Europa?
Europa?
Emídio Fernando, do Correio Preto, escolheu as 12 mais BELAS frases do último Congresso do PP, ou do CDS, ou do CDS/PP. (riscar o que não interessa)
Num valoroso e meritório oitavo lugar está a expressão "José Sócrates e os seus Jeovás" cuja autoria cabe por inteiro ao meu amigo João Condeixa.
O João, sem dúvida influenciado pela discussão acerca de "Jeová" desenvolvida dias antes no Câmara de Comuns, utilizou esta expressão para designar, presumo, os apoiantes do Primeiro Ministro.Podia ter falado de D José Policarpo e os seus acólitos, Oliveira e Costa e os 40 ladrões, Manuela e a sua irmã gémea que defendeu o TGV e o NAL na OTA, Ferreira Leite e a sua Santanete....Santana, Durão Barroso e a fuga de Al-cântara, Passos Coelho e os salteadores da liderança perdida, O pequeno Ditador do Funchal, A Vendetta de Gaia, A Paixão de Pacheco Pereira, a Pupila do Senhor Presidente, enfim podia ter feito uma panóplia de analogias, optou pelo Primeiro Ministro e por "Jeovás".
Fica o registo da criatividade, a minha solidariedade e simpatia por todos os jovens políticos que tentam trazer algum humor ao exercício cinzento da politica partidária e os meus sinceros votos para que um dia tanto o PP como o CDS e até o CDS/PP "encontrem" um rumo estável, uma linha ideologia sólida, digamos por mais do que 6 meses.
Uma pequena provocação para o meu grande amigo João Condeixa que amanhã estará no Congresso do PP, ou do CDS, ou do CDS/PP.
(a partir do 5º minuto fica mais giro....é a parte do Manuel Monteiro)
os meus agradecimentos ao leitor Miguel Silva
...que repete vezes sem conta a ladainha contra a "maioria absoluta de um só partido"?
O problema não é a maioria absoluta, é ser de um só partido!

Mário Nogueira pode chamar canalha ao Primeiro Ministro e à Ministra da Educação, aos microfones duma rádio, que não tem problema nenhum, o Presidente da República pode questionar a Lusa sobre o espaço dado a uma noticia, tudo normal.Nos tempos do Luís Delgado é que a Lusa era boa e imparcial, agora deve andar "manipulada e manietada"!
Neste contexto politico-mediático porque diabo haveria de ser um problema MFL meter os pés pelas mãos com o salário mínimo nacional, desemprego ucraniano e cabo-verdiano, obras públicas e suspensão da democracia?São lapsos (ou não!) que demonstram falta de jeito, de vontade ou empenho, que provam erros passados ou presentes, mas fazer disto um circo também não vejo qualquer necessidade ou justificação.
MFL é um "zombie-politico" (*) e apenas a manifesta falta de qualidade da liderança do CDS/PP impede o PPD/PSD de sofrer uma razia no seu eleitorado mais à direita.
Tivesse o CDS/PP um lider com "aroma liberal e sabor não recauchutado" que certamente cresceria exponencialmente, mas não, Paulo Portas é o seguro de vida do PPD/PSD.
Por enquanto, no futuro, com Pedro Passos Coelho na liderança laranja a chamar a si os "liberais","proto-liberais" e "wanna be liberais" o CDS/PP vai definhar...ainda mais.
Vamos fazer um teste...e se eu chamar canalha ao Mário Nogueira?E se eu chamar canalha ao Mário Nogueira numa rádio em directo?E se eu o fizer enquanto representante de alguma organização ou instituição?
Estaria a ser mal educado, a faltar ao respeito ao senhor Mário Nogueira e à organização ou instituição que o mesmo representa, estaria a conspurcar o nome da organização ou instituição em nome da qual eu próprio estivesse a falar....PRECISAMENTE!
Posto isto, o que dizer da conduta de Mário Nogueira?E da imagem que reflecte sobre a organização, ou organizações, que representa?
(*) Nota - por "zombie-politico" entenda-se alguém que no desempenho ou cumprimento de um cargo ou missão politica ultrapassa a etapa ou patamar a partir da qual já não tem qualquer hipótese ou esperança de alcançar qualquer sucesso ou vitória, por mínima que seja.Quer esteja consciente ou inconsciente dessa mesma realidade.
O CDS não cuida dos seus maiores, nem rega a sua árvore genealógica. Recusou o centrismo de Freitas do Amaral, desautorizou o institucionalismo que Adriano Moreira nem teve tempo para fixar na mira, desprezou o neoliberalismo de Lucas Pires, para - sempre empurrado pelos ventos eleitorais - vir aterrar nas mãos de Manuel Monteiro e Paulo Portas. Este acabaria por escorraçar aquele, em espasmos intestinais onde, vistos os factos de fora, a ideologia não meteu prego nem estopa. Nenhum dos idos é saudoso nessa casa da Família Adams sita no Largo do Caldas.
Monteiro, desabrigado, encetou uma aventura pessoal de contornos difíceis de prever e impossíveis de descrever: após sucessivos desaires (que culminaram nas autárquicas de Lisboa), anunciara recentemente a disponibilidade da sua Nova Democracia para desaparecer, a bem de uma qualquer inovação da direita para 2009, mas a aplicação de duas multas pela Comissão Nacional de Eleições deu-lhe agora o pretexto dourado para reconverter esse horizonte cinzento numa odisseia em technicolor - e, por isso, anunciou, esta semana, que não paga as multas e que o PND está pronto para o martirológio da extinção, mas não pactuará com a infâmia da perseguição que lhe é movida. Como o regime é pachola e esmoler por temperamento, ninguém comentou a proclamação e o PND já se pode ir embora, não na prosa em sépia do rabo entre as pernas a que parecia condenado, mas na grandeza trágica do suicídio de Antero. E assim Monteiro (e mais uns poucos) se poderá libertar do colete de forças que vestiu e disponibilizar-se para a primeira aventura fraccionista que o PSD gerar ou consentir.
Ganho o partido - que se tornou PP, mas parece já ter voltado a responder ao petit nom de CDS - Paulo Portas conseguiu tirar Marcelo Rebelo de Sousa do caminho e chegar ao Governo pela mão de Durão Barroso. Depois, nas circunstâncias que estão na memória de todos, este abalaria para Bruxelas, deixando Santana no lugar. A solução parece ter repugnado a alguns quadros laranjas, que enjeitaram continuar, mas não ao CDS, que - porque só vive para isso - viria a partilhar a derrocada eleitoral do PSD. Portas demite-se, num fragor que seria depois plagiado por Putin e Medvedev. Mas, como o delfim Telmo Correia perdeu o Congresso para um Ribeiro e Castro desarmado, ele volta, sem dar tempo a um nojo convincente, defenestra os democratas-cristãos e, novamente presidente, senta-se no Parlamento (onde, juntamente com a presença de Santana, como líder da bancada laranja, proporcionaria a Sócrates viver alguns dos mais enlevados momentos da sua vida política).
Assim reconquistava o partido o direito a, em cada momento, livremente se escolher no catálogo das ideologias. Tornou-se então populista e liberal-conservador. Tudo, portanto, menos democrata-cristão. O que traz consigo uma perigosa curiosidade. É que o sufoco estratégico do CDS perante o PSD resulta precisamente da justaposição ideológica entre eles. Ambos têm uma componente conservadora, outra liberal, outra populista. O PSD tem a mais alguma - escassa - social-democracia, o CDS tinha a mais alguma democracia-cristã. Ao abdicar dela, o pequeno grupo de amigos que constituem o seu estado-maior renuncia à única e última diferenciação tangível no inevitável cotejo com o PSD. A Conferência Episcopal mete- -se mais em política do que a Igreja gostaria, mas não é nestes "aventureiros" que confia. A Ala Liberal, de António Pires de Lima, fechou as portas por falta de clientes. Os conservadores, no seu remanso aristocrático, execram (mesmo quando a elas se resignam) as arruaças radicais e reformistas. O populismo impera, indisputado. Mas o PSD tem Jardim, Santana e até Menezes: não precisa de lições e não teme tais rivais.
E o CDS lá se vai afunilando, com um discurso triunfal sobre o bom resultado nos Açores (que ignora a Madeira e sobretudo a catástrofe de Lisboa) a justificar mais um assalto de viela escura, que é surpreender qualquer hipotética oposição interna com uma antecipação mais de 4 meses do seu calendário interno (com um pré-aviso de 15 dias), que obriga a apresentar candidaturas até 7 de Novembro e moções de estratégia até 10. Cego, surdo e mudo, o CDS avança aos tropeções por um corredor cada vez mais estreito e mais escuro. Um dia, Paulo Portas recordará melancolicamente o que foi mandar cada vez mais num partido que era cada vez menos.
Este homem anda perdido, já não sabe ao que anda nem ao que vai, alguém que acabe com o sofrimento dele por caridade.

Ou Paulo Portas é parvo ou quer fazer todos os outros de "parvos", como não acredito na primeira opção devo concluir que o Conselho Nacional do CDS/PP está comatoso e aceita alegremente ou passivamente o seu "fim"...
O ainda líder do CDS/PP defendeu em Angra do Heroísmo o julgamento imediato dos delitos em flagrante, a retirada do rendimento social de inserção a quem cometa crimes e o repatriamento de imigrantes que cometam actos ilícitos.
Nada mais populista, nada mais fácil de ser assimilado como positivo por uma população assustada pelo mediatismo e pelo aumento de violência dos crimes,nada mais oportunista.Esta proposta é proferida em conversas de café, de autocarro ou metro, nos locais de trabalho e de estudo, vamos lá castigar estes imigrantes mal comportados!
Se Berlusconi o faz porque é que não o poderemos fazer cá?
Não o podemos fazer porque somos mesmo diferentes, suficientemente tolerantes, honestamente pouco agressivos, placidamente acomodados e sinceramente afectados por uma compaixão latina que equilibra felizmente alguma irascibilidade e vicio de critica e auto-destruição.Penso eu...
Paulo Portas vive a politica, da politica e na politica, como se fosse imperador na Roma Antiga ofertando sacrifícios aos deuses e poupando a vida de gladiadores, escravos e cristãos no Coliseu ao sabor do humor ou conveniência das massas.
Exige-se muito mais a um politico, exige-se imensamente mais a um governante, graças a Deus por isso!
Um partido politico com a importância histórica e o passado do CDS não pode ser enxovalhado por esta pseudo-real politik prêt-à-porter e por discursos self-service que diminuem o partido cada vez mais raiando já o nível da insignificância social e politica!
Que Paulo Portas se mantenha longe do poder por muitos e longos anos...
Adenda: hoje Paulo Portas abre o ano politico com explicações sobre mais esta travessura...o sinal da incrível falta de alternativas é a passividade com que estas coisas são aceites.Dizem-me que é devido à "pequenez" do partido, penso que não, antes pelo contrário, é mesmo devido à falta de escolhas, à desmotivação e ao desencanto.
De acordo com alguma literatura uma "alma penada" seria uma alma de alguém que faleceu mas que ainda não sabe, vagueando portanto pelo mundo perdida e desorientada...a propósito da demissão de Nobre Guedes e de Sampaio Pimentel é esta a melhor definição para Paulo Portas.

Diz-se na gíria que há que ter "veia política" para se andar neste meio. Há que sentir as vontades, perceber as necessidades e construir as soluções.
Parece-me que para um político, além da intuição é necessário trabalhar sobre a realidade, apoiando-se nos dados concretos. E para isso é fundamental fazer o trabalho de casa. Mas quando isso se torna uma obsessão, algo vai mal!
Quando a realidade passa a ser um número passível de ser trabalhado, manipulado ou quando apenas se age sob pressão dos números que nos assustam e preocupam, algo vai mesmo muito mal. É sinal que o político não antevê o problema, nem sente o pulsar do país nem os anseios das pessoas.
O exemplo mais flagrante de cosmética estatística por parte deste governo, reside na educação e tem sido trabalhado até à exaustão. E isso é perigoso.
Mas agora a estatística tomou conta do resto do recado, como se vê no caso da segurança. É ela que passa a ditar as regras, os timmings e a forma de intervenção na sociedade.
Agora que tem uma percentagem, um número para trabalhar, já se sente capaz de adoptar medidas e resoluções que tratem estes números. Mas nada mais que isso: tratar números!
A realidade permanecerá a mesma, vai uma aposta?
Quando alguém lhes falou no risco que era diminuir a admissão de efectivos, não ligaram, agora já se assustam com estes 10%.
Só para refrescar memórias:
Também publicado no Axónios Gastos

São muitos os que nos desejam ver no caminho do desespero. Muitos aqueles que aguardam pelos erros de quem cai na tentação do voto fácil, populista ou garantido.
Mas o partido que tem sido exemplar na Assembleia, que mais produção parlamentar tem, que anda a arrumar a casa, criando estruturas e massa disposta a trabalhar, já confirmou que não está disposto a brincar nem à política, nem com a política.
Como se vê, Carlos, a opção de Ferreira Torres como candidato ao Marco, foi rejeitada pelo CDS-PP!
Ora se a Manuela é o que Menezes,AJJardim e Santana dizem, se Menezes é que a Manuela insinua e Aguiar Branco, Capucho e Morais Sarmento confirmam, Cavaco acha e Rui Rio espalha, se Santana é o que Marcelo, Marques Mendes,Aguiar Branco e Pacheco Pereira dizem e Cavaco propaga, se Pacheco Pereira é o que Santana e Menezes dizem, se Cavaco é o que Pedro Duarte, João Salgueiro e Alberto João Jardim dizem, se Pedro Passos Coelho é o que Mendes Bota diz, se Marques Mendes é o que a Manuela,Santana,Mendes Bota e Menezes dizem, se Manuela e amigos são o que Alberto João Jardim,Santana Lopes, Mendes Bota dizem, se Durão Barroso é o que Santana diz ou Marcelo Rebelo de Sousa é o que Durão Barroso diz....(fiquemos por esta modesta amostra)....acham que podem fazer o quê?Governar?!?Como?Com quem?
Get a life!!!!
Nesta amálgama escapa-se (mais ou menos) Pedro Passos Coelho, não sei se por ter tido a sorte de ter Ângelo Correia a tratar do "assunto" nos corredores ou se por ter realmente uma mentalidade diferente,fica por saber para já...e mais tarde dependerá da agenda 2010 de Rui Rio!
A desvantagem dum Partido Politico sem a mais pequena sombra de cimento ideológico ou programático (em que até o nome é um absoluto equivoco) é a de que a prazo e sem um lider forte fractura-se e parte-se em bocados aglutinados pela atracção magnética dos caciques locais ou pequenos barões regionais!
Acresce ainda a dificuldade de ser um grande Partido viciado em Poder, cria uma tal força gravitacional que se transforma num buraco negro sem a antimatéria duma liderança forte e carismática.
Muito tempo afastado dos centros de decisão é a machadada final, sem a metadona do Poder, vem a ressaca...
Por exemplo, apenas a dimensão reduzida salva o PP de se desintegrar.....isso e a resignação com a falta de alternativas.
Reparem na longa história do PCP e na situação actual do BE...confirma-se.
Quanto ao PS, bem, com uma bicadita do António Vitorino, com uns artigos do António Barreto, as opiniões da Helena Roseta quando filiada, um ou outro comentário do João Soares, passa o Partido muito bem....e recomenda-se.
Quanto ao Manuel Alegre, sem quaisquer complexos afirmo que a agenda dele insuflada nos votos que já não tem lhe distorce a visão ao espelho e retira clarividência na análise da realidade e na projecção das consequências arriscando-se a ser "utilizado" por outros...
Neste "caldo orgânico politico" não tenho a mínima dúvida que existe espaço para a criação e crescimento de novos Partidos, com ou sem "cimento ideológico" mas claramente com fortes e claras fundações programáticas e politicas.
Se apostarem no famoso "Centrão" encontrarão terreno fértil, se apostarem "mais à direita" também, na minha modesta opinião é o PPD e o PP que mais os devem temer...ou absorver!