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As notícias saídas nas últimas horas, quer na imprensa israelita quer na europeia, revelam que a escalada de confronto entre Israel e o Irão está para rebentar, se os ânimos e as vontades não arrefecerem. 

 

Não é por acaso que começam a ser publicadas sondagens de qual a posição geral dos israelitas face a um eventual ataque ao Irão e no Reino Unido o Governo prepara-se para o confronto.

 

Nada disto é por acaso, e não se pode desconsiderar, neste delicado e explosivo xadrez a mudança de líder na Arábia Saudita, país que vê com grande apreensão, tal como Israel, o poderio nuclear iraniano - resta saber se os sauditas estão dispostos, como em 1991 no Kuwait, a bancar parte uma intervenção -, ao mesmo tempo que os EUA retiram as suas tropas do Iraque (país onde a influência iraniana, após a queda de Saddam, tem vindo a aumentar).

 

Por outro lado, o outro actor global e determinante, os EUA, conta, actualmente, com uma Administração mais dada ao multi que ao unilateralismo, como a anterior, de GW Bush. E há questões relevantes, no caso norte-americano, a considerar: a dimensão financeira, os EUA estão esgotados devido às intervenções no Iraque e no Afeganistão; a estratégica, Obama tem tido um mandato de pontes e não de rupturas; e, a eleitoral, é muito arriscado para Obama, a um ano da eleição, lançar-se numa guerra sem perspectivas de rápido desenlace, como na Líbia, mas, ao mesmo tempo, o poderoso lobby de apoio judaico dos EUA, e tradicionalmente pro-Democrata, não perdoaria a Obama a falta de apoio e/ou associação a Israel numa intervenção.

 

Do lado dos britânicos, o entusiasmo, quiçá pela intervenção na Líbia, é pressentido, algo que não é o sentimento de outras chancelarias, como as de Moscovo e Pequim, opostas a qualquer intervenção no Irão.

 

Consta que Benjamin Netanyahu, Primeiro-Ministro, e Ehud Barak, Ministro da Defesa, estão empenhados numa intervenção, à imagem do que Israel fez no Iraque (1984) e na Síria (2007). Posição à qual já se somou o radical Avigdor Lieberman, Ministro dos Negócios Estrangeiros. Porém, não é consensual, no Executivo de Tel Aviv, a decisão de ataque.

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Uno de los terroristas detenidos, Mansur Arbabsiar, de 56 años y nacionalidad estadounidense, miembro de la fuerza de choque de la Guardia Revolucionaria iraní, estuvo en tres ocasiones en México, en mayo, junio y julio pasados, con la intención de reclutar a miembros del cartel de los Zetas para cometer los atentados y sus movimientos estuvieron vigilados en todo momento durante estos seis meses.

 

Quando Felipe Calderón iniciou o seu mandato, à frente da Presidência do México, em 2007, e tomou os cartéis de droga como alvos a combater, muito foram os críticos da política presidencial.

 

Com os anos, e com combates mais ferozes, feitos ao mesmo tempo que o Presidente procura limpar as Forças de Segurança mexicanas da corrupção que mina a Autoridade, muitos foram os que começaram a acusar Calderón da má política, dados os números de mortes existentes, decorrente da reacção dos cartéis, em especial no norte do México, à política governativa.

 

Infelizmente, muitos não quiseram e há quem ainda não queira ver que a luta que se trava no México tem uma importância de alcance mundial, pois os cartéis mexicanos ameaçam transformar-se, se já não são, organizações mais influentes e fortes que os célebres cartéis de droga colombianos da década de 90.

 

O recente caso, de atentado ao embaixador saudita nos EUA, vem provar como no México se trava uma batalha importante, tanto para os mexicanos, como para a estabilidade mundial. Ignorar estes factos é desprezar a realidade. 

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El presidente de Irán, Mahmud Ahmadineyad, condenó hoy la “salvaje” represión policial de los disturbios juveniles en Gran Bretaña, así como el “silencio” que mantiene al respecto el Consejo de Seguridad de la ONU.

 

Uma das grandes referências mundiais da opressão, o Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, veio hoje condenar o Governo britânico pela repressão "selvagem" que tem adoptado nas ruas britânicas.

 

Ora, considerando que Ahmadinejad é o Presidente que autorizou a repressão contra os milhares de iranianos que contestaram nas ruas a sua reeleição fraudulenta, em 2009, da qual resultou a morte de vários iranianos, e dado o silêncio de Ahmadinejad face às investidas do regime sírio, nestes dias, e que já mataram vários sírios que se opõem à política de Bashar Al Assad; como a polícia inglesa não esmaga nem mata, e não tem dó nem piedade como as forças iranianas e sírias, só resta a Ahmadinejad considerar o comportamento da polícia inglesa como "selvagem".

 

Só assim, dada a barbaridade da polícia inglesa, se compreende o silêncio do Conselho de Segurança. Caso contrário, se fosse como na "cívica e decente" repressão dos regimes iraniano e sírio, o CS da ONU já tinha adoptado uma resolução.     

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Mousavi e Khatami criticam julgamento dos cem reformistas

 

É admirável como quase dois meses depois das fraudulentas eleições presidenciais a vontade de querer alcançar a verdade das urnas continua e manter-se activa no Irão.

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The Iranian people have the virtues of a great civilization running through their veins. We love you Iran.

 

Escritas pela Rainha jordana Rania, no seu twitter.

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Opositores de Khamenei e Ahmadinejad preparam "liderança alternativa"

 

A concretizar-se o que a notícia indica, na linguagem de Ciência Política define-se como: golpe de Estado.

 

Acontecerá? A cidade iraniana de Qom merece a atenção do mundo.

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Former Iranian President Abolhassan Bani-Sadr has also claimed Ahmadinejad had belonged to the execution team in Vienna, and a number of media reports implicated him in the murder of the three Kurds.

 

The Iranians suspected of having killed the Kurds took refuge in the Iranian embassy after the murders and were allowed to leave Austria after the Austrian government came under massive pressure from the Iranian government.

 

The Greens spokesman called for a foreign-policy initiative to support democratic forces in Iran and warned: "A president who has probably engaged in massive election fraud, been responsible for the deaths of many journalists and Kurds in Iran and strongly suspected of murder in Vienna is not someone capable of respecting democracy and human rights.

 

Tal como o presente, o passado de Ahmadinejad conta com sombras pesadas.

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Num anúncio surpreendente, o Conselho dos Guardiões – o principal órgão legislativo do Irão – apoia a recontagem dos votos das presidenciais de sexta-feira, noticiaram os media oficiais.

Os resultados, que davam a vitória do actual Presidente, Mahmoud Ahmadinejad, com 63 por cento dos votos, estão a ser alvo de forte contestação por parte do moderado Mir-Hossein Mousavi, o principal rival na eleições.

Nunca esperei que houvesse um pedido do Conselho dos Guardiões para recontar os votos. Um triunfo dos moderados. Todavia, será suficiente? Duvido. Poderá ser um ganho de tempo para o regime, acalmando as hostes que protestam na rua, ao mesmo tempo que se realinham e preparam as forças de segurança para o anúncio do mesmo resultado divulgado na sexta? Talvez. Para seguir.

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Tivesse o sistema político iraniano contornos semelhante aos do Ocidente e talvez Mahmoud Ahmadinejad corresse, nestes dias, riscos de tombar. Porém, com a arquitectura política/religiosa do Irão, Ahmadinejad só cai se o todo-poderoso ayatollah Ali Khamenei, que já decretou o resultado e pediu para o respeitar, for derrubado. Ora, este cenário nem está no horizonte nem é muito provável que se concretize.

 

A contestação nas ruas continuará. A imprensa estrangeira continuará a dar cobertura aos acontecimentos e as forças de segurança iranianas continuarão a descarregar, letalmente, se necessário for - como tragicamente já aconteceu nas últimas horas, para repor a ordem e terminar a contestação ao resultado das presidenciais iranianas.

 

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Ahmadinejad foi reeleito Presidente do Irão, de acordo com os dados oficiais avançados pelo Ministério do Interior iraniano.

 

Numa das eleições mais participadas, o flamejante de Teerão triunfou sem espaço para dúvidas. Ainda que estas persistam, face a números tão esmagadores: cerca de dois terços votaram em Ahmadinejad, eleito na primeira volta.

 

Como dizia uma analista, na noite de sexta, na Al Jazeera, houve uma campanha iraniana percepcionada de modo diferente no estrangeiro, em que se concebia Mousavi como imbatível, e havia a outra, entendida no Irão.

 

De qualquer modo, se era quase certo que Ahmadinejad triunfaria nas zonas rurais, fruto das suas constantes visitas ao interior do país nos últimos quatro anos de mandato, nas urbes, tudo indicava, Mousavi era o favorito. A esperança da mudança, a abertura do sistema, com mais liberdade para mulheres e jovens, e os créditos de alguém com capacidade, já demonstrada, para lidar com a economia, que Ahmadinejad não conseguiu lidar, tendiam a indicar que, pelo menos, poderia haver segunda volta e Ahmadinejad teria dificuldades em obter grande apoio neste momento. É, por isto, estranho como o candidato reformador tenha, de acordo com as autoridades, obtido, apenas, um terço dos votos. 

 

Ontem, foi dia de tumultos em Teerão. Ao mesmo tempo que Ahmadinejad falava em directo para o mundo (Al Jazeera, CNN, Sky) dizendo que os iranianos tinham escolhido o "caminho do futuro", ou seja, ele, o seu principal adversário, Mousavi, era detido

 

Confesso que há algo que não bate muito. Como se sublinhou, na Al Jazeera, com pertinência, no Irão, quem assegura os resultados eleitorais é o Ministério do Interior e não uma Comissão Independente. Ministro do Interior que é, apenas e só, um subordinado de Ahmadinejad.

 

Se o todo-poderoso ayatollah Ali Khamenei já pediu a todos para respeitarem os resultados decretados, há quem continue a não render-se aos números. 

 

Veremos no que darão estes tumultos. Mas uma revolução, como teve lugar em 2004, na Ucrânia, não terá qualquer espaço para singrar no Irão, dada a estrutura do regime não ceder.

 

Perde-se a esperança de obter uma ponte de diálogo com Teerão. Continua a mesma linha conservadora e promotora da instabilidade regional e mundial.   

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Quando nada parecia indicar, pois o hiper-favorito Ahmadinejad, que conta com o apoio da máquina estatal, podia ter um caminho triunfal para a sua reeleição, a campanha de Houssein Mousavi ganhou uma projecção que dá esperança a milhares de iranianos.

As ondas verdes que invadiram o Irão, nos últimos dias, fazem tremer o candidato favorito e não é por acaso que surge este aviso:

 

The political chief of Iran's Revolutionary Guard has warned reformists in the country against seeking what he called a "velvet revolution", vowing that it would be "nipped in the bud".

 

É interessante constatar certas palavras, como a de denominar a corrente moderada de "extremista":

 

 "There are many indications that some extremist [reformist] groups, have designed a colourful revolution ... using a specific colour for the first time in an election,"

 

Veremos, amanhã, se as urnas determinam mudança no Irão e a existência de segunda volta, no próximo dia 19 de Junho, é um desse sinais.

 

Para acompanhar, como este blog: Tehran 24.

 

 

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Mir Hussein Moussavi, o reformista que desafia Ahmadinejad

Pintor e arquiteto por formação, candidato independente promete mudar a imagem extremista do Irã

 

A ler o resumo do trajecto pessoal e político e causas do homem que tem possibilidades de derrotar o flamejante de Teerão.

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"The Saudis are very, very happy with what happened in Lebanon," said a Saudi analyst who declined to be identified.

 

A defeat in Friday's Iranian election for populist President Mahmoud Ahmadinejad, who has overseen Tehran's expansionist policy of recent years, would be a double-whammy for Riyadh.

 

Se a notícia diz que Riade não espera grandes mudanças de Teerão, independentemente de quem ganhar a corrida presidencial iraniana, é um facto que a derrota de Ahmadinejad e a vitória de um moderado representaria uma atenuação do clima crispado e pesado que se vive a nível regional e, por consequência, mundial.

 

Depois da vitória dos moderados no Líbano, o triunfo desta corrente no Irão significaria um bom sinal para o que se avizinha, em especial agora, que os EUA manifestam total abertura para o diálogo e entendimento.

 

 

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El candidato reformista a la presidencia de Irán, Mehdi Karrubí, afirmó hoy que espera un alto índice de participación el próximo viernes y que lo más importante es que las elecciones "sean limpias".

 

Los pronósticos apuntan a que en esta ocasión también se puede quedar a las puertas de un segundo envite, ante el empuje del propio Ahmadineyad, que parte como favorito, y del independiente pro reformista Mir Husein Musaví, quien ha logrado despertar una enorme ilusión entre las mujeres y los jóvenes.

 

Karrubí se extendió en la que aparece como sus grandes bazas en los comicios: las reformas sociales y la inclusión de la mujer en el proceso político del país.

 

El lunes presentó como parte de su equipo a una mujer para la que tendría reservado un ministerio de importante calado, según miembros de su campaña electoral.

 

"La actitud durante la campaña electoral, e incluso antes de la misma ha demostrado que somos favorables a los derechos de la mujer. Son deseos principales. Incluso ayer rompió otro tabú y presentó a una mujer que sería ministra, afirmó hoy un miembro de su campaña.

 

Além da campanha dos jovens, o papel da mulher na sociedade iraniana tem estado no centro das atenções. O debate entre Musavi e Ahmadinejad pode ter espoletado esta temática, quando o actual Presidente iraniano acusou a mulher do seu principal oponente de ter obtido licenciaturas de modo ilícito, ao que Musavi defendeu a esposa e acusou Ahmadinejad de mentiroso.

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The young Iranians cruising noisily around upscale northern Tehran in cars plastered with election posters have only one thing on their minds: denying President Mahmoud Ahmadinejad a second term.

 

More than two-thirds of Iran's 70 million people are aged under 30

 

Tal como em 1979 os jovens académicos foram importantes para a Revolução Islâmica, muitos jovens iranianos aspiram, hoje, a um país mais liberto dos valores conservadores que Ahmadinejad assume e tem implementado.

 

Na sexta-feira, a participação dos jovens pode ser decisiva.

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Iran's presidential hopeful Mir-Hossein Mousavi said that President Mahmoud Ahmadinejad "twists truth" on economic issues, Iran's satellite Press TV reported Monday.

The fifth presidential debate has seen Mousavi accusing the incumbent president of lying to the nation on the economic situation, the report said.

 "Why should we lie to the people and tell them that they have no problems at all," Mousavi said in a debate with another reformist candidate for Iran's presidency on Sunday.

 

Os debates entre Musavi e Ahmadinejad têm sido quentes e ontem não ficou por menos, com Musavi acusar o actual Presidente iraniano de "torcer a verdade" económica do país.

 

Ahmadinejad tem feito do poder nuclear uma arma de defesa e arremesso contra o principal adversário, procurando fazer valer o orgulho iraniano. Mas, como se sabe, o orgulho não alimenta. E Musavi está a fazer valer este ponto de vista.

 

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Sexta-feira é dia de eleições presidenciais no Irão. Se é previsível que Ahmadinejad ganhe a batalha eleitoral, não é menos verdade que o seu opositor principal, o moderado Hossein Musavi, pode causar uma surpresa. 

 

Ao longo desta semana a eleição presidencial iraniana vai merecer destaque.  

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Além das europeias, as parlamentares, de amanhã, no Líbano, e a presidencial de sexta-feira, no Irão.

 

Para seguir nas próximas horas e dias.

 

Afinal, nestes dois países joga-se a estabilidade regional e mundial.

 

(Publicado no Palavra Aberta)

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The Israel Air Force used unmanned drones to attack secret Iranian convoys in Sudan that were trying to smuggle weapons to Palestinian militant organizations in the Gaza Strip, the London-based Sunday Times reported Sunday.
Defense officials were quoted as saying that the trucks were carrying missiles capable of striking as far as Tel Aviv and the nuclear reactor in Dimona.
The unmanned aerial vehicles attacked two convoys, killing at least 50 smugglers and their Iranian escorts, the newspaper reported. All the trucks in the convoys were destroyed

The U.S. warned the Sudanese government that weapons were being smuggled into the Gaza Strip through its territory ahead of a recent attack on a Gaza-bound arms convoy, which foreign media has attributed to the Israel Air Force, the pan-Arab daily Al-Sharq al-Awsat reported Monday.
On Friday, the American network ABC reported that the IAF had targeted a convoy of trucks in Sudan carrying Iranian weapons to Gaza in January. According to the report, 39 people riding in 17 trucks were killed, and civilians in the area sustained injuries. The network later reported that the IAF had carried out three such strikes since the beginning of the year.

Estas duas notícias, que passaram relativamente despercebidas nos diários nacionais, mostram a realidade do envolvimento iraniano na ameaça à segurança do Estado de Israel. O seu contributo para rearmar o Hamas para que este continue a sua ameaça ás populações israelitas mostra bem qual o seu desígnio e qual a sua contribuição para o retomar das conversações de paz entre Israel e os palestinianos.

Quando Barack Obama e Shimon Peres estendem as suas mãos ao povo do Irão, o seu governo não deixa de seguir uma agenda política há muito pensada: contribuir para a instabilidade regional até que o Irão tenha novamente condições para se assumir como um Estado pivot e consequentemente a potência regional liderante.

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Enquanto na Europa ainda se olha para o Iraque, e muitos parados no tempo, mais propriamente em 2003, continuam a ver a errada intervenção de Bush como a causa de todos os males, importa não perder a noção do tempo real e do que se está a passar no Iraque e no Velho Continente não se tem grande percepção.

 

Este livro do eurodeputado português, e elemento deste blogue, Paulo Casaca, é uma pedrada no charco da concepção que se tem na Europa.

 

Desde 2003 que decorre uma "outra invasão" no Iraque, mais premente, articulada e que amputa as condições de futuro deste país, como Estado independente.

 

A intervenção do Irão no Iraque merece uma atenção maior da Comunidade Internacional.

 

É, por isso, que considero uma postura errada, a assumida por Obama, na semana passada de procurar estender relações com o Irão, sem este se comprometer. Até porque, enquanto se adia compromissos, o regime de Teerão continua o seu projecto nuclear. 

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Os presidentes dos EUA e de Israel enviaram mensagens ao povo iraniano por ocasião do Nawruz, que representa a entrada no novo ano.

Estas mensagens por parte dos principais responsáveis políticos ocidentais com mais interesses na região colocam uma grande pressão no regime iraniano.É sabido que as novas gerações têm uma grande ligação a tudo aquilo que o Ocidente representa, por isso esta articulação entre Israel e os EUA tem um grande valor simbólico. Mostra ao povo iraniano quem verdadeiramente perde com as atitudes belicistas do seu governo...  

 

Unfortunately, the relations between our two countries have hit a low point, stemming from ideas that compel your leaders to act in every possible way against the state of Israel and its people. But I am convinced that the day is not far off when our two nations will restore good neighborly relations and cooperation in thriving in every way," he went on to say. 
"At the start of the new year," he concluded his blessing, "I urge you, the noble Iranian people, on behalf of the ancient Jewish people, to reclaim your worthy place among the nations of the enlightened world, while contributing a worthy cultural contribution." 

 

 
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O ex-presidente iraniano Mohammad Khatami confirmou em nota divulgada nesta terça-feira a decisão de não disputar a eleição presidencial de junho, para evitar uma divisão de votos entre os candidatos de oposição.

Khatami anunciou apoio ao ex-premiê moderado Mirhossein Mousavi.

 

O que custa nesta desistência de Khatami é o sorriso que Ahmadinejad deve ter neste momento, pois pode começar a ter mais confiança na eleição presidencial de Junho. (Publicado no Palavra Aberta)

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Mohammad Khatami, ex-Presidente e figura de referência dos renovadores iranianos, anunciou hoje que vai concorrer às eleições de Junho, para defrontar o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad, que já tornou pública a sua recandidatura.

 

Nem tudo é mau neste tempo. Hoje recebemos uma excelente notícia: o anúncio da candidatura de Khatami à presidência do Irão. A sua vitória, em Junho próximo, será, seguramente, um passo para a Paz e Estabilidade no mundo. (Publicado no Palavra Aberta)

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Ahmadinejad quer que EUA peçam perdão pelos seus “crimes”

O chefe de Estado iraniano sugeriu que os EUA “devem encontrar-se com as pessoas, falar com elas com respeito e pôr fim às políticas expansionistas”. E, “se querem mudança, devem pôr fim à sua presença militar no mundo, retirar as suas tropas e levá-las para o interior das suas próprias fronteiras.” Devem ainda, concluiu, “deixar de apoiar os sionistas [Israel], os fora-da-lei e os criminosos [implícita alusão aos dissidentes na sociedade civil e à resistência armada dos Mujahedin e-Khalq/Combatentes do Povo, recém-retirados pela UE da lista de grupos terroristas]; e não mais interferir nos assuntos de outros povos”.

 

No dia seguinte à primeira entrevista de Obama, como Presidente, dada ao canal árabe do Dubai, Al Arabyia, na qual o novo Presidente norte-americano reconheceu os erros do seu país em relação ao universo muçulmano, eis que no dia seguinte surge Ahmadinejad, não a estender a mão, mas a cerrá-la.

Talvez fosse melhor dizer (exigir?) que os EUA têm de pedir perdão e extirpar o Estado sionista, como sonha o flamejante de Teerão. Por outro lado, não deixa de ter a sua graça ver Ahmadinejad a reclamar dos EUA aquilo que o Irão hoje pratica: implementar políticas expansionistas, no Iraque, na Líbia e em Gaza.

É preciso descaramento.

Obama bem pode querer dialogar com Teerão. Esse é um ponto que não interessa nem serve os propósitos do actual poder político iraniano. (Publicado no Palavra Aberta )

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Já Israel tinha declarado o cessar-fogo unilateral ainda o Hamas lançava rockets, continuando a provocar Israel. Agora parece, com eles nunca se pode acreditar, que aceitam o cessar-fogo e concedem uma semana para que Israel abandone o território. O problema do Hamas e do Hezbollah é que combatem Israel por procuração. O Irão está a divertir-se na região, fazendo uma guerra sem entrar nela. O Hamas que despreza os palestinianos e os uiliza e manipula para o seu objectivo que é o do Irão, ou seja destruir Israel, nunca parará enquanto os deixarem andar. Eles são um biombo do Irão. Vejam e preparem-se enquanto é tempo.

(publicado no Tomar Partido)

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O programa de enriquecimento de urânio iraniano "não tem nenhuma finalidade civil", afirmou hoje o Presidente francês Nicolas Sarkozy, em Paris. "Aproxima-se o momento em que os dirigentes iranianos terão de escolher: ou provocam um grave confronto com a comunidade internacional (...) ou chegam, por fim, a uma solução nas negociações lançadas há já cinco anos", acrescentou.

 

A Comunidade Internacional parece esquecer-se do que está em grande movimento no Irão e dos impactos que o surgir de uma potência nuclear, comandada por fanáticos, provocará, tanto na região como no mundo. (Publicado no Palavra Aberta)

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No que será uma mudança significativa face à política do ainda Presidente Bush, Obama revelou que vai procurar um envolvimento muito mais vasto com o Irão. “Vamos ter de adoptar uma nova abordagem. E formei a convicção de que o envolvimento é o ponto de partida certo”, anunciou o presidente eleito.

 

Obama podia ser mais sensato e num momento delicado para o Irão, como o actual, a poucos meses das presidenciais, a Administração norte-americana não deveria dar sinais de reforçar a candidatura de Ahmadinejad. Que bem poderá aproveitar estas palavras, em termos internos, para mostrar aos iranianos como o seu mandato fez vergar os EUA às pretensões de Teerão.

Quando uma candidatura mais moderada pode triunfar no Irão, Obama pode estar a ajudar Ahmadinejad, que falhou no essencial do seu mandato, ajudar os mais carenciados a melhorarem a sua qualidade de vida. (Publicado no Palavra Aberta)

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French President Nicolas Sarkozy is very critical of U.S. presidential candidate Barack Obama's positions on Iran, according to reports that have reached Israel's government. Sarkozy has made his criticisms only in closed forums in France.

But according to a senior Israeli government source, the reports reaching Israel indicate that Sarkozy views the Democratic candidate's stance on Iran as "utterly immature" and comprised of "formulations empty of all content."

 

O exercício do poder gera uma visão real e objectiva das questões e problemas que uma postura mais confortável e descomprometida com responsabilidades não tende a criar. Por isso ser tão fácil criticar e tão difícil exercer o poder.

O que se verifica da leitura de Sarkozy acerca da posição de Obama em relação ao programa nuclear iraniano é um caso exemplar.

O exercício do poder exige uma responsabilidade bastante acrescida que, não raras vezes, nomeadamente em matéria de política externa, não se coaduna com o sentimento generalizado da população. Mas são determinadas posturas, cumpridoras das referências estratégicas nacionais, que garantem a segurança e a estabilidade.

O candidato Democrata apresenta um largo conjunto de propostas externas bastante frágeis com aquela que deve ser a posição de Washington no globo.

Há quem possa pensar que o realismo, em termos de Relações Internacionais, não é benéfico, só que há um princípio elementar subjacente a tudo: as condições nacionais - de qualquer país - dependem, e cada vez mais, da realidade mundial.

Obama, se eleito, e uma vez cumprindo com muito do que disse até ao momento em termos de política externa, seria tão ou mais irresponsável que os últimos desastrosos e nocivos oitos anos de Administração Bush.

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Caminho da NATO está aberto para a Geórgia, diz secretário-geral da Aliança

 

No rescaldo do conflito no Cáucaso, que permitiu o ressurgimento da Rússia militar no palco internacional, as autoridades norte-americanas e europeias estão a proceder de forma precipitada. E a NATO e UE estão a ser as organizações que estão a transmitir este desconforto ocidental. Ainda que surjam de forma imponente, como se fossem intocáveis.

De Washington surgiu, primeiro, o apoio ao aliado Saakashvili, não vislumbrando a Casa Branca que a médio prazo o Presidente georgiano cairá, muito por causa da sua política errónea.  Assim que a poeira deste conflito assentar, verificar-se-á como o Presidente georgiano conduziu o seu país para um beco, em vez de o fortalecer no quadro regional.

Depois, emerge um receio, pouco fundado, de uma intervenção análoga da Rússia na Ucrânia, que fez temer Bruxelas (UE). A dimensão da Ucrânia e posição no quadro regional é bastante superior à da Geórgia.

Na semana passada os responsáveis europeus, Sarkozy/Barroso/Solana, fizeram questão de ir a Kiev dizer ao Presidente Yushchenko que o acordo para adesão deste colosso da Europa central  à UE será acelerado.

Os convites da NATO e UE aos dois Estados mais não representam uma clara aposta política de segurar os dois políticos, que nos podem ser prejudiciais. As políticas pouco consistentes que estão a seguir na Geórgia e Ucrânia enfraquecem as suas posições internas.

Por outro lado, estes convites, tanto para a NATO como para a adesão à UE, visam atacar indirectamente a Rússia. Mas os ataques diplomáticos feitos à Rússia nos últimos já estão a causar mossa, e se a chegada da embarcação de guerra Pedro, o Grande ao mar do Caribe é um lado visível, há acordos que o Kremlin está a selar e não são dos melhores. Moscovo já vendeu ao Irão armamento de defesa, que qualifica, e em muito, o poderio militar iraniano, num momento em que se sabe que o seu projecto nuclear está a desenvolver-se a bom ritmo, podendo Teerão estar na posse de poderio nuclear dentro de ano e meio.

As cinzas das relações entre o Ocidente e  Moscovo ainda estão acesas e o Ocidente, em vez de as apagar, encarrega-se de as atear.

  

(Publicado no Palavra Aberta)

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