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Nos últimos dias, devido ao facto das mudanças nos Governos da Grécia e da Itália, muitos comentários começaram a surgir em relação à nomeação de Papademos e Monti para a liderança dos respectivos Executivos nacionais. Estaríamos a entrar na era dos Governos de tecnocratas e isso seria um risco para a Democracia.

 

Se não nos ficarmos na espuma dos dias, veremos como ambas as personagens mandatadas para liderar os respectivos Governos são personalidades distintas - Papademos é um tecnocrata puro, enquanto Monti, apesar do seu carácter de tecnocrata, é um homem com um percurso político consolidado, desde os 10 anos como Comissário Europeu (lugar marcadamente político) à sua pertença ao grupo liderado por Felipe González para pensar o futuro da Europa.

 

Se ambas as situações são muito delicadas, o caso grego é bem diferente do italiano (tanto em termos de personalidades como estrutural). Vejamos: Papademos está a liderar o Governo grego de modo interino. Dentro de três meses os gregos regressam às urnas e escolhido o novo Parlamento, que poderá ser ganho por quem criou o enorme buraco na Grécia, a Nova Democracia, Papademos sai de cena. Ou seja, o novo Primeiro-Ministro grego é apenas o homem que está a assegurar a implementação das medidas num curto espaço de tempo, devido à saída de Papandreou.

 

No caso de Itália, Mario Monti está investido para concluir a actual legislatura, isto é, até à Primavera de 2013. Todavia, se actualmente a maioria dos grupos parlamentares italianos asseguraram ao Presidente Napolitano que vão apoiar o mandato de Monti, excepto a Liga do Norte (que passa para a posição confortável da oposição desresponsabilizando-se de tudo) e parte dos deputados do Partido da Liberdade (de Berlusconi), que não apoiam esta transição, Monti não vai ter uma vida fácil, pois o jogo parlamentar transalpino é marcado por imprevisibilidade e é bem possível a convocação de eleições no próximo ano, de todo indesejável, pois o país precisa, mais do que nunca, de estabilidade.

 

Quando muitos, agora, se atemorizam e reclamam que a Democracia está em risco, devido a estas mudanças, o risco primeiro, neste momento, para a Democracia, é o falhanço e colapso das suas instituições. Afinal, a Democracia não se resume ao acto do voto, mas a algo bem mais vasto e complexo, que também contempla o voto, mas não só.

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A fiabilidade dos números da Greve Geral, para os cidadãos/eleitores/contribuintes, "soa" à mesma música de muitas discussões politicas nos últimos anos,  cada um a falar  para  seu lado e o Povo a perder a paciência.

Sem acreditar em números, em politicas, em medidas ou em pessoas, o exercício da politica, do direito de voto, de greve ou de manifestação por parte do Povo ou dos seus representantes é mais um (auto) acto de Fé do que a consequência lógica do pleno "usufruto da cidadania" em total liberdade.  

 

Ainda é permitido usar esta palavra com letra grande, "Povo", sem complexos ou traumas? E "Pátria"? Já se voltou a poder utilizar sem fobias, taras ou manias?

É que a frase "O Povo é quem mais ordena" anda pelas ruas da amargura e não adianta culpar este ou aquele, um período ou outro, aquele partido ou o seguinte, uma ala ou uma facção, um lobby ou uma corporação. Todos somos responsáveis, votamos ou não, pagamos impostos ou não, pagamos quotas ou não, depositamos ou levantamos dinheiro, compramos ou contratamos, partimos ou ignoramos, rasgamos ou assinamos, gritamos ou ficamos calados, a culpa é quem então?

 

 

 

"Pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar, transforma homens em covardes." Abraham Lincoln

 

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A Democracia europeia atravessa neste momento grandes transformações, devido à ascensão da extrema-direita e ao enfraquecimento da esquerda.

 

Um pouco por todos os Estados europeus, com a excepção de Portugal e Espanha, o radicalismo da direita cresce e é determinante para a vida política de cada país. Veja-se como o novo Governo holandês, para ser viabilizado, careceu do suporte da extrema-direita, de quem ficou refém.

 

E, o que sucedeu recentemente nas eleições legislativas suecas, de 18 de Setembro, com a entrada da extrema-direita pela primeira vez no Parlamento de Estocolmo – note-se: a Suécia, baluarte do desenvolvimento e bem-estar no mundo -, confirma a regra que França, Itália, Áustria, Holanda, Bélgica, Hungria, Roménia, e outros países já contam. Partidos radicais com representação e peso. Ainda há pouco mais de uma semana, na eleição regional de Viena, só uma das áreas mais desenvolvidas da Europa e do mundo, o partido austríaco mais forte da extrema-direita, o FPÖ (ainda há outro, o BZÖ), foi a segunda formação mais votada, com 27% dos votos.

 

Estes resultados estão a provocar mudanças. E se em termos eleitorais, como a seguir se perceberá elas são manifestas, em termos de políticas as transformações também ocorrem. E sempre no seio da esquerda e direita democrática.

 

Vejamos: Sarkozy, primeiro, com as suas políticas face aos trajes muçulmanos e, depois, na perseguição aos ciganos, mais não tem feito do que adoptar muitas das causas da Front National, de Le Pen. E, neste fim-de-semana, no congresso da jota da CDU, Angela Merkel decretava a falência do multiculturalismo, dado o mal-estar na sociedade alemã. Estas posturas, jamais impensáveis há 10, 20 anos, são hoje um sinal de cedência dos princípios da direita democrática ao radicalismo, para segurar o eleitorado. Mas, o mais espantoso é o crescimento da extrema-direita alicerçar-se em eleitorado de esquerda. Se no início desta década Le Pen tinha conquistado muitos dos eleitores do outrora forte PC francês, agora são os partidos socialistas/sociais-democratas/trabalhistas que vêem parte do seu eleitorado, desagradado com a situação, refugiar-se debaixo do discurso de exclusão e xenofobia de líderes radicais.

 

Pela fraqueza eleitoral e de valores do socialismo democrático europeu e pela abdicação dos valores da direita democrática, por mero tacticismo, o projecto europeu começa a ser abalado nos seus princípios, com elevadas e nocivas consequências para os 500 milhões de europeus. Convém recordar que aquilo que afundou tragicamente a Europa há pouco mais de meio século é, precisamente, o germe que está a singrar.


 

Carlos Manuel Castro

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O Presidente Cavaco Silva homenageou o capitão Salgueiro Maia, por ocasião da sessão solene do dia 10 de Junho deste ano. Valha-nos pelo menos a não alusão ao dia da raça, gentil frase ditada pelo mesmo na celebração realizada em 2008. Mas de que nos vale a nós e ao saudoso capitão esta mensagem de reconhecimento se há vinte anos atrás, então na condição de Primeiro-ministro entendeu recusar uma pensão ao homem que ontem homenageou.

É caso para dizer que se enganou e muito senhor Presidente. Ficar-lhe-ia bem reconhecer o clamoroso erro, mas isso seria contradizer a sua mais célebre expressão "nunca me engano e raramente tenho dúvidas".

 

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Os acontecimentos dos últimos dias têm acicatado em mim o sentimento de que há uma excessiva permissividade judicial em relação ao Partido Comunista Português (PCP), à forma como vive e se organiza.

A manipulação da CGTP-IN, que é evidente, os discursos que por vezes têm e a forma como amiúde desenvolvem práticas no mínimo antidemocráticas, colidem com muitos dos princípios que a Nossa Lei Fundamental consagra. É normal que hoje em dia, a céu aberto e perante os ouvidos de todos, se saúdem regimes como o norte coreano e o cubano? É normal que assistamos a situações como a de ontem e que os responsáveis políticos assobiem para o lado? A nossa sociedade já exige que os partidos respeitem a liberdade de pensamento. É de monta que a CGTP e o PCP, pela voz dos seus secretários gerais, não condenem prontamente o que se verificou.

Viver em democracia tem ditames mínimos. Ou o PCP sabe conviver com eles, ou o PCP não sabe, e se não sabe, citando novamente Ricardo Araújo Pereira, "Quem gosta de liberdade festeja o 25 de Abril, quem não gosta faz aquela viagem ao Brasil que andava há tanto tempo para fazer.". Por paradoxal que possa parecer.

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A massa evangelizadora aqui do Câmara de Comuns, que até agora tinha o seu expoente máximo na pessoa do Carlos Manuel Castro, conta agora com um novo discípulo que é o Hugo Gaspar, que peca, infelizmente, por não ser, ou por não querer ser, muito rigoroso.

 

É que embora não goste de vestir a pele de advogado do Diabo ou a de quem quer que seja, a verdade é que me parece existir uma diferença grande entre a análise de um documento sobre o IEFP, a sua estrutura e funcionamento - tal como foi feito por Bagão e em parte agor -, e a análise de um discurso de Sócrates intitulado "Ambição".

 

Na primeira estudam-se os conhecimentos do entrevistado sobre a sua matéria de trabalho. No seguinte estudam-se as suas capacidades para a formatação ideológica.

 

Já diziam na liga dos últimos: há que ver, ver! E o Hugo não quer ver!

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“A polémica sobre um discurso de José Sócrates ser leitura recomendada para uma prova escrita de um concurso de promoção de funcionários do Instituto de Emprego e Formação Profissional também foi hoje ao debate quinzenal com o primeiro-ministro, que negou qualquer responsabilidade no assunto. O "trunfo" saiu, contudo, da boca do ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, que mostrou um texto do mesmo instituto, mas com data de 2003, e que se baseava em documentos do ministro da Segurança Social, Bagão Félix, e do secretário de Estado do Trabalho, Pais Antunes.” In Público

 

Aguardo que o João Maria Condeixa, que mostrou a sua indignação aqui, comente. E termino citando-o “Bem sei que temos poucos escritores de qualidade em Portugal e que Padre António Vieira perto do nosso Primeiro só lança sermões entediantes, mas um pouco mais de vergonha na cara talvez não fosse mal pensado.”

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A omnipresença de Sócrates e de Magalhães é algo que me começa irritar, confesso. Não por ele pertencer a outro partido ou ter outras ideias. Sou democrata e desde que me dêem espaço para contestar, sobrevivo bem com isso.

 

O verdadeiro problema é quando me sinto lesado na minha liberdade ou vejo a liberdade dos outros sistematicamente abusada. Como não me apetece ir buscar os piercings, o fumo, as delacções da educação, as exonerações da saúde, os abusos da ASAE, as correcções à comunicação social ou qualquer estagnação económica - já se pode dizer estagnação? - fico-me, se não se importarem, pelo exemplo mais recente do lacaismo socrático, dos envagelizadores governativos, dos Jeovás do PM e do Magalhães, que insistem a divulgar a palavra do governo muito além da razoabilidade.

 

A mim cansa-me. À liberdade será certamente um atentado. Não é aceitável que num concurso do IEFP uma das provas escritas seja sobre um discurso de Sócrates. A  eventual entidade empregadora a formatar o empregado. Noutros tempos isto teria outro nome e outra reacção do Partido Socialista.

 

Bem sei que temos poucos escritores de qualidade em Portugal e que Padre António Vieira perto do nosso Primeiro só lança sermões entediantes, mas um pouco mais de vergonha na cara talvez não fosse mal pensado.

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Após as recentes declarações de Alberto João Jardim pergunto-me,"o que" é o AJJ?

Um politico de Direita?Social Democrata?Liberal ou Conservador?Profissional da arte politica na vertente circense? Um autonomista apaixonado ou depende do Poder?

E esta reacção de Manuel Alegre?Tactica?Reconhecimento de incapacidades próprias?

Era este o plano de Alegre, condicionar o PS de acordo com os seus "princípios da verdadeira Esquerda"?Ou consequência das reacções negativas do PCP e do BE às suas aproximações e sonhos de alternativa de esquerda ou de frente unida...em torno de si mesmo? 

E ainda querem continuar a usar as referências "Esquerda" e "Direita" da mesma forma que foram sacralizadas ou instituídas, no século XX?Porquê?Se for pelo património histórico que ambas encerram, de acordo, mas julgo que a médio prazo apenas trarão ainda mais confusão ao objecto da acção politica, o povo, os eleitores que por qualquer razão misteriosa (que continua sem panaceia credível recomendada por curandeiros de Esquerda ou de Direita) insistem em se afastar da participação activa na politica...nem sequer para votar!

 

A minha "carta" ao André sobre a "Esquerda" e a "Direita"

 

Caríssimo André, mas não é sempre essa a questão? Quais serão os principais interesses da sociedade e os mais importantes objectivos do povo, bem como qual o caminho ideal para os alcançar?O que é o interesse público?
As sanguessugas que estripam a moral do Estado e a virtude dos políticos até podem ser combatidas mas como, ou para quê, se "os homens de bem" não souberem identificar os verdadeiros e mais importantes interesses da sociedade e descortinar a melhor maneira de os alcançar.

De que vale a palavra sem a consequência?Para que serve a poesia sem um sussurro que seja do mapa do tesouro?
Neste sentido acredito que nem Direita nem Esquerda ajudam ou salvam alguém, são como um Maestro, "servem" para marcar, ordenar e "temperar" o desempenho dos artistas que interpretam as pautas do compositor.Se nos colocarmos na posição do público ou do produtor do concerto, podemos escolher a obra que queremos ouvir, interpretada pela Orquestra preferida e dirigida pelo  Maestro mais conveniente.

Etiquetar algo ou alguém como de "Esquerda" ou de "Direita" nunca é equivalente a escolher entre o Bem e o Mal, como de Branco ou Preto, apenas como uma forma de alcançar algo, penso eu.

Ao contrário de muitos na blogosfera, mesmo nossos colegas, eu não acredito que a Esquerda ou Direita sejam Igrejas a quem os fiéis servem ou atendem crédula e diligentemente, são "ferramentas" ou "instrumentos" para que se alcancem metas.Os conceitos de Esquerda e Direita são nossos "servos" jamais nossos "amos"...

Tenho a certeza que apenas a inteligência, o bom senso, o carácter, o espírito de missão e de sacrifício podem ajudar a "elevar" a imagem e a "melhorar" o desempenho de governantes, autarcas, dirigentes e políticos , servindo assim, por consequência, o interesse último da sua função, o povo, a sociedade, o eleitor, o Estado, o regime ou a Pátria, qualquer que seja o prisma pelo qual se queira avaliar ou julgar esta questão.


É lírico, eu sei, mas se não temos, cada um de nós, uma utopia, qualquer que seja, o que é que fazemos "aqui"? 

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Pelos valores da democracia e da liberdade!

 

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Em sequência da votação, na Assembleia da República, relativamente a projectos sobre Casamento entre pessoas do mesmo sexo, voltou a ser discutida a questão da Liberdade e Disciplina de Voto.

 

A Disciplina de Voto, tendo em conta o sistema que vigora, não me causa confusão alguma. Os Deputados não se podem esquecer que são eleitos numa lista. São eleitos numa lista de um Partido. São eleitos tendo por trás um Programa Eleitoral. E, ou concordam com ele ou não integram as listas. Em casos limite podm sempre pedir suspensão de mandato. Para isso é que existem suplentes.

 

Ainda no limite, só poderão colocar em causa a Disciplina de Voto imposta por questões de defesa do Distrito pelo qual foram eleitos. Mas até aí so faz sentido se for feito em grupo, ou seja, todos os deputados, do mesmo partido, eleitos nesse Distrito.

 

Os partidos actualmente não se limitam a dar suporte de candidatura aquando das eleições.

 

Por isto é que gostava de ver os arautos da Liberdade de Voto  defenderem (e implementar) a eleição uninominal.

 

E aí os Deputados já poderiam dizer que representam x votantes. E que esses votaram naquilo que ele representa.

 

Haverá coragem?

 

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Finalmente!

 

Já é oficial.

 

34 anos depois do 25 de Abril, o Estado Português, pela boca da Srª Ministra da Educação (?) afirma com clareza e frontalidade aquele que é um princípio basilar da política de educação deste governo: passar, depreende-se com aproveitamento (??), todos os alunos do 9º ano.

 

Um Estado não é ideologicamente neutro, nem é suposto ser. Um Estado democrático, como Portugal se orgulha de ser, defende e muito bem um conjunto de valores que nós, enquanto Comunidade, defendemos.

 

A Liberdade, a Igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos das minorias são alguns desses valores que nos distinguem doutros países, como por exemplo a Venezuela.

 

Esta meta, esta ambição, este desígnio de passar todos os alunos, é algo de perturbador, mas sobretudo de muito errado.

 

A pessoa humana, que deveria ser o alfa e o ómega de toda e qualquer política, é secundarizada por motivos de mera ordem estatística. A explicação da Srª Ministra chega a raiar o absurdo, defendendo-se com a necessidade de imitar o que é feito nalguns países europeus.

 

Se não fosse trágico até seria cómico.

 

Esta política retira da equação educativa valores como o estudo, o mérito, o sacrifício e o trabalho.

 

Pressiona-se, de forma injusta e unaceitavel, os professores, baixando assim os critérios de avaliação, tudo em nome da sacrossanta (cruz credo) Igualdade.

 

A História da Humanidade tem-nos mostrado que a procura utópica da Igualdade não tem dado os melhores resultados...

 

Este novo Graal, esta demanda da Igualdade não vem mais do que perpetuar velhas e bem conhecidas desigualdades.

 

Esta deriva facilitista, a curto-prazo, será muito boa para todos, toda a gente contente, pais, alunos, professores. Ao chegar aquela altura na vida em que as avaliações, mais do necessárias são uma obrigação, então como vai ser?

 

Aí, são aqueles com melhor ambiente familiar, com famílias com melhores condições económicas que se vão destacar. São estes que têm as vantagens comparativas. Todas!

 

Esta política educativa vai levar ao aumento da exclusão e da mobilidade social.

 

Uma das grande mais valias da Democracia é a sua capacidade de regeneração, é a sua capacidade de gerar mobilidade social. Uma sociedade que não respira é uma sociedade fechada e imobilista.

 

O Estado deve promover, isto sim, uma efectiva política de Igualdade de oportunidades, uma política que potencie aquilo que de melhor nós temos a oferecer à sociedade,  A Escola, e em especial, a Escola Pública, deve garantir que todos partam da mesma base e que o que conte sejam as capacidades de cada um e não a sua origem social.

 

Cada Ser Humano é um fenómeno único na História da humanidade. Somos todos diferentes, com diferentes capacidades e com diferentes ambições. A Escola deve(ria) servir para que cada um seja tudo aquilo que tenha capacidade e motivação para ser. Com esforço, trabalho e recompensando o mérito, então já temos as bases de um sistema educativo.

 

A Liberdade, a individual e a de todos nós enquanto partes integrantes de uma Comunidade, não pode ser diminuida nem cerceada de uma forma tão leviana.

 

Hoje começamos na Educação, amanha acabamos onde?

 

Isto, para uma Democracia, é apenas e somente a sua sobrevivência.

 

nota: Agradeço ao Rodrigo e ao Pedro o convite para escrever no Câmara. Espero que não se arrependam :)

 

 

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Onde o Público 20 milhões de Euros a ficarem "nos bolsos do Estado",o DN vê "Sócrates retira 110 milhões de euros à Galp e gasta 80 milhões de euros em apoios sociais", o Diário Económico vê que "Medidas contra a crise sem efeito no défice", o Destak realça que " 170 milhões de euros ficam nos bolsos dos contribuintes", o Meia Hora destaca "Governo, Socialistas e oposição, todos de acordo, estamos em crise"....

Curiosa a escolha do angulo de cada jornal à mesma "noticia", salutar a "biodiversidade", acho bizarro é o discurso do PPD que o PS "controla" a comunicação social...qual?

O SOL?O Expresso?A SIC?O Público?Pois, parece que não....

Será a TVI por causa do Pina Moura?Bem, se alguém "faz sangue" com o Governo é a TVI e as entrevistas da Constança Cunha e Sá...por favor, ninguém dá empurrões ao Governo na TVI de certeza...

É o Correio da Manha, o JN ou o DN?Não se nota particularmente, apesar de eu ser leitor diário do DN...será por isso?

Ah, lá está, é a RTP....mas todos os Governos até agora conviveram com as acusações sobre a "manipulação" exercida pelo Governo sobre a RTP, qualquer que fosse a cor partidária!Lembro-me até do PS ter acusado o PPD do mesmo e de eu ter discordado, na nossa democracia recorre-se a demasiados chavões, métodos antiquados, velhas manhas, processos gastos, lengalengas que cansam os portugueses e enfraquecem a democracia!

Mas voltando ao tema, então qual é mesmo a Comunicação Social que a hidra socialista alegadamente manipula?Lá está....

Por falar nisso, reparei que o SOL deu destaque a declarações de Luis Felipe Menezes afirmando que é "irresponsável parar com os grandes investimentos públicos"....deve mesmo ter sido a pedido do Primeiro Ministro este destaque não?Pois é... 

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Um vídeo filmado por um guarda prisional de uma cadeia de Harare mostra um caso de fraude eleitoral nas eleições presidenciais no Zimbabwe.

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Caro Pedro,

 

Leio com agrado, no seu post:

 

«No encontro estiveram presentes o Partido da Terra (MPT), o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP-MRPP), o Partido Democrático do Atlântico (PDA), o Partido Humanista (PH), o Partido da Nova Democracia (PND), o Partido Nacional Renovador (PNR), o Partido Operário de Unidade Socialista (POUS) o e Partido Popular Monárquico (PPM).»

 

A união de esforços entre estas forças políticas significa que reconhecem a existência umas das outras no cenário político legal português?

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Rui Calafate, meu colega de profissão, no blog da empresa onde trabalha coloca o dedo na ferida.

É, de facto, um dos problemas da política, partidária ou de outro âmbito, como o associativo p.ex., os que afirmam o seu apoio a tudo e todos.

Sempre preferi um opositor frontal, que me diga "não te apoio", seja pela própria pessoa, pelas ideias e programa ou pela equipa, do que aqueles que dizem a todos os candidatos que os apoiam. É o instinto de sobrevivência no seu pior estado.

Eu continuo a preferir assumir publicamente os apoios que dou e até quando não os dou.

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João, (por isto e isto)
 
Para além da Madeira ser Portugal, relativamente a Alberto João Jardim há "apenas" um pequenino pormenor que faz toda a diferença.
Um detalhe que muitos tentam fazer esquecer, mas que é a base de tudo. Alberto João Jardim é Presidente do Governo Regional, porque o povo madeirense quer! Porque os madeirenses, há 30 anos, votam nele, sempre em maioria!
E ele sempre foi assim. Ele não engana os eleitores.
Este “pormenor” de ele ser eleito democraticamente, insistentemente, chama-se Democracia!
Sei que para muitos é uma chatice, mas a maioria quer assim!
Ainda nem há um mês, no Esquerda Direita Volver postei isto!
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Gostava que por momentos pensassem numa criança, por exemplo um filho dum vizinho, assumam que o conhecem desde pequenino, a brincar em frente ao prédio e namorar no jardim do lado até à actualidade, adulto, licenciado e com bom emprego.
Desde cedo que o viram fazer birras, amuos, travessuras, sempre conseguindo dos pais aquilo que queria, custasse o que custasse. Podem para o efeito assumir também que seria filho único, provavelmente ajuda.
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Baseando-me apenas no que tem sido escrito neste blog, cheguei à conclusão que há um partido que vive em convulsão interna, sem liderança e sem rumo, ao contrário de outro em que tudo está bem, o consenso é generalizado, a liderança indiscutível, tudo é discutido “entre portas”, ou sejam um verdadeiro “mar de rosas”.
 
Este último governa o país, fazendo tudo bem! E o povo agradece, enquanto os seus dirigentes e militantes aplaudem alinhados, sem fazer chamadas de atenção ao chefe.
 
Por tudo estar bem é que aqui ninguém falará de Manuel Alegre, pois ele acha que está tudo bem!
 
Nem ninguém falará de António José Seguro, que vota sempre seguindo a disciplina partidária e não anda a em tournée (silenciosa) pelas estruturas do partido.
 
E, mesmo sem falar da Câmara de Lisboa, não será recordado Manuel Maria Carrilho, nem a sua intervenção nas recentes jornadas parlamentares do Partido Socialista. Que, provavelmente, não existiram, pois nenhum Ministro respondeu.
 
E por respeito á segunda figura do Estado, o que se passa nas reuniões do Grupo Parlamentar do PS também não deve ser comentado.
 
Aliás, no partido que está no governo, e ao contrário do PSD, ninguém tem a audácia de tomar decisões sem ouvir o líder, nem sequer a ter agenda própria.
 
E o “mar de rosas” é tão contagiante, que nas estruturas locais tudo decorre de forma exemplar, em plena democracia!
Seja a sul ou a norte!
 
Está tudo bem no PS! Só nos outros é que não!
 
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João,

 

no post que coloquei relativamente à entrada do PSD no YouTube, não disse que era algo original nos partidos portugueses. Frisei, aliás, que Menezes estava a implementar mudanças no funcionamento do PSD. E falei de toda a oposição: «Como se outros partidos, nomeadamente o PSD, estivessem preocupados com outros assuntos e não em fazer oposição ao (des)governo socialista.»

 

Considero o teu post complementar ao meu. São mais provas de que a oposição afinal existe, ao contrário do que alguns Comuns tentam transmitir.

 

E porquê esta necessidade, da oposição, em comunicar através de canais no YouTube e no Videos.Sapo?

 

Será por isto? E isto? E isto?

 

Quem tem de pedir desculpa, aos portugueses e à democracia, é o actual (des)governo!

 

 

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Hugo Chavez, esse grande democrata, deu mais um sinal de ponderação e bom senso, proibindo os Simpsons na televisão venezuelana, por serem "má influência".

Mudam-se os tempos, mudam-se os "terriveis amarelos".

O que será que Mário Soares pensa disto?

Mas bem vistas as coisas, as crianças venezuelanas ficam a ganhar.

Em vez de risos com os Simpsons irão passar a sorrir com as beldades de Baywatch!

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Ou o Economist,citado no Câmara Corporativa via Diário de Noticias,anda a soldo da alucinação que alguns apelidam de "maquina temível de propaganda do actual Governo", ou então muitos politicos da oposição à direita do PS falam, falam ,falam, mas não dizem quase nada!

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