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Europa?

 

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Confesso que me senti ultrapassado pela esquerda ao ver Paulo Portas, personagem que não me merece qualquer simpatia ideológica, apelar à moralização dos salários. Depois ouvi Sócrates apelidar o ímpeto de "inveja social", mas sem deixar de repetir que alguns salários de administradores da banca eram "uma prova de ganância". Tudo do avesso. Algum sentido para a justiça social terá habitado, por breves instantes, o juízo de Paulo Portas, obrigando Sócrates a usar de adjectivos para replicar o que é irreplicável à esquerda do espectro político. Não é sério que se diga que os outros sentem inveja por trás das opções políticas que tomam e deixar incólume o próprio - que não sente inveja nenhuma -, por trás dos epítetos que lança, como a ganância, conceito vazio e estéril para o debate.

A ganância não é prova de nada já que não basta ser ganancioso para se se auferir 460 mil euros anuais, a menos que consideremos seriamente que esse é o valor acrescentado que se imputa ao administrador (se alguma vez tal exercício contabilístico fosse possível). Para se auferir 460 mil euros anuais é preciso gozar de enormes disfunções do mercado, de enorme poder negocial ou mesmo de ausência de qualquer negociação salarial para os casos em que os administradores definem o seu próprio salário sem freios nem peias.

Os salários são sempre uma questão política, e por isso uma questão moral. Se assim não fosse, estaríamos a aceitar uma de duas coisas:

  • O mercado sistematiza a justa distribuição (convém lembrar que não é isso que nós dizemos hoje em dia quando falamos de justiça social, do papel redistribuidor da taxa progressiva ou do salário mínimo);
  • O mercado não sistematiza a justa distribuição, mas preferimos a injustiça do mercado em todas ou algumas circunstâncias por utilidade social ou porque achamos que ela nos conduz à prosperidade (algo que nós sempre aceitámos com algum fatalismo. Aqui varia o grau com que o fazemos e impõe-se a pergunta: Qual a utilidade social de tamanha injustiça? Que prosperidade retiramos dela? ... ).

    A decisão de reduzir esses salários e os instrumentos legais utilizados para o fazer, são, quanto a mim, uma questão de justiça e não de inveja. Se o Primeiro-Ministro entende que não são "moralmente justificáveis", eu só posso inferir que temos o dever moral de os alterar. Acresce que me é indiferente a presença do Estado numa empresa como justificação para nela actuar ao nível da dispersão salarial.

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    Paulo Portas apresentou um e-mail enviado pela directora regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, à presidente do conselho executivo agrupamento de escolas Território Educativo de Coura.  

    No e-mail a que a Lusa teve acesso lê-se: «Sendo certo que muitos docentes não se aceitam o uso dos alunos nesta atitude inaceitável, acompanharemos de muito perto a defesa do bom nome da escola, dos professores, dos alunos e de toda uma população que muito tem orgulhado o nosso país pela  valorização que à escola tem dado».

    A ser verdade é.....constrangedor!

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    Tirando a questão relativa às coligações, onde julgo que poderia ter concretizado mais e ter sido mais directo, Paulo Portas esteve no melhor nível de quem se quer considerar oposição forte. Independentemente de se concordar com as ideias - como sou suspeito, não vou tecer comentários sobre a qualidade das mesmas - é impossível não reconhecer que nesta grande entrevista foram apresentadas as críticas e lançadas de imediato as soluções alternativas.

     

    Não percebo que se considere o CDS como um partido vazio de ideias e sem rumo, quando Portas, tanto no congresso, como na televisão, pautou por evidenciar as qualidades e pontos positivos do Governo, sempre que julgava existirem, ao mesmo que apontava os erros com firmeza e sem faltas de respeito ou demagogias. Somando a isso um trabalho intenso na busca de soluções credíveis e adequadas, parece-me ser possível dizer que esteve num grande nível.

     

    Pena não ter posto logo os pontos nos "is" quanto a Lisboa - faltou ter dito de imediato qual o papel das decisões concelhias na estratégia - e quanto a eventuais acordos pontuais pós-legislativas. Ficou bem explícito que não existirão coligações pré-eleitorais, nem acordos cegos pós eleitorais, mas como o país precisa, e muito, de uma oposição franca na crítica, mas igualmente construtiva, não teria ficado mal apontar algumas áreas e rumos passíveis de serem tomados em concertação.

     

    Seria bom que amanhã também existisse na AR a honestidade política que a proposta de avaliação que vai a votos merece.

     

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    Confesso que entre um fim-de-semana calmo, dedicado ao descanso, em que nem sequer saí de casa e sem sobressaltos desportivos de grande importância, o tempo dedicado ao congresso do PP, acabou por ser mais do que inicialmente esperava.

     

    A primeira impressão com que fiquei foi que ao nível de imagem este Congresso fora bem estudado. Estava perante um mero exercício de retórica para obter algum espaço televisivo e não para assistir a debates. Aliás, as directas no PP, tornaram este Congresso nisso mesmo: comunicação externa e não debate interno. Ao referir-se ao debate interno como “minudências” e a referir a necessidade de dirigir este Congresso aos portugueses, o Paulo passou o atestado de comparência, e não de participação, aos militantes do PP.

     

    Do conteúdo político do mesmo nada de novo…muitas palavras contra os socialistas, muitas frases entoadas em tom de falsete e de firmeza pífia, muita demagogia, enfim nada que não se esperasse do pior dos populismos, que depende destes momentos para sobreviver. Não encontrei melhor frase para descrever a liderança e sobretudo a postura de Paulo Portas, que a proferida por um dos seus amigos1, no caso Filipe Anacoreta Correia, exigindo a “Primavera” pois não bastava “ser uma andorinha mediática”.

     

    Registe-se a contradição que Paulo Portas comete, oscilando entre o homem de Estado e o político cuja sobrevivência depende de ter espaço de manobra, para fazer uma leitura vitoriosa dos resultados de algumas eleições que se aproximam.

     

    Este facto foi por demais evidente neste Congresso.
    O Paulo muitas vezes puxa os galões do tempo em que foi Ministro da Defesa. Puxa naquilo que lhe interessa. Sobre submarinos, 60.000 digitalizações e acordos na base das Lages, nem uma palavra. Sobre a proporcionalidade de Ministros oriundos do PP e escândalos em que os mesmos se viram envolvidos, nem uma palavra.
    Gosta de passar uma imagem de homem de Estado, porque sabe que o seu partido, e nunca a palavra “seu” fez tanto sentido, definha sem o poder. Definha sobretudo à medida que as três letrinhas mágicas, CDS, se vão afastando cada vez mais das outras duas, PP.
    E é essa necessidade de sobreviver, de ser uma muleta, ou uma muletazinha, que o fez pedir aos portugueses, em pleno Congresso, que “castigassem os socialistas” com o seu voto já nas eleições europeias, que considerou “uma primeira volta das legislativas”.
    O sentido de Europa continua a ser o mesmo do passado, pelos lados do Largo do Caldas. As eleições europeias na perspectiva do PP só servem para uns quantos lugares para alguns dos seus militantes. Que entregarão o seu dizimo a um partido ávido de liquidez. Neste aspecto, a visão da Europa que o PP tem é muito semelhante à visão da Europa que o PCP tem. Em simples coisas confirma-se que afinal os extremos tocam-se mesmo.
    Se fossem coerentes…não apresentavam listas. Mas o vil metal fala mais alto…


    Confundir eleições europeias com as legislativas, não só é um insulto para os portugueses, como revela aquilo que os Querubins de Paulo Portas, tentam desesperadamente disfarçar: que o sentido de Estado que Paulo Portas tanto proclama, se resume a lugares, coligações, retórica de frases curtas e uma atroz incoerência.

     

    Estranho numa altura em que, quem ousa criticar a crítica fácil ao Governo de José Sócrates, seja apelidado de Jeová, esquecendo-se estes Querubins de olhar para o interior do seu partido.
    Onde o Paulo é acusado de ter reduzido o CDS-PP ao seu próprio gabinete no Largo do Caldas.
    Onde o debate interno e as críticas provenientes da oposição são classificadas de “minudências”.
    O Paulo foi eleito com 95% dos votos dos militantes, e apresentou a sua própria Proposta de Orientação Política, Económica e Social. As directas no PP, foram castradoras das restantes POPES. De resto Pires de Lima, levantou uma questão, após se ter referido a este tema: “Alguém pensa que o Dr. Paulo Portas vai sair daqui para praticar uma estratégia que não é a sua?”. Claro que não. Isso é treta democrática. E o que se quer é julgamentos sumários. Pena a Celeste Cardona quando era Ministra da Justiça, não se ter lembrado disto…

     

    Os Querubins continuam obstinados a guardar a “sua” árvore da vida.
    Apontam colericamente o dedo a tudo o que vem dos socialistas.
    Apelidam de fundamentalistas e de Jeovás quem ousa defender aquilo que todos decidiram atacar em 2009. É assim a política. São assim as regras do jogo.
    Mas só lhes prevejo voos errantes e de rumo incerto, com as suas frágeis asinhas.
    Aliás Anacoreta Correia depois do Paulo ter avisado que não queria perder tempo com o debate interno do partido, lançou a questão: “Que viemos cá fazer se as propostas estão anunciadas e as medidas adoptadas?”.
    Não obteve resposta ao que parece. Mas eu diria: vieram ver os Querubins a sorrirem candidamente para o seu líder.

     

    1 Escreveria camaradas caso me estivesse a referir a partidos de esquerda, ou companheiros no caso do PSD, mas foi assim que Paulo Portas se referiu sempre aos congressistas, “meus amigos e minhas amigas”.

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    O CDS é cada vez mais um partido que se resume a Paulo Portas.

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    Paulo Portas anda nervoso, confuso. Esta tarde referiu-se "à esquerda" com a mão direita e "à direita" com a mão esquerda. Será que alguém estranhou ou já é visto como uma inevitabilidade que o tempo trará?

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    Uma pequena provocação para o meu grande amigo João Condeixa que amanhã estará no Congresso do PP, ou do CDS, ou do CDS/PP.

    (a partir do 5º minuto fica mais giro....é a parte do Manuel Monteiro)

    os meus agradecimentos ao leitor Miguel Silva

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    “A polémica sobre um discurso de José Sócrates ser leitura recomendada para uma prova escrita de um concurso de promoção de funcionários do Instituto de Emprego e Formação Profissional também foi hoje ao debate quinzenal com o primeiro-ministro, que negou qualquer responsabilidade no assunto. O "trunfo" saiu, contudo, da boca do ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, que mostrou um texto do mesmo instituto, mas com data de 2003, e que se baseava em documentos do ministro da Segurança Social, Bagão Félix, e do secretário de Estado do Trabalho, Pais Antunes.” In Público

     

    Aguardo que o João Maria Condeixa, que mostrou a sua indignação aqui, comente. E termino citando-o “Bem sei que temos poucos escritores de qualidade em Portugal e que Padre António Vieira perto do nosso Primeiro só lança sermões entediantes, mas um pouco mais de vergonha na cara talvez não fosse mal pensado.”

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    ...que repete vezes sem conta a ladainha contra a "maioria absoluta de um só partido"?

    O problema não é a maioria absoluta, é ser de um só partido!

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    Via Blasfémias - obrigado Gabriel - consegui chegar ao vídeo da entrevista de Paulo Portas à TVI onde são completamente desmontados os argumentos de Vítor Constâncio. Se o debate na AR tinha sido um bom aquecimento, nesta entrevista Portas tinha tudo estudado, bem articulado, como se deve pedir à oposição.

     

    Mas as pessoas estão fartas da política. E porquê? Porque não obstante todo o esforço e dissecação de argumentos, não se sentiu repercussão e consequências devidas, nem sequer um mínimo pudor de reacção de Constâncio, pelo que cada vez mais existem pessoas a pensar política apenas uma "vez por ano" na altura do voto e é quando votam!

     

    Enquanto isto, Constâncio aparece refasteladamente acima de qualquer crítica, numa postura de quase intocável!

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    Paulo Portas esteve ontem a inquirir insistentemente Vítor Constâncio sobre o relatório da Deloite que, em 2003, já alertava para a existência de irregularidades no BPN. O Banco de Portugal conhecia o relatório e nada fez, diz Paulo Portas. Tem razão. Mas não contou a história toda. Em rigor deveria ter dito que, cumprindo a lei, a Deloite entregou uma cópia ao Banco de Portugal e outra seguiu para o ministério das Finanças. Em 2003, a responsável pela pasta dava pelo nome de Manuela Ferreira Leite. O número dois do Governo dava pelo nome de Paulo Portas. Há momentos em que mais vale a pena estar calado, não vá notar-se que tanta insistência na inoperância do polícia esconde uma notória condescendência pela forma criminosa como os gestores e accionistas do BPN levaram este banco à falência.- via Arrastão 

    Imagino a preocupação de Portas. A sua exaltação é sinónimo de preocupação. De pouco lhe vale tentar varrer para de baixo do tapete. Há muita poeira, senhor deputado! 

     

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    Leio as notícias, ao final da noite, facto que já não é encarado com a felicidade de antigamente, mas como mera obrigação. Aproveitei e passei pelo site do CDS, uma obra prima de comunicação, fruto do trabalho da secretaria-geral do meu conterrâneo João Almeida. A imagem está bonita, o azul clarinho encaixa na perfeição com as camisas de Paulo Portas e o amarelo é chutado para canto, talvez por ter saído de moda desde o Verão passado. Eu compreendo os consultores do CDS, dar uma imagem mais clean a um partido que foge do liberalismo e volta ao velho conservadorismo, deixar cair o PP de Monteiro e voltar a falar em democracia-cristã, puxando ao centro quando dá jeito, à direita quando interessa e ao liberalismo de pouco em pouco. Verdadeiro liberalismo? Nem por isso, apenas o económico.

     

    O site do CDS demonstra o regresso do partido aos velhos tempos do sensacionalismo de ocasião. As duas notícias em destaque são sobre segurança, uma relativa aos imigrantes portugueses na Venezuela e outra sobre a reforma das Forças Armadas. No destaque, do lado esquerdo, fala-se de um "Plano-Choque Segurança". Toda a restante informação, na primeira página, vulgo index, é relativa à estrutura interna do partido, que ao que consta, parece estar a definhar.

     

    No parlamento, Paulo Portas não consegue fazer frente a Sócrates e muito menos aproveita a inexistência política de Manuela Ferreira Leite. Já no campo interno parece, repito, não existir. Fala-se que Martim Borges de Freitas pode avançar contra Portas, mas onde estão as tropas? Viu-se em Setúbal. Fugiram e abandonaram o partido.

     

    Em 2009 ocorrem três importantes eleições. Umas autárquicas onde o CDS não consegue ambicionar ganhar qualquer Câmara Municipal, umas europeias para onde ainda não existe um rosto e mais preocupante que isso não existem também ideias e umas legislativas que não auguram nada de bom. Mas e as sondagens? Essas conseguem ser piores do que as meras constatações políticas. O regresso ao táxi parece estar para breve.

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    O ainda líder do CDS/PP defendeu em Angra do Heroísmo o julgamento imediato dos delitos em flagrante, a retirada do rendimento social de inserção a quem cometa crimes e o repatriamento de imigrantes que cometam actos ilícitos.

    Nada mais populista, nada mais fácil de ser assimilado como positivo por uma população assustada pelo mediatismo e pelo aumento de violência dos crimes,nada mais oportunista.Esta proposta é proferida em conversas de café, de autocarro ou metro, nos locais de trabalho e de estudo, vamos lá castigar estes imigrantes mal comportados!

    Se Berlusconi o faz porque é que não o poderemos fazer cá?

    Não o podemos fazer porque somos mesmo diferentes, suficientemente tolerantes, honestamente pouco agressivos, placidamente acomodados e sinceramente afectados por uma compaixão latina que equilibra felizmente alguma irascibilidade e vicio de critica e auto-destruição.Penso eu...

    Paulo Portas vive a politica, da politica e na politica, como se fosse imperador na Roma Antiga ofertando sacrifícios aos deuses e poupando a vida de gladiadores, escravos e cristãos no Coliseu ao sabor do humor ou conveniência das massas.

    Exige-se muito mais a um politico, exige-se imensamente mais a um governante, graças a Deus por isso!

    Um partido politico com a importância histórica e o passado do CDS não pode ser enxovalhado por esta pseudo-real politik prêt-à-porter e por discursos self-service que diminuem o partido cada vez mais raiando já o nível da insignificância social e politica!

    Que Paulo Portas se mantenha longe do poder por muitos e longos anos...

     

    Adenda: hoje Paulo Portas abre o ano politico com explicações sobre mais esta travessura...o sinal da incrível falta de alternativas é a passividade com que estas coisas são aceites.Dizem-me que é devido à "pequenez" do partido, penso que não, antes pelo contrário, é mesmo devido à falta de escolhas, à desmotivação e ao desencanto.

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    Um património tentador que tem em Albufeira a sua mais acesa disputa, após o seu parque desportivo, ter sido «expropriado no último dia do governo de gestão» de Santana Lopes, por um despacho do secretário de Estado do Ambiente, a 11 de Março de 2005.

    A polémica em Albufeira arrasta-se desde o anterior presidente, Eduardo Graça, que «defendeu muito bem os interesses» da instituição, «e nós também não alterámos a orientação», diz Alarcão Troni.

    Trata-se de um dossiê com três problemas diferentes: o campo de futebol, num terreno de 1,2 hectares, no «local mais nobre de Albufeira e com vista deslumbrante sobre a Praia dos Pescadores e o Atlântico, de valor enorme e incalculável», e alvo de expropriação por parte do município e da Sociedade Polis de Albufeira.

     

    A direcção do Inatel entregou o dossiê à Procuradoria-Geral da República, «para saber se o processo da expropriação foi transparente e legal, um problema que está nas mãos do procurador-geral», estando o processo também no Tribunal da Relação de Évora, onde o Inatel exige uma indemnização «a preços do mercado, como qualquer proprietário privado e, não aos preços de confisco», sublinha Alarcão Troni

     

    O objectivo da declaração de utilidade pública era a construção pela câmara local de um silo-auto com uma área comercial anexa, a ser construída por um operador privado.

    O Inatel «sempre contestou a expropriação, porque nem a câmara nem o Ministério do Ambiente admitiram que o Inatel pudesse infra-estruturar o terreno e, consequentemente construir e explorar o silo-auto e a área comercial».

     

    O presidente cessante considera «uma incongruência, porque todos os governos de todas cores pedem ao Inatel auto-financiamento, que não pese no bolso do contribuinte», havendo «um despacho avestruzo de 25ª hora, que faz uma expropriação do Estado ao Estado, em benefício de um projecto imobiliário de um investidor privado».

     Para Santana e para Portas, cada tiro, cada melro...

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    Um filme com este nome, realizado por Oliver Hirchbiegel e marcado por um fabuloso desempenho de Bruno Ganz no papel do protagonista, retrata os últimos dias de um louco, de um ditador, de um criminoso, Adolf Hitler.

    É um excelente filme alemão, o mais caro de sempre, um documentário muito interessante dos últimos 12 dias de um pesadelo para todo o planeta, num registo muito próximo e muito pessoal dos últimos momentos vividos dentro do bunker do Fuhrer em Berlim.

    Por comparação gostaria de destacar, apenas e tão somente, o sentimento de alienação, de alheamento da realidade, a alucinação irresponsável que esse filme retrata, o cansaço, a desilusão, a descrença, a mais completa e absoluta falta de esperança, a total rendição física e mental perante a realidade e posteriormente a fuga dessa mesma realidade...é este registo, é este sentimento, é este vazio, é este triste fado que condena muitos dos que acompanham Paulo Portas.

    É um fardo pesadoque se sente, que se vê, que se ouve, basta estar atento.

    Muito boa gente partiu para uma cruzada com o ex-director do Independente e ex-ministro da Defesa e do Mar, hoje são uma pálida imagem da força e da energia que partiu de Messina em direcção à Terra Prometida.

    Quero deixar bem claro que APENAS estou a comparar estas características que realcei no filme com o ainda líder do ainda partido politico CDS/PP, Paulo Portas não é um ditador, também foi eleito, Paulo Portas não é nenhum criminoso, parece que as investigações congelaram, Paulo Portas não é louco, se fosse muitos estariam já a abandonar o barco...

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    Não se vislumbra fim à vista nesta época de protestos atiçada pela escalada dos preços dos combustíveis. Depois dos pescadores e dos camionistas, os próximos poderão ser os agricultores, a partir de meados da próxima semana. Daqui a um mês, os taxistas prometem tomar o palco.

    Em todos os casos, a queixa é a mesma: o aumento dos custos de produção devido ao preço dos combustíveis. Assim como é comum o apelo à ajuda do Governo. Já hoje, são os agricultores que começam a movimentar-se. Em Coimbra, aonde se deslocará o primeiro-ministro, dirigentes da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) entregarão um "caderno de reivindicações" a Sócrates.

     

    A agenda começa a ficar a ficar sobrecarregada, vou já avisando, se hoje à noite não ganhar o Euromilhões e se não tiver dentro de 10 dias a garantia, por escrito, de que o SCP será tri-campeão a cada 4 anos (sou magnânimo de facto) irei bloquear com alguns amigos não sindicalizados a rotunda do Marquês do Pombal em Lisboa (tem uns cafés porreiros ao pé, umas lojas porreiras e é mesmo ao lado do Metro, o que dá sempre jeito).

    Outras reivindicações: um jantar com a Mónica Belluci no Gemelli, um carregamento de Kalkitos, a reposição em prime time na RTP da versão original do Tom Sawyer e do Era uma vez o Espaço.Aceito parcerias com outros grupos de interesse...

     

     

    Adenda: estou a brincar obviamente, para mais informações sobre bloqueios aconselho os interessados a dirigirem-se, na cidade de Lisboa, ao Largo do Caldas,à Rua Vitor Córdon,à Rua Soeiro Pereira Gomes ou à Avenida Almirante Reis.  

     

    Ler um texto muito bom sobre a Saúde da Democracia (que me parece depender quase sempre da qualidade dos politicos, que por sua vez são aqueles...que o povo elege!)

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    Paulo Portas foi inteligente ao apresentar a moção censura, numa altura em que o PSD tem o seu presidente de bancada demissionário e em que a Presidente Manuela Ferreira Leite vai adiando, parece que agora só para depois do congresso, a eleição do novo líder de bancada. Demonstrando a falta de rumo, de projecto e de rostos do PSD.

     

    O PSD é agora um partido, verdadeiramente partido, em três. Manuela Ferreira Leite vai perder votos à direita e sabe disso. Se o PSD não quer perder ainda mais deputados, terá que se preocupar mais em roubar espaço a Portas, do que tentar fazer frente a José Sócrates. 

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    Uma prenda minha, um livro, para estes dois politicos portugueses

                                          

    The Best Book on the Market: How to Stop Worrying and Love the Free Economy

     

    Na ressaca das directas do PPD poder-se-ía dizer que a figura politica da semana seria Manuela Ferreira Leite...não, muito morna e sem chama, parecia Telmo Correia num Congresso do PP em que chegou sem muita vontade de ser candidato e saiu derrotado!

    A diferença é que Manuela ganhou!

    As figuras da semana são Paulo "se algum amigo meu for para o Governo deixo de lhe falar" Portas e Manuel Alegre.

    Ambos provaram um ponto de vista esta semana, o primeiro provou que já não conta para nada, o outro provou que fará o que for preciso para que contem com ele. 

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    "Numa altura em que o PSD está no estado de todos conhecido, pode parecer estranho o facto de ninguém falar do CDS. De facto, no momento em que a liderança do PSD se recusa a ser vista como a de um partido de direita o CDS decide também embarcar para essa terra prometida que parece ser a esquerda. Desde a proposta meio soviética de pôr o Estado a controlar a forma como as empresas formam os preços, passando pelo apoio às manifestações dos sindicatos e pela maneira envergonhada que (não) fala da necessidade de uma mudança radical na legislação laboral (acabo de ver uma actuação confrangedora de Telmo Correia na Sic N), o CDS demitiu-se de ser um partido de direita e com propostas de direita e voltou a ser o partido dos tiques populistas e das graçolas de Paulo Portas."

    (...)

    "Paulo Portas é como aqueles actores que perderam a inspiração e que ainda não perceberam que não só estão a ter uma péssima actuação como estão a estragar a cena aos outros actores."

     

    Pedro Marques Lopes, blog Atlântico

     

    Não sei se o PML é militante do CDS, mas presumo que pelo menos seja de direita. O que diz sobre Paulo Portas não é novo, mas a verdade é que existe uma crise geracional na direita portuguesa. A primeira geração pós-25 de Abril, de históricos como Lucas Pires, Adriano Moreira e Freitas do Amaral, já saiu de cena e a geração que hoje toma conta do CDS, vive na costante bajulação da liderança de Paulo Portas, que há dez anos que faz o mesmo discurso, abana as mesmas bandeiras e usa do mesmo populismo, sem nunca se ter conseguido tornar uma verdadeira alternativa ao PSD e pior do que isso, tendo servido de muleta ao governo de Santana Lopes e de na liderança de Portas, o CDS ter vivido vários escândalos, a título de exemplo: casino de Lisboa, caso Portucale, submarinos e fotocópias.

     

    Se Paulo Portas quer salvar o CDS, só tem uma hipótese: dar voz a uma nova geração do partido. Uma nova geração que abandone o populismo, as manifestações dos ex-combatentes, os beijinhos nas feiras, as acções de campanha na Feira do Cavalo da Golegã e todos os outros populismos a que o CDS de Portas nos tem habituado. Espero que a curto prazo, jovens quadros do CDS como os nossos colegas de blog João Almeida, João Maria Condeixa, Luís Pedro Mota Soares e Diogo Beldford Henriques, assumam mais protagonismo no partido e comecem a ser os seus novos rostos. A salvação do CDS só pode ser a renovação.

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    No seguimento do excelente texto do João Gomes sobre o CDS gostaria apenas de sublinhar algumas questões que me parecem relevantes.

    O PSD está pior do que alguma vez esteve, mesmo na travessia do deserto briosamente enfrentada por Fernando Nogueira após a saida de Cavaco Silva sem ir a votos.

    Dada a percentagem de penetração do PS no eleitorado de centro-esquerda e centro-direita,o PSD encontrando-se entre a espada e a parede escolheu, para já, o Hara-Kiri.

    Ora este facto "abria" ao CDS uma janela de oportunidade única para capitalizar votos e apoios à direita, mas não só (veja-se o exemplo do PP de Rajoy no ciclo pós Aznar ou da CDU de Angela Merkel num contexto nada fácil de coligação com o SPD), uma ocasião impar para marcar a agenda da direita portuguesa e mesmo do debate politico em Portugal, redefinindo a charneira do debate politico nacional para uma barreira entre o PS e o CDS.

    Obviamente esta era uma excelente oportunidade de atrair o eleitorado tradicional do PSD mais à direita, aproveitando a total indefinição ideológica e programática, desgovernada mesmo, do maior Partido da oposição.

    E o que faz o CDS?

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    Rui Tavares
    Spectrum
    Vias de facto
    Vou ali e já venho (André Costa)
    Vozes de Burros

    Direita

    31 da Armada
    4R – Quarta República
    A Arte da Fuga
    A Douta Ignorância
    A Origem das Espécies (Francisco José Viegas)
    Abrupto (José Pacheco Pereira)
    Albergue Espanhol
    Alunos do Liberalismo
    Blasfémias
    Causa Monárquica (Rui Monteiro)
    Clube das Repúblicas Mortas (Henrique Raposo)
    Corta-fitas
    Delito de Opinião
    Era uma vez na América
    Estado Sentido
    Geração Rasca
    Herdeiro de Aécio
    Macroscópio
    Menino Rabino (Marco Moreira)
    Mercado de Limões (Tiago Tavares)
    Minoria Ruidosa (Miguel Vaz)
    O Cachimbo de Magritte
    O Diplomata (Alexandre Guerra)
    O Insurgente
    Ordem Natural (Rui Botelho Rodrigues)
    Palavrossavrvs Rex (Joaquim Carlos Santos)
    Portugal Contemporâneo
    Portugal dos Pequeninos
    Psicolaranja
    República do Caústico (João Maria Condeixa)
    Rua da Judiaria
    Suction with Valcheck
    União de Facto

    Outros

    A Baixa do Porto (Tiago Azevedo Fernandes)
    A Cidade Deprimente
    A Cidade Supreendente
    A Terceira Noite
    Clube dos Pensadores (Joaquim Jorge)
    De Rerum Natura
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    Horas Extraordinárias (Maria do Rosário Pedreira)
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    O Diplomata
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