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Nos últimos dias, devido ao facto das mudanças nos Governos da Grécia e da Itália, muitos comentários começaram a surgir em relação à nomeação de Papademos e Monti para a liderança dos respectivos Executivos nacionais. Estaríamos a entrar na era dos Governos de tecnocratas e isso seria um risco para a Democracia.

 

Se não nos ficarmos na espuma dos dias, veremos como ambas as personagens mandatadas para liderar os respectivos Governos são personalidades distintas - Papademos é um tecnocrata puro, enquanto Monti, apesar do seu carácter de tecnocrata, é um homem com um percurso político consolidado, desde os 10 anos como Comissário Europeu (lugar marcadamente político) à sua pertença ao grupo liderado por Felipe González para pensar o futuro da Europa.

 

Se ambas as situações são muito delicadas, o caso grego é bem diferente do italiano (tanto em termos de personalidades como estrutural). Vejamos: Papademos está a liderar o Governo grego de modo interino. Dentro de três meses os gregos regressam às urnas e escolhido o novo Parlamento, que poderá ser ganho por quem criou o enorme buraco na Grécia, a Nova Democracia, Papademos sai de cena. Ou seja, o novo Primeiro-Ministro grego é apenas o homem que está a assegurar a implementação das medidas num curto espaço de tempo, devido à saída de Papandreou.

 

No caso de Itália, Mario Monti está investido para concluir a actual legislatura, isto é, até à Primavera de 2013. Todavia, se actualmente a maioria dos grupos parlamentares italianos asseguraram ao Presidente Napolitano que vão apoiar o mandato de Monti, excepto a Liga do Norte (que passa para a posição confortável da oposição desresponsabilizando-se de tudo) e parte dos deputados do Partido da Liberdade (de Berlusconi), que não apoiam esta transição, Monti não vai ter uma vida fácil, pois o jogo parlamentar transalpino é marcado por imprevisibilidade e é bem possível a convocação de eleições no próximo ano, de todo indesejável, pois o país precisa, mais do que nunca, de estabilidade.

 

Quando muitos, agora, se atemorizam e reclamam que a Democracia está em risco, devido a estas mudanças, o risco primeiro, neste momento, para a Democracia, é o falhanço e colapso das suas instituições. Afinal, a Democracia não se resume ao acto do voto, mas a algo bem mais vasto e complexo, que também contempla o voto, mas não só.

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Apetecia-me ir à Fonte di Trevi e lançar uma moeda de €uro, desejando uma Europa decente e forte.

 

Estamos todos suspensos pelo que se passará em Itália, o principal alvo do momento. A não implementação de reformas, como o aumento da idade da reforma para 67 anos, reprovado pela formação de Umberto Bossi - Liga do Norte, que está no Governo de Berlusconi, pode representar mais um agravamento das condições da UE.

 

Os egos e ódios dos principais políticos italianos são outros dos graves problemas neste momento e estamos todos dependentes das birras e agendas pessoais de cada uma das partes, num dos países mais desiguais da UE, com um norte poderosamente rico e um sul atrasado.

 

Segundo algumas fontes do Governo italiano, o Executivo pode estar à beira de cair. Se há algo neste momento que dispensamos é uma crise política (que em Itália é quase o dia-a-dia), a somar à financeira e económica.

 

É de todo desejável a aprovação de novas reformas pelo Governo italiano, sob pena de continuarmos a afundar-nos.

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Mais uma pérola de il Cavalieri.

 

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Dizem que são rumores, mas será esta uma manobra para Berlusconi anular as notícias de ontem, que deram a conhecer mais umas meninas nas festas de il Cavalieri?

 

Em Itália, voltam a crescer as vozes a condenar Berlusconi, até o beato Rocco Bottiglione (o candidato proposto por il Cavalieri, em 2004, para Comissário Europeu, mas reprovado pela sua moral ultra-conservadora) exige a saída do Primeiro-Ministro italiano.

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Como se previa, os sociais-democratas chegam ao poder na Dinamarca, apesar de terem obtido, na eleição legislativa de ontem, um dos piores resultados das últimas décadas (chegou a perder votos em relação ao Partido Liberal, no Governo, que ainda obteve mais votos que nas anteriores eleições legislativas). Todavia, devido à subida de outras formações de esquerda, esta torna-se maioritária e pode formar Governo, depois de uma década de domínio de direita na Dinamarca.

 

No domingo, há mais uma decisiva eleição na Alemanha, com a eleição em Berlim, onde o SPD deve renovar o mandato à frente da capital germânica. Dos resultados importa apurar, além dos números do vencedor, quais os apoios que a CDU e o FDP vão contar. Pode haver mais um forte sinal de reprovação ao Governo de Merkel que começa a abrir muitas brechas, com total falta de sintonia entre os Ministros da CDU e os do FDP.

 

Por outro lado, em França, na disputa das primárias, que ontem teve o primeiro debate televisivo, não obstante as diferenças entre os seis candidatos, estes não entraram numa lógica de insulto, e preferiram a elevação, dando um sinal de maturidade e confiança ao eleitorado gaulês. Prevê-se que no dia 9 de Outubro cerca de 15% do eleitorado francês, correspondente a 6,5 milhões de pessoas votem (as primárias do PSF são abertas à população, assim, além dos militantes socialistas têm direito a voto os cidadãos que se inscreveram previamente, pagaram 1 €uro e manifestaram, por assinatura, o reconhecimento com as causas do projecto da esquerda socialista).

 

Se em Espanha o PSOE dificilmente ganhará nas legislativas de Novembro, há, no entanto, uma vaga de fundo na Europa que começa a dar sinais de mudança e regresso da esquerda à liderança na França, Itália e Alemanha.

 

Os socialistas, sociais-democratas e trabalhistas podem chegar a 2014 como a força maioritária na UE. E a eleição para o Parlamento Europeu pode atestar isso. Veremos!

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“Vou-me embora deste país de merda”, diz Berlusconi

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un país que, tras 20 años de berlusconismo y diez de Ejecutivos dirigidos por el magnate milanés, ha perdido casi toda su fiabilidad internacional y toda su capacidad de progreso: en la última década, solo Haití y Zimbabue crecieron menos que el Belpaese.

 

Em Portugal, há quem sinta a necessidade constante de falar mal do País e ver todos os males do mundo no canto ocidental da Europa. Afinal, parece que a Itália, um colosso, nos últimos 10 anos teve um crescimento só ao nível dos trágicos casos do Haiti e do Zimbabué.

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Nuovo record dello spread che tocca i 268 punti: Piazza Affari cede circa l'1%. Oggi vertice Ue

 

Italia ancora nel mirino della speculazione per la crisi del debito dell’eurozona: dopo il venerdì nero

 

Ora cá está um dos grandes feitos da especulação. Atingir um país do G8, ou seja, uma das maiores economias do mundo. O problema, preocupante, é que além de afectar a vida de milhões de italianos, arrasta toda a zona €uro.

 

Será que é desta que a UE desperta? Tombando Itália, França e Alemanha, a médio prazo, tornam-se noutros alvos mais vulneráveis.

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Sarkozy es el único dirigente francés, y seguramente europeo, que no parece haber comprendido que la búsqueda de réditos electorales a costa de la inmigración no le ha beneficiado y está alimentando las expectativas de la candidata presidencial del Frente Nacional, Marine Le Pen. Si no prospera la propuesta de revisar el Tratado, y es de esperar que no prospere, será la ultraderecha francesa, y por extensión europea, quien reciba el regalo de abanderar una medida en la que Sarkozy y Berlusconi habrán fracasado.

 

Ontem, em Roma, Berlusconi e Sarkozy deram mais um forte apoio à extrema-direita europeia. Ao querer rever a todo o custo Schengen, sem querer intervir a montante do problema que a UE e o norte de África enfrentam, os dirigentes gaulês e transalpino só ajudam a reforçar o discurso xenófobo dos radicais, que um pouco por toda a Europa recrudesce. É sempre mais fácil, para não trabalhar, desdenhar os imigrantes clandestinos, ignorando as suas necessidades, como se o erguer de muros, por si, resolvessem problemas (tal como a barragem que acumula muita água, esta sairá por algum lado e haverá sempre inundações).

 

Assim, aos défices europeus, somam-se problemas sociais graves, e que servem para causar mais mossa na UE e prejudicar os 500 milhões de europeus. Mas certos líderes europeus, como Berlusconi e Sarkozy, gostam de se apresentar como se estivessem a resolver os problemas.

 

À falta de liderança europeia e de líderes nacionais dos principais Estados sem visão, continuamos a cavar as conquistas de 60 anos de Paz e Democracia. Colocam-se em causa modelos sociais e, também, económicos.

 

Por outro lado, quem costuma falar de neoliberalismo na Europa, bem pode ver neste acontecimento mais uma prova de como neoliberais as políticas dos Estados europeus nada têm. Continua-se a confundir proteccionismo com neoliberalismo. Enfim... mas não deixa de ser hipócrita, sobretudo de Sarkozy, o que mais tem forçado a revisão de Schengen, com o reerguer parcial das fronteiras, ao mesmo tempo bate-se pelo mercado interno (e os italianos, para protegerem as suas empresas estratégicas copiam, imagine-se!, o modelo de defesa francês). A Lactalis, que além de querer dominar a Parmalat, já opera na Tunísia, desde 1999. Como se deduz, tudo coerência!

 

Os Estados têm legítimos interesses, mas devem ser acompanhados de decência. Esta reunião franco-italiana foi tudo menos decente, pela hipocrisia exibida por cada parte, tanto a nível da imigração como da economia. E, pior do que isto, é que são tão prejudicados os europeus como os norte-africanos.

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Resulta sorprendente que, en un día como el de ayer, en que los mercados convirtieron a Portugal en protagonista involuntario, hacia donde había que estar mirando realmente era hacia Italia.

 

Depois da Grécia e da Irlanda, Portugal e Espanha tornaram-se os novos alvos a merecer resgate do FMI. Porém, se a Grécia que devia ter sido uma lição, pois só as instituições europeias deviam, por ter capacidade, ser as únicas a intervir na economia nacional helénica, a condescendência e demissão das potências com mais responsabilidade na UE, Alemanha e França, continuou e, deste modo, a Irlanda tornou-se presa fácil para os mercados, com as consequências conhecidas.

 

Enquanto o €uro começou a ser alvo de ataque permanente incessante, deste a Primavera de 2010, e ainda não terminou nem se colocou um ponto final a este ataque, Portugal e Espanha são os países que se seguem, para receber o FMI, apesar de já estar em "agenda" outros países, com mais poderio e que podem representar um passo muito forte para o desmoronamento do €uro: a Bélgica, que devido à insustentável condição de entendimento político se torna um alvo fácil, e, sobretudo, e mais preocupante, a Itália.

 

Na actualidade, justifica-se plenamente a consciência da nossa cidadania europeia, que partilhamos a 27 e há que encontrar os responsáveis desta situação de grande instabilidade: Angela Merkel e Nicolas Sarkozy, a senhora e o senhor que no final do ano 2010 anunciaram que 2011 não seria como o ano anterior.

 

Pelos vistos, os governantes alemães e franceses continuam a assobiar para o lado, qual orquestra do Titanic.

 

Carlos Manuel Castro

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Tal como os gatos, Berlusconi tem sete vidas e já resistiu a muitos maus momentos. Hoje, previa-se que o seu Governo caísse. Os escândalos em que está envolvido são muitos, mas o seu objectivo prioritário mantém-se intacto: ganhar a imunidade, para não ser acusado de nada - os combates com o poder judicial são variados e a pretensão do Primeiro-Ministro italiano mudar o poder judicial de modo a que fique ao seu agrado é mais do que muito e está na agenda do dia em Itália.

 

Todavia, o que hoje estava em causa era o confronto com o seu ex-delfim: Gianfranco Fini. O líder da extinta Aliança Nacional (AN), com quem fundou o Povo da Liberdade (PdL), e há poucos meses despejou do PdL.

 

Fini esticou a corda ao máximo, no sentido de fazer cair o Governo, e derrubar Berlusconi, procurando apresentar-se, depois, como o forte e novo líder da direita, já com o partido que entretanto criou. No entanto, as jogadas de bastidores, nas últimas horas, foram muitas e alguns deputados que até estiveram com Fini, aquando do romper com Berlusconi, regressaram ao PdL e acabaram por ser estes que viabilizaram o actual Governo (votaram por Berlusconi 314, contra 311, 2 deputados abstiveram-se).

 

É evidente que o Governo italiano está "clinicamente morto", como diz o Partido Democrático. E Berlusconi sabe isso tão bem, como sabe o seu aliado Umberto Bossi, da Liga do Norte. O Governo está na corda da bamba e pode cair a qualquer momento. Bossi é o mais franco e reclama eleições.

 

Como sempre, nos últimos anos em Itália, são os caprichos de Berlusconi a predominar e a sobrepor-se aos interesses de Itália. E até hoje, quase sempre, ele tem, infelizmente, levado a melhor.

 

Mesmo com um Governo ainda mais frágil, Berlusconi deve estar a apreciar esta vitória frente a Fini. Provavelmente, uma das mais saborasas na sua carreira. Com este resultado Berlusconi bem pode dizer, da sua óptica: Roma não paga a traidores.

 

Carlos Manuel Castro       

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"Não sou nenhum santo, vocês todos sabem disso", disse hoje Berlusconi, falando com leveza do último escândalo em que se viu envolvido após a divulgação de gravações, nos sites do diário "La Repubblica" e do semanário "L’Espresso", que diziam alegadamente respeito a conversas entre Berlusconi, de 72 anos, e uma prostituta, Patrizia D’Addario.

Numa das conversas, o primeiro-ministro italiano dizia-lhe para esperar por ele na cama depois de tomarem duche, e numa outra conversa, esta entre D’Addario e Giampaolo Tarantini, um empresário de Bari (Sul de Itália) que está no centro de uma investigação sobre prostituição, o empresário dá à prostitua informações sobre Berlusconi, avisando-a de que o primeiro-ministro não usa preservativos.

Mais palavras para quê?
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O "Barigate" continua a ser abordado com pormenor pelo El País.

 

Depois de há dias o periódico espanhol ter apresentado a entrevista que Patrizia D'Addario deu a um jornal italiano, desta vez é o enviado do El País, em Itália, que esteve até há poucos anos em Portugal, Miguel Mora, que entrevista a mulher que tem estado debaixo dos holofotes e que pode fazer tremer Berlusconi.   

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En Bari se juega el plebiscito más morboso: allí ha estallado la investigación judicial sobre inducción a la prostitución que afecta a Berlusconi, y allí viven las dos candidatas (una prostituta y una velina) que entraron en la lista La Puglia prima di tutto (Puglia antes que nada), inserta en el Pueblo de la Libertad de Berlusconi, tras visitar al primer ministro en el palacio Grazioli y Villa Certosa.

 

En el primer turno, la prostituta de lujo Patrizia d'Addario obtuvo siete votos, mientras la azafata televisiva Barbara Montereale rozaba la treintena.

 

Las dos han declarado a la fiscalía que fueron reclutadas por Giampaolo Tarantini, un empresario conocido como el rey de las prótesis al que los magistrados investigan también por corrupción. D'Addario, de 42 años, asegura haber recibido mil euros de Tarantini por cenar con el Cavaliere, y añade que volvió una segunda noche y mantuvo relaciones sexuales con él a cambio de una promesa de ayuda para construir un complejo turístico. D'Addario ha aportado grabaciones de vídeo y audio que según los medios italianos prueban las acusaciones.

 

Barbara Montereale afirma haber recibido 10.000 euros de Berlusconi tras acudir a una fiesta en Villa Certosa en enero, pero jura que no mantuvo relaciones sexuales con él. Según Montereale, Tarantini "trabajaba para Berlusconi". El empresario negó ayer haber pagado dinero a las mujeres. "Sólo les pagaba los gastos de viaje", señaló.

 

Assim vai o reino de Il Cavalieri.

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Caro Paulo,

 

Os italianos escolheram novos eurodeputados.

 

E das famosas mulheres escolhidas por Berlusconi, para ter lugar no Partido Popular Europeu (família política europeia do partido do Primeiro-Ministro de Itália), Elisabetta Gardini (não acreditas, mas a senhora que vês na foto tem uns elegantíssimos 53 anos) voltou a ser reeleita.

 

Barbara Matera, a mais destacada das escolhidas, é outra das eleitas para o hemiciclo europeu. Mas mais se poderiam indicar, como Licia Ronzulli ou Lara Comi.

 

De referir, ainda, que esta candidata do Partido Democrático ganhou a Berlusconi e a net teve um papel decisivo neste triunfo.

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Se diría que el Gobierno italiano ya no sabe qué hacer para suscitar escándalo. Tras aprobar sin debate en el Parlamento nuevas medidas contra los inmigrantes y devolver a Libia media docena de barcos llenos de desesperados vulnerando las convenciones internacionales, el ministro de Defensa, Ignazio la Russa, ha subido el tono del esperpento al calificar a ACNUR, la agencia de la ONU para los refugiados, como una organización "inhumana y criminal".

 

Quando um Ministro de um Governo de um Estado democrático e da UE denomina a ACNUR como organização "inumana e criminosa", de duas uma, ou se retrata e apresenta um pedido de desculpas público ou o líder do Governo indica-lhe a porta de saída. Como se trata do Governo de Berlusconi, tudo é permitido. Até dizer barbaridades.   

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A Câmara dos Deputados italiana deu, esta quarta-feira, luz verde para que a imigração ilegal seja um crime em Itália, multando os clandestinos em dez mil euros e enviando para a prisão quem lhes der guarida.

 

A imigração é um dos domínios que merecia um enquadramento europeu. O que não se verifica, tendo cada Estado a sua própria legislação, independentemente do país vizinho, o que por vezes causa um sentimento de mau estar, como se verificou há poucos anos, quando o Governo espanhol regularizou milhares de imigrantes ilegais e o homólogo gaulês mostrou reprovação.

 

Não sou adepto, como a esquerda radical, das portas abertas na UE sem qualquer regra, mas muito menos comungo da Europa fortaleza que a direita conservadora e xenófoba tanto preza.

 

Ao ler a notícia de que o Parlamento italiano aprova a imigração ilegal como um crime, multando os clandestinos em 10 mil euros (muitos, provavelmente, com mil euros nem saíam da sua terra natal) e condenar, com pena de prisão, quem auxiliar os imigrantes ilegais, sinto indignação por um Governo da UE ter desprezado os Direitos Humanos.

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O mais novo partido transalpino, o Povo da Liberdade, que governa a Itália, liderado por Silvio Berlusconi, apresenta-se, no primeiro teste eleitoral, com o mesmo cabeça-de-lista em todas as circunscrições - ao invés de Portugal em que há um único círculo, o nacional, em Itália os eurodeputados são eleitos por circunscrições.

 

 

Quem mais poderia ser? Silvio Berlusconi. O homem que é Primeiro-Ministro, Presidente do AC Milan, proprietário de uma rede de órgãos de comunicação social significativa, de empresas e outras coisas mais.

 

Como refere (justifica?) o site do partido: Silvio Berlusconi è capolista in tutte le circoscrizioni, a testimonianza dell'importanza di queste elezioni, nelle quali il Popolo della Libertà ha l'obiettivo di diventare la delegazione più numerosa all'interno del Partito Popolare Europeo.

 

Berlusconi pode estar a querer disputar uma corrida no seio do PPE, no sentido de ganhar postos chave, devido ao peso da comitiva italiana. Sem esquecer, por outro lado, a indicação, por parte do Governo, e votação, por parte do Parlamento Europeu, do Comissário. Basta recordar que há cinco anos houve o famoso caso Bottiglione - nome proposto por Berlusconi para Comissário Europeu e rejeitado pelo Parlamento.

 

Seja como for, o homem está em todas!

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Caro Paulo Ferreira,

 

Eis mais uns trabalhos artísticos vindos de Itália. Espero que não leves a mal esta obra, como outras, com o mesmo protagonista, actualmente em exposição na cidade de Savona.

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É com este lema: a revolução da liberdade, que Silvio Berlusconi se apresenta como o líder do novo partido italiano e ambiciona que nas próximas eleições um, em cada dois italianos, vote no Povo da Liberdade.

Veremos até quando Berlusconi, Fini e Bossi se entenderão na mesma casa partidária.

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Debora Serracchiani, advogada de Udine.

Dizem que é uma lufada de ar fresco e de esperança no Partido Democrático.

 

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Depois da esquerda italiana ter assumido uma refundação, com o surgir do Partido Democrático, foi a vez de a direita se refundar.

 

No próximo fim-de-semana arranca o Povo da Liberdade, que soma a Aliança Nacional do outrora extremista-pos-fascistas-e-hoje-um-pouco-mais-moderado Gianfranco Fini com a Força Itália de Silvio Berlusconi.

 

A Aliança Nacional deixa de ser partido e vira fundação. E desta mudança, na direita, fica mais perceptível que Fini corre para a liderança do Governo. Com um Berlusconi apostado em tornar-se Presidente da República, por forma a ficar praticamente imune à Justiça, Fini quer surgir como um político menos agarrado aos valores pós-fascistas que caracterizaram a sua formação política ao longo destes anos.

 

Curiosa, destas refundações, é o momento da sua ocorrência. Ambas tiveram lugar enquanto exercem o poder na Itália.

 

Veremos no que dará esta mudança, em especial a convivência na mesma casa política de Berlusconi e Fini.

 

Para já, e oxalá os grandes partidos possam seguir e construir um caminho mais assertivo, dá-se mais um passo dado no sentido do sistema político não beneficiar as pequenas formações, que muita das vezes decidem o país.

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A polêmica reforma da educação na Itália foi definitivamente aprovada na quarta-feira.

O retorno ao professor único no primário está previsto para o início de 2009 em lugar do sistema atual (três professores para duas turmas, dividindo as matérias ministradas).

O ensino também será reduzido para 24 horas por semana contra 29-31 horas atualmente, o que leva os opositores a temerem uma queda da qualidade e os pais a se preocuparem em como ocupar seus filhos.

Os recursos do governo para o primário devem ser reduzidos em 7,8 bilhões de euros durante os próximos quatro anos.

O texto adotado nesta quarta-feira é relativo apenas ao primário, mas os estudantes secundaristas e os professores se juntaram à mobilização para protestar contra os grandes cortes orçamentários que atingem os ensinos secundário e superior votados em agosto.

O decreto do governo prevê o fim de 130.000 empregos, entre professores e funcionários não docentes.

 

Caro Pedro,

De forma resumida, penso ter respondido à tua reticência.

A política da Ministra Gelmini conduz à dispensa do Estado da Educação.

É por isso que considero uma demagogia o que o senhor Mário Nogueira anda pelo nosso País a apregoar, como se fosse a política do Governo português semelhante à italiana, de desinvestimento, desemprego e desresponsabilização do Estado no campo educativo. Notassem os dirigentes da FENPROF o que se passa em Itália e encarassem e comparassem com o caso nacional e em muito teriam de elogiar Maria de Lourdes Rodrigues. 

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Caro Paulo (Ferreira),

 

Nesta Câmara debateu-se, há dias, o ranking das Escolas e assuntos educativos afins.

Não se falou, por aqui, de Itália nem do aceso debate, na rua inclusive, que a nova e quase revolucionária proposta educativa do Governo de Berlusconi tem desencadeado para lá dos Alpes. 

Entretanto, com um país a ferro e fogo, por causa da Educação, il Cavalieri nomeia uma nova porta-voz do Conselho de Ministros, a nossa já bem conhecida Mara Carfagna.

Resta, desde este nosso canto à beira-mar plantado, desejar boa sorte à nossa mui estimada Mara no exercício das suas novas funções!

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No que a manifestações diz respeito, estou habituado à disparidade de quantificação de participantes entre os organizadores e as autoridades, em especial quando o objecto da mesma seja a contestação a um Governo.

 

Já assisti a números tão hipócritas quanto escandalosos. Aquilo que ainda não tinha visto era uma disparidade de dois milhões e trezentas mil pessoas (!?) na avaliação feita pelas parte que referi.

 

Tal verificou-se hoje em Itália e, ou muito me engano, ou não demonstra boa saúde da "democracia Italiana", ou que o Governo Berlusconi esteja estável e seguro de si, do seu presente, futuro e... passado.

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 “Moradores da cidade italiana de Marino, na região central do país, foram surpreendidos com o que parecia ser um milagre: das torneiras de suas casas começou a jorrar vinho branco, em vez de água.

O inusitado incidente ocorreu no último domingo, durante a abertura da 84ª edição da Festa da Uva de Marino – a mais famosa festividade do estilo no país.

Tradicionalmente, para marcar o início da Festa, milhares de moradores fazem uma contagem regressiva ao redor da Fonte dei Quattro Mori, no centro da cidade, para ver a "transformação da água em vinho", quando a fonte passa a jorrar, ao invés de água, uma boa qualidade de vinho branco.

Todos os anos, a Fonte é abastecida com barris de três mil litros de vinho para garantir

o sucesso das celebrações. No entanto, os responsáveis pelo abastecimento das fontes

de água espalhadas pelas ruas da cidade giraram a alavanca errada no momento da

abertura da Festa e, em vez de enviarem vinho para a Fonte, mandaram a bebida para casas da cidade.


 

'Milagre'

Algumas donas de casa de Marino – que possui cerca de 40 mil habitantes – estranharam o odor familiar que saía das torneiras e foram as primeiras a notar que não se tratava de água.

Uma moradora estranhou o cheiro quando limpava o chão de sua casa. Mas não reclamou, porque considerou o odor agradável. O mesmo ocorreu em outros condomínios.

Muitos acreditaram se tratar de um milagre da Virgem do Rosário, a padroeira da Festa da Uva mais famosa da Itália.

Sem saber o que se passava nas casas, milhares de moradores, que aguardavam ansiosos a abertura das festividades com copos de plástico nas mãos, se decepcionaram ao ver jorrar da Fonte nada mais do que água.

As autoridades avisaram que o problema seria solucionado o mais rápido possível e, depois de dez minutos, o vinho começou a jorrar da Fonte normalmente.


 

O prefeito disse que o incidente foi 'simpático'

De acordo com ele, o incidente ocorreu devido a uma falha humana, que deve ser minimizada.

"Foi um erro técnico não previsto, que acabou se transformando numa coisa simpática para as pessoas", disse o prefeito à BBC Brasil.

"É uma coisa que pode acontecer, porque o trabalho é todo feito manualmente", afirmou.

"Resolvemos tudo em poucos instantes sem ocasionar qualquer problema para quem estava na festa e para quem ficou em casa naquele momento", disse Palozzi

 

Valquíria Rey De Roma para a BBC Brasil

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Berlusconi volta a defender a imunidade judicial para os detentores de cargos estatais. O chefe de governo Italiano anunciou que pretende pedir ao Conselho de Ministros, que apresente um projecto de lei que impeça a utilização da justiça contra altos governantes do país.

 

Em Berlusconi, a ambição do poder confunde-se com a necessidade de se defender.

 

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O novo governo conservador da Itália está a estudar propostas que visam controlar a crescente prostituição nas ruas. Uma das soluções apresentada é a criação de distritos reservados para a prostituição, assim como a legalização dos bordéis e penas de prisão perpétua para os condenados de praticarem actos de lenocínio.

 

Pela segunda vez estou de acordo com Berlusconi!

A primeira foi quando decidiu mobilizar as forças armadas para acabar com a "crise do lixo em Nápoles" e para impedir o "domínio da máfia" sobre o negócio da recolha/tratamento dos resíduos sólidos urbanos da cidade.

Berlusconi parece muito diferente nesta terceira passagem pelo Governo italiano, será desta que aprendeu a lição e vai deixar de lado o modelo pseudo-fascista-circense?

O que dirá a Aliança Nacional de Gianfranco Fini?E a Liga Norte de Umberto Bossi?

Eu digo que concordo com esta medida e que gostava de a ver implementada em Portugal, já basta de falsas moralidades, preconceitos arcaicos, noções de justiça e igualdade deformadas por pretensas desculpas religiosas e de tratar por igual aquilo que é diferente!

Por razões de segurança e saúde pública das mulheres/homens que se dedicam a essa actividade, bem como dos impolutos e inocentes clientes, também por uma questão de dignidade dos cidadãos que partilham as mesmas ruas e de imagens das cidades onde esta actividade ilegal decorre à vista de todos, acho que il Cavaliere tem razão.

Sem traumas, sem cinismos nem complexos.

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Berlusconi: «Problemi enormi,
necessario il dialogo con tutti»

Il premier: «Bisogna mettere da parte le ideologie e lavorare per il bene comune»

«Il dialogo è necessario. Lo è con l’opposizione, con le parti sociali, con tutti perché noi abbiamo una situazione difficile, molto difficile da governare»

 

Se não lesse, quem me dissesse que il Cavalieri defende o diálogo com todos, inclusive com a oposição, para arrancar Itália da decadência em que se vai afundando a cada ano que passa, diria que estaria a delirar. Logo ele, que sempre fazIa questão de confrontar os seus opositores só pelo simples prazer de confrontar, e nem sempre em tom razoável.

Parece que à terceira vez que governa o país, Berlusconi percebe que todos são poucos na árdua missão de arrancar a Itália do declínio que atravessa há anos.

De qualquer modo, não se pode deixar de notar uma certa sensibilidade, nestas palavras do Primeiro-Ministro transalpino, para a Igualdade de Oportunidades. Ora, quem é que no Executivo de Roma tem a pasta da Igualdade de Oportunidades? A bela Mara! 

Será que a Ministra está mesmo a promover boas medidas de inclusão e boa convivência, no caso, na muito difícil e sempre crispada vida política italiana? Para já, Silvio, na terceira versão governamental, não se está a comparar com o das duas primeiras.

 

P.S.- Aos novos elementos desta Câmara, em meu nome: muito bem-vindos! Sem desconsideração por ninguém, quero destacar o gosto, e honra, de poder partilhar o mesmo espaço com o Jorge Ferreira, pessoa que não conheço pessoalmente, mas há muito que nos vamos cruzando neste mundo blogosférico. E é sempre com interesse que leio os seus escritos no Tomar Partido. Recordo que há dois anos, sensivelmente, o Jorge, eu e outras pessoas, promovemos uma acção pioneira na blogosfera portuguesa, ao lamentar o acolhimento das FARC pelo PCP, na Festa do Avante de 2006 - grupo terrorista que vive da extorsão, tráfico de droga e sequestros, tendo centenas de reféns, entre os quais a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt. 

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Aqui Portugal leva vantagem clara...

 

 

 

 

Mas este foi o critério que decidiu tudo:

 

 

 

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