06.08.09por Carlos Manuel Castro
Hugo Chávez anunciou várias medidas económicas para protestar contra a instalação de sete bases norte-americanas na Colômbia e advertiu o Presidente norte-americano Barack Obama de que a presença militar dos Estados Unidos “pode causar uma guerra na América do Sul".
Chávez continua fiel à demagogia e populismo que o caracterizam. E, como sempre, nada como a velha e conhecida lengalenga de indicar os EUA como o império que quer dominar os povos oprimidos. Quando, na verdade, quem condena e oprime as populações, no caso a venezuelana, é o próprio Presidente da República venezuelana com as suas medidas.
Agora, a Colômbia, por acertar entendimentos com os EUA a instalação de sete bases militares no país, lá vem o velho e repetido grito de Caracas acusar o império de atacar e que uma guerra pode eclodir.
Só a hipocrisia de Chávez, e dos seus directos seguidores, da Bolívia e Equador, podem descortinar uma qualquer hipótese de ataque dos EUA.
29.07.09por Carlos Manuel Castro
29.07.09por Carlos Manuel Castro
08.02.09por Carlos Manuel Castro
A entrega do soldado e dos três polícias é o terceiro gesto unilateral das FARC, depois da libertação da ex-candidata à vice-presidência da Colômbia, Clara Rojas, da ex-deputada Consuelo Gonzáles, da ex-candidata à presidência, Ingrid Betancourt, e de outros 18 sequestrados, entre os quais três norte-americanos.
O PCP continua a defender, sem pudor nem peso na consciência, o grupo terrorista colombiano. A edição do Avante desta semana insinua que as FARC libertaram Ingrid Betencourt e outros sequestrados, como os três norte-americanos capturados pela banda. Mentira! Ingrid Betencourt e outros presos foram libertados pelas Forças Armadas colombianas, numa operação que estas assumiram.
Até quando o PCP nos quer fazer de tolos? E até quando nos continuará a mentir? (Publicado no Palavra Aberta)
14.01.09por Carlos Manuel Castro
26.09.08por Carlos Manuel Castro

O Comité Central expressa a sua viva solidariedade aos povos, países e forças da América Latina que resistem corajosamente às manobras de ingerência e desestabilização do imperialismo norte-americano. Denuncia em particular os intentos separatistas na Bolívia alimentados, instigados e financiados a partir do exterior e que visam travar o processo de adopção de uma nova constituição; as ameaças e manobras conspirativas contra a Venezuela e o seu legítimo governo; a reactivação da IV esquadra norte-americana para a América do Sul; a campanha de perseguição do regime fascizante de Álvaro Uribe na Colômbia contra pacifistas, dirigentes políticos – nomeadamente comunistas - e sindicais, cujos objectivos persecutórios e intimidatórios se prolongam para lá das fronteiras da Colômbia. Tais acontecimentos configuram no seu conjunto uma perigosa ofensiva do imperialismo norte-americano contra os processos progressistas em curso na América Latina, que deve ser alvo da mais firme condenação.
Das diversas conclusões que o Comité Central do PCP apurou no último domingo, lê-se, nas entrelinhas, o contínuo apoio às FARC, ainda que não refira de forma explícita. Exemplo disso é a alusão à morte de Raul Reys, resultante do ataque de militares colombianos à base das FARC sedeada no Peru. Não é por acaso que se refere os "objectivos persecutórios e intimidatórios se prolongam para lá das fronteiras da Colômbia".
Pena que com tanta verborreia sobre Uribe, nem uma única letra para condenar o grupo terrorista que apreciam e vive e financia-se do tráfico de droga. Felizmente, as Forças Armadas colombianas têm vindo a cercear a intervenção das FARC.
Se o PCP tem vergonha de referir as FARC, não lhe falta pudor na solidariedade que presta.
10.07.08por Carlos Manuel Castro
Lê-se no editorial do Avante desta semana, a propósito das propostas apresentadas e votadas na semana passada na Assembleia da República, a propósito da libertação de Ingrid Betancourt:
Houve, então, um voto apresentado pelo PCP – no qual o Partido, naturalmente, se congratulou com a liberdade de Ingrid Betancourt; condenou as práticas terroristas do regime proto- fascista de Uribe – e exigiu a libertação de todos os prisioneiros; sublinhou a necessidade imperiosa de uma solução política para o problema e expressou a sua total solidariedade com a luta dos trabalhadores e do povo colombiano pela libertação do seu país.
E houve um voto, apresentado pelo PS, no qual, essencialmente, se glorificava o regime uribiano com a sua prática repressiva.
E houve um debate em torno dos dois votos apresentados. Um debate que, cumpre dizer em nome da verdade, evidenciou a incomensurável hipocrisia dos partidos da política de direita, os quais, mais do que congratular-se com a liberdade de Ingrid Betancourt, preocuparam-se, isso sim, na glorificação do regime fascista de Uribe
O que o editorial não diz são várias omissões e falhas:
1º O PCP nunca se pronunciou, em seis anos, sobre a captura de Ingrid Betancourt por parte das FARC (organização terrorista que sempre defendeu);
2º Não refere nem condena uma única vez os métodos das FARC:
- Captura;
- Extorsão;
- Assassinatos;
- Tráfico de droga, entre outros;
3º Denomina o regime colombiano de fascista, quando o seu Presidente foi eleito democraticamente.
O PCP pode tentar tapar o Sol com a peneira, mas por mais que queira disfarçar as suas posturas e princípios através de difusão de mentiras e insultos gratuitos, o PCP sempre defendeu e nunca criticou o bando terrorista colombiano.
Deste editorial, deve haver apenas uma única verdade expressa:
«O PCP insiste: é mentira, as FARC não vão estar na Festa do Avante!» - mas eles não ouvem.
Dadas as dificuldades que estão a passar na Colômbia, é bem provável que as FARC não estejam este ano na Atalaia, mas já estiveram. Ou isso também é mentira? Haja topete!
04.07.08por Carlos Manuel Castro
Hoje, todos os que nos envolvemos nesta acção (que foram muitos mais do que aqueles que ficaram a constar da lista), sentimos também como nossa a vitória que representa a libertação de Ingrid e penso, perdoem-me a imodéstia, que nos devemos sentir orgulhosos por ter despoletado em Portugal as atenções que depois a comunicação social amplificou, juntando o nosso País a um movimento mundial que nunca deixou morrer o assunto.
Ingrid está viva e livre.
O Luís Tito refere, e muito bem, o que se pôde sentir em Portugal com a libertação de Ingrid Betancourt. Em especial as pessoas que há dois anos, sensivelmente, destacaram, através da blogosfera nacional, o que se passa(va) na Colômbia. Talvez a iniciativa da blogos nacional que até hoje mais impacto teve. Desde então, Ingrid não foi nome estranho. E hoje é-o muito menos, felizmente, por boas razões.
E tudo começou, na altura, com um breve escrito.
04.07.08por Carlos Manuel Castro
o líder parlamentar do BE, Luís Fazenda, salientou que o seu partido repudia "o rapto e sequestro como meios", mas considerou o texto do PS, PSD e CDS-PP "lamentável a vários títulos", afirmando que o presidente da Colômbia desrespeita a democracia, os direitos humanos, "é suspeito de narcotráfico" e "indesejável em qualquer parte do mundo".
Enquanto o BE deve pensar que na Colômbia os campos de coca se destroem com intervenções à la Gualter, por outro lado, e tal como o PCP, o BE tem problemas com a Democracia. Se não sabem, deviam saber que Álvaro Uribe foi eleito democraticamente. E se tivessem um pouco de decência, procuravam saber como morreu o pai do actual Presidente colombiano.
Tendo em conta o argumento do BE e do PCP, a luta contra o terrorismo e o tráfico de droga que o Presidente da Colômbia tem empreendido nem é legítima nem válida. Seguramente os raptos, torturas e tráfico das FARC, que atentam contra o Estado colombiano e os milhões de colombianos são dignos de referência.
Infelizmente, o pudor não abunda nas bancadas mais à esquerda do hemiciclo. E os próprios fazem questão de manifestar isso.
04.07.08por Carlos Manuel Castro
04.07.08por Carlos Manuel Castro
03.07.08por Carlos Manuel Castro
El Ejército de Colombia rescató sanos y salvos a la ex candidata presidencial Ingrid Betancourt, a tres estadounidenses y a once militares secuestrados por las FARC, ha anunciado hoy el ministro de Defensa, Juan Manuel Santos. Después de 2.323 días en cautiverio en la selva colombiana, Betancourt podrá volver a ver a sus familiares y amigos.
Graças a uma operação das Forças Armadas colombianas foram resgatados vários reféns do grupo terrorista colombiano FARC.
Entre os libertados encontra-se Ingrid Betancourt, uma mulher que deu a vida pela Paz e Liberdade da Colômbia na eleição presidencial de 2002, e que os traficantes, na sua tradicional e hedionda postura detiveram. Precisamente quanto Ingrid pretendia dialogar com os terroristas e à postura de diálogo a candidata foi raptada pelas FARC.
Mais do que uma vitória do Presidente Álvaro Uribe, homem que tem sido alvo de muitas críticas por partes dos homólogos populistas da América do Sul, sobretudo pelos sucessos que a sua política de combate às FARC tem alcançado, e da libertação de Ingrid, é a certeza cada vez maior que se tem de que quem há décadas tem tornado a Colômbia um inferno, está a ficar limitado na sua acção, já de si, muito débil, nestes tempos.
A libertação de Ingrid, por parte das FA colombianas, é mais um passo certo em direcção à Libertação da Colômbia do terror que tem vindo a devastar o país.
03.06.08por Carlos Manuel Castro

Miguel Urbano Rodrigues, que esteve várias semanas na selva colombiana com Marulanda (líder das FARC que morreu recentemente), acaba de dizer na SIC/Notícias que as FARC são um grupo vítima do poder do Estado colombiano e diz não compreender porque chamam narcotraficantes ao grupo.
Sobre o tráfico de droga, do qual o grupo depende, nada diz.
Sobre o sequestro de pessoas, em especial políticos, diz que é algo normal, uma vez que muitos ganham acima do que deviam auferir. E não se tratam de raptos, mas prisioneiros de guerra. De estranhar por que não detiveram a política colombiana Piedad Córdoba!
Sobre Ingrid Betancourt, que está em cativeiro há mais de seis anos, nem uma única palavra.
Agora fala sobre a União Soviética, esse paraíso na terra.
Vergonhoso, como se branqueia a realidade e dá espaço a estas pessoas e pensamentos totalitários.
30.05.08por Carlos Manuel Castro
a morte de Marulanda representa mais um duro golpe na direcção das FARC-EP, mas a organização promete não desarmar na defesa da «justiça social, da soberania nacional e da verdadeira democracia».
O PCP, que se diz o defensor dos fracos e oprimidos, é o mesmo partido que sem pudor defende um grupo terrorista que vive da extorsão, sequestros e, sobretudo, tráfico de droga.
É bom não esquecer que as FARC têm em cativeiro há cinco anos e em condições deploráveis a candidata presidencial Ingrid Betancourt, bem como outras tantas centenas de pessoas.
O PCP devia ter vergonha dos amigos que tem e das causas que defende.