comentar

A primeira eleição primária Republicana, ganha por escassa margem por Mitt Romney, acabou por se traduzir numa boa jornada eleitoral para Barack Obama.

 

O Presidente dos EUA, que neste momento não tem nenhum desgaste interno, devido a ser o único candidato Democrata na corrida à Casa Branca em 2012, continua a ser presenciado com uma campanha Republicana fraca e sem grande mobilização.

 

A vitória de 8 votos de Romney, frente a Santorum, no decisivo estado do Iowa, um swing State, significa mais dificuldades para os Republicanos do que para os Democratas.

 

A campanha continua a ser acompanhada, a par e passo, nos EUA 2012.

Tags:
comentar

As notícias saídas nas últimas horas, quer na imprensa israelita quer na europeia, revelam que a escalada de confronto entre Israel e o Irão está para rebentar, se os ânimos e as vontades não arrefecerem. 

 

Não é por acaso que começam a ser publicadas sondagens de qual a posição geral dos israelitas face a um eventual ataque ao Irão e no Reino Unido o Governo prepara-se para o confronto.

 

Nada disto é por acaso, e não se pode desconsiderar, neste delicado e explosivo xadrez a mudança de líder na Arábia Saudita, país que vê com grande apreensão, tal como Israel, o poderio nuclear iraniano - resta saber se os sauditas estão dispostos, como em 1991 no Kuwait, a bancar parte uma intervenção -, ao mesmo tempo que os EUA retiram as suas tropas do Iraque (país onde a influência iraniana, após a queda de Saddam, tem vindo a aumentar).

 

Por outro lado, o outro actor global e determinante, os EUA, conta, actualmente, com uma Administração mais dada ao multi que ao unilateralismo, como a anterior, de GW Bush. E há questões relevantes, no caso norte-americano, a considerar: a dimensão financeira, os EUA estão esgotados devido às intervenções no Iraque e no Afeganistão; a estratégica, Obama tem tido um mandato de pontes e não de rupturas; e, a eleitoral, é muito arriscado para Obama, a um ano da eleição, lançar-se numa guerra sem perspectivas de rápido desenlace, como na Líbia, mas, ao mesmo tempo, o poderoso lobby de apoio judaico dos EUA, e tradicionalmente pro-Democrata, não perdoaria a Obama a falta de apoio e/ou associação a Israel numa intervenção.

 

Do lado dos britânicos, o entusiasmo, quiçá pela intervenção na Líbia, é pressentido, algo que não é o sentimento de outras chancelarias, como as de Moscovo e Pequim, opostas a qualquer intervenção no Irão.

 

Consta que Benjamin Netanyahu, Primeiro-Ministro, e Ehud Barak, Ministro da Defesa, estão empenhados numa intervenção, à imagem do que Israel fez no Iraque (1984) e na Síria (2007). Posição à qual já se somou o radical Avigdor Lieberman, Ministro dos Negócios Estrangeiros. Porém, não é consensual, no Executivo de Tel Aviv, a decisão de ataque.

Tags: , , , ,
comentar

Uno de los terroristas detenidos, Mansur Arbabsiar, de 56 años y nacionalidad estadounidense, miembro de la fuerza de choque de la Guardia Revolucionaria iraní, estuvo en tres ocasiones en México, en mayo, junio y julio pasados, con la intención de reclutar a miembros del cartel de los Zetas para cometer los atentados y sus movimientos estuvieron vigilados en todo momento durante estos seis meses.

 

Quando Felipe Calderón iniciou o seu mandato, à frente da Presidência do México, em 2007, e tomou os cartéis de droga como alvos a combater, muito foram os críticos da política presidencial.

 

Com os anos, e com combates mais ferozes, feitos ao mesmo tempo que o Presidente procura limpar as Forças de Segurança mexicanas da corrupção que mina a Autoridade, muitos foram os que começaram a acusar Calderón da má política, dados os números de mortes existentes, decorrente da reacção dos cartéis, em especial no norte do México, à política governativa.

 

Infelizmente, muitos não quiseram e há quem ainda não queira ver que a luta que se trava no México tem uma importância de alcance mundial, pois os cartéis mexicanos ameaçam transformar-se, se já não são, organizações mais influentes e fortes que os célebres cartéis de droga colombianos da década de 90.

 

O recente caso, de atentado ao embaixador saudita nos EUA, vem provar como no México se trava uma batalha importante, tanto para os mexicanos, como para a estabilidade mundial. Ignorar estes factos é desprezar a realidade. 

Tags: , ,
comentar

Hoje, a partir das 2 da manhã, realiza-se o primeiro de três debates entre os candidatos Republicanos neste mês de Setembro. O debate desta noite tem especial interesse, pois deve ser o primeiro onde um dos favoritos, Rick Perry, Governador do Texas, deve participar. E refiro deve, porque não é garantido que o sucessor de Bush Jr. na governação do Texas compareça, devido aos fogos que estão activos em vários locais do Estado que lidera e já obrigaram Perry a cancelar várias iniciativas de campanha nos últimos dias.

 

De qualquer modo, este debate terá especial relevância, pelo simbolismo presente e pelos dados que têm saído. O simbolismo, pela data que se assinala no próximo domingo. Obama procurará capitalizar o 11 de Setembro em seu proveito, com a morte de Bin Laden (um discurso a seguir com atenção no domingo). Mas é importante conhecer a perspectiva de cada um dos candidatos republicanos em relação ao acontecimento mais marcante da História norte-americana e o modo como interpretam o mandato de Obama no que concerne o combate ao terrorismo (no dia em que é perpetrado um ataque terrorista em Nova Deli). Quanto aos dados, os Republicanos devem estar galvanizados com as sondagens. Ontem foi dada a conhecer mais uma, na qual Obama colhe poucos apoios, está num período de elevada impopularidade, e a sua reeleição está longe de ser garantida. É provável que o lema: Presidente de um só mandato, seja acentuado esta noite. Sem esquecer os números da economia, nada aliados do crescimento e tradutores do desemprego elevado.

 

Falta pouco mais de um ano e a corrida à Casa Branca começa a aquecer agora. Tudo conta e os candidatos Republicanos procurarão explorar os erros e gafes dos seus adversários internos, para conquistar a nomeação.  

Tags:
comentar

President Asif Ali Zardari on Tuesday said that any cut in the US assistance would not only impact Pakistan’s existing economic conditions but would also send a negative signal to the public about commitment of the US government towards the people of Pakistan when they are suffering heavily in economic terms due to unparalleled toll of war against terror.

 

Islamabad está dependente dos cofres de Washington para manter algumas frentes de combate ao terrorismo, justificando, assim, o porquê do auxílio económico. Todavia, os norte-americanos estão aflitos e os cortes fazem-se sentir, desde logo nos projectos e missões externas. Algo impensável há um par de anos.

 

O aviso de Zardari, hoje, é mais um sinal da vulnerabilidade em que os EUA se encontram, mas também é de um pedantismo deplorável. Dizer que a imagem dos EUA fica danificada no Paquistão, se forem retirados apoios, mais não traduz a ineficácia de Islamabad.

 

Uma coisa é certa, com a saída das tropas do Afeganistão e a perda do poder de controlo de sectores estratégicos no Paquistão, uma década depois do 11 de Setembro, esta região do globo é um feudo mais do que tranquilo do terrorismo. 

 

Veremos o que acontecerá, pois em 2012 há eleições presidenciais no Paquistão. Está muito em jogo.    

Tags: ,
comentar

Mitt Romney leads Obama by two percentage points, 48% to 46%, Rick Perry and Obama are tied at 47%, and Obama edges out Ron Paul and Michele Bachmann by two and four points, respectively.

 

Ainda muito vai acontecer, estamos a um ano da eleição presidencial, mas a recente sondagem da Gallup demonstra como Obama tem a sua reeleição comprometida.

 

Neste momento, Romney bate Obama por dois pontos e Perry está taco-a-taco com o Presidente. Já Bachmann e Paul são batidos por Obama. Isto quer dizer que os candidatos Republicanos mais fortes (Romney e Perry) estão em condições de ganhar ao Presidente Democrata.

 

As primárias Republicanas serão importantes e Obama pode enfrentar um adversário muito forte, caso o vencedor saia da contenda mais mobilizador do que está actualmente.

 

Para quem pensava que a morte de Bin Laden seria o grande triunfo de Obama, vale a pena recordar qual a razão do primeiro triunfo de Bill Clinton frente a um Bush pai, acabadinho de ganhar a guerra do Golfo. Pois é, não sejamos estúpidos, é a economia!

Tags:
comentar

 

Passo pelo site da candidatura de Rick Perry, Governador do Texas que apresentou no sábado a sua candidatura às primárias do Partido Republicano, e a primeira frase que leio: "It's time to get America working again", é uma mensagem que faz lembrar os slogans de Obama há três anos.

 

Aliás, vários dos candidatos Republicanos têm o mesmo estilo de discurso contra os políticos de Washington que o actual Presidente norte-americano tinha quando foi candidato pela primeira vez.

 

Dos últimos dias, de sublinhar o teste da primária no Estado do Iowa, no sábado, ganho por Michele Bachamann, do Tea Party. Este resultado já provocou a primeira baixa peso. Tim Pawlenty, antigo Governador do Minnesota, andava a preparar a sua candidatura presidencial há alguns anos e face a este resultado abdicou da sua candidatura. 

Tags: ,
comentar

Rick Perry, sucessor de George W. Bush no Texas, apresenta, amanhã, a sua candidatura às primárias Republicanas, na corrida à Casa Branca, em Novembro de 2012.

 

Por enquanto, Mitt Romney, antigo Governador do Massachuttes e candidato derrota nas primárias de 2008, surge como o nome mais forte, quando não se sabe o que vale nas urnas o principal rosto do Tea Party, Michelle Bachmann. Porém, a entrada de Perry pode baralhar as contas, quanto ao favoritismo.

 

O fenómeno, mais mediático do que de conteúdo, do Tea Party - organização que tem feito os Republicanos encostarem-se mais à direita -, Sarah Palin, parece estar esvaziado de força

 

Em Janeiro arrancam as escolhas nos Estados e tudo pode acontecer. Basta recuar três anos e recordar como Rudy Giuliani ou Hillary Clinton eram os favoritos. E tudo está em aberto, pois nada garante, neste momento, a reeleição de Obama, que bem pode ser vítima da sua campanha de 2008.  

Tags: ,
comentar

 

Como se previa, ainda que no meio de muito sufoco, o acordo nos EUA, entre Democratas e Republicanos, foi alcançado, antes do sino tocar e os pagamentos que o Governo norte-americano devia fazer fossem suspensos, por falta de verbas.

 

Todavia, ninguém sai bem da foto e quem mais se sente é o cidadão comum, o que mais perde e mais paga com estas guerras partidárias

Tags:
comentar

O que há meses parecia inconcebível e distante começa a ganhar contornos de possível «gigantesca calamidade financeira» caso falhe o acordo para aumentar o limite da dívida norte-americana, como disse o presidente da reserva federal, Ben Bernanke.

 

Se o Partido Republicano persistir em querer entalar, politicamente, Obama, em vez de se preocupar com os EUA, norte-americanos e europeus, pois vamos por arrasto, irão baixar para uma situação ainda mais vulnerável.

 

O que se passou em 2008, com a falência de grandes empresas dos EUA, ainda poderá parecer coisa pouca face ao que aí pode vir.

 

Oxalá os EUA não quebrem!

Tags: ,
comentar

Política y económicamente exhaustos, y atentos a electorados que claman por un giro de las prioridades hacia las preocupaciones internas urgentes, Europa y Estados Unidos ya no son capaces de imponer sus valores e intereses a través de intervenciones militares costosas en tierras lejanas.

 

La mala noticia es que la debilidad de Europa y la fatiga de Estados Unidos también podrían señalar los límites de las ideas nobles como la obligación de interferir para proteger a aquellas poblaciones que son tratadas brutalmente por sus propios gobernantes. La negativa de Estados Unidos a verse involucrado en el lodazal libio, y el fracaso de Occidente a la hora de intervenir para impedir que el Ejército sirio masacre a civiles, hoy parecen una guía triste, y bastante precisa, de lo que sucederá en el futuro.

 

Merece uma leitura e reflexão cuidadosa este artigo Shlomo Ben Ami.

Tags: , ,
comentar

Republicanos endurecem tom sobre dívida dos EUA

 

Nas últimas horas, a tese poeirenta criada há dias, do ataque do dólar ao €uro, esfumou-se, pois do lado oriental do Atlântico norte percebeu-se que os EUA não estão nada bem.

 

Pelo lado de Obama, a vida não está nada fácil e é por este tipo de questões que temo a sua reeleição no próximo ano, pois os Republicanos tudo farão para que o Presidente dos EUA falhe e comprometa o futuro dos norte-americanos, só pelo objectivo de ganhar as presidenciais de 2012.

 

Obama tem a espinhosa missão de recuperar os EUA do fundo poço onde Bush Jr. deixou enterrada a América. Mas com quase três anos de mandato, muitos pensam que a culpa é de Obama, esquecendo-se dos nocivos oito anos de neocons.

 

Obama recebeu uma herança tão pesada que se pode revelar um atestado de óbito político.

 

Resta esperar decência do lado Republicano, para que haja o consenso necessário, pelo bem da América, mas também europeu. Caso contrário, voltaremos a ser arrastados, como em 2008, quando grandes instituições dos EUA abriram falência.

Tags:
comentar

Ontem, o comentador de pacotilha dizia, nas suas típicas teses da conspiração:

 

Marcelo Rebelo de Sousa considerou hoje que a descida do 'rating' de Portugal se insere numa estratégia dos Estados Unidos contra o Euro e favorável ao Dólar

 

Hoje, os EUA encontram-se assim:

 

a economia americana mostrou hoje que sua recuperação segue "patinando"

 

Perante a complexa situação actual, há quem prefira agitar um fantasma, bem típico da Guerra Fria e que agrada aos ouvidos de muitos europeus: os malandros dos norte-americanos estão a atacar-nos. Porém, a realidade demonstra que os EUA estão em situação tão mal ou pior que a UE. Mas há quem queira transmitir que em Washington há quem não tenha mais nada a fazer do que atacar o €uro... quando o €uro é, desde logo, fragilizado pelos europeus, por não se comprometerem na defesa da moeda única.

 

Enquanto continuarmos a iludir a realidade e querer encontrar inimigos que não existem - e neste momento EUA e UE têm muito mais a trabalhar em conjunto para superar as dificuldades que têm -, vamos continuar a afundar-nos, com o desemprego a aumentar e a economia a não crescer. 

 

Tal como na medicina, um mau diagnóstico é meio caminho para agravar a situação já de si vulnerável. Não omitamos a realidade! 

Tags: ,
comentar

Bin Laden é a personagem do dia. Em todas as capas dos jornais do mundo, o homem mais procurado é, hoje, o tema principal.

 

Nos EUA, o júbilo não tem contenção. Obama congratula-se por ter sido no seu mandato que o terrorista número 1 foi caçado pelos serviços secretos norte-americanos. Bush (filho) regozija, por o homem pelo qual tanto tempo e dinheiro tinha empregue, na sua procura, ter perecido. Bill Clinton, por o homem que lhe escapou em 1998, ou melhor, que deixou escapar, ter, finalmente, caído.

 

Há quem já faça leituras de que com esta morte, Obama, em problemas com as sondagens, conquistou a reeleição no próximo ano. Mas isto não deixa de ser sinal da espuma destes dias. A lição de 1992 está esquecida, mas não devia, sobretudo por Obama e a sua equipa. Então, os EUA também transportavam orgulho, por o seu Presidente, Bush (pai), ter derrotado Saddam e conduzir os EUA à vitória no Golfo. Porém, a economia foi o seu maior obstáculo e o quase desconhecido Bill Clinton, do Arkansas, derrotou o mais do que experiente Bush.

 

Obama está longe de ter garantido, com o desaparecimento de Bin Laden, a sua reeleição, como a morte de Bin Laden não representa o fim do terrorismo. Pelo contrário. Os tempos continuam a ser ameaçados por ondas de terrorismo à escala global, e Obama tem a sua reeleição pouco segura. Se dúvidas existem, faça-se o pequeno exercício, de memória, que anda tão esquecida, e veremos como quem acabou por gerar esta crise, com as suas políticas, a Administração Bush (filho) foi esquecida e todos os problemas parecem ter sido geridos pela Administração Obama. 

 

Na época mediática em que vivemos, dentro de poucas semanas, a morte de Bin Laden será algo distante no tempo. Os problemas com a economia continuam e o terrorismo é uma ameaça bem presente. 

Tags: ,
comentar

El presidente de EE UU, Barack Obama, telefoneó a su homólogo francés, Nicolas Sarkozy, para analizar una respuesta conjunta. Tras la conversación, París anunció que pedirá una nueva reunión urgente del Consejo de Seguridad de la ONU e instó a la "adopción rápida" de "medidas concretas" en el seno de la UE. Obama tenía previsto conversar también con el primer ministro británico, David Cameron.

 

O cargo que o Sr. Rompuy exerce não conta para os EUA, porque pouco vale na UE. O cargo, em termos formais, até é relevante, mas a nível real, pouco passa de uma miragem. 

 

O telefone que Kissinger um dia referiu dever existir na Europa continua a ter vários terminais (Paris, Londres, Berlim) no Velho Continente. O problema da Europa é que todos os terminais europeus continuam a ser mais fracos, do que O telefone vermelho, se houvesse. Na verdade, o telefone até existe, já quem o atende, é que não tem unhas para tocar guitarra.

Tags: , ,
comentar

the overall outcome will be the collapse of North Atlantic political hegemony not in decades, but in years. When the United States and Europe bury Mubarak now, they are also burying the powers they once were. In Cairo's Tahrir Square, the age of Western hegemony is fading away.

 

Este artigo foi publicado há alguns dias, mas reflecte muito do que se passa e representa a queda de Mubarak.

 

O Ocidente começa a perder o pé e parece que só nos EUA é que estão a perceber isso.

 

Carlos Manuel Castro

Tags: , ,
comentar

 

 

 

"Cutting the deficit by gutting our investments in innovation and education is like lightening an overloaded airplane by removing its engine. You may feel like you're flying high at first, but it won't take long before you'll feel the impact."

 

 

 

Daniel Martins

Tags: , ,
comentar

Barack Obama profere, na madrugada de amanhã, o tradicional discurso do Estado da Nação. Será o momento de arranque da sua segunda e final etapa neste mandato, que terminará dentro de um ano e dez meses, com a eleição presidencial. 

 

Este discurso de Obama é feito numa nova realidade política norte-americana. Os Democratas já não são predominantes, como foram até ao passado mês de Novembro, e os Republicanos detêm a maioria na Câmara dos Representantes, procurando obstaculizar o mandato presidencial.

 

Prevê-se que o crescimento e expansão da economia e a criação de empregos, em termos de agenda doméstica, façam parte do discurso "ganhando o futuro" que amanhã será expresso. Resta esperar qual será a visão para a política externa, em especial o papel dos EUA no Afeganistão e os reptos do terrorismo. Talvez não falte uma palavra de incentivo, e exemplo, ao que se passa na Tunísia. Que é tanto de desafio como de risco... Longe vão os tempos, nada saudosos, em que W. Bush era o Presidente em exercício e as promessas de espalhar a Democracia no mundo faziam parte da sua verve.

 

Todavia, é a dimensão interna que importa aos legítimos interesses de Obama, uma vez que quem o elege são os norte-americanos e 2012 é amanhã. E é a nível interno que Obama começa a recuperar popularidade, muito fruto do trágico acontecimento de Tucson, que não deverá ser esquecido e dos sinais de arranque da economia.

 

Carlos Manuel Castro

Tags:
comentar

Enquanto o presidente chinês reunia com Sócrates e prometia ajudar Portugal a recuperar da crise económica, a Primeira-Dama Chinesa passeava por Lisboa. Com a sua comitiva trataram de comprar tudo o que viam, com especial carinho pelo artesanato português que irão seguramente copiar, replicar, produzir a melhor preço e tornar a sua importação extremamente apetecível. Por isso, não estranhem se o próximo Galo de Barcelos que virem numa loja Lisboeta disser "Made in China". 

 

Com esta brincadeira quero apenas dizer que cada um tira o que pode destes encontros. Nem Portugal, nem China nasceram ontem e comprar dívida pública não é ainda um desporto nacional chinês, nem um dos mandamentos de caridadezinha de bairro fino de Pequim, pelo que é um negócio como outro qualquer, não devendo por isso ser visto como uma parte da salvação nacional, nem, por outro lado, como um acto vampiresco.

 

A China aproveitar-se-á das fraquezas dos países para se impulsionar o mais que possa e o seu peso mundial, depois da crise, pisará severamente os calcanhares aos EUA, que apertado na sua posição de líder mundial, usará as instituições que partilha com a UE, como por exemplo a NATO, mais do que a sua capacidade financeira, para manter a sua hegemonia.

 

E a Europa, enquanto anciã da diplomacia, tirará, da relação competitiva EUA vs CHINA que, como há tempos disse Obama, moldará o Séc XXI, tantos outros dividendos que agora não estamos a medir. Afinal, quem está a aproveitar-se de quem?

 

também publicado no República do Cáustico

Tags: , , ,
comentar

Hoje, de madrugada, voltou a confirmar-se a tradição das últimas décadas. O Presidente eleito enfrenta, a partir do meio do seu mandato, um quadro político adverso. Obama não é excepção.

 

Dois anos depois da grande mudança, o grande balão de oxigénio que Obama transportava esvaziou-se. A situação económica não melhora, o desemprego não baixa e os EUA tendem a arrancar uma prosperidade sólida, apresentado ainda mais sinais de vulnerabilidade da sua liderança mundial, face a uma China cada vez mais pujante e determinante no quadro mundial.

 

Dirão os mais indiferentes e demagogos, como os elementos do Tea Party, a culpa é de Obama. Todavia, Obama está a tentar reconstruir o que a Administração Bush desregulou e desprezou. E se é eficaz e rápida a destruição, com um profundo e longo impacto, como aconteceu com Bush; menos célere e com resultados imediatos é a reconstrução, como sucede com Obama.

 

Foi pois, com base no natural descontentamento de muitos norte-americanos, que o Partido Republicano obteve uma vitória. No Senado não triunfou, ainda que tenha ficado a pouco de alcançar a sua liderança, e a Câmara de Representantes arrebatou aos Democratas.

 

Obama passará a enfrentar um quadro, não só económico e social complexo, mas também uma situação política mais adversa, que tudo fará para travar o seu ímpeto reformista e comprometer a sua reeleição em 2012.

 

Ao longo dos últimos dois anos, e nesta campanha em especial, verificou-se como muitos Republicanos, estavam mais preocupados com a situação dos norte-americanos estava, apenas e tão só, preocupada em denegrir Obama. Quase sempre com a abordagem desfasada do século XXI, de que os EUA são os únicos no mundo, e que Obama está a tornar a América socialista, entenda-se em português: um país comunista. Fora os preconceitos e hipocrisias montadas em relação ao Islão, tentando, sub-repticiamente, fazer passar o actual Presidente como um aliado dos terroristas.

 

A noite foi má para os Democratas. Além de terem perdido a Câmara, e foram 60 lugares que se transferiram para os Republicanos, perderam a liderança de oito Estados. Alguns emblemáticos, como o Novo México. Nem mesmo a reconquista do Estado da Califórnia apaga o mau resultado. Que ainda assim não foi um desastre, como alguns prognósticos pretendiam transmitir.

 

Quanto aos Republicanos, quase que atingiram todos os objectivos. Só o da liderança do Senado falhou.

 

Relativamente ao Tea Party, ficou provado que a força eleitoral deste movimento ainda é fraca, não obstante as emblemáticas conquistas de Senadores no Kentucky e na Florida, aqui com uma pessoa que promete dar cartas no cenário político norte-americano: Marco Rubio.

 

Desta eleição fica certo que os Republicanos tudo farão para derrotarem o homem que conquistou a América há dois anos, assim como as suas políticas reformistas – será interessante ver a posição dos Republicanos na Câmara em termos de política externa, sobretudo por causa do processo de Paz no Médio Oriente, Afeganistão e a política de combate ao terrorismo; no caso de Cuba é provável que se veja mais exigências a Obama para restringir as liberdades que concedera, sobretudo quando Raúl Castro pretende implementar reformas que vão ser ainda mais penosas para os cubanos e o regime pode estar preso por um fio e à beira de cair.

 

Carlos Manuel Castro  

Tags:
comentar

Um artigo sucinto e objectivo quanto à importância da escolha de hoje nos EUA.

 

Carlos Manuel Castro

Tags:
comentar

Hoje à noite joga-se muito do futuro da América e de como a grande superpotência mundial vai actuar nos próximos dois anos.

 

São muitas as escolhas em causa. Directamente, a eleição de membros do Senado e da Câmara dos Representantes, Governadores e referendos (como a da legalização da cannabis, na Califórnia, com impacto mundial).

 

Indirectamente, há muito mais em jogo. Desde as ilações que se tirarão da primeira metade do mandato de Obama, mediante os resultados de hoje (e prevê-se que os Democratas vão ter uma derrota pesada, razão pela qual há quem queira fazer a leitura de um chumbo do eleitorado à Administração Democrata) ao teste da força real do Tea Party e, por consequência, de um primeiro apuramento da possível candidatura de Sarah Palin, dentro de dois anos, às primárias dos Republicanos.

 

A seguir, logo à noite.

 

Carlos Manuel Castro

Tags:
1 comentário

A Academia escolheu Obama para Prémio Nobel da Paz de 2009.

 

Sem um ano de mandato completo, ou qualquer obra digna de feito e admiração, os europeus continuam a deliciar-se com o "Yes, we can".

 

Infelizmente, do lado de cá do Atlântico ainda não se percebeu, totalmente, que o tempo de campanha já passou e a realidade é bem mais complexa que o quase passeio eleitoral do actual Presidente dos EUA em 2008. E Obama já deu a entender que o seu "passeio mágico" está a desvanecer-se. Algo natural em democracia, em especial quando se tenta realizar uma profunda e necessária reforma da Saúde.

 

Obama pode e deve merecer o prémio, se ao fim do primeiro mandato, ou dos dois mandatos, caso seja reeleito, concretize um grande feito. Algo que até ao momento ainda não se efectivou.

 

Excelentes discursos, nomeadamente o do Cairo, é certo, mas ainda aquém do que precisamos. As palavras merecem o prolongamento pelos actos. E estes ainda estão por concretizar.

 

Deixem o homem trabalhar. Distinga-se depois!

Tags:
1 comentário

Obama larga sistema antimísseis de Bush

 

É dito, e certo, que com a segurança não se brinca. Com esta decisão de Obama, de não instalar um sistema antimísseis na Polónia e República Checa, os EUA dão um passo que pode sair caro.

 

Do Irão nunca se sabe o que esperar, por isso, mais vale prevenir que remediar. E quanto à Rússia, se o interesse era agradar Moscovo, mais valia Washington não patrocinar o autocratazito georgiano a deixar a Europa desprotegida. E o que isto implica directamente os EUA e os seus grandes aliados europeus, como os polacos.

Tags:
comentar

Chavez contra Obama

 

João Marques de Almeida engana-se num ponto. Chávez não está contra Obama ou Bush. Está contra os EUA, qualquer que seja o seu Presidente.

 

A táctica do populista é conhecida e datada. Todos os meios justificam todos os fins. Isto é, para continuar a limitar a Liberdade dos venezuelanos, que Chávez denomina de progressos sociais e políticos revolucionários, tem de se identificar um inimigo, no caso externo, para impor a sua política.

 

O pseudo-biblista-bolivarista, sem os EUA terem dito ou mexido uma palha, no caso hondurenho, já estava a culpar a Casa Branca pelo sucedido neste Estado da América Central.  

Tags: ,
1 comentário

Hugo Chávez anunciou várias medidas económicas para protestar contra a instalação de sete bases norte-americanas na Colômbia e advertiu o Presidente norte-americano Barack Obama de que a presença militar dos Estados Unidos “pode causar uma guerra na América do Sul".

 

Chávez continua fiel à demagogia e populismo que o caracterizam. E, como sempre, nada como a velha e conhecida lengalenga de indicar os EUA como o império que quer dominar os povos oprimidos. Quando, na verdade, quem condena e oprime as populações, no caso a venezuelana, é o próprio Presidente da República venezuelana com as suas medidas.

 

Agora, a Colômbia, por acertar entendimentos com os EUA a instalação de sete bases militares no país, lá vem o velho e repetido grito de Caracas acusar o império de atacar e que uma guerra pode eclodir.

 

Só a hipocrisia de Chávez, e dos seus directos seguidores, da Bolívia e Equador, podem descortinar uma qualquer hipótese de ataque dos EUA.

Tags: , ,
comentar

Japan's main opposition party said Monday that if it comes to power in this month's elections it will confront the United States on key military and diplomatic issues, but still regard it as the Asian nation's most important ally.

 

Katsuya Okada, the secretary general of the Democratic Party of Japan, says it is time for Japan to become more independent and assertive.

 

Okada, who would likely have a key role in the new government if the opposition party takes power, criticized what he described as Japan's obedience to Washington. Tokyo has largely followed the lead of the U.S. over the last five decades despite sharp policy changes under the 11 different U.S. presidents who have served during that time.

"It's like Japan hasn't had its own diplomacy, or its own opinions," he said at a briefing Monday for a small group of foreign journalists.

 

Na procura, constante, de se desmarcar das políticas do Partido Democrata Liberal (PDL), o Partido Democrático do Japão (PDJ) pretende imprimir um conjunto de novas políticas em diversas áreas. E, nem de propósito, no último escrito sobre as legislativas japonesas, destacou-se a posição e evolução do pensamento do líder do PDJ, Yukio Hatoyama, acerca da relação com os EUA

 

Ontem, Katsuya Okada, também do PDJ, apresenta a visão do seu partido, caso ganhe as eleições. Querer afastar-se dos laços com os EUA sem cortá-los.

 

Se o PDJ ganhar as eleições, a realidade encarregar-se-á de demonstrar com a pretensão de afastar-se de Washington será um erro, tanto para Tóquio, como para os EUA. Apreciem ou não, Japão e Estados Unidos terão mais a ganhar juntos do que separados.

 

Por outro lado, faça-se jus ao PDL, que nos últimos anos conseguiu arrancar o Japão do trauma histórico da II Guerra Mundial, com o aumento e preponderância dos poderes militares. 

Tags: ,
comentar

O post do Carlos Castro tem toda a pertinência.

 

É politicamente correcto o discurso de que já não existe unaliteralismo, que os EUA agora debaixo da liderança "mágica" de Barack Obama são os grandes arautos de um novo multilateralismo revigorado e que vamos viver numa panaceia com a ONU no centro desta nova era de paz e prosperidade.

 

A realidade, que o Carlos observa muito bem, é muito diferente. Os G2 (EUA e China) são o verdadeiro directório do mundo. Com os efeitos da actual crise esse facto ainda não é muito evidente, mas em pouco tempo teremos um "reality check".

 

E no entretanto, does Europe matters?

 

 

Tags:
comentar

US and China sign climate accord

 

Temos de nos começar a habituar a estes entendimentos, das maiores potências da actualidade.

 

Valerá a pena, na UE, pensar o que queremos para o nosso futuro. E pensar se queremos ser um actor global ou ficarmos confinados à nossa actuação regional.

 

O Tratado de Lisboa não cria nem dá milagres, mas ajudará, e muito, a UE a projectar a sua posição no mundo.

 

Tags: , ,
2 comentários

Passou o estado de áurea de Obama. O homem já tem as mãos arregaçadas e está a trabalhar. Como seria inevitável, em política, quando se exerce o poder, não se consegue agradar a gregos e a troianos sempre ao mesmo tempo. E os indicadores de popularidade dão, agora, um Obama com uma percentagem, ao fim de seis meses de mandato, mais baixa do que a obtida por Bush, quando assumiu as rédeas dos EUA em 2001.

 

Nestes dias, Obama, e toda a Administração, passa por um duro e decisivo teste à sua capacidade política: reformar a Saúde, e resgatar, finalmente, cerca de 40 milhões de pessoas que não têm acesso à Saúde.

 

Se os Republicanos toldam a proposta de "socialista" (leia-se: medida soviética), há Democratas que também não estão de acordo com esta medida, jamais adoptada por um Presidente.

 

Obama pode perder popularidade, apoios e gerar descontentamentos, mas se implementar esta medida já fez um dos melhores mandatos presidenciais nos Estados Unidos.

 

Veremos se a Administração consegue aprovar o plano, como pretende, antes de 1 de Agosto, antes do período de férias. 

Tags:

Pesquisar
 
Contactos
camaradecomuns@sapo.pt

Editorial

Visitantes online

Comentários Recentes
Para mim casamento deve ser entre um homem e uma m...
Caro RFCom a modéstia com que foi escrito, podes t...
N sei q espirito deus aspirou pr a Africa. este co...
Mocambique està mais que tudo isto, sinto d...
e há cartas que nunca chegam.
Aguem colocou esta carta excelente na página de PP...
Τambém gosto de brincar aos pobrezinhos.NUNCA MAIS...
Τambém gosto de brincar aos pobrezinhos.NUNCA MAIS...
Everdade este pais precisa de um bom governador k ...
Casino EstorilA falta de escrúpulos veio para fic...
Tags

todas as tags

Links

Esquerda

5 dias
A barbearia do senhor Luís (Luís Novaes Tito)
A Busca pela Sabedoria (Micael Sousa)
A Forma e o Conteúdo (José Ferreira Marques)
A Forma Justa (Tiago Tibúrcio)
A Linha-Clube de Reflexão Política
A Nossa Candeia (Ana Paula Fitas)
Absorto (Eduardo Graça)
Activismo de Sofá (João R. Vasconcelos)
Adeus Lenine
Arrastão
Aspirina B
Banco Corrido (Paulo Pedroso)
Bicho Carpinteiro
Câmara Corporativa
Câmara de Comuns
Cantigueiro
Causa Nossa
Cortex Frontal
Defender o Quadrado (Sofia Loureiro dos Santos)
Der Terrorist (José Simões)
Entre as brumas da memória (Joana Lopes)
Esquerda Republicana
Hoje há conquilhas (Tomás Vasques)
Irmão Lúcia (Pedro Vieira)
Jovem Socialista
Jugular
Ladrões de Bicicletas
Les Canards libertaîres
Léxico Familiar (Pedro Adão e Silva)
Loja de Ideias
Luminária
Machina Speculatrix (Porfírio Silva)
Maia Actual
Mãos Visíveis
Mário Ruivo
Metapolítica (Tiago Barbosa Ribeiro)
Minoria Relativa
O Grande Zoo (Rui Namorado)
O Jumento
O Povo é Sereno
Raiz Política
Rui Tavares
Spectrum
Vias de facto
Vou ali e já venho (André Costa)
Vozes de Burros

Direita

31 da Armada
4R – Quarta República
A Arte da Fuga
A Douta Ignorância
A Origem das Espécies (Francisco José Viegas)
Abrupto (José Pacheco Pereira)
Albergue Espanhol
Alunos do Liberalismo
Blasfémias
Causa Monárquica (Rui Monteiro)
Clube das Repúblicas Mortas (Henrique Raposo)
Corta-fitas
Delito de Opinião
Era uma vez na América
Estado Sentido
Geração Rasca
Herdeiro de Aécio
Macroscópio
Menino Rabino (Marco Moreira)
Mercado de Limões (Tiago Tavares)
Minoria Ruidosa (Miguel Vaz)
O Cachimbo de Magritte
O Diplomata (Alexandre Guerra)
O Insurgente
Ordem Natural (Rui Botelho Rodrigues)
Palavrossavrvs Rex (Joaquim Carlos Santos)
Portugal Contemporâneo
Portugal dos Pequeninos
Psicolaranja
República do Caústico (João Maria Condeixa)
Rua da Judiaria
Suction with Valcheck
União de Facto

Outros

A Baixa do Porto (Tiago Azevedo Fernandes)
A Cidade Deprimente
A Cidade Supreendente
A Terceira Noite
Clube dos Pensadores (Joaquim Jorge)
De Rerum Natura
É tudo gente morta
Horas Extraordinárias (Maria do Rosário Pedreira)
Notas ao Café
O Diplomata
Arquivo

Abril 2015

Dezembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Março 2013

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Janeiro 2008