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Aqui: http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=162306

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Período Pré-Presidenciais:

Cavaco Silva diz que "retórica de ataque" aos mercados é um "erro" (2010-11-09)

Cavaco apoia palavras de Durão sobre mercados | O chefe de Estado considera que o aviso feito por Durão Barroso relativo aos mercados é «muito sensato» e que dirigir aos mercados «palavras de insulto» só resultará em «mais desemprego». (2010-12-27)

Período Pós-dissolução do Parlamento:

Cavaco diz que corte de rating "é exagero muito grande" (2011-04-01)

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O país está boquiaberto com o discurso duro de Cavaco Silva. Acho até que se o senhor tivesse feito uma página do mesmo, no facebook, teria mais "likes" que a sua página pessoal. Ele bem tinha chamado a atenção que a partir de agora seria diferente, mas pelos vistos os incrédulos - aqueles que estiveram, como eu, 5 anos a vê-lo assistir de camarote, de braços cruzados, ao enterro do país - não quiseram acreditar que faria tal coisa. Ou pelo menos não assim tão de repente.

 

Foi vê-lo, num misto de aula de finanças e programa de governo, a enterrar o sorriso a Sócrates ao dizer que o comboiozinho de brinquedo dele iria hipotecar o país. Que não havia guita para lho comprar e que o emprego que ele teima em dizer que irá gerar, se evaporará no segundo a seguir. Que o contribuinte não é uma teta sem fundo e que no seu limite - ao contrário do que os boys todos pensam - mora a morte da economia de um país. Que o flagelo do desemprego deverá ser combatido privilegiando políticas que potenciem as empresas - fascista! berrou o PC -, e com iniciativas que criem emprego ou permitam defender postos de trabalho. Que a mentira - acho que Sócrates nunca teve as orelhas tão quentes - tem os dias contados e que há que tomar as opções correctas - ao que o executivo perguntou em uníssono para si como se faria tal coisa -.

 

De lamentar nesta tarde histórica, só mesmo o facto de não ter acontecido mais cedo e de ter sido guardada, como é apanágio calculista de Cavaco, para o momento político que mais lhe convém e em que a sua liberdade não lhe hipoteca o futuro.

 

Para nota vinte fica a imagem ao sair da sala, daqueles alunos socialistas, cabisbaixos e enraivecidos, que, sem terem levado boas notas para casa encheram as câmaras de televisão com perdigotos insultuosos ou anedóticos. Até Carlos César apelidou de "demasiado cruel" o discurso do PR. Coitado, logo ele!

 

Em suma, foi óptimo. O país precisava deste abanão e se não se importam vou para ali rezar por mais.

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Cavaco Silva dixit:

"Faço um vibrante apelo aos jovens de Portugal: ajudem o vosso País! Façam ouvir a vossa voz. Este é o vosso tempo. Mostrem a todos que é possível viver num País mais justo e mais desenvolvido, com uma cultura cívica e política mais sadia, mais limpa, mais digna. Mostrem às outras gerações que não se acomodam nem se resignam."

 


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"(...) os juros das OT a dez anos fixaram-se em 7,13%, destronando o anterior máximo de 7,1% alcançado a 7 de janeiro."

 

Contrariando as previsões do agora reeleito presidente da República, as taxas de juro das obrigações do tesouro a dez anos continuam a sua escalada imparável. Os mercados, entidades de génese aparentemente divina, não se mostraram sensíveis à suposta estabilidade resultante da reeleição de Cavaco Silva à primeira volta. E esta, hein?

 

Daniel Martins

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No reino das denominadas commodities, a credibilidade ocupa  lugar cimeiro. Bem escasso, de elevada procura, a credibilidade assume por estes dias contornos de extrema importância e contundência. A aparência credível causa admiração, garante respeito e assegura eleições. Os cada vez mais imprescindíveis gurus da comunicação política estão cada vez mais cientes deste facto e granjeiam admiradores (e clientes...) pela capacidade demonstrada a revestir de credibilidade e confiança, perfis que, de outro modo, seriam nefastamente nublados. As próprias medidas de participação cívica ficam a dever grande parte da sua beleza à maquilhagem que a sua automática credibilidade proporciona.

 

Como e quando assumiu tamanha importância? O que significa e qual o escopo do axioma credibilidade na vida política e na actuação da administração pública? Qual a sua dependência? Quais são os seus traços caracterizantes? Quando é apropriado declarar, sem rodeios, que determinada liderança é credível? Qual o seu valor para os cidadãos e para a sociedade civil? Em suma, quais são as manifestações, motivações e implicações da cruzada pela credibilidade dos ditos agentes políticos?

 

Não obstante partilharem bastantes traços comuns, os valores da credibilidade e da aceitabilidade são valores distintos e de percepção pública diferenciada. Para ser aceitável perante a opinião pública, qualquer actor da cena política necessita de um histórico pessoal recheado de eficácia e eficiência. Este histórico, juntamente com a obviamente essencial legitimidade democrática, garante a assunção generalizada de aceitabilidade por parte do eleitorado. A credibilidade – verdadeira garantia de sustentabilidade de uma carreira política de longa duração – emana da referida aceitabilidade, mesclada com uma paleta de qualidades pessoais, de tal forma inatas que apenas podem relevar de um qualquer cocktail cromossomático de origem ainda inexplicável. Entre os referidos atributos, relevam especialmente a capacidade retórica, o carisma, a visão, a eloquência e, no caso português, a aparência professoral de contornos sidonistas.

 

Nos hodiernos tempos, a sociedade é caracterizada pela horizontalidade nas diversas formas de accountability, existindo dois vértices primordiais na criação e manutenção do referido axioma: a preservação da imagem de credibilidade associada à generalidade da classe política e a expansão dos critério e da necessidade de fomento da credibilidade aos vários sectores da sociedade civil, como sejam empresas, instituições ou cidadãos em geral.

 

Passadas que estão as eleições presidenciais, é precisamente no âmbito do referido valor que residem as duas grandes ilações a retirar do acto eleitoral: a classe política nacional está claramente descredibilizada aos olhos da generalidade do povo português, conforme atestam os elevados níveis de abstenção, a elevada votação do verdadeiro candidato anti-sistema, José Manuel Coelho, ou ainda o crescimento exponencial do número de votos em branco; o presidente reeleito sente que perdeu, quiçá inexoravelmente, o capital de credibilidade que durante décadas alimentou a sua professoral imagem junto dos portugueses. O discurso foi de vendeta e não de vitória, típico de quem sente o tapete da confiança dos cidadãos a fugir debaixo dos pés e não de um presidente reeleito por expressiva margem. Doravante, Cavaco não será o mesmo aos olhos do país.

 

Daniel Martins

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Deixe-mo-nos de tretas e olhemos de FRENTE para a imundície que é a fossa séptica pestilenta BPN com a mesma minúcia e detalhe (mas sem invenções ou manipulações, por favor) com que se olhou alguns "casos" recentemente ou como se deverá deveria sempre olhar para qualquer "caso" de "aparente" corrupção.

O Freeport foi o Freeport.Tentaram algo que não pegou.Temos pena.O Face Oculta será o que for.Eu ainda esperei pelo "Apito" e vou "deitando o olho" ao "Furacão" mas a esperança de que alguém dê um pontapé na caixinha da Tia Pandora, confesso, não é muita.Assumo a minha descrença.

Agora, deitarem, descarada e despudoradamente, areia para os olhos dos portugueses sobre a maior fraude desde o Alves dos Reis, fazendo de todos nós "tolinhos", ISSO NÃO!

A imagem Bíblica de fazer passar um camelo por uma agulha pode ser um enorme exagero ou então um erro de tradução do original aramaico ("gamla", camelo; "gamala", corda grossa), mas tentar fazer Cavaco Silva passar por competente e honesto começa a ser mesmo como tentar fazer passar um grande camelo pelo buraco duma agulha bem pequenina....!


 

 

Perguntas  da VISÃO sem resposta


Estas são algumas das questões enviadas a Cavaco Silva, para Belém e para a sua direção de campanha.

- Pode o senhor Presidente da República confirmar que adquiriu a propriedade do atual lote 18 da Urbanização da Coelha (Sesmarias, Albufeira) à empresaConstralmada?
- Essa transação foi feita através de uma permuta de terrenos?
- Por que valores foram avaliados os terrenos que adquiriu, e os que cedeu?
- Recorda-se do ano em que foi feita a escritura pública desta transação?
- Tinha conhecimento que a referida empresa, a Constralmada, era detida pela Opi-92, empresa de que eram acionista o Dr. Fernando Fantasia?
- Quem lhe propôs a permuta?
- Recorda-se do cartório notarial onde foi firmada a escritura pública desta transação?

 

 

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Cavaco é um verdadeiro português: cultiva a simplicidade, a humildade, a discrição relativamente a “assuntos de dinheiro”, fala da terra e dos avós com nostalgia, é pouco dado a viagens e estrangeirices, ampara amigos e família, tem orgulho no que a história escrita lhe diz que a raça fez, enaltece a maneira “especial” dos portugueses fazerem as coisas, é avesso ao conflito e à confrontação de ideias, não fala de futebol nem de política.Essa sua condição de síntese de uma portugalidade em vias de extinção ainda rende votos em determinados escalões etários. Por estas razões, o voto nestas eleições presidenciais é bem mais importante do que aparenta. Votar Cavaco é prolongar a portugalidade que quero superar. Votar Cavaco é reduzir o país à sua condição de periferia, de eterna nostalgia pelo passado e de provincianismo elevado a nacionalismo.As limitações que as condições económicas e sociais têm imposto à afirmação de uma dimensão moral superior do português não devem impedir-nos de exigir a quem nos representa a exemplaridade dessa desejável dimensão moral.Cavaco vive com o remorso de ter cedido à facilidade dos corredores do verdadeiro poder (o financeiro) entre 1996 e 2006. Não pode ignorá-lo e não devemos esquecer. Ainda tenho esperança que a boa moeda expulse a má moeda (a moeda da especulação, dos negócios entre amigos, da rentabilização de capital simbólico e político).

 

João Assunção Ribeiro

(Ad Confessionem)

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via Paula Cabeçadas aqui

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Cavaco Silva descobriu AGORA que está indignado com o desempenho do ex-ministro da Agricultura Jaime Silva?!

Um café populista depois dumas "queijadas de tiros no pé com o BPN" numa "esplanada de campanha"?!

Então mas o que se passou até agora, um lapso de tempo em que Cavaco Silva esteve enclausurado numa arca congeladora, em que nada teve a ver com nada, nada soube, nada fez?

Tirando arrancar vinha e olival ou abater barcos de pesca nos tempos em que o BPN não fazia falta, Cavaco Silva nada mais sabe ou soube da agricultura em Portugal, a "Bela Adormecida" só acordou agora?!  Adormeceu em que parte do filme? Logo após criar o "monstro" de que falou Miguel Cadilhe?

Estes 5 anos de Cavaco Silva Presidente foram um suave prelúdio para uma grande sinfonia do "Devir", os seus 30 anos como politico profissional foram apenas uma série de Novas Oportunidades para Cavaco Silva, agora sim, "explodir" como um   direita que nem conseguiu inventar uma alternativa decente a um candidato de que genuinamente não gostam, apoiam muito contrariados e do qual maldizem pelos corredores!

 

 nesta altura...Jaime Silva era o Ministro da Agricultura!

 

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O candidato Aníbal Cavaco Silva trouxe o tema BPN para a agenda das eleições presidenciais no debate televisivo com o candidato Francisco Lopes.

O candidato Anibal Cavaco Silva fez uma afirmação clara e directa de enorme superioridade ética e moral perante todos os outros seres humanos em geral, candidatos presidenciais em particular.

O candidato presidencial Aníbal Cavaco Silva, como é costume através de interposta pessoa, neste caso o ilustre comentador e professor que lançou a sua candidatura em primeira mão, Marcelo Rebelo de Sousa. "informa" que continuar a falar do BPN é "contribuir" para aumentar a fuga de depositantes do BPN, como aliás ocorreu intensamente desde que o candidato Aníbal Cavaco Silva meteu claramente na mesa este tema.

Ele meteu o assunto na mesa, as coisas deram, como muitas outras vezes, para o "torto" e agora tenta virar o "bico ao prego" e "chantagear" os adversários de forma cínica e hipócrita.

Isto recorda-me que o candidato Aníbal Cavaco Silva tem este dom, o de transformar em pasto para chamas aquilo em que toca.Por exemplo, em 1987, quando disse que na bolsa de valores nacional se vendia "gato por lebre"e provocou o crash do mercado nacional a meio de um momento de euforia.Nada de sensatez ou intervenção cautelosa de forma a evitar danos colaterais ou prejuízos para o País.À bruta, "gato por lebre".Como na ponte 25 de Abril, à "bruta", tal como na manifestação dos "secos e molhados", à "bruta".Ele quer, pode e manda, nunca se engana e raramente tem dúvidas.Ele faz, outros pagam. Ele diz, outros traduzem. Ele pensa, outros executam.

 

 

publicado em estéreo aqui

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O BPN não é "A" razão para não votar no candidato Cavaco Silva. É apenas e tão somente a etiqueta dum baú cheio de mofo, pó e teias de aranha, onde abundam "estórias com ou sem café", "novelas secas e molhadas", "azares e coincidências", "conhecimentos e desconhecimentos" insólitos e inusitados. É muito azar para um Presidente só!

Para quem governou com grande parte da comunicação social nacional ainda "controlada" pelo seu Governo, o ex ministro das finanças "pré FMI em Portugal", o ex-primeiro ministro e actual recandidato a Presidente da República, não conspira nada mal, comunica horrivelmente e explica-se ainda pior. Parece um "Professor" que não gosta de ensinar, apenas de dar lições de moral aos pupilos!

 

 

 

 

Publicado em estéreo aqui nesta chafarica

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As palavras de Cavaco Silva no debate com Manuel Alegre a propósito da alegada incapacidade da gestão CGD para "recuperar" o imenso buraco deixado pelos amigos no BPN são de uma tal atrocidade, são tão grotescas e tão cinicamente hipócritas que apenas uma "espécie de amostra" de república das bananas, onde um Presidente da República se aguentasse no cargo após ser "apanhado" a manipular informação e a conspirar para montar "cabalas" em capas de jornais, o poderia reeleger por convicção ou falta de opção!

Eu gosto de bananas, mas não suporto que me tentem fazer passar por tolinho!

Também por isto,em 2011 ir-me-ei dedicar a alguns temas que normalmente causam "alergias", Guerra Colonial, Descolonização, Camarate e Fundo das Forças Armadas, Bolama e a venda de armas durante o conflito Irão-Iraque.São temas interessantes que merecem, na minha opinião,atenção. Causaram muito sofrimento a muitos portugueses e uma bela fortuna a uns quantos...indivíduos.

Temos de parar com (a mania) o hábito de meter a sujidade para debaixo do tapete.Os se aspira, ou se varre ou se lava, mas debaixo do tapete, durante muito tempo, começa a cheirar mal!

Muito mal cheira esta "estória" mal contada do BPN.Vir agora Cavaco Silva bater no peito e cobrir-se de cinza, clamando aos céus por vingança na defesa do seu bom nome, gritando ao vento que todos deviam nascer duas vezes para serem tão puros e imaculados quanto ele...suscita-me repulsa!Lamento...

Em vez de nascer duas vezes, alguns deveriam era passar uma eternidade no Purgatório para expiar a culpa do estado a que chegamos depois de tanta incompetência, tanto erro e tanto roubo....

  

 

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Marcelo Rebelo de Sousa não acredita que Cavaco Silva dissolva o Governo "a frio".Nem a frio nem a quente se servirá este "Crepe de Fartar de Vilanagem"!

Mesmo com o "trabalho sujo" nos cafés da Avenida de Roma ou nas redacções, se os sinais/indicadores macroeconómicos e de execução orçamental não derraparem mesmo muito...Cavaco não se vai mexer!

Contando com uns poucos sinais positivos que surjam da UE/BCE/OCDE/FMI ou BdP, tendo em conta aquele "miudo irritante" que o afrontou diversas vezes, um tal de Pedro Passos Coelho, hoje o "homem ao leme" do PSD...Cavaco não se vai mexer!

Apoiará apenas um forte movimento duma "coligação" em sede parlamentar  despoletada por "forte contestação social". Apenas e tão somente.

Aposto o "buraco final" do BPN subtraído dos "activos e fluxos de caixa especiais desaparecidos, transitados e comidos" da SLN nisto que digo!(*)

Como sempre,Cavaco Silva está-se "a marimbar" para Portugal e para o PSD, apenas lhe importa o que a "História" dele dirá...apesar de tudo!!!

 

 

(*) - ou seja, se eu perder a aposta ainda  ganho imenso com os muitos milhões "surripados", vai outra "aposta"?

  

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Em rigoroso exclusivo mundial...o outdoor secreto da campanha de Cavaco Silva!

 

 

 

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Acho útil assumir algumas premissas muito simples no que toca ao actual momento politico.A crise domina todas as atenções desde que não jogue a selecção nacional de futebol,  o benfica jogue com outro clube qualquer, o presidente do FCP não tenha uma tirada genial ou alguém queira cortar ruas e estradas ou conceder tolerâncias de ponto.

A este quadro acresce o momento de angústia generalizada transmitida quer pela situação económica, quer pela instabilidade politica.Muitos políticos e comentadores profissionais são peritos em passar sinais de intranquilidade. Animar e motivar provou ser sempre uma tarefa mais difícil, muito mais exigente.

Nesta conjuntura  tão mau como ter de aprovar um Orçamento de Estado é ter que passar por umas eleições presidenciais que nada resolvem, não apaixonam ninguém nem ajudam nada. Calendário a cumprir e dinheiro para gastar, é assim que o cidadão/contribuinte/eleitor vê este sufrágio.

Nenhum candidato desperta grande chama. Nenhum candidato conseguiu estimular multidões e alcançar os corações dos portugueses.

Porquê? Será que o problema reside nos poderes do cargo em disputa, o de Presidente da República?

Talvez, mas não creio que seja a razão mais relevante. O "lugar" tem sido "moldado" por quem o ocupa, imprimindo-lhe um cunho e um estilo pessoal que tem, até agora, dignificado o cargo. Até chegar Cavaco Silva.

Com Cavaco Silva baixou o nível de exigência moral e ética. Diminuiu o patamar mínimo de competências.Foi reduzida a bitola das expectativas para níveis quase residuais.Agora apenas interessa se ele pode ou não derrubar algum Governo, se o faz mesmo e se se continua a servir do PSD ou se remete à esfera das suas competências constitucionalmente definidas.

É pífio. É pouco para o Regime, muito pouco para as necessidades da politica portuguesa. Cavaco Silva mal provoca um esgar de sorriso à direita do PS enquanto provoca arrepios em vários sectores do PSD e do CDS. Enjoa violentamente o eleitorado à esquerda do PS não sendo visto com bons olhos por nenhum sector do PS.

A imagem cinzenta de moral antiga e virtude passada foi substituída por um silêncio comprometido em volta de chagas e furúnculos, de histórias e tramas, esquemas e mentiras.

Diz-se no entanto que vai ganhar com "conforto". O que é que isso diz do estado da Nação ou da relação dos portugueses com a Politica?

 

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A líder anterior do PSD, deposta por alguns da actual direcção, foi recuperada hoje na AR para poder enaltecer a imprescindiblidade do orçamento e vangloriar-se com os avisos que tinha feito antes do próprio partido, que agora lhe dá palco, lhe ter retirado a confiança política. E fê-lo como se nada internamente se tivesse passado. Por sua vez, Sócrates congratulou-se com o facto da sua anterior rival o ter compreendido e elogiou-a, esquecendo todos os ataques e ouvidos de mercador que fizera aos seus conselhos. Como se nunca os dois se tivessem cruzado. E perante todas estas palhaçadas, atestados de burrice passados ao eleitorado, cinismo desenfreado, trocas de galhardetes a que um dia resolveram chamar debates da nação, o Presidente da República, Cavaco Silva, diz-se preocupado com a impaciência dos portugueses. Queria o quê, se esta novela mexicana dura há meses e apenas lhes vão ao bolso?

 

PS - finalmente o orçamento foi aprovado e eu deixo de ouvir especialistas, economistas, politólogos e afins esmiuçarem de uma brincadeira de miúdos mimados um mar de suposições.

 

também publicado na República do Cáustico.

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Ontem, enquanto desesperava no trânsito de volta à Capital sintonizei o rádio na Antena 1. Nesse preciso momento começa uma rubrica intitulada "Portugal dos pequeninos". Grosso modo pretende-se o comentário da actualidade segundo a visão de uma criança anónima.

 

O tema da entrevista à dita criança foi a inevitável crise económica.

 

A conversa inicia com uma resposta negativa categórica à pergunta se já tinha sentido os efeitos da crise no seu dia-a-dia, evoluindo para algumas dissertações algo confusas a respeito do IVA. Devo dizer que a preocupação com o IVA foi uma constante ao longo da entrevista, realidade que este desconhecia. Seguidamente a criança informa os ouvintes que já tinha abordado a questão da pobreza na escola a propósito de um minuto de silêncio contra a pobreza, demonstra grande preocupação com os pobres e mais uma vez com o IVA, aponta o corte nos doces como medida anti-crise e termina com uma pérola: não sabia bem quem eram os responsáveis pela crise mas inclinava-se para Cavaco Silva; algo que deduzo ter ouvido em casa ou na escola.

 

Não deixa de ser curioso que para alguns a responsabilidade pelo agudizar da crise económica nada tenha que ver com o poder executivo mas sim que passe pela figura do Chefe de Estado. Aliás, ainda hoje; passados 13 anos de governação socialista (descontado o pequeno interregno de 2 anos e pouco de governos sociais democratas), se imputam ao PSD culpas no cartório. Curioso mas não surpreendente. Se há coisa que tem marcado a nossa sociedade nas últimas décadas tem sido precisamente a desresponsabilização de alguns agentes políticos, do indivíduo e da sociedade em geral.

 

Mas voltando à questão da figura do Chefe de Estado e à leitura dos seus poderes; sujeita a interpretações, em muitos casos contaminadas de "partidarite". Agora pergunto àqueles que criticam o Presidente da República de pouca intervenção; ainda que aqueles ignorem os alertas que este tem vindo a fazer há algum tempo sobre a situação económica que nos levou a este estado de coisas: então e a responsabilidade do Dr. Jorge Sampaio ao despoletar a crise política que levou José Sócrates ao poder? É de somenos importância? E porque é que este nada fez aquando do pântano enunciado por António Guterres? Não deveria o ex-Presidente da República ter sido mais interventivo publicamente? Mais imperativo na denúncia do status quo utilizando a sua magistratura de influência?

 

A crítica até seria coerente, não fora o hiato presidencial de Jorge Sampaio entre as forças de bloqueio soaristas e a cooperação estratégica cavaquista.

 

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Falemos de cidadãos candidatos ao cargo de Presidente da República neste ano de comemoração do centenário da  República.

O candidato filiado no PCP com apoio oficial deste partido e do Partido "Os Verdes", o candidato não filiado em qualquer partido e sem apoio partidário, o candidato filiado no PS sem apoio oficial partidário e o candidato filiado no PS com apoio oficial do PS e do BE merecem da minha parte o mesmo respeito individual e a mesma consideração democrática.

Por razões óbvias julgo que apenas um destes candidatos tem utilidade concreta e objectiva para o País, gerando uma dúvida razoável no eleitorado ainda indeciso entre esta diversidade que tradicionalmente a "esquerda" proporciona aos eleitores e o bloco monolítico e aquilosante que a "direita" tem para "oferecer" de forma pouco entusiasmada e ainda menos convicta, o ex-ministro das finanças, o ex-primeiro ministro e actual Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

Fazem este ano precisamente trinta Invernos que a Pátria tomou conhecimento público desta figura, em 1980, como Ministro das Finanças e do Plano de Francisco Sá Carneiro. Sobre o seu desempenho em boa parte destas três décadas como politico profissional opinei num artigo de 2008 em que é bem patente a minha opinião manifestamente negativa, quer para o País, quer para a República, para o sistema económico/empresarial, para o sistema bancário e, muito particularmente, para o PSD.

A sua acção, a sua aparente sombra protectora de vários amigos e a sua "magistratura" de opinião e influência causaram a criação de "monstros do défice / função pública", a "queda de um governo",a asfixia de lideranças do PSD instrumentalizando o partido em prol da sua agenda pessoal ou a alegada cobertura da "implantação de noticias a partir de cafés da Avenida de Roma", isto só para citar alguns exemplos e sem discutir mais detalhadamente a história do sector empresarial público e privado em Portugal.

Imaginar Portugal sem o Bloco Central é um esforço extraordinariamente difícil. Imaginar o Portugal que temos hoje sem Cavaco Silva como um dos principais responsáveis e obreiros é um esforço impossível. Para o bem e para o mal.Especialmente para o mal.

Jamais acreditarei que Cavaco Silva seja uma boa escolha para o que quer que seja. No entanto subscrevo o actual Presidente da República no seu artigo sobre a Lei Gresham e a Politica, publicado no Expresso em 2004, que me sugere que ele, Cavaco Silva,  não deve ser reconduzido no exercício de responsabilidades no Palácio de Belém e deveria ser afastado do exercício da sua forte influência na São Caetano à Lapa pelas razões que o próprio enunciou na altura:

 

"Nos anos recentes, muito se tem falado de uma certa degradação da qualidade dos agentes políticos em Portugal, da sua credibilidade, competência e capacidade para conduzir os destinos do país. Independentemente de ser de facto assim, o certo é que há hoje uma forte percepção da parte da opinião pública de que, em geral, a qualidade dos agentes políticos tem vindo a baixar (...)

A ser assim, a lei da economia, conhecida pela lei de Gresham, poderia ser transposta para a vida partidária portuguesa com o seguinte enunciado: os agentes políticos incompetentes afastam os competentes. Segundo a lei de Gresham a má moeda expulsa a boa moeda.(...)

Se nada for feito, é provável que a situação continue a degradar-se e só se inverta quando se tornar claro que o país se aproxima de uma crise grave. Então, algumas elites poderão chegar à conclusão de que está em causa o seu próprio futuro e dos seus familiares e que os custos de alheamento da actividade político-partidária são maiores dos que os custos de participação.
Mesmo assim, haverá que contar com a resistência à mudança dos aparelhos partidários instalados, o que pode levar ao arrastamento da situação.
Do ponto de vista nacional, seria desejável que o país não descesse até ao ponto de crise e que a inversão da tendência ocorresse o mais cedo possível.

Por interesse próprio e também por dever patriótico, cabe às elites profissionais contribuírem para afastar da vida partidária portuguesa a sugestão da lei de Gresham, isto é, contribuírem para que os políticos competentes possam afastar os incompetentes."

 

Artigo de Cavaco Silva no "Expresso", de 27 de Novembro de 2004

 


 

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Nas Europeias alertou-se o partido do Governo para algumas alterações a fazer, nas Legislativas escolheu-se o rumo para o futuro, nas Autárquicas sinalizou-se a cor predominante nesse rumo....para quando uma medida profilática em prol da sanidade politica e preventiva em termos de higiene e saúde politica como...mudar o PR!?!?!

Teremos mesmo de ajudar o senhor Presidente a concluir o seu mandato com dignidade?

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Cavaco continua igual a ele próprio e continua a existir para ele próprio. Autor de um silêncio que durante a campanha foi mais devastador que qualquer ponto ou insinuação do seu discurso de hoje, Cavaco Silva consegue rebentar com o seu PSD no pré-eleições e atacar ou lançar fortes suspeitas sobre o PS no pós-eleições. 

 

É inadmissível que um PR, não falando, influencie fortemente o resultado das eleições, como é igualmente inadmissível que lance suspeitas sobre o PS sem as esclarecer ao milímetro.

 

Devíamos era ter um Presidente da República que não se reservasse ao silêncio e esclarecesse o comportamento deste Presidente da República que ainda agora nos falou!

 

 

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...desde que Francisco Louçã acusou directamente o assessor do Presidente da República Fernando Lima de ter sido o autor da "denúncia" de escutas ou vigilância a funcionários de Cavaco Silva, na ausência de resposta ou desmentido poderemos assumir que quem cala consente?

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Subitamente neste Verão


Por Joaquim Vieira Provedor do leitor

 


O curso habitual da política nacional foi perturbado no transacto 18 de Agosto com a manchete do PÚBLICO: "Presidência suspeita estar a ser vigiada pelo Governo". A notícia, assinada por São José Almeida (S.J.A.), citava um membro não identificado da Casa Civil do Presidente da República [PR] para informar que "o clima psicológico que se vive no Palácio de Belém é de consternação [,] e a dúvida que se instalou foi a de saber se os serviços da Presidência da República [PR] estão sob escuta e se os assessores de Cavaco Silva [C.S.] estão a ser vigiados". Tudo isto para reagir a declarações de dirigentes socialistas criticando a participação de assessores presidenciais na elaboração do programa eleitoral do PSD (participação que, aliás, a fonte de Belém não desmentia).
No dia seguinte, em nova manchete, o PÚBLICO reincidia, alegando que "a origem das suspeitas [da PR] remonta a uma viagem [presidencial] à Madeira, há um ano e meio, na qual um adjunto [do primeiro-ministro - PM] teve comportamentos que levaram colaboradores de C.S. a apertar o circuito da informação para evitar fugas". Segundo a nova notícia, elaborada por S.J.A. e pelo editor Luciano Alvarez (L.A.), esse adjunto de José Sócrates, Rui Paulo Figueiredo (R.P.F.), teria sido incluído na comitiva presidencial "sem nenhuma explicação natural", e os autores descreviam o seu comportamento no arquipélago como o de um penetra que abusivamente "ter-se-á sentado, sem ser convidado, na mesa de outros membros da comitiva, violando as regras protocolares" e até "multiplicado os contactos e as trocas de informação com alguns jornalistas do continente que se deslocaram à Madeira". R.P.F. não foi ouvido para a redacção do texto: o PÚBLICO, dizia a notícia, tentara "sem êxito" contactá-lo de véspera na Presidência do Conselho de Ministros (PCM).
A segunda manchete motivou o envio ao provedor de uma reclamação de R.P.F. com os seguintes tópicos (recomenda-se a leitura da documentação integral do caso no blogue do provedor): "Foi com enorme surpresa e consternação que li esta 'notícia'. (...) Não só pelo seu conteúdo, que reputo de fantasioso e totalmente falso, mas também pelo facto de não ter sido citado o meu desmentido (...), em obediência às mais elementares regras deontológicas de audição e publicação do contraditório. De facto, em tempo, fui abordado pelo jornalista do PÚBLICO Tolentino de Nóbrega [T.N., correspondente no Funchal] sobre este tema (...). Tive oportunidade de negar completamente tudo aquilo com que fui confrontado. E de lhe referir que ele, como testemunha de toda a visita (...), poderia comprovar facilmente o que eu lhe estava a afirmar. Esclareci-o que estive oficialmente na visita e que o meu nome constava no livro oficial da visita elaborado pela PR. E que o motivo da minha presença justificava-se (...) pelo facto de, entre outras funções, acompanhar temas relacionados com as Regiões Autónomas. Aliás, já não era a primeira vez que, nesse âmbito, me deslocava à Região Autónoma da Madeira assessorando membros do Governo da República (...). Estive presente somente nos actos para os quais a minha presença estava prevista no referido programa. (...) Referi-lhe que, ao longo dos seis dias que durou a visita do PR (...), me desloquei nas viaturas que me foram indicadas, me sentei nas mesas que me foram destinadas e com as companhias, das mais diversificadas, que estavam previstas pela organização de cada evento. (...) Não perceb[o] a que se referem quando invocam contactos com jornalistas do Continente. Tive apenas conversas de circunstância com alguns, do Continente e da ilha, enquanto esperávamos que alguns eventos terminassem. Como aconteceu com o próprio T.N. (...). Fiquei igualmente estupefacto com a afirmação de 'que o PÚBLICO tentou, sem êxito, contacta[r-me] na PCM'. Não só porque não tenho indicação nenhuma dessa nova tentativa de contacto como pelo facto de ter sido ignorado o contacto efectuado por T.N. Já não falando no facto de o meu local de trabalho ser S. Bento e não a PCM."
Este caso não só se reveste de enormes implicações, por estar em causa a relação entre dois órgãos de soberania, como suscita diversas questões relacionadas com a prática jornalística, o que levou o provedor a aprofundar a sua investigação muito para lá da queixa do adjunto governamental, abrangendo todo o procedimento do PÚBLICO no processo.
O provedor pôde concluir que o contacto inicial de um membro da PR com o jornal para se queixar da "espionagem" de S. Bento sobre Belém, e até da possibilidade de escutas telefónicas, se deu há cerca de 17 meses, pouco após a visita de C.S. à Madeira. Mas ao longo deste quase ano e meio a mesma fonte não apresentou qualquer indício palpável da existência dessas escutas, pelo que a possibilidade de termos aqui um Watergate luso, como chegou a ser aventado entre as inúmeras reacções que a notícia desencadeou, é no mínimo um insulto a Bob Woodward e Carl Bernstein, os jornalistas que denunciaram o caso original.
Salvo melhor prova, tudo não passa de um indício, sim, mas de paranóia, oriunda do Palácio de Belém. Só que tal manifestação é em si já notícia, porque revela a intenção deliberada de alguém próximo do PR minar a relação institucional (ou a "cooperação estratégica") com o Governo.
 

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Cavaco Silva disse ontem que "espera" que a liberdade de expressão não tenha sido posta em causa no caso do cancelamento do Jornal Nacional de Sexta apresentado por Manuela Moura Guedes.Concordo absolutamente.É raro. Normalmente discordo, quer das suas afirmações dúbias e passíveis de interpretação custom made, quer dos seus silêncios estratégicos em relação, por exemplo, ao Presidente do Governo Regional da Madeira.

 

Tendo em conta a gestão da relação custo/beneficio eleitoral para o PSD, Cavaco Silva esperou para ver como sopravam os ventos e onde caiam os estilhaços do "suponhamos" do seu funcionário em relação a uma suposta vigilância realizada aos assessores, que foi capa do Público, da brincadeira do "diz que não disse mas mandou alguém dizer" de Alexandre Relvas, da manhosa gestão do cancelamento do show de variedades de Manuela Moura Guedes e da patética carta anónima acerca do primo gordo de José Socrates.Sopraram mal os ventos para as flores de estufa do Palácio de Belém, veremos onde acabam os estilhaços...

 

O "suponhamos" do funcionário da Presidência foi de tal forma ridículo que se resumiu a "sensações", as mesmas irresponsavelmente assumidas pela pupila do Sr.. Silva.A estória da pseudo-pressão de há um ano atrás que agora o empresário/politico social democrata Alexandre Relvas tentou mandar para o ar através de um advogado morreu à nascença.A telenovela MMG teve mais um capitulo burlesco em que a influência do PS é comprovadamente nula (apenas tendo a perder com este desfecho!).A carta do primo gordo de JS deve ter sido feita à pressa e sem a assessoria de inspectores da Judiciária (ao contrário da carta anónima de Zeferino Boal resultante dos repastos da Aroeira) pelo que se revelou de eficácia nula.Posto isto, Cavaco Silva falou finalmente mas sem contextualizar devidamente a mensagem que pretendia passar.

 

Eu posso fazer de Pacheco Pereira por breves linhas e enquadrar melhor as palavras do Sr Presidente. O que Anibal Cavaco Silva quis dizer foi "que espera que a liberdade de expressão não tenha sido posta em causa no caso do cancelamento do Jornal Nacional de Sexta apresentado por Manuela Moura Guedes da mesma forma que foi aquando da mordaça que Manuela Ferreira Leite colocou a todos os professores quando era Ministra da Educação e quando Marques Mendes fazia os alinhamentos do Telejornal da RTP com José Eduardo Moniz".

 

Adenda - À luz das declarações de Miguel Pais do Amaral e Paulo Simão poderemos também facilmente concluir que o ambiente dentro da TVI ainda com José Eduardo Moniz e esposa ao volante não seria perfeitamente idilico.Seria por isso que MMG dizia que "era preciso serem muitos estúpidos", referindo-se à administração da Media Capital, para a retirarem do ar?E quando é que poderemos ver então "a tal peça" sobre o Freeport?Estou mesmo ansioso..

 

em estéreo aqui

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"(...) O dr. Cavaco, sobre ser católico (o que ninguém leva a mal), impede-se, por uma estreita visão do mundo, de compreender as novas relações sociais. Ele não descortina os sinais do tempo; e aqueles de que dificultosamente se apercebe, fecha-os no círculo limitadíssimo das suas avaliações. Não se trata de birra; nem, sequer, admito-o, acaso ingenuamente, de um braço-de-ferro com Sócrates e o PS. Com perdão da palavra, o homem é, manifestamente, reaccionário, pouco permeável à fluidez social e tende a recuperar velhas figuras de autoridade. É o pior Presidente da II República."

 

Baptista Bastos, sem espinhas e a escrever aquilo que começa a ser difícil de disfarçar: Cavaco é cada vez menos o Presidente de todos os portugueses, e cada vez mais o líder da facção da naftalina e bafio que tenta sobreviver no PSD.
 

Versão completa aqui.

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Li hoje num cada vez mais delicioso jornal “Público”, mais uma tese rocambolesca inspirada no assessor anónimo da Presidência da República.

 

Antes de mais, quero congratular-me por Portugal estar na vanguarda e no caminho do progresso, logo a seguir aos EUA. Mark Felt fez de Garganta Funda na política, Linda Lovelace foi um ícone da pornografia, com o seu desempenho no filme Garganta Funda.

4 décadas depois também Portugal tem no assessor anónimo de Belém, o seu aspirante a Garganta Funda. Na política, saliente-se de forma clara.

 

Não compreendo esta proficuidade de assessores da Presidência da República a servirem de fontes para a comunicação social.
Terá Cavaco Silva, perdido o controlo da sua assessoria, onde cada um faz o que quer, e são os assessores que marcam o rumo a Cavaco e não o contrário? É grave que a mais alta figura da nação possa estar refém dos mexericos e diabruras dos seus subordinados hierárquicos. E leva-me a questionar se é legítimo alguém que nem a sua assessoria controla, possa pedir um segundo voto de confiança aos portugueses. O Presidente da República, a sua pessoa, a sua figura institucional, e todo seu pessoal, têm que ser um garante da estabilidade do nosso país, e jamais, poderão ser um foco incendiário a pouco mais de um mês de eleições.


Que ajudem a disfarçar o programa eleitoral de Manuela Ferreira Leite, digno de uma lista candidata a uma Associação de Estudantes, em algo mais digno, ainda vá. Agora basearem-se em alucinações e mandarem areia para os olhos dos portugueses, com acusações de vigilância, é obviamente demais.
Eu percebo a intenção, desviar a atenção dos portugueses para a imensa trapalhada que é a lista de deputados do PSD. Ignorar a indignação que causou dentro do aparelho laranja.
A pouco mais de um mês de eleições a sede de poder não se pode dar ao luxo de cometer erros. Há que desviar as atenções. E para isso, há sempre um órgão de informação que se presta a veículo transmissor desta paródia. 

 

O jornal “Público”, na sua edição histórica de hoje, diz “saber” que o crescente mal-estar entre Belém e São Bento “começou a dar lugar à desconfiança de que o Governo de Sócrates estaria a vigiar de forma irregular a Casa Civil do Presidente há cerca de um ano e meio”.

Considero histórica esta edição do Público, porque afinal descobrimos que estávamos todos enganados: o crescente mal-estar entre Belém e São Bento, não coincidiu com a ascensão de Manuela Ferreira Leite como líder do PSD. Nada disso. Isso foi apenas um mero acaso.
Foi tudo motivado porque um assessor do Primeiro-Ministro, sentou-se na mesa de outros membros da comitiva que integrou a viagem de Cavaco Silva à Madeira. Quebrou as regras protocolares. E mais grave, denuncia o Público, “ao mesmo tempo, terá multiplicado os contactos e as trocas de informação com alguns jornalistas do continente que se deslocaram à Madeira”. Um verdadeiro herege, que a avaliar pela reacção do Garganta Funda de Belém, mereceria pena de prisão. A asfixia democrática segundo a óptica da política da verdade.

 

Li também que o nosso colega de blog, Rui Paulo Figueiredo, escreveu “um livro crítico sobre os anos em que o actual Presidente foi primeiro-ministro - Aníbal Cavaco Silva e o PSD (1985-1995)”.
Tenho sérias dúvidas que se tenham dado ao trabalho de ler o que quer que seja. Quando se faz uma Tese de Mestrado, é um livro crítico.
Os livros imparciais sobre Cavaco Silva, segundo o Garganta Funda?
Em primeiro lugar os 2 volumes da “Autobiografia Política”. Depois sem qualquer ordem de preferência, mas cheios de imparcialidade, o “Cumprir a Esperança”, “Construir a Modernidade”, “Ganhar o Futuro”, “Afirmar Portugal no Mundo” e “Manter o Rumo”. Todos analisam o percurso e opinião de Cavaco Silva. E são imparciais. Porquê? Porque são escritos pelo próprio…

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O Semanário e o SOL informaram os portugueses acerca da participação de assessores do Presidente da República na elaboração do programa politico do PSD. O site de campanha do PSD deu eco desta mesma participação. Aguiar Branco desmentiu categoricamente o facto que alegadamente teria sido "vigiado" retirando portanto o objecto de "suposta descoberta" por parte da "alegada vigilância".

Apesar disto uma espécie de  "até parece que", uma variante do "suponhamos", dum funcionário não identificado da Presidência chegou à capa do Público de ontem, que continua hoje a puxar pela história.Comentário de Cavaco Silva, nem vê-lo!

Esta novela ilustra bem o caos e o desespero que reina nos centros de decisão do PSD, a São Caetano à Lapa e o Palácio de Belém. Esta interferência continua e muitas vezes desajeitada na vida politica nacional levará sem dúvida Cavaco Silva a comprometer seriamente a sua reeleição e a deixar uma marca muito negativa na Presidência da República.

George Orwell disse um dia que a História é escrita pelos vencedores, apesar disso pode ser que muitos anos depois se escreva direito por linhas tortas acerca do Cavaquismo e das sua consequências, quer para o País, quer para o próprio PSD.Tantos são os "suponhamos" ou os "até parece que" possiveis de fazer acerca deste período que um dia pode ser que se esclareçam mesmo.

A conclusão a que podemos facilmente chegar é que enquanto uns usam a "Verdade" para enganar e manipular, outros preferem usar a verdade para trabalhar!

Ainda bem que é clara a diferença...

 

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Colaboração entre Belém e Ferreira Leite assumida em site do PSD

 

A sugestão feita por dirigentes socialistas que assessores de Cavaco Silva participam na elaboração do programa eleitoral do PSD, e que motivou em Belém a suspeita de «escutas» feitas pelo Governo, já era assumida no site de campanha do PSD desde 7 de Agosto.

 

A direcção do PSD desmentiu «categoricamente» esta terça-feira que assessores do Presidente da República tenham colaborado na elaboração do programa eleitoral do partido.
A acusação, inicialmente avançada na edição de 7 de Agosto do Semanário e citada pelo site Política de Verdade, do próprio PSD, foi repetida sábado por José Junqueiro e Vitalino Canas em declarações ao Público, e fez membros da Casa Civil do Presidente suspeitar de uma operação de vigilância do Governo a Belém.
«Como é que os dirigentes do PS sabem o que fazem ou não fazem os assessores do Presidente? Será que estão a ser observados, vigiados? Estamos sob escuta ou há alguém na Presidência a passar informações? Será que Belém está sob vigilância?», declarou um membro da Casa Civil ao Público esta terça-feira.

Mas a colaboração entre assessores de Cavaco e a direcção de Manuela Ferreira Leite já era sugerida antes de sábado passado, num artigo do Semanário, de 7 de Agosto, intitulado «Ferreira Leite faz o programa com Catroga e assessores de Belém».
A teoria era aparentemente aceite pelo próprio PSD, que publicou o artigo no site de campanha Política de Verdade, onde as notícias referentes à polémica em torno das listas de Ferreira Leite são omitidas.

O artigo do Semanário dava conta que «Belém está a apoiar com assessores a elaboração do programa do PSD», indicando a existência de reuniões entre os assessores de Cavaco, Manuela Ferreira Leite e Eduardo Catroga.
A acusação seria repetida a 15 de Agosto pelos dirigentes socialistas José Junqueiro e Vitalino Canas.
«Isso não é verdade», declarou ao Público José Pedro Aguiar Branco, o número dois dos sociais-democratas.
«Tanto quanto sei - e creio que sobre este assunto sei tudo -, não há contributo de ninguém da Presidência».
«O programa do PSD foi feito com base nas contribuições do Fórum Portugal de Verdade, com base nos contributos do Instituto Sá Carneiro e do Gabinete de Estudos do PSD, tudo organismos que não têm assessores» de Cavaco, defendeu.
Esta terça-feira, o primeiro-ministro José Sócrates qualificou a suspeita de que a Presidência da República estaria a ser vigiada como um «disparate de Verão».

 

A notícia está no insuspeito Sol online.
 

Afinal parece que a colaboração entre a Presidência e Manuela Ferreira Leite tem acontecido.
 

Ficámos a saber o que significam os “desmentidos categóricos” dos dirigentes do PSD. Nunca a palavra verdade foi tão vilipendiada.
Ficámos a saber que a cada dia que passa, Cavaco Silva é cada vez menos o Presidente de todos os portugueses, para voltar a ser o político que nunca reagiu bem a ter perdido o poder.

Há quem tenha neste país visão estratégica para o futuro.
No lado oposto, há quem tenha uma visão corporativista, de política da terra queimada, de colocar os interesses nacionais em segundo plano, tudo para alcançar o poder. Cada vez tenho mais a convicção que a esquerda em Portugal, tem a responsabilidade moral e ética de apresentar um candidato que faça Cavaco Silva voltar ao seu papel de comentador, sobre boa e má moeda. A avaliar pelo seu mandato, este não é decididamente o Presidente que Portugal precisa.

Ficámos a saber que três décadas depois da restauração da democracia (uma democracia republicana saliente-se), ainda há quem por trás do anonimato, lance pérfidas suspeitas sobre escutas e vigias. Agitam o fantasma da censura e o estado policial, e nada dizem quando alguém quer suspender a democracia durante 6 meses. E pasme-se, têm eco e destaque de primeira página.
 

Ficámos a saber o quanto anseia por poder este PSD. E que não olha a meios para o atingir. Sou da opinião que estas tácticas são demasiado perigosas para a nossa democracia. E não quero imaginar o que seria deste país, caso os portugueses embarcassem num conjunto de falsidades, ideias ocas, e total ausência de rumo para Portugal, que dá pelo nome de Política de Verdade.

Há quem queira ver este país dirigido pela Manuela Ferreira Leite, pelo Aguiar Branco, pelo Pacheco Pereira, pelo assessor anónimo de Belém e pelo António Preto. Ainda bem que não pensamos todos da mesma forma. E tenho a certeza que a maioria dos portugueses também não quer ver este país tomado de assalto por “políticos” deste calibre.

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Não é jornalismo de investigação, não é uma compilação de factos e informações, é uma alegada suspeita mal humorada, em jeito de desabafo, de um membro da Casa Civil da Presidência em resposta às declarações de alguns dirigentes do PS.  

A fonte comenta "será que...." e pronto, chega para ser capa do jornal da SONAE!

Ora, não tem pés nem cabeça, não tem qualquer base palpável, qualquer prova ou sequer qualquer indício real, não há qualquer elemento que justifique minimamente a suspeita, por mais pequena que seja. 

A base que justifica o comentário da fonte da Casa Civil da Presidência reside tão somente no facto de dois dirigentes do PS terem dito aquilo que todos sabem, que é comentado por vários jornalistas, que está escrito e comentado na blogosfera, no Facebook e no Twitter, tem a ver com o trabalho de "ataque e manipulação" realizado contra o governo há muito tempo pelos assessores de Cavaco Silva junto dos órgãos de comunicação social (isto já foi afirmado em artigos de opinião na imprensa e são os próprios jornais, como o SOL ou o Público, que citam as "fontes"!)  e devido à ajuda que alguns destes assessores prestariam (ou não) ao PSD nesta fase de campanha!

  

Ridículo, vergonhoso, está visto, vale mesmo tudo...

 

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Adenda: E se alguém desatasse a falar de suspeitas sobre negócios e concursos públicos do passado ou perdões fiscais com medalhas à mistura, seriam todas capas do Público?

O jornal passaria a ter três edições diárias só para ter a capa da manhã, a da tarde e a da noite...mas aí a Presidência da República não iria gostar muito.

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Façamos de conta que e o que passou no BPN e na SLN não é mesmo uma enorme "roubalheira". Façamos de conta que há outro termo para descrever correctamente o saque de dois mil milhões de dinheiro dos portugueses.

 

Façamos de conta que a mais-valia de 147 por cento do investimento de Aníbal Cavaco Silva e família não aparece nos dois mil milhões de prejuízos do BPN nacionalizado. Façamos de conta que não é o contribuinte português quem está a pagar esses dois mil milhões. Façamos de conta que é normal conseguir valorizar um investimento 147,5 por cento em menos de dois anos. Tudo isto fora do controlo das entidades fiscalizadoras e reguladoras do mercado de capitais. Façamos de conta que um conglomerado de bancos e offshores que compra coisas por dezenas de milhão, que vende depois por um dólar, e que rende mais do que a Dona Branca, é normal. Façamos de conta que um negócio gerido assim faz algum sentido no mercado. Façamos de conta que é acessível ao cidadão comum um negócio destes. Façamos de conta que sabemos todas as circunstâncias da compra e da recompra das acções de tão prodigiosa mais valia, que a família Silva detinha no projecto de Dias Loureiro e Oliveira e Costa. Façamos de conta que a SLN não tem nada a ver com o BPN. Façamos de conta que o BPN e a SLN não têm um número invulgar de gente do PSD envolvido nas suas actividades. Façamos de conta que Aníbal Cavaco Silva não é a personalidade de mais influência no PSD. Façamos de conta que os termos SLN, Sociedade Lusa de Negócios ou SLN Valor aparecem no comunicado da Presidência da República de 23 de Novembro de 2008. Façamos de conta que, nesta fase de dúvidas, é aceitável uma declaração como a emitida pelo Palácio de Belém sem referências ao valioso investimento familiar no mais controverso dos projectos financeiros da história de Portugal. Quando é só esse investimento que está causa. Por ser uma aplicação num projecto de licitude duvidosa. Façamos de conta que o Chefe Executivo desse projecto não tinha sido um íntimo colaborador de Aníbal Cavaco Silva responsável por finanças públicas. Façamos de conta que entre 2001 e 2003 os negócios do BPN e da SLN decorriam de forma irrepreensível e no cumprimento integral da lei da República. Façamos de conta que não foi por escolha pessoal do Presidente da República que Dias Loureiro foi nomeado Conselheiro de Estado. Façamos de conta que, como o Presidente disse, estar Dias Loureiro no Conselho de Estado era a mesma coisa que estar António Ramalho Eanes ou Mário Soares ou Jorge Sampaio. Façamos de conta que o Presidente relatou tudo o que devia ter relatado ao País sobre os seus activos passados nos projectos de Oliveira e Costa e Dias Loureiro. Façamos de conta que não há gente presa por causa do BPN. Façamos de conta que não vai haver mais gente presa. Façamos de conta que o que se passou no BPN e na SLN não é mesmo uma enorme "roubalheira". Façamos de conta que há outro termo para descrever correctamente um saque de dois mil milhões de dinheiro dos portugueses. Façamos de conta que não conseguimos imaginar quantas escolas, quantos hospitais, quantas contas de farmácia, quantas pensões mínimas, quantas refeições decentes se podem comprar com esse dinheiro. Façamos de conta que basta, apenas, cumprir rigorosamente a Lei e ignorar o que a Lei não diz, para se ser inquestionavelmente impoluto. Façamos de conta que não sabemos o que se está a passar à nossa volta. Até onde aguenta o País continuarmos a fazer de conta que não vemos? 

 

Mário Crespo in Jornal de Notícias

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