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Os acontecimentos dos últimos dias têm acicatado em mim o sentimento de que há uma excessiva permissividade judicial em relação ao Partido Comunista Português (PCP), à forma como vive e se organiza.

A manipulação da CGTP-IN, que é evidente, os discursos que por vezes têm e a forma como amiúde desenvolvem práticas no mínimo antidemocráticas, colidem com muitos dos princípios que a Nossa Lei Fundamental consagra. É normal que hoje em dia, a céu aberto e perante os ouvidos de todos, se saúdem regimes como o norte coreano e o cubano? É normal que assistamos a situações como a de ontem e que os responsáveis políticos assobiem para o lado? A nossa sociedade já exige que os partidos respeitem a liberdade de pensamento. É de monta que a CGTP e o PCP, pela voz dos seus secretários gerais, não condenem prontamente o que se verificou.

Viver em democracia tem ditames mínimos. Ou o PCP sabe conviver com eles, ou o PCP não sabe, e se não sabe, citando novamente Ricardo Araújo Pereira, "Quem gosta de liberdade festeja o 25 de Abril, quem não gosta faz aquela viagem ao Brasil que andava há tanto tempo para fazer.". Por paradoxal que possa parecer.

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Os insultos e as agressões são indesculpáveis.

 

A escolha de Vital Moreira - um ex-comunista e candidato em campanha para as eleições europeias para representar o PS na manifestação da CGTP foi uma provocação e um oportunismo primário.

 

Para quem pensou que a cena teria a mesma consequência das agressões a Mário Soares na Marinha Grande, desengane-se. Tinha de ser mais tarde...

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O secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, afirmou que a manifestação de hoje deve ser a maior de sempre "deste tipo" realizada em Lisboa. "Estão mais de 200 mil trabalhadores e trabalhadoras. Dezenas e dezenas de milhar que lutam pelas empresas e pelo emprego", disse o secretário-geral da CGTP, já nos Restauradores.

"Os dados que temos apontam para que seja a maior manifestação deste tipo que tivemos em Lisboa", afirmou Carvalho da Silva, no momento em que a cabeça da manifestação chegava aos Restauradores. No palco montado no local, ouvia-se que "a Avenida da Liberdade não vai chegar para todos os trabalhadores".


Não entendo tanto zurzir em volta de 200 mil possíveis manifestantes, quando todos sabemos que a actual crise que afecta todas as nações é por baixo, a pior desde a grande recessão. Outras formas e meios de confronto social surgiram em todos os cantos do planeta, com cidades paradas, universidades fechadas e a população nas ruas. Vá-se lá perceber se em outros pontos do mundo também coube a organização à CGTP e a responsabilidade dos protestos ao PS?

Não faltarão por certo "especialistas" na matéria a apregoar a este Governo as responsabilidades internas e internacionais.

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O post foi publicado por Miguel Abrantes no Câmara Corporativa

 

“O ramo da CGTP para os funcionários públicos fez tudo para se opor ao aumento, estabelecido para 2009, de 2,9 por cento nos vencimentos. A Frente Comum não cedeu um milímetro à reivindicação de um aumento de 5,9 por cento. Sabe-se agora que os próprios funcionários da CGTP vão ter de se contentar com acréscimos de vencimentos que não excedem três por cento.

Ter ou não ter de gerir orçamentos, eis a diferença (entre a Ana Avoila da CGTP e a Ana Avoila da Frente Comum).

 

PS — Terão os funcionários da CGTP um sindicato que defenda os seus interesses?”

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"Há brincadeiras que, pura e simplesmente, não são admissíveis. Os professores não estão nas aulas para brincar e os alunos também não podem estar", afirmou Mário Nogueira.

 

Depois de gozar, humilhar e escarnecer de todo o sistema educativo, do ministério e de todos os responsáveis, depois de insultar e promover o desrespeito por parte de alunos e professores, depois de incentivar e ser conivente com "dispensas de aulas para realização de trabalhos de campo na cadeira de acção directa ou anarquia aplicada", depois de demonstrar a todo o País que não é o melhor acordo que pretende para os professores mas a guerra pura e simples sem qualquer avaliação que seja, excepto a mais estúpida versão da auto-avaliação, Mário Nogueira não tem moral para fazer estas declarações....sem laranjas ou ovos na mão!

Todo e qualquer professor, a sério, dos que trabalham mesmo, preparam e dão aulas, saltam de reunião para aula e de volta para reunião em vez de cirandar em pseudo-encontros e férias administrativas nas falanges dos sindicatos sustentadas pelo erário público, tem ainda autoridade para fazer estas declarações.O Mário...não!

Estes professores têm a moral, têm a sua quota de razão, merecem aliás mais respeito e dignidade, merecem até muito melhor representação, agora o Mário....nem pensar!

Realmente há brincadeiras que pura e simplesmente não são MESMO admissíveis!

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Primeiro foi o líder da Pró-Ordem dos professores, Filipe do Paulo, que apelou ontem ao diálogo com o Ministério da Educação e criticou o radicalismo da Fenprof. Posição seguida depois por Eleonora Bettencourt, do sindicato dos Professores do Pré-Escolar e Ensino Básico, ao defender a aplicação deste modelo de avaliação, depois de ainda mais simplificado, e acusar a Fenprof e a FNE de terem transformado a luta contra este modelo numa questão política. O porta voz da Plataforma nega a divisão do movimento sindical, mas a manifestação de disponibilidade para negociar do secretário de Estado começa a surtir efeito..

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E se de repente o "passado", Carvalho da Silva, se candidatasse a uma Câmara Municipal Municipal famosa por uma coligação de esquerdas puras e imaculadas?

Claro, para isto teria de fazer finalmente a vontade ao Comité Central do PCP e colocar a CGTP nas mãos de um operacional bem mais duro e persistente, ou se preferirmos, menos sensato, mais obtuso e cumpridor das orientações da Soeiro Pereira Gomes.

Mas isso implicaria uma mudança antecipada no mandato de Carvalho da Silva, reeleito em Fevereiro deste ano...como é que se trataria desta troca?

Lembra-me um anúncio já antigo...

 

 

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Manual de Guerrilha e o Público mente

 

Deixo também o Cartaz da Semana:

 

25 de Novembro - protesto nacional dos professores descentralizado na zona Norte
26 de Novembro - protesto nacional dos professores descentralizado na zona Centro;
27 de Novembro - protesto nacional dos professores descentralizado na zona da Grande Lisboa;estreia nacional de Madagáscar 2, Cidade dos Homens, O Perigo Espreita, O Sorriso das Estrelas e Quatro noites com Anna.
28 de Novembro - protesto nacional dos professores descentralizado na zona Sul

29 de Novembro - Início do XVIII Congresso do PCP comemorando a perda de 1/3 dos militantes com a apresentação destas "Teses".

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«A guerra aberta entre os professores e a ministra da Educação é um manancial de perplexidades e incómodos. Registo alguns dos que me tocam.

1. É normal a ministra da Educação receber o líder da Fenprof, Mário Nogueira, depois de este afirmar que sairia da reunião caso a ministra, nos primeiros cinco minutos de conversa, não dissesse o que ele queria ouvir? Uma ministra, que representa o Estado, deve negociar nestas condições?

2. É normal um Governo desencadear um processo de avaliação sem, pelo menos, acautelar que um número significativo de visados compreende e aceita o modelo proposto?

3. É normal as escolas decidirem e, efectivamente, suspenderem um processo ao qual estão obrigados por lei e pela dependência orgânica do Ministério da Educação?

4. É normal existirem professores que, dentro do espaço da escola, façam autênticos comícios junto dos alunos contra a ministra e o Governo? E é normal que esses e outros professores incentivem alunos a ir a manifestações de rua contra a ministra?

5. É normal que um processo de avaliação seja tão odiado que leve 120 mil professores para a rua? Ou tudo isto não passa de uma explosão dos professores que ainda tem em vista o Estatuto da Carreira Docente que os obriga a muito mais permanência nas escolas, a mais trabalho e a mais dedicação?

6. É normal o Ministério da Educação apresentar um modelo de avaliação tão complexo que, passados uns tempos, necessita (segundo afirma a própria ministra) de um ‘simplex’?

7. É normal os professores verem-se envolvidos numa clara e evidente disputa pela liderança da CGTP, pelo facto de o líder da Fenprof ser o nome que o PCP gostaria de ver à frente da central, para substituir o ‘moderado’ Carvalho da Silva?

8. É normal que o próprio conceito de avaliação tenha de ser discutido pela ministra como se de uma questão política se tratasse, e, ao invés disto, nunca se ver uma discussão séria sobre a qualidade do ensino o qual, de acordo com os indicadores internacionais, é lamentável?

9. É normal nunca termos visto uma classe tão mobilizada como os professores protestar contra a degradação do ensino ou qualquer outro aspecto directamente relacionado com a Educação, mas apenas com as suas próprias condições e retribuições?

10. É normal um Conselho de Ministros discutir como se devem avaliar professores?

Estas 10 perguntas simples têm, a meu ver, todas a mesma resposta: não, não é normal.»-Henrique Monteiro- [Expresso assinantes] - recolhido via Jumento

 

Aproveitando o bom trabalho e a generosidade d' O Jumento deixo um artigo de opinião de Miguel Sousa Tavares que é imprescindível ler.

 

NÃO SE GOVERNAM NEM SE DEIXAM GOVERNAR

 

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Parece que o que os sindicatos da CGTP fazem aos trabalhadores despedidos que não são sindicalizados ( cobrando 18 meses de quotas e 10% das indemnizações?) é normal, agora parece também que havia 81 sindicalistas dos CTT com tolerância de ponto, o que para alguns também era absolutamente normal...eu não acho nada disto normal nem saudável.Nesta matéria concordo totalmente com o Vital Moreira.

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CGTP considera que 1200 empregos anunciados para Santo Tirso podem ser um embuste 

 

Em vez de manifestar regozijo, com a criação de mais emprego, a CGTP indica lamento.

Pelos vistos, o interesse cimeiro de qualquer sindicato: mais e melhor trabalho, no caso da CGTP passa para importância inferior, pois interessa servir interesses político-partidários. 

Não haja dúvidas que o sindicalismo nacional anda pelas ruas da amargura e a CGTP em muito contribui para denegrir o nobre papel do sindicalismo. Além do mais, à CGTP falta moral para acusar seja o que for

Além da má oposição que temos, contamos com um sindicalismo paupérrimo e que, ainda por cima, se desacredita, com as posições que assume.

 

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CGTP enganou operárias.

 

Falam, falam, falam, falam, mas são piores do que aquilo que alegam combater, está mais ao nível daquilo que verdadeiramente servem...

É canalha manipular assim gente nesta situação, é sujo e ignóbil, merece de todos a mais veemente reprovação.

 

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As confederações patronais e a UGT chegaram, ao fim da manhã, a acordo com o Governo sobre as alterações ao Código do Trabalho.
A CGTP abandonou a reunião, em que está também a participar o primeiro-ministro, pouco depois do seu início, demarcando-se do compromisso que os restantes parceiros vão estabelecer com o Executivo.

 

OCDE elogia proposta do Governo sobre Código do Trabalho
 

Como seria de esperar o PCP é quem mais ordena e a conjuntura é de guerra contra o PS, custe o que custar...há gente que percepciona a liberdade e a democracia assim!

A tradição ainda é que o era...o que não era tradicional eram estes elogios da OCDE, sinal dos tempos se calhar!

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Fonte do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local disse à Lusa que no local se encontram cerca de "150 pessoas organizadas" para o protesto que vaiaram o primeiro ministro à chegada ao local das comemorações do 10 de Junho.
 

Um jornalista da SIC (insuspeito presumo....) disse na SIC Noticias que após o final das comemorações oficiais do 10 de Junho, centenas de pessoas acompanharam a saída do primeiro-ministro, largas dezenas o foram cumprimentar e mesmo, de acordo com o jornalista da cadeia televisiva de Pinto Balsemão, "encher de beijinhos"!!!

 

O povo português é bipolar?Ou será que uns "estão organizados" e outros apenas em salutar passeio aproveitando o sol deste feriado? 

 

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Mais uma vez o povo saiu à rua.

 

Mais uma vez Sócrates e o PS foram contestados.

 

Mais uma vez Alegre falou mal de Sócrates e Companhia.

 

Mais uma vez o País ficou sem produzir um dia inteiro... Mais grave, quem queria produzir também não conseguiu.

 

Enfim, a democracia não são só rosas!

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A moção de Portas ao Governo e a enésima contestação da CGTP (quem é que pode dar credibilidade a uma central sindical que faz quase tantos protestos como quem bebe água), de hoje, ficam entaladas num momento de mediatismo futebolístico.

O Campeonato da Europa à porta, e a selecção nacional joga dentro de poucas horas, e o caso do FC Porto, acabam por retirar qualquer protagonismo aos dois factos políticos do dia, que acabam, deste modo, por surgir e esgotar-se hoje em escassas horas. 

 

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