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O novo programa dos Gato Fedorento, “Esmiúça os Sufrágios”, chegou, deu e venceu.


Com a qualidade do humor do quarteto, nomeadamente da representação de Ricardo Araújo Pereira, e numa cópia do Daily Show de Jon Stewart ao fim de dois programas já são líderes de audiências. Este programa, pensado para a activa época eleitoral que se vive, não vai deixar de servir de tubo de ensaio para um formato a que os portugueses ainda não estavam muito habituados, mas que muitos já seguiam pela SIC Radical e agora na SIC Notícias.


Relativamente à presença dos candidatos nunca tive dúvidas que todos se vão sair bem, José Sócrates e Manuela Ferreira Leite comprovaram-no. O formato é friendly e basta aceitar o convite para se estar a marcar pontos. O perigo é não aceitar o convite.


Mas olhando aos cinco principais candidatos nas eleições legislativas, era Manuela Ferreira Leite quem mais precisava da presença num programa neste formato.


A todos os outros já eram conhecidas as suas facetas mais pessoais e descontraídas. Por exemplo, quem não se recorda de Jerónimo de Sousa a dançar numa festa aquando da sua candidatura presidencial?


Mas só a Manuela Ferreira Leite a maioria dos portugueses não conhecia ou reconhecia o tal lado mais descontraído, um sinal que fosse de sentido de humor. E a presidente do PSD passou por este teste com distinção. Muitos dirão agora “afinal ela tem sentido de humor”. E Manuela Ferreira Leite demonstrou espontaneidade, o que se viu não foi virtual.


A mim não me surpreendeu, pois já tinha tido a oportunidade de conhecer este lado mais pessoal de Manuela Ferreira Leite. E se é verdade que José Sócrates esteve bem, também é que a Presidente do PSD esteve melhor.
 

 

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"Parece que havia quem quisesse fazer uma ligação por terra à Europa que não passasse por Espanha, mas não apresentaram soluções concretas nesse sentido", gracejou Barroso.
Segundo acrescentou, (o TGV) dará ainda "um contributo determinante para a sustentabilidade ambiental do sistema de transportes, através da enorme redução dos custos ambientais, e para o combate à sinistralidade rodoviária".
Durão Barroso, 2004
Dra. Manuela Ferreira Leite, até num romance, como a Jangada de Pedra, José Saramago colocou a Península Ibérica TODA  a separar-se do resto da Europa rumo ao Atlântico.                   
Quer queiramos quer não estamos casados com Espanha e um divórcio desgraçar-nos-ia irremediavelmente!Acha que é com violência conjugal que se resolvem os problemas?
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Manuela Ferreira Leite passeia alegremente pela Madeira, sentindo o doce cheiro de circular nas artérias do poder. É assim que o verniz se quebra e a Verdade vem ao de cima. Percebemos então que para Manuela Ferreira Leite asfixia democrática só no Continente, na Madeira os nativos respiram liberdade de expressão e de opinião. No mesmo sentido o Arquipélago que hoje visita é o paladino nacional da legitimidade democrática, exactamente o mesmo sítio onde Deputados são impedidos de entrar na Casa da Democracia. Imposta parece ser a legitimidade de José Sócrates, mas isso já terá sido um exagero de interpretação dos jornalistas, claro.
Estes dois pontos são conjugados com as inaugurações em período eleitoral. No Continente e feitas por Socialistas são oportunismo, na Madeira e feitas por si, são uma consequência natural da obra feita.

Será a Madeira um mundo paralelo? Achará Manuela Ferreira Leite que passou por um qualquer Buraco Negro e que portanto passeia por uma realidade política diferente? Verdade como tudo isto é ter andando de festa em festa sentada num veículo do Governo Regional. Um mimo esta excursão. Faço votos que não se constipe.

A ler no insuspeito Público.

 

(Também no SIMplex)

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A forma como for resolvida a situação de Manuela Moura Guedes pode ser decisiva para a continuidade de João Maia Abreu e Mário Moura, que podem ser reconduzidos pela Administração da Media Capital, empresa proprietária da TVI, como director e director adjunto, respectivamente. No entanto, caso não seja alcançado um acordo que resolva sem conflito a situação de Manuela Moura Guedes, "a solução poderá mesmo recair sobre uma solução externa à redacção da TVI", assegurou ao DN uma fonte da estação de Queluz. Alguns jornalistas contactados pelo DN asseguram que existem "alternativas internas de qualidade" e os nomes de Júlio Magalhães, Pedro Pinto e José Carlos Castro são os mais referidos.

Num aspecto todos estão de acordo: a Administração deve apresentar uma solução o mais rápido possível havendo mesmo alguma expectativa que a alternativa pode ser apresentada hoje ou amanhã.

Júlio Magalhães, que assegurou ao DN não ter sido convidado para director de Informação, defende que "nesta fase, é preciso que o bom senso e a serenidade voltem à redacção" e, para que isso aconteça, "é importante haver rapidamente uma decisão da administração para acabar com a instabilidade que a Redacção está a viver". Aludindo às várias histórias reveladas aos meios de comunicação social e na blogosfera sobre a vida interna da Redacção, o pivô alertou para a necessidade de as pessoas se acalmarem e pensarem que esta discussão na praça pública é prejudicial para a empresa, "podendo mesmo pôr em causa os postos de trabalho".

 "Há todo um trabalho de onze anos de José Eduardo Moniz, que tornou a TVI líder de audiências, que está a ser posto em causa", afirmou. "É evidente que ao longo dos últimos onze anos aconteceram algumas situações mais desagradáveis, como em qualquer empresa. Mas a grande maioria das pessoas sente-se bem", concluiu.

Na edição de ontem o 24 Horas publicou o testemunho de vários jornalistas da TVI a denunciaram situações em que Manuela Moura Guedes terá tratado com prepotência e arrogância alguns colegas. E ao DN foi relatado um verdadeiro ambiente de guerra sem quartel instalado na Redacção, em que se contam espingardas pró e contra Manuela Moura Guedes. "Até amizades de anos já foram terminadas com um simples sms", confidenciou uma fonte.

Na blogosfera circulam muitas outras histórias. No blogue de Carlos Enes, jornalista que pertence à equipa do Jornal Nacional de 6.ª Feira, o tom dos posts publicados e os episódios relatados mostram o que se vive neste momento na Redacção.E, para além de situações mais recentes, há quem chegue mesmo a lembrar o suicídio de Miguel Ganhão Pereira, alegando que o jornalista não terá aguentado a forma como era tratado e, por isso, pôs termo à vida (mais noticiário nas páginas 2 e 12). - Diário de Noticias

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A chanceler alemã deu indicações para que não fosse autorizada a recolha de imagens no encontro de hoje com a presidente do PSD
Angela Merkel chegou meia hora atrasada à sede da União Democrata-Cristã (CDU, na sigla alemã), em Berlim, onde esta manhã reuniu com Manuela Ferreira Leite.
Segundo informa a Lusa, o gabinete de relações internacionais do CDU impediu também a recolha de imagens durante o encontro, disponibilizando apenas as
fotografias tiradas por um fotógrafo contratado pelo partido alemão
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Manuela Ferreira Leite assinalou que respeita as regras estabelecidas pela CDU alemã, já que
“em primeiro lugar, era importante ter um encontro pessoal com a senhora Merkel e, em segundo lugar, em termos de provas temos as fotografias".
 

A falta de credibilidade e de auto-confiança de Manuela Ferreira Leite é já tanta que até o próprio PSD presume que é preciso fotografias para nós acreditarmos na cabeça de cartaz da Volta da Verdade.

Alguma vez um líder partidário minimamente sério com alguma capacidade e aptidão para o lugar teria de dizer "Acreditem....tenho fotos...a sério!"?!

De mau já bastava a imagem de vassalagem constrangedora da pupila do Sr. Reitor à lider do Bloco Central alemão, manda quem pode, espera quem deve.

 

 

em estéreo aqui

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Já ninguém pode alegar desconhecimento ou mesmo incredulidade, já não é uma suspeita escutada algures ou um temor murmurado por entre os dentes, já nem mesmo de fé se pode falar, Manuela Ferreira Leite e "este" PSD são um embuste politico do tamanho do "buraco" do BPN.

Manuela Ferreira Leite e "este" PSD não produzem, apenas destroiem. Não sabem, apenas desconfiam. Não conseguem e mal tentam. Juntam-se para discutir e a montanha pare um rato. Juntam-se para estudar e o resultado é cómico de tão pífio. Não querem ter metas ou objectivos para não terem que explicar como os alcançar. Não há mais do que um punhado de ideias vagas e genéricas a pedir um cheque em branco, um plano de supostas intenções que procura pela força da CAMPANHA NEGATIVA do PSD, suportada pela ajuda de Cavaco Silva e alavancada em suspeições tão idiotas e irresponsáveis que se sustentam e justificam apenas com "sensações", conquistar o poder.

Justificam as insuficiências próprias dizendo que os programas políticos não são para ler, que não se devem lançar em Agosto por causa do calor e que afinal até ficava muito bem um programa politico numa folha A4! É anedótico...

É desesperante ver como Manuela Ferreira Leite e "este" PSD não se comprometem com nada, excepto com o facto de não subir impostos (também era só o que faltava!) e em NÃO FAZER O TGV (de certeza absoluta!?) nem o novo aeroporto.Mais nada.

"Este" PSD até voltou a ter a linguagem cavaquista e anquilosada, confundindo permanentemente, por exemplo, POLITICAS SOCIAIS com SOLIDARIEDADE. Foi esta a palavra usada por Manuela Ferreira Leite para designar uma das suas duas prioridades,"as politicas económicas...e a solidariedade".

Um partido que trata as politicas sociais como uma despesa pura e simples, que não se decide ou define o que pensa  para o Estado em cada área de actuação e que não sabe o que pretende para o "Estado Social", preferindo a lógica retrograda das "esmolas" e da solidariedade de emergência, é mesmo um partido para o Portugal dos Pequeninos.

Portugal não precisa de esmolas nem de políticos que pedem cheques em branco, precisa de partidos politicos com projectos concretos, com programas claros e objectivos, que revelem o que pensam e o que querem sem margem para dúvidas assim como a forma como o pretendem implementar.Caso contrário o que temos é mesmo uma democracia suspensa em que não se sabe de nada, apenas se vota por votar, para fazer figuração para o regime!

  

Adenda: Parafraseando a Judite de Sousa após a entrevista de ontem gostava também de deixar uma última questão gira mas que me deixa mesmo muito curioso, que avaliação para professores, se alguma, irá propor o PSD?

 

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Colaboração entre Belém e Ferreira Leite assumida em site do PSD

 

A sugestão feita por dirigentes socialistas que assessores de Cavaco Silva participam na elaboração do programa eleitoral do PSD, e que motivou em Belém a suspeita de «escutas» feitas pelo Governo, já era assumida no site de campanha do PSD desde 7 de Agosto.

 

A direcção do PSD desmentiu «categoricamente» esta terça-feira que assessores do Presidente da República tenham colaborado na elaboração do programa eleitoral do partido.
A acusação, inicialmente avançada na edição de 7 de Agosto do Semanário e citada pelo site Política de Verdade, do próprio PSD, foi repetida sábado por José Junqueiro e Vitalino Canas em declarações ao Público, e fez membros da Casa Civil do Presidente suspeitar de uma operação de vigilância do Governo a Belém.
«Como é que os dirigentes do PS sabem o que fazem ou não fazem os assessores do Presidente? Será que estão a ser observados, vigiados? Estamos sob escuta ou há alguém na Presidência a passar informações? Será que Belém está sob vigilância?», declarou um membro da Casa Civil ao Público esta terça-feira.

Mas a colaboração entre assessores de Cavaco e a direcção de Manuela Ferreira Leite já era sugerida antes de sábado passado, num artigo do Semanário, de 7 de Agosto, intitulado «Ferreira Leite faz o programa com Catroga e assessores de Belém».
A teoria era aparentemente aceite pelo próprio PSD, que publicou o artigo no site de campanha Política de Verdade, onde as notícias referentes à polémica em torno das listas de Ferreira Leite são omitidas.

O artigo do Semanário dava conta que «Belém está a apoiar com assessores a elaboração do programa do PSD», indicando a existência de reuniões entre os assessores de Cavaco, Manuela Ferreira Leite e Eduardo Catroga.
A acusação seria repetida a 15 de Agosto pelos dirigentes socialistas José Junqueiro e Vitalino Canas.
«Isso não é verdade», declarou ao Público José Pedro Aguiar Branco, o número dois dos sociais-democratas.
«Tanto quanto sei - e creio que sobre este assunto sei tudo -, não há contributo de ninguém da Presidência».
«O programa do PSD foi feito com base nas contribuições do Fórum Portugal de Verdade, com base nos contributos do Instituto Sá Carneiro e do Gabinete de Estudos do PSD, tudo organismos que não têm assessores» de Cavaco, defendeu.
Esta terça-feira, o primeiro-ministro José Sócrates qualificou a suspeita de que a Presidência da República estaria a ser vigiada como um «disparate de Verão».

 

A notícia está no insuspeito Sol online.
 

Afinal parece que a colaboração entre a Presidência e Manuela Ferreira Leite tem acontecido.
 

Ficámos a saber o que significam os “desmentidos categóricos” dos dirigentes do PSD. Nunca a palavra verdade foi tão vilipendiada.
Ficámos a saber que a cada dia que passa, Cavaco Silva é cada vez menos o Presidente de todos os portugueses, para voltar a ser o político que nunca reagiu bem a ter perdido o poder.

Há quem tenha neste país visão estratégica para o futuro.
No lado oposto, há quem tenha uma visão corporativista, de política da terra queimada, de colocar os interesses nacionais em segundo plano, tudo para alcançar o poder. Cada vez tenho mais a convicção que a esquerda em Portugal, tem a responsabilidade moral e ética de apresentar um candidato que faça Cavaco Silva voltar ao seu papel de comentador, sobre boa e má moeda. A avaliar pelo seu mandato, este não é decididamente o Presidente que Portugal precisa.

Ficámos a saber que três décadas depois da restauração da democracia (uma democracia republicana saliente-se), ainda há quem por trás do anonimato, lance pérfidas suspeitas sobre escutas e vigias. Agitam o fantasma da censura e o estado policial, e nada dizem quando alguém quer suspender a democracia durante 6 meses. E pasme-se, têm eco e destaque de primeira página.
 

Ficámos a saber o quanto anseia por poder este PSD. E que não olha a meios para o atingir. Sou da opinião que estas tácticas são demasiado perigosas para a nossa democracia. E não quero imaginar o que seria deste país, caso os portugueses embarcassem num conjunto de falsidades, ideias ocas, e total ausência de rumo para Portugal, que dá pelo nome de Política de Verdade.

Há quem queira ver este país dirigido pela Manuela Ferreira Leite, pelo Aguiar Branco, pelo Pacheco Pereira, pelo assessor anónimo de Belém e pelo António Preto. Ainda bem que não pensamos todos da mesma forma. E tenho a certeza que a maioria dos portugueses também não quer ver este país tomado de assalto por “políticos” deste calibre.

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Não compreendo as recentes críticas que a Maria Manuela Ferreira Leite tem sido alvo nos últimos dias.


Na comunicação social, na blogosfera, no Twitter, nas redes sociais, o facto político do momento é o saneamento que a líder do PSD tem feito aos seus opositores internos e a escolha para a lista de deputados, com critérios que só podem causar estranheza a quem não acompanhe o percurso político da Maria Manuela.
 

Sejamos directos e objectivos: a Maria Manuela é uma política medíocre. Sempre o foi, e não acredito que dada a idade que tem, possa algum dia vir a mudar. Agora fico pasmado quando muita gente só agora decidiu opinar sobre isto.

 

A Maria Manuela foi Secretária de Estado do Orçamento durante 1 ano (1990-91). Na legislatura seguinte, no segundo mandato de Cavaco Silva, foi Secretária de Estado-Adjunta e do Orçamento, até 1993, altura em que assumiu a pasta da educação.
Se como Secretária de Estado, não teve qualquer papel de relevo para os compêndios da história da democracia portuguesa (minto, deu uma ajuda de grande importância para alimentar o monstro, como afirmou Cadilhe), como Ministra da Educação, ficou célebre a forma autista, autoritária e prepotente como desempenhou o cargo. Isto são factos, e acho muito difícil alguém afirmar o contrário, sem cair numa tentação revisionista da nossa própria história. Cargas policiais a alunos do secundário, asfixia das escolas profissionais, indiferença gritante perante os problemas dos docentes, a escola como instituição em guerra, mais por consequência natural de uma situação insustentável, do que pela estratégia marxista de agitação de massas.
Contributo para uma melhor educação em Portugal? Zero.
A Maria Manuela voltaria a ser Ministra de Estado e das Finanças, no governo de Durão Barroso. Só com alguma comunicação social muito conivente e com a retórica burlesca de Pacheco Pereira, é que a sua actuação catastrófica não é mais vezes citada como estudo de caso daquilo que não se deve fazer. Manuela Ferreira Leite Ministra das Finanças significou maquilhar contas públicas, fazer malabarismos com o défice, venda de créditos fiscais ao Citibank (negócio ruinoso e que estranhamente parece não causar estranheza a tantos comentadores da nossa praça), e sobretudo uma incompetência gritante para travar o aumento da despesa.
 

Ao parece, tem alguma competência académica na área da Economia e das Finanças, a avaliar pelos inúmeros cargos que já ocupou. Mas é por demais evidente que a sua base académica não constitui qualquer mais valia para o seu percurso político. Faz lembrar a retórica eleitoralista que sustentou a eleição de Cavaco Silva Presidente da República. Que iria ser muito útil a sua experiência em termos de economia numa situação de crise. Que os seus conselhos seriam valiosos. Pois são. Está à vista de todos o contributo que tem dado. Diria mais, com esse contributo e um bilhete de metro, eu ando de metro.

 

Não decidi abordar o percurso político de Manuela Ferreira Leite (não aprofundei o seu percurso como deputada, eleita pelo círculo de Lisboa e de Évora, porque ainda é mais cinzento que o restante) por acaso. Serve para demonstrar um padrão. Padrão esse, que se tem revelado muito mais desde que foi eleita líder do PSD.

Este padrão é demonstrativo do carácter político que a Maria Manuela possui e que pode ser descrito pelas seguintes características:

 

- Autoritarismo.
O percurso político da Maria Manuela leva-me a acreditar que esta é a sua forma de governo favorita. Quando decidiu criticar a suposta arrogância de Sócrates, afirmando que se deveria suspender a democracia durante 6 meses para colocar o país em ordem, fugiu-lhe a boca para a verdade. A sua ausência de cultura democrática, a sua sobranceria, os seus ímpetos baseados na gerontocracia, vieram ao de cima. Os seus intérpretes (Pacheco Pereira, Luis Marques Guedes, Aguiar Branco e Paulo Rangel) bem se esforçam para limitar a sua mórbida criatividade ao nível de discurso, mas neste caso, não foram a tempo. Também a forma como geriu o seu terço do aparelho, ao fazer as listas de deputados, demonstrou o quanto despreza a democracia e a pluralidade.

 

- Arrogância.
A táctica do silêncio não foi mais do que uma demonstração cabal do quanto pode ser arrogante. Eu falo quando quero, e como quero. Eu até percebo a estratégica, serôdia e terceiro mundista, típica de quem se acha acima de qualquer mortal, e se julga iluminada. Falhou, porque ninguém quis saber o que dizia. Em questões fundamentais, remeteu-se ao silêncio. Fez declarações públicas, numa estranha coincidência com Cavaco Silva. Quando viu que a táctica do silêncio era um tiro nos pés, teve que se socorrer do aparelho e simpatias que tem na comunicação social. Depois o dilema: estar calada ou fazer declarações inadmissíveis sobre imigrantes ou sobre a sua concepção do que é o casamento?

 

- Incompetência.
O facto de alguém pensar em votar na Maria Manuela para governar Portugal assusta-me. Estamos a falar de uma pessoa que não deu um único contributo positivo enquanto fez parte de soluções governativas. Um único. Apenas alguma simpatia (e óbvia contenção) da minha parte, me levam a classificar o seu percurso como medíocre. Não é. É bem pior que isso.
Alguém no seu juízo é capaz de em consciência afirmar, que quer ver Portugal governado por uma política, que escolhe para o seu grupo parlamentar, o António Preto (o tal que alegadamente terá recebido uma mala com 40 mil euros de um empresário para ajudar na campanha para as distritais de Lisboa…) ou a Helena Lopes da Costa (acusada de 22 crimes de abuso do poder por presumíveis ilegalidades cometidas, enquanto vereadora, na atribuição de casas da Câmara de Lisboa, em 2004 e 2005)?? A Política de Verdade no seu esplendor...
Mais grave ainda, é que não é conhecida nenhuma ideia sua para o futuro do país. Para além dos disparates em que se limitaria a rasgar (que depois prontamente desmentiu), de resto só sobram boçalidades e ideias ocas. Muito mau para a líder do maior partido da oposição. Muito mau sobretudo, numa altura em que Portugal e o mundo estão mergulhados numa profunda crise.

 

O que me causa mais espanto é que ainda há quem tente a todo o custo, vender a ideia de que a Maria Manuela se por alguma remota hipótese fosse eleita, seria diferente. Que não seria autoritária, arrogante e incompetente. Haverá quem queira arriscar hipotecar o futuro optando pelo regresso ao passado?
 

É por tudo isto que eu não compreendo a onda de indignação que a Maria Manuela tem sido alvo nos últimos dias. As recentes escolhas para a lista de deputados, os saneamentos, a ausência de ideias, são o padrão típico da líder do PSD. Não podem causar surpresa a ninguém.

É por tudo isto que tenho a firme convicção que Maria Manuela como Primeira-Ministra? Fujam todos, o último fecha a luz do aeroporto…

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ou dito de outra forma quer ser representante único de uma certa forma de exercer a democracia em Portugal. Como pessoa frontal que é, valha-lhe isso, veio hoje a terreiro dizer que quer proibir o comunismo na Constituição da República Portuguesa, esperando para isso contar com o apoio da direcção de Manuela Ferreira Leite. Parece-me justo. Manuela Ferreira Leite deixou bem claro há meses que também partilha daquela forma de viver a democracia, pelo que o apoio são favas contadasNão percebo o embaraço do PSD, pensei que a reacção fosse fácil e linear.

 

 

(também no DdO)

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A Dra. Manuela Ferreira Leite, acaba de discursar no jantar do PSD e traz-nos mais uma pérola, ao afirmar que Pedro Santana Lopes, é um exemplo da democracia. Valha-nos as cambalhotas. Pelo menos ficamos a saber que os seus setenta anos não lhe impedem de manter uma ginástica direi eu, de competição.

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"Não creio que honestamente alguém possa responder a uma pergunta destas, porque, neste momento, ninguém é capaz de prever qual é que é o cenário macroeconómico de 2009. Com todas as imponderáveis que existem, não é possível, com correcção, dizer-se que medidas é que na altura sejam adequadas para executar a política que nesse momento é necessária."
 

Uma dica, é uma senhora que adora usar pérolas...

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Como sempre e em exclusivo, o Câmara de Comuns, publica em primeira mão, o novo cartaz do PSD.

 


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Dia 6 de Maio o PSD apresenta a sua Lista às Eleições Europeias na "Sala Broadway de um hotel de cinco estrelas, com tanta pompa que a circunstância exigiu a melhor roupa de domingo, os perfumes mais activos, um teleponto à moda de Sócrates e Obama e um filme a relembrar Sá Carneiro. Mas que ninguém se iluda, Manuela Ferreira Leite não gosta de espectáculo. [declarações de Manuela Ferreira Leite] "Esta além de simbólica é uma cerimónia muito simples porque nós não gostamos de espetáculo".

No dia 7 de Maioa primeira edição de um jornal ao qual ainda ninguém pode reconhecer nome ou credibilidade, porque isso surge com o tempo, fala numa loja onde eventualmente o Primeiro-Ministro comprará a sua roupa, descrevendo inclusivamente o modus operandi do estabelecimento.

De um lado está em questão o dinheiro e a prática de um Partido, do outro a vida privada e o património de um Homem, coisa com a qual ninguém têm nada a ver. Quero ver por que ruas andará agora a coerência...

 

(Também no Delito de Opinião)

 

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não perca... o Cánau da Verdadji!

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Se Manuela Ferreira Leite diz que não disse aquilo que disse, e se vários dos seus pacientes intérpretes, dizem que aquilo que ela disse, não era aquilo que se percebeu que disse, porque é que o Pedro Passos Coelho, escreveu isto?
 

Estará o PSD transformado numa enorme torre de Babel?

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A entrevista de Manuela Ferreira Leite a Mário Crespo foi surpreendente. A líder do PSD é conhecida por ter um pensamento muito estruturado, embora por vezes tenha deslizes frásicos que embaraçam. Mas o que se passou ontem não foi um deslize.

 

A pergunta de Mário Crespo é simples, clara e distinta: sente-se mais confortável num governo do Bloco Central ou numa nova AD?

 

A resposta é simples, clara e distinta: "Eu sentir-me-ia confortável com qualquer solução em que eu acredite. Em que eu acredite que a conjugação de esforços e, especialmente, a conjugação de interesses - interesses no sentido do País - são coincidentes. Se perceber que o objectivo país não é propriamente aquele que está no centro das atenções, então com dificuldade haverá um Governo que possa contribuir para a melhoria do País".

 

Ferreira Leite pode não estar confortável num governo com Sócrates. Mas não é assim que se rejeita um Bloco Central. Ela abriu a porta e agora vai ser difícil de a travar. E, claro, há o discurso de Sábado de Cavaco. Será que sem esse discurso a resposta da líder do PSD teria sido outra? Claro que sim.

 

Ricardo Costa in Sic Online

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Fonte "ultra fidedigna" comunicou-me que esta linha visa ajudar a Dra. Manuela Ferreira Leite a superar um problema de solidão que se tem vindo a agudizar nas últimas semanas.

Muitos dos que foram eleitos consigo viraram costas e muito do eleitorado tradicional do PSD tem-se transferido para outras cores, o que tem deixado a líder cada vez mais sozinha e com medo que os poucos que sobram abandonem o barco.

Devemos ter especial sensibilidade por esta mensagem ser eminentemente para dentro do Partido, um apelo desesperado para evitar a debandada geral.

 

Sejamos solidários com a sua causa.

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 Não pude deixar de reparar no autêntico Big Brother jornalístico que se tem feito à volta da Dra. Manuela Ferreira Leite. A cada passo da Dra. lá está o carro de directos, lá está a entrada no ar (em especial na RTP e RTPN), seja a propósito do politicamente mais relevante seja por um qualquer motivo de lana caprina.

O giro é que, ao mesmo tempo que isto acontece e que a verborreia e o veneno saem disparados da boca de mil jornalistas e pivots, a oposição se continue a queixar dos meios de comunicação social e que o Primeiro Ministro seja acusado de condicionar os media, por mover processos contra quem incessantemente o difama.

Paralelamente é ainda engraçado ver que o eleitorado não absorve de forma alguma aquilo que esses mesmos directos lhe dão de alimento. De facto, quando a qualidade é escassa, quando as ideias são paupérrimas e os intérpretes pobres, pouco há a fazer. É que nem à força...

 

(*) Título do post inspirado no filme The Truman Show (1998) de Peter Weir.

 

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A verdade de Manuela Ferreira Leite como política. 

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Então mas a grande virtude da Dra. Manuela Ferreira Leite não era o facto de ser séria, marcando suposta diferença em relação aos outros?

Parece que a provecta idade e o ar politicamente correcto que lhe permitem apregoar a "Política de Verdade" Portugal fora, se encontram sustentados em pés barro. Digo isto porque no (altamente insuspeito) Público de hoje, Alberto João "Jardim revela ter negociado com Ferreira Leite a renúncia de duas candidatas, deixando o nome proposto pela Madeira em condições de ser reeleito" para o Parlamento Europeu.

A Dra. fez a negociata, deixou a Madeira satisfeita apesar da despromoção de Sérgio Marques de 6º para 8º, mas esqueceu-se que o Regime vigente é orgulhoso e tem de justificar ao País tamanho insulto. E justificou. Disse que não foi um insulto, disse com naturalidade que foi uma fraude à Lei das Quotas e aos Portugueses.

Fica à vista que Alberto João Jardim é no PSD quem pratica a Política de Verdade. E quando assim é, não há muito a dizer.

 

 

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Durante esta tarde e em exclusivo para o Câmara de Comuns, será divulgado em primeira mão o novo cartaz do PSD.

 

O novo cartaz surge depois de ter sido detectado o choro compulsivo em muitas crianças que se assustaram com o anterior, e um visível incómodo por parte de milhares de automobilistas, que sentiram um calafrio na espinha.

 

É também uma forma de aumentar o suspense sobre quem será o cabeça de lista às Europeias pelo PSD.

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O mote da honestidade e veracidade até pode assentar em Manuela Ferreira Leite e este cartaz pode ser uma continuação do Pinócrates da JSD que bate no ponto mais fraco do Governo e de José Sócrates. Podem ter razão e tal como eu achar que a falta de verdade e de honestidade política tem sido o maior dos pecados deste executivo socialista. Podem achar isto e muito mais, mas se tudo corresse bem lá para os lados do PSD, jamais, num ano destes repleto de eleições, estariam ocupados a fazer campanha pelo líder.

 

Internamente esse problema devia estar resolvido. Externamente esse problema ficaria resolvido se fossem apresentadas soluções. Assim, uma campanha estritamente para promover o líder e pouco do seu perfil soa a desespero e é manifestamente indicadora da actual fraqueza laranja.

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Incrível o ponto a que a falta de vergonha do PSD em Lisboa chegou.
A gestão Santana Lopes / Carmona deixou um enorme buraco financeiro nas contas da Câmara Municipal de Lisboa.
Por muito que os meus colegas do PSD aqui do blog tentem fazer crer em contrário, isto são factos. Podem ser maquilhados, à imagem daquilo que foi o mandato de Santana Lopes como Presidente da CML: pura maquilhagem.

Afirmar que a dívida, que António Costa encontrou quando foi eleito como Presidente da CML, vem do tempo de João Soares, e da coligação PS/PCP, é a típica fuga para a frente que tem caracterizado o PSD, especialmente a partir do momento em que Pedro Santana Lopes, que tem norteado a sua actuação política, por um conjunto de fugas, se impôs a Manuela Ferreira Leite, como candidato.

 

Então o PSD é o maior responsável pelo buraco financeiro da CML e o seu grupo de deputados municipais impede que a Câmara honre os seus compromissos e pague a dívida que outros criaram?
Quem são os maiores prejudicados? As pequenas e médias empresas, que forneceram os seus bens e serviços na gestão Santana e Carmona, e que são assim impedidas, em época de crise de receber aquilo que lhes é devido.
Saliente-se que os vereadores do PSD, tinham anteriormente aprovado o pedido de empréstimo. Simultaneamente, Manuela Ferreira Leite, a nível nacional, chora lágrimas de crocodilo sobre a delicada situação do tecido empresarial português. Uma posição esquizofrénica no mínimo. Tem razão José Sócrates quando apelidou quarta-feira, na Assembleia da República, o PSD, de ser um “partido de duas caras”.

 

A estratégia santanista é demasiado evidente. Chama-se estratégia do “sacudir a água do capote”.
Existe dívida? O PSD afirma “é do tempo de João Soares”. Mas o Tribunal de Contas diz que não. O PSD responde “isso agora não interessa nada”.
Há buracos nas ruas. O António Proa no outro dia colocou um post sobre este assunto. Esqueceu-se de referir que os buracos existentes já vêm, pelo menos, do tempo em que era Vereador. Curiosamente até devo ter por aqui um registo fotográfico da altura. As ruas da baixa, a Almirante Reis, o Bairro Alto, e tantas outras zonas, que tinham nos buracos, a marca do desnorte provocado pelo PSD na CML.
Fala-se em publicidade. Que descaramento. Eu sou do tempo da Lisboa dos outdoors de Santana. Aliás, se a memória não é curta, somos todos. A Lisboa dos embrulhos e do faz de conta.
E o despesismo, típico no novo-riquismo, com que se despenderam avultadas verbas do erário público, para financiar um projecto, tal Torre de Babel, que nunca saiu do cartão da maqueta de Frank Gerry?

 

O PSD tem lapsos selectivos de memória. António Costa foi escolhido nas 53 Freguesias de Lisboa porque se apresentou ao eleitorado com um plano de recuperação financeira para o Município. Rigor passo a passo. Foi escolhido quando a governação PSD deixou a CML à beira da bancarrota. O PSD diz que não deixa obra. O mesmo PSD que considera maus os investimentos públicos face à actual crise financeira mundial.

 

Manuela Ferreira Leite, coerente com o seu discurso, daria o seu aval ao Túnel do Marquês neste momento? Se calhar sim, tantas são as caras e incoerências deste PSD.

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O debate de ontem na Assembleia da República foi bastante revelador em relação à forma de estar, deste Governo e do maior partido da oposição.
O líder do grupo parlamentar do PSD, o deputado Paulo Rangel, quis de uma forma demagógica e a roçar o ridículo, colocar em causa o projecto Magalhães e o Ministério da Educação, por erros ortográficos que foram encontrados no mesmo.

 

Os erros, amplamente divulgados na comunicação social e mais do que esclarecidos, constam das instruções de um jogo, que vem no diverso software dos Magalhães.
Passassem os deputados do PSD mais tempo preocupados em fazer uma oposição credível e construtiva, e porventura, não teriam tanto tempo para actividades lúdicas.

Para quem tenta a todo custo ofuscar o sucesso que os Magalhães têm tido em Portugal e a nível internacional, ficámos a saber, que os deputados do PSD, ou pelo menos Paulo Rangel, não só tem um Magalhães, como inclusive, brinca com as aplicações informáticas do mesmo.

 

Os erros já tinham sido assumidos pelo Ministério da Educação. Pelo menos por este Ministério da Educação. É de saudar a preocupação que o PSD tem com a língua portuguesa. Recordo-me de determinados enunciados de exames, no tempo em que Manuela Ferreira Leite foi Ministra da Educação, também terem erros. Não percebo como o PSD não colocou em causa o Ministério da Educação na altura. Aliás, perceber até percebo, mas apeteceu-me agora fazer de Paulo Rangel.
 

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A página dez do Expresso, que tem passado em branco neste Sábado blogosférico, deve ser alvo de uma profunda reflexão.
Constando de um semanário no mínimo insuspeito de apoio ao Governo, a sondagem que a preenche é no mínimo arrasadora das perspectivas de sucesso de Manuela Ferreira Leite e do PSD para as próximas Legislativas.
O estudo, de pura comparação entre as personalidades, sugere que os entrevistados escolham entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite numa série de sete categorias. A saber: (1) competência para governar, (2) conhecimentos dos problemas do País, (3) conhecimentos dos problemas europeus e mundiais, (4) liderança, (5) determinação, (6) arrogância e (7) honestidade.
Destas sete, seis são categorias positivas, todas à excepção da arrogância. Nessas seis categorias, fazendo a média, Sócrates bate Ferreira Leite com uma média de 42,18% à maior. O cenário ganha contornos dramáticos se tivermos em consideração que uma das categorias é a honestidade e que apenas nessa Manuela Ferreira Leite ganha, ainda com míseros 4,1% de vantagem. Descontando essa categoria, Sócrates cilindra a líder do PSD com uma média de 51,44% de vantagem em média.
Nem com mais de um mês de furacão Freeport o PSD se aproxima de um cenário propício a sorrir e, pior que isso, a diferença no que toca ao barómetro da honestidade é residual.

Urge mudar algo, digo eu. A velha democracia agradece.

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O Correio da Manhã publica hoje os resultados de uma sondagem da qual é possível retirar duas conclusões:
1- Os portugueses não se deixam ludibriar com a campanha que tem sido orquestrada contra José Sócrates.
2-Manuela Ferreira Leite pertence ao obituário da política portuguesa, mas porventura por uma questão de delicadeza, atendendo ao seu estado macróbio, ainda nenhum dos seus companheiros mais chegados lhe teve coragem de lhe dizer. Até Pacheco Pereira, o seu ex-ex-braço direito, ainda não o terá feito, por estar demasiado ocupado com a vaidade que tem em ouvir-se a si próprio. Ao menos alguém que o ouça.

 

Ironias á parte a verdade é que a sondagem da Aximage /CM, inclui dados claros:
42,2% dos inquiridos considera que José Sócrates está a dizer a verdade no caso Freeport, contra 30,8% dos que consideram que está a mentir. No entanto 73,4% considera que este não se deve demitir. Compreendo este resultado esmagador: em Democracia a avaliação faz-se nas urnas. Uns chatos estes portugueses que pensam pela sua própria cabeça.

 

Na questão “Em qual dos dois líderes tem mais confiança para Primeiro-Ministro: em José Sócrates ou em Manuela Ferreira Leite?”, 47,9% opta pelo actual José Sócrates, enquanto a Manuela não vai além de 22,3%.
Quero realçar aqui um dado, o CM publica uma evolução ao longo do ano passado. A líder do PSD, registou o seu melhor resultado (33,3%) em Junho de 2008. A partir daí foi sempre a descer. Se tivermos em conta que foi eleita no Congresso dos 3/3 no dia 31 de Maio de 2008, percebe-se que nem com fugas do segredo de justiça, nem com fontes anónimas vindas da Presidência da República, nem com silêncios que servem para esconder nada ter para se dizer, muito menos com apadrinhamentos de campanhas baixas e que revelam que a crise do PSD se alastrou à JSD (ou terá sido o contrário?), nada vai fazer ressuscitar a Manuela.

 

Depois de ter sido a pior Ministra da Educação desde o 25 de Abril, depois de ter sido uma péssima Ministra das Finanças, responsável por um défice vergonhoso (sem uma crise mundial com as proporções da actual), e de ter maquilhado os resultados deste, com o negócio que fez com o Citibank em que vendeu dívidas fiscais, não esquecendo o aumento de impostos que impôs, pergunto-me, que futuro querem para o nosso país, aqueles que consideram ser esta vetusta avó, alguém capaz de ocupar mais algum cargo político de relevo?

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Manuela Ferreira Leite


A líder do PSD, regista a maior quebra de popularidade de todos, fixando-se nos -10,5%. Pior só Santana em 2005. - Expresso/SIC/RR

 

 

 

Ground Control to Major Tom
Commencing countdown, engines on
Check ignition and may God's love be with you

Ten, Nine, Eight, Seven, Six, Five,
Four, Three, Two, One, Liftoff

This is Ground Control to Major Tom
You've really made the grade
And the papers want to know whose shirts you wear
Now it's time to leave the capsule if you dare
 

David Bowie - Ground Control To Major Tom

 

Adenda: para comemorar este resultado Manuela Ferreira Leite troca-se toda com a história dos camionistas e da ANTRAM....certamente por estar a meditar em histórias como esta! 

Claro que as questões levantadas pelo Diário Económico, a saber , o grupo Carlyle garantir que não há qualquer buraco financeiro nas contas do Freeport, que essa garantia resulta de auditoria feita às contas da Freeport, que essa auditoria não detectou qualquer pagamento de “luvas” e que a alegação que em 2007 motivou a investigação da “Serious Fraud Office” à Freeport, pode estar comprometida, também pode ter ajudado a alguma confusão por parte de Manuela Ferreira Leite!

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