21.04.09por Mendo Henriques
A GALP explora-nos com preços proibitivos (gasolina 95 a 1.22), e o relatório Manuel Sebastião que saiu hoje, 21.04, goza connosco; levou seis meses para concluir tipo Ministro da Informação do Iraque: "Não há cartel". Pois não há. O que há é muito pior: é monopólio prático por via das duas únicas refinarias nacionais serem GALP. O resultado deste relatório não é aceitavel. Não serve os interesses básicos dos portugueses. A GALP registou lucros de 1000 milhões de euros. A GALP aproveitou-se da grande crise dos combustiveis para subir os lucros e o Estado, para que se intitule Estado, tem de tomar medidas imediatas.
Não abona a comunicação social não referir como escândalo a Entidade Reguladora levar seis meses para elaborar um estudo que se faz em seis dias.
06.10.08por Paulo Ferreira
Primeiro as suspeitas, agora a confirmação. Os principais operadores no mercado nacional de combustíveis - Galp Energia, BP e Repsol -, a par de outros, concertam mesmo entre si os preços que cobram, depois, aos consumidores finais, em cada uma das suas redes de estações de serviço.
Esta é, pelo menos, uma das conclusões a que o Automóvel Clube Português (ACP) chegou através do estudo realizado, desde Agosto, por consultores internacionais.
Estou sem palavras....para gozar com algo que, parece a muitos e dizem alguns, TODOS SABIAM!


19.09.08por Paulo Ferreira
O Governo pode reforçar a regulação sobre o sector dos combustíveis para vigiar de forma mais eficaz a actuação das petrolíferas, pode mexer na margem de imposto ou, como prefere a esquerda, pode regressar à fixação administrativa de preços.
Ou pode não fazer nada também ou pode em alternativa nacionalizar a GALP!
Para "fazer" não basta "querer", é também preciso "poder", neste domínio quem não assume responsabilidades actuais ou passadas no país pode propor o que a imaginação permitir.
Sendo Portugal um espaço integrado na UE, sendo um modesto actor na economia global, apenas pode fazer o que os outros "deixarem", deixemo-nos portanto de utopias, facilidades e pseudo-radicalismo para "inglês ver e português ouvir" apenas para debitar "soundbytes" e chamar holofotes...
Pessoalmente defendo a descida do ISP, mas não acredito que haja condições para tal antes de 2010, para já, e À IMAGEM dos EUA um reforço da regulação e da eficácia da fiscalização neste sector seria uma boa medida...
É uma medida fashion-liberal?Não.É necessária?Sim.Teóricamente é positiva?Nem por isso. Pragmaticamente necessária no actual contexto?Sem dúvida.
17.09.08por Vítor Manuel Palmilha
16.09.08por Vítor Manuel Palmilha
Aqui fica um desafio!
O Governo teima em deixar as gasolineiras com rédea solta. O petróleo baixou mais de 30% desde abril, os combustíveis entre 6 e 10%.
Se querem realmente uma manifestação a sério, que a façam contra as petrolíferas e contra o facto de Sócrates parecer Guterres, sem coragem para tirar o poder de regulação às empresas do sector. O petróleo está a 90,68 USD, o gasóleo continua igual...
A ver vamos, será a única manifestação à qual irei com muita vontade!
13.08.08por Paulo Ferreira
A CP Longo Curso, responsável pelos comboios Alfa Pendular e Intercidades, bateu um recorde de passageiros no mês de Julho, ao transportar 497 mil clientes (mais 11,1 por cento do que no período homólogo de 2007) e tem tido desde Maio um aumento continuado da procura no serviço de longa distância.
Isto é uma boa noticia para o ambiente não?E para as contas da CP também...
29.07.08por Paulo Ferreira
22.07.08por Paulo Ferreira
As três maiores de cadeias de supermercados britânicos iniciaram uma guerra nos combustíveis, reduzindo os preços até cinco cêntimos de libra por cada litro.
Após meses de agravamento acentuado dos preços, a cadeia Asda anunciou a redução de três cêntimos por libra, para 1,139 libras (1,43 euros), no preço da gasolina comercializado pelos 170 postos de abastecimento que detém. O gasóleo irá baixar para 1,289 libras (1,62 euros) por cada litro.
Por cá o barril cai 11% numa semana e o preço dos combustíveis "nem mexe", portanto, tudo como dantes!A tradição ainda é o que era...
16.07.08por Paulo Ferreira
Aumento das reservas leva petróleo a afundar para os 132 dólares
Ou será que não?Se na semana passada o barril de petróleo ultrapassou os 145 dólares e hoje está já a 132 dólares, são 13 dólares por barril de diferença nos contratos a vencerem daqui a uns meses, dado a GALP reflectir os aumentos "em tempo quase real", que se passa agora com esta descida acentuada?Vertigens?
23.06.08por Paulo Ferreira
Portugueses são os que mais gastam em hotelaria
Tal como a média dos 27 países da União Europeia, as famílias portuguesas gastam cerca de metade do seu rendimento nas despesas com a casa e alimentação. Mas, de acordo com os dados estatísticos da Eurostat, há áreas onde Portugal se destaca pelos elevados gastos: restauração e hotéis. A saúde é outra área onde os portugueses gastam mais que os seus parceiros comunitários.
Na carteira dos portugueses, a comida e as bebidas não alcoólicas representam quase 22 por cento, o mesmo que os transportes, enquanto os gastos com a saúde rondam os seis por cento e com a Educação os dois por cento.
Por outro lado, com roupa e sapatos, os portugueses gastam, em média, perto de sete por cento do orçamento.
Portugal é o segundo país da União Europeia (UE) onde as famílias consomem uma maior parte do seu rendimento com combustíveis para o automóvel, o que as torna ainda mais vulneráveis à recente subida de preços registada nos mercados internacionais de energia.
De acordo com os dados publicados na semana passada pelo gabinete estatístico da União Europeia, Eurostat, os portugueses deixaram, em média, durante o ano de 2005, 5,2 por cento do seu orçamento familiar para abastecer o depósito do automóvel. Este é um valor que fica muito acima da média da União Europeia, que não vai além dos 3,3 por cento. De resto, neste capítulo, os portugueses apenas são superados pelos italianos, que no mesmo ano (2005) reservaram 5,7 por cento do seu rendimento para gastos com gasóleo e gasolina.
O “gasto” das famílias depende do seu rendimento e das prioridades de consumo, julgo eu.
Satisfeitas as necessidades básicas e elementares, sobrando algo, este é investido, sob forma de poupança ou usufruto de bem ou serviço de luxo/não essencial, eu diria, mas não.
Na realidade, na sociedade contemporânea, sacrificam-se bens essenciais para obter bens ou serviços classificados como de luxo ou designados como não essenciais, poupança, nem vê-la, mas obviamente esta depende do rendimento, claro!
O problema é que o rendimento depende, ou deveria depender sempre, da produtividade, e esta anda pelas ruas da amargura....
Então de quem é a culpa? De todos mas em primeira instancia dos partidos políticos que sustentaram a mudança de paradigma sociopolítico que levou ao clima de impunidade e irresponsabilidade e à quase extinção da cultura de mérito (se é que a mesma alguma vez existiu por estas bandas!).
Mas isso é uma outra conversa!
Para mim, actualmente e em termos sectoriais, a culpa é das "chefias/gestores", do sector público ou do privado, muitos são pouco ou mal formados, sem habilidade ou sentido de gestão de equipa por objectivos, na antítese da produtividade, nos antípodas da boa liderança e motivação.
Acresce a este cenário que, aparentemente, além de parecer que as famílias portugueses não afectam os seus recursos da maneira mais eficiente, ainda por cima têm como pesos pesados do seu cabaz de "despesas/gastos" a alimentação e os combustíveis...precisamente aquilo que anda "pela hora da morte", seja a morte mais especulada ou não!
Que fazer? Mudar hábitos e mentalidades? Concordo, mas isso começa cedo e leva muito tempo a reflectir-se, por isso comecemos o quanto antes!
E que fazer além disto? Aumentar o rendimento disponível? Absolutamente de acordo, ainda por cima quando não existem grandes perspectivas de descida de preços substancial, quer nos combustíveis, quer nos produtos que compõem/suportam a base da alimentação.
Como é que se aumenta o rendimento das famílias? Aumentando a produtividade!
Pronto, voltámos ao inicio! E como é que se aumenta a produtividade? Essa discussão é fabulosa....fica para um próximo post.
17.06.08por Paulo Ferreira
12.06.08por Paulo Ferreira
A GALP aumentou hoje o preço da gasolina e do gasóleo em um cêntimo cada.
As taxas de IVA aplicadas nas portagens das pontes sobre o rio Tejo, em Lisboa, em particular na 25 de Abril e na Vasco da Gama, deverão aumentar de cinco para 20 por cento, decidiu hoje o Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias, no Luxemburgo.
Isto é que é comemorar a vitória da selecção nacional de futebol!Isto sim é celebrar o fim do bloqueio ilegal da circulação de mercadorias pelos empresários do ramo dos transportes....
Com amigos destes na Comissão Europeia (foi quem apresentou queixa contra Portugal em 2005) e na GALP....quem é que precisa de inimigos?!
O mesmo tribunal já agora não se importa de ATRIBUIR AOS PRODUTOS/SERVIÇOS RELACIONADOS COM BEBÉS A MESMA ISENÇÃO DE TRIBUTAÇÃO DE IVA QUE FOI ATRIBUÍDA À VENDA DE MATERIAL BÉLICO ENTRE PAÍSES DA UNIÃO EUROPEIA, NÃO?
É que a Europa está a morrer/envelhecer devido à baixa natalidade e não devido a armas europeias matarem cidadãos europeus!!!
É assim tão desprovido de bom senso isentar ou permitir aos produtos/serviços relacionados com bebés, por exemplo, serem tributados com a taxa mais baixa de IVA?
Há algum lobby "geriátrico" a combater um lobby "pediátrico"?
É ridículo....
As armas europeias matam é iraquianos,afegãos,africanos um pouco por todo o continente, estão disponíveis nas melhores boutiques do médio oriente, nos melhores SPA´s da Ásia e ao serviço dos melhores ditadores sul americanos....será que pagaram IVA?

Adenda: Apesar da decisão desfavorável do Tribunal europeu de Justiça, o Governo assumiu hoje que irá manter o valor actual das portagens cobradas nas pontes sobre o rio Tejo, garantiu o Ministério das Finanças....então será o Orçamento de Estado a suportar a diferença?
10.06.08por Paulo Ferreira
Quem estimulou, alimentou, fomentou, pagou até horas extraordinárias para que este bloqueio ilegal se realizasse?Ninguém?Que sindicatos foram coniventes?Que partido politico alimenta estes protestos e até fornece carne para canhão para estes protestos, tal como nas guerras de armadores?
O sangue do camionista que faleceu (por aparentemente ter colocado a própria vida em risco ao tentar impedir a legitima passagem de outros camionistas) deve estar nas mãos de alguns resquícios do nojo fétido que se tem alimentado do "sistema" após o 25 de Abril e que circula por alguns grupos de interesse.
Mais uma vez a culpa morrerá solteira, certo?
A culpa foi do Governo, ou então das empresas petroliferas,ou dos camionistas que queriam trabalhar?Não, não foi.
A culpa foi em primeira instância do próprio, aparentemente, e de quem alimentou os protestos ilegais, bloqueios ilegais, financiamentos ilegais....
Vamos a nomes?Pois, os brandos costumes lusitanos nestas alturas levam-nos a baixar a cabeça ou a olhar para o lado...
Fico à espera para ver a reacção de alguma comunicação social e das declarações de alguns partidos políticos.
10.06.08por Paulo Ferreira