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Os filmes considerados de culto conquistam, na sua maioria, esse epíteto graças a um grupo restrito de críticos que tende a dilatar-se, quanto mais confusa é a película em questão. Fenómeno que ocorre por se achar, digo eu, que o nível de inteligência está intimamente associado à capacidade de perceber o mais surreal dos sonhos. Daí que esse grupo, como dizia, se dilate e se componha dos mais arrojados e inteligentes entendidos, que apesar de não terem alcançado a mensagem - se é que ela existe sempre - não querem ficar de fora.

 

Ora eu não me importo de ficar de fora. Fui ver Adam Resurrected. Valeu a fenomenal interpretação de Jeff Goldblum para ter gostado do filme, mas acuso a falta de inteligência para perceber na totalidade o que se passou na película. Dei por mim a rir da minha falta de alcance, sem perceber a fonte ou o objectivo de tamanha loucura. Estou por isso certo de que se tornará um filme de culto as we speak.  Paul Schrader trabalhou nesse sentido, asseguro-vos..

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Não tenho o hábito de calendarizar as minhas idas ao cinema. Vou quando quero, quando me apetece, quando posso, quando me lembro ou quando algo especial me atrai. Fico semanas sem lá pôr os pés e de repente posso ir vezes seguidas. Vou quando sinto necessidade e não por prescrição médica, nem social. Talvez por isso me saiba tão bem e apanhe algumas surpresas.

 

The Curious Case of Benjamin Button é uma dessas taludas que nos saem no grande ecrã. Pelo prisma que nos traz rimo-nos e esquecemo-nos dos conflitos de gerações. O surrealismo com que aborda o envelhecimento lembra-me o quão egoístas e incompreensíveis somos nós na meia idade ao mesmo tempo que me suscita a pergunta se temos e se queremos o direito de morrer velhos.

 

Sem grandes interpretações - também não precisa - o filme vive da originalidade do argumento, da qualidade do screenplay, dos diálogos, da verosimilhança da caracterização e efeitos especiais e da fotografia - basta ver as cores de Cate Blanchett -. Sendo que David Fincher se atreve a receber o primeiro e justo Óscar.

 

P.S:- Já vos disse que já fui atingido por um relâmpago?!

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Tem passado ao lado da nossa Câmara o filme Blindness, adaptação a cinema do Ensaio Sobre a Cegueira de José Saramago, realizado por Fernando Meirelles (Cidade de Deus e O Fiel Jardineiro). Depois de um fraco A Jangada de Pedra de George Sluizer, há muito que esperava que alguém voltasse a ter a coragem de passar a fita outras das geniais obras do nosso Prémio Nóbel. Fernando Meirelles foi o Homem.

 

O cemitério de Hollywood está cheio de realizadores que tentaram adaptar obras literárias a cinema. É sobejamente sabido que é uma receita ingrata e que raramente conduziu ao sucesso. Confesso, contra aquela que tem sido a maior sensibilidade, que gostei muito de Blindness. Quando digo que gostei tenho em contas quer a complexidade da obra, quer a ousadia que Fernando Meirelles demonstrou. Ousou querer, ambicionou ir mais longe e armou-se de muita coragem para fazer um filme que, mesmo não transmitindo as emoções do livro, está muito bem conseguido na mensagem que transmite e sensações que provoca. Para o patamar imortal da genialidade faltou-lhe alguma violência e maior intensidade em alguma cenas, mas aí ficaria um filme para M/18 e não M/16, o que reduziria substancialmente o impacto comercial da fita. Faltou-lhe no fundo um pouco mais de Cidade de Deus!

 

Saramago impôs uma série de restrições ao realizador para aceitar que a sua obra se transformasse em filme. Meirelles seguiu-as escrupulosamente. Personagens sem nome, cenário indefinido e uma impressionante mistura racial que juntou na mesma fita a "ruivíssima" loira Julianne Moore, Mark Ruffalo, Alice Braga, Gael Garcia Bernal, Yusuke Iseya e Danny Glover. Estes são apenas alguns dos pormenores invisíveis que dão maior envergadura ao trabalho do realizador, num filme em que o mais pequeno pormenor não foi deixado ao acaso.

 

Mais que isto, se faço a apologia deste trabalho é muito pela forma como soube reproduzir o livro. Impressionante a concretização do retrato da anarquia através da sujidade e do lixo. A perfeição da progressiva e natural degradação dos valores éticos e morais, que nos envolve como uma teia, quase sem darmos por isso e que conhece o seu auge no constrangedor regresso das mulheres à Ward One. A quebra de todas as máscaras, pruridos e vergonhas transmitida por todos os actores que referi acima, com imensa harmonia, na metáfora da "purificadora" chuva final...

 

Fernando Meirelles

 

Fernando Meirelles foi ambicioso e concretizou essa ambição num excelente filme que, por ter querido ir demasiado longe, não está a ser valorizado como devia. Deixo-lhe a minha admiração. Se no cemitério de Hollywood estão muitos corajosos, na história do cinema não reside um único que não tenha ousado desta forma! Está a meio caminho, mas pelo menos já despertou o benefício da dúvida... Váleu Fernandô!

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Cara Miss Pearls,

 

O senhor Craig pode ter muitas qualificações artísticas, mas para agente de sua Majestade não serve.

Como seguidor fiel da sequela senti-me usurpado com o novo filme.

Além da falta de jeito para o papel, e o guião não ajuda nada, tudo em Craig não transpira Bond, James Bond (nem isto diz!).

Além do novo filme ter ressuscitado o agente da CIA, Felix Leiter (assassinado na última película com Timothy Dalton - "Licença para matar"), a constante desconfiança, quer de M quer de toda a organização para com o agente considerado mais capaz, que ora está ao serviço da coroa como deixa de estar, não tem nenhum sentido.

Dir-se-á: é um novo Bond! Para isso dêem-nos Connery, mesmo mais calvo, mais pesado e com um acento escocês mais carregado!

Por outro lado, este é um filme com mais realismo, bastante político e com questões actuais. A matéria do clima, com a água a ter protagonismo, a referência à América do Sul, com uma referência concreta, a Bolívia, e os golpes militares, não são coisas do acaso, assim como a nova e poderosa organização secreta, que não se sabe ao certo o que é, que dimensão e organização tem (análogo ao terrorismo que actua à escala global nestes tempos). Estes ingredientes reais são aspectos positivos.

Porém, tudo leva a crer que o sr. Craig continuará a desempenhar o papel, pois o Mr. White (o que se pode perspectivar como o novo Blofeld da história - o rosto da referida organização ainda pouco perceptível, se bem que sentida, antes com o vilão do póquer, neste com o francófono desejoso de controlar a água da Bolívia) continua activo e a ligação dos filmes está mais vincada. Quem não viu o novo filme deve, antes, ver o "Casino Royal", para perceber melhor o fio à meada do novo 007.

Podia continuar o rol de lamentos, com a falta de 'carácter' deste novo Bond. Por este andar, qualquer dia resume-se a pura e simples pancada e, ainda por cima, sem Bond girl.

A abordagem do novo Bond está tão alterada que o outrora agente que jamais mataria a frio, agora aniquila por anular e a pancada é receita para preencher vários minutos de ecrã. De vez em quando alguém se recorda que é um filme Bond, talvez por esse motivo surja em "Quantum of solace" uma cena igual à de "Goldfinger", apenas muda o tipo de banho à pele da senhora.

Como calculo que o apreço da Isabel pelo sr. Craig é elevado, resta-me desejar-lhe bom filme. :) 

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Simples, sintético e objectivo.

Assim se pode descrever o novo filme de Oliver Stone acerca de "W."

Sem transformar Bush num monstro, como o radicalismo gosta de pintar, nem num ícone (como conseguiria? só Karl Rove!), a lente do realizador capta o percurso de um homem que se transforma em político, mas cheio de nada. Ou melhor, com algumas luzes do caminho a percorrer, mediante as máximas de Reagan que retém de memória.

Actuando mediante aquilo que pressentia ser melhor, de acordo com o que pensa que Deus quer, e sujeito a grande influência, em especial do seu Vice-Presidente (o diálogo entre Cheney e Powell quanto à intervenção no Iraque é um dos bons exemplos de como o líder da maior potência mundial escolhe mediante a posição de quem o ladeia sem ter qualquer noção do que estava em causa, a não ser preconceitos estereotipados que adquirira de Saddam), as pouco mais de duas horas dão-nos uma boa descrição da vida do atribulado Bush. Um percurso tão atribulado que chega à Casa Branca, quando o seu pai considerava que o outro filho, Jeb, seria o seu sucessor.

Uma ficção bastante real. Tão real que, felizmente, está à beira de terminar. 

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Para os costumeiros derrotistas, profetas da desgraça, segue a informação de mais um prémio no campo da produção cultural portuguesa, que arrebata além fronteiras distintas considerações, como foi agora o caso de mais um prémio, neste caso o FIPRESCI, atribuído no Festival Internacional de Cinema a decorrer em Viena, à película do realizador Miguel Gomes, com o filme "Aquele Querido Mês de Agosto".

O que é português é bom! Facto consumado.

A cultura não se desenvolve por decreto, mas pode e deve ser apoiada na medida da potenciação e afirmação de um povo, de um país, de uma região. Felizmente que hoje somos um país com menores assimetrias, mais preparado para debater, discutir e olhar o mundo e a sociedade em nosso redor, com liberdade para criar, mercê das conquistas de Abril.

Devemo-lo a um punhado de heróicos homens, entre eles Bicho Beatriz, capitão de Abril, que morreu ontem aos 67 anos, a quem presto o meu reconhecimento e o meu profundo agradecimento.

 

 

 

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O novo filme de Woody Allen vem confirmar a sua excelente fase, afirmando-se como continuador da trilogia Cassandra Dreams, Scoop e Match Point, os três últimos filmes do realizador. No entanto, esta nova longa metragem, distingue-se pela sua genialidade. Para o ajudar neste trabalho, contou com uma equipa de actores de luxo, onde figuram nomes como Javier Bardem, Penólope Cruz, Scarlett Johansson, Patricia Clarkson, Kevin Dunn, Lluís Homar e Rebecca Hall. O desempenho dos mesmos é brilhante, sendo necessário realçar o excelente momento de Penólope Cruz, que só pode ser comparado à sua prestação em Volver.

Qualquer gesto artístico que vise descrever, falar, ou simplesmente cantar uma cidade na qual não vivemos, é por si só complicado, quando a mesma se separa da nossa terra natal por um oceano físico e cultural imenso, o desafio pode tornar-se impossível. Acontece que Woody Allen não só ultrapassou facilmente este desafio, como foi mais longe na sua análise, ficcionando a viagem e estadia de duas mulheres americanas, tão distintas no aspecto físico como interior, em terras catalãs. O realizador traz-nos uma visão de uma Barcelona artística, boémia e completamente entregue aos prazeres da vida, trata-se de uma cidade desenhada com cenários de Gaudi e Miró, com passagens pelo o Parc Guël, La Pedrera e pela Sagrada Família. Todas as cenas são regadas a vinho, momentos descomprometidos e romances informais – Barcelona parece mais bela aos olhos de Woody Allen.

O noivado, o casamento, o adultério, a poligamia, a loucura e a arte, não são temáticas novas no cinema de Woody Allen, podemos encontrá-las em vários filmes, principalmente nos mais antigos. Desta forma, quem gosta do cinema de Woody Allen, vê em Vicky Cristina Barcelona um regresso às origens, com uma diferença – Barcelona parece-nos ainda mais bela e romântica do que a Nova Iorque de Annie Hall. A tragédia ao ritmo catalão tem um trago a doce, efémero e aventureiro, não há dor que abafe a vida latina e descomprometida com a paixão e os compromissos sociais. O génio do realizador revela-se naquele que é o maior dos hinos cinematográficos a Barcelona, a cidade que é vista de fora para dentro, ao ritmo do flamengo, sobre os olhos de um americano, que nos leva uma simples conclusão: ainda mais provável do que nos apaixonarmos por Barcelona, é apaixonarmo-nos em Barcelona.

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"Quem queira ver um bom e bonito filme, vá ao cinema, ver o Mamma Mia. (...) Pierce Brosnan também faz sorrir, por ter aceite passar de 007 para este filme cheio de candura, pleno de sentimento e sem qualquer violência. E que bem faz ouvir as músicas dos Abba. Quando o filme acabou, desatou tudo a bater palmas na sala do Cinema Londres."

 

Pedro Santana Lopes, multifacetado, mostra-nos no seu blog que a vida não é só feita de mandatos desastrosos, de trapalhadas e de guerrilha política constante.

Com a Kapital em declínio, Manuela Ferreira Leite a dar o dito por não dito, e os Lisboetas recordados do que foi o Santanismo em Lisboa, palpita-me que como sobrevivente que é, vai acabar por ir a eleições para substituir Mário Augusto ou Paulo Filipe Monteiro na qualidade de críticos de cinema...para bem de Lisboa. 

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                           Morreu o actor norte-americano Paulo Newman aos 83 anos

 

Desaparece uma das grandes e incontornáveis referências da 7ª Arte.

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Está quase a chegar a várias cidades do país a "9ª festa do cinema francês". Em Lisboa o S. Jorge, a Cinemateca e o Instituto Franco-Português exibem vários filmes de 2 a 12 de Outubro. As cidades de Coimbra, Almada, Porto e Faro também estão incluídas no programa.

Um destaque para o "Les femmes de l'ombre" de Jean Paule Salomé, que se estreia no S. Jorge nos dias 2 e 4 de Outubro. A segunda guerra mundial, a resistência antinazi e a coragem de cinco mulheres em película. Imperdível.

Como nem só de cinema vive o cinema, para além das 36 longas-metragens, que serão exibidas pela primeira vez em Portugal, há ainda concertos, espectáculos e outras actividades. Um hino à cultural francófona, na época da imperial ditadura anglo-saxónica.

Alguém está interessado em ir ao S. Jorge ver a Sophie Marceau?

  

Trailler do filme

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Britney Spears será assassina lésbica em novo filme de Tarantino

 

 

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Vou mais longe na crítica ao filme de Batman que estreou na passada quinta-feira do que o João.

Há um conjunto de factos que não batem certo neste Batman de Christopher Nolan.

Primeiro, a cidade de Gotham. A influência do universo criado por Tim Burton é marcante, mas já nas antigas séries de Batman, e mesmo nos desenhos animados, não me recordo de uma Gotham solarenga, com prédios modernos, como este filme mostra.

Segundo, a visita de Batman a Hong-Kong. O universo do herói morcego é num mundo ficcionado.

Terceiro, o mordomo Alfred (interpretado por Michael Caine) trata o herói por Master Wayne, em vez de, como é usual, Master Bruce. Desde quando se trata um "menino" pelo apelido e não pelo nome?

Quarto, Bruce Wayne sempre foi uma personagem discreta. Neste filme surge como um exibicionista com mulheres.  

Quinto, de certo modo há a chamada de um outro vilão na parte final da película: o duas faces. Não encaixa muito bem com a personagem que Harvey Dent interpretou.

O rol poderia continuar, mas vale a pena concluir este breve escrito com a grande atracção, o entretanto desaparecido Heath Ledger. Este Joker fica bastante aquém do magnificamente interpretado por Jack Nicholson. Não se entende a sua caracterização (quando há outras muito bem conseguidas, como a final de Aaron Eckart), sempre 'desbotado'. Ledger nem chega a ser sombra da diversidade de Nicholson interpretou enquanto Joker. 

Em termos dos preceitos morais que o filme pretende transmitir, há partes bem conseguidas, como a dos barcos e a conversa que Batman e Joker travam sobre o sucedido e as palavras finais do Comissário Gordon para o filho, acerca do papel que Batman desempenha na sociedade de Gotham.    

 

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