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Billionaire and Ex-Minister to Oppose Putin in Russian Presidential Election
“I made a decision, probably the most serious decision in my life: I am going to the presidential election,” Mr. Prohkorov said at a news conference.

 

Mikhail Prokhorov manifestou interesse em candidatar-se à presidência russa, na eleição que se realiza no próximo dia 4 de Março de 2012.

 

O milionário russo, que no ano passado comprou uma equipa de basquetebol nos EUA e começou a sua carreira empresarial a vender calças, tem hoje uma fortuna orçana nos 17,8 mil milhões de dólares.

 

Prokhorov foi Ministro de Putin e acabou por ser despejado da pequena formação satélite do partido de Putin. Agora, que milhares de pessoas saem às ruas, pedindo Democracia na Rússia, depois das eleições legislativas da semana passada, ganhas pelo partido de Putin. Este magnata russo, mais um dos produtos da era pós-soviética, apresenta-se à liderança do gigante eslavo. Resta saber se terá condições, à luz da Lei russa, entenda-se, de Putin, poderá concorrer.

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Decorre, neste fim-de-semana, o Congresso do "Russia Unida" (RU), o partido de Putin. Apesar do conclave servir de antecâmara para as legislativas de Dezembro, que serão ganhas pela RU, o mais importante será a obtenção da dúvida que há muito existe: quem avança nas presidenciais de Março de 2012, Putin ou Medvedev?

 

Certo é que a decisão depende exclusivamente de Putin. Resta saber o que o ex-Presidente e actual Primeiro-Ministro (inverteu os papéis com Medvedev) quer.

 

Penso que o homem deve querer voltar ao Kremlin. A confirmar nos próximos dias.  

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Le premier ministre russe Vladimir Poutine a inauguré mardi 6 septembre le gazoduc Nord-Stream, un projet stratégique dont le tracé, d'une longueur de 1 224 km, doit à terme permettre de transporter 55 milliards de mètres cubes de gaz par an de Vyborg jusqu'à la ville allemande de Greifswald en traversant les eaux territoriales de la Russie, de la Finlande, de la Suède, du Danemark et de l'Allemagne.

 

"Le volume de gaz fourni (sera) comparable à l'énergie produite par onze centrales nucléaires", a expliqué Vladimir Poutine à Gerard Schröder.

 

O Nord-Stream, hoje inaugurado por Vladimir Putin, é um acontecimento histórico em termos energéticos a nível europeu. Desde logo pela ligação directa entre russos e alemães. Deixa de haver intermediários entre o produtor e o consumidor, mas também de agravamento de relações entre a Rússia e antigos Estados soviéticos, como a Ucrânia, mas também a Bielorrússia, países por onde parte significativa da exportação de gás russo passava e gerava lucros locais.

 

Por outro lado, resta saber que vantagens energéticas vão ser conquistadas na UE, pois vários Estados-membros, nomeadamente os que aderiram à UE em 2004 e fizeram parte do Pacto de Varsóvia, dependem, e muito, da energia oriunda da Rússia.

 

Veremos o que esta estratégica conduta irá gerar no futuro. Fossem outros os tempos e deveríamos encarar com muito receio esta aliança, na qual os russos continuam a ter a faca e o queijo na mão

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The real question is how the 2012 decision will be announced publicly. Medvedev cannot say he won’t run for a second term because he is tired. Nor can he simply depart for a professorship at Skolkovo. This would undermine the institution of the presidency. There has to be a credible explanation and a plan for Medvedev’s future, but almost all options are bad.

 

O Presidente russo anunciou, hoje, a data das legislativas russas: 4 de Dezembro, precisamente três meses antes da eleição presidencial, em 4 de Março.

 

Se a formação de Putin, Rússia Unida (RU), vai ganhar, e mesmo o descontentamento não evita o triunfo, pois o Primeiro-Ministro russo criou outro partido, a Frente Popular, para acolher as urnas o descontentamento. Deste modo, a maioria dos votos acabará por não fugir à órbita das formações de Putin e, assim, o passeio eleitoral, salvo algum cataclismo imprevisto, será evidente, com a Duma a manter-se rendida ao actual Primeiro-Ministro.

 

Porém, a grande questão do momento é outra: a meio ano da eleição presidencial, permanece a incógnita, quem será o candidato a Presidente, Putin ou Medvedev?

 

Muita tinta começa a correr, com rumores, sendo quase todos indicadores que a corrida será o que Putin quiser. Como sempre se soube. Todavia, como descalçará a bota Medvedev, justificando a sua não recandidatura presidencial, se tal vier a acontecer? Voltará a ser Primeiro-Ministro, trocando as posições com Putin? A ser assim, fica selado o seu mandato presidencial, como mais um dos sequazes do Czar Vladimir, sem identidade própria, e descredibiliza o seu poder, que apesar de não ser muito, pois Putin é Czar e senhor na Rússia, o mandato de Medvedev tem-se feito sentir em áreas estratégicas para o futuro da Rússia, ainda que não muito visíveis, como as novas tecnologias.

 

A grande surpresa seria, sem dúvida, a não candidatura de Putin, o que indicaria algo e o domínio de Putin entraria em declínio. Afinal, quem está no poder de Moscovo manda, quem não está bem pode dedicar-se à balalaika.     

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O avançado camaronês Samuel Eto'o acaba de rumar à Rússia para jogar no modesto Anzhi, deixando o Inter de Milão, onde se sagrou várias vezes campeão de Itália e ganhou uma Liga dos Campeões.

 

O avançado junta-se a um outro grande jogador, o brasileiro Roberto Carlos, outrora glória do Real Madrid e do escrete canarinho

 

Tudo isto poderia ser normal, não fosse o facto de deixar uma das melhores equipas da Europa para jogar numa equipa de menor dimensão russa, nem está nas competições europeias, e, sobretudo, o seu vencimento, que será, diariamente, de 54,794 €uros. Algo como: 20 milhões de euro por ano, ao longo de três épocas.

 

Outra das curiosidades é o facto desta equipa ser de Makhachkala (Daguestão), localizada a cerca de 1.600 km da capital russa, mas a equipa vive e treina em Moscovo, deslocando-se ao seu estádio apenas quando efectua as partidas oficiais, por uma questão de segurança, pois na região operam muitos bandos terroristas.

 

Este contrato deve-se ao Sr. Suleiman Kerimov, de acordo com a Forbes o 118º homem mais rico do planeta. Vive dos seus negociozitos de bancos, petróleo e minas. E ainda falam de crise!

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Numa das primeiras vezes, já como Presidente dos EUA, Obama destacou que ele, como Medvedev, são de uma geração que cresceu, politicamente, depois da Guerra Fria.

 

Todavia, o pensamento e o staff dos dois lados ainda tem muito da era anterior à queda do Muro. A desconfiança é mútua.

 

A visita oficial que o Chefe de Estado norte-americano faz, hoje, a Moscovo promete muito. Mas deve ser de pouca eficácia. Será, no entanto, boa, se os dois líderes abrirem um novo capítulo em termos de relação política, que se quer bem mais saudável que os últimos anos de (des)entendimento entre Bush e Putin.

 

Do lado russo, Medvedev diz querer boas relações com Washington. Do lado americano, estas também são desejáveis, desde logo por causa do Afeganistão e Irão. Os russo referirão que a base anti-míssil na República Checa e na Polónia são indesejáveis.

 

Do diálogo de hoje há pontos, de dimensão menor, mas não de inferior importância, como por exemplo o caso da Geórgia.

 

Um encontro que promete.

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El presidente del Gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero, ha dicho que el acuerdo de cooperación con Rusia en materia energética supone una mayor seguridad para el abastecimiento de España y garantiza un mejor acceso de las empresas españolas a las reservas rusas. En este marco Gazprom suministrará gas a España tras alcanzar un acuerdo con Gas Natural

 

Com os entendimentos e negócios Estado a Estado, a Rússia vai deixando a UE, no seu todo, cada vez mais refém dos interesses de Moscovo. (Publicado no Palavra Aberta)

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Apesar de um acordo parecer iminente a meio da tarde de hoje

Falhanço nas negociações para o fim da crise do gás

 

Mal tinha acabado de destacar a solução à vista, surge Moscovo a recusar o que estava a dar por acordado.

Pelos vistos, o poder dos negociadores russos em Moscovo é bastante diminuto, uma vez que é o chefe do Governo quem determina o que se faz ou não.

Assim sendo, é desejável que Putin se sente à mesa das negociações, em vez dos responsáveis da Gazprom, dado que se pouparia tempo com reuniões em que parte dos representantes não tem competência alguma.

Por outro lado, a Rússia demonstra e faz sentir o seu poder. Tivesse a UE uma voz una e seguramente Moscovo não se comportaria como quer e pretende. Mas a culpa não é russa, é nossa. (Publicado no Palavra Aberta)

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Caro Filipe,

 

Não é por acaso que Putin "decretou" há poucos dias o fim do gás barato, precisamente no momento em que as receitas do petróleo caem de forma abrupta, depois de um Verão cheio de dinheiro. E, nesta altura do ano, em que tanta falta o gás faz, em especial para combater o frio, Moscovo sabe como utilizar as suas armas, fazendo das fraquezas europeias a força russa.

Relativamente à posição desta Comissão Europeia, de promover uma política energética comum, referes, e muito bem, a posição mais do que correcta que José Manuel Barroso defende há anos. Porém, não se vê da parte do Conselho Europeu a mesma vontade. Também por que há vários Estados-membros energicamente comprometidos com Moscovo (Alemanha, Bulgária e Itália). E não partilho da tua leitura quanto a esta Presidência francesa, que ficou muito a desejar. Prometeu muito (segurança e defesa, agricultura, energia, entre outros, e pouco fez nestas áreas (Sarkozy esteve bem na Cimeira com o Brasil, veremos, no futuro, se isso tem tradução prática, nomeadamente na inevitável e determinante reforma da PAC, que está intimamente relacionada com a Ronda de Doha - aí sim, veremos a coragem política do Chefe de Estado gaulês).

Quanto à Rússia, concordo com a tua leitura, das debilidades estruturais, ainda resultantes da ressaca soviética.

Se o urso eslavo não está fraco, isso foi no tempo de Yeltsin, o futuro pode surgir ainda mais promissor para a Rússia, assim sejam prosseguidas políticas que estimulem o crescimento interno e um maior fortalecimento do país no mundo.   

Quem tanto se ri em Portugal do famigerado "choque tecnológico", pode perspectivar como o investimento neste sector é determinante para o futuro de qualquer sociedade. Na Rússia, ainda não chegaram as políticas que vários Estados europeus têm adoptado no campo da ciência e inovação. 

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Russia and Serbia signed a controversial energy deal Wednesday for Russian state gas monopoly Gazprom to acquire Serbia's oil monopoly in exchange for building a gas pipeline through Serbia

 

Inteligentemente, a Rússia, pela Gazprom, continua a fazer magníficos negócios na Europa. A UE, por seu turno, continua, de forma calma e passiva, a pagar uma factura energética elevada que, se não for precavida, poderá ser ainda mais cara dentro de alguns anos para todos nós.

 

(Publicado no Palavra Aberta)

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O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, declarou hoje que a crise financeira mundial afectará mais a esfera do gás do que a do petróleo, sublinhando que a era do gás barato acabou.

 

Depois dos lucros exorbitantes obtidos no Verão, à custa da subida do preço do petróleo, esta torneira que encheu os cofres de Moscovo (como de todos os países exportadores de petróleo) deixou de pingar a abundância nunca vista no globo.

Agora, a Rússia pretende continuar a receber as inundações de dinheiro que recebera até ao Verão, substituindo a matéria prima como fonte de riqueza. O gás passa a ter mais protagonismo que o petróleo.

Dado o período delicado do ano, com  a baixa das temperaturas, o gás russo, que fornece aquecimento a milhares de lares, especialmente na Europa central, Putin deixa, em vésperas do Natal, a prenda no sapato, de que o gás barato acabou. Anuncia e decreta, não informa nem articula posições.

É, assim, de aviso em aviso, sem se esperar, que a Rússia vai afirmando a sua força. Infelizmente, sem uma política energética comum na UE, Moscovo vai fazendo o que quer e lhe apetece. E todos nós, de Portugal à Finlândia, da Irlanda ao Chipre, pagamos uma factura cara.

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O inquérito russo à guerra que opôs Moscovo à Geórgia, em Agosto último, por causa da província georgiana da Ossétia do Sul, concluiu que Tbilissi organizou o “genocídio” do povo osseta naquela província rebelde, afirmou hoje o chefe do comité de inquérito do ministério público russo, Alexandre Bastrykine.

 

Depois de se ter confirmado há dias, pelas palavras do próprio Presidente georgiano, que a Geórgia hostilizou a Rússia, no conflito do Cáucaso, do Verão passado, eis que surgem os russos a exagerar quanto ao que se passou. Genocídio, refere Moscovo. A Rússia devia ter mais noção do que refere. Genocídio compreende uma eliminação massiva de um povo, o que, de facto, não sucedeu. 

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 ... a Grécia não encontra solução para o caos que assola o seu território há semanas. Está cada vez mais em questão o dito "Estado de Direito". A oposição não pára de ganhar força, terreno e novos campos de batalha. Depois dos violentos confrontos do fim de semana, hoje deu-se mesmo o regresso de um avião da Aeroflot que voava calmamente rumo a território russo.

 

... Devagarinho, devagarinho a dupla Vladimir Putin/Dmitri Medvedev, com o apoio das Câmaras Russas e sem ponta de oposição, vai alargando a sua esfera e tempo de poder. Como a Rússia é grande e complexa, "vá" de aumentar o mandato Presidencial em 50%, passando de 4 para 6 anos, numa clara abertura de caminho ao regresso de Putin à Presidência da Federação. Será que o próximo passo é o fim da limitação no número de mandatos? Onde encontrarão limites os poderes da Governação Russa? E a oposição liderada por Garry Kasparov que foi violentamente silenciada há uns meses? Onde pára?

 

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P. Pero, desde el punto de vista del SFS, Litvinenko fue un traidor.

 

R. Y desde mi punto de vista también. ¿Y qué? ¿Acaso hay que matar enseguida al traidor? P. haber matado a Litvinenko a partir de los intereses del Estado ruso?

 

R. Si se parte de los intereses del Estado ruso, en el sentido más alto del término, yo mismo hubiera dado esa orden. No hablo de Litvinenko, sino que me refiero a cualquier persona que cause un perjuicio serio. Por ejemplo, de haber sido presidente, hubiera ordenado exterminar a Saakashvili.

 

P. Saakashvili no es ciudadano ruso, es presidente de la República de Georgia...

 

R. Bueno, pues hay otro personaje como (el coronel del KGB) Oleg Gordievski, amigo de Litvinenko, que huyó al Reino Unido (en 1985) y fue condenado a muerte por el Tribunal Supremo de la URSS. Yo creo que esa pena debe ser cumplida. Si lo pillan, hay que traerlo aquí y que lo encierren de por vida. Y si se sabe de personajes que causaron un daño serio al Estado ruso, deben ser exterminados. Es mi posición firme y la posición de cualquier ruso normal.

 

À edição do El País de hoje, do deputado Lugovoi, do partido do ultra-nacionalista de Jirinovski.

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"The Communist Party is a strong political party and the reason for the existence of any self-respecting party is to fight for power," Russian news agencies quoted him as saying.
"We do not hide that we are fighting and will fight for power in our country."

 

Caro Nuno,

Apercebi-me da realização do Congresso do PC russo neste fim-de-semana, em Moscovo.

Do que observei, a sala da capital eslava não era tão deslumbrante como a do renovado Campo Pequeno. De qualquer modo, a decoração, ao bom estilo soviético, cá, como aí, era similar. Apenas ligeiras diferenças em termos de adereços, uma evidente, o PCP suprimiu a apresentação de um busto de Lenine que Ziuganov tinha como fundo.

Porém, das declarações de encerramento, Ziuganov diverge das de Jerónimo. Cá, tivemos o líder comunista a reiterar a única coisa que tem para dar a Portugal: protestos, sem alternativas nem soluções. Aí, um líder comunista disponível em regressar ao poder.

Como é óbvio, Jerónimo acaba por ser mais sensato do que o rosto do comunismo russo desde o desmembramento da União Soviética.

Quem notou, há dias, nos trabalhos do Congresso da Rússia Unida (de Medvedev e Putin), sabe que a RU está de pedra e cal no poder russo. Naturalmente, novos contornos da política russa podem ocorrer, com o Presidente da República a querer uma coisa e o Primeiro-Ministro outra, não sendo certo, porém, que os comunistas russos sejam os beneficiados de potenciais divergências. 

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España ha estado hasta ahora fuera de la estrategia del monopolio, aunque éste se ha acercado a la Península Ibérica tanto por el Este, vía Portugal, donde intentó comprar un paquete de Galp Energia en 2006, como por el Sur, vía Argelia, donde en agosto del mismo año firmó un acuerdo con la empresa Sonatrach. Entonces se dijo que Gazprom quería aprovechar la posición en Argelia para acceder al mercado del sur de Europa. Ahora, podría ocurrir que ponga un pie en España para entrar en Portugal, según medios del sector. La estrategia entonces y ahora es la misma: extender su presencia a todo el continente.

 

A pretensão do gigante russo de energia, Gazprom, comprar um quinto da Repsol, tem um alcance bastante vasto. A comprar, a Gazprom alcança uma posição privilegiada para entrar em Portugal, como já tentou, e na América Latina.

Há, ainda, a considerar, a regulação europeia que impede o monopólio de empresas estrangeiras controlar o gás e electricidade.

Mas, por este andar, será que a conhecida "cláusula anti Gazprom" terá efeito? Qualquer dia o domínio energético russo na UE é quase avassalador. 

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O Presidente russo Dmitri Medvedev anunciou que o país vai instalar mísseis de curto alcance no enclave báltico de Kaliningrado

O discurso de Medvedev foi considarado «provocador» pela maioria dos analistas, que afirmam que a Rússia vai continuar a ter uma diplomacia agressiva, mesmo com a mudança de poder em Washington.

 

Eis um exemplo do que a imprensa europeia tem alimentado nos últimos meses, enquanto se mantém embevecida pela imagem de Obama.

Então por mudar o rosto de Washington os Estados, a começar pelos EUA, deixariam de ter a sua política externa própria?

A Rússia responde ao 'avanço' norte-americano, feito recentemente ganho por Bush, com a instalação de uma base antimísseis na Polónia.

De admirar, isso sim, seria a revogação dessa instalação por parte da Administração Obama.

É tempo de colocar os pés em solo firme, antes que o encanto que muitos têm por Obama se torne prematura desilusão.

Obama não criou ilusões aos europeus. Muitos de nós quisemos criar essa imagem, do futuro Presidente dos EUA ser alguém que nos vinha resgatar do marasmo. 

Obama irá, naturalmente, e como lhe compete, defender os interesses norte-americanos e nem sempre estes são coincidentes com os nossos, ainda que seja mais aquilo que nos une do que o que nos divide. 

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O Museu da Ocupacao letao (leia-se de 1940 a 1991, com as invasoes sovietica, nazi e novamente sovietica), situa-se numa das 'areas mais nobres de Riga e e' um verdadeiro atentado urbano. A sua arquitectura descaracteriza um centro historico bem recheado de um patrimonio 'unico, pois a praca em que se situa tem os Pacos do Concelho e a historica casa da irmandade dos cabecas preta, da Idade Media. Seja como for, em relacao ao museu homonino de Tallinn, tem a vantagem de ser gratuito e com mais conteudo.

Depois de conhecida a barbaridade sovietica e nazi perpetrada na Letonia, apercebi-me, 'a saida, que se encontrava em mostra uma pequenissima exposicao sobre a Georgia. Uma vez mais, os russos tornados maus e os georgianos tomados como vitimas. Pelo menos, a exposicao que vi na Estonia ainda disfarcava um pouco, a de Riga nem por isso, pois estava bem patente uma foto do Presidente Saakashvilli, com uma crianca, a inaugurar um museu sobre a ocupacao sovietica da Georgia. Parece que se esqueceram que o maior barbaro da URSS, Estaline, era georgiano. Enfim...

Compreendo que os Estados Balticos e outros paises do antigo hemisferio do Pacto de Varsovia nao encarem Moscovo com bons olhos, pois ha' questoes antigas que estao atravessadas e e' facil cair na analogia com outras 'epocas. Todavia, nao se podem tomar os dias de hoje como um qualquer momento de projeccao militar da Russia. E' bom que a UE mantenha relacoes privilegiadas com Moscovo, mas nem de modo subserviente, nem sobranceiro.

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Caro Filipe,

 

Se a vontade sempre existiu, hoje os russos já contam com condições para projectar o seu poderio à escala mundial.

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A estratégia da Rússia

 

aqui tinhamos abordado a possibilidade de existirem ganhos geopolíticos para a Rússia no seu negócio com a Islândia.

 

Neste artigo de opinião para o Correio da Manhã, o General Loureiro dos Santos mostra-se também preocupado, não só com a posição da Russia face á questão da Islândia em particular, mas acima de tudo com a possibilidade de uma utilização estratégica da sua liquidez financeira.

 

Esta é uma altura de fragilidade quase absoluta para muitos estados, que se vêm abandonados pelos seus parceiros. Tanto a economia americana, como as europeias estão demasiado ocupadas a cuidar da sua vida e dos seus problemas para poderem acudir a aliados em posição sensível.

 

Moscovo pode querer aproveitar esta situação para afrouxar o cerco estratégico da NATO (vide reaproximação à Ucrânia) mas também para ela lançar o seu próprio cerco ao Ocidente (Islândia, Venezuela).

 

Um novo desenho geopolítico não se faz de uma dia para a noite, e a Rússia não dispõe (ainda) de recursos para ser um actor global, mas com a alta das matérias primas, e com a debilidade financeira e económica que se vive a Ocidente, algumas oportunidades se podem abrir e não creio que a Rússia as vá desperdiçar.

 

Capacidade ainda não existe, mas a Vontade está lá toda.

 

O Urso está dormente mas não está morto...

 

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El presidente ruso, Dmitri Medvédev, ha propuesto hoy la creación de un nuevo pacto de seguridad en Europa que sustituya a la OTAN y que prohíba expresamente el uso de la fuerza. Además, propone que ese nuevo instrumento deje claro que ningún Estado tiene el monopolio de la seguridad, en clara referencia a EE UU y su escudo antimisiles.

ha tenido palabras de elogio para el papel de Europa en el reciente conflicto en Georgia, donde Rusia intervino militarmente en defensa de las regiones separatistas georgianas de Osetia del Sur y Abjazia. Medvédev ha dicho que la UE se mostró como un socio "pragmático y responsable" en el conflicto.

 

O prometido foi cumprido. Moscovo anunciara, na sede da NATO, antes do Verão, que no início do Outono apresentaria uma proposta de defesa da Europa.

O pouco esperado, ou nem tanto, conflito no Cáucaso podia fazer tremer o cumprimento do calendário, mas os russos não falharam.

Todavia, a proposta de Medvedev, de procurar excluir a NATO de qualquer plano de defesa europeu, não tem o mínimo sentido. E o Presidente russo, melhor do que ninguém, sabe isso.

Interessante, por outro lado, a leitura eslava, quanto à posição da UE no conflito do Cáucaso.

É evidente que destas palavras pouco se extrai, em termos de efectivação de algo, mas, pelo menos, e considero eu: mais relevante, fica patente que as ligações entre UE e Rússia não estão tão distantes como se podia pensar. O que é um bom sinal.

Este encontro decorreu poucas horas depois do debate presidencial norte-americano, em que Obama e McCain transpiram uma posição pouco adequada quanto à forma de lidar e relacionar com a Rússia do século XXI.

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Caminho da NATO está aberto para a Geórgia, diz secretário-geral da Aliança

 

No rescaldo do conflito no Cáucaso, que permitiu o ressurgimento da Rússia militar no palco internacional, as autoridades norte-americanas e europeias estão a proceder de forma precipitada. E a NATO e UE estão a ser as organizações que estão a transmitir este desconforto ocidental. Ainda que surjam de forma imponente, como se fossem intocáveis.

De Washington surgiu, primeiro, o apoio ao aliado Saakashvili, não vislumbrando a Casa Branca que a médio prazo o Presidente georgiano cairá, muito por causa da sua política errónea.  Assim que a poeira deste conflito assentar, verificar-se-á como o Presidente georgiano conduziu o seu país para um beco, em vez de o fortalecer no quadro regional.

Depois, emerge um receio, pouco fundado, de uma intervenção análoga da Rússia na Ucrânia, que fez temer Bruxelas (UE). A dimensão da Ucrânia e posição no quadro regional é bastante superior à da Geórgia.

Na semana passada os responsáveis europeus, Sarkozy/Barroso/Solana, fizeram questão de ir a Kiev dizer ao Presidente Yushchenko que o acordo para adesão deste colosso da Europa central  à UE será acelerado.

Os convites da NATO e UE aos dois Estados mais não representam uma clara aposta política de segurar os dois políticos, que nos podem ser prejudiciais. As políticas pouco consistentes que estão a seguir na Geórgia e Ucrânia enfraquecem as suas posições internas.

Por outro lado, estes convites, tanto para a NATO como para a adesão à UE, visam atacar indirectamente a Rússia. Mas os ataques diplomáticos feitos à Rússia nos últimos já estão a causar mossa, e se a chegada da embarcação de guerra Pedro, o Grande ao mar do Caribe é um lado visível, há acordos que o Kremlin está a selar e não são dos melhores. Moscovo já vendeu ao Irão armamento de defesa, que qualifica, e em muito, o poderio militar iraniano, num momento em que se sabe que o seu projecto nuclear está a desenvolver-se a bom ritmo, podendo Teerão estar na posse de poderio nuclear dentro de ano e meio.

As cinzas das relações entre o Ocidente e  Moscovo ainda estão acesas e o Ocidente, em vez de as apagar, encarrega-se de as atear.

  

(Publicado no Palavra Aberta)

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La capacidad de los europeos de tomar medidas contra el Kremlin es muy limitada. Rusia es el tercer socio comercial de la UE, después de Estados Unidos y China, sobre todo porque le suministra un tercio del petróleo que necesita y un 40% del gas.

 

Quem pensa que a UE pode estrebuchar com Moscovo, tem acima descritos dados que elucidam o porquê da necessária e indispensável prudência europeia.

 

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A Grã-Bretanha pediu hoje à União Europeia (UE) que "suspenda" as negociações para uma parceria reforçada com a Rússia, na sequência da sua intervenção militar na Geórgia, anunciou um porta-voz de Downing Street.

 

Como o Reino Unido não se "aquece", no Inverno, com energia vinda de leste, Brown pode dar-se ao luxo de querer apertar com Moscovo.

Brown não está a (querer) ler a condicionante em que a Europa está metida - dependente energeticamente do exterior -, e pretende que a Europa se torne independente de quaisquer pressões exteriores, entenda-se: da chantagem russa.

Para isso era necessária uma política energética comum e Brown não a defendeu, como nenhum dos seus colegas europeus.

A força da Rússia, em relação à UE, reside na nossa posição de debilidade negocial.

Os russos limitam-se a fazer das nossas lacunas as suas forças. Entretanto, nós, europeus, continuamos a tornar-nos mais vulneráveis.  

 

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Completamente à toa. Assim se pode definir a posição da Presidência francesa da UE quanto ao conflito do Cáucaso.

Há menos de 48 horas Paris dizia que sanções a Moscovo era algo que não estava no horizonte da União. Nem queria tocar no assunto. Hoje já está.

Quando questionado sobre a possibilidade da UE poder sancionar a Rússia, um alto diplomata russo quase que se ria. 

A UE sancionar a Rússia? A concretizar-se talvez seja mais a UE a sancionar-se a si própria.

Este escrito do Pedro Correia desvenda porquê.

Os EUA podem dar-se ao luxo de dizer o que querem, os europeus não... E o Inverno está à porta.

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A guerra entre a Rússia e a Geórgia decorre em vários "cenários", com várias "armas".

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A presidência ucraniana acusou hoje a primeira-ministra Iulia Timochenko, que mantém relações tensas com o chefe de Estado, Viktor Iuchtchenko, de “alta traição” em benefício de Moscovo, nomeadamente por não ter condenado a intervenção russa na Geórgia.

Como se escreveu aqui, há poucos dias:

 

Em relação à Ucrânia, talvez o poder de influência de Moscovo sobre Kiev surja e o Kremlin nem precisa de se mexer muito, pois basta o frágil entendimento entre Yuschenko (Presidente da República) e Timoshenko (Primeira-Ministra) romper, para o partido pró-russo, de Yanukovich, neste momento o maior, mas não o maioritário, conquistar o poder ucraniano. E a eleição presidencial tem lugar no próximo ano.

 

O que não se entende, desta postura de Yuschenko, é o que ele quer gerar com este desentendimento, pois dos dois envolvidos, Presidente e Primeira-Ministra, só o terceiro elemento, o pró-russo Yanukovich, é o beneficiado.

Timoshenko até é conhecida por ter uma relação muito pouco amistosa com Moscovo. Aos poucos, o poder ucraniano está a ser entregue aos adeptos de relações mais estreitas com os russos.

Como se esperava, o entendimento não duraria muito. À questão de quanto tempo, sabe-se hoje que nem um ano durou.

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A Administração Bush vai terminar o mandato como começou: mal.

As suas interpretações e posições neoconservadoras, grande parte delas baseadas em princípios dicotómicos datados da época da Guerra-Fria, voltaram estes dias a emergir, e da pior forma possível. Como sempre que se fizeram sentir.

Num mundo global, em que vários actores externos estão presentes, e hoje não são apenas os Estados os únicos com este papel no palco mundial, os EUA, em vez de procurarem entendimentos com outra relevante e indispensável potência mundial, a Rússia, em especial para combater um dos piores cancros mundiais: o terrorismo, a Administração Bush tudo tem feito, nestes dias, para isolar Moscovo da cena externa, como se o gigante eslavo fosse parceiro menor ou irrisório. Ou como se estivesse a decorrer qualquer diálogo crispado entre os EUA e a URSS. O Muro caiu há quase duas décadas!

Em vários campos do planeta, como Teerão ou Caracas, esta posição de Washington cai como mel na sopa, pois o Kremlin será recebido ainda com mais fragor.

Vivemos numa era multipolar, onde o Ocidente já não predomina como antes. E novas alianças florescem e consolidam-se. Em fim de mandato, seria sensato Bush não procurar causar mais estragos dos que fez nestes últimos oito anos.

A próxima Administração norte-americana, qualquer que seja, terá uma árdua missão externa, em especial a de recuperar a credibilidade internacional que esta esbanjou.

É compreensível que os EUA não deixem o seu aliado estratégico do Cáucaso, mas isso não pode ser sinónimo de cobertura e solidariedade inequívoca com o populista de Tbilissi.

 

(Publicado no Palavra Aberta)

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Através do Atlântico, chego a este artigo de João Marques de Almeida, no Diário Económico de hoje.

Do que se lê do texto do ex-Director do Instituto de Defesa Nacional constata-se um conjunto de argumentos válidos mas muitos deles desfasados no tempo. Mas muito predominante nas leituras que nestes tempos se fazem no Ocidente da Rússia de Putin, como se esta fosse a União Soviética. Que não é.

Há muito que a Rússia 'ultrapassou' várias das premissas apresentadas por Marques de Almeida, e que este vê como ameaça, como por exemplo a relação com a UE. O caso da política energética é dos mais manifestos. À falta de uma (essencial) política comum, o Kremlin tem sido extremamente inteligente em manietar a UE. E está a realizar esta política há quase uma década. Em vez de negociar com Bruxelas, o que seria mais delicado, Putin dividiu para reinar, com vantagens para Moscovo e perdas, nítidas, a médio prazo, para os cerca de 500 milhões de consumidores europeus. Ou seja, negoceia individualmente. Primeiro, negociou com a Alemanha de Schröeder o pipeline que está a ser construído no mar Báltico, evitando ter intermediários, como os Estados Bálticos, a Ucrânia ou a Bielorrússia. Depois da Alemanha, foi o negócio energético com a Bulgária, porta de entrada europeu do Mar Negro, que receberá petróleo e gás russo. Após a Bulgária, foi o entendimento energético com o novo Governo de Berlusconi, que estava, entretanto a ser preparado pelo anterior Executivo de Prodi.

No que diz respeito à UE, os tentáculos energéticos russos estão a fortificar-se, e têm capacidade para asfixiar a Europa central de frio, no Inverno, se quiserem.

Em relação à Ucrânia, talvez o poder de influência de Moscovo sobre Kiev surja e o Kremlin nem precisa de se mexer muito, pois basta o frágil entendimento entre Yuschenko (Presidente da República) e Timoshenko (Primeira-Ministra) romper, para o partido pró-russo, de Yanukovich, neste momento o maior, mas não o maioritário, conquistar o poder ucraniano. E a eleição presidencial tem lugar no próximo ano.

Moscovo pode acenar aos ucranianos boas recompensas energéticas, assim os rostos da revolução laranja, hoje no poder, sejam afastados.

Quanto à questão de Henrique Raposo, se depois de deixar "cair" Geórgia a Ucrânia e/ou a Polónia vão ser "deixadas cair". Tal leitura não se pode ter, como se fosse o império soviético a alastrar o poder. A Rússia de Putin nada tem a ver com a forma, muito menos métodos de conquista dos soviéticos. Se o caso ucraniano já foi referido, no polaco, os russos não querem um confronto directo com a NATO. Nem a NATO com os russos.

Os tempos são outros, e a UE e os EUA parecem que ainda estão a lidar com a URSS. Como nos enganamos com essa leitura. E nos prejudicamos.

 

(Publicado no Palavra Aberta)

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A Rússia rejeitou hoje a última proposta de cessar-fogo apresentada pela Geórgia, dizendo que nunca consideraria de momento um documento de cessação de hostilidades.
“É pena que alguns dos nossos parceiros não nos ajudem e tentem mesmo dificultar-nos as operações. Com isto viso nomeadamente os deslocamento do contingente militar da Geórgia no Iraque para a zona de conflito (na Ossétia) pelos Estados Unidos e os seus aviões de transporte militar”, disse Putin.

 

Tropas russas entraram hoje em território georgiano, na região oeste, ocupando a cidade de Senaki, já para lá das linhas de segurança definidas, em território da Abcásia. Esta é a segunda frente de tropas russas, depois de Kodori, desde o início do conflito.

E agora quais são os mecanismos de pressão da comunidade internacional sobre um país membro do Conselho de Segurança da ONU?E tendo em conta o Iraque e o Kosovo, qual o justificação moral ou ética para "obrigar" a renascida super-potência russa a desistir dos seus intentos?

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