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José Sócrates disse hoje que "qualquer decisão sobre o afastamento de Lopes da Mota é da competência do PGR".

 

Quem tem o poder de nomear, tem também o poder de exonerar.
Outras interpretações só podem confirmar que existe entre Sócrates e Lopes da Mota uma "protecção" recíproca.

 

Via 31 da Armada

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Segundo vinha escrito no ‘Expresso’ este fim-de-semana, o sr. Charles Smith declarou à polícia inglesa ter mentido, não sendo verdade a alegação de que tinha pago dinheiro ao primeiro-ministro, José Sócrates. Ou seja, a principal argumentação do famoso "caso Freeport – Parte II" caiu assim pela base com estrondo. Afinal, tudo não passou, segundo o próprio Charles Smith, de uma invenção. Não houve qualquer corrupção, apenas uma calúnia, repetida várias vezes no célebre DVD.

 

Como já cheirava é a isto que se resume o Freeport: declarações avulsas, indignas e patéticas de um personagem de credibilidade duvidosa. No entanto, e apesar da fragilidade da coisa, evidente desde o início, o "caso Freeport" cresceu, inflacionando como um balão de ar, e artificialmente abalando o país político. Embora a oposição nunca o tivesse cavalgado com convicção, na secreta e perversa esperança que a comunicação social desse conta do recado, o "caso Freeport" foi usado e abusado como arma de arremesso contra Sócrates, e o que é ainda mais surpreendente, o primeiro-ministro acabou por sofrer com ele. Não deixa de ser estranho que um "caso", que desde o início demonstrava enormes fragilidades, tenha levado um primeiro-ministro a cometer tantos erros.

 

Contudo, e perante as actuais declarações do sr. Smith, é também evidente uma coisa: o caso Freeport chegou ao fim, e sem glória. Não vale pois a pena insistir mais, é vaca de onde já não sai mais leite.

Pela minha parte, tiro deste caso um ensinamento. Quando na oposição não existe um antagonista credível ao primeiro-ministro, acaba por ser a imprensa a preencher esse vazio. Tal como o Batman precisa do seu inimigo Joker, e o Joker precisa do Batman; Sócrates precisa de inimigos, e os inimigos precisam dele. Ora, não havendo inimigos à altura na oposição, é preciso inventá-los na televisão ou nos jornais.

 

Neste momento na América está a passar-se fenómeno semelhante. Com o Partido Republicano em cacos, os principais adversários de Obama são os comentadores republicanos, como Rush Limbaugh, que no seu programa de rádio zurze contra o presidente. Limbaugh representa o mesmo papel que Sócrates atribui a Manuela Moura Guedes, o de inimigo público número um de Obama. Contudo, e nisso foi bem mais inteligente que Sócrates, Obama nunca se queixou do seu Joker e deixa-o a falar sozinho.

 

Domingos Amaral, Director da GQ in Correio da Manhã, 29.04.2009

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Prôa,pergunta porque é que se deveria valorizar mais o desmentido do que as declarações iniciais?

É fácil, por uma coisa muito simples que por hábito, manipulação ou vicio por vezes se ignora, a verdade.Portanto dever-se-ia dar o mesmo destaque ou "valorização".Mas o que importa a verdade no jogo politico?
Hoje em dia parece que muito pouco, demasiadamente pouco, mas isto já seria uma conversa que nos levaria muito longe, às origens, aos protagonistas, aos armários, caves e alçapões da politica nacional do pós 25 de Abril.
Mas por vezes anda tanta mosca de volta do estrume que me faz interrogar o que deveria ser tratado primeiro, as moscas ou o estrume!

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O jornal Expresso noticia esta semana que Charles Smith desmentiu as declarações que ele próprio fez... Não sei. Porque devemos valorizar mais o desmentido do que as declarações iniciais?

 

A estratégia parece ser agora desacreditar o personagem que coloca em causa José Sócrates. Nada melhor que evidenciar esta contradição. O problema é que para alguém com o perfil que querem traçar de Charles Smith, este seria o comportamento típico: Confrontado com declarações controversas, tende a desmenti-las quando publicamente confrontado com elas. Típico.

 

O investimento na estratégia é grande. A notícia é primeira página do jornal Expresso. Mas atente-se: Existe uma deliberada tentativa de confundir o rigor dos factos: o desmentido de Charles Smith perante a afirmação de que José Sócrates é corrupto (tal como foi afirmado na tal gravação no DVD) foi conseguido por uns advogados contratados (alegadamente pela Freeport).

 

Trata-se portanto de um processo de investigação privado. Não foi perante a polícia nem perante quaisquer autoridades judiciais. Foi uma confissão obtida não se sabe em que condições. Pode ser até que Charles Smith venha a fazer declarações idênticas à polícia, nomeadamente à inglesa que se encontra a investigar o caso que envolve o primeiro ministro português. Não me surpreenderá. O facto é que a notícia do Expresso deixa (deliberadamente?) a dúvida sobre quem recolheu a dita "confissão".

 

A propósito, também me recordo que após as declarações do tio de José Sócrates "soube-se" de que o dito tio teria uma doença que lhe provocava falta de memória e confusões... Mesmo a propósito...

 

Mas o que importa mesmo é saber durante mais quanto tempo suporta o país esta situação de suspeições sistemáticas sobre o primeiro ministro de Portugal.

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Após ter comprado o Expresso de hoje e face a um título tão directo como “Charles Smith diz que mentiu sobre Sócrates”, pensei que quando chegasse a casa e visitasse o Câmara de Comuns, já o meu colega de blog António Prôa, teria feito mais um dos seus copy & paste de notícias, sem qualquer comentário. A bem da verdade.
Mas afinal enganei-me. O António Prôa desta vez não deu a conhecer a notícia do Expresso. Daí o título do meu post.

 

Ouvido em Inglaterra pela polícia e por advogados declarou sempre que não entregou dinheiro ao PM.

Entre Janeiro e Julho de 2007 o antigo consultor do Freeport foi inquirido em quatro ocasiões. Em todas confessou ter inventado que José Sócrates tinha recebido um suborno através de um primo. Uma equipa de advogados veio três vezes a Portugal ouvir Charles Smith e produziu um relatório de 330 páginas em que foram esmiuçadas todas as alegações contidas no célebre DVD. O relatório conclui ainda não ter havido levantamentos de dinheiro vivo da Smith&Pedro, ao contrário do que está registado na gravação. As conclusões foram entregues à polícia de Londres, que também confrontou o consultor com a transcrição completa da conversa. Mais uma vez negou o envolvimento de Sócrates. Ao desmentir ter subornado o primeiro-ministro, Smith assume a calúnia mas livra-se de uma possível acusação de corrupção activa.

 

Compare-se esta notícia com aquilo que foi ontem (24 de Abril), não de 1974 mas de 2009, afirmado pela boca da ex-deputada do CDS, que apresenta aquela espécie de telejornal, no canal que fica entre o 3 e o 5.

Mais, recorrendo a um recurso valioso, que é o Jumento, não tive que redigir toda a notícia. Deixo aqui para que todos a possam ler, inclusive o António Prôa.

 

 

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Tenho discordado de muitas das políticas do actual Governo. Mas não é disso que se trata. A tremenda pressão que tem sido exercida sobre José Sócrates nos media desencadeia a minha simpatia. É mesmo a única razão que me poderá levar a votar no PS. Uma razão reactiva sem dúvida. Mas é meu direito. 
 
Ontem pude ler que o primeiro ministro terá sido "grosseiro, mal educado, agressivo" com os jornalistas na entrevista à RTP. Há aqui uma questão de representação, digamos, que deve ser analisada. Quando - e é a regra - os jornalistas são grosseiros, mal educados, agressivos, tal não é objecto de notícia porque se assume que é normal. Isso é considerado um comportamento aceitável, o que, evidentemente, não tem nenhum sentido. É simplesmente uma prática que foi normalizada e disseminada nos últimos anos. Nada obriga a que tal continue indefinidamente e seria mesmo bom que mudasse. Mas, se o primeiro ministro responde no mesmo estilo, isso passa a ser objecto de comentário, porque é suposto que os entrevistados em geral aguentem firme face ao insuportável bombardeamento do tipo mouraguedesiano. 
 
À parte isso - mas ainda mais ou menos sobre o mesmo assunto - penso que o estado da justiça em Portugal não é apenas problemático, é mesmo hilariante. Que me desculpem os magistrados, os juizes, os advogados, os procuradores de República, etc. Estou certo de que, se conseguissem alguma distância para se olharem a si mesmos, certamente que se ririam às gargalhadas com o espectáculo. Proponho um pequeno exercício de futurologia. Após as eleições legislativas - que o PS vai ganhar - o caso Freeport irá novamente entrar em misteriosa hibernação até ressuscitar ao terceiro ano a tempo de voltar a animar as hostes. Deixem-me rir à vontade.

 

António Pinho Vargas, Lisboa in Jornal Público 23.04.2009

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A procuradora geral adjunta, Cândida Almeida, garantiu ontem à Rádio Renascença que não há qualquer manipulação política no processo Freeport e que a investigação segue o seu curso, numa reacção às declarações do primeiro-ministro José Sócrates numa entrevista à RTP.

Estranhos tempos estes em que um primeiro-ministro é totalmente desmentido por uma procuradora... Se Sócrates for coerente tem de processar Cândida Almeida,

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O escritório de advogados inglês Decherts 'ilibou' Charles Smith de qualquer ligação a actos de corrupção praticados em Portugal para o licenciamento do Freeport. Os advogados visionaram o vídeo (divulgado na passada sexta-feira pela TVI) feito por Alan Perkins, ex-administrador do Freeport, fizeram cruzamentos de transferências de dinheiro e ouviram testemunhas. A conclusão foi de que, quando muito, Charles Smith estaria a tentar 'sacar' mais dinheiro do Freeport pela consultadoria prestada, inventando a história dos subornos.

Os advogados da Decherts, que foram chamados pela Freeport para investigar o conteúdo do vídeo onde Charles Smith aparece a falar de subornos, realçam ainda que Alan Perkins gravou o vídeo em Março de 2006, mas só o apresentou à administração em Janeiro de 2007, numa altura em que estava a negociar a sua saída da empresa. O relatório final da investigação foi depois entregue à administração da Carlyle que, em Abril de 2007, tinha em curso uma OPA à Freeport.
 
Bem sei que esta história não está na capa do SOL nem do Correio da Manhã, nem sequer no programa televisivo da mulher do patrão às 6feiras chamado "Cantigas de Escárnio e Maldizer travestidas de mentira com Botox" que dá pelas 20h....mas merece uma leitura!
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Durante mais quanto tempo vai resistir o país com um primeiro ministro sobre quem são lançadas recorrentemente suspeitas de corrupção? Acusações gravadas e publicadas, condutas mal explicadas, justificações omitidas.

 

E internacionalmente? como será visto um país dirigido por alguém que está envolvido num processo de investigação de corrupção pelas autoridades inglesas?

 

Por mais quanto tempo suporta Portugal esta situação?

 

 

 

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O Público diz Freeport: TVI mostra vídeo em que Smith reitera que Sócrates “é corrupto” , mas se o vídeo agora divulgado diz respeito à mesma situação em que o Sr. Smith refere que o PM é corrupto e cujo áudio já tinha sido divulgado também em antestreia na sala de cinema da TVI, não se trata de "reiterar", é a segunda dose da mesma coisa!Reiterar implicar repetir, voltar a afirmar outra vez, noutra situação, não?

Se alguém tem algo a dizer ou a informar, como a TVI, porque é que primeiro revela o som e passado umas semanas a imagem?Isto é que é fazer render o peixe!

Se calhar, daqui a umas semanas uma médium interpretará os pensamentos de cada participante da reunião filmada/gravada,isto,claro, no programa da Júlia Pinheiro!

Uma última questão, quem gravou a imagem e o som devia mesmo confiar e acreditar neste Sr. Smith, nem devia desconfiar que o homem se andava a "abarbatar com o cacau nem nada"...

 

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retirado do 31 da Armada

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Mas quem dúvida das pressões?! Primeiro o Público, depois o Correio da Manhã, de seguida a TVI e agora os procuradores... Então não é este o comportamento habitual?

 

Mas já se esqueceram de quando o primeiro ministro e os seus assessores telefonam para jornalistas e directores de jornais? Não são pressões? Todos os dias!

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O que se passará na mente do nosso Presidente da República?

O circo está ao rubro no caso Freeport...

João Palma só não respondeu à letra a Cândida Almeida por algum respeito que ainda lhe resta. Lopes da Mota, vem do Eurojust negar a Pinto Monteiro o que haviam dito Paes Faria e Vítor Magalhães...

Sócrates não fala, Cavaco não se impõe...

O que significará o seu silêncio?

Onde está o meu Presidente da República?

Quero indignação, quero ordem, quero autoridade.

Será pedir demais?

 

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O líder do CDS-PP, Paulo Portas, manifestou hoje o desejo de que «a Justiça vá a fundo e seja célere» no caso Freeport, ao mesmo tempo que pediu que «os políticos não se aproveitem nem interfiram»

 
Não poderei estar mais de acordo com Paulo Portas, ainda para mais quando nas últimas vinte e quatro horas outros líderes da oposição, vestiram o triste papel de justiceiros e avaliadores do carácter e da moral pública.
O que me inquieta neste processo, são os longos e enigmáticos quatro anos que decorrem sobre o início da investigação, sem que nada de concreto se apure ou identifique. É tempo de mais para que se confie na justiça e no seu papel.  Este apontamento deveria merecer da parte dos líderes de opinião, bem como dos líderes dos partidos, a melhor reflexão e actuação.
Mas é sempre mais reconfortante e de acção imediata atirar atoardas sem que se perceba o melindre maior do equilíbrio da nossa democracia.
 
Também em Miguel Teixeira-Lx
 
 

 

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Via 31 da Armada

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Rodrigo, já sabemos que o sr Cluny pode realizar as tarefas e missões que desempenha com brio e descaramento sem que tal belisque a sua imaculada imagem...no PPD.

Marinho Pinto, no seu jeito muito directo, frontal, truculento, agressivo, que não aprecio, que não julgo apropriado ao cargo, mas com o qual já disparou para muitos lados, alguns até sob aplauso do PPD, agora vem realçar algo que não é novidade, algo que sobre qual eu e muita gente já tinha escrito, algo que até apareceu nalguns rodapés de jornais, algo que chegou via "fontes privilegiadas" a muitas redacções mas que não deu tanto jeito desenvolver, trabalhar ou maquilhar...

 

Relembro uma compilação de dados sobre os factos em análise:


Os “encontros da Aroeira” foram comprovados em tribunal. Assim como no mesmo julgamento se comprovou ter havido uma conspiração entre "gente" da polícia, do jornalismo e da política. A sentença já transitou em julgado (não estando em segredo de justiça), ler  aqui :

    “Em Janeiro de 2005, Armando Carneiro, presidente da administração da Euronoticias, proprietária da revista Tempo, junta na sua casa de Aroeira o inspector Torrão, o antigo chefe de gabinete de Santana Lopes Miguel Almeida, o advogado José Dias, que trabalhou no escritório de Rui Gomes da Silva, ex-ministro adjunto e ministro dos Assuntos Parlamentares do Governo de Santana Lopes, e o jornalista Vítor Norinha. Segundo Torrão, todos eram seus informadores. Realizou-se, depois, outra reunião com a inspectora Carla Gomes, titular do processo.”

Ler também esta descrição deliciosa (com carros do primeiro-ministro da época à mistura e tudo):
 

    O empresário Armando Jorge Carneiro revelou hoje em tribunal que, em 2005 e antes das legislativas, levou Miguel Almeida, ex-chefe de gabinete de Santana Lopes, a jantar com uma inspectora da PJ que acompanhava o "caso Freeport".

     

    É isto um SPIN que irrita alguns DOCTORS?

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Ontem a policia foi chamada a porta do DCIAP para afastar os jornalistas que se encontravam a fazer reportagem relativa a presença de Charles Smith.

Não se percebe esta atitude, até porque apenas os afastaram da porta, criando um "perímetro de segurança" de meia dúzia metros. Passei por lá e o cenário era entre a comédia e a tragédia!

Mas a pergunta que se impõe é quem chamou a PSP? Ainda pensei que fosse a responsável do DCIAP e do processo freeport, mas nas televisões ela surge a falar simpaticamente com os jornalistas quando chegou e na saída. Quem tem medo do porto livre?

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Seis milhões e meio de euros de duas empresas do grupo Freeport terão dado entrada na Vieira de Almeida & Associados, sociedade de advogados, a pretexto de prestações de serviços e adiantamento de despesas na compra dos terrenos para o outlet de Alcochete – um valor apurado nas recentes buscas levadas a cabo pela investigação do Ministério Público.

 

in Correio da Manhã

 

 

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Dias Loureiro e restantes amigos do BPN, com todo o respeito, têm de ser mesmo muito "tapadinhos" para não terem visto nada, não terem ouvido nada, desconhecerem por completo o Banco Insular a operar com "total conhecimento superior" desde 2002!

Parece que apenas Oliveira e Costa é o mauzão da fita!

Lembra-me um ex-presidente dum clube lisboeta detido por fraude e burla após sair da presidência desse clube, ele também fez tudo sozinho, sem ajudas ou conhecimento de nada por ninguém dentro desse clube!É obra...

Dizem algumas vozes mal intencionadas, se calhar as mesmas que o Expresso diz terem fornecido documentação e informação sobre o Freeport com "más intenções", que o único acusado que será considerado culpado no caso Casa Pia será o Carlos Silvino, que diabo, existe uma arte em Portugal para descobrir e "enterrar" bodes expiatórios que devia receber mais crédito das instituições internacionais pela ciência invulgar de concentrar imensas culpas, singulares e colectivas, num único alvo e fazê-lo parecer credível a muita gente....Goebbels estar-se-ia a roer de inveja!

É uma engenharia de redução fenomenal, acho que devia ser aplicada à actual crise, atribuiam-se as culpas um pequeno país qualquer com um maluco que andasse metido em negócios imobiliários, explodia-se com aquilo tudo e pronto, o mundo seguia feliz e contente a cantarolar "The Show must go on"....alguém devia experimentar, não custa nada!

Oliveira e Costa, Vale e Azevedo, Carlos Silvino, passam por  "artistas" a solo maléficos (demoníacos mesmo!) numa trama povoada de anjinhos, santinhos e cordeirinhos de presépio de Natal!

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Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.

 

Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.

 

Mário Crespo, in JN

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Entretanto, as suspeitas de que as fugas ao segredo de justiça tiveram um alcance que vai muito para além levou muita gente a recear que o caso esteja a ser investigado e o próprio Expresso veio assegurar, em editorial, que não esteve envolvido em qualquer manobra: «Por isso, além do material que publicámos, temos material que recusámos publicar, ou por não estar devidamente confirmado através do cruzamento de fontes, ou por não estar suficientemente documentado, ou, ainda, por nos parecer proveniente de pessoas cuja motivação poderia não ser o simples esclarecimento e informação, mas antes espalhar boatos ou meias-verdades. ». Isto é, a própria direcção do Expresso diz que houve pessoas que tentaram espalhar “boatos e meias-verdades” e cuja intenção poderia “não ser o simples esclarecimento e informação”. Nunca um jornal foi tão longe ao denunciar a existência de manobras duvidosas.- O Jumento
 

Não posso!

Estou-lhe a dizer!

Não acredito!

É verdade, estou-lhe a dizer!

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O Correio da Manhã publica hoje os resultados de uma sondagem da qual é possível retirar duas conclusões:
1- Os portugueses não se deixam ludibriar com a campanha que tem sido orquestrada contra José Sócrates.
2-Manuela Ferreira Leite pertence ao obituário da política portuguesa, mas porventura por uma questão de delicadeza, atendendo ao seu estado macróbio, ainda nenhum dos seus companheiros mais chegados lhe teve coragem de lhe dizer. Até Pacheco Pereira, o seu ex-ex-braço direito, ainda não o terá feito, por estar demasiado ocupado com a vaidade que tem em ouvir-se a si próprio. Ao menos alguém que o ouça.

 

Ironias á parte a verdade é que a sondagem da Aximage /CM, inclui dados claros:
42,2% dos inquiridos considera que José Sócrates está a dizer a verdade no caso Freeport, contra 30,8% dos que consideram que está a mentir. No entanto 73,4% considera que este não se deve demitir. Compreendo este resultado esmagador: em Democracia a avaliação faz-se nas urnas. Uns chatos estes portugueses que pensam pela sua própria cabeça.

 

Na questão “Em qual dos dois líderes tem mais confiança para Primeiro-Ministro: em José Sócrates ou em Manuela Ferreira Leite?”, 47,9% opta pelo actual José Sócrates, enquanto a Manuela não vai além de 22,3%.
Quero realçar aqui um dado, o CM publica uma evolução ao longo do ano passado. A líder do PSD, registou o seu melhor resultado (33,3%) em Junho de 2008. A partir daí foi sempre a descer. Se tivermos em conta que foi eleita no Congresso dos 3/3 no dia 31 de Maio de 2008, percebe-se que nem com fugas do segredo de justiça, nem com fontes anónimas vindas da Presidência da República, nem com silêncios que servem para esconder nada ter para se dizer, muito menos com apadrinhamentos de campanhas baixas e que revelam que a crise do PSD se alastrou à JSD (ou terá sido o contrário?), nada vai fazer ressuscitar a Manuela.

 

Depois de ter sido a pior Ministra da Educação desde o 25 de Abril, depois de ter sido uma péssima Ministra das Finanças, responsável por um défice vergonhoso (sem uma crise mundial com as proporções da actual), e de ter maquilhado os resultados deste, com o negócio que fez com o Citibank em que vendeu dívidas fiscais, não esquecendo o aumento de impostos que impôs, pergunto-me, que futuro querem para o nosso país, aqueles que consideram ser esta vetusta avó, alguém capaz de ocupar mais algum cargo político de relevo?

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A mãe do primeiro-ministro José Sócrates, Maria Adelaide Carvalho Monteiro, comprou o apartamento onde reside na Rua Braamcamp, no centro de Lisboa, a uma sociedade “offshore” com sede nas ilhas Virgens Britânicas, e pagou-o a pronto num ano em que declarou menos de 250 euros de rendimentos, noticia hoje o jornal diário “Correio da Manhã” .

 

Hoje, dia 5 de Fevereiro, depois de muita tinta, que permitia leituras dúbias em relação à família do Primeiro-Ministro, em nota editorial, com pouco destaque, o Correio da Manhã expressa:

 

Maria Adelaide de Carvalho Monteiro, mãe de José Sócrates, recebe uma pensão inferior a 250 euros por mês. .

O CM escreveu que Maria Adelaide auferia 3000 euros/mês. Tal notícia baseou-se em documentos da Segurança Social nos quais constavam 11 registos, referentes a 2007, cada um no montante de 3222 euros. Estes registos tinham códigos de ficheiro e lotes diferentes. Antes da publicação da notícia, o gabinete do primeiro-ministro foi confrontado com os referidos dados, não tendo o CM obtido qualquer resposta.

No entanto, no seguimento da investigação, apurámos que esses registos correspondiam a repetições do rendimento total anual, o que significa que, em 2007, Maria Adelaide, recebeu, em cada uma das 14 prestações, 230,14 euros. Pelo erro, pedimos desculpa aos visados e aos leitores. .

 

Pelos vistos, Maria Adelaide Carvalho Monteiro não mentiu, mas viu o seu nome ser manchado. E a correcção do erro foi tão pequena que provavelmente muitas pessoas nem se apercebem da correcção do erro que o Correio da Manhã provocou. Ora, não merecia um destaque de capa, ou a verdade pouco importa à primeira página do CM? E quanto ao Primeiro-Ministro, mais uma vez se prova que não foge à verdade.

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Nunca fui ao outlet de Alcochete, mas hei-de ir. Pelo que tenho visto, o espaço é agradável, arejado, com quedas e passagens de água que fazem transição com o rio. Passa-se lá uma boa tarde, melhor do que aquelas que passávamos nas areias movediças do Tejo. Que pena não o ter descoberto mais cedo.

 

Calculo mesmo que o grupo Carlyle tenha levantado a polémica das luvas para publicitar aquele local tão aprazível. Com uma pérola assim, seria injusto que a família Bush e Frank Carlucci, líderes do grupo e caídos em desgraça por outros motivos, não aproveitassem esta oportunidade para, finalmente, mostrar o seu triunfo nos negócios.

 

Parece porém que o empreendimento está numa zona protegida, antes ocupada por uma fábrica de pneus, uma suinicultura e outras indústrias igualmente limpas. Era um local que atraía cegonhas, talvez porque elas gostassem de fazer ninhos nos pneus e fossem amigas dos porcos.

 

Compreendo por isso que a Comunicação Social se encarregue do caso e substitua a Justiça que, como se sabe, é lenta. A metodologia rápida consiste em tomar coincidências por provas e acusar, julgar e condenar no mesmo passo. Aliás, é assim que se faz quando se trata de apanhar secretários gerais do Partido Socialista antes de eleições. Sobretudo agora, que andam a substituir indústrias amigas do ambiente pelo comércio, seu inimigo.

 

Vou então aproveitar o outlet enquanto dura. Em breve será destruído para ceder lugar, de novo, à indústria dos pneus e à suinicultura. Precisamos sobretudo desta última, já que a cultura dos suínos é o nosso futuro.

 

Um artigo interessante de Pio de Abreu, no Destak.

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Mais uma moeda no caso Freeport. Mais uma voltinha mediática.

Os mesmos que se dedicaram à chacina política do Primeiro-Ministro, vêm agora tentar diminuir e questionar aqueles que, de dentro da Justiça, saem a terreiro na sua função mais básica, a defesa da verdade e da legalidade.

É giro que se questione a suposta campanha televisiva de Cândida Almeida, nada se dizendo contra a vergonha que foi o chorrilho de mentiras que a comunicação social publicou ao longo dos últimos dias. Recordo que se não fosse essa mentirosa e pouco escrupulosa acção concertada, não teria sido necessário o périplo da referida Procuradora. Mais, ela não ilibou o Primeiro-Ministro, limitou-se a dizer o que era verdade e o que era mentira em tudo o que surgiu, no âmbito das escandalosas violações do segredo de justiça.

Nas últimas semanas tem-se brincado à Justiça em Portugal. A comunicação social trucida o segredo de justiça e segue impune a caminhada de dilação e boataria que tem feliz acolhimento em todos os espaços noticiosos.

A justiça é cega, como se sabe, mas não é surda e tem Honra. Essa Honra foi colocada em questão e Cândida Almeida mais não fez do que tentar conter ao de leve o mar de sangue que jorra desta ferida.

Perante estes factos, quem a censura?

 

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A LER

 

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José Sócrates gamou? Um ministro que recebe luvas para tomar uma decisão, o que faz é gamar. Gamou? Se o fez: 1) Ele é um canalha (que é o que é um ministro que gama); 2) ele é parvo (quem gama, não se candidata meses depois a lugar tão exposto como a chefia do Governo); e 3) ele tem uma daquelas deficiências cerebrais, tipo Vale e Azevedo, com cara de não passa nada, quando se passa muito e grave. Sócrates é tudo isso - se gamou. Se! Ora para a pergunta trivial - culpado ou inocente? - eu só posso responder: não sei. Sobre os factos não sei nada, só posso ser testemunha abonatória de José Sócrates: ele é o melhor primeiro--ministro que já tive. Mas isso é irrelevante. Por isso, já que a suspeita foi instalada, só posso afirmar a minha dúvida: não sei. Mas já sei, tenho até absoluta certeza, que há quem queira instrumentalizar essa minha dúvida. Enquanto esteve com a polícia e magistrados ingleses, a investigação foi o que devia ser, silenciosa. Desde que chegou a Portugal, há dez dias, foi um ver se te avias de informações às pinguinhas. Sou do meio, sei do que falo: investigação jornalística, o tanas. Milho atirado. - Ferreira Fernandes, DN

 

Pois...e já agora:


Pacheco Pereira condescende que o processo Freeport teve início com uma conspiração:

Veio a provar-se em tribunal que esta “campanhazinha negra”, discutida nos “encontros da Aroeira”, teve início com uma carta anónima elaborada por Zeferino Boal, candidato do CDS à presidência da Câmara de Alcochete e distinto representante do CDS no STAPE.
Foi com base nessa “denúncia anónima” que a Polícia Judiciária se pôs a investigar e enviou, em 2005, para as autoridades inglesas uma carta rogatória, cuja resposta chegou agora (segundo se diz no comunicado da PGR):

    Os alegados factos que a Polícia inglesa utiliza para colocar sob investigação cidadãos portugueses são aqueles que lhe foram transmitidos em 2005 com base numa denúncia anónima, numa fase embrionária da investigação, contendo hipóteses que até hoje não foi possível confirmar, pelo que não há suspeitas fundadas.”

A gritaria a que se assiste tem, portanto, por base uma “denúncia anónima”, com origem na maquinação congeminada nas vésperas das eleições legislativas em que Santana Lopes e Paulo Portas sofreram uma pesada derrota.
Ora é precisamente essa “denúncia anónima”, que esteve na base da “campanhazinha negra”, que agora serve a Pacheco (e a outros muchachos) para lançar e alimentar a campanha negra em curso.
Quando se esperaria que Pacheco Pereira denunciasse este remake da “campanhazinha negra”, o filósofo da Marmeleira opta por rosnar às canelas da vítima. Quando se esperaria que a direcção do PSD apontasse o dedo àqueles que, no seu seio, designadamente no grupo parlamentar, colaboraram nesta moscambilha, assiste-se a um silêncio cúmplice com os Karl Roves de trazer por casa.

PS — Há um pormenor desactualizado no comunicado da PGR: foi identificado em tribunal o autor da denúncia, pelo que, em rigor, já não se pode falar em denúncia anónima. Ela teve um rosto e propósitos precisos.

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Seguindo o comentário do Rui Paulo a este post, devo confessar que estou, de facto, "quase cabalmente esclarecido". E fiquei assim depois de ler este documento, seguindo a dica do Rui Castro.

 

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