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Eu preferia que as comunidades portuguesas no estrangeiro fossem mais activas e envolvidas politicamente na governação das suas cidades, Estados ou países de acolhimento, que ainda mais licenciados portugueses se fizessem no mercado de trabalho global, gostava que mais emigrantes portugueses alcançassem o sucesso como empresários de renome, ficava orgulhoso que mais empresas portuguesas conquistassem maiores quotas de mercado lá fora, que muitos mais cientistas e investigadores portugueses ganhassem prémios internacionais através do seu trabalho noutros países, ficava satisfeito se mais portugueses ocupassem cargos políticos de relevo mundial e obtivessem desempenhos dignos de nota.Além de cumprir o nosso destino aventureiro e aumentar o prestigio do nosso pequeno país com uma grande História isso permitiria alargar a base de influência de Portugal, além de fazer maravilhas pelo valor da marca "Portugal".

Isto pode-se traduzir não só por mais mas especialmente por bons presidentes de câmara, vereadores, deputados, senadores, congressistas, directores, administradores, dos EUA à Venezuela, da África do Sul à Bélgica ou a França, de Abu Dhabi à Austrália.

Mas, por exemplo, não me desperta particular apreço que na Casa Branca venha a estar um Cão de Água Português, é querido, é simpático, mas não muda nada.

O mesmo se aplica a Durão Barroso em Bruxelas, homem inteligente que navegou muito desde os tempos do PCTP-MRPP, politico profissional com carreira distinta, um português, nada mais é do que o mordomo de serviço aos equilíbrios dos grupos de interesse europeus, a quinta ou sexta opção para equilibrar os objectivos nacionais de Paris a Berlim, de Roma a Madrid ou Londres.Estes tubarões preferem ter na mão certos lugares de comissários europeus, porque será?Porque nessas pastas beneficiam claramente os seus países e os interesses defendidos pelos seus governos, não vale a pena tapar o sol com a peneira, mesmo.

Tendo a honra, indesmentível e inegável, de ter um compatriota como presidente da Comissão Executiva da UE, este não muda, não reforma, não lidera nem inova, não marca de forma indelével ou imprime algum cunho distinto, gere apenas com diligente eficácia os diversos interesses em jogo, mudando muito pouco para que a UE se mantenha na mesma.

É pouco mais do que um mordomo, é um capataz bem remunerado. Desempenha bem esta função?Sim, sem qualquer margem para dúvidas. A Europa precisa de mais?Sim, de muito mais. Se "tiver que ser" apoiamos Durão? Claro, obviamente.

Se o PSE ganhar (não sei como!) as eleições europeias e um candidato socialista/social democrata se apresentar?Teremos de apoiar Durão Barroso?Sim,claro, temos de honrar os nossos compromissos, era o que faltava deixar de cumprir a palavra já dada, além de que apoiar um "europeu não português" por muito que ficasse bem na cabeça dos nossos "puritanos sacerdotes da esquerda" (e mesmo de alguns "ressabiados" gurus da direita!) daria uma péssima imagem da politica em Lisboa...parece-me!

Em conclusão, não apoio o cão de Obama mas nada tenho contra ele, apenas lamento que não possamos cumprir de forma mais marcante o nosso papel na Europa e no Mundo.

 

Nota - é muito curiosa a reacção do PPD sobre esta matéria que tenta misturar, como de costume, alhos com bugalhos,este PPD é o mesmo partido do mesmo Durão Barroso que afirmou apoiar a candidatura de António Vitorino enquanto preparava nos corredores a sua própria candidatura?

Só para confirmar...

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Tenho uma vaga ideia de um dos motivos para se ter apelado ao voto em Cavaco Silva, Presidente da República, ser a sua inquestionável experiência em termos económicos. Ou Cavaco Silva está à espera para demonstrar esses conhecimentos apenas num segundo mandato, ou então há algo que me está a escapar. Contributos para a melhoria da situação económica do país, que surjam num futuro contexto de retoma, não me parecem muito úteis…

Por outro lado, ao ler a capa do Expresso desta semana, não posso deixar de ficar admirado com a obstinação que Cavaco demonstra, com o Estatuto dos Açores, ao considerar como “inadmissível e absurdo o papel dos deputados que hipotecaram a liberdade dos seus sucessores, afirmando que um dos fundamentos da democracia está posto em causa”. Discurso demasiado duro para quem não tem discurso sobre a Madeira.

 

Vejo hoje as declarações de Mário Soares sobre a postura esguia (a adjectivação é minha) de Durão Barroso, confrontando-o com a sua incoerência. Estas declarações foram proferidas na apresentação do livro “O mundo em mudança”, onde Mário Soares revela a pertinência de muitas das suas análises, feitas numa altura em que poucos acreditavam na situação actual.

 

Dois Presidentes, duas posturas, mas sobretudo dois contributos para Portugal e para a sua história. Cada um que faça a sua avaliação. Eu já fiz a minha.

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E se o Sr. Barroso fosse a favor do fim do bloqueio a Cuba e da integração do México nos EUA,Obama também acharia "normal"?

A possibilidade da integração turca na UE é uma questão complexa, não urgente, que divide os Estados Membros e mesmo as famílias politicas dentro do Parlamento Europeu e "dentro" de cada país, se alguém quisesse "meter" o México "dentro" dos EUA, ou pelo menos abolir as fronteiras, como responderia Obama?Certamente que seria um assunto do foro interno norte-americano...precisamente.

Já agora, por falar na Turquia, sou a favor da entrada da mesma para a UE,mas não faço a mais pequena de ideia de como lidaria a UE com as fronteiras Iraquiana e Iraniana, com os curdos e com o livre-trânsito que poderiam passar a ter alguns radicais islâmicos.Sendo no entanto certo que a Turquia é bem mais eficiente que muitos países da UE no que toca à vigilância e perseguição de terroristas, mas a questão da segurança é mesmo incontornável para os europeus.

Já no que toca ao regime laico turco julgo não haver grandes dúvidas em relação à sua estabilidade e firmeza, mas a simples diferença de religião do povo, será que seria um obstáculo sério?

 

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A recondução de Durão Barroso por mais cinco anos na presidência da Comissão Europeia está praticamente garantida depois de o PPE, a federação europeia dos partidos conservadores e democratas-cristãos, ter ontem expressado formalmente o seu apoio.

A candidatura de Barroso foi decidida por unanimidade dos chefes dos governos oriundos dos partidos membros do PPE, maioritários entre os Vinte e Sete países da União Europeia (UE), nomeadamente na Alemanha, França, Itália, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Polónia, Roménia e Malta. O primeiro-ministro português, José Sócrates, frisou ontem em Bruxelas que «não são apenas os primeiros ministros do PPE» que apoiam Barroso, lembrando que os chefes dos governos socialistas de Portugal, Espanha e Reino Unido já assumiram a mesma posição.

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Caro Filipe, "podem sempre dizer que a culpa é de Durão Barroso"?Culpa nas previsões ou culpa no défice do inicio desta legislatura?

Julgo que Durão Barroso não tem qualquer responsabilidade nas previsões negativas hoje divulgadas pela CE, a Comissão pretende AGORA baixar as expectativas para depois SUPERAR resultados, em ano pré-eleitoral para o cargo de presidente da CE dá jeito, não?Além disso depois dos últimos sustos mais vale prevenir do que remediar...

Durão poderia era ter "ajudado" o lobby que defendia uma maior "pressão" sobre" o Sr. Trichet, defendido por Sarkozy, de forma a baixar a taxa de juro de referência do BCE antes desta medida se tornar DESESPERADA e INADIÁVEL, como acontece agora.Ter-se-ia conseguido atenuar alguns efeitos desta crise, não tenho dúvidas.
Mas tendo em conta a isenção e a separação de poderes entre a CE e o BCE compreendo a falta de pressão, mesmo nos bastidores, por parte de Durão Barroso. Ele não é um líder nato ou carismático, não é um líder forte, é um gestor de tendências, de interesses e um hábil equilibrista.

Quanto ao resto, é obvio demais, como certamente concordarás.

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Marcas de estilo, à primeira oportunidade Durão Barroso trocou São Bento por Bruxelas, à primeira oportunidade também Santana Lopes trocou a Praça do Município por São Bento...

A coerência é de registar, bem como os resultados para o País com Santana Lopes primeiro ministro e Carmona Rodrigues presidente da CML, foram "coerentemente" péssimos!

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Em 1975 ou 1976...

 

 

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José Sócrates Durão Barroso pronunciou-se, em Bruxelas, contra o abandono projectos de investimento público de “qualidade”, recusando referir-se ao caso específico de Portugal, onde o PSD critica a política do Governo nesta área.
“O que tenho a dizer é que é importante não se abandonar projectos de investimento público desde que sejam projectos de qualidade e projectos que promovam o emprego e projectos que promovam a competitividade da economia”, defendeu o presidente da Comissão Europeia.

 

In Público

 

Espero que não apareça por aí uma qualquer segunda linha do PSD a acusar o Presidente da Comissão Europeia de estar a boicotar a estratégia pífia de Manuela Ferreira Leite.

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"Cavaco Silva mostrou-se ainda confiante que Portugal conseguirá ultrapassar os problemas económicos “após o ciclone centrado nos Estados Unidos”, e que o fará com a ajuda dos jovens empresários."

 

A subsidiodependência é um mal, bem como o investimento não produtivo, ou melhor não reprodutivo.Pena que este discurso venha atrasado bem mais de uma década.

A falta de qualidade ou formação dos nossos empresários, bem como das chefias ao nível da função pública são um dos mais graves entraves ao desenvolvimento de Portugal.

Para quem está alegadamente em "conflito" com o Governo parece estar muito sintonizado com o discurso não alarmista ou contra o discurso da "tanga", uma questão de estilo ou de táctica?

Esta é claramente uma diferença em relação aos tempos da má moeda, do cinzentismo Barroso-Ferreira Leite, será que é para durar?

E se de repente Cavaco Silva não se recandidatasse a um segundo mandato, de acordo com o que se diz pelos corredores do "poder"?É muito cedo para Durão Barroso portanto teríamos Marcelo Rebelo de Sousa contra....Manuel Alegre?E António Guterres?

Os dois próximos anos vão ser, sem dúvida, politicamente muito animados.

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Com que então Morais Sarmento era a primeira escolha de Durão Barroso para lhe suceder!

E a seguir seria Manuela Ferreira Leite...então o que falhou?

Morais Sarmento diz que ainda poderá vir a ser líder do PPD/PSD, será que alguém vai baralhar as contas da sucessão a Manuela Ferreira Leite?

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De Bruxelas a Kathmandu, maoistas fazem furor... 

 

O líder da guerrilha maoísta que durante uma década lutou contra a monarquia hindu no Nepal foi hoje eleito primeiro-ministro da jovem república, numa nova etapa do processo de democratização em curso no país.

 

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"Temos de resolver o problema e não cair outra vez em depressão. O voto ´não` não pode ser uma desculpa para evitar a acção, não deve significar paralisia", afirmou José Manuel Durão Barroso...

 

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Manda a boa educação que quem chega, cumprimenta. É o que faço a todos os que já cá estavam e aos que comigo chegaram. Acedi com gosto e dentro das minhas limitações de tempo ao amável convite do João Gomes para ser mais um dos Comuns. Aprecio a pluralidade do blogue e espero que o verdadeiro espírito da liberdade de opinião tenha contaminado todos os Comuns.

 

Por isso, atrevo-me a contrariar o desalento do CMC com os resultados da sondagem publicada pelo Irish Times de hoje, em que o Não ao Tratado de Lisboa lidera e o Sim recua. Para mim, é um bom sinal, já que discordo profundamente do Tratado e discordo profundamente do modelo de União que ele consagra. Não deixa de ser curioso o aperto em que a nomenclatura bruxelense se encontra com o referendo irlandês, que sempre deram como antecipadamente ganho.. é bom recordar que foram várias as traições aos compromissos eleitorais de realizar um referendo em Portugal.

 

De sublinhar que esta sondagem surge depois da última manobra do primeiro-ministro irlandês, que comprou o apoio formal ao Tratado de Lisboa por parte da poderosa associação de agricultores irlandeses com a promessa de vetar na União as negociações de comércio livre. E depois de já terem começado as tradicionais e lamentáveis ameaças, caso os irlandeses não votem de acordo com "the proper way", como Durão Barroso já começou a fazer.

 

Para os iluminados de Bruxelas ors refrendos europeus só podem "dar sim". Tudo o resto é "anti-democrático". É de supôr que o tom das ameaças e do catastrofismo aumente nos próximos dias. Resta esperar pelo exercício soberano do voto. Resistirão os irlandeses ao fogo de artifício que aí vem?

 

 

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