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Este era o pensamento e o discurso de algumas forças políticas e um pseudo justiceiro. Um Casino em Lisboa não serviria os interesses da Cidade. Afinal, parece que dá jeito!

Fica de parabens a CML por avançar com estas obras e intervenções.

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Quando Pedro Santana Lopes lançou a ideia de ter um Casino em Lisboa muitas criticas se ouviram. Mas tudo tinha um objectivo. É que o dinheiro proveniente do Imposto Especial de Jogo, que nunca seria pouco, iria permitir diversas intervenções na Cidade, como por exemplo isto que agora é anunciado:

 

Entre estes projectos incluem-se, através das contrapartidas iniciais pela instalação do Casino de Lisboa - num montante que ascende a 11.722 milhões euros, repartidos pelos anos de 2008 a 2010 - a reabilitação do Teatro Capitólio e a requalificação da área envolvente do Pavilhão Carlos Lopes. 

 

Com as verbas do Imposto Especial de Jogo, ficam contempladas obras de qualificação paisagística e ambiental em diversas entradas de Lisboa, ligações pedonais (como aquela que ligará a Rua dos Fanqueiros ao Castelo de São Jorge, através de elevador para o Largo Adelino Amaro da Costa e outro ascensor no Mercado do Chão do Loureiro), uma rede de percursos pedonais e cicláveis (incluindo a ligação por ponte entre Monsanto e os Jardins de Campolide, e daqui ao Parque Eduardo VII), uma intervenção anti-graffiti e um sistema de vídeo-vigilância no Bairro Alto, a recuperação da Estufa Fria e a requalificação de diversos jardins e miradouros de Lisboa, entre outros projectos. Absorvendo parte considerável destas verbas, figuram ainda no extenso rol a requalificação do Museu da Cidade e da Casa dos Bicos e o lançamento do projecto do Museu da Moda e do Design.

 

As obras respeitantes a estes projectos deverão ser iniciadas em breve, uma vez que o Orçamento de 2008 passa desde agora a contemplar verbas transferidas que lhes são destinadas, e deverão, nalguns casos, prolongar-se pelos anos de 2009 e 2010, com financiamento na mesma origem.

 

Informação daqui.

 

Partilho da opinião dos vereadores Pedro Feist (Lisboa com Carmona) e Ruben de Carvalho (PCP). Infelizmente perde-se a oportunidade de avançar imediatamente com a recuperação do Pavilhão Carlos Lopes, um local histórico para o desporto, cultura e política nacionais.

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Reparo, em baixo, num texto que tem como objectivo demolir Pedro Santana Lopes e o PSD num estilo, no mínimo, discutível.

 
Não me detenho quanto à forma ou estilo literário pois cada um faz o que sabe. Mas quanto ao conteúdo não posso deixar de fazer alguns reparos ainda que de forma construtiva. Desde logo um genérico: uma crítica séria e construtiva baseia-se em factos, nomeia-os e, tanto quanto possível, quantifica-os. De outro modo pode até parecer que só "se ouviu falar" mas não se conhecem os assuntos. Acreditando não ser esse o caso, Sugiro que em próxima oportunidade seja utilizado maior rigor.
 
É referida a proliferação de cartazes anunciando "banalidades". Ora, se admito que a cidade não sai beneficiada com excesso de suportes publicitários, não sei a que “banalidades” se refere em concreto. À criação de novos jardins? Ao serviço Lisboa alerta? Ao serviço Lisboa porta-a-porta? “Banalidades”? Em qualquer caso é sempre preferível do que ver a cidade de novo invadida por telas publicitárias sem critério e sem disciplina como sucede agora.
 
Depois a referência ao Casino e ao Parque Mayer. Depois de tantos anos esquecido pela câmara municipal, alguém apresenta um plano, mas mais importante, consegue meios financeiros para a sua recuperação. É que o casino de Lisboa é “apenas” um instrumento para viabilizar financeiramente a recuperação daquele espaço de cultura na cidade. É aliás com esse recurso que a actual gestão pretende recuperar várias coisas em Lisboa. Só mais dois “pormenores”: este processo do Parque Mayer (e da Bragaparques que só por manifesto esquecimento não foi referido) obteve o entusiástico apoio da actual vereadora socialista Ana Sara Brito. Só mais uma coisa: não eram seis meses. Eram oito. Uma questão de rigor.
 
Quanto ao estacionamento nos bairros históricos é referido que o condicionamento da circulação “esqueceu” os residentes… Ora só por manifesto desconhecimento se afirma que uma medida que permitiu dar exclusividade de acesso aos residentes os “esqueceu”.
 
A referência às alegadas alterações de símbolo da cidade também peca por manifesto desconhecimento e desatenção. O brasão da cidade nunca foi alterado. Foi alterado apenas um logótipo para identificar a cidade para fins de promoção. Aliás o que foi alterado foi um símbolo criado durante a gestão de João Soares que utilizava uma estrela. Com Jorge Sampaio tinha sido usado um corvo como símbolo. É um tema interessante que convém estudar. Deixo aqui a descrição oficial do brasão de Lisboa (que permanece desde 1940):
 
«de ouro, com um barco exteriormente de negro, realçado de prata e interiormente de prata realçado de negro, mastreado e encordado de negro com uma vela ferrada de cinco bolsas de prata. A popa e a proa rematada por dois corvos de negro, afrontados. Leme de negro realçado de prata. O barco assente num mar de sete faixas ondadas, quatro de verde e três de de prata. Coroa mural de ouro de cinco torres. Colar da Torre e Espada, listel branco com os dizeres: «MUI NOBRE E SEMPRE LEAL CIDADE DE LISBOA», de negro».
 
Finalmente um reparo à referência á corrupção na câmara de Lisboa: o texto menciona “inúmeros episódios que envolvem funcionários”. Quanto a esta afirmação aconselho a ter cuidado. Não sei se o autor pretende vir a ter uma carreira pública. Em qualquer caso não é admissível lançar uma acusação genérica ainda mais não provada, não quantificada e não concretizada sobre o conjunto dos funcionários da câmara municipal de Lisboa. Bem sei que o objectivo era atingir Santana Lopes e o PSD, mas nem todos os meios justificam todos os fins. Já agora, foi o PSD, por iniciativa de Carmona Rodrigues, que, pela primeira vez, tomou a iniciativa de solicitar uma sindicância aos serviços do urbanismo da CML, precisamente para pôr fim às sistemáticas suspeitas que recaem sobre estes há muitos anos. A diferença é que antes ninguém tinha querido averiguar…
 
 
António Prôa
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