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Enquanto no ensino público a palavra de ordem é cortar e aumentar o número de alunos por turma – agora podem ser 30,  querem-nos fazer acreditar que a dimensão das turmas não influencia a qualidade da aprendizagem – para com os privados a atitude do Governo é outra.  

 

Mesmo em tempo de aperto, aumenta-se a comparticipação do Estado às escolas privadas e garante-se o seu financiamento mesmo a turmas com um mínimo de 12 alunos – o anterior governo tinha definido o limite de 20 para esse efeito.  

 

Alguém escreveu há dias num blog qualquer, que em política o que parece é. E de facto, neste caso, parece mesmo que o governo PSD –CDS está muitíssimo empenhado em dar cabo da escola pública em Portugal.

 

 

Nota: a respeito da política educativa deste governo, vale a pena ler aquele que até há poucos meses não podia abrir a boca sem provocar abundante salivação nalguma direita blogosférica (muitos, nos dias que correm, com belos cargos de assessoria no governo).

 

 

Também publicado no Vozes de Burros

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Há cerca de três anos escrevi aqui, quando a FENPROF liderada por Mário Nogueira condenava Maria de Lourdes Rodrigues:

 

Se aquilo que o Governo português tem feito, de qualificar a Educação pública e com total abertura para dialogar com todos os parceiros, a FENPROF incluída, é um atentado - dizem os sindicalistas com ar de vítima, alguns dos quais sendo professores nem aulas dão! -, o que não diriam se em Portugal se implementasse a política seguida pelo Governo Berlusconi, de despedimentos e desinvestimento na Educação.

 

Ao fim e ao cabo, e é isso que está a suceder, a FENPROF mais não faz do que abrir o caminho a um futuro Governo de direita para privatizar, por completo, o sistema de ensino.

 

Hoje, a mesma FENPROF, pelas palavras do mesmo Mário Nogueira diz:

 

Cortes vão acabar com metade dos professores contratados

 

O senhor Mário Nogueira, se tivesse vergonha na cara, do que fez e disse, agora devia remeter-se ao silêncio, pois se a política educativa levada a cabo pelo PS, de valorização da Escola Pública era desprezada, a direita, no poder, limita-se a fazer o que acredita.

 

Para quem diz que PS e PSD são iguais, eis mais uma das áreas em que são evidentee as diferenças entre PS e PSD. Mas o sempre indignado e irresponsável Nogueira não sabe, na verdade não quis, distinguir o que é a melhoria do Público do corte no Público.

 

Infelizmente, a realidade encarrega-se de demonstrar como a FENPROF não soube defender os seus associados quando devia ter feito parte da valorização do Ensino Público, pois agora, os despedimentos podem ter lugar.

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O Público destacou, no passado dia 21, duas páginas dedicadas à política educacional em Portugal. O Alexandre Homem de Cristo queixa-se, com razão, da ingerência jornalística que não apresenta "um gráfico, não faz uma comparação de dados, não existe qualquer tentativa de contrastar a realidade à propaganda do Governo". Já, o João Galamba lança para a mesa uma qualquer notícia de um qualquer site e arruma com a conversa: "os governos de Sócrates (mais o primeiro que o segundo) foram os melhores que a nossa democracia teve neste sector". Reconhecido o esforço propagandistico, Alexandre Homem de Cristo lembra e bem que investimento não é qualidade (não que Sócrates tenha, necessariamente, investido mais) e que o aumento do número de diplomados não é necessariamente um ponto positivo (diz-se que aumentaram, em 193,2%, o número de diplomados em matemática, ciências e tecnologias, em oposição aos 37% da média da União Europeia). Todavia, João Galamba e Alexandre Homem de Cristo caem no mesmo erro, no erro mais grave, no erro da análise superficial do sector, como se a educação se tratasse das "letras gordas" dos jornais e da escolaridade obrigatória.

 

Primeiro Ponto: Investimento

 

 João Galamba dixit: "Nunca se investiu tanto na escola pública". Comecemos, então, pelo investimento.

 

É prática recorrente, o uso a termos comparativos para realçar as virtudes do Governo, nem que seja através do nivelamento por baixo. No caso do investimento público, diz-nos o "Education at a Glance 2010" que Portugal está na lista dos países com investimento abaixo da média da OCDE e, inclusive, piorando os resultados relativamente a 2000 (pg. 238). Na página 225, o nome do país é mencionado pelas piores razões: "As a result, the decrease in the share of public funding on educational institutions was more than 5 percentage points in Canada, Mexico, Portugal, the Slovak Republic and the United Kingdom. This decrease is mainly due to a significant increase in the tuition fees charged by tertiary educational institutions over the period 2000-07". Como se não bastasse, Portugal é referido como o único país onde o investimento público em instituições de ensino diminuiu ("public expenditure on educational institutions increased in all countries with comparable data except Portugal", pg. 227).  Aconselho-o a dar uma saltada à página 236 e fica arrumada a questão do investimento público, sem antes terminar com o seguinte gráfico:

 

 

Como não só o financiamento se faz de financiamento directo às escolas e instituições de ensino superior, mas também através da acção social, pense na actuação do MCTES de Mariano Gago ao longo deste ano. Como sabe este mudou a legislação relativa às Bolsas de Estudo, executando uma despesa em acção social muito inferior aos 147 milhões de euros destinados para essa finalidade. Desconte-se os atrasos típicos da incapacidade governativa dos néscios pseudo-socialistas. Se não é ingerência, é canabilizar o Estado Social tão apregoado:

 

 

 

Segundo Ponto: Reformas

 

Posso conceder quando João Galamba diz "que nunca se fizeram tantas reformas" na educação, já quanto à sua necessidade tenho as minhas, justificadas, reticências. Entre as "tantas reformas" estão: "Plano Tecnológico da Educação" (2007), "Plano Nacional de Leitura" (2006) - programa desnecessário se já houvesse competência dos profissionais -, "Inglês no 1º ciclo do ensino básico" (2005), "Escola tempo inteiro" (1º ciclo) (2005) - efectivar o óbvio! - e a inconsequência do "Novas Oportunidades" (2006). Se tiver dúvidas disto, bastará consultar o "Education at a Glance 2010" da OCDE, que aponta Portugal na lista dos países abaixo da média da OCDE na participação de adultos na educação formal e/ou não formal, a par da mediocridade coreana, italiana e polaca e bem longe da realidade norte europeia, Suiça ou Neo-Zelandesa.

 

Terceiro Ponto: Avaliação e Qualidade de Ensino

 

Quando acusa (e bem) a oposição de voltar atrás na avaliação dos professores, esquece-se que avaliação e qualidade são matérias bem mais abrangentes que a avaliação de professores/docentes. Pode-nos dizer qual é a avaliação da qualidade do ensino prestado pelo serviço público e privado no ensino primário e secundário? E qual é a qualidade de ensino no superior? Tem noção da realidade da Rede de Ensino Superior e da sua incomportabilidade ao nível financeiro e do seu impacto na qualidade do ensino administrado e na saturação do mercado de trabalho?

 

 

 

Neste sentido, porque é que Partido do Governo não avançou com a prometida "reorganização das ofertas educativas da rede pública" (ver Programa de Governo 2009-2013)? A resposta é clara: falta de coragem política!

 

Para terminar, quando João Galamba fala dos resultados do PISA, ao nível do crescimento de formados, devo lembrar-lhe que Portugal está baixo abaixo da média da OCDE quanto à população portuguesa dos 25 aos 64 anos que completou o 12º ano e o nível de ensino superior. Crescimento é apenas isso, quando se está no fundo... 

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Investir na educação e em concreto na educação pública é um desafio de futuro para o desenvolvimento de qualquer país. Assim foi definido como objectivo primordial pelo anterior e actual executivo governativo.  Agora, após muitos momentos difíceis estamos perante o merecido reconhecimento fazendo os dias dos portugueses mais radiantes e orgulhosos dos esforços empreendidos.

De facto, esta semana foi apresentado o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) 2009 no qual especialistas e responsáveis da OCDE destacaram Portugal e a Polónia como os dois bons exemplos em como vale a pena continuar a investir na educação e acreditar nas novas gerações. Neste relatório faz-se nota da evolução positiva na luta contra o insucesso escolar, sendo, no entanto, dado particular relevo à evolução dos conhecimentos em leitura, matemática e ciências dos estudantes de 15 anos de idade. A este nível Portugal revelou-se um dos seis países (entre 65) que mais se evidenciaram na variação positiva do seu desempenho.

É aqui dado ênfase às reformas e medidas implementadas desde 2005 e que têm vindo paulatinamente dando os seus frutos. Seja a escola a tempo inteiro, o estudo acompanhado, as refeições escolares, as escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária), o Programa e-escolas e e-escolinhas com o afamado Magalhães ou as Actividades Educativas Complementares.

Permitam-me que sublinhe ainda o facto, com efeitos ainda a avaliar em momentos futuros em termos de igualdade de oportunidades, de Portugal ter já mais crianças a frequentar a educação pré-escolar do que a média dos países da OCDE, concretamente 72,3% das crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 4 anos estão inscritas em estabelecimentos de educação pré-escolar, valor superior aos 71,5% da OCDE, como havia revelado um outro estudo da OCDE já em Setembro deste ano.

Todos estes bons resultados se devem à enorme revolução que se processou no espaço escola nos últimos anos. No entanto, cumpre-me sublinhar e como creio que o bom trabalho deve ser sempre reconhecido, estes resultados devem-se muito em particular ao esforço e empenho de milhares de professores, obreiros de uma nova realidade para o ensino em Portugal, bem como de todos os restantes elementos da comunidade educativa. Implementando novas práticas, motivando alunos, sobretudo nunca desistindo de formar cidadãos que amanhã agarrem o futuro e façam dele o melhor possível.

Como eu própria uma vez disse: em nome da melhor geração de cidadãos, vale a pena não desistir!

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Fenprof ameaça abandonar negociações com o Ministério da Educação

 

Se há matéria que vai estar em destaque nas próximas legislativas, a Educação será, muito provavelmente, uma área em foco.

 

Os ataques ao PS, pelo que tem feito em matéria educativa têm sido inúmeros: sinal de que as coisas que precisam de mudar estão mesmo a mudar.

 

À esquerda do PS, PCP e BE procuram cativar em seu proveito o descontentamento da classe dos professores. E o País sabe como estas formações, em especial o PCP, muito contestam. A notícia acima indicada isso comprova. Porém, PCP e BE em pouco ou nada se preocupam com a qualidade do ensino público.

 

À direita, PPD e CDS, mesmo sem a leitura de comunistas e bloquistas, mas com a mesma pretensão de obter apoios no descontentamento, critica o Governo.

 

A questão essencial é: queremos um ensino público ou privado. À direita, para já, as vozes silenciam-se, mas percebe-se a sua vontade de privatizar a Educação. À esquerda do PS, PCP e BE querem tudo como está, como se a situação presente fosse boa para alunos, professores e família.

 

É bom ter em consideração o que está em causa numa das áreas estratégicas do País. E por mais que se critique o PS, não há qualquer base de fundamento em criticar as políticas que apenas têm sido orientadas para a melhoria do Ensino Público.

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Mas o que é que se anda a passar nas nossas escolas??

 

Face às notícias, que vêem sendo propaladas pela comunicação social, nos últimos tempos, muitas escolas há, que estão a saque.

 

Alunos analfabetos funcionais, indisciplinados, absentistas, violentos uns para os outros e para os professores, muitos cuja única refeição diária é aquela que comem na escola, outros tantos vítimas dos abusos de todo o género, todos "empurrados" ao longo dos anos pois não podem chumbar, uma vez que não há exigência no ensino e os exames são facilitados em prol das estatísticas. O mais curioso, é que apesar disto, a taxa de abandono  escolar continua elevada, e o rendimento escolar é baixo, o que revela que só se têm usado paliativos, sem se atacar as verdadeiras raízes do problema.

 

Por seu turno, há professores sem aptidões pedagógicas, sem autoridade, sujeitos à agressão de pais e alunos, que vivem o drama dos concursos nacionais, condenados  a serem saltimbancos de terra em terra, alvos de avaliações com critérios viciados, sem vocação ou conhecimentos.

 

Também os pais contribuem para o status quo ao abdicarem da educação dos filhos, atribuindo-a às escolas, cuja vocação é a instrução.

 

Numa altura em que todos enchem a boca para falar na Educação, como a fórmula secreta para a resolução da maioria dos problemas nacionais e como ferramenta para vencer a crise, qual tem sido a resposta concreta para a sua implementação?

 

Tirando a aposta na melhoria de infra-estruturas, não é com o Magalhães ou o modelo  vigente das Novas Oportunidades, que lá vamos.

 

 

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O Conselho de Ministros discute hoje a proposta para alargar a escolaridade obrigatória para 12 anos

 

Independentemente dos motivos que fizeram o Governo avançar com esta medida em fim de mandato, e após muita pressão do Presidente da República para que esta fosse uma realidade, este alargamento da escolaridade obrigatória é uma medida positiva e que vale por si só.

Muito me afasta da condução política deste Governo em relação à educação, mas para todos os efeitos esta medida é um passo na direcção certa.

Agora só falta todo o resto...

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O director-geral da Saúde sugeriu que o alargamento do horário das cantinas ajudava a combater as carências alimentares das crianças, a ministra não gostou da proposta e chamou-lhe "alarmista".

 

Alarmista? Isto há coisas que se me fossem explicadas eu não acreditaria. Uma Ministra a pôr em causa um Director Geral que não é do seu Ministério. Sou insuspeito de ser um defensor deste director geral de saúde. Noutras ocasiões julgo que não terá agido de acordo com o que lhe era exigido, mas neste caso não tenho a mínima dúvida que as suas declarações apenas pecam por defeito.

A Ministra achou mais importante a defesa dos seus serviços do que julgar as afirmações por aquilo que são. Uma constatação de uma realidade.

A crise que começou no mundo das finanças e dos seguros tem consequências sociais muito graves e ataca com mais força aqueles que por natureza são os mais frágeis, como as crianças e os idosos.

O que o director geral de saúde solicita é algo que não pode merecer contestação. A abertura das cantinas das escolas ao fim de semana. Para a Senhor Ministra este facto foi encarado como uma caixinha de problemas. Renegociação de contratos, pagamento de horas extraordinarias, reforço da segurança, todo um conjunto de coisas que para a Minisra da Educação mais não não são do que contrariedades.

Para esta Ministra que se diz da Educação, a realidade da crise não existe, crianças cujas únicas refeições que tomam são aquelas que são dadas nas escolas não existem, crianças cujo único banho que tomam é aqueles que podem tomar na escola depois das aulas de educação física.

Esta MInistra devia descer do seu pedestal, da sua torre de marfim e falar com os autarcas, com os professores (se ainda houver algum que fale com ela), com os médicos de família e ver o que está a acontecer.

A crise não vai parar porque a Sr.ª Ministra assim o decretou.

 

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A Alta Comissária Para a Imigração e Minorias Étnicas defende a criação de turmas mistas incluindo estudantes de etnia cigana, mas defende que antes se devem “tomar passos intermédios”.

A ideia é defendida por Rosário Farmhouse, depois da polémica suscitada pela denúncia da Junta de Freguesia de Barqueiros em Barcelos. Em causa está o facto de, na escola local, 17 alunos de etnia cigana estarem confinados a uma turma com aulas num contentor.

(Radio Renascença)

 

Esta posição da Alta Comissária põe a nú a falta de uma política educativa que coloque a ênfase nos alunos e na aprendizagem.

Portugal, e bem, é constituído por cidadãos, iguais perante a lei. A existência de origens culturais diferentes é hoje uma realidade inegável, devendo a escola voltar a ter um papel muito importante ao nível da transmissão dos valores.

Estamos a falar de cidadãos portugueses ou não estamos?

Evidentemente que deve existir uma preocupação adicional com aquelas crianças que por diversos motivos têm problemas de aprendizagem. Mas de modo algum deve existir uma segregação. E quando a Directora Regional da Educação do Norte vem falar de discriminação positiva é impensavel que não existam consequências políticas.

O Estado tem de dar o sinal à sociedade que este tipo de acções não serão toleradas. A escola, para além da aprendizagem inerente, desempenha um papel ímpar no processo de socialização destas crianças.

E declarações como estas que foram feitas pela Alta Comissária, não obstante a sua boa vontade, são perigosas, paternalistas e negam de uma forma absoluta aquilo que deveria ser a realidade.

Turmas mistas?

Mas mistas já não são elas?

As turmas já não são constituídas por pessoas de sexo diferente?

Por pessoas de crenças diferentes?

Por pessoas de origens culturais diferentes?

Não venham ser mais papistas que o papa. Cada cidadão, cada ser humano deve ser julgado por aquilo que é enquanto indivíduo e não pela sua origem étnica.

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Num país com quase vergonhosos complexos de esquerda, onde algumas palavras, actos ou omissões são ainda tabu e o facto de terem ocorrido devem rapidamente ser sanadas pelo maior dos puritanos do politicamente correcto - normalmente encarnado por um qualquer treinador de bancada - por um aproveitador de primeira, como Francisco Louçã ou então por um revoltado do sistema - caso de Pacheco Pereira ou Sousa Tavares - resiste ainda, quase por magia , uma directora da DREN que não sabendo sequer escrever consegue eliminar arquinimigos com ajuda do governo, sobrepôr-se ao Ministério no controle de professores mais arruaceiros, denunciar aqueles que ousam usar o nome do PM em vão e outros tantos episódios que a minha memória não traz tão de repente.

 

Agora soma-se uma "descriminação positiva" - como o termo parece soar bem aos defensores da esquerda justa - que colocou miúdos ciganos a ter aulas num contentor. E mais uma vez, à Directora que mais críticas e precalços tem recolhido,  tudo lhe parece natural e positivo e assim se vai mantendo, como um sempre em pé, sem que ninguém a demita.

 

Mas já é caso para dizer: ou sai ela ou sai a Ministra. Alguém tem de ceder!

 

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A semana que passou ficou marcada, na área da educação, por uma manobra de propaganda. Com pompa e circunstância o Ministério da Educação anunciou um estudo da OCDE – uma organização internacional com grande credibilidade em matérias relacionadas com a educação, que dava conta do grande sucesso de Portugal na educação.

Mas afinal, depois de deliberadamente ter feito passar a ideia que o estudo era de facto elaborado de forma “independente” e pela OCDE, o Primeiro-ministro, desmascarada a falsidade, teve de admitir que afinal o estudo foi encomendado e pago pelo próprio Ministério da Educação.
Mas é justo referir que houve alguma evolução positiva nestes anos de governação, nomeadamente no primeiro ciclo. O aumento do período de frequência escolar diário, a generalização das aulas de inglês, as demais actividades chamadas de enriquecimento curricular ou o apoio ao estudo são princípios meritórios.
Hoje, verificando o que sucede na prática, pese embora o esforço e empenho de professores e outros agentes envolvidos, constata-se que as novas actividades são quase só intenções. E que, como quase sempre sucede, a massificação conduziu a uma diminuição da qualidade.
É uma evidência que o tempo de permanência dos alunos nas escolas aumentou. Mas de pouco servem aulas de ginástica onde as crianças mais não fazem que correr ou aulas de música onde apenas se toca pandeireta, numa Escola em que a existência de elementos de estudo para as aulas dependem das fotocópias que os pais têm de garantir.
Mesmo com a propaganda de estudos equívocos que acenam com sucesso, a Escola Pública de hoje é mais pobre e uma Escola pobre com pobre Ensino faz um país pobre. 

texto publicado no jornal "Meia Hora"

foto retirada de : www.eb1-aldeias.rcts.pt/

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Caro Rodrigo,

 

Recomendo a leitura da entrevista dada por Peter Matthews à Visão desta semana, sobre a reforma do Governo no 1º Ciclo.

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Caro Rodrigo,

 

Não nos façamos de inocentes nem vítimas. Desde o primeiro momento que houve a preocupação de desacreditar o estudo, como se as pessoas que o elaboraram, da OCDE ou de outro organismo, não tivessem qualidade técnica e científica. Sobre isto nem uma palavra, apenas a preocupação com o timbre do papel.

Preferiu-se destacar o acessório do essencial: houve ou não melhoria com as reformas introduzidas por este Governo no primeiro ciclo? Houve. Mas para alguns não houve e tudo procuraram fazer para que ressaltasse isso. Há um pecado capital, o facto de várias das escolas analisadas situarem-se em concelhos liderados pelo PS. Logo, sendo lideradas pelo PS, nada fazem e as crianças não aprendem, apenas são verbo de encher. Como se houvesse crianças com aprendizagem de primeira em todos os concelhos não governados pelo PS e crianças de segunda, e que não terão aprendizagem, onde o PS governa.

Sobre o essencial, nem uma palavra, sobre a forma, todas. Todas as palavras de modo a enviesar a leitura, pois várias das pessoas que fizeram este estudo são as mesmas que fazem os da OCDE e, neste estudo, seguiram os critérios... da OCDE. Portanto, Matthews e outros só têm credibilidade quando surge no documento o carimbo OCDE, quando não surge, não têm qualquer competência.

E quanto à privatização do Ensino, não me refiro a fantasmas, se bem que estes são muito acenados por certos sindicatos, como por outros. Estarei eu, porventura, a dizer alguma coisa que o PPD e o CDS não defendem? Bem sei que não o dizem de forma objectiva, mas não apreciam a privatização do Ensino?

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PSD e CDS questionam credibilidade de estudo sobre 1º ciclo do ensino básico

 

A direita mostrou hoje, finalmente, os seus dentes em termos educativos. O que importa é desacreditar o Ensino Público, por forma a privatizar a médio prazo esta área.

Se na luta dos professores PPD e CDS sempre foram a reboque do PCP e do seu sindicato de mão, unidos na forma, apesar de divergentes no conteúdo, o único intuito era acusar o Governo - o CDS que tanta reclama meritocracia chegou ao cúmulo da contradição e não querer a avaliação. Desta feita, o estudo liderado por Peter Matthews fez com que a direita visse uma oportunidade para fazer crer que não houve evolução nas escolas portuguesas.

O sentido da posição e rumo do PPD e CDS são claros, apesar de não serem manifestos. Os sinais não enganam.

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Caro Rodrigo,

 

Musil bem deveria viver nestes tempos, para descobrir mais pessoas sem qualidades.

Peter Matthews, o nome que tanto te incomoda, pelos vistos é um homem sem qualidades e talvez escrúpulos, pois deve estar ao serviço da máquina de propaganda, como amiúde dizem, do Governo do PS.

Aquilo que fez, com outros técnicos da área educativa, e entregou ao Governo português, como resultado do estudo que o Ministério da Educação encomendou (se calhar seria melhor entregar a avaliação a alguém que é do Ministério para aferir o grau de qualidade das reformas lançadas? ou então, se calhar seria melhor nem se preocupar em avaliar, pois isso é indiferente), não tem qualidade, pois de faltar-lhe, se calhar no teu entender, capacidades, técnicas e científicas para fazer o que fez.

Pois bem, o senhor já foi:
Dr Peter Matthews (Head of Inspection Quality, Office for Standards in Education, United Kingdom)

Já fez e foi:

School leadership development strategies: Building leadership capacity in Victoria, Australia A case study report for the OECD activity Improving school leadership Peter Matthews (Rapporteur)

Conduziu os trabalhos do painel:

Les mesures pour accroître l’efficacité des enseignants dans les écoles Président: Peter Matthews

Entre outros. Se quiseres conhecer mais a personalidade, nada como contactares com os serviços da OCDE, sedeados em Paris: Directorate for Education, para te informarem melhor.

Em suma, se o homem que assinou e deu a cara pelo documento, seguindo todos os critérios da OCDE, não tem crédito, é uma leitura tua.

Agora, para futuro, no que ficamos, para ti só contam os sites institucionais e o que estes publicam e o publicado pela imprensa não tem crédito, ou só quando dá jeito?

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"Entretanto a OCDE esclareceu que, ao contrário do que foi noticiado, não teve qualquer ligação ao estudo, conduzido por 'peritos independentes' que foram 'directamente' recrutados pelo Ministério da Educação".

 

"Chefe do conselho para a avaliação dos docentes assinou estudo internacional sobre ensino primário"

 

DN, Pedro Sousa Tavares

 

Podem dizer o que bem entenderem sobre as "maravilhas da educação" - mal estaríamos se em tantos anos de governação socialista e social democrata, também nada tivesse avançado - mas a verdade é que este caso é digno da autoria de qualquer vendedor de banha da cobra, fazendo-me lembrar os charlatões das BDs. Fosse a OCDE, não sei se não apresentava queixa por uso abusivo do nome da instituição.

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Caros amigos defensores da causa das estatísticas

 

Sem dúvida que são necessárias

E sem dúvida que devem servir de base para que possamos MELHORAR o nosso sistema de ensino.

 

Acontece que, num ATL que frequento bastante e onde faço uma "perninha"  de vez em quando, por gosto e amor, um jovem que frequenta o 3.º ano escreve da forma que abaixo ilustro. Podia ter sido um erro de atenção, de distracção, de contexto ou até confusão com palavra homógrafa. Infelizmente, esta criança deu 42 erros num ditado de 41 palavras(sim, uma das palavras tinha 2 erros), não sabe ler fluentemente ou interpretar um texto.

 

 

Esta criança chegou ao terceiro ano e passará de certeza para o quarto.

Sem saber escrever ou ler.

 

Facilitismo? Não, estatísticas... 

 

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Nós é que fizemos confusão. Mas ao que parece vamos ser esclarecidos hoje no debate com o Primeiro Ministro, assim ele responda!

 

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Só para que não fiquem dúvidas - estamos na quinzena delas - era importante apurar a veracidade sobre o estudo da OCDE. O Carlos Nunes Lopes tem sido incansável em levantar questões e coincidências que quase obrigam a esclarecimentos na AR. Mas sabendo a Ministra que temos, reconhecendo o seu jeito para a maquilhagem estatísitca e outras artes, acho insuficiente chamar Maria de Lurdes Rodrigues ao plenário. Bom, até para percebermos a real responsabilidade da organização neste estudo, era chamar alguém mesmo da OCDE. Em última análise solicitar a presença do encomendado Peter Matthews. Eu admito que só assim ficava mais descansado.

E do que tenho lido não é caso para menos!

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O relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre as reformas no 1º ciclo iniciadas pelo Governo em 2005, hoje apresentado em Lisboa com a presença de Maria de Lurdes Rodrigues e do primeiro-ministro, José Sócrates, considera que a evolução deste nível de ensino tem sido um êxito e até um caso de estudo para outros países.

 

Caro Rodrigo,

 

Quer dizer que esta notícia do Público é falsa e mente deliberadamente?

Que Peter Matthews, o Coordenador Internacional de Avaliação da OCDE, é um impostor e apenas serve o interesse do Ministério da Educação?

Que a OCDE só expressa o que os Governos nacionais querem manifestar?

Que tudo não passa de uma montagem do Governo?

O descrédito dos argumentos apresentados para denegrir esta leitura da OCDE são tais que dá dó. 

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Segundo percebo, das leituras que fiz neste blogue por causa do elogio da OCDE às políticas educativas deste Governo, a OCDE é uma organização acéfala e seguidora daquilo que os Governos querem expressar. E por isso, agora limitaram-se a dizer o que São Bento quis. Tese curiosa!

Assim sendo, quando a OCDE, por vezes, nos coloca em posições de ranking que merecem a nossa vergonha, também devemos repudiar essas leituras, pois não têm sentido.

Ora, ora... O desatino laranja não se verifica só na liderança, também se constata na militância.

O que não faz o nervosismo! Disparar contra tudo de modo a poder disfarçar a frivolidade de propostas e ausência de responsabilidades.

Que o PCP e o BE nos proporcionem este estilo, já não surpreende, agora o PPD? Enfim!

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Com a devida vénia ao 31 da Armada e ao Carlos Nunes Lopes aqui fica a transcrição de um post dele sobre o já famoso estudo da OCDE que elogia as políticas do Governo na área da educação:

 

"Os peritos que realizaram o estudo sobre o ensino básico, a pedido do Governo, reuniram com parceiros locais. Foram perguntar aos autarcas a opinião que tinham sobre as políticas do Governo.

 

E que autarquias foram ouvidas pelos peritos?

 

Guimarães (Partido Socialista)
Gondomar (independente)
Santo Tirso (Partido Socialista)
Amadora (Partido Socialista)
Ourique (Partido Socialista)
Lisboa (Partido Socialista)
Portimão (Partido Socialista)

 

Não falta aqui nada?

 

Creio que desta vez a propaganda de Sócrates exagerou.

 

Os peritos internacionais devem ter partido com a ideia que em Portugal vigora um regime monopartidário."

 

Mais posts do Carlos Nunes Lopes sobre este relatório aqui, aqui, aqui ,aqui e aqui

 

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Fenprof considera elogios à reforma do ensino escolar «prematuros»

 

Na lógica leninista, quanto pior melhor, Mário Nogueira continua a demonstrar a sua causa educativa: Escolas sem qualidade nem credibilidade.

Não será, portanto, de estranhar que qualquer melhoria que se registe, em especial quando é apontada por uma organização crível como a OCDE, referindo a nossa política educativa como modelo, incomode tanto o líder da FENPROF.

A melhoria educativa, em especial a pública, não é a prioridade deste senhor, que cada vez demonstra mais quais não são os seus propósitos: a Educação e o futuro do nosso País.

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O relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre as reformas no 1º ciclo iniciadas pelo Governo em 2005, hoje apresentado em Lisboa com a presença de Maria de Lurdes Rodrigues e do primeiro-ministro, José Sócrates, considera que a evolução deste nível de ensino tem sido um êxito e até um caso de estudo para outros países.

 

São várias as vozes críticas, que condenam a política educativa deste Governo. Pois bem, a insuspeita OCDE destaca a qualidade das medidas que o Governo tem implementado na Educação.

Este Governo, e bem, tem procurado promover e qualificar o Ensino Público. E isso tem sucedido, mesmo que alguns não queiram ou apreciem o bom trabalho de Maria de Lurdes Rodrigues.

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Quatro dirigentes do Sindicato dos Professores do Norte (SPN) demitiram-se do PCP, acusando o partido de se imiscuir na vida interna da estrutura sindical, disse à Lusa uma das demissionárias

 

 

 

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Durante o debate de um projecto de lei do PSD para suspender o actual modelo de avaliação, Paulo Rangel referiu que "antes dos governos PS presididos por António Guterres existia já um modelo de avaliação e de progressão que impunha provas públicas de acesso ao topo da carreira".

"E foi, na altura, o Governo PS que terminou com essa exigência para a progressão, sem que ninguém o tivesse pedido ou reclamado", acrescentou o líder parlamentar do PSD.

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As mudanças que o mundo atravessa, regadas por uma crise de dimensões desconhecidas, leva-nos a reflectir sobre a importância que a educação tem, ou deve ter, no pulsar da sociedade portuguesa e na resolução dos principais problemas do nosso país.

 

Os celeumas causados pelo Estatuto do Aluno e pelo braço de ferro entre os professores e a ministra demonstram o desvelo do governo pelo sistema de ensino. Mas não esqueçamos as posições dos sindicatos e dos pais. Aqueles preocupados, como é seu dever, em defender os professores, e estes sem uma voz firme nem representativa.

 

Sócrates exige que os professores sejam avaliados de uma forma presumivelmente rigorosa mas isenta os alunos dessa mesma exigência, dando-lhes, em troca, brinquedos que eles muito apreciam mas que de pouco lhes servirá sem os respectivos conteúdos, ou pelo menos, sem uma formação mais exigente.

 

Estamos todos de acordo com a informatização do país. É essencial que aconteça. Mas na Grécia Antiga não havia computadores e isso não impediu que nela brotassem pensadores de excelência. Há que educar e libertar o pensamento, há que espevitá-lo, há que treiná-lo. Não defendo o holocausto dos Magalhães e dos quadros interactivos, pois eles equivalem aos nossos cadernos e quadros a giz. Defendo apenas que se exija aos nossos estudantes o que os finlandeses ou romenos (por exemplo) exigem aos seus sem terem um computador por aluno. E não falo apenas dos conhecimentos, falo da atitude em relação à escola, ao trabalho e à vida. Falo da humildade e da alegria de aprender. Falo da valorização do esforço, da disciplina, do sacrifício e do mérito.

 

A escola é um bem de primeira necessidade que deve ser prezado e valorizado. Se nos derem a comer alimentos de má qualidade estaremos mais expostos às doenças e definharemos em poucos anos. Se tivermos uma educação sem qualidade e nos convencerem que somos os melhores, estaremos expostos não só às agressões e à competição do exterior (que só por milagre conseguiremos aguentar), mas também aos perigos da presunção e da mentira em que vivemos e que nos fazem acreditar que temos mais forças do que aquelas que verdadeiramente nos restam. Esta verdade tem de ser dita, pois temos um governo que finge um país e semeia outro.

 

De acordo com o Primeiro-Ministro, os portugueses vão ter mais rendimento disponível no próximo ano, o défice vai estar controlado, as exportações vão bem e o tecido produtivo caminha para a modernidade. Mas a verdade é que se esquece de dizer que os pozinhos mágicos que utiliza não chegam para pôr Portugal na rota da Europa e que os portugueses acordam todos os dias mais pobres do que se deitam. Apesar de tudo, e graças à paixão que os professores têm pela sua profissão, sinto que os nossos estudantes, ao deitar, estão mais ricos do que ao levantar, e isso permite-nos sonhar com um futuro mais risonho.

 

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Não querem entender o estado da educação, apenas porque não querem, ponto!

 

Como se pode querer encontrar apenas uma justificação além-muralhas da 5 de Outubro, quando tem sido aí que tem sido fermentado com enorme ternura o eduquês que tão bem conhecemos? Um sistema centralista, desconhecedor da realidade específica de cada recanto em que se ensina, castrador de autonomia que permitiria as respostas responsáveis e voluntariosas de cada escola, de cada professor e conselho directivo. Um sistema formatado e formatador, apoiado em chavões e clichés, em teorias ternurentas do bom selvagem, que nada estimula, que não demonstra a utilidade do ensino e cada vez se abre mais ao facilitismo e que, com esta Ministra, -aqui sim, ela é plena de culpa - se governa mais por meros dados estatísticos que fiquem bem além fronteira. Um sistema que tirou força e autoridade ao professores, que não soube sequer passar essa autoridade para os pais e que estes -sim, também não estão isentos de culpa - jamais souberam reclamar para si, para suas casas e para o seu seio familiar.

 

Como querem outro resultado que não este, se os Mários Nogueiras do PCP agitam as hostes com ovos, se as Marias de Lurdes do PS despacham ideias absurdas de dentro do seu longínquo gabinete, se temos directoras gerais que acharam apenas de "mau gosto" a bricandeira tida e se os pais deste país por tudo e por nada depositam as culpas nos professores, no sistema e nos sindicatos, limitando-se a proteger os seus meninos queridos, flores de estufa, a quem este Natal vão oferecer a trigésima playstation.

Pais que umas vezes fazem esperas ao professores por estes não passarem de ano os seus filhos, mas que vociferam por mais exigência e rigor. Pais que querem que sejam os professores a educar os seus rabinos descendentes, mas que ao mínimo conselho ou recado que lhes chegue a casa quase perguntam "quem é que esta gaja pensa que é para me vir ensinar a educar o meu filho?"

 

Ainda querem tentar não perceber as razões que nos trouxeram até aqui? Livres de culpa, não os há!

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"Há brincadeiras que, pura e simplesmente, não são admissíveis. Os professores não estão nas aulas para brincar e os alunos também não podem estar", afirmou Mário Nogueira.

 

Depois de gozar, humilhar e escarnecer de todo o sistema educativo, do ministério e de todos os responsáveis, depois de insultar e promover o desrespeito por parte de alunos e professores, depois de incentivar e ser conivente com "dispensas de aulas para realização de trabalhos de campo na cadeira de acção directa ou anarquia aplicada", depois de demonstrar a todo o País que não é o melhor acordo que pretende para os professores mas a guerra pura e simples sem qualquer avaliação que seja, excepto a mais estúpida versão da auto-avaliação, Mário Nogueira não tem moral para fazer estas declarações....sem laranjas ou ovos na mão!

Todo e qualquer professor, a sério, dos que trabalham mesmo, preparam e dão aulas, saltam de reunião para aula e de volta para reunião em vez de cirandar em pseudo-encontros e férias administrativas nas falanges dos sindicatos sustentadas pelo erário público, tem ainda autoridade para fazer estas declarações.O Mário...não!

Estes professores têm a moral, têm a sua quota de razão, merecem aliás mais respeito e dignidade, merecem até muito melhor representação, agora o Mário....nem pensar!

Realmente há brincadeiras que pura e simplesmente não são MESMO admissíveis!

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