A GALP explora-nos com preços proibitivos (gasolina 95 a 1.22), e o relatório Manuel Sebastião que saiu hoje, 21.04, goza connosco; levou seis meses para concluir tipo Ministro da Informação do Iraque: "Não há cartel". Pois não há. O que há é muito pior: é monopólio prático por via das duas únicas refinarias nacionais serem GALP. O resultado deste relatório não é aceitavel. Não serve os interesses básicos dos portugueses. A GALP registou lucros de 1000 milhões de euros. A GALP aproveitou-se da grande crise dos combustiveis para subir os lucros e o Estado, para que se intitule Estado, tem de tomar medidas imediatas.
Não abona a comunicação social não referir como escândalo a Entidade Reguladora levar seis meses para elaborar um estudo que se faz em seis dias.
Visto aqui de Toledo Portugal parece melhor e mais justo. Por aqui os preços na Galp estão mais próximos dos custos reais do barril. Uma bilha de gás está manifestamente mais leve que a última que me lembro de ter comprado. Isto porque a carga fiscal que recai sobre a petrolífera lhes permite atingir estes valores, mas também porque a concorrência assim a obriga a reagir. É bom saber que daqui Portugal parece mais competitivo.
Só é lamentável que apenas assim seja em terras de nuestros hermanos e não se permita aos nossos contribuintes usufruir das mesmas regalias que por aqui grassam via uma empresa que ajudaram a criar.
Não, não vou atacar a Ministra da Educação. Aliás, se dependesse de mim, a Ministra nunca teria estado com a cabeça a prémio. Mas em frente.
Há cerca de duas semanas ouvi entusiasmado na RTP a notícia de que a GALP iria fazer um desconto de 0,06€ aos fins-de-semana.
Achei que não era mau.
O meu gosto/vício pela caça faz-me fazer centenas de quilometros no fim-de-semana, por todo o país. Depois de muito procurar, resolvi perguntar numa área de serviço GALP em Beja onde estava o desconto tão badalado, ao qual me foi respondido:
- Então amigo, você na sabe que essas coisas na chegam cá? É só no Norte e Centro e apenas em 100 postos no país.
Será que a autoridadequenãovêacartelização também não vê publicidade enganosa????
O petróleo está abaixo dos 55USD, está a deixar de ter piada ter os combústíveis nestes valores.
E que tal mais uma nacionalização? Agora temos lei, precedente, e esta seria realmente justificada! Além de que o PCP não vai votar contra!
O Governo pode reforçar a regulação sobre o sector dos combustíveis para vigiar de forma mais eficaz a actuação das petrolíferas, pode mexer na margem de imposto ou, como prefere a esquerda, pode regressar à fixação administrativa de preços.
Para "fazer" não basta "querer", é também preciso "poder", neste domínio quem não assume responsabilidades actuais ou passadas no país pode propor o que a imaginação permitir.
Sendo Portugal um espaço integrado na UE, sendo um modesto actor na economia global, apenas pode fazer o que os outros "deixarem", deixemo-nos portanto de utopias, facilidades e pseudo-radicalismo para "inglês ver e português ouvir" apenas para debitar "soundbytes" e chamar holofotes...
Pessoalmente defendo a descida do ISP, mas não acredito que haja condições para tal antes de 2010, para já, e À IMAGEM dos EUA um reforço da regulação e da eficácia da fiscalização neste sector seria uma boa medida...
É uma medida fashion-liberal?Não.É necessária?Sim.Teóricamente é positiva?Nem por isso. Pragmaticamente necessária no actual contexto?Sem dúvida.
Vítor, queres nacionalizar a GALP ou queres tabelar o preço de venda dos combustíveis?
Queres meter os contribuintes a pagar mais directamente ou mais indirectamente via impostos através de transferências do OE?
Queres aprovar mais uma lei, a juntar à nossa montanha-russa legal, que defina uma relação entre subida e descida do preço do crude e o preço dos combustíveis?Já agora isso será formalizado através duma fórmula que entra em conta com o quê?Com a valorização/depreciação dos stocks, variações cambiais, custo do capital, custos de transporte/refinação, perdas/quebras, quota de mercado?
Não dá para ir alternando entre a economia de mercado e o liberalismo quando nos interessa e a economia centralizada com forte componente estatal e regulamentação quando dá jeito, acredita que não dá para ter sol na eira e chuva no nabal...
A minha questão não é a intervenção do Estado, é mesmo a politica comercial da GALP que tendo em conta a sua quota de mercado obviamente "define" a politica de preços em Portugal.Posso não gostar mas lá que lhes assiste esse direito, assiste.
Se calhar precisávamos era de mais concorrência no mercado dos combustiveis....
O ex-presidente da República Mário Soaresconsidera pouco feliz e “inoportuna” a intervenção televisiva do actual Presidente, Aníbal Cavaco Silva, no último dia de Julho, a propósito do novo Estatuto da Região Autónoma dos Açores.
A opinião de Mário Soares é partilhada por quase todos, mesmo que a alguns não a convenha transmitir.
Julgo que foi uma má ideia, que acabará por retirar importância a futuras "comunicações", que revelou uma Presidência obcecada com a sua autoridade, insultada com o facto de ter de realizar mais duas reuniões em caso de necessidade de dissolução da Assembleia Legislativa dos Açores.
Boa noticia é a nova descida dos combustíveis, isso é que anima os portugueses e a prazo a economia, quanto a lapsus linguae ou birras de São Bento, são fait-divers que não merecem grande atenção...
A Galp e a BP desceram hoje os preços dos combustíveis, para reflectir a queda da cotação dos destilados nos mercados internacionais que servem de referência a Portugal. A petrolífera portuguesa baixou as gasolinas em dois cêntimos e o gasóleo em 1,4 cêntimos. A BP baixou todos os produtos em um cêntimo.
Adenda: outra boa noticia, mais um curso de medicina em Portugal, hoje deve ser um mau dia para alguns médicos que costumam nevegar pelos media mas é de certeza uma excelente noticia para os portugueses em geral.
O preço do petróleo continua em queda, pela segunda sessão consecutiva, e já acumula uma perda superior a 13% nas últimas sete sessões. A matéria-prima reagiu em queda à notícia que indica que o furacão Dolly não vai afectar as plataformas petrolíferas do Golfo do México.
Na sessão de ontem, o West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, chegou a cair mais de 4% para negociar nos 125, 63 dólares e segue agora a perder 2,02% para os 125,83 dólares. Em Londres, o barril de Brent perde 1,60% para os 127,48 dólares.
As previsões indicam que o furacão Dolly não deverá atingir as plataformas do Golfo do México, responsáveis por 25% da produção dos Estados Unidos.
De acordo com um estudo realizado pela MasterCard, a procura de gasolina nos Estados Unidos caiu 3,3% na semana passada em resposta aos elevados preços da matéria-prima. O procura de gasolina está em queda há 13 semanas consecutivas. E a GALP anda a reagir a quê?Ao mercado?Reagiu sempre nas subidas, nalgumas pontuais descidas, e agora?Ficou catatónica?
Estou estupefacto....tendo em conta isto e isto fiquei mesmo surpreendido!
Deixo uma boa noticia:
Açúcar regista queda mais acentuada dos últimos quatro meses
As cotações do açúcar refinado registaram a queda mais pronunciada dos últimos quatro meses em Londres, devido às expectativas de que a descida dos preços do petróleo diminua a procura de combustíveis alternativos derivados da cana-de-açúcar
Ou será que não?Se na semana passada o barril de petróleo ultrapassou os 145 dólares e hoje está já a 132 dólares, são 13 dólares por barril de diferença nos contratos a vencerem daqui a uns meses, dado a GALP reflectir os aumentos "em tempo quase real", que se passa agora com esta descida acentuada?Vertigens?
Os preços do petróleo terminaram a sessão de quinta-feira em forte alta com os preços a subirem devido a novos testes de mísseis por parte do Irão e o anúncio de rebeldes nigerianos que irão romper o cessar-fogo.
O crude encerrou com quedas superiores a cinco dólares de ambos os lados do Atlântico.
Em Londres, o barril de Brent para entrega em Agosto fechou a valer 136,50 dólares, uma descida de 5,37 dólares. Este valor situa-se mais de 10 dólares abaixo do máximo histórico de 146,69 dólares, registado na passada quinta-feira.
No mercado nova-iorquino, o barril de West Texas Intermediate recuou 5,42 dólares, encerrando nos 135,95 dólares. Também aqui o crude desvalorizou quase dez dólares face aos 145,85 dólares de 3 de Julho.
ONTEM
Por sua vez, o barril de petróleo opera a seu menor nível nos últimos quatro dias, em uma queda propiciada pelas declarações do porta-voz do governo iraniano, Gholamhossein Elham, de que o Irã estaria disposto a negociar com as grandes potências, mas sem renunciar ao seu programa nuclear. Na praça de Nova York, o recuo registrado pela commodity é de 2,6%, com o barril cotado a US$ 141,51.
AMANHA
A GALP BAIXA A GASOLINA E O GASÓLEO UNS VALENTES CÊNTIMOS....CERTO?
Ao ritmo a que "andamos" a culpar e a acusar de TUDO os "especuladores" (que por definição somos quase todos) iremos conseguir, consciente ou incoscientemente, não descortinar as verdadeiras CAUSAS dos problemas/falhas do actual modelo/sistema económico-financeiro e implementar medidas e reformas que corrijam as verdadeiras RAZÕES que levaram a esta fase ou ciclo económico.
A ESPECULAÇÃO parece ser o novo "vocês sabem do que eu estou a falar" SISTEMA....é o bode expiatório, o cordeiro sacrificial, a virgem a ser sacrificada aos deuses para acalmar a ira dos mercados!
Pensar assim e falar assim, pior ainda, agir em função deste pensamento analgésico e destas ideias ansiolíticas é garantir que não iremos aproveitar esta crise para mudar, para evoluir, para reformar, não iremos tentar aproveitar esta situação para nos tornarmos mais competitivos, mais fortes, mais resistentes e assim não poderemos a escapar de forma alguma a todas e quaisquer crises, grandes ou pequenas, longas ou curtas que nos venham a afligir no futuro....porque elas virão!