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Fui um grande admirador de Sócrates. Vi nele a determinação e coragem que Portugal precisava para dar à volta a um dos seus principais bloqueios – as corporações.

 

Foi também com Sócrates que o modelo de desenvolvimento económico do país começou a mudar: qualificação da população, investimento em tecnologia, exportação de capital intelectual, por oposição à produção a preços baixos,  foram temas que o PS colocou na agenda, e que muito puxaram pelo país nestes últimos seis anos.

 

Mas a verdade é que Sócrates falhou claramente no combate às corporações.

Apesar da maioria absoluta, e sem o apoio do PSD, o PS foi recuando em muitas das medidas que podiam ter mudado o país para melhor – sendo a avaliação dos professores a mais paradigmática de todas.

Após  os 2 primeiros anos de legislatura, o amor da comunicação social virou ódio, ao qual se juntou a contestação permanente na rua e um PSD altamente irresponsável na oposição.

 

A partir daqui o PS começou a ficar acossado, e o foco começou a ser a gestão de danos e a vitória nas eleições de 2009. O ruído que se gerou à volta do Freeport ou da Licenciatura - do qual Sócrates não se soube proteger ao ter escolhido dar o peito às balas - também não ajudou a que houvesse a clarividência necessária dentro do PS para que se corrigisse o caminho que estava a ser traçado.

 

Depois veio a crise financeira. E quanto a isso estou completamente convencido que fosse o PS ou outro partido qualquer que estivesse no poder, estaríamos hoje exactamente na mesma situação em que estamos – com o FMI à perna. É uma convicção que se baseia essencialmente na nossa condição de país periférico que se viu obrigado a reger-se pela mesma bitola dos que ditam as regras na UE. Quem faz provas de atletismo sabe bem que não se pode impor “pode decreto” a um atleta que tem um ritmo de 5 minutos por Km, que acompanhe aqueles que correm a 4 minutos por Km. O resultado é sempre o mesmo, acabando o mais lento com os “bofes de fora” a ficar cada vez mais para trás. Enfim, esta é uma teoria que ficará por provar. Talvez num universo paralelo seja possível.

 

A verdade é que o ciclo de Sócrates acabou ontem, com enorme dignidade e honra, algo que só os maluquinhos anti-Sócrates são incapazes de reconhecer. E para mim, para além das palavras de circunstância que ficam sempre bem nestes momentos, a frase da noite foi o desejo sincero que “Passos Coelho seja feliz à frente dos destinos de Portugal”. Sem ressentimentos. Sem amarguras. Apenas grandeza e sinceridade.

 

Viva Portugal!

 

 

 

Também publicado no Vozes de Burros

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Era uma espécie de oráculo para José Sócrates (e vice-versa): quando olhávamos para ele sabíamos que roupa iria vestir o Primeiro-Ministro no dia seguinte (e vice-versa); quando o ouvíamos sabíamos o que nos ia dizer o Primeiro-Ministro no dia a seguir (e vice-versa ); quando o víamos na defensiva era porque o Primeiro-Ministro tinha feito asneira (e vice-versa); quando o víamos desmentir uma notícia era porque o PM tinha mentido no dia anterior (e vice-versa); quando falava sobre o freeport era porque a nuvem se adensava sobre o José Sócrates (e vice-versa); quando o ouvíamos na rádio ficávamos com a ideia que era o PM que estava a falar (e vice-versa).

 

Até ao seu aparecimento só se tinham registado duplas personalidades de um mesmo corpo. Este foi o seu inverso: uma única personalidade a viver dois corpos. Vai deixar saudades.

 

também publicado no República do Cáustico.

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Depois das nomeações ocultas, Passos Coelho denuncia agora 200 milhões de "défice oculto". Tendo em conta que estamos a falar de gastos do governo de Sócrates em "serviços de limpeza", o melhor é PPC arranjar um servidor com uns quantos Gigas de capacidade, pois a coisa é capaz de não ter fim..

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O Público destacou, no passado dia 21, duas páginas dedicadas à política educacional em Portugal. O Alexandre Homem de Cristo queixa-se, com razão, da ingerência jornalística que não apresenta "um gráfico, não faz uma comparação de dados, não existe qualquer tentativa de contrastar a realidade à propaganda do Governo". Já, o João Galamba lança para a mesa uma qualquer notícia de um qualquer site e arruma com a conversa: "os governos de Sócrates (mais o primeiro que o segundo) foram os melhores que a nossa democracia teve neste sector". Reconhecido o esforço propagandistico, Alexandre Homem de Cristo lembra e bem que investimento não é qualidade (não que Sócrates tenha, necessariamente, investido mais) e que o aumento do número de diplomados não é necessariamente um ponto positivo (diz-se que aumentaram, em 193,2%, o número de diplomados em matemática, ciências e tecnologias, em oposição aos 37% da média da União Europeia). Todavia, João Galamba e Alexandre Homem de Cristo caem no mesmo erro, no erro mais grave, no erro da análise superficial do sector, como se a educação se tratasse das "letras gordas" dos jornais e da escolaridade obrigatória.

 

Primeiro Ponto: Investimento

 

 João Galamba dixit: "Nunca se investiu tanto na escola pública". Comecemos, então, pelo investimento.

 

É prática recorrente, o uso a termos comparativos para realçar as virtudes do Governo, nem que seja através do nivelamento por baixo. No caso do investimento público, diz-nos o "Education at a Glance 2010" que Portugal está na lista dos países com investimento abaixo da média da OCDE e, inclusive, piorando os resultados relativamente a 2000 (pg. 238). Na página 225, o nome do país é mencionado pelas piores razões: "As a result, the decrease in the share of public funding on educational institutions was more than 5 percentage points in Canada, Mexico, Portugal, the Slovak Republic and the United Kingdom. This decrease is mainly due to a significant increase in the tuition fees charged by tertiary educational institutions over the period 2000-07". Como se não bastasse, Portugal é referido como o único país onde o investimento público em instituições de ensino diminuiu ("public expenditure on educational institutions increased in all countries with comparable data except Portugal", pg. 227).  Aconselho-o a dar uma saltada à página 236 e fica arrumada a questão do investimento público, sem antes terminar com o seguinte gráfico:

 

 

Como não só o financiamento se faz de financiamento directo às escolas e instituições de ensino superior, mas também através da acção social, pense na actuação do MCTES de Mariano Gago ao longo deste ano. Como sabe este mudou a legislação relativa às Bolsas de Estudo, executando uma despesa em acção social muito inferior aos 147 milhões de euros destinados para essa finalidade. Desconte-se os atrasos típicos da incapacidade governativa dos néscios pseudo-socialistas. Se não é ingerência, é canabilizar o Estado Social tão apregoado:

 

 

 

Segundo Ponto: Reformas

 

Posso conceder quando João Galamba diz "que nunca se fizeram tantas reformas" na educação, já quanto à sua necessidade tenho as minhas, justificadas, reticências. Entre as "tantas reformas" estão: "Plano Tecnológico da Educação" (2007), "Plano Nacional de Leitura" (2006) - programa desnecessário se já houvesse competência dos profissionais -, "Inglês no 1º ciclo do ensino básico" (2005), "Escola tempo inteiro" (1º ciclo) (2005) - efectivar o óbvio! - e a inconsequência do "Novas Oportunidades" (2006). Se tiver dúvidas disto, bastará consultar o "Education at a Glance 2010" da OCDE, que aponta Portugal na lista dos países abaixo da média da OCDE na participação de adultos na educação formal e/ou não formal, a par da mediocridade coreana, italiana e polaca e bem longe da realidade norte europeia, Suiça ou Neo-Zelandesa.

 

Terceiro Ponto: Avaliação e Qualidade de Ensino

 

Quando acusa (e bem) a oposição de voltar atrás na avaliação dos professores, esquece-se que avaliação e qualidade são matérias bem mais abrangentes que a avaliação de professores/docentes. Pode-nos dizer qual é a avaliação da qualidade do ensino prestado pelo serviço público e privado no ensino primário e secundário? E qual é a qualidade de ensino no superior? Tem noção da realidade da Rede de Ensino Superior e da sua incomportabilidade ao nível financeiro e do seu impacto na qualidade do ensino administrado e na saturação do mercado de trabalho?

 

 

 

Neste sentido, porque é que Partido do Governo não avançou com a prometida "reorganização das ofertas educativas da rede pública" (ver Programa de Governo 2009-2013)? A resposta é clara: falta de coragem política!

 

Para terminar, quando João Galamba fala dos resultados do PISA, ao nível do crescimento de formados, devo lembrar-lhe que Portugal está baixo abaixo da média da OCDE quanto à população portuguesa dos 25 aos 64 anos que completou o 12º ano e o nível de ensino superior. Crescimento é apenas isso, quando se está no fundo... 

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Uma produção: República do Cáustico

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Luís é o responsável por Sócrates se ter aguentado tanto tempo e ainda assim ninguém sabe quem ele é.

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Estas são notícias de hoje de Espanha:

El déficit público de Portugal, que según los datos del Gobierno de Lisboa cerró 2010 por debajo del 7%, está en riesgo de ser revisado al alza por Bruselas. La razón, que no contabiliza los gastos derivados de la nacionalización del Banco Portugués de Negocios y las aportaciones con dinero del Estado en las empresas de transporte público. Según informan los medios locales, si se suman estas partidas, el dato final podría irse al 8,2% del Producto Interior Bruto del país.

[...]

La denuncia de Bruselas trae a la memoria el caso de Grecia, que mintió a sabiendas en sus cuentas públicas para ocultar un déficit que, finalmente, fue del 15,4% en 2009. Totalmente insostenible.

É por este tipo de mentiras que atravessamos esta crise política e não pela acção ou falta de colaboração da oposição. É por este tipo de mentiras que o senhor se demitiu e não pelas palavras de Cavaco Silva. É por este tipo de mentiras que os mercados, esses que vivem da confiança, se mantêm intransigentes e a aumentar o risco. É também por este tipo de mentiras que espero que não voltem a votar no senhor.

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O poder foi para o Passos Perdido...

 

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O país está boquiaberto com o discurso duro de Cavaco Silva. Acho até que se o senhor tivesse feito uma página do mesmo, no facebook, teria mais "likes" que a sua página pessoal. Ele bem tinha chamado a atenção que a partir de agora seria diferente, mas pelos vistos os incrédulos - aqueles que estiveram, como eu, 5 anos a vê-lo assistir de camarote, de braços cruzados, ao enterro do país - não quiseram acreditar que faria tal coisa. Ou pelo menos não assim tão de repente.

 

Foi vê-lo, num misto de aula de finanças e programa de governo, a enterrar o sorriso a Sócrates ao dizer que o comboiozinho de brinquedo dele iria hipotecar o país. Que não havia guita para lho comprar e que o emprego que ele teima em dizer que irá gerar, se evaporará no segundo a seguir. Que o contribuinte não é uma teta sem fundo e que no seu limite - ao contrário do que os boys todos pensam - mora a morte da economia de um país. Que o flagelo do desemprego deverá ser combatido privilegiando políticas que potenciem as empresas - fascista! berrou o PC -, e com iniciativas que criem emprego ou permitam defender postos de trabalho. Que a mentira - acho que Sócrates nunca teve as orelhas tão quentes - tem os dias contados e que há que tomar as opções correctas - ao que o executivo perguntou em uníssono para si como se faria tal coisa -.

 

De lamentar nesta tarde histórica, só mesmo o facto de não ter acontecido mais cedo e de ter sido guardada, como é apanágio calculista de Cavaco, para o momento político que mais lhe convém e em que a sua liberdade não lhe hipoteca o futuro.

 

Para nota vinte fica a imagem ao sair da sala, daqueles alunos socialistas, cabisbaixos e enraivecidos, que, sem terem levado boas notas para casa encheram as câmaras de televisão com perdigotos insultuosos ou anedóticos. Até Carlos César apelidou de "demasiado cruel" o discurso do PR. Coitado, logo ele!

 

Em suma, foi óptimo. O país precisava deste abanão e se não se importam vou para ali rezar por mais.

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Hoje, aqueles poucos que tinham dúvidas que o Orçamento de Estado para 2010 era um péssimo orçamento, já as não têm pois este serviu para aumentar a despesa em detrimento de reduzi-la e ao não atacar as razões conjunturais que já vêm de há muito e que nos levaram à beira do abismo em que nos encontramos. E esse aumento do défice foi deliberado como o Primeiro-Ministro há seis meses veio a terreiro confessar. Mas não foi para salvar o Estado Social como invocou. Foram meras medidas eleitoralistas tais como o abaixamento do IVA em 1%, o aumento em 3% nos vencimentos da função pública ou as costumeiras falhadas promessas eleitorais de não aumento dos impostos. O caricato campeão do Estado Social foi o seu coveiro apenas para se eternizar no poder a todo o custo. É este o legado político de José Sócrates.

 

Agora surge o mesmo Primeiro-Ministro, aquele que em Agosto montado num TGV proclamou a Pátria como o campeão do crescimento e que outrora escarneou aqueles que alertavam para a urgência da inversão do endividamento, vem com dor de alma (segundo o próprio) propor um novo orçamento para o ano vindouro tão mau como o anterior. Mas com uma novidade. Enquanto que o anterior escamoteava a realidade, este vem ainda piorá-la. A proposta de Orçamento de Estado para 2011 traduz um crescimento brutal dos impostos que estrangulará as empresas e as famílias condenando o País à recessão económica e subsequente colapso social. E surpreendentemente peca pelo mesmo de todos os anteriores: não reflecte uma política de fundo para a recuperação económica, não corta drasticamente a despesa pública extinguindo timidamente e de forma atabalhoada umas poucas dezenas de institutos públicos e apostando num aumento da receita fiscal e em engenharias financeiras para tapar o buraco deste ano. E atenção que graças à desorçamentação das empresas, institutos e fundações públicas bem como as parcerias público-privadas não vêm reflectidas neste orçamento pelo que o endividamento continua galopante.

 

O tangueiro Sócrates (nas várias acepções da palavra) de 2010 mudou de estilo musical, desta feita para uma soturna marcha fúnebre em 2011.

 

E é para este velório que mais uma vez vem convidar Pedro Passos Coelho e o PSD. Só que agora trata-se de um não convite pois é sua intenção que Pedro Passos Coelho falte à cerimónia chumbando o Orçamento de Estado. Só assim se explicam as suas provocações constantes e dos seus sequazes socialistas bem patentes no último debate quinzenal por exemplo. O PS não demonstrou uma verdadeira vontade de negociar, de chegar a um consenso. Ao invés vem impor o seu orçamento forçando o PSD a pagar a factura e mais uma vez a levar o Governo ao colo. Dada a falta de credibilidade socialista, à omissão governativa do último ano e sua ausência de rumo, o não cumprimento do acordo anterior bem como a desesperada situação económica portuguesa da qual é responsável, José Sócrates deseja o chumbo por parte do PSD. Sem orçamento, Portugal entrará num caos político, financeiro, económico e social e as hostes socialistas tendo as últimas sondagens em mente imputarão a responsabilidade a Pedro Passos Coelho e ao PSD.

 

Este é o pensamento típico daqueles que se agarram desesperadamente ao poder. O futuro do País é algo de somenos importância relegado para segundo plano por motivos partidários. A velha máxima socialista de que o que é bom para o partido é bom para o País está tão viva como nunca.

 

Pedro Passos Coelho tem uma decisão difícil para tomar. Face à pressão dos mercados financeiros, ao inevitável aumento dos juros e entrada do FMI em Portugal (e suas medidas dramáticas que se perspectivam) infelizmente terá que escolher o mal menor, viabilizando um mau orçamento de forma a escaparmos às consequências ainda mais gravosas da sua não aprovação; o que não significa que não deverá deixar bem claro o seu descontentamento por este orçamento socialista. Com esta atitude voltará a mostrar as suas qualidades de estadista acima de querelas partidárias e maquiavelismos políticos, marcando a diferença relativamente a outros que são medíocres na sua ganância pelo poder, revelando-se mais uma vez como o Primeiro-Ministro de que Portugal precisa.

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É hoje, a partir das 17.30h, que José Sócrates estará disponível online para responder a algumas perguntas de 20 bloggers portugueses.

Ainda que a iniciativa soe a acção de campanha, não podia deixar de aproveitar a oportunidade de perguntar o que me anda atravessado.

 

Só vai ser dificil limitar-me a 1 ou 2 perguntas, mas é na mesma de aproveitar. Lá estarei portanto à hora combinada. Só espero é que as respostas não sejam como nos debates quinzenais.

 

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Dia 6 de Maio o PSD apresenta a sua Lista às Eleições Europeias na "Sala Broadway de um hotel de cinco estrelas, com tanta pompa que a circunstância exigiu a melhor roupa de domingo, os perfumes mais activos, um teleponto à moda de Sócrates e Obama e um filme a relembrar Sá Carneiro. Mas que ninguém se iluda, Manuela Ferreira Leite não gosta de espectáculo. [declarações de Manuela Ferreira Leite] "Esta além de simbólica é uma cerimónia muito simples porque nós não gostamos de espetáculo".

No dia 7 de Maioa primeira edição de um jornal ao qual ainda ninguém pode reconhecer nome ou credibilidade, porque isso surge com o tempo, fala numa loja onde eventualmente o Primeiro-Ministro comprará a sua roupa, descrevendo inclusivamente o modus operandi do estabelecimento.

De um lado está em questão o dinheiro e a prática de um Partido, do outro a vida privada e o património de um Homem, coisa com a qual ninguém têm nada a ver. Quero ver por que ruas andará agora a coerência...

 

(Também no Delito de Opinião)

 

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Não há como aproveitar a oportunidade. O PS, o de Sócrates, já o está a fazer. Lá vieram a terreiro, indignados e contristados, o ministro Santos Silva e Vitalino Canas. Este falou mesmo numa "linguagem do ódio", usada por um partido da oposição contra o PS e o governo da pátria e causa das sevícias infligidas à democracia lá para os lados do Martim Moniz. Não deixa de ser extraordinário que esta liderança acuse os outros de praticarem uma "linguagem do ódio"...
 
Sócrates está a realizar uma manobra de chantagem para com os partidos da oposição. Os que não manifestarem o seu "repúdio veemente" ou coisa que o valha, estarão a colaborar escandalosamente na "falta de sentido democrático" ou na "intolerância" (é procurar no catálogo das indignações). Os partidos têm de resistir a embarcar em homilias lacrimosas que só beneficiarão Vital e Sócrates. Há só que condenar o condenável.
 
A partir de agora, já não estamos perante o "acontecimento" do Martim Moniz: o que agora temos é o discurso do PS sobre o "acontecimento". É com esse discurso político que se tem de lidar e é ele que agora interessa. Nas próximas horas seremos bombardeados com nada mais do que uma variação do tema político da vitimização de Sócrates. Vitimiza-se Sócrates por meio da vitimização de Vital.
 
Todas as palavras sobre o assunto que, de agora em diante, saiam da boca do candidato ou do próprio primeiro-ministro não são mais do que pura propaganda da campanha eleitoral. Convinha que os que se dizem empenhados na derrota de Sócrates não se juntassem ao coro.

 

 

 

 

Carlos Botelho, in "O Cachimbo de Magritte"

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José Sócrates inaugurou a fase das queixas e processos a todos quantos ousam dificultar-lhe a vida. Já se perdeu a conta ao nº de processos que correm contra jornalistas, blogs, etc, demonstrando um nervosismo por vezes descontrolado.

 

Com certeza por coincidência, leio a notícia de que Fernanda Câncio também deu início a uma atitude semelhante: várias queixas à Comissão de carteira profissional de jornalistas.

 

"Fernanda Câncio fez queixa à Comissão da Carteira Profissional dos Jornalistas (CCPJ) contra um jornalista do Correio da Manhã por este se ter referido a ela como "namorada de ..." O artigo em causa, publicado a 5 de Abril, versava sobre as críticas de Câncio proferidas no programa ‘A Torto e a Direito’, da TVI24, sobre a investigação jornalística ao caso Freeport, e mencionava, em antetítulo, "Namorada defende Sócrates".

Jornalistas de outras publicações foram também alvo de queixas semelhantes."

 

in Correio da Manhã

 

Este parece ser um ambiente de intimidação que se pretende criar na tentativa de inibir aqueles que ousam criticar o primeiro-ministro.

 

Esta situação é suficientemente preocupante para a saúde da democracia, mas o mais grave é que se promove incita a existência de uns seguidores desta doutrina. Promove-se um ambiente de perseguição a todos os que criticam o actual governo nos vários espaços de discussão na tentativa de eliminar os opositores numa perigosa deriva totalitária.

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Se o Secretário-Geral do PS está a enviar uma carta aos pais das crianças de Castelo de Vide, quem deu as moradas ao PS?

 

Foi o Ministério da Educação?

 

O Governo?

 

Que outra base de dados agrupa os nomes dos pais das crianças da turma de Castelo de Vide?

 

Se tivesse sido o Primeiro-ministro a pedir as moradas, em até percebia... Agora o Secretário-Geral do PS? Quem deu as moradas? Vá, digam lá.

 

Carlos Nunes Lopes no 31 da Armada

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Segundo vinha escrito no ‘Expresso’ este fim-de-semana, o sr. Charles Smith declarou à polícia inglesa ter mentido, não sendo verdade a alegação de que tinha pago dinheiro ao primeiro-ministro, José Sócrates. Ou seja, a principal argumentação do famoso "caso Freeport – Parte II" caiu assim pela base com estrondo. Afinal, tudo não passou, segundo o próprio Charles Smith, de uma invenção. Não houve qualquer corrupção, apenas uma calúnia, repetida várias vezes no célebre DVD.

 

Como já cheirava é a isto que se resume o Freeport: declarações avulsas, indignas e patéticas de um personagem de credibilidade duvidosa. No entanto, e apesar da fragilidade da coisa, evidente desde o início, o "caso Freeport" cresceu, inflacionando como um balão de ar, e artificialmente abalando o país político. Embora a oposição nunca o tivesse cavalgado com convicção, na secreta e perversa esperança que a comunicação social desse conta do recado, o "caso Freeport" foi usado e abusado como arma de arremesso contra Sócrates, e o que é ainda mais surpreendente, o primeiro-ministro acabou por sofrer com ele. Não deixa de ser estranho que um "caso", que desde o início demonstrava enormes fragilidades, tenha levado um primeiro-ministro a cometer tantos erros.

 

Contudo, e perante as actuais declarações do sr. Smith, é também evidente uma coisa: o caso Freeport chegou ao fim, e sem glória. Não vale pois a pena insistir mais, é vaca de onde já não sai mais leite.

Pela minha parte, tiro deste caso um ensinamento. Quando na oposição não existe um antagonista credível ao primeiro-ministro, acaba por ser a imprensa a preencher esse vazio. Tal como o Batman precisa do seu inimigo Joker, e o Joker precisa do Batman; Sócrates precisa de inimigos, e os inimigos precisam dele. Ora, não havendo inimigos à altura na oposição, é preciso inventá-los na televisão ou nos jornais.

 

Neste momento na América está a passar-se fenómeno semelhante. Com o Partido Republicano em cacos, os principais adversários de Obama são os comentadores republicanos, como Rush Limbaugh, que no seu programa de rádio zurze contra o presidente. Limbaugh representa o mesmo papel que Sócrates atribui a Manuela Moura Guedes, o de inimigo público número um de Obama. Contudo, e nisso foi bem mais inteligente que Sócrates, Obama nunca se queixou do seu Joker e deixa-o a falar sozinho.

 

Domingos Amaral, Director da GQ in Correio da Manhã, 29.04.2009

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O jornal Expresso noticia esta semana que Charles Smith desmentiu as declarações que ele próprio fez... Não sei. Porque devemos valorizar mais o desmentido do que as declarações iniciais?

 

A estratégia parece ser agora desacreditar o personagem que coloca em causa José Sócrates. Nada melhor que evidenciar esta contradição. O problema é que para alguém com o perfil que querem traçar de Charles Smith, este seria o comportamento típico: Confrontado com declarações controversas, tende a desmenti-las quando publicamente confrontado com elas. Típico.

 

O investimento na estratégia é grande. A notícia é primeira página do jornal Expresso. Mas atente-se: Existe uma deliberada tentativa de confundir o rigor dos factos: o desmentido de Charles Smith perante a afirmação de que José Sócrates é corrupto (tal como foi afirmado na tal gravação no DVD) foi conseguido por uns advogados contratados (alegadamente pela Freeport).

 

Trata-se portanto de um processo de investigação privado. Não foi perante a polícia nem perante quaisquer autoridades judiciais. Foi uma confissão obtida não se sabe em que condições. Pode ser até que Charles Smith venha a fazer declarações idênticas à polícia, nomeadamente à inglesa que se encontra a investigar o caso que envolve o primeiro ministro português. Não me surpreenderá. O facto é que a notícia do Expresso deixa (deliberadamente?) a dúvida sobre quem recolheu a dita "confissão".

 

A propósito, também me recordo que após as declarações do tio de José Sócrates "soube-se" de que o dito tio teria uma doença que lhe provocava falta de memória e confusões... Mesmo a propósito...

 

Mas o que importa mesmo é saber durante mais quanto tempo suporta o país esta situação de suspeições sistemáticas sobre o primeiro ministro de Portugal.

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Após ter comprado o Expresso de hoje e face a um título tão directo como “Charles Smith diz que mentiu sobre Sócrates”, pensei que quando chegasse a casa e visitasse o Câmara de Comuns, já o meu colega de blog António Prôa, teria feito mais um dos seus copy & paste de notícias, sem qualquer comentário. A bem da verdade.
Mas afinal enganei-me. O António Prôa desta vez não deu a conhecer a notícia do Expresso. Daí o título do meu post.

 

Ouvido em Inglaterra pela polícia e por advogados declarou sempre que não entregou dinheiro ao PM.

Entre Janeiro e Julho de 2007 o antigo consultor do Freeport foi inquirido em quatro ocasiões. Em todas confessou ter inventado que José Sócrates tinha recebido um suborno através de um primo. Uma equipa de advogados veio três vezes a Portugal ouvir Charles Smith e produziu um relatório de 330 páginas em que foram esmiuçadas todas as alegações contidas no célebre DVD. O relatório conclui ainda não ter havido levantamentos de dinheiro vivo da Smith&Pedro, ao contrário do que está registado na gravação. As conclusões foram entregues à polícia de Londres, que também confrontou o consultor com a transcrição completa da conversa. Mais uma vez negou o envolvimento de Sócrates. Ao desmentir ter subornado o primeiro-ministro, Smith assume a calúnia mas livra-se de uma possível acusação de corrupção activa.

 

Compare-se esta notícia com aquilo que foi ontem (24 de Abril), não de 1974 mas de 2009, afirmado pela boca da ex-deputada do CDS, que apresenta aquela espécie de telejornal, no canal que fica entre o 3 e o 5.

Mais, recorrendo a um recurso valioso, que é o Jumento, não tive que redigir toda a notícia. Deixo aqui para que todos a possam ler, inclusive o António Prôa.

 

 

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Hoje, dia 25 de Abril, o primeiro ministro achou adequado encher a residência oficial com palhaços que, como é normal, faziam palhaçadas...

 

Paralelamente, uma jornalista acusou José Sócrates de rosnar... Aqui.

 

Será normal? Até quando?

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Tenho discordado de muitas das políticas do actual Governo. Mas não é disso que se trata. A tremenda pressão que tem sido exercida sobre José Sócrates nos media desencadeia a minha simpatia. É mesmo a única razão que me poderá levar a votar no PS. Uma razão reactiva sem dúvida. Mas é meu direito. 
 
Ontem pude ler que o primeiro ministro terá sido "grosseiro, mal educado, agressivo" com os jornalistas na entrevista à RTP. Há aqui uma questão de representação, digamos, que deve ser analisada. Quando - e é a regra - os jornalistas são grosseiros, mal educados, agressivos, tal não é objecto de notícia porque se assume que é normal. Isso é considerado um comportamento aceitável, o que, evidentemente, não tem nenhum sentido. É simplesmente uma prática que foi normalizada e disseminada nos últimos anos. Nada obriga a que tal continue indefinidamente e seria mesmo bom que mudasse. Mas, se o primeiro ministro responde no mesmo estilo, isso passa a ser objecto de comentário, porque é suposto que os entrevistados em geral aguentem firme face ao insuportável bombardeamento do tipo mouraguedesiano. 
 
À parte isso - mas ainda mais ou menos sobre o mesmo assunto - penso que o estado da justiça em Portugal não é apenas problemático, é mesmo hilariante. Que me desculpem os magistrados, os juizes, os advogados, os procuradores de República, etc. Estou certo de que, se conseguissem alguma distância para se olharem a si mesmos, certamente que se ririam às gargalhadas com o espectáculo. Proponho um pequeno exercício de futurologia. Após as eleições legislativas - que o PS vai ganhar - o caso Freeport irá novamente entrar em misteriosa hibernação até ressuscitar ao terceiro ano a tempo de voltar a animar as hostes. Deixem-me rir à vontade.

 

António Pinho Vargas, Lisboa in Jornal Público 23.04.2009

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Durante mais quanto tempo vai resistir o país com um primeiro ministro sobre quem são lançadas recorrentemente suspeitas de corrupção? Acusações gravadas e publicadas, condutas mal explicadas, justificações omitidas.

 

E internacionalmente? como será visto um país dirigido por alguém que está envolvido num processo de investigação de corrupção pelas autoridades inglesas?

 

Por mais quanto tempo suporta Portugal esta situação?

 

 

 

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A escolha do constitucionalista Vital Moreira para liderar a lista do PS nas eleições de 7 de Junho ao Parlamento Europeu foi um sinal de "abertura" do partido, justificou ontem José Sócrates, rejeitando "um aparelhista" para aquela função.

 

Aparentemente o PS deve começar a procurar já um candidato a primeiro-ministro

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retirado do 31 da Armada

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Mas quem dúvida das pressões?! Primeiro o Público, depois o Correio da Manhã, de seguida a TVI e agora os procuradores... Então não é este o comportamento habitual?

 

Mas já se esqueceram de quando o primeiro ministro e os seus assessores telefonam para jornalistas e directores de jornais? Não são pressões? Todos os dias!

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O mandato do actual Provedor de Justiça terminou há cerca de oito meses atrás. Os dois partidos obrigatórios para concretizar a substituição através da eleição com uma maioria de dois terços não conseguiram faze-lo. Uma vez mais a imagem dos partidos políticos fica enfraquecida. Uma vez mais a imagem da Assembleia da República sai fragilizada.

Compreensivelmente, após oito meses de espera para ser substituído, o ainda Provedor de Justiça, veio manifestar a sua incomodidade perante a situação. Nascimento Rodrigues foi claro na justificação da situação a que se chegou: o partido maioritário quer também ocupar este cargo numa ânsia de hegemonia em relação a todos os cargos públicos.

A credibilidade do actual Provedor de Justiça impôs um peso às suas palavras que deixou os dirigentes do partido socialista num estado de nervosismo que contagiou o próprio primeiro-ministro. Só isso justifica a total falta de sentido de estado e a irresponsabilidade das reacções que se seguiram: o partido socialista atirou para a praça pública nomes propostos para ocuparem o cargo em questão na tentativa de criar uma cortina de fumo perante o verdadeiro problema tão sabiamente apontado por Nascimento Rodrigues.

A escolha do Provedor de Justiça depende do acordo entre os dois maiores partidos. A dignidade do cargo e o sentido de estado deveriam manter as negociações necessárias reservadas. Quem vem para a praça pública atirar nomes não quer resolver problemas, antes manifesta uma total ausência de sentido de estado. Quem persiste teimosamente em querer decidir todas as nomeações de cargos públicos, sacrificando o vital equilíbrio democrático, revela falta de bom senso.


texto publicado no jornal Meia Hora
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José Sócrates, o das campanhas negras, escolheu Vieira da Silva, o simpático ministro que paga subsídios de desemprego, abonos de família e outras prestações sociais, muito importantes em tempos de crise, para dirigir as três campanhas eleitorais. Já Joaquim Dias Valente, o valente e prestimoso presidente da Camara Municipal da Guarda, que investigou da maneira objectiva, rigorosa, aprofundada e eficiente conhecida aqueles projectos de casinhas assinados por Sócrates foi promovido à Comissão Política do PS. Roma paga a fiéis cumpridores. Deliciosos detalhes socialistas.

(publicado no Tomar Partido)

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Na sondagem presente nesta página e que infra analisei, os entrevistados foram convidados a escolher entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite em sete categorias.
A categoria que mais me fez reflectir foi a que diz respeito à arrogância. Previsivelmente Sócrates bateu aos pontos a líder do PSD. O Expresso assume esta categoria como negativa, na análise que faz ao inquérito, o que me suscitou uma interrogação: será que queremos líderes moles, consensuais e sempre sorridentes? Quantos líderes com este perfil ficaram para a história por bons motivos? Não será a arrogância algo inerente a uma liderança de pulso firme, auto-confiante e tendencialmente inabalável, que se quer para um País que precisa como de pão para a boca de um Governo reformista, ainda para mais em tempo de crise? Não será que o principal problema de António Guterres (entre outros) foi o facto de ser excessivamente secular, sendo sabido que isso leva com maior facilidade ao desrespeito?
Creio que também neste ponto, algo polémico, Sócrates brilha nos resultados expressos.
Submeto-me às Vossas críticas!

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A página dez do Expresso, que tem passado em branco neste Sábado blogosférico, deve ser alvo de uma profunda reflexão.
Constando de um semanário no mínimo insuspeito de apoio ao Governo, a sondagem que a preenche é no mínimo arrasadora das perspectivas de sucesso de Manuela Ferreira Leite e do PSD para as próximas Legislativas.
O estudo, de pura comparação entre as personalidades, sugere que os entrevistados escolham entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite numa série de sete categorias. A saber: (1) competência para governar, (2) conhecimentos dos problemas do País, (3) conhecimentos dos problemas europeus e mundiais, (4) liderança, (5) determinação, (6) arrogância e (7) honestidade.
Destas sete, seis são categorias positivas, todas à excepção da arrogância. Nessas seis categorias, fazendo a média, Sócrates bate Ferreira Leite com uma média de 42,18% à maior. O cenário ganha contornos dramáticos se tivermos em consideração que uma das categorias é a honestidade e que apenas nessa Manuela Ferreira Leite ganha, ainda com míseros 4,1% de vantagem. Descontando essa categoria, Sócrates cilindra a líder do PSD com uma média de 51,44% de vantagem em média.
Nem com mais de um mês de furacão Freeport o PSD se aproxima de um cenário propício a sorrir e, pior que isso, a diferença no que toca ao barómetro da honestidade é residual.

Urge mudar algo, digo eu. A velha democracia agradece.

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José Sócrates entendeu anunciar em prime time, numa encenação estudada ao segundo para abrir os telejornais em directo, o seu cabeça de lista à eleições europeias. No discurso, Sócrates repetiu à exaustão a ideia da importância da construção europeia e do papel do partido socialista no percurso europeu de Portugal.

 

Sócrates só não justificou porque falta à reunião do conselho europeu que se realiza amanhã. Deve ser por considerar a Europa muito importante...

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Logo a abrir a espectativa era saber como iria José Sócrates abordar o caso "fripor". Cedo se percebeu: "campanha negra", "perseguição de um director de jornal, de uma televisão e de um anónimo", "calúnia", blá, blá, blá... Parece que Sócrates terá a questão controlada...

 

Seguidamente apareceu António Costa a acusar o Bloco de Esquerda de ser parasita e oportunista. Sobre estas aformações podem tirar-se duas conclusões: Este pode ser o preço que o PS está disposto a pagar para conseguir a coligação com o PCP em Lisboa. Por outro lado, Costa ainda não percebeu (ou não lhe dá jeito) quem realmente é Sá Fernandes...

 

Depois foi a questão de saber se Manuel Alegre estaria presente. Durou, durou, até que parece que chegaram informações dando conta que não havia espaço para ele no congresso do partido em que se malha à direita e à esquerda.

 

Depois foi a dúvida sobre se seria anunciado o candidato socialista ao parlamento europeu, E foi. Vital Moreira. Uma personalidade com curriculum académico mas sem qualquer capacidade de comunicação como se assistiu no discurso longo e maçador que o próprio fez.

 

E como tudo o que havia para resolver ficou esclarecido deu-se o apagão, que como confessou Almeida Santos, acabou por ser um alívio...

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