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Rebeldes líbios pedem continuidade de apoio da NATO

 

Para quem pensava que o papel da NATO devia ter terminado após a queda do Muro e o fim do Pacto de Varsóvia, além da intervenção nos Balcãs, esta operação na Líbia demonstra como a Organização do Tratado do Atlântico Norte tem toda a validade e pertinência na actualidade.

 

A presença da NATO na Líbia foi decisiva para a queda do ditador e será determinante para o futuro do país, assim haja interesse em erguer um Estado forte e estável. 

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Fui ontem à manif do PCP Anti-NATO na esperança de ganhar um World Press Photo Award baseado naquela ideia de Robert Capa "if a picture is not good enough, you weren't close enough", o que demonstra muito da minha qualidade enquanto fotógrafo que vive à espera que lhe apareça um morteiro à frente da objectiva, já que não tem técnica para mais. Mas não tive essa sorte.

 

Portugal não é capaz de atrair investimento estrangeiro, nem arruaceiros de outras paragens - simplesmente não há quem nos ligue! - pelo que me vi obrigado a fotografar a escassa "prata da casa": quase vinte e dois anarquistas e meio que não se pouparam em trajes e pinturas, mas que, alérgicos a bastonadas na espinha, jamais tentaram a "desobediência civil" que treinam nus diariamente frente ao espelho à saída do banho. Uns meninos, portanto, que hipotecaram o meu prémio.

 

E o pior é que para além deles não havia mais ninguém. Tirando aquela malta de esquerda que parecendo os marchantes de Santo António em dia de ensaio geral, se manifestavam contra tudo e contra todos usando a NATO como artificio. Havia-os para todos os gostos: manifestantes contra touradas que a NATO patrocina, seres estéricos que, avenida acima, avenida abaixo, culpabilizavam a NATO pela cauda cor-de-rosa que lhes saía das calças, mulheres contra o tráfico de outras mulheres, que como é sabido, mundialmente, é culpa directa da NATO. E sindicatos, muitos sindicatos da CGTP, que apelavam à greve geral, presumo eu, contra a NATO, essa instituição capitalista de má índole e mais-não-sei-o-quê que a constituição não permite.

 

E todos eles gritavam palavras de ordem com imenso sentido. Provas? Deixo-vos a fotografia lá em cima. Todos nós sabemos que se não fosse pela guerra, o Sul de Portugal, nomeadamente o Algarve, tinha todas as condições para o Turismo. Valha-nos sindicatos destes que não dormem um segundo que seja e que lutam tanto por nós! Um dia Albufeira viverá em paz, reerguer-se-á dos escombros e os portugueses poderão vendê-la aos ingleses.

 

Depois de ontem fiquei com a certeza que há figurantes profissionais que vão ao programa do Goucha e depois há estes.

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Anteontem na Baixa o ambiente era estranho. Gente por todo o lado. A esmagadora maioria jovens. Novos, muito novos. Enchiam as esplanadas, os passeios, as soleiras das portas dos prédios. O ambiente em pesado. O clima não ajudava. Malabaristas aqui e acolá. Cheiro a erva no ar.

 

Ao fundo começam a rufar tambores. O ruído vai aumentando à medida que se aproxima. Ouvem-se palavras de ordem ao megafone. Surge uma amálgama de malta andrajosa. O circo desceu à cidade.

 

A NATO para esta gente representa tudo o que vai mal no mundo. Ainda que muitos deles tão pouco saibam porquê. Para os agitadores e doutrinados significa o capitalismo desenfreado; a exploração das sociedades; o homem, lobo do homem; um anacronismo histórico; o militarismo; a guerra; o Afeganistão.

 

Aqueles manifestantes estavam ali por causa da NATO todavia não pelos motivos que pensam. Estavam ali porque o seu escudo protector permitiu o investimento financeiro europeu no Estado Social em detrimento da defesa e consequentemente terem um melhor nível de vida que os seus pais e avós que lhes permite terem disponibilidade económica e de tempo para ajuntamentos pífios; porque a NATO representa a vitória dos direitos, liberdades e garantias sobre o totalitarismo vermelho; porque a NATO permitiu que vingasse um projecto europeu sendo este um espaço de liberdade de expressão, de consciência e de manifestação. Estavam ali porque a NATO existiu e existe, adaptada aos novos tipos de ameaças.

 

Infelizmente a memória é curta e a ignorância pueril, enorme.

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Por estes dias a rapaziada do Bloco de Esquerda deve andar num excitex total. Não é todos os dias que à cadeira de "Desobediência Civil", leccionada anualmente nos encontros bloquistas, se faz uma visita de estudo. E sexta-feira promete.

 

Já os consigo ver no autocarro a caminho da Expo com Fernando Rosas na cadeira da frente no papel de professor liberal que, querendo disfarçar os brancos e cachimbo ultrapassado, fala com bués 'tás a ver? e só fica contente quando os putos lhe cobiçam o intelecto e dizem que o Stôr é um bacano! Ao lado, o Director da escola, Francisco Louçã, que só atura estas parvoíces para poder manter o lugar que tanto lhe custou em alcançar, é considerado pelos alunos o "Guevara" dos cotas, enquanto que para os colegas é mais um prick dos grandes. Sonha um dia poder ser o candidato presidencial da esquerda e atingir o escalão máximo, para depois se reformar e escrever um livro sobre a revolução que nunca fez, nem quis fazer. Lá atrás, mesmo na última fila, o repetente da turma, o rufia de serviço, Daniel Oliveira, vai chamando as miúdas para verem o que é uma ganza que roubou ao irmão mais velho, na esperança de com elas se afiambrar a seguir.

 

O fumo lá dentro vai alto e o humor crescente. No chão rebolam cocktails molotov feitos de mijo de gato, qu'isto de meter gasolina pode ser perigoso. "Ainda uma merda daquelas explode e magoa alguém e isso a malta não quer, man!" O calor aperta qu'isto de trazer ao pescoço, ainda que no Inverno, um Keffiyeh - ou lá como é que se chama aquela cena que o cota Arafat usava - não é fácil. "Mas a Palestina deve ser defendida e temos que lá injectar dinheiro com a compra destas cenas. Só a minha mãe tem 3 comprados por mim que usa com a mala Chanel comprada por ela", diz o benjamim do grupo sem perceber qual dos dois produtos contribuíra mais para o malfadado capitalismo.

 

E é esta rapaziada que gosta de brincar aos revolucionários que também irá aparecer na Cimeira. Tudo porque a NATO é ultra-liberal. E pouco mais sobre Defesa - " que também serve para promover a paz" - ou sobre segurança - "cujos agentes deviam andar desarmados" - ouvimos das suas bocas.

 

Também publicado na República do Cáustico

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 Defence secretary Bob Ainsworth today suggested that the UK's role in Afghanistan could be scaled down over the next 12 months, as the death toll passed the 200 mark.

 

Mr Ainsworth said that reaching the sad milestone, after the 200th and 201st soldiers lost their lives yesterday, was "grim".
Mau sinal para o Ocidente quando o país europeu com maior presença militar no Afeganistão, o Reino Unido, mostra intenção de abrandar o seu empenhamento neste teatro de operações. Durante anos foram as tropas do Reino Unido o unico esforço sério de um país europeu na frente de combate. Quando outros como os franceses e alemães estavam limitados ás bases e a funções de policiamento, foram as forças armadas dos Reino Unido que combatiam e tombavam em sitios de alto risco como Helmand.
Qual a credibilidade da NATO se estes retrairem o seu dispositivo? A Europa não podia ter deixado o esforço da guerra nas costas isoldadas o Reino Unido. Se estes retirarem que os substitui? Definitivamente, a Europa não quer empenhar-se militarmente.
Talvez no futuro, a guerra vá ter com a Europa...E aí não haverá desculpas

 

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O dinamarquês Anders Fogh Rasmussen é, desde este sábado, o novo secretário-geral da NATO em substituição do holandês Jaap de Hoop Scheffer, que na quinta-feira deixou o cargo após cinco anos e meio de mandato.

 

Num momento decisivo para a NATO, em especial pelo papel que assume no Afeganistão, Fogh Rasmussen tem um duro teste dentro de dias, com as presidenciais afegãs de 20 de Agosto.

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Conforme se referiu, aqui há umas semanas, o Primeiro-Ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, vai ser o próximo Secretário-Geral da NATO.

 

Se em termos internos dinamarqueses importa verificar se a direita resiste, no Governo, à saída do homem que derrotou a forte esquerda dinamarquesa, Rasmussen terá pela frente desafios bastante complexos na NATO. Desde a reestruturação interna, com a reformulação e adaptação da política da Organização no século XXI, às relações com a Rússia, sem esquecer a espinhosa missão no Afeganistão.

 

O governante dinamarquês assume os comandos da NATO em Julho e um mês depois, em Agosto, terá o seu primeiro e árduo teste, com as eleições afegãs. Veremos como se sai, um dos políticos europeus mais experientes e creditados pelos seus pares. (Publicado no Palavra Aberta)

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Um dia o britânico Lord Ismay, o primeiro Secretário-geral da NATO, considerou dever ser o seu papel manter os russos fora, os americanos dentro e os alemães em baixo. Aos 60 anos, e longe de meter os papéis para a reforma, o novo rumo deve ser revisto: ganhar o PakAf, manter os americanos dentro e os russos em baixo. Se assim for, a reforma será dourada.

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Caro Filipe,

 

Já que se refere a França, e apesar de considerar que Sarkozy tem feito um mandato pobre e com uma condução política sem sentido, a sua governação tem sido um ziguezague constante, eis dois pontos positivos do actual poder francês.

O primeiro, simbólico e bastante material, o regresso da França ao núcleo duro da NATO. Este é um assunto a que certamente voltaremos a debater em breve, mas é, sem dúvida, uma boa e significativa marca.

O debate parlamentar de terça-feira, do Primeiro-Ministro, François Fillon, tanto com os gaulistas de direita, saudosos do RPR, como com os gaulistas de esquerda, representados pelo socialismo retrógrado que infelizmente ainda domina o PSF, foi um momento com alguma comédia e drama, entre quem quer lançar a França para o futuro e quem gosta de mitos do passado e não responde ao presente.  

O outro, e não menos relevante em termos de segurança e coesão social, o da criação de grupos especiais da Polícia para lidar com a delinquência urbana.

Após muitas promessas, três anos depois do "terramoto urbano" começam a aparecer propostas e intervenções, que tanto devem ser de polícia, quando isso requer, como social, que deve ser contínua. 

Parece haver, finalmente, uma estratégia urbana, que bem merece a atenção de outros países, como Portugal, pelas medidas que vão ser implementadas e pelos resultados que a acção vai gerar. 

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Barack Obama lá teria as suas razões para apostar numa equipa com muita experiência. Com a actual conjuntura mundial seria muito perigoso para os EUA e para o Ocidente a escolha de um conjunto de personalidades que fizessem a sua aprendizagem on job.

 

O ataque terrorista a Bombaim e agora os ataques ás linhas de apoio logístico da Nato no Paquistão vêm mostrar que o futuro da guerra ao terror passa em muito pelo Paquistão.

 

A sua desagregação enquanto Estado não é boa para ninguém, nem para os EUA, nem para o Afeganistão, nem para a própria India, que só tem a ganhar em ter interlocutores fortes e previsiveis no Paquistão.

 

O futuro do sub-continente indiano e mesmo de toda a Asia Central está neste momento em jogo.

 

A bola está nas mãos de Barack Obama e da sua Administração.

 

ps: O Paquistão é uma potência nuclear

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A estratégia da Rússia

 

aqui tinhamos abordado a possibilidade de existirem ganhos geopolíticos para a Rússia no seu negócio com a Islândia.

 

Neste artigo de opinião para o Correio da Manhã, o General Loureiro dos Santos mostra-se também preocupado, não só com a posição da Russia face á questão da Islândia em particular, mas acima de tudo com a possibilidade de uma utilização estratégica da sua liquidez financeira.

 

Esta é uma altura de fragilidade quase absoluta para muitos estados, que se vêm abandonados pelos seus parceiros. Tanto a economia americana, como as europeias estão demasiado ocupadas a cuidar da sua vida e dos seus problemas para poderem acudir a aliados em posição sensível.

 

Moscovo pode querer aproveitar esta situação para afrouxar o cerco estratégico da NATO (vide reaproximação à Ucrânia) mas também para ela lançar o seu próprio cerco ao Ocidente (Islândia, Venezuela).

 

Um novo desenho geopolítico não se faz de uma dia para a noite, e a Rússia não dispõe (ainda) de recursos para ser um actor global, mas com a alta das matérias primas, e com a debilidade financeira e económica que se vive a Ocidente, algumas oportunidades se podem abrir e não creio que a Rússia as vá desperdiçar.

 

Capacidade ainda não existe, mas a Vontade está lá toda.

 

O Urso está dormente mas não está morto...

 

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El presidente ruso, Dmitri Medvédev, ha propuesto hoy la creación de un nuevo pacto de seguridad en Europa que sustituya a la OTAN y que prohíba expresamente el uso de la fuerza. Además, propone que ese nuevo instrumento deje claro que ningún Estado tiene el monopolio de la seguridad, en clara referencia a EE UU y su escudo antimisiles.

ha tenido palabras de elogio para el papel de Europa en el reciente conflicto en Georgia, donde Rusia intervino militarmente en defensa de las regiones separatistas georgianas de Osetia del Sur y Abjazia. Medvédev ha dicho que la UE se mostró como un socio "pragmático y responsable" en el conflicto.

 

O prometido foi cumprido. Moscovo anunciara, na sede da NATO, antes do Verão, que no início do Outono apresentaria uma proposta de defesa da Europa.

O pouco esperado, ou nem tanto, conflito no Cáucaso podia fazer tremer o cumprimento do calendário, mas os russos não falharam.

Todavia, a proposta de Medvedev, de procurar excluir a NATO de qualquer plano de defesa europeu, não tem o mínimo sentido. E o Presidente russo, melhor do que ninguém, sabe isso.

Interessante, por outro lado, a leitura eslava, quanto à posição da UE no conflito do Cáucaso.

É evidente que destas palavras pouco se extrai, em termos de efectivação de algo, mas, pelo menos, e considero eu: mais relevante, fica patente que as ligações entre UE e Rússia não estão tão distantes como se podia pensar. O que é um bom sinal.

Este encontro decorreu poucas horas depois do debate presidencial norte-americano, em que Obama e McCain transpiram uma posição pouco adequada quanto à forma de lidar e relacionar com a Rússia do século XXI.

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Caro Paulo,

 

A propósito do que escreves, neste momento, daria mais destaque e importância ao papel da NATO do que propriamente da UE, ainda à procura de um caminho, indispensável e cada vez mais necessário, de uma política de segurança e defesa comuns.

Reitero o que escrevi, aqui, há pouco mais de quatro meses, e talvez estes dias, pelo que podem fazer sentir nas populações, são mais evidentes quanto à NATO:

Como tem provado ao longo da sua existência, a NATO tem sido um bom garante de segurança, muito em especial na Europa. Não nos devemos esquecer disto. 

O seu fim representaria a exposição a grandes vulnerabilidades e maiores ameaças, sobretudo dos europeus. 

 

Por outro lado, a dúvida suscitada pelo André Azevedo Alves, quanto a futuros alargamentos da Aliança Atlântica, faz sentido.

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O Presidente afegão ameaçou hoje enviar tropas para território paquistanês, a fim de combater os extremistas que usam a região tribal como base recuada para ataques no Afeganistão. Islamabad já avisou que não permitirá qualquer ingerência nos seus assuntos internos.

As relações entre os dois países estão mais tensas do que nunca, com o Governo afegão a acusar o Exército paquistanês de nada fazer para combater os taliban e os membros da Al-Qaeda instalados na região tribal e de permitir a sua entrada no Afeganistão, onde nos últimos meses foram responsáveis por vários ataques contra as forças aliadas.


Isto ainda vai acabar mesmo mal, alguns anos a derreter dinheiro, munições e a contabilizar baixas no Afeganistão, as forças da Nato envolvidas nas operações no terreno não conseguiram restringir a influência dos Taliban, que cresce a olhos vistos, não conseguiram, e pouco tentaram, acabar com a produção de "opiácios", não "apanharam" Bin Laden, estão muito longe de ter os meios humanos e recursos militares para levar a cabo a missão que lhes foi destinada nas montanhas de Bora Bora e em toda a zona fronteiriça com o Paquistão.

O Afeganistão está mais inseguro e não se desenvolveu, defraudando as esperanças do povo antes oprimido pelos estudantes de teologia islâmicos, o Paquistão não anda mais calmo, os extremistas muçulmanos movem-se livremente e ganham adeptos a cada dia que passa, agora estes países decidem promover uma escalada verbal com ameaças de escalada militar.Mesmo a calhar!

Só faltava uma delas ser uma potência nuclear e existir o risco de um considerável arsenal nuclear ficar nas mãos de extremistas muçulmanos ligados à Al Qaeda...oopppsss!

 

 

Adenda: por coincidência Sarkosy prepara uma remodelação profunda nas Forças Armadas, que passa por uma enorme redução de efectivos e uma maior participação e melhor articulação com os contingentes da NATO. Veremos a França em mais teatros de operações além do usual, ou seja, as ex-colónias e territórios onde tenha fortes interesses politicos e económicos?Veremos uma França mais participativa no esforço militar europeu em missões, por exemplo, como o Afeganistão?

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Caro Gabriel,

Deduzo que a leitura de extinguir se refira à NATO.

Como organização criada na Guerra-Fria, é natural que se redefinam os objectivos, até porque estamos numa era mais multipolar do que há 20 anos. E já não há um Pacto de Varsóvia pela frente, mas um variado e complexo conjunto de factores ameaçadores da segurança global, e em especial dos países que fazem parte da NATO. Por isso, a organização deve e tem de ter uma palavra a dizer. Como de certo modo já está a dar no Afeganistão. 

É evidente que esta redefinição de objectivos provoca novas e inesperadas abordagens, em termos de concepção inicial que se tinha do papel da NATO. Com a intervenção num palco distante do Atlântico, como é o caso da missão da ISAF no Afeganistão, tal circunstância já provoca novos horizontes, em termos de objectivos e missões, para a Aliança Atlântica. Já se fala em possíveis adesões de Israel e Austrália à organização.

A Rússia, a longo prazo, já li algures, também devia ser uma possibilidade. Não creio que a médio prazo tal se concretize, nem que várias potências, Rússia e China principalmente, sem esquecer a Índia ou o Paquistão, queiram aderir a uma organização que pode, no entender dos seus responsáveis políticos, limitar as pretensões de cada Estado em termos militares.

Quanto à extinção, esse seria o pior erro, pois o momento requer ainda mais cooperação entre os parceiros atlânticos. Obviamente, não se pode conceber a organização como algo da Guerra-Fria. Mudaram-se os tempos e as prioridades e a NATO não deixa de ter sentido.

Como tem provado ao longo da sua existência, a NATO tem sido um bom garante de segurança, muito em especial na Europa. Não nos devemos esquecer disto. 

O seu fim representaria a exposição a grandes vulnerabilidades e maiores ameaças, sobretudo dos europeus. 

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Esta Cimeira da NATO alcançou, na generalidade, bons resultados, em especial para a Europa:

1) Não se caiu na tentação de afrontar, sem sentido, a Rússia, com os ingressos da Ucrância e da Geórgia;

2) A França, 40 anos depois, regressa à estrutura miliitar na NATO;

3) Os Estados-membros apoiam o escudo anti-mísseis a instalar na República Checa e na Polónia.

Seria difícil alcançar tão bons resultados.

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NATO/Cimeira: Portugal contra alargamento "precipitado" da Aliança à Ucrânia e Geórgia

A tese do presidente norte-americano é sufragada por outros antigos satélites de Moscovo, como as três repúblicas bálticas (Estónia, Letónia e Lituânia), bem como pela Polónia, mas não acolhe a necessária unanimidade dos aliados.

 

Diversos Governos europeus, entre os quais o português, estão a proceder bem, não concordando com a posição norte-americana de querer que Ucrânia e Geórgia sejam membros da NATO, num sinal que é visto por Moscovo como mais uma atitude provocatória ao gigante eslavo. A juntar à pretensão (do meu ponto de vista necessária) da instalação de bases norte-americanas na República Checa e na Polónia - devido à potencial ameaça iraniana.

Lisboa, Madrid, Paris, Berlim, entre outros, sabem que a relação com a Rússia não pode, nem deve, basear-se na lógica de provocação, mas de diálogo e procura de entendimentos, por diversas razões, desde logo pela estabilidade. Algo que Bush, mesmo no final de mandato, não tem em conta.

Percebo a energia com que antigos Estados do Pacto de Varsóvia encaram com entusiasmo a possível adesão ucraniana e georgiana, não tanto pela sua integração na Aliança Atlântica, mas pela afronta à Rússia.

Felizmente, na Europa ocidental, percebe-se que a Rússia tem de ser encarada sem subserviência nem temor, mas com respeito. Goste-se ou não, o gigante eslavo é uma potência mundial com a qual é preferível trabalhar do que isolar.

Para já, desta Cimeira de Bucareste, mais uma precipitação, de integrar três Estados na Aliança, quando bem vistas as coisas, da Albânia, Croácia e Macedónia, só os croatas cumprem condições para aderir. 

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