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A sua destruição não podia deixar de representar, como representou de facto, grandes perdas e imensos sacrifícios para os trabalhadores e para os povos da URSS e para os povos de todo o mundo.

 

Com o desaparecimento do poderoso contra-peso que a URSS e o sistema socialista representavam em relação ao imperialismo e à sua política exploradora e agressiva, e a brutal alteração da correlação de forças daí resultante, o mundo tornou-se mais injusto, mais perigoso, mais desumano.

 

O PCP, com mais esta pérola, demonstra a estagnação ideológica e real em que vive. O mundo mudou e muito desde o desaparecimento do império soviético. É um facto, facilmente verificável, que o Ocidente (leia-se Europa e EUA) entraram num ciclo de decadência, mas não é menos verdade que muita miséria foi abatida no mundo, em especial em vários países do hemisfério Sul (com o Brasil, a China e a Índia a serem referências, e aos quais bem podiam ser destacados vários Estados africanos e latino-americanos).

 

O mundo não ficou mais injusto, pois até há duas décadas só duas grandes potências punham e dispunham no mundo; hoje existem mais forças. Não sei se o mundo ficou mais perigoso, basta pensar no que se passou em 1962. E quando ao "desumano", seguramente ainda há muitas atrocidades no globo, inadmissíveis no século XXI, mas há uma que desapareceu e os comunistas ignoram: os gulags.

 

O PCP continua saudosista de um mundo que de Humano e Livre nada teve. 

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PEV e PCP vão-se coligar.

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Numa altura de grave crise económica, o Bloco de Esquerda lembrou-se de propor uma moção de censura. O mesmo Bloco de Esquerda que esteve tão quieto nos últimos meses aquando da união de facto presidencial com o Partido Socialista. Agora que a malograda relação findou, a amálgama partidária de liderança Trotskista procura demarcar-se do Governo, disputar o eleitorado do Partido Comunista e forçar a mão do Partido Social Democrata.

 

O Bloco de Esquerda não é mais do que um partido de protesto. Nunca teve vocação governamental e volta a demonstrá-lo ao adoptar a velha fórmula de capitalização do descontentamento das massas, jamais constituindo-se numa alternativa democrática pelas propostas concretas e realistas que deveria apresentar.

 

Assim se explica também a altura escolhida para a propositura desta moção de censura. Só um partido que não pertence ao arco governativo bastando-se pelo conforto da denúncia com laivos de rebeldia pueril tomaria esta iniciativa neste momento. Momento esse em que atravessamos uma conjuntura económica recessiva, sob pressão dos credores internacionais, reféns da inconsciência e ignorância dos mercados sobre a nossa realidade, com os especuladores sedentos à espreita e a espada de Dâmocles do FMI sobre as nossas cabeças.

 

E o que é que os partidos à direita deverão fazer? Deverão imiscuir-se numa contenta da esquerda em que por um lado o Bloco pretende demarcar-se dos socialistas e por outro reclamar espaço eleitoral aos comunistas?

 

Tudo dependerá do tipo de texto de que se revestirá a moção. Mas uma coisa é certa: derrubar o Governo (ainda que este esteja praticamente paralisado) antes de sabermos qual a taxa de execução orçamental do primeiro trimestre é uma irresponsabilidade, o que não significa que o PSD deva sustenta-lo ad eternum.

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Depois da tirada "Já viu uma criança correr atrás de uma galinha para tirar o pedacito de pão que levava na boca?", Fernando Nobre saiu-se, no debate de ontem frente a Manuel Alegre, com um piscar de olhos ao eleitorado de Francisco Lopes, ao considerar - se não me falha a memória - Vasco Gonçalves como um dos principais consolidadores da nossa democracia. Nobre não tem culpa de cometer gralhas atrás de gralhas, equívocos atrás de equívocos e erros atrás de erros - como ele próprio diz "não é político" e até a sua candidatura terá sido um tremendo equívoco -, mas o que deveria evitar era de fazer passar a néscia figura de educador paternalista e único candidato moral e eticamente capacitado para transmitir bons princípios, costumes e valores. É tão tristemente doloroso ver e ouvir Fernando Nobre colocar-se em bicos de pés, afirmando-se como o detentor da "patente da moral", como ver um qualquer cidadão opositor a Manuel Alegre a considerá-lo de "traidor à pátria". Ambas as posturas revelam desespero e são contra-producentes para com o seu objectivo.

 

Cláudio Carvalho (CC)

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Diz que ontem houve uma espécie de debate sobre as presidenciais. Nada de extraordinário e que não possa ser equiparado a uma discussão corriqueira numa qualquer praça de táxis deste país ou barbearia mais habituada a este tipo de assuntos - sim, porque as barbearias fazem-se pelo tipo de assuntos que tratam e não tanto pela forma como por lá se corta o pêlo -, mas ainda assim foi um debate, uma troca de palavras.

 

Mas também trocaram conceitos. Errados, mas trocaram:

 

O primeiro foi aquele velho conceito de que só quem viu pobreza, a poderá tratar. E quanto mais pobreza tiver visto, melhor será o seu desempenho. Os dois candidatos lá compararam as suas pilinhas mais paupérrimas, tendo-se chegado à conclusão que Fernando Nobre, por ter visto uma criança a correr atrás de uma galinha, não para a comer - veja-se a estupidez! - mas para lhe roubar o pouco alimento que ela levava no bico, era mais merecedor do cargo que o candidato do PCP - de seu nome, de seu nome...ai...aaahh...Francisco Lopes - que tudo o que tinha visto era um rapaz descalço e analfabeto filho de uma família que passava fome em Coimbra.

 

Meus senhores, se fôssemos abraçar esta vossa lógica politicamente correcta, enternecedora e romântica, teríamos já posto etíopes ou rapaziada do Chade a dirigir quase todos os países do mundo, mas, como sabem, tirando a contribuição para a construção de um vosso perfil mais humanista e sensível, essa solução não serve para mais nada! Por isso vejam lá se despem esses fatos com que vos vejo há 30 anos!

 

O segundo conceito, que se tem vindo a tornar cada vez mais banal ao ponto de qualquer dia a política ser a arte do vazio é o do "candidato do sistema". É um rótulo que já extrapolou a política, tendo chegado à bola, mas nem por isso deixa de ser uma tremenda falácia, embora colha cada vez mais simpatias.

Ser-se político, ser-se do "sistema", deveria ser um elogio e não uma arma de arremesso ou um telhado de vidro. Não se devia generalizar, com base no comportamento daqueles que da política retiram dividendos pessoais, abusam do poder ou que da política descartam quaisquer responsabilidades que não sejam louros, ao ponto de transformar o "ser-se político" numa pedra no currículo. Sob pena de um dia destes podermos apenas contar com pára-quedistas apanhados em qualquer esquina e empurrados, justamente por aqueles que se encontram perversamente nas máquinas partidárias e que importa combater.

Fernando Nobre tentou atirar com esta pedra a Chico Lopes. Chico Lopes tentou atirar-lhe com a pedra de volta. Mas nem um, nem outro, foi capaz de pensar que era ao expoente máximo da política que se estavam a candidatar e que, só por isso, lhe deviam algum respeito.

 

Faz, de facto, falta que alguém com tomates e mãos limpas - ah que imagem bonita! - possa dar um murro na mesa e afirmar com convicção que é político, tem um percurso reconhecido e que não está ali para papar grupos!

 

Também publicado no República do Cáustico

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Fui ontem à manif do PCP Anti-NATO na esperança de ganhar um World Press Photo Award baseado naquela ideia de Robert Capa "if a picture is not good enough, you weren't close enough", o que demonstra muito da minha qualidade enquanto fotógrafo que vive à espera que lhe apareça um morteiro à frente da objectiva, já que não tem técnica para mais. Mas não tive essa sorte.

 

Portugal não é capaz de atrair investimento estrangeiro, nem arruaceiros de outras paragens - simplesmente não há quem nos ligue! - pelo que me vi obrigado a fotografar a escassa "prata da casa": quase vinte e dois anarquistas e meio que não se pouparam em trajes e pinturas, mas que, alérgicos a bastonadas na espinha, jamais tentaram a "desobediência civil" que treinam nus diariamente frente ao espelho à saída do banho. Uns meninos, portanto, que hipotecaram o meu prémio.

 

E o pior é que para além deles não havia mais ninguém. Tirando aquela malta de esquerda que parecendo os marchantes de Santo António em dia de ensaio geral, se manifestavam contra tudo e contra todos usando a NATO como artificio. Havia-os para todos os gostos: manifestantes contra touradas que a NATO patrocina, seres estéricos que, avenida acima, avenida abaixo, culpabilizavam a NATO pela cauda cor-de-rosa que lhes saía das calças, mulheres contra o tráfico de outras mulheres, que como é sabido, mundialmente, é culpa directa da NATO. E sindicatos, muitos sindicatos da CGTP, que apelavam à greve geral, presumo eu, contra a NATO, essa instituição capitalista de má índole e mais-não-sei-o-quê que a constituição não permite.

 

E todos eles gritavam palavras de ordem com imenso sentido. Provas? Deixo-vos a fotografia lá em cima. Todos nós sabemos que se não fosse pela guerra, o Sul de Portugal, nomeadamente o Algarve, tinha todas as condições para o Turismo. Valha-nos sindicatos destes que não dormem um segundo que seja e que lutam tanto por nós! Um dia Albufeira viverá em paz, reerguer-se-á dos escombros e os portugueses poderão vendê-la aos ingleses.

 

Depois de ontem fiquei com a certeza que há figurantes profissionais que vão ao programa do Goucha e depois há estes.

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O Espaço Internacional é um dos que mais curiosidade desperta nos visitantes da Festa, porque ali estão, em pessoa, representantes de partidos comunistas, operários e de esquerda de todos os continentes em espaços onde é possível conhecer a cultura, os costumes, os sabores e a luta desses povos por um mundo mais justo, solidário e pacífico. 
Este ano, será possível visitar stands, bares ou restaurantes do Partido A Esquerda (Alemanha); o Partido Comunista Alemão; o MPLA (Angola); o Partido Comunista do Brasil; o Partido dos Trabalhadores (Brasil); O PAICV (Cabo Verde); o Partido Comunista de Cuba; o Partido Comunista Colombiano; o Partido Comunista do Chile; o AKEL (Chipre); o Partido Comunista da China; o Partido Comunista de Espanha; o Partido dos Comunistas da Catalunha; o Bloco Nacionalista Galego; o Partido Comunista da Grécia; o Partido do Povo do Irão; o Partido da Refundação Comunista  e o Partido dos Comunistas Italianos (Itália); a FRELIMO (Moçambique); a Organização de Libertação da Palestina; o Partido Comunista Peruano; o Partido Comunista Britânico; a Frente Polisário (Sahara Ocidental); a FRETILIN (Timor Leste); o Partido Comunista da Turquia e o Partido Comunista do Uruguai.

 

O "braço político" das FARC é um dos convidados da Festa do Avante que amanhã começa. Até quando o PCP será conivente e apoiante com quem vive do tráfico de droga e da extorsão?

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O PCP é como um relógio avariado, apenas pode estar certo duas vezes por dia.É o que chega para este partido ancilosado que perdeu demasiadas vezes o comboio, da história e da realidade!

Perdida a 25 de Novembro de 1975 a ilusão que norteava o partido, apenas restava assegurar a sobrevivência e a subsistência, sempre como um obstáculo a qualquer solução, sempre a sabotar qualquer movimento demasiado convergente na esquerda, sem qualquer sentido de honra ou ética, sempre a tentar destruir qualquer tentativa de salto qualitativo no país, quanto pior melhor, é o lema.

 

Quando chega a altura do dia em que a hora se aproxima dos ponteiros do PCP, os seus dirigentes marcam conferências de imprensa, dão entrevistas, convocam manifestações e greves (com predilecção pelas empresas de transportes públicos), através dos seus tentáculos coordenam e mobilizam, equipam com tarjas, faixas e t'shirts e transportam em autocarros alugados ou "amigos" grande número de pessoas para todas festejarem esse evento cósmico singular em que o PCP "acerta na hora".Gritam horas a fio celebrando a hora em que o partido acertou na hora! Mal se apercebem que essa tal hora passou num minuto!

 

Perdida que foi a batalha pelo poder totalitário no país, perdida que foi a batalha pela alma dos portugueses, derrotada copiosamente a ideologia, resta cavar trincheiras e usar empresas, trabalhadores e o aparelho do Estado, ora como armas, ora como munições.

 

"Se pensas que pensas, pensas mal, quem pensa por ti é o Comité Central"

 

É isto uma alternativa de esquerda? Jamais!

 

publicado também aqui

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"A Oposição em Portugal não tem no ADN a responsabilidade. Bloco e PCP são tão democráticos como o PS, o PSD ou o CDS, mas não estão disponíveis para governar no interesse comum".

 Paulo Baldaia, director da TSF, "Jornal de Notícias", 13-06-2009

 
 
 
E ver que o BE e o PCP tiveram um crescimento eleitoral, dá que pensar. Interrogo-me se não andamos por vezes a gozar uns com os outros e com isso a manter uma coligação de estruturas radicais e oportunistas que formaram o Bloco, e um Partido Comunista que mantém o mesmo discurso e quase sempre as mesmas caras. A propósito, já imaginaram o Bloco sem Louça, é que eu ainda não conheci outro rosto na sua liderança.
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Afinal de contas, todos os partidos com assento na Assembleia da República estavam ainda há pouco tempo motivados para alterar a lei do financiamento dos partidos. Uma lei séria acrescente-se, que permitiu que se retirasse uma pequena parte da suspeição, em muitos casos injusta que paira sobre as organizações partidárias e demais políticos. A sua aprovação representou aos olhos dos mais atentos, um estado maior de maturidade e seriedade a que os partidos políticos estão mais do que outras organizações obrigados.

Quando o PS, PSD, CDU, CDS-PP, BE e Verdes, se prepararam para votar uma lei contrária à existente, apenas o deputado António José Seguro foi sensível ao retrocesso que este inusitado movimento pluripartidário representou.

Esteve muito bem o senhor Presidente da República ao vetar a lei recentemente aprovada na Assembleia da República, tal como esteve muito bem António José Seguro. O tempo deu-lhe razão. Os partidos políticos, todos sem excepção ficam mal na fotografia, como ficam igualmente certos deputados, que se tomam da vaidade de pregar o moralismo mas que neste caso como em tantos outros ficou pela gaveta.

Não há nada como estar seguro do que fazemos e do que queremos.

 

 

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Mais do que firmar ou afirmar a sua matriz e propostas, o embuste da CDU ou se preferirem do PCP,  vive na sombra e no desejo desesperado de diminuir o PS. O seu último e maior dos objectivos passa por retirar a maioria absoluta aos socialistas portugueses.

Muito pouco para um partido político com assento na Assembleia da República. Mas o que se pode esperar  mais dos comunistas portugueses?

 

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O Pedro Namora ou o PPM?

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Os acontecimentos dos últimos dias têm acicatado em mim o sentimento de que há uma excessiva permissividade judicial em relação ao Partido Comunista Português (PCP), à forma como vive e se organiza.

A manipulação da CGTP-IN, que é evidente, os discursos que por vezes têm e a forma como amiúde desenvolvem práticas no mínimo antidemocráticas, colidem com muitos dos princípios que a Nossa Lei Fundamental consagra. É normal que hoje em dia, a céu aberto e perante os ouvidos de todos, se saúdem regimes como o norte coreano e o cubano? É normal que assistamos a situações como a de ontem e que os responsáveis políticos assobiem para o lado? A nossa sociedade já exige que os partidos respeitem a liberdade de pensamento. É de monta que a CGTP e o PCP, pela voz dos seus secretários gerais, não condenem prontamente o que se verificou.

Viver em democracia tem ditames mínimos. Ou o PCP sabe conviver com eles, ou o PCP não sabe, e se não sabe, citando novamente Ricardo Araújo Pereira, "Quem gosta de liberdade festeja o 25 de Abril, quem não gosta faz aquela viagem ao Brasil que andava há tanto tempo para fazer.". Por paradoxal que possa parecer.

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o deputado do PCP Miguel Tiago a adiantar que "Vital Moreira é que agride os trabalhadores portugueses há muito tempo!"

 

A falta de respeito e decência é tanta que dá para dizer baboseiras, como esta, do deputado Miguel Tiago.

 

Por outro lado, tendo em conta as suas palavras, isso significa que a Constituição da República portuguesa, da qual Vital Moreira foi um dos principais 'obreiros', é um atentado aos trabalhadores portugueses.

 

Para o sectarismo tudo vale.

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 O candidato do PS às eleições europeias foi insultado e agredido durante a manifestação do 1º de Maio da CGTP, tendo sido empurrado e cuspido aos gritos de «traidor» e «mentiroso».

 

O partido das paredes de vidro não esquece e tem memória longa. Podiam fazer delete dos velhos tiques e abraçar algumas práticas democráticas...

Por mais diferenças políticas que existam, a disputa deve ser dura, forte mas leal. No fim quem mandam são os portugueses, mas há quem tenha dificuldades com isso.

Lamentável...

 

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Vítor Mesquita, Luís Magalhães e Luís Rosa, dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava), estão a ser alvo de inquéritos internos instaurados pelo PCP, partido de que são militantes, por não terem apoiado a lista B nas eleições do Sitava que decorreram a 19 de Março.
Sindicalismo livre...sim senhor!Assim se vê a força do Pê Cê!

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As próximas eleições europeias são bastante reveladoras do moralismo de pés de barro de alguns partidos portugueses.
Tenho sérias dificuldades em compreender que motivações têm partidos como o CDS-PP, o PCP e o BE, para apresentarem listas, para além daquelas que são óbvias, que são o quererem assegurar um vencimento confortável para alguns dos seus quadros.
Se por um lado, o PS e o PSD, têm uma óbvia e natural matriz pró-europeia, as eleições que se avizinham, são um momento em que populares, comunistas e bloquistas, ignoram todos os seus dogmas, toda a sua ideologia, toda a sua auto-proclamada coerência, para assobiarem para o lado e estenderem a mão aos portugueses.

 

O CDS-PP apresenta-se ao eleitorado com um projecto europeu relevante: apelam ao voto para castigar Sócrates. Esperam-se mais ideias inovadoras durante a campanha eleitoral como apelarem ao voto para castigar o Ministro da Agricultura. E quem sabe, se num momento de entusiasmo, não irão apelar ao voto para castigar o presidente da ASAE. Iguais a si próprios, nem o tom de falsete de Portas, ou o cenário idílico e bucólico dos textos do João Maria Condeixa aqui no blog, conseguem disfarçar o oportunismo europeu que escorre do Largo do Caldas.

 

O PCP apresenta-se, segundo os próprios, renovado. À boa maneira da escola revisionista e dogmática do Hotel Vitória, a imagem dessa renovação é…Ilda Figueiredo, exactamente a mesma Ilda, cabeça de lista do PCP nas últimas eleições europeias.
Há quem diga que a renovação comunista passará por ignorar tudo aquilo que colericamente disseram nas últimas décadas, em relação à Europa imperialista…

 

Por fim, o partido que não é igual aos outros. Os tais que não têm feito uso do mais rasco populismo em cartazes que…parasitam a crise. O Bloco do Francisco e do Luís. Também devia ser o Bloco da Joana e do Miguel. A primeira já foi colocada no gulag do esquecimento, o segundo é incómodo mas ainda tem a sua força no tutti-frutti bloquista.
Apesar de andar no colinho dos media, o Bloco não tem palco suficiente para o Francisco, para o Luís e para o Miguel. Então o Miguel vai para a Europa. Lá não chateia.
Então e as ideias do Bloco para a Europa? Nenhumas, porque isso é coisa de partidos, e o Bloco é diferente (sim e eu li o “Compromisso Eleitoral do Bloco para as europeias…”.

 

Cada voto depositado nas urnas, nas Europeias, dirigido ao CDS, ao PCP e ao BE, é um voto inútil, e acima de tudo, um voto anti-europeu. É um voto saudosista e com cheiro a mofo. É um voto que premeia a incoerência e revela pouco agradecimento.
E, tudo isto só é possível, porque 3 décadas de democracia não foram suficientes para o amadurecimento de algumas mentalidades, que se reflectem na escolha nos momentos eleitorais.
Só assim se explica, que quando chamados a expressar-se sobre a Europa, alguns portugueses, seduzidos pela retórica malabarista, se confundam em relação ao essencial da questão. É pena, perde Portugal e perde a Europa.

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O PCP vai anunciar nas jornadas parlamentares que decorrem segunda e terça-feira em Aveiro uma iniciativa legislativa que prevê a criminalização do enriquecimento ilícito, disse hoje o secretário-geral do partido, Jerónimo de Sousa.

"A nossa iniciativa na outra sessão [legislativa] foi derrotada pela maioria, esperamos que desta vez haja uma reconsideração, tendo em conta que a evolução e a própria vida justificam a pertinência e urgência da medida", justificou. Jerónimo de Sousa falava aos jornalistas no final da Assembleia Distrital do PCP de Castelo Branco, no Fundão.

 

Em boa hora surge esta iniciativa legislativa, que merece como poucas uma votação por unanimidade dos 230 deputados da Assembleia da República, bem como o público e legítimo reconhecimento dos líderes partidários e de outros líderes de opinião.

A esperança constrói-se todos os dias, assim como a credibilidade nas instituições e pessoas que se vem desvanecendo todos os dias.

Como seria Portugal se preocupações tão naturais como esta estivessem já legisladas? Por certo que algumas personagens que o País aprendeu a admirar sem saber bem porquê, não seriam tema de conversa ou de fascínio popular.

As minhas felicitações ao PCP. Assim outros o saibam acompanhar nesta iniciativa!

 

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Jerónimo de Sousa anunciou que o PCP defende a «nacionalização definitiva e urgente» de toda «a banca comercial e dos seguros». Uma medida que foi um dos marcos do período revolucionário e que volta à agenda dos comunistas com a crise do sistema financeiro

 

Após a queda do Muro de Berlim, o PCP sussurrava a defesa das nacionalizações. Perante a actual crise, e sem qualquer problema, vê-se o PCP, a plenos pulmões, defender a nacionalização "definitiva e urgente" da banca comercial e dos seguros.

Não há dúvida de que os comunistas nada aprenderam com os erros do passado e nada se preocupam em responder aos desafios do presente.

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Business as usual....

 

Por falar em PCP, já repararam que o Jerónimo de Sousa agora já fala em "se o PCP for chamado a governar", "se os portugueses derem a responsabilidade de governo ao PCP"?

Anda em busca do voto útil da esquerda que não quer deixar o país demasiado instável, dos portugueses que querem castigar o PS (o Governo) mas que não acreditam que o BE viabilize uma solução governativa e que depois ofereça o "poder" a Cavaco, desculpem, ao PPD.

Desde os tempos do PREC trilhou-se um longo caminho para se chegar a um pragmático PCP que já tem os agricultores no coração, os pequenos e médios empresários no discurso e agora até admite governar, assume a possibilidade de partilhar o poder...sem o conquistar pela armas e pela sabotagem!E dizem que o PCP não evoluiu!?

Por acaso evoluir, evoluir, não evoluiu, mas lá que se adaptou, adaptou muito bem!

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A entrega do soldado e dos três polícias é o terceiro gesto unilateral das FARC, depois da libertação da ex-candidata à vice-presidência da Colômbia, Clara Rojas, da ex-deputada Consuelo Gonzáles, da ex-candidata à presidência, Ingrid Betancourt, e de outros 18 sequestrados, entre os quais três norte-americanos.

 

O PCP continua a defender, sem pudor nem peso na consciência, o grupo terrorista colombiano. A edição do Avante desta semana insinua que as FARC libertaram Ingrid Betencourt e outros sequestrados, como os três norte-americanos capturados pela banda. Mentira! Ingrid Betencourt e outros presos foram libertados pelas Forças Armadas colombianas, numa operação que estas assumiram.

Até quando o PCP nos quer fazer de tolos? E até quando nos continuará a mentir? (Publicado no Palavra Aberta)

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Quase 25000 portugueses que poderiam estar a receber um justo e muito útil apoio financeiro DO ORÇAMENTO DE ESTADO FRANCÊS  não se candidatam ao mesmo por medo de perder regalias em Portugal ou devido ao desconhecimento em relação aos seus direitos por terem trabalhado e descontado durante mais de um trimestre em França!

Mas o que fazem os funcionários do MNE ou do MTSS?Ninguém tem tempo para pensar nisto?É algo fora do âmbito das competências destes ministérios?

Custa muito fazer um levantamento das possíveis situações e uma campanha de divulgação entre os interessados?

É preciso ser o PCP chamar a atenção da comunicação social e fazer uma campanha de sensibilização?Não há serviços, gabinetes, direcções,assessores ou consultores para nada disto?

Melhor, além de discutir orçamentos e colocações, passar vistos e prestar o apoio, possível, aos portugueses radicados ou de passagem no estrangeiro, para que servem mesmo as embaixadas e consulados?

Não há telefones para alguém ligar a alguém?Mandar um fax ou um email a reportar este tipo de situações?Alguém atende o telefone e não se rala com isto, será isso?

Por curiosidade, a recolha de informação económica de interesse empresarial, promoção de negócios e intercâmbios de vária ordem, a promoção da cultura nacional, recolha de informação de interesse para a segurança nacional,  nada disso é viável ou possível na maioria das embaixadas e consulados?

A interligação com outros ministérios, direcções gerais ou institutos é assim tão difícil?

É mesmo um simples problema de falta de meios humanos e financeiros ou algo mais?

 

PCP e as reformas "francesas" na RTP 1

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Quatro dirigentes do Sindicato dos Professores do Norte (SPN) demitiram-se do PCP, acusando o partido de se imiscuir na vida interna da estrutura sindical, disse à Lusa uma das demissionárias

 

 

 

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Caro Paulo Ferreira,

 

Há um facto concreto: uma votação acerca de um empréstimo para requalificar a área de Belém e Ajuda. Há uma tomada de posições, através de votação, dos partidos e movimentos com assento na Vereação da capital.

Constatou-se um facto: PPD e PCP não são favoráveis à requalificação de Belém e Ajuda. Por sinal, duas Freguesias nas quais estes dois partidos têm especiais responsabilidades por presidirem às respectivas Juntas de Freguesia. Talvez, para alguns, seria melhor não qualificar a cidade. Não é esse, felizmente, o entendimento da actual Câmara Municipal.

Há quem não diga nada sobre este assunto e se limita a enrolar um conjunto de gatafunhos insultantes sem falar do central: Belém e Ajuda vão receber melhorias urbanas.

Como não tenho, nem sei ter um tipo de delicadeza aviltante, faço minhas as palavras do Rodrigo há umas semanas, quanto ao formalismo de respostas neste blogue.

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A Câmara de Lisboa aprovou hoje a contracção de um empréstimo junto do Banco Europeu de Investimento (BEI) de 16 milhões de euros para a reabilitação urbana da zona de Belém e Ajuda.

A proposta foi aprovada com os votos favoráveis do PS, Bloco de Esquerda e Movimento Lisboa com Carmona, registando-se votos contra do PSD e do PCP e a abstenção do movimento Cidadãos por Lisboa.

 

O PPD e o  PCP, que em Lisboa, condenam a Câmara Municipal por nada fazer pela cidade, voltam a mostrar a sua postura de opositora da qualificação de Lisboa. Assim se compreende o seu voto contra a reabilitação da área de Belém e Ajuda.

Os autarcas de freguesia, em especial do PPD e PCP, que presidem respectivamente às freguesias de Santa Maria de Belém e Ajuda,  que tanto sabem condenar, agora não culpam os seus Vereadores por esta (o)posição?

Comprova-se que esta Câmara trabalha para a cidade, bem como quem se opõe ao seu desenvolvimento. 

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Portugal pressiona para cessar-fogo

Portugal deu instruções para a não autorização de sobrevoos ou aterragens em aeroportos portugueses de aeronaves que transportem material militar para Israel enquanto se mantiver a operação militar israelita na Faixa de Gaza.
 

Tão céleres na acusação, no protesto, na convocação de manifestações, comunistas e bloquistas que esbracejam pelo fim do avanço militar israelita na Faixa de Gaza, não se juntam agora no aplauso ao Governo português pela posição de procurar um cessar-fogo?

A hipocrisia continua a ser o traço mais vincado destes dois partidos, de dois pesos e duas medidas.

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O Avô Boca Doce questiona o porquê de tantos sacrifícios impostos pelo Governo para baixar o défice de 6.5% versão PSD para 2.2% versão PS em 4 anos.O pior cego não é o que não quer ver, é o que finge que não vê!

Mas se para enfrentar a crise que afecta a nossa economia se deixa "escorregar" um défice dos 2,2% para os 3.9% é porque antes se teve de reduzir de 6.5% para 2.2%, sem isso o que faria Jerónimo de Sousa para lidar com a crise global?

Nacionalizava todo o País e aumentava o défice do Orçamento de Estado de 6.5% para 26.5% não?

É mesmo um caso em que torturar tanto a realidade até ela gritar a ficção dogmaticamente correcta de acordo com a ideologia....não funciona!

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O post foi publicado por Miguel Abrantes no Câmara Corporativa

 

“O ramo da CGTP para os funcionários públicos fez tudo para se opor ao aumento, estabelecido para 2009, de 2,9 por cento nos vencimentos. A Frente Comum não cedeu um milímetro à reivindicação de um aumento de 5,9 por cento. Sabe-se agora que os próprios funcionários da CGTP vão ter de se contentar com acréscimos de vencimentos que não excedem três por cento.

Ter ou não ter de gerir orçamentos, eis a diferença (entre a Ana Avoila da CGTP e a Ana Avoila da Frente Comum).

 

PS — Terão os funcionários da CGTP um sindicato que defenda os seus interesses?”

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Pelo PCP, o deputado Jorge Machado advertiu que os comunistas não se identificam com “as acções e os objectivos do Hamas”, mas “os seus actos não podem servir de justificação para a acção criminosa de Israel”. Tal como fizera Fernando Rosas, do Bloco de Esquerda, também o deputado João Machado criticou os votos do PS, PSD e CDS-PP por “não condenar de forma inequívoca a brutal agressão de Israel”. Já Fernando Rosas apontou outras falhas aos textos do PS, PSD e CDS-PP, advertindo para os riscos da “neutralidade”: “Não há dois beligerantes com iguais responsabilidade. Não há. Há um agressor, o Estado de Israel, e um agredido, que é o povo da Palestina.”

 

PCP e BE dissertam sobre o Médio Oriente na lógica dicotómica dos maus e dos coitados. Será que o Hamas teve uma postura certa, ao bombardear Israel, e Israel, ao ser alvo dos mísseis do Hamas, não tinha nenhuma legitimidade para se defender?

 

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A caminho do emprego, escuto na TSF o líder da FENPROF, Mário Nogueira a apelar a todos os deputados que são professores, que pensem como classe profissional durante o debate sobre o modelo de avaliação de professores, em vez de “obedecerem aos partidos”.
 

Não me contive e em pleno trânsito tive que dar uma sonora gargalhada.

 

Qual foi a última vez que Mário Nogueira colocou os interesses da classe profissional dos professores, acima dos interesses de pura táctica eleitoral e desobedeceu ao PCP?

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