Não sou nenhum Luís Paixão Martins, mas também não preciso, para compreender que é preciso ser feita uma leitura da estratégia de comunicação, mas também política, utilizada pelos três principais candidatos às directas. Onde o único verdadeiro vencedor foi Pedro Santana Lopes, que mostrou ser uma raposa velha, com poder de mobilização e que representa cerca de 30% do partido. Sem que para isso tenha tido apoios sonantes, como os de Pedro Passos Coelho e de Manuela Ferreira Leite.
A minha análise tem que começar, inevitávelmente, por Pedro Passos Coelho, a quem até ouvi chamar o Obama português, com uma diferença, o Obama está prestes a ganhar a eleição no Partido Democrata e PPC foi humilhado nas directas do PSD. Digamos que há dois momentos distintos na campanha de PPC: o momento em que apareceu como jovem promessa, herdeiro da militância genuína da jota e representante de uma nova vaga de esperança para o partido e um segundo momento, em que se rodeia dos liberais, esquecendo-se que os mesmos não dizem nada nem ao PSD, nem ao país. Quando PPC se lembrou de que era liberal, apareceu ao lado do Vasco Rato e convidou a desconhecida Filipa Martins para mandatária da juventude, matou as hipóteses de ascender à liderança do PSD.
O Partido Social Democrata não é liberal, os seus militantes defendem a presença do estado na economia e os portugueses nunca deram, nem vão dar, espaço para haver um partido com pensamento liberal em Portugal. Até nisso Paulo Portas foi mais inteligente do que Pedro Passos Coelho, ao compreender que o Liberalismo em Portugal se há de resumir sempre a dois ou três blogs de referência, quatro ou cinco bons académicos e aos 200 e poucos militantes do CDS que tentaram criar a, extinta à nascença, ala liberal. Que o digam o Pedro Lomba e o Pedro Mexia, que hoje tentaram ajudar Passos Coelho no Diário de Notícias, o Adolfo Mesquita Nunes que gosto de ler, o João Miranda que já poucos ouvem, o André Azevedo Alves e o Pedro Picoito.
Quanto a Pedro Santa Lopes foi um vencedor, não só por ter ficado a uns míseros 3% de igualar Pedro Passos Coelho, mas por o ter conseguido sem apoios como os de Fernando Ruas, Marco António, Luís Filipe Menezes, Miguel Relvas, Pacheco Pereira, Rui Rio e Ângelo Correia. PPS contou apenas com as bases e com dois apoios verdadeiramente sonantes: Mendes Bota e Alberto João Jardim. Mesmo assim conseguiu vencer várias distritais, massacrou os restantes candidatos na Madeira e mostrou a sua força em importantes secções de todo o país. Mais que tudo soube gerir a agenda mediáica, arrancando no final com toda a força e usando os meios de comunicação social para chegar às bases, lembro que na sexta-feira foram publicadas quatro entrevistas de PSL na imprensa: 24horas, Semanário, Jornal de Notícias e Diário de Notícias.
Ou o pessoal no quartel general das candidaturas de PPC e MFL anda a tomar psicotrópicos ou então é verdade o que ambas me disseram há 20 minutos...Santana está à frente no computo geral!E falta Algarve e os Açores para fechar contas...
Bem, por acaso a SIC Noticias até está a dar MFL como virtual vencedora...
Ora, por exemplo, PPC ganha a Concelhia do Porto com MFL em segundo,mas Santana ganha Gaia, portanto tudo em aberto no distrito do Porto.
Em Aveiro ganhou MFL com Santana em segundo (perdeu apenas por 200),MFL ganha Leiria e Évora,em ambos com PPC em segundo, em Braga Santana ganha com 1600 e MFL 1000, Oeiras ganha Santana com 128,MFL com 126 e PPC com cerca de 50.
Não sei se a SIC Noticias terá razão, é possivel mas nada garantido....Santana pode ganhar dadas as grandes diferenças que obtém nos seus bastiões!Quem diria?Eu não!
Querem ver que o Kompensan e o Guronsan ficam na gaveta em Gaia?
É que PPC já assume a derrota....Santana é muito forte no Algarve....teremos surpresa?
Passos Coelho rejeitou, esta quinta-feira, a acusação de Santana Lopes de que o candidato à liderança do PSD sente o «chão a fugir-lhe dos pés» e mostrou-se confiante de que vai vencer as eleições de sábado.
Notícia do DN online - Sondagem da candidatura de PPC
Junto de Passos Coelho, estima-se que a vitória lhe possa sorrir com cerca de 40,10% dos eleitores, com Ferreira Leite em segundo lugar (com 37,24%) e Santana Lopes com 22,65%.
Passos Coelho diz que opção é entre ele e Ferreira Leite
O candidato à presidência do PSD Pedro Passos Coelho afirmou hoje, no Porto, que os militantes do seu partido só têm «dois caminhos a seguir» na escolha do futuro líder do partido, ele próprio ou Manuela Ferreira Leite.
Campanha de Passos Coelho marcada por baixa de impostos
Pedro Passos Coelho foi o primeiro a entrar na corrida à liderança do PSD após a demissão de Filipe Menezes, apresentou-se como liberal e fez da defesa da baixa dos impostos uma das traves da sua campanha.
A 17 de Abril, horas antes de Menezes dizer que se demitia, Pedro Passos Coelho afirmava à Lusa que nas próximas eleições internas tinha «a obrigação moral» de defender as suas ideias e candidatar-se, embora ressalvando que não há «decisões destas que sejam incondicionais, contra tudo, contra todos, em quaisquer circunstâncias».
A «circunstância» aconteceu com demissão do líder, nessa mesma noite.
E Pedro Passos Coelho, que surgiu como o "liberal" desta campanha?
É um pouco insólito. Há muita confusão ainda naquela cabeça. Diz-se liberal e está sempre a falar na intervenção do Estado. Para já, dizer-se liberal de um modo tão taxativo num partido social-democrata é algo de insólito, mas pronto. Se fosse eu a dizer... Há uns anos quando uma pessoa dizia isso era quase considerado herege... Com toda a franqueza, acho que Pedro Passos Coelho tem ainda um caminho para percorrer, para organizar a sua constelação de princípios e opções programáticas. Embora, e não o nego, que a sua candidatura tem dado um contributo importante para o debate e para a perspectiva de abrir caminhos para a renovação do PSD. Mas temos que ter noção: Pedro Passos Coelho fez uma determinada opção de vida, estudou até aos 40 anos, agora não pode querer ser primeiro-ministro cinco anos depois.
O candidato regressado de outros combates mantém-se de pé. Num registo mais calculado, faz até uma autocrítica, mas o essencial do que conhecemos de Pedro Santana Lopes permanece combativo, emotivo, ofendido com quem o critica e profundamente crente na sua capacidade para vencer eleições. Mas duvida da clarificação no PSD, apesar de ser esta a razão por que se candidata.
Olíder parlamentar do PSD procurou demonstrar como conhece os dossiês e tem quem o ouve e leva a sério.
Tem sido ventilado por alguma comunicação social e por alguns comentadores que o senhor está a perder terreno para as outras candidaturas. Como responde a essa crítica?
Isso não é uma crítica. São tentativas de manipulação da opinião pública, que não batem certo. Não tem fundamento. Basta constatar que não há nenhuma candidatura que tenha os apoios das estruturas do partido que eu tenho: de um presidente de um governo regional; de presidentes das distritais como Braga, Faro, Viana do Castelo ou Castelo Branco; de estruturas da jota; dos TSD de Lisboa; do presidente dos TSD do Porto... O que é que quer que eu diga mais? Quais comentadores? Marcelo Rebelo de Sousa?
Por exemplo.
Marcelo Rebelo de Sousa sabe-se que apoia Manuela Ferreira Leite e que fala em causa própria. Isso não devia ser, de facto, possível. Mas isso é o que menos me preocupa neste momento. O que sinto é cada vez mais razões para estar convencido que vou ganhar no fim-de-semana e que os militantes do PPD/PSD não irão deixar outras pessoas escolherem por eles.
A eleição de amanhã no PSD será decidida por escassos votos. A Madeira será decisiva. Votou nas eleições anteriores massivamente em Marques Mendes e, agora, vai ter que decidir se quer Ferreira Leite ou se segue o presidente do Governo Regional da Madeira e vota em Santana Lopes. O papel reservado por cada uma das candidaturas ao PSD Madeira no país pode ser decisivo para a escolha dos militantes da Madeira. E a questão do Bloco Central pode explicar porque a Madeira, desta vez, pode votar ao lado de Santana Lopes e deixar cair Ferreira Leite, cuja política económica é de continuidade relativamente ao Partido Socialista e acaba por desvalorizar o peso da Madeira no contexto nacional.
“Com o apoio de Jardim ficou claro que Santana vai ganhar”
Rui Gomes da Silva, vice-presidente do PSD e apoiante de Santana Lopes, diz em entrevista ao Semanário que se antes da declaração de Alberto João Jardim, Santana Lopes era já um candidato com grandes hipóteses de vitória, com o apoio do presidente do Governo Regional da Madeira "ficou claro que Santana Lopes será o próximo líder do PSD."
Entrevista de Pedro Pinto, amigo pessoal e apoiante de Santana Lopes.
Esperava mais apoios da ala menezista? Não consigo perceber quais é que são os apoios que nós não temos da ala menezista. É capaz de me dar três?
Marco António Costa, Feliciano Barreiras Duarte... ... O único que se pode considerar com algum peso - e na altura própria vamos ver porque ninguém é dono de votos - é esse companheiro do Porto, o dr. Marco António. Ele está a dizer que tem o Porto, fala pelos militantes. Vamos ver quanto é que ele vale, realmente, em termos de prestígio no Porto depois das eleições. Mas é o único. Não Troco o apoio do dr. Alberto João Jardim por dois Marco Antónios e por três Felicianos Barreiras Duarte.
Estimativa: Santana 45%; Passos Coelho 35% e Ferreira Leite 20% por Rui Teixeira Santos
Começa a ser claro que Manuela Ferreira Leite não tem grandes hipóteses de chegar à liderança do PSD
Começa a ser claro que Manuela Ferreira Leite não tem grandes hipóteses de chegar à liderança do PSD. A antiga ministra das Finanças nunca teria nenhum voto do chamado grupo menezista e os barrosistas e o mendistas juntos não representam mais de 30% do PSD.
O que se passa é que uma grande parte dos apoios de Luís Marques Mendes se estão a passar para Pedro Passos Coelho, na esperança que o antigo vice-presidente de Luís Marques Mendes - apoiado em Ângelo Correia, Duarte Lima, Marco António e Carlos Carreiras - consiga dividir o campo santanista e, deste modo, evitar a eleição de Pedro Santana Lopes.
A grande preocupação agora de alguns sectores mendistas - é assim que deve ser lido o apoio de Paulo Teixeira Pinto - é conseguir, por qualquer meio, travar a eleição de Pedro Santana Lopes.
Este sábado o PSD vai a eleições, tendo os mais de setenta mil militantes, com as quotas em dia, de elegerem um dos quatro candidatos que se apresentam a estas directas. A disputa é fácil de prever será a três, estando Patinha Antão arredado da possibilidade de ser eleito líder da oposição e candidato a primeiro-ministro. Destes três candidatos todos se afirmam com possibilidade de ganhar, sendo consensuais numa ou noutra distrital, reunindo mais apoios ora na JSD ora nos TSD, tendo mais autarcas no sul ou mais autarcas no norte e enchendo pavilhões atrás de pavilhões, em mais um ou outro comício, que serve de mote à festa laranja.
Medir os apoios comparando as listas de apoiantes de cada candidato é um absurdo, por dois motivos: a maior parte dos grupos de pressão em jogo e das secções, optam sempre por se dividirem nos apoios a quem pode ganhar; o facto de uma pessoa ser presidente de câmara, deputado, ou qualquer outra coisa não implica que tenha votos no partido e a medição do verdadeiro peso eleitoral faz-se, infelizmente, num balanço entre o número de quotas pagas e a capacidade de mobilização dos caciques locais.
Para comprovar esta teoria, basta fazermos uma breve análise às directas disputadas por Luís Marques Mendes e Luís Filipe Menezes, em que o primeiro tinha o apoio de todos os notáveis, que hoje se apresentam ao lado de Manuela Ferreira e perdeu. Estaram então os três candidatos numa posição semelhante? Nunca estive tão certo de que sim.
Pedro Passos Coelho aparece como um Ron Paul, perderá e ganhará muitos votos por ter um discurso liberal, convertendo-se esta estratégia num jogo de soma zero, coisa que fica mal a um liberal. Terá no entanto um forte apoio da JSD, que representa uma fatia muito considerável do PSD, jogará a seu favor o facto de não lhe poder ser apontado qualquer erro passado, mas perderá em dois factores: primeiro é governativamente inexperiente, em segundo lugar rodeou-se de pessoas que dizem pouco ao PSD profundo, ao militante que irá escolher o próximo líder do PSD e não sabe, nem quer saber, quem são o Vasco Rato e a Filipa Martins.
Manuela Ferreira Leite deixa a pior imagem destas directas, aparecendo desgastada e quase obrigada a fazer estre frete ao partido, para além disso é preciso sabermos se terá forças para enfrentar José Sócrates em 2009, que nesse cenário fará questão da lembrar do descalabro que foi enquanto ministra do governo da tanga. MFL diz aos militantes que quer ser presidente do PSD, mas recusa-se a fazer campanha caso ganhe, a esboçar um sorriso e rodea-se de todos aqueles que a obrigaram a avançar, por sentirem que não era a altura deles próprios darem a cara. Pior do que isso, nada me garante que MFL, caso ganhe estas directas, seja candidata a primeira-ministra, ou se optará por lançar Rui Rio, o que no mínimo é desonesto para com os militantes do PSD.
Pedro Santa Lopes aparece neste momento a subir, sendo o rosto do partido na Assembleia da República, tendo a melhor máquina de comunicação de todos os candidatos, o melhor site e uma boa aposta nos vídeos de campanha. Para além disso tem adoptado uma postura de próximidade para com os militantes, abandonou o estatuto de vítima e tem mostrado ser o melhor conhecedor das pastas da actualidade política. Joga ainda a seu favor o apoio de Alberto João Jardim, a fidelidade de quem o rodeia, alguns apoios na JSD, o apoioformal de algumas estruturas dos TSD, comopor exemplo a distrital de Lisboa e o facto do secretário-geral do partido, Ribau Esteves, lhe ter declarado apoio. No entanto, tem ainda a imagem muito marcada pelos seus mandatos no governo e na Câmara Municipal de Lisboa, não tendo hipóteses, tal como Pedro Passos Coelho e Manuela Ferreira Leite de fazer frente a José Sócrates, mas sendo provavelmente o melhor preparado, dos quatro candidatos, para liderar o PSD. É triste mas é verdade.
"Retirar o PSD do centrão político e projectá-lo para lá da sua tradicional base eleitoral é o objectivo de Pedro Passos Coelho. Em entrevista ao Expresso, o candidato à liderança do PSD assume ter um programa liberal e propõe-se "retirar o Estado de cena" de quase todos os sectores onde hoje marca presença, o mais depressa possível". Consigo, o Estado sairia da TAP, da RTP, da CGD, das telecomunicações,dos transportes e das estradas, limitando-se a permanecer na Saúde, Educação, Segurança Social e Cultura."
"O nosso programa é um programa social demcrático avançado, em relação, por exemplo, ao programa do S.P.D. alemão - e, portanto, isto afasta qualquer deturpação que se queira fazer no sentido de nos apresentar como partido liberal ou democrata-cristão, o que são puras especulações tendenciosas que não têm qualquer base."
O PPC quer fazer do PSD um partido liberal, mas desta forma não vai conseguir "projectar o PSD para lá da sua tradicional base eleitotal", bem pelo contrário, vai antes transformar radicalmente o eleitorado do maior partido da oposição, transferindo-se a parte do "centrão" para o Partido Socialista, aliás como já está a acontecer na prática e tranferindo-se a parte da Direita e Centro-direita para o CDS, restarão apenas os apoiantes de PPC no PSD.
Transformar o PSD num partido Liberal, para além de irresponsável, demonstra uma enorme falta de visão e conhecimento histórico sobre o PPD. Estou certo de que as urnas vão demontrar a Passos Coelho o erro de ter defendido o Liberalismo, com a mesma força com que a Economia de Mercado demonstrou à Atlântico que o Liberalismo em Portugal não vende e com a mesma eficácia com que a defesa do liberalismo obrigou o Pires de Lima a dedicar-se aos negócios.
"O líder madeirense disse na noite desta quarta-feira, no Conselho Nacional do PSD, que apoia Santana Lopes na corrida à liderança do partido, tal como em 2005, caso este decida avançar.
Alberto João Jardim disse, esta noite, depois da intervenção de Menezes, palavras contundentes para a candidatura de Manuela Ferreira Leite. «Ela não ganha as eleições; nem ela, nem outras figuras exóticas». "
"Berlusconni ganhou!Berlusconni venceu! Como explicar? Será que o Povo de Itália não recebe a RTP e a SIC Internacionais? Verdade seja dita que alguns dos nossos comentadores não são os únicos membros desse grupo do politicamente correcto...Ele há mais como eles.
Ganhou mais um populista, demagogo, direitista...Como será possível? Não existirão lá comentadores esclarecidos?
Aqui há um ano, ou menos, em Itália, e sobre Itália, dizia- se que não havia alternativa de direita. Pois lá está, outra vez. Como devem ficar confusos."
A candidatura de Manuela Ferreira Leite, recentemente efectivada, é parecida com a candidatura de Marques Mendes, nas últimas directas. Marques Mendes pensava que tinha a máquina, tal como Manuela Ferreira Leite pensa, pensava também que tinha todos os notáveis, tal como Manuela Ferreira Leite pensa e pensava que por ter os nomes mais credíveis, assim ganharia as directas. Marques Mendes perdeu e Manuela Ferreira Leite também pode perder.
O eixo Menezes/Santana mostrou a sua força nas últimas directas, ganhou no contacto com os militantes, no apoio dos dirigentes das secções e das distritais, em suma, ganhou nas bases. As últimas notícias mostram a distrital do Porto a apoiar alguém que venha da linha da actual direcção, o Carlos Carreiras, presidente da distrital de Lisboa, fez questão de negar o apoio a Manuela Ferreira Leite, a distrital de Évora negou-se a apoiar um qualquer candidato, há quatro dias a distrital do Algarve apelou a uma recandidatura de Menezes, a distrital de Vila Real apoiará Passos Coelho e o Eduardo Teixeira, Presidente da Distrital de Viana do Castelo, disse há 4 dias "apoiar o líder do PSD".
- "Paz, Povo e Liberdade" é trocado pela "ternura dos quarenta".
- A 3º Conservatória do Registo Civil de Lisboa é entupida com pedidos de registo do nome Patinha. Outros pais acabam por baptizar os filhos como Donald, Margarida e DuffyDuck.
- Arroz de Pato é proibido no refeitório da Assembleia da República.
- O deputado Pita Ameixa começa a fazer oposição interna a Sócrates, por considerar ter o melhor nome para defrontar Patinha Antão.
- Alberto João Jardim faz uma piada do género: "este pato não tem asas para voar".
- Volta a utilizar o argumento de ser Professor num debate. Ribau argumenta perceber de futebol e Menezes diz já ter treinado uma equipa de iniciados em directo. Lembram-se daquela da táctica do acordeão?
- Cunha Vaz demite-se e prefere trabalhar com o Partido Democrático do Atlântico.
- A alta burguesia do Porto, liderada por Aguiar Branco, vai para o CDS.
- Lobo Xavier sai do CDS e vai para a Nova Democracia.
A TVI acaba de noticiar que Manuela Ferreira Leite pondera avançar à presidência do PSD, Rui Rio está num avião a caminho de Lisboa para reunir com a ex-ministra e Marcelo Rebelo de Sousa será outro dos prováveis apoiantes. Ao mesmo tempo, a televisão independente, avança que Santana Lopes está também a reunir apoios e tem fortes possibilidades de avançar.
Já Patinha Atão anunciou formalmente a sua candidatura, dizendo que fica até ao fim, curiosamente atacou Luís Filipe Menezes, que o havia chamado para porta-voz da área económica. Junta-se assim a Passos Coelho que promete manter-se na corrida, a Neto da Silva que avança se Menezes não avançar, o que se torna difícil neste cenário e a Aguiar Branco que continua a reunir apoios.
Será bom para o PSD haverem cinco candidatos à presidência?