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Irlanda repetirá el referéndum sobre el Tratado de Lisboa el año próximo tras conseguir que la Comisión Europea no reduzca su número de miembros, una de las reformas clave para hacer la UE más eficaz, y una lista de garantías jurídicas que insisten sobre su neutralidad, independencia fiscal o derechos laborales.

 

Ao confirmar-se novo referendo na Irlanda, assim sejam revistos alguns pontos, como a manutenção de 27 Comissários Europeus, a UE dá mais um tiro nos pés.

Se a UE já é morosa nos seus passos, sem um Executivo comunitário mais reduzido e mais eficiente, de pouco valerá certos ajustes ao Tratado de Lisboa, pois o Tratado deve servir para tirar a UE do marasmo em que se encontra. Com uma arquitectura política pesada e datada não há projecto europeu que singre.  

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Afinal podemos jantar descansados. Parece que a carne de porco importada da Irlanda já terá sido escoada pelo mercado.

 

Tudo está bem quando acaba bem!

 

Jaime Silva

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Depois de ler as recentes declarações do Ministro Jaime Silva, dei comigo num dilema para o jantar de hoje.

 

Terá razão a União Europeia, quando ordena a retirada do mercado da carne de porco exportada pela Irlanda, por ter uma quantidade de dioxinas tóxicas cem vezes (repito cem vezes!) superior ao máximo permitido pela Regulamentação Comunitária, ou terá antes razão Jaime Silva, quando diz que a carne de porco irlandesa que durante o dia de hoje se vendeu em talhos e lojas por esse país fora, "é perfeitamente segura, não havendo riscos para a saúde"?

 

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Tratado de Lisboa: ministro irlandês admite segundo referendo para evitar isolamento 

 

Vários líderes europeus, após o "não" irlandês ao Tratado de Lisboa, deixaram na mão dos governantes irlandeses a solução para sair da encruzilhada em que o resultado do sufrágio deixara a União Europeia.

Passadas algumas semanas, eis que surge a primeira voz irlandesa com responsabilidades a apontar o caminho para a saída: novo referendo.

Inesperado? O referendo (duplo) de Nice já abrira precedentes!

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"Tenho a maior consideração pela Polónia mas isso, eu não faço. Eu não adio! Não quero olhar para trás e dizer: há aqui um acto de que me envergonho e desse acto eu tenho vergonha. E não o fiz. E eles vieram cá e ajoelharam. Assinaram o acordo dois dias antes das eleições na Polónia". Isto afirmou José Sócrates em declarações à sua biografia autorizada. Será difícil encontrar melhor síntese sobre a forma como esta União Europeia e os políticos que a dirigem olham para quem se atreve a discordar dos caminhos cozinhados nas cimeiras e nos petit comité. Ajoelhar. Ajoelhar. Ajoelhar. Eles não adiam nada excepto quando o povo vota. Aí têm de adiar. O problema é que um dia destes é a União que vai ter de ajoelhar à força dos factos e das crises em que sucessivamente se vai metendo. A Irlanda provocou a última artrose à União. Quanto a Sócrates, um político assim, que vive de ajoelhar os outros, só pode ter futuro. Triste.

 

(publicado no Tomar Partido)

 

(prótese)

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O Primeiro-Ministro irlandês pediu tempo para ultrapassar o impasse que resulta do Não do povo irlandês ao Tratado porreiro. Primeiro, não entendo qual é o impasse. A União não morreu nem desapareceu. Funciona todos os dias. Tem regras, algumas delas bem nocivas, que só existem porque negaram referendos sucessivos aos cidadãos dos Estados. Segundo, não entendo essa do tempo. Querem que os irlandeses se esqueçam? Querem comprar-lhes o voto com mais dinheiro, para que eles deixem de ser ingratos, como o insuportável socialista que Sarkozy meteu no seu Governo na pasta dos Negócios Estrangeiros lhes chamou? Querem mais batota?

 

(publicado no Tomar Partido)

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Paulo,

 

com o referendo irlandês muitos gostariam de festejar a "fuga para a vitória", mas a isto chama-se uma "fuga para a frente".

 

 

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A presidência da União Europeia admitiu hoje no Luxemburgo que a vitória do “não” no referendo na Irlanda colocou o processo de ratificação do Tratado de Lisboa num impasse e considerou “arriscado” falar em soluções para o salvar.

Está difícil a vida para os euro-apressados,tenho pena porque gosto da designação do Tratado, mas há coisas bem mais importantes, como a participação dos cidadãos europeus no processo, o sentimento de pertença, a ligação entre os vários povos dos vários países que compõem a fortaleza Europa e os seus lideres e representantes, em Bruxelas e Estrasburgo...

Quer se queira quer não queira a verdade é que após Maastricht, ou seja com Amsterdão, Nice ou Roma (versão 2), apenas aumentou a euro-indiferença ou a euro-desconfiança,crise económica ou insegurança global devido ao terrorismo, a crise financeira mundial, o aumento da inflação ou receios com mais alargamentosda UE, para mim são apenas situações que agravaram os sintomas, mas objectivamente a doença está lá, há muitos anos e ninguém se dedicou a curar a doença, apenas a tentar enganar o "corpo" e a tomar "medicamentos para disfarçar os sintomas"...

Falta uma liderança forte, carisma, comunicação e empatia entre Bruxelas e todos os europeus, falta salvaguardar a identidade nacional de cada povo, respeitar a riqueza desse diversidade e fazer dela uma força, uma vantagem, e não um desconfortável inconveniente agravada com a postura arrogante para com "esses povos que não percebem a superior e iluminada visão de Bruxelas"!

Mas que visão é essa?A da Europa dos grandes, a duas velocidades ou três?A da Europa que se torna indiferente a todos os cidadãos europeus que se alheiam totalmente da sua gestão ou do seu rumo?

Deve haver melhores opções, depende de Londres e Paris, de Berlim e Roma, assim queiram os lideres europeus mas estes, bem, estes também já não são o que eram no passado, os que construíram a CECA, a ESA,a CEE eram muito diferentes dos que agora querem uma União já e em força...

Falta carisma, falta empatia, falta capacidade de "passar a visão" do futuro para os povos europeus, sem lideranças fortes, sem "entender ou compreender" os objectivos e o rumo, sem se sentirem parte da solução, parte integrante do processo, sem "falar a mesma linguagem", os povos europeus, os cidadãos da Europa, não passarão nenhum cheque em branco aos seus próprios lideres...parece-me.

 

Adenda sobre aquilo que realmente interessa aos portugueses:

 

"pois é..."

O ministro dos Negócios Estrangeiros português considerou hoje ser “difícil” o Tratado de Lisboa entrar em vigor na data prevista, 1 de Janeiro de 2009, mas mostrou-se “confiante” na resolução do problema colocado com o “não” da Irlanda.

 

"má noticia"

A inflação agravou-se três décimas em Maio, para 2,8 por cento, em comparação com o mês anterior, sob a influência dos produtos alimentares e energéticos, conclui o Instituto Nacional de Estatística. Na Zona Euro, a inflação atingiu o recorde de 3,7 por cento, valor que corresponde a uma correcção, em alta

 

"boa noticia"

O preço do gás natural para consumo doméstico vai baixar em média 3,4 por cento, entre Julho deste ano e Junho do próximo ano, e subir para as empresas 0,6 por cento, informou hoje a entidade reguladora do sector energético, a ERSE.
Esta queda é mais acentuada do que tinha proposto o regulador a 15 de Abril e que se quedava apenas pelos 2,8 por cento. Para todos os consumidores, domésticos e empresariais, a variação do tarifário ainda é vantajosa e representa uma descida global de 1,2 por cento.

 

 

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O primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, entende que cabe à União Europeia, e não apenas a Dublin, encontrar uma saída para o dilema provocado pela rejeição do Tratado de Lisboa no referendo organizado pelo país.

Um dia depois da bomba lançada sobre a União Europeia pela vitória do “não” no referendo irlandês ao Tratado de Lisboa, os líderes europeus não parecem dispostos a abandonar o documento que acordaram em Outubro passado e são cada vez mais os que admitem a hipótese de convencer Dublin a repetir a consulta.

 

Brian Cowen tem toda a razão, alguns europeus que afirmaram ter sido a República da Irlanda a maior beneficiada com a adesão à EU também têm razão, mas Churchill é que tinha mesmo razão quando definiu a democracia como o pior sistema politico à excepção de todos os outros, a democracia tem destas coisas....

 

Estas tentativas de “dar a volta”, de “ultrapassar”, de passar do plano B para o plano C, é que descredibilizam todo o processo, não afectando muito os euro-convictos e os euro-cepticos, afectam de sobremaneira a maior fatia dos cidadãos da fortaleza Europa, os euro-indiferentes ou euro-desconfiados…

 

Os lideres euro-apressados já pensaram em “deitar uma vista de olhos” pela declaração de independência dos EUA ou a Constituição dos EUA?

 

Já pensaram porque é que estes textos foram assimiladas e assumidos como parte integrante da identidade do povo americano?

 

Já se debruçaram a analisar porque é que cada americano os toma como seus, como expressão primeira e ultima da matriz politco-social da sociedade em que está inserido?

 

São textos simples, lógicos, razoavelmente acessíveis, sublinham objectivos e princípios "do povo para o povo", "falam" ao coração e à alma do povo que os redigiu...pois, se calhar está aqui o problema, o redactor e a sua relação com o povo e a democracia!

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O presidente francês vai estar segunda-feira na República Checa para apresentar a presidência francesa da União Europeia, mas terá também outro objectivo. Nicolas Sarkozy vai tentar minimizar o impacto negativo naquele país do «não» irlandês ao Tratado de Lisboa.

 

Com o estilo habitual de querer impor e determinar a seu bel-prazer, sem olhar a meios, Sarkozy, que vai comandar a Presidência francesa da UE no próximo semestre, em vez de contribuir para uma solução pode estar a contribuir para aumentar um problema, já de si significativo, tendo em conta as suas recentes declarações de desvalorização do referendo irlandês. 

A sua viagem, amanhã, a Praga, pode representar o primeiro momento de uma atitude pouco sensata do Chefe de Estado francês.

A República Checa tem dirigentes, nomeadamente o seu Presidente da República, opostos ao projecto europeu, e o próprio Chefe de Estado checo já disse, nas últimas horas, na sequência do resultado irlandês, que o Tratado de Lisboa passou à história. 

Ignorar ou menosprezar o resultado irlandês é o pior sinal que se pode dar. Até porque, Praga, se ratificar o documento, pode dar mais um resultado nada benéfico. 

Por outro lado, a leitura irrisória que alguns dirigentes europeus querem apresentar nestes dias, como se o referendo irlandês não tivesse qualquer significado, é um péssimo contributo que se dá e permite que o cepticismo aumente, pois está a  desrespeitar-se um resultado que é fruto da participação dos cidadãos.

Espera-se que Sarkozy tenha aprendido alguma coisa com a Presidência alemã do ano passado, na qual Angela Merkel conduziu um excelente trabalho, colocando as vaidades pessoais e nacionais de lado, assumindo o desenvolvimento do projecto europeu como único objectivo. Terá a Presidência gaulesa da UE a mesma postura? Oxalá!

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Os líderes de ocasião da União Europeia, que odeiam referendos, afinal, amam referendos. Quando perdem um, pedem logo outro!

 

(publicado no Tomar Partido)

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... é saber o que disse o nosso Primeiro-ministro ao saber da vitória do "Não" no referendo irlandês!

Há poucos meses atrás ficou famoso o "Porreiro, pá!".

Acreditamos todos que, ao saber da vitória do "Não", terá sido ouvido um "Porra, pá!"

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Ao contrário da Manuela e do Jorge, que nos manifestam o seu agrado e simpatia com a Irlanda pela vitória do "não", eu, enquanto europeísta, não gosto da Irlanda só hoje ou deixo de simpatizar com a ilha Esmeralda pelo resultado do referendo.

Independentemente da vitória do "não", a Irlanda é mais uma prova cabal de como a UE tem sentido e validade para os povos europeus, enquanto projecto de Paz, Solidariedade e Desenvolvimento.

Afinal, o salto qualitativo da Irlanda não se deu por acaso. O desenvolvimento da República da Irlanda tem lugar com a sua adesão e participação no projecto europeu. Um salto sem precedentes na vida do país.

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Conhecido o resultado do referendo irlandês, eis que a eurodeputada comunista Ilda Figueiredo e o eurodeputado bloquista Miguel Portas surgiram em conferências de imprensa do respectivo partido exultantes com a vitória do "não".

É triste ver quem comemora um resultado que foi ganho, em parte, à custa da demagogia e nada acerca a natureza do documento em causa. Uma vitória do SIM, argumentaram os defensores do "não" irlandês, representaria a introdução da Interrupção Voluntária da Gravidez ou a permissão de casamento entre pessoas do mesmo sexo na República da Irlanda. E foi precisamente isto que o PCP e o BE celebraram.

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O ministro da Justiça irlandês admitiu já a vitória do “não” no referendo ao Tratado de Lisboa, confirmando os números que estão a ser divulgados pela imprensa. Segundo a televisão pública, os opositores ao novo tratado europeu foram maioritários em 37 das 43 circunscrições do país. Hoje, sinto-me irlandês. As ameaças e as chantagens de toda a ordem não intimidaram o povo irlandês. A acreditar nas interpretações politicamente correctas, segundo as quais os adeptos desta União não foram votar e os adversários dela é que foram militantemente votar, então temos de concluir que nem os adeptos esta Europa burocrática, distante dos cidadãos e em que os grandes subjugam os legítimos interesses e soberanias dos Estados menos poderosos, se conseguem entusiasmar com os líderes porreiros da União. E fica também claro que o PS e o PSD traíram os seus eleitores não fazendo o referendo porque tiveram MEDO da vontade soberana do povo português. Uma só palavra aos irlandeses: PORREIRO, PÁ!

 

(Foto)

(publicado no Tomar Partido)

 

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Las urnas se han abierto esta mañana en Irlanda y por el momento arrojan signos muy preocupantes para el Tratado de Lisboa. Los primeros recuentos arrojan una victoria del "no" en prácticamente todas las circunscripciones.

La clave parece ser esta vez la ciudad de Dublín, que representa alrededor del 40% de los sufragios y en cuyas circunscripciones el "no" vence por porcentajes holgados.

Según la televisión pública irlandesa, el "no" ha ganado por goleada en las áreas rurales y en los suburbios obreros y el "sí" ha obtenido en las áreas de clase media unos resultados menores de los previstos. De hecho, los partidarios del tratado sólo ganan en distritos menores como Tipperary South y lo hacen por un margen estrecho.

 

A confirmar dentro de poucas horas mais um descalabro para a UE.

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Não foram feitas quaisquer sondagens à boca de urna e a última consulta aos eleitores, publicada domingo no jornal irlandês Sunday Business Post, indicava que 42 por cento tencionava votar 'sim' e 39 por cento 'não', uma diferença de apenas três por cento entre os dois campos, com uma percentagem significativa de indecisos.

Uma anterior sondagem, publicada sexta-feira pelo Irish Times, dava a vitória ao 'não', com 35 por cento das intenções de voto, contra apenas 30 por cento para o 'sim'.

 

Embora os resultados finais só sejam apresentados esta tarde, a cadeia de televisão irlandesa RTE anuncia que as primeiras indicações matinais, baseadas nas contagens parciais de alguns círculos eleitorais, dão um ligeiro avanço ao «não».

 

 

Irlanda vota não , irlandeses rejeitam Tratado de Lisboa, Ministro da Justiça irlandês afirma que os primeiros resultados indicam que Tratado será rejeitado, rejeição irlandesa é um golpe para a Europa

 

Declarações de Luis Amado sobre o referendo irlandês

 

Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão, enorme abstenção, voto "útil" contra a insegurança económica, contra a diminuição do nível/qualidade de vida, contra a redução de expectativas económicas mundiais/nacionais, contra o aumento do desemprego na terra do "milagre económico" onde existem muito menos auto-estradas que em Portugal mas muito melhor educação/formação/investigação....mas reage da mesma forma à adversidade e à insegurança como qualquer outro povo, mesmo latinos!

Desconfiança no que está escrito num Tratado demasiado complexo e receios em relação ao futuro imediato, parece-me ter sido a reacção expectável do povo irlandês, o NO foi um voto militante e presente, o YES foi sabotado pela pouca convicção e motivação que conduziu a esta abstenção muito elevada.

Votar NO foi dizer "depois vemos, conseguimos um melhor DEAL que este, não percebo bem o que o diz o Tratado portanto não quero".

Como teria sido cá?Apesar de todo o circo e chicana politica, com todo o populismo e manipulação à mistura, com PCP e BE a bloquearem, desculpem, a apelarem a todos os medos e receios, a acenarem com todos os fantasmas, com o PPD e PP divididos e com uns artistas da camionagem, desculpem, da comunicação, a empolarem receios, mesmo assim, acredito que teria facilmente ganho o SIM em Portugal!

 

Adenda: a Sky News informa que o YES vencerá apenas em 6 dos 43 "distritos eleitorais", diz também que Durão Barroso terá afirmado que não existe Plano B...e parece que na Grã-Bretanha avança uma greve dos camionistas também.Tornou-se uma pandemia!

Infelizmente a Sky News informa que faleceram 5 pára-quedistas britânicos nos ultimas 48 horas no Afeganistão...a seguir à ex-Jugoslávia, a seguir ao Iraque Parte 2, a seguir à Tchetchénia, tendo em conta o dossier Iraniano e a enorme estupidez chamada Kosovo, analisando o dossier energético do ponto de vista da Rússia, parece mesmo que nada corre bem para a politica externa europeia...

O Afeganistão é hoje mais perigoso, o tráfico de opiáceos mantém-se estável, os talibãs ressurgem, Bin Laden nem vê-lo, e o Paquistão fica mais instável a cada dia que passa...

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Percentagem de votantes no referendo irlandês ficou abaixo dos 45%

 

Pouca adesão às urnas e tudo a indicar que qualquer que seja o vencedor obterá o triunfo por escassa diferença.

Registou-se uma afluência maior nas urbes do que no campo o que pode tender, a priori, para uma mobilização de eleitorado à partida mais a par do que está em causa. Resta saber qual dos lados cativou mais as pessoas.

Os resultados são conhecidos logo à tarde.

Resta aguardar pelo veredicto irlandês. 

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Desde que saiu a última sondagem a dar, pela primeira vez, a vitória ao Não, Brian Cowen, o Primeiro-Ministro irlandês, deve ter visto como as horas em política não têm apenas 24 horas.

Ao mesmo tempo que se esgotam os dias para o dia do pronunciamento dos irlandeses, não se têm esgotado os desdobramentos de Cowen, em procurar demonstrar aos irlandeses que o Tratado de Lisboa, que irão referendar, é tão importante para a Irlanda como para toda a União Europeia.

Num encontro com jovens do seu partido o Fianna Fáil, ontem, Cowen assinalava que o voto em causa é o de uma geração, pois mediante o resultado irlandês, a UE pode progredir, bem como os seus Estados-membros, ou, em caso de vitória do Não, a UE continuará no seu passo lento quase a roçar o parado.

Quem também deve estar preocupado com o resultado irlandês é Sarkozy, que a partir do próximo mês, e durante o segundo semestre deste ano, assume a Presidência da UE.

Se o SIM triunfar, Sarkozy conduzirá uma Presidência que deverá contar com laivos mediáticos a glorificar o Chefe de Estado gaulês, ao mesmo tempo que vários assuntos, quentes e relevantes para o futuro da União, como a Agricultura e a Imigração, estarão em destaque e suscitarão um semestre bastante interessante e acalorado em termos europeus.

Caso não se verifique este resultado, e o voto negativo triunfar, é mais do que um balde de água fria, é um autêntico revés para a União e em vez de se contar com uma UE a lutar contra a crise, como precisamos, será uma UE em crise.

Espero que Cowen seja bem sucedido no seu objectivo, pelo nosso bem!    

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Manda a boa educação que quem chega, cumprimenta. É o que faço a todos os que já cá estavam e aos que comigo chegaram. Acedi com gosto e dentro das minhas limitações de tempo ao amável convite do João Gomes para ser mais um dos Comuns. Aprecio a pluralidade do blogue e espero que o verdadeiro espírito da liberdade de opinião tenha contaminado todos os Comuns.

 

Por isso, atrevo-me a contrariar o desalento do CMC com os resultados da sondagem publicada pelo Irish Times de hoje, em que o Não ao Tratado de Lisboa lidera e o Sim recua. Para mim, é um bom sinal, já que discordo profundamente do Tratado e discordo profundamente do modelo de União que ele consagra. Não deixa de ser curioso o aperto em que a nomenclatura bruxelense se encontra com o referendo irlandês, que sempre deram como antecipadamente ganho.. é bom recordar que foram várias as traições aos compromissos eleitorais de realizar um referendo em Portugal.

 

De sublinhar que esta sondagem surge depois da última manobra do primeiro-ministro irlandês, que comprou o apoio formal ao Tratado de Lisboa por parte da poderosa associação de agricultores irlandeses com a promessa de vetar na União as negociações de comércio livre. E depois de já terem começado as tradicionais e lamentáveis ameaças, caso os irlandeses não votem de acordo com "the proper way", como Durão Barroso já começou a fazer.

 

Para os iluminados de Bruxelas ors refrendos europeus só podem "dar sim". Tudo o resto é "anti-democrático". É de supôr que o tom das ameaças e do catastrofismo aumente nos próximos dias. Resta esperar pelo exercício soberano do voto. Resistirão os irlandeses ao fogo de artifício que aí vem?

 

 

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Falta menos de uma semana para o referendo ao Tratado de Lisboa, na República da Irlanda, e as sondagens viraram.

O Não está à frente, salvo erro, pela primeira vez, obtendo nos últimos dias, um apoio de 17%, de acordo com a sondagem, e o SIM perde força.

Verifica-se que os indecisos estão a virar-se mais para o lado do Não do que do SIM, uma vez que se constata que quanto mais diminui o número de pessoas indecisas mais o Não sobe.

Causa? Muito provavelmente a situação de crise presente

Os protestos não param. Os preços sobem e os custos aumentam. Além das naturais e já presentes questões internas, apesar de se referir que a sobida do Não se prende com o desconhecimento do que está em causa, dado que, contra o Tratado, só 5% se opõe ao documento.

Como o referendo é o acto político que está em causa na actualidade, o descontentamento é descarregado nas urnas, dada a força e o vínculo do voto.

Os europeístas irlandeses têm, agora, um enorme desafio. Saber inverter a situação, demonstrando o que está verdadeiramente em causa na próxima quinta-feira: um Tratado que ajudará a melhorar as condições de funcionamento da União e, desse modo, promover um espaço europeu mais forte e solidário.

A pior resposta que neste momento se podia receber era a recusa de um Tratado que ajudará a UE a sair da situação de lentidão de respostas que as suas instituições têm de dar e não conseguem devido ao modelo em vigor.

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Tudo em aberto quanto à decisão dos irlandeses acerca do Tratado de Lisboa.

O SIM, de acordo com a sondagem, está à frente.

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A DEFEAT for the Lisbon Treaty in next month's referendum would cause "chaos" in the European Union and damage Ireland's own interests, Green Party Minister Eamon Ryan claimed yesterday.

 

A duas semanas da realização do referendo do Tratado de Lisboa na República da Irlanda, as palavras de Eamon Ryan, sendo um pouco alarmistas, não deixam de ter a sua ponta de validade.

Seria um sério revés o chumbo do Tratado, que visa dotar a União de instituições que possam responder melhor aos actuais desafios internos e externos.

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O primeiro-ministro francês, François Fillon, defendeu hoje que é preciso "evitar exercer uma pressão excessiva" sobre os irlandeses que vão manifestar-se por referendo, provavelmente a 12 de Junho, sobre o Tratado de Lisboa.

"É preciso primeiro deixar o povo irlandês pronunciar-se serenamente e é preciso evitar fazer uma pressão excessiva sobre os irlandeses que seria contraproducente", afirmou Fillon

 

Com a aproximação da data do referendo do Tratado de Lisboa, na parte republicana da ilha Esmeralda, as atenções da Europa viram-se e centram-se na Irlanda. 

Face a esta realidade, o Primeiro-Ministro francês refere, e bem, a necessidade de dispensar a pressão de um momento importante para o futuro de 500 milhões de pessoas.

O referendo irlandês é relevante, quase que diria determinante, para a União Europeia, para os seus Estados e povos. O que deve ser debatido e analisado, para esclarecer os eleitores optarem, é o Tratado de Lisboa e o que este acarreta, não as questões de política doméstica ou um referendo ao actual Governo irlandês. 

Como a sua experiência política de 2005 pode atestar, quando em França tudo se debateu menos o Tratado Constitucional, Fillon sabe que se deve evitar a repetição de debates que possam gerar climas de âmbito político e social que nada tenham a ver com o que está em causa, ou seja, o futuro do projecto europeu.

Se há país na União Europeia exemplo de sucesso em termos de integração bem como do aprofundamento da construção europeia, a Irlanda é um dos melhores casos. Por isso, espera-se uma vitória do SIM, que pode e deve ser encarar como mais do que um apreço e reconhecimento pelos benefícios que tem tido ao longo das últimas três décadas, deve ser visto como um sinal claro de que a Irlanda continua a estar na linha da frente do projecto europeu.

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Como anunciado há poucas semanas, o Primeiro-Ministro irlandês, Bertie Ahren (em primeiro plano), apresentou hoje a sua demissão, na sequência de possíveis casos de corrupção, e o seu Ministro das Finanças, Brian Cowen (em segundo plano na foto), assume a partir de hoje os comandos do Governo irlandês.

Além de ter a difícil missão de obter tão bons ou melhores resultados que Ahren, o que não é fácil, o primeiro e grande desafio do novo Taoiseach está a escassos dias de surgir: o referendo ao Tratado de Lisboa, que se realiza no próximo dia 12 de Junho.

O futuro da União Europeia está dependente do resultado irlandês e oxalá Cowen seja bem sucedido no primeiro teste. 

Espera-se que a Irlanda, como exemplo de integração e sucesso do projecto europeu, manifeste um expressivo SIM ao Tratado de Lisboa. 

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Bertie Ahren, actual Primeiro-Ministro irlandês, disse hoje que vai renunciar ao seu cargo governativo, dentro de um mês, por um alegado caso de corrupção.

Ahren é um dos últimos grandes políticos europeus da antiga geração de governantes ainda em funções, da qual só fica o luxemburguês Juncker.

Além do grande trabalho a nível interno, tornando a Irlanda num Estado mais competitivo e próspero da União Europeia, os seus governos tiveram um papel crucial na adaptação do salto qualitativo que a parte republicana da ilha Esmeralda tem dado desde a adesão às então Comunidades Europeias.

Mas Ahren foi também um grande político, pois não se pode esquecer que a par de Blair, o Primeiro-Ministro irlandês foi um dos principais artífices da Paz na Irlanda do Norte e sem o qual não se poderia alcançar o acordo que agora junta no mesmo Governo dos seis condados do Ulster quem há pouco mais de uma década nem se podia ver.

Perde-se um bom líder, resta esperar Justiça!

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