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Depois dos últimos escritos de Auster, Roth e Le Carre - "Um homem muito procurado" é uma excelente metáfora do que a Administração Obama não deve ser, regressei aos escritos europeus e "Instruções para salvar o mundo", da espanhola Rosa Montero, foi a obra escolhida.

Já me tinham dito que a literatura espanhola contemporânea merece consideração pela qualidade que apresenta e este livro é um bom exemplo, com a temática das relações e identidades humanas bem descrita.

O melhor e o pior da Humanidade está bem traçado nesta estória que gira em torno de um taxista triste, pela morte da sua mulher, um médico frustrado, por satisfazer os seus relacionamentos com uma sadomasoquista no second life enquanto mantém um matrimónio de fachada, e uma prostituta que escapou aos massacres da Serra Leoa, muito por o seu corpo ter sido um objecto que os soldados usaram para as suas satisfações.

Escrita escorreita e objectiva, que aborda questões e sentimentos nem sempre fáceis de expressar, mas que a escritora os apresenta de modo simples e sincero que surpreendem o leitor.

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"Homem na Escuridão", de Paul Auster, é um livro que merece ser lido nestes dias, antes de George W. Bush abandonar a Casa Branca. 

Se a fascinante escrita de Auster é já uma boa razão, a temática em causa é ainda mais plausível.

E se as Torres Gémeas não tivessem caído, não houvesse guerra no Iraque e as eleições presidenciais de 2000 tivessem desencadeado uma guerra civil nos EUA?

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Lobo Antunes y la naturalidad

El escritor portugués recibe el Premio FIL en Guadalajara, México

explicó en un discurso improvisado y muy hermoso que los maestros de su vida, y de su escritura, fueron un loco, una enferma terminal y un niño moribundo.

 

Confesso que ando um pouco divorciado dos escritos de Lobo Antunes. Continuo a mastigar o seu novo trabalho, "O Arquipélago da Insónia", lentamente e com pouco apetite.

A sua escrita tornou-se mais pesada e indigesta, sem perder a qualidade que o distinguiu, quando esconjurava/testemunhava através da caneta os seus fantasmas de uma guerra colonial que o marcou irreversivelmente... como marcam todas as guerras e é bem patente nas primeiras obras.

Agora, no México, onde decorre a Feira de Guadalajara, que já homenageou um nome maior das letras mexicanas e mundiais, Carlos Fuentes - e como deve ter sido interessante a sessão que juntou Fuentes com García Márquez -, Lobo Antunes recebe o prémio da Feira e confessa ao público que os professores da sua vida foram um louco, uma doente terminal e uma criança moribunda. Afinal, haverá melhor docente que a realidade?

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O escritor José Saramago, Prémio Nobel da Literatura, considerou hoje que "A Viagem do Elefante" é "um livro divertido"

 

Saramago descreveu perfeitamente o que caracteriza a sua mais recente obra, "A Viagem do Elefante" : um livro divertido.

O escrito tem o dom de cativar o leitor desde o primeiro momento. As estórias do Salomão (nome do elefante) e do seu cornaca, que passam por inúmeras aventuras, de esquecidos em Lisboa a heróis no percurso que fazem até ao coração do império dos Habsburgos, ao ponto de o elefante ter de fazer milagres para combater a reforma do luteranismo na Europa, prende o interesse de quem lê.

Uma boa prenda de Natal!  

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Quando tudo era belo saía de casa a meio da manhã, caminhar lento, pensamento veloz e um corpo que se arrastava pela calçada suja da cidade, que teimava em não dormir -  pensava eu. Eu dormia e sonhava, lia pouco, porque não era preciso ler. Fumava de janela aberta, para não estragar o ambiente da casa. Por vezes até comia cedo. Via televisão e estava abstraído do mundo, falava ao telefone e saía para tomar cafés. Como não lia e via televisão, era feliz. Não digo que fosse muito mais feliz do que sou hoje, mas tudo era diferente. Tomava cafés porque as pessoas tinham tempo para isso, porque eu tinha interesse para as pessoas e espantem-se: até havia quem tivesse interesse por mim. Hoje não terei interesse pelas pessoas? Nem elas por mim?

 

Olhava muitas vezes para o telefone, não tantas como olho hoje. Mas sabia que ele tocaria por amor, amizade ou dor - mais uma vez, tudo era diferente. Sabia que não tardava em chegar uma chamada, uma mensagem, um simples toque – sim, eu mandava e recebia toques. Mas nada. Ele agora só toca quando não deve tocar, já não reparo na calçada e pior: leio. Mal de mim que leio. Por vezes até penso e agravo a cena quando escrevo. E ao escrever morro um bocadinho, embebedo-me faseadamente em cicuta roubada aos jardins da loucura.

 

Mas a mutação da vida tem o seu ritmo, dizem os entendidos. Hoje amamos, no dia seguinte choramos, dois meses depois viajamos, um dia talvez tentaremos conquistar um coração, ou então forjar um ser à loucura. Se continuarmos assim, talvez um dia, até escrevamos cartas, guardemos fotos, pintemos retratos e depois Fim – toda a vida é um quadro inacabado. E a tinta escorrerá como se fossem lágrimas. Depois, voltaremos a pintá-la de branco e o escritor rasgará o poema, o músico rebentará com as cordas da guitarra flamenga e mais uma vez: Fim. Estou farto que tudo tenha um Fim.

 

 

Publicado no "O Amor nos tempos da blogosfera"

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Acabei de chegar de Torres Vedras, onde assisti ao lançamento do livro de poesia "Toda a Poesia Nua", do filósofo Paulo Alexandre e Castro. Trata-se de uma obra poética bilingue, português e francês.

Foram óptimos os momentos de discussão e tertúlia. Para além disso, tivemos a oportunidade de assistir a um pequeno recital, de alguns dos seus poemas. Os meus parabéns ao autor.

Quem quiser assistir ao lançamento em Lisboa, pode deslocar-se à Byblos, nas Amoreiras, às 18:30 da próxima quinta-feira, dia seis de Novembro. Fica o convite.

 

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Qualquer dia sou expulso do Câmara de Comuns. Motivo: obecessão por poesia e escritos da Catalunha. De qualquer forma, um blog mais não pode ser do que um espelho da nossa vivência e a verdade é que tenho passado os últimos dias absorvido pela poesia catalã. Por este motivo, deixo mais uma poesia, desta vez de Juan de Timoneda, poeta do século XVI. Novamente em catalão.

 

"És donzella molt galana
......entre donzelles;
és discreta i molt humana,
......bella entre belles.
Puix donzella m’ha nafrat
......i m’enamora,
ja el meu cor trobe robat
......d’una senyora."

Juan de Timoneda

 

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Há pouco tempo, deixei neste blog um poema de Joan Brossa, escrito em catalão. Pouco divulgado entre nós, foi um dos precursores da poesia modernista, para além disso, enquanto artista plástico, foi um dos ícones da poesia visual de Barcelona, cidade onde nasceu, viveu e morreu, no final do século passado. Em 1948 foi um dos fundadores da publicação Dau-al-Set, a principal das manifestações modernas da poesia visual catalã.

 

Do lado esquerdo deste texto, deixo um dos seus "poemas objecto", onde volta a questionar a ambiência da linguagem das palavras e das cores.

 

Deixo agora um excerto de um dos seus poemas, provavelmente o que mais me marcou na sua obra:

 

 

"Si eres una palabra, serías amarse
Si fueras un ídolo yo prepararía tu adoración en los santuarios.
Si fueras tibia claridad, te rodearías de rebaños.
Si fueras una gota de sangre, iluminarías.
Si el mundo de vida fuera todo soledad y caos, ya estarías destinada a ... manifestarte.
Si el mundo fuera una brumosa caverna, en ti convergerían infinitudes.
Tu eres el más bello reflejo de la Imagen primordial
Que allende los tiempos se multiplica inexpresable."

(Joan Brossa, Tú)

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O nosso colega de blog, Paulo Estêvão, do qual tenho a honra de ser Editor, para além de ter sido eleito recentemente o primeiro deputado regional do Partido Popular Monárquico nos Açores, acaba de lançar um livro, intitulado "Excertos de uma oposição monárquica ao regime cesarista açoreano". Esta obra marca o início da colecção de política da Chiado Editora, de nome "Passos Perdidos".

Nas palavras do mesmo: "Este livro é o resultado da súmula dos textos que escrevi ou republiquei no último ano. Revela o meu percurso político, as batalhas políticas que travei contra o regime não democrático que os socialistas criaram nos Açores e algumas das aspirações que tenho para o futuro do Povo Açoreano."

 

Para saber mais sobre a obra.

 

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A jovem escritora Catarina Coelho, irá lançar no próximo Sábado, dia 1 de Novembro, pelas 20h00 no OndaJazz, o seu primeiro livro, de índole infanto-juvenil.

"A fantástica aventura dos anões de luz" trata-se de um trabalho ficcional, sobre a magia no reino da inocência. Nos tempos modernos, podemos assumir a metáfora da magia, como os dons que todos nós temos, podendo utilizá-los para servirmos o bem, ou fazermos o mal. Por este motivo, aconselho a leitura a todos, principalmente aos mais jovens.

Como ainda sou um jovem e me deixei levar pela "magia" da obra, aceitei o desafio da Chiado Editora, com a qual colaboro enquanto Editor de Política, para fazer a apresentação do livro, pelo que convido os leitores do Câmara de Comuns a estarem presentes no seu lançamento.

 

Para saberem um pouco mais basta clicarem aqui. 

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Morreu hoje o escritor Dinis Machado com 78 anos, o autor de importantes obras, entre as quais "O Que Diz Molero". Não morreu só Dinis Machado, morreu também Dennis McShade, seu pseudónimo, com os quais editou várias obras, entre as quais "Mão direita do diabo" e o genial "Requiem para D. Quixote".

Faleceu o escritor, mas ficou a obra. Um dos mais enigmáticos do século XX português. A cultura portuguesa hoje ficou mais pobre. Pode parecer um lugar comum, mas não se trata disso. A literatura está de luto, que se prestem a devidas homenagens, pois em vida todas foram poucas.

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Não conhecendo os meandros da SPA, das editoras e dos autores, dos prémios e dos seus regulamentos, tão bem quanto o João Gomes, apoio-me apenas na notícia para contestar a sua posição.  Pelo que, a existirem outras razões de bastidores, não explícitas, peço que me corrijam.

Mas a mim não me espanta que o João tenha uma posição destas. Afinal de contas ele é certamente apologista daqueles mecanismos promotores da "democracia e da igualdade". Mecanismos como as quotas introduzidas pelo PS que, para ele, provavelmente libertaram a mulher, mas que para mim apenas lhe tiraram valor. Mecanismos como o rendimento social de inserção que para ele vem diminuir as assimetrias, mas que para mim apenas vem aumentar o número de dependentes do Estado, o despesismo deste, e assim impossibilitar que se seja eficiente ao nível social.

Enfim, mecanismos deste género que não deixam colocar em concorrência directa aqueles que são iguais, nem deixam extrair o melhor que há em cada um.

Não tirando valor ao galardoado, parece-me que assim não se promove a Lusofonia, nem se cria o espaço amplo que esta língua merece, mas são formas de ver as coisas...Talvez Camões, pobre coitado, a quem deram o génio, para roubar numa vista, os visse da mesma maneira!

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João Ubaldo Ribeiro foi hoje distinguido com o Prémio Camões 2008. Um merecido reconhecimento público, exemplo do muito de bom que se escreve no Brasil, que para quem não sabe é um mercado livreiro imenso e que, cada vez mais,  mostra vontade de editar autores portugueses. Numa altura, em que se pretende voltar a redefinir o conceito de Lusofonia e arrumar um espaço para a língua e para a literatura portuguesa no mundo, é preciso cada fomentar uma ampla colaboração entre Portugal e o Brasil.

 

Por este motivo, não consigo partilhar as críticas do José Jorge Letria, da Sociedade Portuguesa de Autores, fundamentadas no facto do Prémio Camões, este ano, se ter restringido apenas a autores brasileiros.

 

Como Saramago o fez há pouco, aproveito para também lembrar o título da mais reconhecida obra de João Ubaldo Ribeiro: "Viva O Povo Brasileiro".

 

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O blog da revista Ler fala-nos do jornalista brasileiro Laurentino Gomes, que será premiado pela Academia Brasileira de Letras, pelo seu livro "1808" com o subtítulo “Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil”. Ao que sei, está para ser publicado pela Chiado Editora, na qual sou Coordenador Editorial, um livro de Isabel A. Ferreira, de "Contestação" à obra de Laurentino Gomes. Ao que parece ainda há patriotas em Portugal. Bem haja!

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Sugiro uma visita ao blog literário do Filipe de Arede Nunes, meu amigo desde há alguns anos, os suficientes para me dar por contente por não o ter apanhado como professor na faculdade - penso que seja uma felicidade partilhada.

 

O blog do Filipe é um dos muitos blogs portugueses que continuam na sombra, mas que têm uma qualidade de escrita brilhante. Sei que a sua vida pessoal não tem permitido escrever muito mais, mas gostava de ver ainda mais textos, sempre inquietantes, sempre especiais. São palavras que gosto, simplesmente por serem belas.

 

Publicado também no blog Aquela Opinião

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O Pedro Marques põe em cena, no pequeno auditório da Culturgest, "Gengis entre os pigmeus", uma sátira do capitalismo e da sociedade consumista moderna. Torna-se importante também ler a entrevista a Pedro Marques na revista Actual, suplemento semanal do Expresso, onde ataca a subsídio dependência das grandes e históricas companhias de teatro português, critica por mim partilhada.

 

No Jazz é preciso ter atenção ao Cool Jazz Festival a decorrer em Cascais, Oeiras e Mafra durante os próximos dias. Um destaque para o concerto do dia 18 deste mês, em que Lizz Wright vai actuar na Cidadela de Cascais. Lizz Wright é uma cantora negra norte-americana com apenas 28 anos e que já assume o estatuto de estrela no panorama do Jazz mundial.

 

Melhor do que ler é muita vezes reler obras que se tornam para sempre inesquecíveis. Por este motivo voltei ontem a pegar no The New York Trilogy do Paul Auster. Brilhante.

 

Publicado também no Aquela Opinião

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Aos poucos, a literatura política nacional começa a singrar.

Apesar de serem ainda poucos os livros sobre a política e os políticos da actualidade, começam a ser publicados algumas obras que abrem espaço a um mercado ainda por desbravar.

O trabalho de Eduarda Maio, que levou dois anos a ganhar impressão, foca a vida pessoal e política de José Sócrates.

Sem ser enfadonho, ainda que os primeiros parágrafos do livro aparentem, são só as duas primeiras páginas, as restantes 348 páginas de "Sócrates - O menino de ouro do PS" lêem-se muito bem. E muitas das páginas deste livro são também um testemunho da história do PS. 

Apesar de haver uma significativa preponderância da realidade da Federação de Castelo Branco na leitura histórica que é apresenta do PS, em que Sócrates é militante e onde foi Presidente da estrutura partidária distrital, fruto de um conjunto de circunstâncias que o davam como o único em condições de disputar a liderança da Federação por parte do grupo oponente ao então dirigente distrital, que era apoiado pela direcção nacional do partido, em meados da década de 80, a história dos momentos mais marcantes da recente vida do PS são apresentados no livro. E há coisas tão curiosas como o comentário de Jaime Gama aquando do triunfo de Sócrates nas eleições internas do PS em 2004 ou a primeira vez que Sócrates 'enfrentou' o teleponto, no Congresso de Guimarães, o elogio de Sottomayor Cardia ao Ministro de Guterres ou os telefonemas para o então Comissário Europeu António Vitorino para saber se ele avançava ou não para a liderança do partido, entre muitas outras.

Uma leitura bastante recomendada para quem segue a vida política nacional.

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Compreendo o destaque dado pelo Rui Castro à Filipa.

Embora existam "imagens que valem mais que mil palavras", há palavras que nem o vento consegue levar.

Ter recebido o Prémio Revelação da Associação Portuguesa de Escritores e o Prémio Jovens Criadores, na categoria Literatura, do Clube Português de Artes e Ideias deve ter razão de ser.

A Filipa tem na sua escrita uma arma fortissima. Ora leia-se umas linhas do livro "O Elogio do Passeio Público", obra premiada pela APE.

 

 

ler as  )

 

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