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Nenhum Primeiro-Ministro, em Portugal e em Espanha, chegou ao poder com tanta informação e conhecimento do estado do seu país e da realidade que tinha pela frente, como chegaram Passos Coelho e Mariano Rajoy.

 

Com a vasta e pormenorizada informação que tinham, ambos fizeram uma campanha eleitoral cinzenta (é tempo de começarmos a valorizar as campanhas, pois é neste período que se apresentam as propostas que depois, ao longo de uma legislatura devem ser apuradas do seu cumprimento ou não, e se não porquê). Não se comprometeram com muita coisa, a não ser o amor ao seu país, algo que qualquer candidato, em estado de normal lucidez tem, seja de direita ou de esquerda.

 

Nas campanhas que fizeram, tanto o líder do PSD como do PP, ambos prometiam, nas parcas palavras expressas, que não aumentariam os impostos. Passos Coelho, no dia 1 de Abril, mais conhecido como o dia das mentiras, qual coincidência do destino, chegou a dizer a uma rapariga, em Portugal, que cortar os subsídios (Férias e/ou Natal) era uma pura invenção. Escassas semanas, depois de ter assumido a chefia do Governo, a invenção tornou-se realidade.

 

Em Espanha, Mariano Rajoy quase que nem queria fazer campanha, para não se expor muito, ainda assim disse que não subiria os impostos. Ora, poucos dias depois de suceder a Zapatero, Rajoy decreta a subida de impostos.

 

Ambos eram tão hábeis a condenar os Governos socialistas, de Sócrates e Zapatero, mas uma vez encontrados no poder, não só aumentam a pressão fiscal como, pior, começam a desmantelar o Estado Social. Algo que os Governos socialistas peninsulares tudo fizeram para não debilitar.

 

Tudo é feito em articulação com a Chanceler alemã, para cair nas boas graças do Governo alemão, numa total irresponsabilidade. E nem por um único momento tem lugar a questão: o rumo que está a ser seguido é o correcto para o futuro de cada país?

 

É certo que os tempos são difíceis e as medidas de rigor são indispensáveis, porém não podem ser um fim em si mesmo, como defende o Governo alemão.

 

Se há quem ainda tem dúvidas de políticas de esquerda e direita, a crise é um exemplo das diferenças que existem. Enquanto a esquerda assume a austeridade, a direita impõe a asfixia.

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Depois da declaração de ontem aos portugueses, Passos Coelho quis deixar a mensagem: fiz tudo para evitar o garrote que o Governo impõe aos portugueses. Porém, Passos não fez tudo como devia ter feito.

 

Não vimos Passos, nos últimos tempos, em périplo pela UE para articular posições, desde logo com a Irlanda, mas também com Espanha, Itália, França e Alemanha, com Rompuy e Barroso. Não vimos Passos, como devia, andar por esse mundo a procurar cativar investimento estrangeiro. Apenas vemos Passos a fazer de contabilista. E, ainda por cima, ao contrário do que anunciara: cortaria as gorduras do Estado, mas ainda não as vimos.

 

Por outro lado, o Ministro dos Negócios Estrangeiros diz, e bem, que vai procurar vender uma boa imagem de Portugal no exterior. Mas da teoria à prática vai uma grande distância. Então Paulo Portas, em vez de se focar nas economias emergentes - e há várias! -, na procura de investimentos, vai para Marrocos, Tunísia e Argélia, países importantes para Portugal, mas que, dada a realidade actual destes Estados não estão nas melhores condições para relações económicas.   

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González, Delors, Schröder y otros exlíderes europeos abogan por la emisión de eurobonos en la UE

 

Bajo el lema de "Europa es la solución y no el problema", el Consejo para el Futuro de Europa, un centro de reflexión creado hace justamente un año, hizo públicas ayer en Bruselas sus recomendaciones para sacar a la Unión Europea de su parálisis.

 

Acabado de assumir a liderança do Governo em Portugal, Passos Coelho, em vez de se bater pelas soluções, leia-se: eurobonds, que muito ajudariam Portugal neste difícil momento, associa-se aos problemas, promovidos pela Chanceler alemã, contra os eurobonds. Isto, quando é mais evidente que a sua criação será inevitável. Porém, quanto mais adiamos, mais pesada é a factura. 

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Dada a situação que vivemos, instalou-se, um pouco por toda a Europa, um discurso contra os ricos. Que estes devem pagar, e bem caro, o preço dos problemas que atravessamos.

 

Infelizmente, muito deste discurso está imbuído dos piores valores que o catolicismo e o comunismo transportam, de que ser rico é pecado e a riqueza é merecedora de desprezo. 

 

Aprendendo com o protestantismo, a riqueza não é nenhum pecado, pois o bem ou mal encontra-se na forma como se gera riqueza e se esta for alcançada pela via da dignidade e da decência, é a recompensa merecida do trabalho empreendido. De outro modo, a Justiça deve fazer-se sentir. 

 

Nós temos, em Portugal, um magnífico exemplo de como um homem rico é bom e generoso. Dificilmente conseguiremos encontrar pecados em Rui Nabeiro, que terá, como qualquer um de nós, os seus defeitos pessoais. Quem nos dera ter mais empresários como o Comendador! 

 

Todavia, num momento tão delicado como o que atravessamos, é bom não perder a orientação da Ética, e nestes difíceis momentos, como nas alturas de prosperidade, devemos ter o mesmo bom-senso e responsabilidade: pedir a cada um o esforço proporcional à capacidade de cada pessoa. Naturalmente, uns nada deverão arcar, dadas as suas vulneráveis condições, e, obviamente, outros deverão fazer um contributo mais generoso dada a sua abastança. Mas, do mesmo modo que temos o dever de ser solidários com os primeiros, não devemos impor mais do que o direito aos segundos.

 

Se Warren Buffet e vários magnatas franceses deram um exemplo dos ricos com responsabilidade e sensibilidade, esse deve ser o exemplo a ser tomado, não o do discurso contra os ricos tão banal nestes dias, porque como bem dizia Olof Palme, nós não queremos acabar com os ricos, mas sim com a pobreza. Ontem, como hoje, esta causa continua actual. 

 

Dir-se-á, com toda a razão: há pessoas com muitas posses em Portugal que não querem seguir este exemplo. Esta é, provavelmente, uma das formas para encontrar o nosso atraso estrutural e pobreza reinante - temos lucros que não visam criar riqueza, mas abundância. Aqui, o Estado tem um papel crucial, não determinando o que cada um deve fazer - sabemos bem o que geram os Estados centralistas -, mas não podendo deixar os mais vulneráveis em condições ultra-precárias e não sendo conivente com a responsabilidade de cada cidadão, mediante a sua capacidade. E, para isto, não é preciso diabolizar as condições de cada um.     

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"Comparativamente a outros países da zona euro que foram apanhados pela crise da dívida, a reacção em Portugal tem sido um paraíso. Já na Grécia os protestos foram violentos e em Espanha milhares de pessoas foram para as ruas exigir uma mudança política", pode ler-se na edição de hoje do The Wall Street Journal (WSJ).

 

Espantam-se os estrangeiros com a "acalmia" vivida em Portugal, quando comparado com outros países, onde se fazem sentir revoltas, como Espanha ou Grécia.

 

Só por desconhecimento da História, e ADN de cada nação europeia, se pode abrir a boca de pasmo. Talvez um breve momento da História recente lusa permita esclarecer do que somos feitos: o 25 de Abril, e compare-se com mudanças de regime que houve noutros países.

 

Isto é ser pior? Há quem pense que sim. Não partilho da mesma opinião, pois após a embriaguez e a destruição que se fazem sentir nas ruas, são as pessoas e os países que pagam mais por esses danos, a somar aos problemas existentes. Aliás, até considero que é um grau de civismo mais elevado.

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Cavaco desconfia de proposta de Merkel e Sarkozy

 

Felizmente, Belém manifesta o que São Bento devia ter expressado, em vez de se ter remetido, primeiro, ao silêncio e, depois, na voz de Paulo Portas, ao agrado das propostas de Merkel e Sarkozy.

 

 

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Sul rincaro dei biglietti di bus, tram e metrò, il sindaco fa notare come si sia dovuto «alzare il prezzo del biglietto ordinario a 1,50 euro per evitare ogni aumento degli abbonamenti annuali e mensili, in modo che chi utilizza regolarmente i mezzi pubblici non dovrà pagare nulla in più rispetto a oggi.

 

Face à situação financeira do Município de Milão, o novo edil da capital lombarda, Giuliano Pisapia, escreveu a todos os milaneses apresentando as razões da tomada de um conjunto de decisões que impõe várias restrições e apertos, devido a uma herança orçamental pejada de dívidas. Uma das medidas, a nível de transportes, e que afecta a vida de milhões de pessoas, passa pelo o aumento do preço do bilhete, mas a manutenção do preço dos passes mensais e anuais.

 

Infelizmente, em Portugal, o novo Governo decretou a subida do título de transporte e passes, sem qualquer critério nem sensibilidade, social e ambiental.

 

Os tempos são de dificuldades e requerem contenção, mas não podemos perder do horizonte as oportunidades e desafios que as sociedades devem ganhar, como conquistar mais utilizadores para os transportes públicos em detrimento da viatura pessoal, com nítidos ganhos para todos.

 

Por cá, apenas se olha para os números, mas o novo Governo parece nem ter noção de como colocar os números ao serviço das pessoas.

 

Depois do exemplo da eleição de Pisapia para a Câmara de Milão (ganhando as primárias no Partido Democrático e conquistando o coração financeiro de Itália para a esquerda duas décadas depois, apesar de ter sido alvo dos ataques mais vis e abjectos na campanha eleitoral), Pisapia demonstra como é governar com sentido de responsabilidade e rigor, sem dispensar a condição de vida das pessoas das medidas que implementa.    

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O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considera que Portugal saiu hoje de Bruxelas com melhores condições para cumprir com sucesso o seu programa de assistência financeira, na sequência da resposta “robusta” dada pela cimeira extraordinária da Zona Euro.

 

Depois de muito se ter suspeitado do sucesso da reunião extraordinária, de ontem, do Conselho Europeu, pode considerar-se que o resultado alcançado é bastante positivo. Depois de semanas em que as denominadas economias periféricas (leia-se: Grécia, Irlanda e Portugal) foram atacadas sem qualquer solidariedade europeia, só o ataque à poderosa Itália fez os líderes europeus levantar a cabeça e encarar, com temor, o problema que estava a recrudescer. Mais cedo ou mais tarde os ataques também bateriam à porta de franceses e alemães.

 

A Grécia conta, finalmente, com um balão de oxigénio, indispensável, depois de mais de um ano com a UE a asfixiar os gregos. Os irlandeses e portugueses passam a beneficiar de melhores condições para cumprir os seus compromissos.

 

Naturalmente, se a primeira linha está mais aliviada, não obstante o grande desgaste nos últimos meses, a linha crucial - de risco para o €uro -, composta por Espanha, Itália e Bélgica está muito mais tranquila, pela estabilidade promovida, ainda que esta linha crucial não faça parte dos holofotes mediáticos.

 

Ora, havendo condições mais favoráveis, isso requer que os Governos, e no caso concreto o português, não abandone a linha de rigor, mas exclua as políticas de asfixia que começa a implementar.

 

Se, afinal, Passos Coelho reconhece que não há nenhum "buraco colossal", qual a razão para manter o corte do subsídio de Natal a milhares de portugueses que atravessam grandes dificuldades? Se, afinal, não há nenhum "buraco colossal", porquê deixar de investir na Saúde, apenas por puros critérios economicistas, sem considerar as condições das pessoas? E, se não há nenhum "buraco colossal", porquê aumentar o acesso aos transportes públicos, quando este era o momento indicado, com o preço a que está a gasolina, para incentivar o uso dos transportes públicos?

 

O Estado deve ser rigoroso com as contas, mas não pode ter uma filosofia meramente empresarial, limitando-se ao puro lucro, sob pena de descapitalizarmos o País. A natureza do Público pode aprender muitas coisas com o Privado, em termos de gestão, mas não pode rasgar a sua missão, de servir as pessoas.   

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L'avantage d'une sortie de l'euro est que l'économie pourrait repartir après quelques mois

 

L'Espagne et l'Irlande sont également en mesure de régler leurs problèmes. L'Irlande a un comportement exemplaire. Il en est autrement du Portugal, qui a une situation similaire – quoique moins grave – à celle de la Grèce. Là aussi, il n'y a aucun signe qui montre que le Portugal peut retrouver sa compétitivité à court terme.

 

Continua-se a fazer da Grécia um problema, em vez de uma oportunidade. Assim, um economista alemão, Hans-Werner Sinn, considera que seria melhor a Grécia sair do €uro, para a economia recuperar.

 

Na mesma entrevista dada ao Le Monde, o economista germânico deixa um aviso, entrelinhas, o de Portugal ser um parceiro helénico e poder sair do €uro. A mesma 'medida' não se aplicaria à Irlanda e à Espanha, por terem, a prazo, mais condições de recuperação económica.

 

Pois bem, a Grécia representa 3% do PIB europeu e a UE não consegue dar resposta a esta dimensão. Mas estes economistas, que muito sabem de economia, persistem em demonstrar pouco conhecimento dos objectivos e causas do projecto europeu. Temo que a realidade não faça parte das suas leituras académicas.

 

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Pedro Passos Coelho assumiu por inteiro a responsabilidade de isentar todos os rendimentos de capital do novo imposto extraordinário

 

A direita sempre gostou de acusar a esquerda de ter problemas com a riqueza. De facto, a esquerda leninista tem complexos, mas a esquerda democrática nunca teve problemas com a riqueza geradora de desenvolvimento que cria empregos.

 

A questão não se prende com taxar as pessoas com mais posses só por um complexo social-financeiro, mas num desígnio nacional, de Justiça Social, de pedir um esforço que seja proporcional a cada um, mediante a sua condição. Quem mais tem pode e deve contribuir um pouco mais do que quem menos tem ou nada tem (neste caso, de nada ter, até deve estar isento).

 

Esta medida de Passos Coelho é vergonhosa, pela insensibilidade social que demonstra e a falta de preocupação com as contas públicas. Uma vez mais, a já de si esgotada classe média terá de suportar as dificuldades, pois quem também podia e devia participar neste esforço nacional é isentado, só, imagine-se, por ter mais dinheiro.

  

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Depois destas palavras de Manuela Ferreira Leite, há poucas semanas, gostava de saber o que a ex-líder do PSD tem a dizer às notícias do dia de hoje.
 
E quanto a Passos Coelho, que sente o murro no estômago, hoje devia pedir desculpas públicas a José Sócrates, que tudo fez para que Portugal não estivesse exposto aos ataques fáceis que apenas fragilizam Portugal, mas o PSD culpava Sócrates e o PS de ser o responsável de todos os males.

 

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Moody''s atira Portugal para o "lixo".

 

Pois é, Senhor Primeiro-Ministro. Não culparei o novo Governo pela consideração actual de Portugal: "lixo", mas vale a pena recordar a postura que teve, bem como de muitos dos seus novos companheiros de Governo, em relação ao Governo de José Sócrates, que o culpavam de tudo.

 

Se tivesse a mesma postura agora, seria caso para dizer que o seu Governo colocou Portugal no lixo.

 

Esta é já uma marca do seu Governo, que se deseja ter sido a primeira e última.

 

Tenha coragem, mas não se deixe iludir pelos cortes cegos, além de prejudicarem os portugueses, comprometem o futuro do nosso Estado. 

 

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Durão Barroso avançou hoje que Portugal e Espanha vão assinar um acordo para o comboio de alta velocidade (TGV) antes da cimeira ibero-americana prevista para o Outono.

 

O primeiro-ministro garante que esta é "uma das prioridades" do Executivo e apontou 2012 como o ano da conclusão do projecto.

 

O acordo sobre o traçado e financiamento da rede de TGV entre os dois países, que irá permitir a ligação em comboio de alta velocidade entre Portugal e Espanha (Lisboa-Madrid e Porto-Vigo)

 

Além da ligação das capitais peninsulares por alta velocidade, Durão Barroso prometia TGV entre Porto-Vigo em 2012. Em 2011, Passos Coelho nem quer o TGV e acaba com a única linha entre Porto e Vigo.

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Fim da ligação a Vigo é mais uma "machadada" na relação entre Norte e Galiza

 

O Ministro Álvaro se calhar não conhece, mas alguém devia dar-lhe conta do que representa esta errada e prejudicial medida, de terminar com a ligação ferroviária do norte de Portugal à Galiza.

 

Já lá vão nove anos, quando o então Governo PSD/CDS de Durão Barroso e Paulo Portas prometia TGV do Porto até Vigo, em Cimeira luso-espanhola, na Figueira da Foz. Esta era uma das linhas que levantava dúvidas em termos de rentabilidade (até porque seriam necessárias várias paragens, em terras lusas e galegas, para abranger mais pessoas, algo nada compatível com os objectivos do TGV), mas não havia nenhuma dúvida quanto à necessidade de fazer uma intervenção e tornar a longa e penosa viagem de três horas, de Campanhã a Vigo. Felizmente, os tempos da fronteira, pré-Schengen, já lá vão, quando se chegavam a perder várias horas a mudar de país.

 

A modernização desta linha era uma das necessidades, na tão necessária e desejável integração do norte peninsular, com ganhos para a região Norte e para a Galiza. Assim, corta-se um eixo fundamental e dá-se o péssimo sinal de que ligações entre o norte de Portugal e a Galiza, só pelos vias viárias, quando o investimento na ferrovia devia estar mais presente e devia ser estratégica

 

Assim, para quem quer ir para norte ou deslocar-se para sul, terá de ter em Valença a estação central. As luzes procuram iluminar uma escuridão de princípios da CP, que apenas desacreditam quem está à frente desta empresa.

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Passaram três semanas sobre as eleições legislativas. Temos novo Governo,  nova Presidente da Assembleia, novos deputados e, arrisco-me a dizer, uma nova esperança. Essa esperança, realista e consciente das dificuldades, encontrará pela frente o maior desafio governativo dos últimos 120 anos.

 

 

Se é praticamente consensual que a qualidade dos novos Ministros se situa acima das expectativas iniciais, algumas vozes têm levantado dúvidas quanto à orgânica do Governo no que se refere a dois ministérios: Economia, Emprego, Obras Públicas, Transportes e Comunicações, por um lado, Agricultura, Mar, Ambiente e Território, por outro. Em particular, têm aludido a uma excessiva concentração de pastas importantes sob a tutela de apenas um ministro. Já se sabia que Pedro Passos Coelho pretendia um executivo com menos membros.

 

 

Compreende-se que este Governo não tenha direito ao tradicional “estado de graça”, fruto das circunstâncias terríveis em que o país se encontra, mas que lhe seja, ao menos, conferido um certo benefício da dúvida.

Devemos pois, nesta altura, avaliar a orgânica desses e de outros ministérios sob um prisma de moderado optimismo: se as coisas vierem a correr bem estará lançado um paradigma de futuro no que se refere à constituição de um Governo.

 

 

Por outro lado, o novo Primeiro Ministro dá sinais de não se querer desculpar com a herança que recebe e aponta um caminho de acção. Fica-lhe bem essa atitude positiva. De resto, a crua realidade se encarregará de ir revelando o quão pesada é a tarefa que se apresenta ao país, não é necessário repeti-lo.

 

 

Na sequência do Conselho Europeu, Passos Coelho avançou para os próximos dias o anúncio da antecipação de novas medidas de combate ao défice. Nada de anormal. Ao contrário dos supostos excedentes orçamentais de que fomos ouvindo falar ao longo dos últimos meses, constata-se que já estamos em risco de não cumprir com a meta de 5,9% a que nos comprometemos com o triunvirato financiador.

Pondo de parte a explicação para a discrepância de valores de execução orçamental avançados pela Direcção Geral de Orçamento e Instituto Nacional de Estatística, ora numa óptica de entradas e saídas de dinheiro ora na óptica de compromissos efectivamente assumidos, já se desconfiava que era à conta de "artifícios" como atrasos no pagamento a fornecedores que os números preliminares de 2011 pareciam menos antipáticos.

 

 

Na altura em que escrevo, a Grécia começa a discutir no Parlamento a apresentação de novas medidas de austeridade das quais dependerá mais uma injecção de dinheiro que evite a bancarrota. De resgate em resgate até à bancarrota final, cada vez mais previsível dada a magnitude dos encargos de Atenas, uma Europa em estado de negação vai adiando soluções definitivas, trocadas por "pensos rápidos" que não parecem suficientes para travar um possível contágio colectivo.

Na expectativa estão, já não apenas Portugal, Irlanda ou Espanha, mas, os próprios americanos que dão sinais de preocupação face a um eventual alastrar da crise de dívida soberana europeia.

 

 

Como pano de fundo, vamos assistindo à transferência, cada vez mais evidente, do centro de gravidade do poder económico dos Estados Unidos e Europa para a China e um conjunto de outros países cujo epíteto de emergentes já vai pecando por defeito.

A discussão para a qual todos, enquanto cidadãos europeus, temos de ser convocados, e quanto mais depressa melhor, é o que queremos para o futuro. Que arquitectura europeia será a mais adequada para uma união monetária que nunca foi uma união económica e cujos desequilíbrios macroeconómicos começam agora revelar-se na sua plenitude ? Estaremos nós, e os outros, dispostos a dar passos efectivos no caminho de uma verdadeira união económica e em que a coordenação de políticas fiscais e macroeconómicas sejam uma realidade ? Estaremos nós até, e os outros, dispostos a caminhar no sentido de uma Europa de Estados Federais ?

 

 

São estas algumas das questões a que os líderes dos países europeus devem dar resposta. Respostas essas que, desejavelmente, devem merecer da nossa parte, cidadãos de Portugal e da Europa, uma atenção e participação bem mais efectivas do que noutras alturas do processo de construção europeia.

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O biqueiro do Marco do Big Brother na outra em directo para a TV não coloca em prisão preventiva a TVI e 3/4 da população portuguesa que vibrou com a cena?

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El PSOE reduce la ventaja del PP a 2,3 puntos

 

Mariano Rajoy, o homem escolhido por José Maria Aznar para lhe suceder na liderança do PP, em 2004, mal sabia que sete anos depois, teria um parceiro semelhante ao seu modo de fazer política em Portugal, Pedro Passos Coelho.

 

É certo que Passos Coelho tem um mérito em relação ao seu homólogo espanhol, uma vez que alcançou a liderança através de eleição, não foi nomeado. Mas Coelho e Rajoy são rostos do mesmo lado da moeda. Ambos encontram-se na oposição e na sua liderança, curta (1 ano) ou longa (7 anos), nenhum dos dois foi capaz de apresentar uma ideia, uma proposta, um rumo. Os dois limitam-se a guiar pela sede de poder.

 

Se Rajoy bate aos pontos Passos Coelho em termos de experiência governativa, o líder do PSD nunca teve qualquer responsabilidade e Rajoy ocupou várias pastas no Governo de Aznar, ambos confrontam-se, actualmente, com o mesmo destino. Até há poucos meses, lideravam as sondagens com mais de 10% de vantagem, face aos PS's. Mas quanto mais nos aproximamos das eleições (em Espanha as legislativas decorrem na Primavera de 2012), os dois partidos da direita peninsular perdem apoios e os socialistas ganham. É evidente que os socialistas pagam a factura do desgaste do exercício do poder, 7 anos em Espanha e 6 em Portugal, mas mesmo assim, continuam a surgir perante as pessoas como a única opção crível, face a uma direita sem qualquer objectivo.

 

No caso da sondagem espanhola, não é indiferente a posição de Zapatero, de ter assumido publicamente que não voltaria a recandidatar-se à liderança do Governo espanhol e do PSOE, mas sobre a realidade interna do PSOE vale a pena abordar noutro escrito.

 

Poderá, naturalmente, equacionar-se: aconteceria o mesmo ao PS, se José Sócrates tomasse a posição de Zapatero? Os estudos de opinião publicados em Portugal contrariam esta tese, pois o PS, com Sócrates, continua forte.

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Trabalha que nem um cão. Serve à mesa num pequeno restaurante, um café, quase, cujo nome não pronuncio, não vá um sindicato fechá-lo junto com a ASAE e eu ficar sem as suas iguarias. Diz-me que já teve um restaurante seu, mas que com a quebra de clientela, as avenças obrigatórias, as responsabilidades de empregador, os impostos e outras asfixias, fez as contas e preferiu vender e passar a trabalhar para outrém. Não se arrepende.

 

Foge à lei laboral para poder sustentar a sua família. "Doutra forma seria impossível comprar pão lá para casa". Assim, trabalha das 7.30h às 19h com pausa - não é hora, nem hora e meia - para almoçar. Mas também não se arrepende e todos os dias o vejo incansável e de bom humor.

 

Em traços rápidos percebe-se umas coisas com esta história: que o Estado educou mal os cidadãos, pois é raro cruzarmo-nos com aquele que não se queixa, que não reclama direitos, mesmo em época de crise apertada, em vez de ir à luta, ou que coloca a totalidade da culpa no Estado - e com isto não digo que ele não a tenha em parte -. Depois, percebemos que o Estado ajudou a arrasar uma empresa e postos de emprego graças à sua omnipresença e omniemprendedorismo. E por último, percebemos que o Estado, não deixando cada um decidir por si a sua capacidade produtiva, arrasta para um submundo paralelo uma classe trabalhadora que poderia dar a cara e sustentar os seus, fosse a lei laboral mais flexível e ainda assim compensadora para empregado e empregador.

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Os "nossos amigos humanistas" do FMI e da UE são tão amigos mas tão amigos que exigirão em juros o mesmo dinheiro que o gasto no bailout ao BPN. Solidariedade europeia, onde?

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A crise que teve início no ano passado, com os resgates da Grécia e da Irlanda, agravou-se, constata o professor. “No entanto, este terceiro pedido nacional de ajuda não tem realmente a ver com dívida. Portugal teve um forte desempenho económico na década de 90 e estava a gerir a sua retoma, depois da recessão global, melhor do que vários outros países da Europa, mas sofreu uma pressão injusta e arbitrária por parte dos detentores de obrigações, especulações e analistas de “rating” da dívida que, por razões ideológicas ou de tacanhez, conseguiram levar à queda de um governo democraticamente eleito e levaram, potencialmente, a que o próximo governo esteja de mãos atadas”, salienta Robert Fishman no seu artigo de opinião publicado no jornal norte-americano.

Em inúmeros indicadores – como as encomendas à indústria, inovação empresarial, taxa de sucesso da escolaridade secundária e crescimento das exportações -, Portugal igualou ou superou os seus vizinhos do Sul e mesmo do Ocidente da Europa, destaca o sociólogo.

“Então, por que motivo é que a dívida soberana portuguesa foi cortada e a sua economia levada para a beira do precipício?”, questiona-se Fishman.


É irreal dizer que está tudo bem no País, porque não está. Ainda temos um longo caminho para ultrapassar o défice estrutural que apresentamos. Porém, este não desaparece da noite para o dia, sem um investimento forte na Educação, na Ciência e na Tecnologia, ao mesmo tempo que se adapta e transforma a economia aos novos reptos mundiais de competitividade. Estas políticas têm sido desenvolvidas nos últimos anos e os dados comprovam isso, como se pode observar no último relatório de Pisa, no investimento da C&T e os dados mais recentes das exportações

 

Neste momento, e como dizem alguns analistas, Portugal parece um país do terceiro mundo. Mas não passa disto mesmo: parece, pois como o sociólogo Robert Fishman destaca, o nosso País tem progredido e muito.

 

Continuamos, nós europeus, vulneráveis, e estamos a debilitar-nos mais, devido a estes jogadores do Monopólio, que tem as nossas economias e vidas como peças do jogo. E, é evidente, a especulação sabe tocar no ponto mais fraco dos europeus: a identidade nacional, ainda muito baseada em egoísmos. É preciso compreender o resultado de estudos como este:

 

According to recent opinion polls, voter support for the nationalist True Finns Party has soared in recent months, partly in response to dissatisfaction with the fact that taxpayers in this most northern of the euro zone's 17 members have been asked to bail out Greece, Ireland and Portugal at the same time as welfare benefits are being cut at home.

 

Saber colocar uns europeus contra os outros é fácil e todos estamos, também, a fazer, sem querer, parte deste jogo. Tivessemos nas principais economias europeias pessoas com visão e responsabilidade, e nada do que estamos a viver estaria a acontecer.

 

Não estamos como a orquestra do Titanic, a tocar, mas o nosso barco (europeu) - o que pode garantir competitividade a todas as sociedades europeias no mundo globalizado -, está a afundar-se e nós a atropelar-nos, em vez de nos entreajudarmos.

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Governo com dez ministros chega, diz Passos

 

O PSD tem vindo a demonstrar que as propostas que apresenta conseguem ser piores do que se pensa. Então, Passos Coelho ainda nem apresentou o programa eleitoral e já diz quantos Ministros (10) o seu Governo teria?

 

Não tendo um projecto, em termos teóricos, nunca se saberá se é um número ajustado, face ao que o PSD pretende para o Governo. Serão muitos, serão poucos?

 

Mas da equação teórica facilmente se chega à realidade e entende-se como Passos Coelho demonstra um desconhecimento total do que é governar. A proposta é irrealista, pela incapacidade de uma equipa ministerial, de 10 pessoas, responder a tudo, como deve. Nem o Governo de um dos países mais prósperos e pequenos (em termos geográficos e populacionais) da UE, como o Luxemburgo, conta com esse número (o Governo luxemburguês é composto pelo Primeiro-Minsitro e 14 Ministros); e Portugal, um país de dimensão média, no quadro europeu, quer contar com 10 Ministros?

 

Deixemos de andar a brincar com o País. Já basta a crise que o PSD criou, com Portugal a ser obrigado a requerer ajuda externa.

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Os portugueses são uns beatos conservadores de dia, uns progressistas de pacotilha à noite e uns hipócritas a toda a hora. Só isso explica que apesar de orgulhosamente termos sido dos pioneiros na aprovação do casamento gay tenhamos agora reservas e pudismos "politicamente correctos" quanto à invasão da esfera privada de um casal gay ou heterossexual unido de facto, mas nenhuns se a esfera já for de um casal tradicional.

À pergunta "com quem dormiu no sofá a noite passada?" todos deverão responder à excepção do senhor gay aí ao fundo e a menina lésbica da primeira fila. Todos os outros façam favor de apresentar declarações o mais exaustivas possível.

 

(continua...)

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 Apesar de ainda não ter preenchido o Censos - talvez o faça esta semana junto com o totobola - já me apercebi que aquilo está de tal maneira bem feito que ainda antes de apurados os resultados ou respondidas as questões, já é possível caracterizar a sociedade portuguesa. Vamos a isto:

 

Os portugueses são doidos por inquéritos e a coscuvilhice pegada. Só isso explica tamanha boa vontade e dedicação no preenchimento dos formulários, quando noutra qualquer situação deixariam tudo para o último dia. Gostam de saber tudo sobre a vida dos outros e a possibilidade de comentar a típica família portuguesa - mesmo que não a conheçam - é qualquer coisa que os delicia. Para isso até estão dispostos a contar tudo sobre a sua, ao ponto de entupir o site do censos, o que de si é revelador de uma extraordinária apetência pelas novas tecnologias!

 

(continua...)

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La situación está en manos del Gobierno portugués. Pero en mi opinión, el escenario en Portugal no es tan fácil como el de España, así que dependerá de cómo se desarrolle la situación del mercado en Portugal si necesitan pedir prestado o no. Hasta ahora han sido capaces de manejarse. El problema no es tanto de deuda pública como de la financiación de bancos y deuda privada, lo que le hace un caso totalmente distinto al de Grecia. Está en manos del Gobierno portugués. Tienen que mostrar a los prestamistas que están tomando las medidas adecuadas.

 

Estas palavras, de Dominique Strauss-Kahn, Presidente do FMI, numa entrevista publicada hoje, revelam como a questão política é relevante e fundamental, neste momento, para a situação nacional, e como a política de estabilidade traçada pelo Governo era a adequada, para garantir confiança.

 

A abertura de uma crise política, neste momento, só veio prejudicar o País e as pessoas. É bom não esquecer como à tempestade que atravessamos houve quem quisesse fazer um furo significativo na nossa embarcação.  

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A entrevista de ontem, a José Sócrates, foi bastante elucidativa quanto ao que aconteceu e o que está em causa, em Portugal e na União Europeia, e de quem está interessado no futuro do País e quem apenas se importa com a agenda partidária.

 

Uma vez mais, a oposição veio em coro condenar Sócrates, como se este fosse responsável da crise nacional e o Governo nada tivesse feito. Mas como Sócrates ontem referiu: onde é que estão as políticas alternativas?

 

Lá temos de deduzir e procurar entender o que o PSD vai dizendo, em Portugal e, sobretudo, lá fora, qual o seu programa. E o mais lamentável é que o PSD não diz em Portugal o que vai anunciado no estrangeiro: medidas mais duras do que as previstas no PEC chumbado no Parlamento.

 

Sócrates, como sempre, manifestou o seu compromisso e empenho de defender Portugal, dos constantes ataques de que estamos a ser alvo. Pena que outros não sigam o exemplo.

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"No, Portugal has not lied on statistics," said a European Commission spokesperson Friday, in response to a reporter's question.

 

A oposição nacional, da extrema-esquerda à direita, faz questão de criticar o Governo com base em teses sem confirmação real.

 

Ontem, gritavam aos quatro ventos que o Governo mentia. Mas, uma vez mais, a Comissão Europeia volta a confirmar que o Governo português não mentiu.

 

Além do défice que temos, decorrente de uma crise mundial que nos afectou, apesar da oposição ignorar esta realidade, contamos com um défice de crebilidade da oposição.

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Na encenação do Primeiro-Ministro português com a Chanceler alemã, no discurso ensaiado de um e no elogio público da outra, está a última ilustração da ideia de que um Estado endividado não é verdadeiramente livre. Tão pungente como a fotografia, é a banda sonora: as palavras repetidas por Sócrates sobre o tal país com "oito séculos de história" e que "não é subserviente com ninguém" formaram o perfeito contraste com a cena e com o contexto da própria deslocação a Berlim.

 

 

Mas essa cimeira bilateral é também demonstrativa do estado da Europa. De um lado, Portugal, poderia representar os países do Sul, acompanhados pela Irlanda. Do outro, a Alemanha, representava-se a si própria, os seus próprios interesses e talvez os da França e de alguns países da Europa Central, cujas contribuições para o Orçamento Europeu começam a ser escrutinadas com olhos cada vez mais críticos por parte dos respectivos cidadãos.

 

 

Esta é, de resto, uma novela com novos capítulos nas próximas semanas. O recente "Pacto para a Competitividade" gizado pela Alemanha e apresentado depois como uma iniciativa franco-alemã para uma articulação de políticas entre os países da zona euro, deverá ser alvo de discussão já esta sexta-feira, dia 11, numa cimeira de líderes dos 17 países da moeda única.

 

 

Sendo certo que a Alemanha, fruto do rigor e estratégia da sua governação, está hoje com a taxa de desemprego mais baixa dos últimos 19 anos e que, depois da recessão em 2009, a Europa retomou o rumo do crescimento económico, o problema mais imediato com o qual a Europa se confronta não é o da competitividade mas a necessidade de resolver a crise de dívida soberana, de países cujo eventual incumprimento poderia ter efeito de contágio e comprometer a moeda única.

 

 

Este "Pacto para a Competitividade" parece surgir, pois, em sentido diferente, quase como um compromisso de responsabilidade a exigir pelo eixo franco-alemão aos países que necessitam de ajuda para lidar com défices excessivos.

 

 

Entre a Cimeira da próxima sexta-feira, dia 11, e o Conselho Europeu dos dias 24 e 25, joga-se, pois, muito do futuro próximo da moeda única e do projecto europeu.

 

 

Estou algo céptico quanto àquilo que o Conselho Europeu poderá trazer. Desde logo, o facto de se realizar dois dias antes de na Alemanha haver eleições regionais em mais um estado (precisamente, o estado Natal da Sra. Merkel) pode propiciar um clima pouco favorável às decisões que Portugal e outros necessitariam.

 

 

Falemos claro, os juros relativamente elevados que estão a ser pedidos à Irlanda para o seu financiamento através do tal Fundo Europeu de Estabilização Financeira a que recorreu recentemente, bem como as medidas que lhe estão a ser exigidas, assim como à Grécia, ou as que veladamente se pedem a Portugal ou Espanha, são entendidas hoje pela opinião pública na Alemanha, como na Holanda ou na Áustria, quase como que um preço justo pela falta de «disciplina» interna. E portanto, aquilo que for percepcionado como uma "ajuda" sem contrapartidas aos países em dificuldades não dá votos. Ainda por cima, longe vão os tempos em que líderes como Helmut Kohl davam primazia à importância da Solidariedade na construção do projecto europeu.

 

 

Para baralhar ainda mais as contas, sobretudo as nossas, veio o Presidente do Banco Central Europeu sinalizar um possível aumento da taxa de juro de referência já no próximo mês, num cenário em que o aumento dos preços da energia e bens alimentares aumenta os riscos de inflação. Mais uma notícia que os países com necessidades de financiamento elevadas não desejariam ouvir.

 

 

Março será, pois, o mês de muitas decisões quanto ao futuro próximo.O de Portugal e o da Europa. Não faltará muito para percebermos se será "pau", "pedra" ou mesmo "o fim do caminho". Para nós, portugueses, que daria jeito que as "águas de Março" trouxessem, em vez do "fundo do poço", uma "promessa de vida no coração", lá isso daria...

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Três boas razões para acreditarmos que é absolutamente normal estarmos mergulhados neste lamacento nacional-bacoquismo:

 

62% estão contra a adopção de crianças por casais gays
65% acham que o casamento é equivalente à união de facto
72% acreditam que a Internet facilita a infidelidade

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Duarte Cordeiro acusou as propostas do PSD de "liberalismo kamikaze". Pergunta-se: há liberalismo que não o liberalismo kamikaze?
 
É casual que o investimento estatal está intimamente ligado a um maior desenvolvimento das economias, bastando olhar para as referências exemplares dinamarquesas, francesas, suecas, belgas ou, em oposição para as referências, pela negativa, da Roménia, Letónia ou da Lituânia. As propostas do PSD e o pacto nacional com medidas contraccionistas na maior crise económico-financeira das últimas décadas, são a auto-destruição da civilização europeia tal como a conhecemos.
 
O chavão constitucionalizado da igualdade de oportunidades só nos conduz ao fomento pactuante das desigualdades pelo que o Estado deve assumir humanistica e corajosamente o objectivo da igualdade das rendas sem a supressão democrática. Seja aqui, seja nos EUA, o cerne da questão reside concretamente na distribuição da renda dos indivíduos, como podemos comprovar e observar pelo o que nos apresenta o João Vasco e a Discover. Se democraticamente somos a favor da quase real equidade de rendimentos, porque não actuam os Estados em busca de uma melhor redistribuição da riqueza? Não se trata de uma via autoritária marxista-leninista para alcançar a finalidade aclassista, mas trata-se de abolir a tecnocracia neoliberal institucionalizada pela adopção de medidas fiscais, socialmente morais, abolindo a promiscuidade com a alta finança e com os grandes grupos empresariais.
 
Assim, impõe-se uma grande coligação das esquerdas nacionais e europeias, moderadas ou jacobinas, uma estratégia assumida por verdadeiros estatistas democratas como o foram Olof Palme, Willy Brandt, Aneurin Bevan, Clement Attlee, François Miterrand e, porque não, Mário Soares. O desafio fica no ar...

 

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