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As notícias saídas nas últimas horas, quer na imprensa israelita quer na europeia, revelam que a escalada de confronto entre Israel e o Irão está para rebentar, se os ânimos e as vontades não arrefecerem. 

 

Não é por acaso que começam a ser publicadas sondagens de qual a posição geral dos israelitas face a um eventual ataque ao Irão e no Reino Unido o Governo prepara-se para o confronto.

 

Nada disto é por acaso, e não se pode desconsiderar, neste delicado e explosivo xadrez a mudança de líder na Arábia Saudita, país que vê com grande apreensão, tal como Israel, o poderio nuclear iraniano - resta saber se os sauditas estão dispostos, como em 1991 no Kuwait, a bancar parte uma intervenção -, ao mesmo tempo que os EUA retiram as suas tropas do Iraque (país onde a influência iraniana, após a queda de Saddam, tem vindo a aumentar).

 

Por outro lado, o outro actor global e determinante, os EUA, conta, actualmente, com uma Administração mais dada ao multi que ao unilateralismo, como a anterior, de GW Bush. E há questões relevantes, no caso norte-americano, a considerar: a dimensão financeira, os EUA estão esgotados devido às intervenções no Iraque e no Afeganistão; a estratégica, Obama tem tido um mandato de pontes e não de rupturas; e, a eleitoral, é muito arriscado para Obama, a um ano da eleição, lançar-se numa guerra sem perspectivas de rápido desenlace, como na Líbia, mas, ao mesmo tempo, o poderoso lobby de apoio judaico dos EUA, e tradicionalmente pro-Democrata, não perdoaria a Obama a falta de apoio e/ou associação a Israel numa intervenção.

 

Do lado dos britânicos, o entusiasmo, quiçá pela intervenção na Líbia, é pressentido, algo que não é o sentimento de outras chancelarias, como as de Moscovo e Pequim, opostas a qualquer intervenção no Irão.

 

Consta que Benjamin Netanyahu, Primeiro-Ministro, e Ehud Barak, Ministro da Defesa, estão empenhados numa intervenção, à imagem do que Israel fez no Iraque (1984) e na Síria (2007). Posição à qual já se somou o radical Avigdor Lieberman, Ministro dos Negócios Estrangeiros. Porém, não é consensual, no Executivo de Tel Aviv, a decisão de ataque.

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Presidente francês pede estatuto de estado observador para a Palestina.

 

Falhado nas propostas e medidas em França, este pedido do Chefe de Estado gaulês faz sentido, pois corresponde tanto às aspirações dos palestinianos como à necessidade de compromisso dos israelitas.

 

Nota-se uma grande diferença, na diplomacia francesa, desde que o experiente Alain Juppé chegou à tutela dos Negócios Estrangeiros.

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Abbas rechaza reabrir el diálogo con Netanyahu mientras no cumpla sus condiciones

 

Os tempos de mudança estão mesmo a percorrer o Médio Oriente. Hoje, Mahmoud Abbas comporta-se como se fosse um político israelita e põe e dispõe mediante a sua vontade, ao contrário de Netanyahu, que mais parece um político palestiniano, sem força nem condições para fazer valer os seus pontos de vista.

 

Sem o outrora fundamental Hosni Mubarak em jogo, e como seria importante com alguém que fosse uma referência para mediar as partes na região (actualmente só o Primeiro-Ministro turco Erdogan estaria nessas condições, mas dadas as relações entre a Turquia e Israel, devido ao episódio da flotilha, é impossível), Netanyahu não conta com nenhum apoio na região para sustentar as sua posições. Até a vizinha e aliada Jordânia está mais distante de acordos com Tel Aviv.

 

O Primeiro-Ministro israelita, que até há uns meses se dava ao luxo de fazer o que queria, como a construção de mais colonatos ao arrepio da decência e paz na região, encontra-se, como o seu Governo, isolado, e percebe que Abbas está em posição, com o apoio maioritário internacional, para reconhecer o Estado da Palestina nestes dias, na ONU.

 

Abbas foi inteligente, pois não só reforça a sua imagem junto dos palestinianos, com quem tem vindo a dividir protagonismo com o Hamas, na disputa de quem mais defende os interesses da Palestina, como se mostra confiante e com força para concretizar um velho desejo. Não é por acaso que ontem Netanyahu manifestou interesse em reunir com Abbas e, hoje, o líder palestiniano diz que só com resultados concretos haverá lugar a diálogo.

 

Esta semana deveremos saber se haverá reconhecimento do Estado da Palestina, e caso haja, como muito bem disse há dias Bill Clinton, a situação na região não irá alterar-se muito, isto é, os conflitos deixam de ter lugar. Pelo contrário. 

 

Infelizmente, são os jogos exógenos que estão a determinar esta aceleração, pois é do interesse de Israel reconhecer e conviver com o Estado da Palestina, mas o actual Governo de Tel Aviv não tem feito muitos esforços nesse sentido. 

 

Porém, não deixa de ser paradoxal esta mudança de posições.

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Abbas: We want to delegitimize the occupation, not the State of Israel

 

Enquanto alguns querem que a Palestina seja reconhecida como Estado a todo o custo na próxima semana, Mahmoud Abbas demonstra uma posição bastante sensata. Melhor do que ninguém, o líder palestiniano sabe que a situação palestiniana não se resolve só pelo reconhecimento do Estado.

 

A Palestina precisa tanto do reconhecimento de Israel, com Israel precisa da colaboração da Palestina, para os seus interesses de segurança e estabilidade.

 

A geopolítica de uns quantos continua a ser jogada mediante os interesses próprios e não dos palestinianos. 

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Netanyahu examining possible future borders of a Palestinian state

 

O facto do Primeiro-Ministro de Israel começar a estudar as fronteiras da Palestina, tendo em vista a consolidação do Estado palestiniano, é um bom sinal de como em Tel Aviv começam a aceitar a inevitabilidade da existência do país vizinho dentro de algum tempo.

 

Vários países latino-americanos já reconheceram o Estado da Palestina, a Espanha e a China têm pressionado para se reconhecer mundialmente o Estado da Palestina, dentro de pouco tempo. Ainda deve faltar muito para tal, mas já não estamos nas vias da impossibilidade. 

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Nao se assustem com o que veem na televisao. A Palestina nao e' pior, nem muito diferente de uma feira das galinheiras ou da antiga feira do relogio em Lisboa: suja, repleta de po' e cheia de rapaziada aos berros e 'as buzinadelas. De resto fui bem recebido, como e' qualquer pessoa que de resto se aproxime de um desses estabelecimentos comerciais dos feirantes!

Sair de la e passar pelo checkpoint foi mais enervante. Estou quase como o Pinheiro de Azevedo: nao gosto de uzis nem de M5s. E uma coisa que me chateia!

 

Disclaimer: este post nao e' uma tomada de posicao politica, meus senhores de esquerda. E' apenas a comparacao sociologica da coisa..

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O "nosso" João Condeixa chegou bem à Terra Santa e em breve nos fará crónicas diárias desta missão turística-diplomática-aventureira por Israel, Palestina e Jordânia.De Tel Aviv a Jerusalém, passando por Belém e  Ramallah, por Jenin e Jericó, de Jerash a Amman, Petra, Aqaba e Eilat. Boa sorte

 

Boa sorte.

 

Tel Aviv

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O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu propôs a criação de um Estado palestiniano desmilitarizado, e impôs como condição do início de negociações de paz que Israel seja reconhecido como "o Estado dos judeus."

 

Ouvi a intervenção de Benjamim Netanyahu e não acreditava no que o Chefe do Governo israelita estava a dizer.

 

As primeiras palavras do actual Primeiro-Ministro de Israel eram, em tudo, contrárias às que sempre defendeu. O diálogo com líderes árabes, a referência ao Estado palestiniano (a referência do Estado da Palestina foi importante, sem dúvida), o interesse em voltar às negociações do processo de paz.

 

Parecia que o repto lançado por Obama no Cairo colhia agrado em Tel Aviv.

 

Entusiasmado com a abertura do discurso, comecei a esmorecer quando Netanyahu referiu que não se senta à mesa com o Hamas, que Israel nada tem a ver com os milhões de refugiados palestinianos, que Jerusalém é intocável e exige um conjunto de condições, como a desmilitarização do Estado da Palestina, para Tel Aviv viabilizar o Estado palestiniano. Era, ao fim e ao cabo, Bibi no seu velho e típico estilo.

 

As palavras de Netanyahu podem ter deixado sorrisos na face de Obama, mas como o Presidente dos EUA sabe, a intervenção do governante israelita mostrou tudo menos aquilo que Washington esperava: abertura. Apenas se levantou um véu, para mostrar uma grande e indiferente muralha. 

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Israel's new government has resisted EU calls to endorse a two-state solution to the conflict with the Palestinians

During his European tour, Mr Lieberman is also scheduled to visit France, Germany and the Czech Republic, which currently holds the EU's rotating presidency.

 

Avigdor Lieberman, o polémico chefe da diplomacia israelita está de visita à Europa para sensibilizar a UE acerca dos perigos de um Irão nuclear. Este tour do MNE israelita também pode ser entendido como uma forma de baixar a pressão e desconfianças europeias acerca de si próprio e das polémicas declarações que faz amiude.

Aparentemente esta estratégia de apresentar uma face mais moderada não tem tido resultados devido à sua recusa em apoiar a solução dois estados para o problema palestiniano.

E por mais que Lieberman teime em ignorar este é o nó górdio da política israelita.

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O Presidente israelita, Shimon Peres, disse hoje que uma intervenção militar não é uma opção para travar o programa nuclear iraniano e considerou absurdas as especulações de que Israel estaria a preparar um ataque à República Islâmica.
Peres garantiu ainda ao enviado norte-americano que continua comprometido com a solução dos dois estados para o problema palestiniano, que foi publicamente rejeitada pelo actual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Avigdor Lieberman.

 

A nova estratégia norte-americana para lidar com a questão iraniana já condicionou a posição dos próprios israelitas. Shimon Peres, um velho lobo da política israelita, veio já dar apoio tácito aos norte-americanos.

Neste momento importa perguntar se Peres, que teve um papel central na resolução da crise política pós-eleições em Israel, fala por si ou se está concertado com o governo de Netanyahu.

Peres é um player com muita credibilidade na arena política internacional e já desempenhou diversas vezes o papel de primeiro-ministro, embora nunca tenha sido eleito. Ainda continua a ser a personalidade do partido trabalhista israelita mais conhecido internacionalmente, desfrutando ainda de uma vaste rede de contactos na Internacional Socialista.

Seria uma boa jogada táctica de Netanyahu aproveitar a credibilidade de Peres para influenciar as negociações internacionais, enquanto poderia mostrar uma face mais dura em Israel, mantendo assim o seu eleitorado de direita.

Os próximos tempos serão decisivos também para Israel.

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Israeli police questioned the new foreign minister, Avigdor Lieberman, for more than seven hours on Thursday on suspicion of bribery and money laundering.

 

Os últimos anos têm sido muito dificeis para a credibilização da classe política israelita. Diversos escândalos têm eclodido com políticos de primeira linha, relacionando-os com actividades menos próprias.

Agora foi a vez de Avigdor Lieberman, um dos grandes vitoriosos das últimas eleições israelitas. A polícia israelita considera o novo MNE israelita suspeito de suborno e de lavagem de dinheiro. Embora este tenha negado com veemência as acusações, ainda está para se ver as consequências que este facto terá na sua imagem perante o povo israelita.

No entretanto é de louvar os esforços das autoridades policiais e judiciais israelitas, que perante o mediatismo e mesmo o facto de estarmos perante políticos no activo, não os leva a abandonar a sua missão.

Já foram apanhados nestas malhas menos claras políticos dos mais variados quadrantes da sociedade israelita, e por muito que isso custe a quem não gosta de Israel, a existência de instituições independentes é a marca de uma democracia.

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The Israel Air Force used unmanned drones to attack secret Iranian convoys in Sudan that were trying to smuggle weapons to Palestinian militant organizations in the Gaza Strip, the London-based Sunday Times reported Sunday.
Defense officials were quoted as saying that the trucks were carrying missiles capable of striking as far as Tel Aviv and the nuclear reactor in Dimona.
The unmanned aerial vehicles attacked two convoys, killing at least 50 smugglers and their Iranian escorts, the newspaper reported. All the trucks in the convoys were destroyed

The U.S. warned the Sudanese government that weapons were being smuggled into the Gaza Strip through its territory ahead of a recent attack on a Gaza-bound arms convoy, which foreign media has attributed to the Israel Air Force, the pan-Arab daily Al-Sharq al-Awsat reported Monday.
On Friday, the American network ABC reported that the IAF had targeted a convoy of trucks in Sudan carrying Iranian weapons to Gaza in January. According to the report, 39 people riding in 17 trucks were killed, and civilians in the area sustained injuries. The network later reported that the IAF had carried out three such strikes since the beginning of the year.

Estas duas notícias, que passaram relativamente despercebidas nos diários nacionais, mostram a realidade do envolvimento iraniano na ameaça à segurança do Estado de Israel. O seu contributo para rearmar o Hamas para que este continue a sua ameaça ás populações israelitas mostra bem qual o seu desígnio e qual a sua contribuição para o retomar das conversações de paz entre Israel e os palestinianos.

Quando Barack Obama e Shimon Peres estendem as suas mãos ao povo do Irão, o seu governo não deixa de seguir uma agenda política há muito pensada: contribuir para a instabilidade regional até que o Irão tenha novamente condições para se assumir como um Estado pivot e consequentemente a potência regional liderante.

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Caros Rui Paulo e Filipe,

 

Ehud Barak ao fazer um acordo com o Likud, que por si não é crime nem pecado, mas aliar-se a Avgidor Liberman e os ortodoxos do Shas, no mesmo Governo, é mais um passo para a decadência dos Trabalhistas de Israel. 

Após o pior resultado de sempre, Barak faz o pior acordo de sempre. Cava-se, assim, a credibilidade do partido mais emblemático da criação e consolidação do Estado de Israel. 

 

 

Caro Jorge,

 

Também tenho consideração e admiração pela República Checa.

Porém, não nos deixemos iludir com a retórica dos actuais responsáveis políticos checos, que encanta algumas pessoas.

O seu discurso anti-europeu tem tanto de real quanto as ilusões são verdadeiras.

A República Checa tornou-se um dos países, saídos do Pacto de Varsóvia, mais dinâmicos em grande parte graças ao investimento europeu no país. Basta andar nas ruas do país para perceber isso.

Querer dizer que os checos são mais independentes do que os outros 26 Estados-membros da UE é uma falácia, pois o que afecta os checos também nos diz respeito. E o respeito pela identidade e escolhas nacionais, seja dos checos como dos finlandeses, dos portugueses como dos romenos, continuam a ser um dos pontos principais da construção europeia.

Os políticos checos têm tanta liberdade como, por exemplo, bem ou mal, tem o Governo grego para vetar a candidatura de adesão da Macedónia à UE por causa do nome do país, ou do Governo esloveno para vetar a candidatura croata, por disputas locais. Estes países, Grécia e Eslovénia, também são, por esse ponto de vista, independentes? E Espanha, que não alinhou no reconhecimento do Kosovo como Estado? Também é independente? Não sejamos ingénuos!

Vaclav Klaus é um Presidente muito activo, e bem, mas comete graves leituras, como a do anti-europeísmo, que prejudica a Rep. Checa e a UE, como desvaloriza a promoção de medidas ambientais.

Se a UE fosse dominada por um pensamento "à" Klaus, a esta hora, os 27, estaríamos em condições económicas e sociais vulneráveis e sem precedentes. Tal como se encontra a Islândia. É bom ter isto presente.

A queda do Governo checo era algo há muito previsível. Infelizmente, os deputados checos não tiveram sentido de Estado, ao fragilizar o país num momento de elevadas responsabilidades a nível europeu.

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O Partido Trabalhista de Israel decidiu nesta terça-feira (24) que vai integrar a coalizão de governo do futuro premiê do país, o direitista Benjamin Netanyahu, "puxando" a orientação para o centro.
O partido tomou a decisão no voto, após um acirrado debate. A tese de integrar a coalizão do Likud -partido de Bibi Netanyahu- venceu por 680 votos a 507 no comitê central.
Os contrários à coalizão protestaram gritando "desgraça" depois de anunciado o resultado.

 

 

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O primeiro-ministro israelita indigitado, Benjamin Netanyahu, e o líder trabalhista, Ehud Barak, rubricaram hoje um acordo de coligação que será submetido à aprovação do congresso deste partido de centro-esquerda durante o dia.

Segundo o acordo, o partido Likud de Netanyahu compromete-se a prosseguir as negociações de paz com os palestinianos e a respeitar os acordos anteriormente assinados com eles, segundo a rádio militar israelita. (DN)

 

Com a inclusão dos trabalhistas no governo liderado pelo Likud (o que dirá Mário Soares?), Benjamin Nethanyahu teve uma jogada de mestre.

De uma só vez isolou o seu maior adversário, o Kadima de Livni (não esquecer que LIvni teve mais votos que Nethanyahu), posicionou-se como o verdadeiro centro de poder dentro do Governo, não ficando refém da extrema direita e imobilizou o potencial de crescimento dos trabalhistas, que estando na oposição certamente podiam aspirar a voltar a ser Governo, mas de motu próprio.

E para colocar a cereja em cima do bolo, dá um sinal à comunidade internacional, especialmente aos EUA que este governo é forte, credível e continuará a ssumir os acordos anteriormente assinados, logo, um Governo realista e pragmático.

"Bibi" Nethanyau em grande.

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O líder do Likud e primeiro-ministro designado, Benjamin Netanyahu, abriu hoje negociações com o partido trabalhista na busca de uma alternativa de formação de Governo de coligação para Israel, depois de ter já dado por assegurada uma aliança com o partido ultra-ortodoxo judaico Shas.
A iniciativa – que visará evitar a formação de um Governo de direita em toda a sua extensão e, com isso, causar fricções entre Telavive e os Estados Unidos no âmbito do processo de paz para o Médio Oriente –pode dar um tom diferente ao novo Governo israelita. (Público)

 

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Os presidentes dos EUA e de Israel enviaram mensagens ao povo iraniano por ocasião do Nawruz, que representa a entrada no novo ano.

Estas mensagens por parte dos principais responsáveis políticos ocidentais com mais interesses na região colocam uma grande pressão no regime iraniano.É sabido que as novas gerações têm uma grande ligação a tudo aquilo que o Ocidente representa, por isso esta articulação entre Israel e os EUA tem um grande valor simbólico. Mostra ao povo iraniano quem verdadeiramente perde com as atitudes belicistas do seu governo...  

 

Unfortunately, the relations between our two countries have hit a low point, stemming from ideas that compel your leaders to act in every possible way against the state of Israel and its people. But I am convinced that the day is not far off when our two nations will restore good neighborly relations and cooperation in thriving in every way," he went on to say. 
"At the start of the new year," he concluded his blessing, "I urge you, the noble Iranian people, on behalf of the ancient Jewish people, to reclaim your worthy place among the nations of the enlightened world, while contributing a worthy cultural contribution." 

 

 
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Benjamin Netanyahu, líder do partido de direita Likud e encarregado de formar o próximo governo de Israel, não conseguiu convencer neste domingo a líder do centrista Kadima, Tzipi Livni, a participar do novo gabinete de união nacional.

 

Netanyahu certamente terá muitos defeitos, mas percebeu rapidamente que não poderá ficar com o ónus político de, numa altura muito dificil para Israel, não ter o Kadima na sua coligação governamental.

Até agora Livni tem sabido passar a mensagem que o Kadima não participará num governo incoerente e radical.

Diversos sinais do exterior, entre os quais da Administração Obama têm corroborado a sua visão e o seu entendimento. Livni sabe que tem mais a ganhar ficando fora do que o inverso.

Netanyahu, muito experiente, sabe que se não tiver o Kadima, ou pelo menos não parecer que quer ter o Kadima dentro, estará a prazo na chefia do Governo, ficando refém dos partidos ainda mais à direita que o Likud e a nível internacional não contará com o estado de graça que todos os governantes têm.

A ruptura terá de ser feita pelo Kadima e é nisso que "Bibi" Netanyahu aposta.

 

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O Presidente israelita, Shimon Peres, vai pedir a Benjamin Netanyahu para formar governo, informou um comunicado presidencial. Netanyahu terá depois seis semanas para pôr de pé um Executivo.

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Netanyahu ganha apoio decisivo de Lieberman para formar Governo em Israel

 

Em Israel continua ao rubro o aftermath das eleições legislativas.

Num país de tantas formas condicionado, a existência de instituições representativas credíveis é essencial para a existência de uma sensação de tranquilidade nas populações.

O sistema eleitoral israelita não é propício à obtenção de maiorias estáveis.

A existência de um conjunto alargado de partidos representados no Knesset é um grave impedimento, não só à estabilidade como à moderação do discurso político em Israel.

Com o apoio de Liberman a Netanyahu  e ao Likud esta crise política pode estar a começar a ter os seus dias contados.

Embora Liberman pretenda uma coligação alargada, possivelmente com o partido de Livni, para assim se assumir como o partido chave da estabilidade política, julgo que o Kadima só terá um caminho possível: passar à oposição

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Como disse um alto quadro do Kadima, na terça-feira o "partido ganhou a batalha, mas perdeu a guerra". A direita e respectivos radicais, deverão formar o próximo Governo de Israel, presidido por Netanyahu.

Pelo lado do vencedor, o Kadima, nota-se alguma falta de orientação. Começou por pedir um acordo com Netanhyahu, seguindo-se um apelo ao radical Lieberman, para formar coligação, tendo o Kadima a responsabilidade de liderar. Tudo isto na noite eleitoral. Goradas estas hipóteses, o partido de Livni já se presta a formar parte do Governo do Likud, ficando, para tal, com as pastas dos Negócios Estrangeiros e da Defesa. O que evidencia sinal de fragilidade, pois o partido mais votado submeter-se-ia a um que recebeu menos voto. Só reforçaria o papel de Netanyahu e tornaria frágil o do Kadima.

Não creio que o próximo Governo de coligação de Israel dure a legislatura, pois os valores, mais ou menos radicais, de cada formação de direita, deverão sobrepor-se aos interesses dos israelitas em determinado momento. E com uma Administração norte-americana, assim se espera, empenhada num entendimento para o Médio Oriente, Tel Aviv sofrerá pressões que irão contra a posição de vários governantes, pouco, ou mesmo nada, interessados num entendimento com os palestinianos e vizinhos árabes.

Talvez seja tempo de preparar baterias, recuperar energias, reestruturar políticas. A começar pelos Trabalhistas, de modo mais profundo, e a acabar no Kadima, que deve saber rentabilizar o excelente resultado que alcançou nesta eleição. (Publicado no Palavra Aberta)

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Caro Filipe,

 

Ainda faltam contar os cerca de 150 mil votos dos militares. Na próxima quarta-feira esse resultado é conhecido e, tendo em conta a votação tradicional das Forças Armadas, mais à direita, é bem provável que o Likud eleja tantos deputados como o Kadima. Netanyahu deve ser o próximo Primeiro-Ministro.

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Tirado daqui, aqui ficam alguns dos cenários possíveis para a formação de governo em Israel:

 

1º cenário

É o mais possível. Benjamin Netanyahu forma uma pequena coalizão de direita com o partido Israel Beiteinu, do ultranacionalista Avigdor Lieberman (15 assentos), e os religiosos.

Essa coalizão de seis partidos é problemática porque "ela pode ser desmontada se um dos atores centrais a deixar", considera a cientista política Asher Cohen.

"Benjamin Netanyahu poderá ser submetido às pressões dos pequenos partidos, com visões muitas vezes opostas, em posição de força", acrescenta.

Uma coalizão como esta poderá prejudicar o governo americano de Barack Obama que quer relançar o processo de paz.

 

  2º cenário

Benjamin Netanyahu se torna primeiro-ministro e forma uma coalizão maior. Esta é a sua intenção declarada.

Ele pode então tentar se unir ao Kadima e/ou aos trabalhistas (centro-esquerda) de Ehud Barak. Mas estes, que tiveram o pior resultado de sua história (13 assentos), parecem querer recuperar a sua força na oposição.

Esse cenário sem precedentes faria que o partido vencedor (Kadima) se curvasse à vontade de seu adversário (Likud). No momento, o Kadima descarta essa possibilidade.

 

  3º cenário

É o preferido por Tzipi Livni, mas considerado "contra a natureza" e, portanto, pouco provável pelos analistas: Livni se torna primeira-ministra e forma uma coalizão "de união nacional".

Livni já propôs a Netanyahu uma coalizão, mas o líder da direita rejeitou.

A única chance de formar um governo dessa forma depende do Israel Beiteinu. Mesmo que Lieberman já tenha anunciado que a tendência natural desse partido é se unir à direita, não descartou uma aliança.

 

  4º cenário

Um governo Likud-Kadima com uma alternância no posto de primeiro-ministro, ou seja, dois anos com Livni no comando, depois dois anos com Netanyahu.

Uma opção como essa tem um precedente em Israel. Em 1984, o partido trabalhista de Shimon Peres, que havia vencido, formou uma aliança com o Likud de Yitzhak Shamir. Peres e Shamir lideraram o governo um após o outro.

"Por enquanto, essa possibilidade é afastada pelos dois partidos, que pensam ainda em poder impor suas políticas", explica Cohen.

"A questão é saber se os dois partidos são capazes de chegar a um acordo sobre questões-chave como o processo de paz com os palestinos, a Síria, ou a economia", ressalta o cientista político Peter Medding.

 

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Caro Paulo Ferreira,

 

Tu que andas tão preocupado com o desepejo de Joana Amaral Dias, te consoldas com as Ministras italianas e espanholas, podes ter em Israel mais um motivo de entusiasmo. É certo que a política em causa pertence à extrema-direita, mas tem um encanto natural fora do comum, e ainda por cima, quando se souber a idade (51), ninguém lhe dá, a ter em conta o que vemos das fotos de Esterina Tartman, ex-Ministra do Turismo e que teve uns comentários mais do que infelizes acerca da comunidade árabe de Israel.

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Até ao lavar dos cestos é vindima e os radicais do Israel Beiteinu têm, agora, quando falta apurar 1% dos votos (ontem depositados nas urnas, faltam os dos militares) 14 deputados.

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Israel Beiteinu, whose support could be critical to the nature of the next coalition, was to meet on Wednesday to discuss the options produced by the election outcome. But party leader Avigdor Lieberman, in a victory speech after midnight, indicated it was his intention to go with the Likud.

"We've turned into a significant party, the third largest in Israel," Lieberman told cheering supporters. "It's true that Tzipi Livni won a surprise victory. But what is more important is that the right-wing camp won a clear majority... We want a right-wing government. That's our wish and we don't hide it."

Both Netanyahu and Livni had called Lieberman on Tuesday night and asked for his support.

 

Ao apelar o apoio de Lieberman, Livni demonstra um grande apetite pelo poder, ao ponto de se coligar com os radicias que nada têm a ver com o seu programa para Israel e para o Médio Oriente.

Ao menos, Lieberman demonstra bom-senso, ao preferir o Likud para parceiro de coligação. Em política também deve haver o mínimo de coerência, que parece estar a escapar nestas horas à lider do Kadima.

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Com 98% dos votos contados, o Kadima perde um deputado. Assim, o Kadima tem, neste momento, 28 deputados eleitos, correspondente a 22%; o Likud, com 21%, tem 27 eleitos; Israel Beiteinu, com 12%, 15 deputados; e, os Trabalhistas, 13 eleitos, correspondente a 10% dos votos. O Shas, a quinta maior formação, com 9% tem 11 eleitos.

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Quando falta contar 12% dos votos, fica claro que Livni está disposta a formar Governo - a qualquer custo, nem que seja necessária uma coligação com o Likud - para ser a próxima Primeira-Ministra de Israel.

Já se percebeu que a sua tónica, e argumento principal, é o facto do seu partido ter eleito mais deputados do que qualquer outro e, por esta razão, ela deve ser a convocada a formar Governo. 

Porém, Netanyahu pode ter uma maioria de deputados que podem legitimar o seu Executivo, assim Peres convide o líder do Likud a formar Governo.

Shimon Peres tem agora a grande responsabilidade de desatar o nó, se conseguir, que os israelitas deram nas urnas.

Parece-me que Livni está a querer o indesejável, pois Netanyahu não deve estar disposto a ser o número dois, ainda por cima se o seu partido tiver, em conjunto com os restantes de direita, pelo menos 61 deputados no Knesset.

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