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Não ouvi toda a entrevista do Presidente da República, ontem à TVI. Mas apanhei a parte final, na qual se falou do projecto europeu. Uma vez mais Cavaco Silva foi fiel a si mesmo: Portugal tem de ser um aluno, à espera que os mestres, nomeadamente os alemães, dêem a lição para fazermos o trabalho.

 

Infelizmente, a lógica europeia do PSD, desde os tempos de Cavaco, até ao presente (o período de Durão Barroso foi curto para perceber qual a predisposição do partido quando o actual Presidente da Comissão Europeia liderou o Governo nacional) tem sido a do "menino que se quer portar bem para estar junto dos grandes e desenvolvidos da Europa".

 

Ontem, Cavaco voltou a apresentar a mesma filosofia: Portugal tem de fazer os seus deveres, determinados pelos maestros. Com Kohl, Mitterand e Delors a coisa até passava, pois estávamos perante grandes líderes que tinham um rumo e as pessoas conheciam qual era o caminho, mas perante Merkel tudo é o oposto, nem a senhora é docente nem o rumo existe e a insegurança quanto ao futuro predomina. 

 

Cavaco, tal como Passos Coelho, não percebe o que é o projecto europeu: uma união de vários percursos, muita das vezes antagónicos, de vários países, que, com a base na Democracia e na Liberdade - alcançadas ao fim de séculos de guerra e miséria - procuram, na harmonia e respeito por cada um, melhorar o espaço e as condições em que estamos inevitavelmente condenados a viver.

 

Ao contrário dos mandatos do PS (no Governo) e dos Chefes de Estado da área socialista (Soares e Sampaio), no qual Portugal sempre foi um dos grandes contribuintes do projecto europeu - a nível governativo com a Agenda e Tratado de Lisboa, a nível presidencial com a consolidação de Portugal no espaço europeu (Soares) e a reflexão e melhoria do projecto europeu (Sampaio, com o grupo de Arraiolos) -, o PSD apresenta a postura do paísinho pobre e preconceituoso do sul da Europa, do portuguesinho inculto e envergonhado, que considera que Portugal nada tem a dar à UE, apenas se limita a receber.

 

Assim, com estes valores, apenas nos limitamos a receber instruções para fazermos o nosso caminho, que nós não temos, mas alguém terá por nós.

 

Não é apenas com a má governação de Merkel que a Europa perde, é também com este tipo de responsáveis nacionais que nada têm a apresentar e por nada lutam. Navegam à vista, com o único objectivo de sobreviver. Como pode um homem experiente como Cavaco dizer que Portugal, cumprindo ponto por ponto o acordo com a troika, irá estar melhor, pois por mais que o acordo seja cumprido, se a situação na Europa e no mundo não melhorar também nós perdemos?

 

Quem nem a linha do horizonte consegue avistar não tem capacidade para apresentar um projecto de futuro, quanto mais concretizá-lo.

 

Assim estamos, com o cavaquismo (na Presidência da República) e o pós-cavaquismo (no Governo) instalados no poder nacional, sem nos dar um porvir decente, que temos toda a legitimidade a ambicionar para as nossas vidas na Europa do século XXI.

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Não deixa de ser surpreendente a atenção, que os órgãos de comunicação social e outros, têm dado ao caso da chamada de teste para o INEM efectuada pelo Grupo Parlamentar do PSD. É algo que só posso classificar como típico da Silly Season que atravessamos. Até porque, pelos vistos para muitos, não há mais matéria política para discutir ou escalpelizar, dada a conjuntura político-económica que nos rege. Esperava mais, daqueles que reclamam para si, uma oposição responsável.

 

Feita esta introdução inicial, gostaria de fazer algumas considerações.

 

Acho curioso que ninguém tenha abordado a questão central desta polémica: o facto de o relatório do Tribunal de Contas por em causa o tempo médio de atendimento das chamadas de emergência do 112, enunciado nos números oficiais do INEM. Um assunto de somenos importância para muitos, certamente. Os mesmos que optaram por escamotear a questão, talvez pelo facto de o responsável do INEM ter sido nomeado pelo Governo anterior, refugiando-se numa pretensa ilicitude, constituindo-se esta como uma clara manobra de diversão. Ilicitude, aliás inexistente, uma vez que não foi estabelecida qualquer conversação com o operador, tendo-se apenas aferido o tempo de atendimento. Todavia, ainda que esta questão seja passível de análise jurídica, há outra que é claríssima: o poder de fiscalização dos deputados, ainda para mais daqueles com competências próprias nesta matéria como é o caso dos membros da Comissão Parlamentar da Saúde. E ainda que custe ao Grupo Parlamentar do PS que se fiscalize e tente apurar a ratio da disparidade entre os números do INEM e do Tribunal de Contas, gostaria de ouvir da parte deste, quaisquer declarações sobre esta matéria. Mas infelizmente, nem uma palavra.

 

Quanto aos clamores abstrusos de moralidade que têm vindo à praça ultimamente, gostaria que os seus autores, de acordo com a tal oposição responsável, passassem das intenções aos actos, enjeitando os faits divers e se concentrasse naquilo que é essencial. Até porque no que diz respeito à moralidade dos deputados, não faltam por aí telhados de vidro; esses sim justificados.

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Era uma espécie de oráculo para José Sócrates (e vice-versa): quando olhávamos para ele sabíamos que roupa iria vestir o Primeiro-Ministro no dia seguinte (e vice-versa); quando o ouvíamos sabíamos o que nos ia dizer o Primeiro-Ministro no dia a seguir (e vice-versa ); quando o víamos na defensiva era porque o Primeiro-Ministro tinha feito asneira (e vice-versa); quando o víamos desmentir uma notícia era porque o PM tinha mentido no dia anterior (e vice-versa); quando falava sobre o freeport era porque a nuvem se adensava sobre o José Sócrates (e vice-versa); quando o ouvíamos na rádio ficávamos com a ideia que era o PM que estava a falar (e vice-versa).

 

Até ao seu aparecimento só se tinham registado duplas personalidades de um mesmo corpo. Este foi o seu inverso: uma única personalidade a viver dois corpos. Vai deixar saudades.

 

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Cavaco avisara, há umas semanas, que só dará posse a um Governo maioritário.

 

Tudo indica que o vencedor destas eleições não terá maioria absoluta, logo, a possibilidade de PSD e CDS, mesmo que atrás do PS em votos, juntos, possam obter maioria absoluta. E, em Democracia, não seria a primeira vez que os segundo e terceiro partidos mais votados formem Governo. O CDS já deu sinais de querer ascender ao Governo com o PSD, mesmo com a vitória socialista. Passos Coelho hoje disse que não estava interessado em ser Primeiro-Ministro, caso o PSD não vença as eleições. Mas, como sabemos, o dito hoje por Passos Coelho não é o certo amanhã.

 

Em suma, a escolha nestas eleições é clara: ou PS ou PSD/CDS. E sabe-se muito bem que Sócrates dá-nos muitas mais garantias do que Passos Coelho.

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Esta é a primeira Motion Graphics 100% Portuguesa sobre política. Espero que gostem. Vejam. Partilhem. Agitem, pois o momento merece!

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Do que pude ver do memo da troika - na diagonal pois vim experimentar as urgências de um hospital antes que tudo mude - fiquei com a nítida noção que não é um PEC IV mas que ainda que fosse, seria sempre areia a mais para a camioneta socialista refém de tantos interesses.

 

No PEC IV não falavam numa reforma administrativa do país e agora fala-se. No PEC IV não falavam em privatizações de empresas públicas e agora fala-se. No PEC IV não se falava em impostos e agora fala-se. Não se falava na uniformização do IVA. Não se falava em muito do que agora se fala pois o PEC era mais um remendo e não a cura!

 

Mas mesmo que se falasse, reitero o que sempre disse: o maior problema reside na execução. E como sabemos o défice do PS nesse aspecto é superior ao nacional!

 

E agora se não se importam vou tirar ali um raio-x..

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Luís é o responsável por Sócrates se ter aguentado tanto tempo e ainda assim ninguém sabe quem ele é.

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A entrevista de ontem, a José Sócrates, foi bastante elucidativa quanto ao que aconteceu e o que está em causa, em Portugal e na União Europeia, e de quem está interessado no futuro do País e quem apenas se importa com a agenda partidária.

 

Uma vez mais, a oposição veio em coro condenar Sócrates, como se este fosse responsável da crise nacional e o Governo nada tivesse feito. Mas como Sócrates ontem referiu: onde é que estão as políticas alternativas?

 

Lá temos de deduzir e procurar entender o que o PSD vai dizendo, em Portugal e, sobretudo, lá fora, qual o seu programa. E o mais lamentável é que o PSD não diz em Portugal o que vai anunciado no estrangeiro: medidas mais duras do que as previstas no PEC chumbado no Parlamento.

 

Sócrates, como sempre, manifestou o seu compromisso e empenho de defender Portugal, dos constantes ataques de que estamos a ser alvo. Pena que outros não sigam o exemplo.

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Cenário: é aprovado um dos anunciados projectos de resolução contra o novo pacote de austeridade. O Governo, por uma vez, cumpre a palavra e retira consequências da votação, apesar de não vinculativa, demitindo-se. O país vai a eleições, talvez lá para Junho. 

A batalha eleitoral acaba por tornar óbvio o que alguns já sabem ser inevitável: um pedido formal de ajuda externa. Uma desculpa conveniente para quem não foi capaz de gerir bem o país e vê em eleições antecipadas um instrumento de vitimização e desculpabilização.

Quem pensa que Sócrates está morto e, por isso, já escolhe a "mobília" dos gabinetes que pensa ocupar, subestima quem já demonstrou ter vida política para além de outras mortes pré-anunciadas.

Chegam as eleições. A campanha é dura. O PSD vence mas sem maioria absoluta. Admitindo que consiga, juntamente com o CDS, alcançar essa maioria absoluta forma uma nova AD. Passa a ter na oposição um grupo parlamentar socialista escolhido por Sócrates. Que pode, mesmo, ter condições políticas e vontade revanchista para continuar como deputado e até, quem sabe, querer liderar a bancada parlamentar na oposição! Alguém falou na utilidade da imunidade parlamentar ? 

Um Governo dito "de direita" passa a ter uma oposição feroz nas ruas. De sindicatos, de classes profissionais, de partidos, de jovens, de menos jovens, da classe baixa, da classe média que ainda resistiu à passagem de Sócrates. As greves, as manifestações, passam agora a ser mais politizadas. O calendário da luta não dá estados de graça ao Governo. As grandes reformas de que o país precisa, apesar da maioria parlamentar, não avançam à velocidade necessária, com o peso das ruas e de um PS ainda aos pés de Sócrates e dos seus seguidores.

Chegamos ao ponto chave: não será fácil, no estado a que chegamos, e pesando o que terá que ser feito para tirar o país do buraco, encontrar as medidas necessárias e o menos penalizadoras possível, quer das pessoas, quer da própria economia, e implementá-las sem um entendimento muito alargado que junte, senão a curto, a médio prazo, PSD, PS e CDS. 

Drama: não é possível fazerem-se acordos com quem não honra a palavra. Passos Coelho ganhou mas a vitória não foi tão esmagadora que Sócrates saia do Parlamento ou de uma liderança que viu renovada em Congresso partidário. Quem é, pois, o interlocutor com quem o PSD deve tentar chegar a um entendimento? Alguém com quem se não pode fazer acordos.

Por vezes os problemas residem nas políticas. Por vezes nas pessoas. Daqui por vinte anos, quando alguém fizer a história destes tempos, não deixará de olhar para o 27 de Setembro de 2009 como o da confirmação de um embuste que Sócrates montou ao país. Com o concurso de quem nele votou preterindo um discurso «feio» mas fiel à realidade do país e das medidas que, então, deviam ter sido tomadas. 

Hoje, a terapêutica necessária é bem mais dura para todos. Não podemos, indefinidamente, continuar a depender do exterior para o nosso financiamento. E, cada vez mais, não parece a dupla Sócrates & Teixeira dos Santos capaz de administrar o tratamento necessário. Por negligência e por erros grosseiros já não inspira qualquer confiança, fora do próprio círculo de fiéis. 

De Belém chegam indicações de que Cavaco não intervirá e respeitará a vontade do Parlamento. Compreende-se. Já não se compreenderá é se nada fizer para, na eventualidade de eleições antecipadas, e num quadro pós-eleitoral, tentar patrocinar um entendimento, o mais alargado possível, para um Governo de Salvação Nacional. 

Depois de uma década perdida em termos de crescimento económico, serão precisos vários anos, para se fazer alguma coisa deste país. Esse tempo será tanto maior, quanto mais longa a existência política de Sócrates. Esse tempo será tanto maior, quanto menor for o número dos "melhores" a ser recrutado para um esforço patriótico conjunto. À atenção do PS, do PSD, de Passos, de Seguro, de Costa... e de Cavaco.

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Numa altura de grave crise económica, o Bloco de Esquerda lembrou-se de propor uma moção de censura. O mesmo Bloco de Esquerda que esteve tão quieto nos últimos meses aquando da união de facto presidencial com o Partido Socialista. Agora que a malograda relação findou, a amálgama partidária de liderança Trotskista procura demarcar-se do Governo, disputar o eleitorado do Partido Comunista e forçar a mão do Partido Social Democrata.

 

O Bloco de Esquerda não é mais do que um partido de protesto. Nunca teve vocação governamental e volta a demonstrá-lo ao adoptar a velha fórmula de capitalização do descontentamento das massas, jamais constituindo-se numa alternativa democrática pelas propostas concretas e realistas que deveria apresentar.

 

Assim se explica também a altura escolhida para a propositura desta moção de censura. Só um partido que não pertence ao arco governativo bastando-se pelo conforto da denúncia com laivos de rebeldia pueril tomaria esta iniciativa neste momento. Momento esse em que atravessamos uma conjuntura económica recessiva, sob pressão dos credores internacionais, reféns da inconsciência e ignorância dos mercados sobre a nossa realidade, com os especuladores sedentos à espreita e a espada de Dâmocles do FMI sobre as nossas cabeças.

 

E o que é que os partidos à direita deverão fazer? Deverão imiscuir-se numa contenta da esquerda em que por um lado o Bloco pretende demarcar-se dos socialistas e por outro reclamar espaço eleitoral aos comunistas?

 

Tudo dependerá do tipo de texto de que se revestirá a moção. Mas uma coisa é certa: derrubar o Governo (ainda que este esteja praticamente paralisado) antes de sabermos qual a taxa de execução orçamental do primeiro trimestre é uma irresponsabilidade, o que não significa que o PSD deva sustenta-lo ad eternum.

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Esta oposição anda doida. Veja-se, que de um problema num processo eleitoral, quer agora retirar ilacções políticas e responsabilizar o ministro da tutela em vez de apurar as dificuldades técnicas que o causaram. Silva Pereira, que é esse ser iluminado, é que sabe: a oposição podia perfeitamente juntar-se e investigar porque razão o undersnipe não manteve o linkage de acesso ao router no dropdown do vote em download consecutivo de eleitores armados ao hacker do pingarelho. Podia fazê-lo mas preferiu esse caminho turtuoso, baixo e sujo de pedir responsabilidades àquele que as tem - o que em Portugal além de raro, até já devia ter sido proibido e constitucionalmente definido como "no can do". -

 

Essas atitudes excêntricas deviam ficar reservadas para o gigante russo - que no dia seguinte ao atentado do aeroporto de Domodedovo demitiu os responsáveis - ou para esses meninos de coro britânicos que se demitem do governo por durante o seu mandato à frente do News of  the World - um jornal da terra - terem sido feitas escutas ilegais. Nós não somos assim..

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A mais recente teoria é que o FMI não pode vir por imperativos de soberania. Isto dito por alguns daqueles que engrossam as trincheiras dos  socialistas, responsáveis por, em 2010, termos passado a ser teleguiados ao retardador pela Europa, ganha especial comicidade.

 

 

Ainda para mais dizem-no como se a rapaziada do FMI fosse uma espécie de Filipes do Séc. XXI e estivesse numa de cá assentar arraiais indefinidamente. Ou pior ainda, como se fosse uma clonagem de incontáveis Junots que viesse pilhar o nosso querido país.

 

Mas é ao contrário, meus amigos, ao contrário. Quem se tem acomodado e despojado Portugal têm sido vós. Por isso é que eles vêm!

 

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A pressão sobre aquela primeira peça de dominó era imensa. Há meses a fio que o PS aguentava um executivo trôpego, incompetente, desnorteado e descredibilizado sem que transpirasse uma gota de desunião. Sei bem que os empregos, cargos e favores, sobretudo em época de crise, são o cimento perfeito para que essa coesão permaneça, mas desta vez o PS estava a exceder-se a si próprio e a durar tempo de mais sem que uma voz crítica se destacasse.Como se nada à sua volta se passasse. Como se nem sequer Sócrates ou Teixeira dos Santos - pelo menos estes dois - estivessem a conduzir o país para o caos.

 

Mas esta semana o leilão e os juros da dívida pública acima dos 7% - aquela meta traçada por Teixeira dos Santos para, como todas as outras, não respeitar - fizeram com que Vieira da Silva o viesse desautorizar. Ah, mas não é a primeira vez que o fazem! - dirão. É verdade. Mas foi a primeira vez que Teixeira dos Santos disse que atiraria a toalha ao chão, e que a partir desse número, recorreria ao FMI, rasgando o seu contrato de líder financeiro do país e que, por sua maior culpa, passaria essa responsabilidade para uma entidade terceira, externa, fazendo uma interregno à soberania de Portugal. E desautorizar um Ministro de Estado e das Finanças, quando este questiona as condições para se manter no lugar, varre por completo - interna e exteriormente - a solidez e credibilidade de um governo.

 

Ora isto foi o milimetro de mercúrio que faltava para a primeira peça de dominó cair. E aqueles socialistas que menos agarrados estão ao poder - por independência de carácter ou por estarem numa posição superior ao actual executivo - começam agora, paulatinamente, a soltar algumas discordâncias. Luís Amado, foi um dos primeiros. Outros somar-se-ão. Depois é esperar.

 

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João Soares hoje ontem na SIC N - "É preciso juntar todos os sociais-democratas!".
Pois é, mas os portugueses andam confundidos com um partido de direita a usar indevidamente esse nome e algumas politicas conotadas como mais "de direita" dum governo de esquerda usarem essa designação como bandeira.

É uma cacofonia escusada.Falhas de comunicação que confundem os eleitores...contribuintes...cidadãos!
Basta explicar, falar verdade, políticos também erram (ninguém é perfeito,só os que se armam em não políticos-não profissionais pseudo-independentes!), também se enganam (acontece aos melhores!), também pedem desculpa (ou deviam!), também se irritam (é normal em seres humanos não "plásticamente artificiais"!), também vivem e respiram no mundo real (ou deviam!).

Prefiro gente real com virtudes e defeitos reais em vez de "trampa mastigada". Obrigado João.

 

Uma homenagem a gente real com defeitos reais - a personagem do policia Crabtree da série "Alô,Alô!"

 

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A líder anterior do PSD, deposta por alguns da actual direcção, foi recuperada hoje na AR para poder enaltecer a imprescindiblidade do orçamento e vangloriar-se com os avisos que tinha feito antes do próprio partido, que agora lhe dá palco, lhe ter retirado a confiança política. E fê-lo como se nada internamente se tivesse passado. Por sua vez, Sócrates congratulou-se com o facto da sua anterior rival o ter compreendido e elogiou-a, esquecendo todos os ataques e ouvidos de mercador que fizera aos seus conselhos. Como se nunca os dois se tivessem cruzado. E perante todas estas palhaçadas, atestados de burrice passados ao eleitorado, cinismo desenfreado, trocas de galhardetes a que um dia resolveram chamar debates da nação, o Presidente da República, Cavaco Silva, diz-se preocupado com a impaciência dos portugueses. Queria o quê, se esta novela mexicana dura há meses e apenas lhes vão ao bolso?

 

PS - finalmente o orçamento foi aprovado e eu deixo de ouvir especialistas, economistas, politólogos e afins esmiuçarem de uma brincadeira de miúdos mimados um mar de suposições.

 

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Ao que parece, na Assembleia, neste preciso momento, discute-se o orçamento como se não houvesse amanhã, nem tivesse existido o ontem, o anteontem, a semana passada, o mês passado, o PEC II e por aí adiante. Enquanto do lado do PS se espantam com a incapacidade do PSD em elogiar o Orçamento de Estado, do lado laranja indignam-se com o espanto do PS: "era o que faltava que ainda o tivéssemos de o elogiar!"

 

Convém explicar às duas bancadas o seguinte para ver se se entendem: o orçamento não tem como ser elogiado. E algo que não merece elogios e cuja aprovação padece de tamanho sacrifício deve ser chumbado. Sabendo isto, ambas as partes, e ainda assim queixarem-se é fita, fantochada, palhaçada, hipocrisia. E da grande. Só não há palhaços ricos, de resto vivemos um espectáculo de circo!

 

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Se antes de partir de férias já levava a ideia que o país cada vez mais se assemelhava a uma novela mexicana de baixo orçamento - até neste ponto a ideia bate certo - então agora que voltei não me restam dúvidas nenhumas. Desde o primeiro episódio - pouco interessa quantos se perdem pelo caminho - que se conhece o desfecho final, mas ainda assim insiste-se em acompanhar o "evoluir" da trama. O vilão e o herói sabemos quem são desde o momento em que o primeiro atraiçoou o coração da doce e frágil beldade - as coisas que eu chamo ao eleitorado - e o outro, ainda que tropegamente, ofereceu o seu ombro para lá irem chorar.

 

E como nas más novelas - há boas? - o bom da fita, pouco ou nada faz para derrotar o mau, pois isso seria manchar a sua conduta. E se há coisa que o bom da fita não pode fazer, é perder aquele arzinho angelical, calmo e pacífico, de quem sabe que no fim tudo será seu. Até esse momento, será o estupor do vilão que, tal como o Coyote, tudo fará para se auto-infligir e enterrar. E nisso, Sócrates tem mostrado valor.

 

Só que aqui, até ao momento em que o vilão regressa uma e outra vez do coma profundo até por fim lhe chegar a morte final, quem também vai sofrendo com as amarguras das suas decisões é este país. E se o herói não entende isso,  também não merece ficar com a beldade do enredo, pelo que se afigura que ela vá parar às mãos de António Borges. Que é aquela personagem da qual só se ouve a voz e se vê a mão, mas à qual os peões poderão todos vir a ter de responder.

 

PS- estar de volta da viagem ao Médio-Oriente significa que tentarei, nos próximos dias, deixar aqui o que por lá encontrei a cada recanto. Para já adianto só que ir sozinho para aqueles lados não é tão arriscado quanto pintam! Ainda que se apanhem uns quantos imprevistos pela frente. Até já.

 

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As negociações entre o Governo e o PSD para o Orçamento de Estado terão falhado, como facilmente se previa, o que ameaça agravar a situação financeira do nosso país. Um mau orçamento não deve, de facto, passar, não obstante, a convergência política exige-se aos únicos partidos com condições de governabilidade. Todavia, há muito que os partidos do "centrão" não têm condições de convergir, não pelas divergências ideológicas, mas sim pelos interesses do "aparelho" estabelecido na esfera do público e da promiscuidade com os privados. Uma futura revisão constitucional deve, portanto, incidir na remodelação do sistema eleitoral permitindo que independentes possam candidatar-se a um assento parlamentar e não em fait-divers ideologicamente extremados sobre uma total ou ausente intervenção do Estado em áreas como a Saúde e Educação. Só com uma esfera política constituída, em parte, por cidadãos independentes é que libertaremos a economia e as finanças do poder partidário (não do Estado!) e só com independentes conseguiremos garantir a convergência sócio-política que se exige em tempos de adversidade. Ou escolhemos entre um governo popular ou o FMI e a eterna instabilidade governativa.

 

Cláudio Carvalho

 

http://claudio-carvalho.com

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Diz a "lenda" que sempre que se aproxima um importante momento de mudança política num qualquer país do mundo, surge ao largo desse país - caso tenha mar, obviamente - um iate de seu nome "Apollo". Uns ligam-no à cientologia americana, outros referem-no como sendo uma cobertura da CIA. O certo é que esteve no Chile aquando do derrube de Salvador Allende e em Portugal em 1974.

 

O Câmara de Comuns está como o Apollo. Surgiu num momento pré-eleitoral (europeias, legislativas e autárquicas) para depois se remeter ao silêncio e se dissolver por si. Hoje renasce. É porque algo está para vir.

 

PS- quanto a mim, estarei ausente por uns dias. Vou ali a Israel, Palestina e Jordânia, donde tentarei postar o que por lá se vive. Volto já.

Let's keep in touch. I hope!

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O novo elenco governativo mostra que a espinha dorsal da anterior equipa se mantém, garantindo a solidez necessária para enfrentar os grandes desafios que se colocam à próxima legislatura.

Os reforços foram essencialmente de perfil e cariz técnico, com experiência e provas dadas na área de cada uma das pastas renovadas.Mais  mulheres, uma deles da área sindical (Maria Helena dos Santos André no Trabalho e Solidariedade Social),vários docentes universitários (como o ex-presidente do ISEG, António Mendonça na pasta das Obras Públicas, Transportes e Comunicações) com experiência de trabalho nas áreas que vão tutelar (com particular destaque para António Serrano na Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas).

É também claro e nítido um forte sinal de apaziguamento para a área da Educação com a escolha de Isabel Alçada.

Forte, coeso, capaz, com abertura e capacidade de diálogo à esquerda e à direita do PS e mesmo para dentro do partido que sustenta o governo.

Parece-me um excelente plantel capaz de enfrentar o cabo das Tormentas que se avizinha.

É de salientar o segredo em que a equipa foi constituída, um excelente trabalho da equipa de José Sócrates, basta verificar os palpites falhados e a total surpresa que muitos dos nomes causaram na comunicação social.Não é asfixia como alguns ridiculamente tentaram insinuar, é mesmo saber e  competência de quem quer fazer mais e melhor. E parece ter tudo para o conseguir.O tempo dirá com que oposição realmente responsável pode contar este Governo...

 

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Tal como previ no meu último post (às vezes até pareço a Maya) a campanha não pára de baixar o nível, correcção, a campanha e a política de António Costa não param de baixar o nível.

Desta vez, António Costa aconselhou Santana Lopes a estar calado!

Leram bem!

Afinal onde está a democracia da livre expressão? Está em gastar 2 milhões de euros em concertos, ou seja, 20 000€ por hora em festa eleitoral???

 

Sinceramente espero que os meus camaradas de blog aconselhem António Costa a moderar a sua irritação face à derrota iminente eao facto de Sócrates ter ganho novamente as eleições. Ser Primeiro Ministro só será daqui a alguns anos, mas as hipóteses são cada vez menores. Há que arranjar um novo hobby que isto de ser presidente de Câmara é um assunto sério e não é para brincar!

 

Dr. António Costa, eu sei que não me conhece, mas alguém ir-lhe-á dizer o que aqui é escrito e o que se anda a escrever na blogosfera.

 

BASTA DE CAMPANHA BAIXA, SUJA, SEM NÍVEL e BASEADA EM CHINCANA POLÍTICA! DISCUTA OS PROBLEMAS DA CIDADE e QUE NÃO FORAM  RESOLVIDOS POR SI, ASSUMA OS ERROS DE CASTING COMO SÁ FERNANDES, CONTENTORES, OBRAS, CONCERTOS, CICLOVIAS SEM SENTIDO, EMPRÉSTIMOS QUE SIM E QUE NÃO, ENFIM, TRAPALHADAS E MAIS TRAPALHADAS.

ASSUMA QUE LISBOA NÃO ERA UM FIM; ERA UM MEIO!

 

HONESTIDADE INTELECTUAL EXIGE-SE!

OS LISBOETAS NÃO SÂO CEGOS!

 

Feliamente, dia 11 Lisboa voltará a ter sentido!

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Três monovolumes da caravana do PS foram esta manhã apreendidos pela Unidade de Trânsito da GNR à entrada do Barreiro (Setúbal) e impedidos de prosseguir a campanha eleitoral. No entanto, acabaram por ser libertadas pouco depois.
A justificação apresentada pelas autoridades foi o facto de as viaturas estarem revestidas com películas aderentes, sobretudo nos vidros, o que consideram ilegal.
No entanto, tudo não passou de um equívoco. A polícia estava a aplicar a lei da publicidade, que não se aplica aos partidos políticos. As viaturas das caravanas estao, ao contrário, enquadradas na lei das campanhas eleitorais.

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Realmente só pode ser assim.

Sócrates, a vítima, foi traido pelo monstro que é Madrid e a Prisa. Afinal os encontros com o Governo espanhol de nada valeram. É mesmo uma cabala para tirar o licenciado do poder e tomarem Portugal como uma das suas províncias.

 

E que tal os socialistas terem a oção de que este Governo é realmente mau, passou a agir sem pensar e que não serve os interesses do PS e muito menos de Portugal?

 

Se um décimo disto se passasse com Santana Lopes, eu imagino o que teria acontecido.

 

Agora, depois desta frase, o Paulo Ferreira, o Carlos Santos e o Carlos Castro vêm relembrar que o PSD controla a Comunicação Social, que no passado assim era, que afinal a linha editorial é social democrata, etc etc etc.

 

Indesmentível é o ar com que o Ministro Caceteiro (sinceramente tenho um apreço enorme pelo seu trabalho de cão de fila, honestamente tenho) veio dizer que exigia explicações à TVI... Só não vê quem não quer!

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O dirigente socialista Augusto Santos Silva advertiu hoje que no próximo dia 27 está em causa o Estado social em Portugal e que a«cegueira» da «esquerda revolucionária» contra o PS ajuda historicamente as forças da «reacção»

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Ontem foram divulgados os gastos dos partidos com as campanhas. Pelo que fiquei a perceber o PS é aquele que tenciona gastar mais (5,5 milhões de euros). Embora soe já a muito, sobretudo em tempos de crise, este não é o valor final. Neste montante não estão contempladas acções de campanha (não vale a pena dizer que assim não é) que o PS desenvolve via central, governo, ou via autarquias, nomeadamente Lisboa.

 

Vem isto a propósito do arranque de um festival "Lisboa ao Parque" que arranca hoje e acaba (veja-se o desplante) dia 11 de Outubro. Esta acção irá custar à autarquia 1,6 milhões de euros. Sim, 1,6 milhões de euros numa efémera acção, não estruturante sequer a médio prazo (lembremo-nos que há projectos para mudar aquele espaço) e que custa mais de metade daquilo que o mesmo PS aponta a Carmona Rodrigues como estando a ser um enorme ónus. E esse ónus é de facto grande, sobretudo por ser desnecessário, pois o processo da feira popular poderia já estar resolvido: Mas acções de campanha como esta, com estes encargos, não resolvem não ajudam nada e não poderão ser considerados investimento.

 

Apenas permitem que se divulgam números cá para fora que não correspondem à realidade, uma vez que parte desta campanha parece ser feita pelo poder.

 

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Já estamos habituados a que o Carlos Santos escreva todo o tipo de piropos e afins sobre o PSD. Desta vez, apresenta o rumo do País com o PSD. Três setas divergentes.

Em primeiro lugar, uma pequena nota sobre o significado do símbolo do PSD.

 

"Ao símbolo do nosso Partido, as três setas, foram sucessivamente atribuídos outros significados que correspondem, na realidade, às linhas fundamentais do programa do P.P.D.. As setas representam os valores fundamentais da Social-Democracia: a liberdade, a igualdade e a solidariedade; mostram que a democracia só existirá verdadeiramente se for simultaneamente política, económica e social." Pedro Roseta PSD-Maia

 

Em segundo lugar, a primeira coisa que me vem à cabeça com a divergência é o pluralismo. Sabe o que isso é no seu partido? No meu afastam-se deputados, no seu andam à pancada!

 

Isto é que é o Bloco Central, ambos os partidos tendem a levar o seu símbolo à letra!

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Esquerda Democrática? Onde?

Isto é que é levar o símbolo do PS à letra! resolve-se tudo de punho fechado!

 

Lamentável...

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Caro Paulo

 

A arrogância e presunção não te ficam bem, nem que seja só a citar os post de outros.

 

A preocupação latente nas hostes socialistas revê-se neste tipo de posts, mas não vou perder mais tempo a comentá-los. Espero para o dia das eleições. Às 20h.

 

Só uma pergunta. Como é que um militante socialista, apoiante do Licenciado José Sócrates, fala em BIPOLARIDADE HIPÓCRITA depois da mudança radical de estilo?

 

Por favor... Honestidade Intelectual!

 

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Conta Poupança Futuro é uma «medida divertida» que «não serve para nada».

Para o presidente da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN), Fernando Ribeiro e Castro, esta proposta «mostra que o PS não percebe rigorosamente nada do que se está a passar

 

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Onde está o PS, business friendly, de inicio de legislatura?

Como vão longe esses tempos, quando já chegamos ao chavão da extrema-esquerda "os ricos que paguem a crise".

Com este afã justicialista, o que o PS vai fazer em relação à nossa capacidade de atracção de investimento. Quem vai gerar empregos? O Estado?

O PS ainda não aprendeu que a melhor medida de apoio social é a criação de emprego...

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