes, pelo contrário, têm de ser julgados pelos crimes cometidos, mas dos milhares de jovens, em especial dos menores, não creio que de um momento para o outro a esmagadora juventude britânica virou criminosa.  

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 O vice-presidente da Câmara de Lisboa, Manuel Salgado, afirmou hoje que a substituição da bandeira municipal pela bandeira monárquica nos Paços do Concelho constituiu uma «demonstração da insegurança» do centro da cidade.

 

Muito se fala dos desentendimentos no seio do PSD, confusões com listas e coisas afins. Mas mesmo no seio desse coisa árida e cinzenta que é o PS (Partido do Sócrates) as coisas também mexem...

Face à restauração da Monarquia numa madrugada histórica (sim, viva a Monarquia), qual a prioridade de quem dirige os destinos da Câmara de Lisboa?

O ataque ao responsável pela tutela da Administração Interna, Rui Pereira, por sinal o sucessor de António Costa nesse mesmo ministério e seu adversário político...

Muito mau, mesmo para o PS.

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Tomei conhecimento ontem que a PSP de Loures dispõe de 2 Viaturas!

Atendendo à area abrangida, parece-me um número ridículo!

Mas pior, só dizendo que um deles está parado à porta da esquadra para estar sempre à disposição do oficial de dia, sem poder fazer qualquer outro serviço.

O carro restante faz a ronda e vai às ocorrências, chegando com horas de atraso porque não tem o dom da obiquidade. Isto claro, quando não pára com falta de óleo ou para ir ao mecânico.

Explique-me Senhor Primeiro Ministro, como pode o país ser seguro e evoluir se o Senhor pretende gastar dinheiro em obras megalómanas antes de garantir os pilares do país?

Felizmente a Junta de Freguesia de Loures, do PS, tem dinheiro e trabalha efectivamente para os fregueses e fez o que se vê na fotografia.

                       Legenda: Viatura cedida pela Junta de Freguesia à PSP de Loures

 

Já percebi agora que Sócrates esteve a dormir durante 4 anos e promete agora um reforço da PSP. Será que ainda vai a tempo?

Para o bem do País, espero que não!!!

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Se retirarmos o ponto de exclamação ao título deste pertinente post do Rui Pedro Nascimento, temos sintetizado as posições do CDS e do BE quanto ao que se está a passar no bairro da Bela Vista, em Setúbal.

 

Para o partido de Portas, tudo se resume a criminosos. Para o partido de Louçã, são todos desprotegidos.

 

Ora, determina o bom senso separar o trigo do joio e verificar que nos acontecimentos deste bairro da cidade do Sado há um bando de delinquentes, a merecer uma presença na Justiça, e um vasto conjunto de pessoas vítimas de um grupo que procura, obstinadamente, desestabilizar a ordem pública.

 

A intervenção, neste como em muitos outros bairros com as características que apresenta o da Bela Vista, tanto passa pelo lado da segurança como pelo lado social. Mas, neste momento, a importância é a de restaurar a ordem pública e, para isso, o interveniente do momento tem de ser, como está a acontecer, e bem, a Polícia de Segurança Pública.

 

Noto, por outro lado, como no PCP há uma descoordenação de posições. Jerónimo de Sousa quer afastar a Polícia da solução, e a  Presidente comunista da Câmara de Setúbal, Dores Meira, reclama mais agentes no concelho.

 

Tanto o radicalismo de esquerda, como o de direita, em matérias sociais e de segurança, não servem o bem-estar das populações. Basta equacionar o que cada um se traduziria na realidade. Com um lado a defender o bastão e o outro a indiferença.

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Mas, do encontro de ontem na CML, com Costa, os vereadores e a governadora civil, Dalila Araújo, houve análises diferentes sobre a estratégia de policiamento em relação a, pelo menos, uma matéria importante.

O vice-presidente do município, Marcos Perestrello, defende que esta estratégia, que deverá ficar definida num Contrato Local de Segurança,  não se dirija especialmente para as "zonas que se considerem problemáticas". "Recusamos estigmatizar determinadas zonas da cidade", declarou Perestrello.

Já o chefe máximo da PSP considerou que Lisboa tem "zonas sensíveis" e que o contrato local "vai reflectir isso", pois é nesses bairros que a polícia "tem orientado o seu esforço". (DN)

 

Parece claro que a relação entre o Ministério da Administração Interna e a Câmara Municipal de Lisboa já viu melhores dias. Com a saída de  António Costa do MAI e a chegada de Rui Pereira, que na área da segurança interna tudo mudou.

Parece incrível mas é verdade. Sendo oriundos da mesma área política, tendo o mesmo primeiro-ministro, as prioridades e as estratégias mudaram por completo, demonstrando assim que nesta área fulcral para todos, que o Primeiro-Ministro não tem uma política sua para a Administração Interna.

Vai a reboque dos ministros.

Se amanha Rui Pereira for substituído, tudo o que este tenha feito estará posto em causa, não existindo assim uma constante neste sector da governação.

Em relação a Lisboa, as declarações dos responsáveis da Autarquia e da Polícia dizem tudo.

Visões diferentes da realidade e inexistência de uma estratégia de segurança para a Cidade. António Costa tem de dizer aos lisboetas se quer governar a autarquia ou quer voltar ao Governo.

Os lisboetas é que não podem fazer depender a sua segurança destas guerras de alecrim e manjerona.

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Em Portugal existem mais seguranças privados do que agentes de forças policiais, um negócio que floresceu com o aumento da criminalidade e que gera 650 milhões de euros (M€) em receitas anuais, revela a imprensa esta terça-feira.

O Relatório Anual de Segurança Privada de 2008, da responsabilidade do Ministério da Administração Interna (MAI), refere que são mais de 61 mil as pessoas habilitadas a desempenhar a função, embora só cerca de 39 mil a tenham exercido no ano passado, ao passo que o somatório de efectivos da PSP e GNR ronda os 48 milhares, detalha o jornal Público. (in Diário Digital)

 

É sintomático que seja num país em que o Estado está cada vez mais presente em largos sectores da vida económica e social que este esteja cada vez mais a ser posto em causa no seu próprio núcleo: a autoridade do Estado e a sua capacidade de prover Segurança aos seus cidadãos.

Esta proliferação de seguranças privados é preocupante pois estes estão a ocupar o espaço natural das forças de segurança.

Por mais estatisticas que existam, esta disseminação de seguranças privados é a prova provada da existência de uma cresente sentimento de insegurança. Por cada recuo das polícias em áreas nevrálgicas para todos nós, assistimos a um avanço destas empresas. Estas estão presentes num número cada vez maior de áreas, verificando-se que estão cada vez mais avançadas tecnologicamente.

Se existe área onde defendo um papel fundamental para o Estado é esta.

Depois queixem-se...

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... a policia portuguesa consegue estar preparada para lidar com o fenomeno dos adeptos no desporto, principalmente no futebol, e garantir um ambiente seguro. Deixar 150 adeptos do Atletico de Madrid "a solta" junto ao estadio do Dragão é deixar a "porta aberta" a actos de confronto, o que veio a acontecer.
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Paulo Portas consolidou-se hoje como líder da oposição. Enquanto muitos se perdem em encontros na Aroeira e em horas a fio de permanência no sofá, assistindo à contínua verborreia de SIC e TVI, com Público, Sol e Expresso nas mãos, na esperança de ver o poder cair do céu aos trambolhões, Paulo Portas relança o que interessa: debate e construção de ideias. Desta vez trouxe um tema que, com o avançar da crise, ganhará mais destaque: a segurança. Fez o diagnóstico, lançou propostas e desafiou PS e PSD a trazerem as suas. Nove meses distante das eleições, era tradicional o CDS ter 4 a 5% das intenções nas sondagens. Por este tempo, e segundo o Expresso, anda próximo dos 10%. Não terá o PSD escolhido o alvo errado? O CDS demonstra mais substância para partido de poder que o próprio PSD. Destaco novamente o fantástico trabalho desempenhado pelo Grupo Parlamentar Centrista. Já a liderança do Partido segue imune a divisões internas, superou o Congresso Nacional e volta a marcar a agenda. De boa saúde este CDS.

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Não há dúvida que a crise está aí. Já nem sequer se ouve falar em roubos de caixas multibanco. Era uma questão de tempo até a ladroagem perceber que os próprios bancos também não têm muito para "oferecer".

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Processo ‘Noite Branca’ roubado

 

Direcção de Combate ao Banditismo assaltada

 

Estas duas notícias têm o intervalo de apenas duas semanas, mas embora não estejam directamente relacionadas, mostram-nos que algo vai mal na Justiça em Portugal.

 

A situação da DCCB foi prontamente resolvida e fazendo fé nas informações que foram veiculadas, não houve uma intenção de roubo de informações sensíveis das suas instalações.

 

Relativamente ao roubo do portátil da Procuradora a dúvida permanece. Mais uma vez fazendo fé na comunicação social, o conteúdo do portátil tinha um conjunto de informações sensíveis, que pode por em causa a segurança de pessoas bem como o indispensável segredo de justiça.

 

Quando a criminalidade é cada vez mais complexa, quando a criminalidade é cada vez mais violenta, a forma como o Estado Português protege aqueles que são o seu rosto neste combate é no mínimo decepcionante.

 

A falta de segurança, a falta de procedimentos de segurança, a falta de uma cultura de segurança pode fazer perigar a nossa eficácia contra todas as ameaças que pairam sobre nós.

 

O Estado deve perceber que tem de investir, não só em equipamentos, mas também na própria especialização dos recursos humanos existentes nesta área. Os sinais dados não são encorajadores. Falta de progressão na carreira, inconstância nas equipas, pouca aposta na formação altamente espacializada são entraves a uma maior eficácia na luta contra o crime organizado.

 

Acredito que estas notícias sejam apenas excepções e que não caracterizem a forma como é feita a gestão de informação sensível, mas de uma imagem de amadorismo já não nos livramos.

 

Mais e melhor tem de ser possível.

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Bairro do Cerco  e também Escola do 1º Ciclo do Cerco, no Porto

 

Nalgumas zonas das maiores cidades perde-se o respeito pela lei, pelas forças de segurança, pelos outros indivíduos e pela sociedade, aparentemente é um fenómeno corrente em qualquer país desenvolvido (ou mesmo em desenvolvimento).

Mesmo num país de brandos costumes, de tabus e que prefere olhar para o lado e esconder por debaixo do tapete as suas fobias, traumas e escândalos, estes sinais parecem estar a aumentar e finalmente parece que chegamos ao pelotão da frente da UE no que toca à insegurança....ou assim nos leva a pensar a comunicação social.

Não interessa muito que tenhamos as menores taxas de criminalidade da UE, o que interessa é a sensação que cada português tem ao andar na rua, conduzir ou utilizar os transportes públicos, e nesse aspecto a coisa não está famosa.

Esta alegada consequencia do "progresso" impressiona-nos e choca-nos.Ainda bem, quer dizer que não estamos nem habituados nem anestesiados, espero nunca chegar a esse estágio de conformação tão obvio nas grandes urbes europeias!

Importa intervir a tempo, a vários níveis seja nas forças de segurança, seja no apoio à integração das comunidades imigrantes, seja no apoio às zonas mais desfavorecidas e degradadas das grandes cidades, ninhos onde floresce tanto a criminalidade como a injustiça social, para brancos e pretos, para honestos e cumpridores cidadãos bem como para malfeitores e bandidos.

Nesta conjuntura fazer "programinha politico populista"  e "ceninha demagógica" para TV filmar e jornalista escrever não ajuda ninguém....aliás, pelas sondagens parece que nem aos próprios ajuda!

 

Vale a aposta que vamos criar mais um tabu em Portugal?

Não são cidadãos dos países de leste nem cidadãos brasileiros a cometer uma "PARTE RELEVANTE" dos crimes mais violentos, não senhor, não são nada!Nada disso!

Não há conflitos étnicos entre comunidades em bairros sociais, nem pensar nisso, alguma vez, impossível!

A culpa é do Governo, a culpa é da Câmara Municipal, a culpa é da crise, a culpa é da descolonização, a culpa é não sei do que e não sei que mais, é de todos menos de nós, é de todos os partidos menos do nosso.Perguntamos o que é que "alguém" vai fazer acerca disto e nunca queremos saber onde falhámos e o que poderemos nós fazer para inverter ou atenuar esta situação. 

Eu já não acredito na antiga dicotomia esquerda-direita nos moldes clássicos, nunca acreditei que houvesse qualquer desigualdade que se pudesse justificar com etnia, religião ou opção sexual, mas jamais aceitarei que seja uma sina portuguesa "tapar o sol com a peneira". 

Para isso já temos a nossa História, a Guerra do Ultramar, o avião que caiu sozinho em Camarate, as FP-25, os complexos e fábulas acerca da Função Pública e dos Políticos!

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               Que a criminalidade tem aumentado nos últimos tempo não há dúvidas. Se não bastassem as notícias diárias sobre o assunto, os dados estatísticos publicados por variados organismos encarregar-se-iam de o confirmar.

O esforço do Governo não tem sido suficiente, e as mais recentes alterações à legislação penal parecem não ter ajudado. Para além disso, o próprio Ministro da Justiça vem dizer na revista Sábado (nº229) que “prender menos foi uma opção política”. Têm-se visto os resultados…
Assim sendo, sobra a batata quente para o Ministro da Administração Interna, que vai promovendo operações policiais mediáticas mas cujos resultados tardam em aparecer.
Entretanto foi aprovada uma nova Lei de Segurança Interna, cujas linhas orientadoras me parecem ir num bom sentido, não obstante a polémica que suscitou. No entanto, deixa a leve sensação de querer começar a construir a casa pelo telhado.
Creio que antes de aprovar uma nova LSI, teria sido mais profícua uma reorganização das forças de segurança, nomeadamente a PSP e a GNR, e reequipamento das mesmas.
Actualmente, ainda temos militares e agentes destas forças em funções como cozinheiros, barbeiros, serviço de bar, entre outras. A distribuição das novas armas, as já famosas Glock, ainda não está completa, longe disso. Ainda existem esquadras e postos que não reúnem condições para um correcto desempenho das missões que lhes estão adstritas, e grande parte dos agentes e militares ainda vão para o terreno sem os indispensáveis coletes de protecção. Os pagamentos dos serviços remunerados ou gratificados (por exemplo, a vigilância de jogos de futebol) são efectuados com atrasos escandalosos e os salários auferidos há muito que deixaram de corresponder à realidade. Para além de tudo isto, ainda não existe uma base de dados comum a todas as forças de segurança e o SIRESP (Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal) só se prevê que esteja totalmente implementado lá para 2010.
Por muitas boas intenções que se manifestem, a verdade é que a base do sistema de segurança debate-se com sérias dificuldades para fazer face às solicitações.
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O ministério da Administração Interna vai alargar a mais mil postos de combustíveis o programa Abastecimento Seguro, através de protocolos, assinados ainda este mês, para melhorar a cooperação entre as forças policiais e empresas privadas de segurança.

Parece uma boa ideia, aliás, já deveria ter sido implementada mesmo, mas devido ao enquadramento legal actual das empresas de segurança privada, não será pouco eficaz a segurança quando realizada por seguranças não armados?Não deveria caber às gasolineiras a maior parte da factura do reforço do policiamento?

 

 

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Diz-se na gíria que há que ter "veia política" para se andar neste meio. Há que sentir as vontades, perceber as necessidades e construir as soluções.

 

Parece-me que para um político, além da intuição é necessário trabalhar sobre a realidade, apoiando-se nos dados concretos. E para isso é fundamental fazer o trabalho de casa. Mas quando isso se torna uma obsessão, algo vai mal!

 

Quando a realidade passa a ser um número passível de ser trabalhado, manipulado ou quando apenas se age sob pressão dos números que nos assustam e preocupam, algo vai mesmo muito mal. É sinal que o político não antevê o problema, nem sente o pulsar do país nem os anseios das pessoas.

 

O exemplo mais flagrante de cosmética estatística por parte deste governo, reside na educação e tem sido trabalhado até à exaustão. E isso é perigoso.

 

Mas agora a estatística tomou conta do resto do recado, como se vê no caso da segurança. É ela que passa a ditar as regras, os timmings e a forma de intervenção na sociedade.

 

Talvez por isso o governo só tenha quebrado o silêncio acerca do um problema que "nem existia", depois de ter lido as declarações do coordenador de segurança sobre um aumento de 10%.

 

Agora que tem uma percentagem, um número para trabalhar, já se sente capaz de adoptar medidas e resoluções que tratem estes números. Mas nada mais que isso: tratar números!

 

A realidade permanecerá a mesma, vai uma aposta?

 

Quando alguém lhes falou no risco que era diminuir a admissão de efectivos, não ligaram, agora já se assustam com estes 10%.

 

Só para refrescar memórias:

 

Pelas contas do CDS, e se se mantiver a média de saídas da PSP e GNR dos últimos cinco anos, «em 2009 haverá menos 2.475 polícias do que em 2007», já que as 4.725 saídas apenas serão parcialmente compensadas com os 2.250 efectivos que entraram este ano.

 

Também publicado no Axónios Gastos

 

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Caro Rodrigo,

 

Nunca leste qualquer coisa em que eu expressasse que estamos bem, em termos de segurança. Como se vivêssemos no melhor dos mundos, pois não estamos.

Se a criminalidade aumenta, e de modo mais violento, como alguns casos indicam, é preciso, também, saber dar resposta a estes novos reptos. A conformidade é uma das aliadas do crime, tal como o clima de insegurança. Tive oportunidade de destacar isso.

E, em termos políticos, de certeza que o Ministro da Administração Interna é dos últimos a querer esta circunstância.

Quanto ao maior partido da oposição, continua a verificar-se a pobreza que tem arrastado o partido, com sucessivas lideranças sem ideias nem propostas para o País. Esta é mais uma.

Seria interessante saber que teriam propostas para este domínio, que a todos importa e deve merecer um consenso generalizado. Como não tem qualquer ideia, quanto mais proposta, o PPD limita-se a comportar como os partidos que não se comprometem nem se responsabilizam por nada, limita-se a condenar.

E pactos nacionais, como se devia ter nesta área, com o PPD também não se podem fazer, como o passado recente demonstra, a palavra de um dia é a inversa no seguinte.

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Director do Observatório de Segurança diz que "criminalidade violenta chegou para ficar" 

 

Ainda hoje, vendo as manchetes dos jornais portugueses, o crime merece destaque em quase todos os periódicos nacionais, desde os de referência aos tablóides.

A Segurança também depende, e passa muito, por um clima social que a promova. O que não se verifica.

Poder-se-á questionar, com pertinência: não é fazendo de conta que nada se passa que os crimes desaparecem. Correctíssimo. Mas não será, seguramente, com a promoção de insegurança.

Quando o Director do Observatório de Segurança diz o que afirma na notícia acima destacada, com sentido, pois a realidade não o desmente, podia ter completado, ou melhor, destacado (no âmbito das suas competências) que, do mesmo modo, o combate ao crime também tem de se desenvolver e ter a capacidade para responder melhor aos actuais riscos existentes.

Afinal, Liderança é algo determinante. E há bons exemplos disso. A sua ausência é sempre uma forte aliada da criminalidade.

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PGR limita poderes da Polícia Municipal

 

 

«só em casos de flagrante delito é que este organismo poderá deter, identificar ou revistar suspeitos.»

 

«não é uma força de segurança»

 

Há um conjunto de pessoas que agradecem estas informações.

 

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Quatro alegados assaltantes dispararam sobre elementos da PSP, mas sem lhes causar ferimentos, quando foram surpreendidos a furtar o interior de uma viatura, na madrugada de hoje, no Cacém, Sintra, adiantou à Lusa fonte policial.

 

«Fomos vítimas de cinco disparos de quatro indivíduos. Não houve da nossa parte qualquer atitude coerciva».

 

Se bem que a criminalidade esteja a diminuir em número está claramente a mudar na tipologia e notoriamente na "agressividade" envolvida nomeadamente na utilização de armas de fogo.Ou ficamos a assistir impávidos e serenos, ou criticamos os bodes expiatórios do costume ou para variar fazemos algo para enfrentar esta nova realidade.

Analisando outras democracias ocidentais que passaram pelo mesmo problema e que lidam com ele com relativo sucesso observamos dois caminhos de potencial sucesso, justiça eficaz/célere e acção determinada/implacável das forças de segurança recorrendo a vários métodos como vigilância electrónica, agentes infiltrados e meios/equipamento capaz de proteger os agentes quando em conflito armado com esta nova geração de criminosos.

Será altura para perder tempo com "discussõezinhas" ideológicas ou de proteger a sociedade em geral e os agentes que implementam a lei?

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Não consigo compreender a forma sádica como os portugueses acordaram hoje de manhã. Os políticos de direita e os falsos políticos de esquerda, sedentos de mais autoritarismo e represão policial, não tardaram em dar os parabéns à actuação da PSP.

 

Caro João,

Não compreendes nada, porque nada queres entender. Típico! 

Preferes viver acomodado no mundo em que o que passa é inevitável. Qual treinador de bancada que se limita a dar uns bitaites sobre tudo e nada. Ao fim e ao cabo, para a tua leitura, tudo não passa de uma injustiça social, por causa da má distribuição da riqueza e falta de integração, e isso acaba, nas entrelinhas, por justificar assaltos. Assim como assim, para ti, basta tomar conhecimento de mais um assalto, a polícia nada fazer, as pessoas temerem pela vida e os ladrões saírem satisfeitos e sem impunidade.

No mundo perfeito,  nada disso existiria. Como se houvesse mundo idílico na terra. Se quiseres procurar algum, debruça-te sobre Santo Agostinho. Pode ser que vás a caminho de outra 'Cidade', porque segundo Agostinho, nós estamos aqui de passagem e o que aqui fizermos, na Terra, isso influenciará a nossa 'estada' no outro local após a Vida.

Depois, refastelaste na posição confortável do sofá, lanças o já conhecido anátema ideológico característico dos irresponsáveis: é uma actuação da polícia, logo significativa do autoritarismo e o Estado Democrático está ameaçado.

No fundo, resguardaste na sombra do pensamento irresponsável, que de interesse pela Liberdade pouco tem, pois a Liberdade sem Segurança não existe. Há regras e estas devem ser cumpridas. Locke ou Popper explica-te isso.

Mas, para ti, não há culpados, são todos vítimas.

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Subscrevo as palavras do Carlos relativamente ao sucedido hoje no balcão do BES em Campolide.

 

Até agora, e bem, elogios às forças de segurança!

 

Esperemos agora que não haja um qualquer inquérito aos agentes que dispararam e entraram na agência bancárias, nem que sejam suspensos!

 

Esperemos, igualmente, que não venha um qualquer "Falcão" em gritos de "SOS" dizer que houve racismo.

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O assalto pretendido efectuar ao balcão do BES de Campolide, por dois larápios, acabou ao fim de oito horas, devido a uma objectiva, cirúrgica e eficaz intervenção da PSP. 

Para quem duvida da qualidade e eficiência dos nossos agentes, eis um bom exemplo da excelência dos nossos polícias.

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A propósito deste texto do Rodrigo, referente ao tiroteio na Apelação, fui ao baú e reitero o que escrevi há três anos:

 

não venham determinados extremismos, por um lado, desculpabilizar e, por outro, estigmatizar.
Quanto aos que estigmatizam, talvez se esqueçam que os vândalos que perpetram estes actos também são cidadãos portugueses. Quanto aos que desculpabilizam, talvez fosse tempo de assumir que todos, sem excepção, têm direitos, mas também deveres.

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As autoridades confirmaram o sequestro, esta tarde, de um recém-nascido no Hospital Padre Américo, em Penafiel, naquele que é o segundo caso do género na unidade em cerca de dois anos.
Segundo a GNR local, a mãe da criança contou que, cerca as 14h30, quando se encontrava no quarto, foi abordada por uma mulher que se fez passar por enfermeira, dizendo que precisava de levar o bebé, do sexo masculino, para exames.

Mas o que é que se passa naquela unidade hospitalar pública?Sub-financiamento?Má gestão?

Depois do primeiro caso devem ter sido retiradas ilações, alterações aos procedimentos e ao sistema de segurança/vigilância, não?Deixou-se andar e agora a culpa é do Governo?Mudaram-se as moscas e manteve-se tudo na mesma?Pior do que o sentimento de insegurança criado nas populações pela deficiente explicação do encerramento de unidades de saúde, pelas campanhas de promoção do medo e do alarme social, alguns casos de incorrecta implementação da rede das VMERs, pior que tudo isto é nem sequer dentro duma unidade hospital pública um paciente se poder sentir minimamente em segurança!

 

Adenda: felizmente o bebé já foi encontrado e restituído à sua mãe, excelente trabalho da Polícia Judiciária

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