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O Palácio do Planalto comunicou aos partidos aliados ao governo que a presidente Dilma Rousseff só mexerá novamente na sua equipe se eles pedirem, numa tentativa de conter a insatisfação crescente da base governista com as mudanças no ministério

 

Bem me parecia muita fruta, Dilma querer limpar, como devia, o seu Governo.

 

Ao que consta, depois de uns conselhos do seu mentor político, Lula, e uns almocinhos em Brasília, com os vários partidos da coligação, Dilma deixará de incomodar os seus governantes, a não ser que eles peçam.

 

O PT no seu melhor! 

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Sem fazer nenhuma referência à crise política que seu governo enfrenta, com a queda de quatro ministros em sete meses de governo apenas e a ameaça dos partidos da base aliada de não votar nenhum projeto no Congresso enquanto as emendas parlamentares não forem liberadas, Dilma usou a seu favor o termo "faxina" - utilizado pela imprensa para se referir às denúncias de corrupção de membros de sua equipe.

 

Já se sabia que Dilma não era Lula e as suas personalidades são bem diferentes, como estes primeiros meses de mandato têm deixado bem claro.

 

No complicado e complexo tabuleiro partidário brasileiro, Dilma tem feito muito pouco para obter os apoios necessários à sua governação, pois tem preferido, e bem, dispensar da sua equipa quem não se recomenda, devido à corrupção. Ainda que aqui a imprensa tenha um papel decisivo, para denunciar e comprovar como os casos são inúmeros e Brasília está longe de ficar livre da corrupção.

 

Veremos o que se passará, agora que vários aliados saem da coligação e como ficará a relação com o todo-poderoso PMDB, o grande aliado, que já teve melhores dias. Não continuarão a ser tempos de calmia e, por esta causa, oxalá não sejam.  

 

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No fue el Emilio Botín de otras ocasiones. El presidente del Santander no estuvo tan ocurrente en sus respuestas ante la prensa, quizá por la caída de los resultados de España (...) La estrella del año ha sido Brasil: ha ganado un 31% más, 2.836 millones y ya representa el 25% del beneficio del grupo. Incluso gana más que España, Portugal y Estados Unidos juntos.

 

O mundo já percebeu que o Brasil é uma das novas e fortes potências. Em Portugal, ainda se tem a visão de que o Brasil é igual a parte da realidade do Nordeste. Pois bem, vale a pena verificar os resultados do Banco Santander.

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Teixeira dos Santos foi ligeiro para o Império do Meio vender títulos de dívida de forma a conseguir mais umas patacas para aguentar por mais uns tempos o nível de vida que não podemos pagar.

 

Portugal necessita de investimento externo como de pão para a boca, é certo. No entanto qualquer decisão deste género não deve ser tomada de ânimo leve. Especialmente quando a contraparte é a China.

 

A China é o país com maiores reservas de divisas no mundo. É credora de 2/3 da dívida externa norte-americana e já controla grande parte dos recursos de África e da Ásia. Oficialmente a sua política externa é de não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados o que a leva a investir no Sudão da mesma forma que investe no Ocidente. No entanto tal não significa que não exerça a sua influência de qualquer modo. Há vários exemplos disso mesmo, desde as questões que concernem ao Tibete ou às Coreias, aos direitos humanos e direitos laborais ou às relações comerciais, bem como a sua cada vez maior tendência hegemónica no Pacífico e no Índico.

 

Já diz o meu Professor César das Neves: "não há almoços grátis". Tenho sérias reservas relativamente às contrapartidas exigidas pelos chineses. O preço a pagar poderá ser demasiado alto para além de que ficarmos nas mãos "controleiras" da China é a última coisa de que precisamos. A prudência aconselha que relativamente a esta matéria explorássemos outras possibilidades; como por exemplo o Brasil, que aliás até já se predispôs a isso.

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Se Lula foi o grande vencedor da noite, José Serra foi o grande derrotado.

 

O candidato do PSDB é um dos políticos brasileiros com mais experiência. Ocupou quase todos os cargos de relevo no Brasil (Ministro, Governador, Prefeito, Deputado – chegou a ser considerado pela ONU como o melhor Ministro da Saúde do mundo). Só não ocupou a presidência, à qual concorreu duas vezes e perdeu (2002 e 2010)

 

O mais estranho é que a um ano da eleição presidencial gerava-se, no PSDB, uma escolha surda do candidato. Aécio (o então Governador de Minas Gerais) pretendia o lugar e a realização de uma eleição primária chegou a equacionar-se, para escolher o candidato ao Planalto. Mas o nome de Serra surgia quase sempre como o mais forte e Aécio rendeu-se à evidência. Não haveria primárias e Serra partia, a nível partidário e nacional, como o candidato mais forte e com elevadas probabilidades de ganhar.

 

E, a candidatura de Serra ficou ainda mais reforçada quando se soube quem iria defrontar: a desconhecida da maioria dos brasileiros, Dilma Rousseff. Ao contrário da sua adversária, Serra é um político conhecido em todo o Brasil.

 

Tudo indicava, e as sondagens assim o diziam até ao final de Agosto deste ano, que Serra seria o sucessor de Lula.

 

Porém, quando o actual Presidente brasileiro se empenhou a fundo, e fez da candidatura de Dilma a sua candidatura pessoal, Serra deixou-se enrolar pela campanha do PT e face aos números demolidores de aprovação pública de Lula, na ordem dos 80%, nem conseguiu demarcar-se do Chefe de Estado, chegando algumas imagens de campanha do PSDB, no início, a mostrar Serra ao lado de Lula, na tentativa de granjear apoios com essa aparição ao lado do popularíssimo Presidente. Pior a emenda que o soneto. Se Serra se apresentava como a alternativa ao actual poder, como poderia, então, andar de braço dado com o modelo que não subscrevia?

 

O resultado é conhecido de todos. Se Lula é o grande vencedor, Serra tem muito demérito na sua derrota, por não ter tido uma estratégia inteligente para segurar aquilo que há menos de meio ano parecia evidente, a sua vitória.

 

Na noite da derrota, Serra disse um “até logo”, deixando pairar a sensação que dentro de quatro anos estaria de volta aos palcos principais. É certo que Serra tem 68 anos e dentro de quatro anos ainda deverá estar em forma para se candidatar, mas Serra tem dois grandes problemas, que dificilmente conseguirá suprimir: as duas derrotas nas presidenciais e nomes que tudo farão, ao longo destes quatro anos, para se apresentarem: Aécio (Deputado Federal), Alckmin (Governador de São Paulo) e Richa (Governador do Paraná).

 

No Brasil, a carreira política é diferente da europeia. E não é por ter ocupado cargos de relevo e perder que isso afasta um político da liça eleitoral, veja-se Alckmin: perdeu a candidatura presidencial em 2006, perdeu a candidatura à Câmara de São Paulo em 2009 e, há poucas semanas, ganhou a corrida ao Governo do Estado de São Paulo. Sem esquecer Itamar ou Sarney, antigos Presidentes que após a saída da Chefia do Estado foram deputados.

 

Todavia, o rasto de Serra já é pesado para voltar à corrida presidencial, ainda que, dentro de uns tempos o possamos ver a assumir uma candidatura.

 

Carlos Manuel Castro

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O nome vitorioso da noite é Dilma Rousseff, mas o grande vencedor é, sem margem para dúvida: Lula.

 

Pela primeira vez, desde o restabelecimento da Democracia no Brasil, na década de 80 do passado século, Lula não se apresentou a uma eleição por limitação constitucional.

 

Quando há dois anos, nos Estados Unidos, se tentou criar a imagem de Obama como o candidato vencedor mais genuíno da era democrática, por não vir do meio “aristocrático” da política, na verdade, Lula da Silva, o torneiro mecânico, merece, pelos factos, esse troféu, de longe muito mais do que Obama. Basta comparar a carreira de um com outro.

 

Depois de derrotado várias vezes, Lula triunfa em 2002 derrotando, então, o mesmo José Serra que hoje perdeu para Dilma, e renovou o mandato presidencial em 2006 frente a Geraldo Alckmin, eleito Governador de São Paulo há poucas semanas.

 

Os receios internacionais, de há oito anos, com a chegada de alguém de uma esquerda sem experiência governamental e com um programa pouco amigo da economia, por uma visão estatal da economia, dissipou-se. Lula foi inteligente e preferiu abdicar das causas radicais que empunhava na oposição e seguiu, no campo económico, as vias que Fernando Henrique Cardoso tinha lançado, com a estruturação da economia brasileira, mais estável, forte e robusta. A confiança mundial no Brasil não se dissipou. Aliás, ao longo destes anos Lula conquistou o mundo e é um dos líderes mais emblemáticos da actualidade, fruto do crescimento da economia brasileira.

 

Internamente, os seus mandatos ficam marcados pelas políticas sociais, fim da dívida do Brasil ao FMI e entrada do país no G20. Ao mesmo tempo, e negativamente, ficam registados os vários de corrupção que deixaram uma profunda marca negativa da governação do PT, que, todavia, não têm impedido Lula de triunfar, como a vitória de há quatro anos, na época com o célebre caso do “mensalão”.

 

Perante o dilema de rever a Constituição, para apresentar-se novamente à presidência, Lula acabou por revelar bom senso e recusou embarcar em nova aventura e limitou-se a cumprir os dois mandatos permitidos. Restava saber como o PT se apresentaria ao Planalto em 2010, pois podia perder a eleição. Lula escolheu a pessoa e o partido nem questionou e seguiu: Dilma Rousseff seria a candidata. (Salvo erro, o nome da candidata até foi dada por Lula numa viagem a Roma há pouco mais de ano e meio.)

 

A (então) desconhecida e Ministra da Casa Civil teria a missão de suceder a Lula. Mas se de facto isso aconteceu no boletim, na verdade, foi Lula quem mais se empenhou na campanha. E não é por acaso, se tivermos em conta a campanha, foi Lula que deu força e dinamismo à candidatura de Dilma. Não havia fala, imagem ou atitude de Dilma que não tivesse, sempre, o nome ou a pessoa de Lula. E não havia brasileiro que falasse em Dilma e não tivesse no seu pensamento Lula.

 

Lula foi o pai, o padrinho, o irmão, o companheiro que dava o selo de credibilidade a Dilma. Dilma foi, no fundo, uma sombra da imagem do popularíssimo Luís Inácio Lula da Silva.

 

É evidente que Dilma tem responsabilidades na sua vitória (e tem um enorme mérito, pois após o seu nome ter sido apresentado como candidata, foi-lhe diagnosticado um cancro que debelou pela quimoterapia). Mas ela, de facto, sem Lula, não obteria o que os brasileiros lhe deram hoje.

 

Carlos Manuel Castro

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Confirma-se a vitória eleitoral de Dilma Rousseff. Com mais de 80% dos votos apurados, Dilma recolhe, para já, 54% e derrota José Serra.
Acompanhe, aqui, os resultados.
Para já, esta eleição tem uma marca histórica, pois pela primeira vez o Brasil, a maior potência latino-americana, é liderada por uma mulher.
Carlos Manuel Castro
 
A postar nas próximas horas:
II - O grande vencedor desta eleição: Lula
III - O fracasso de Serra
IV - O percurso do Brasil
IV - O futuro do Brasil
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La innata vocación de Brasil a la felicidad

 

Magnífico artigo do escritor e jornalista espanhol Juan Arias sobre o Brasil, que se afirma, inquestionavelmente, como um país de futuro. 

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" Madrid debe ser olímpica porque es la única gran capital europea que nunca ha albergado unos Juegos." - Esperanza Aguirre, Presidente da Comunidade Autónoma de Madrid (PP).

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O Senado aprovou nesta terça-feira um "voto de cesura" contra o autoritarismo do governo do presidente venezuelano Hugo Chávez. O pedido foi apresentado pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e já tinha recebido o aval da Comissão de Relações Exteriores. Com a aprovação, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), encaminhará o texto ao parlamento venezuelano.

No requerimento, Ribeiro afirma que Chávez impede um dos principais direitos da democracia que é a liberdade de imprensa.

 

Boa iniciativa do Senador Flexa Ribeiro. Haja alguém na América do Sul que condene as práticas nada democráticas do pseudo-biblista-bolivarista venezuelano.

 

Se fosse alguém da Colômbia, já estaria Chávez a estrebuchar.

 

Veremos o que diz a esta posição do Senado brasileiro.

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Dilma passa mal em reação a tratamento e viaja para São Paulo

 

Não bastava o tratamento de quimioterapia a que está sujeita, Dilma Rousseff está sujeita ao tratamento dos media, que acompanharão, ainda com maior pormenor, a vida privada da Ministra de Lula e potencial candidata do PT à presidência do Brasil. (Publicado no Palavra Aberta)

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É difícil os políticos assumirem a doença, muito menos em público e durante uma campanha eleitoral. Mas a ministra Dilma Rousseff acredita que pode vencer esse estigma e convencer os eleitores de que tem condições de disputar a sucessão de Lula

 

O PT e Dilma Rousseff parecem querer fazer da fraqueza força e fazer valer o actual momento de saúde da hipotética candidata do partido de Lula à presidência, com linfoma, uma das mais-valias da sua candidatura.

 

Será que esta postura passa e colhe apoio?

 

Para já, é o tema central da vida política brasileira. O artigo da Isto É, sobre os pontos fortes e fracos, bem como outros exemplos, de candidatos que se encontraram na mesma circunstância de Dilma merece ser lido. (Publicado no Palavra Aberta)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em Manaus, que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) é a sua candidata à Presidência da República em 2010, mas que a decisão sobre a candidatura depende da base aliada do PT.

"Eu já disse publicamente que a Dilma é minha candidata. Agora, eu não sou o partido [PT]. Tem que passar pela base aliada, tem que passar por uma discussão", afirmou Lula. A declaração do presidente foi feita dois dias depois de a ministra anunciar que está se submetendo a um tratamento para combater um linfoma, um tipo de câncer.

 

Mesmo depois de conhecido o estado de saúde de Dilma Rousseff, Lula reforça o apoio à sua Ministra para candidatar-se no próximo ano à presidência do Brasil.

 

Veremos se Lula não está a jogar uma parada muito alta, neste momento, em que Dilma está a ser submetida a tratamento. (Publicado no Palavra Aberta)

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A revelação de que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) faz um tratamento contra câncer linfático muda significativamente o debate e as articulações políticas para a sucessão presidencial de 2010. Aumentou o grau de imponderabilidade, mas é possível vislumbrar alguns cenários.

 

Tudo parecia calmo no PT, relativamente à candidatura a apoiar em 2010 para suceder a Lula na presidência. Foi o próprio Chefe de Estado e rosto carismático do PT que anunciou Dilma Rousseff como a pessoa a merecer a nomeação para poder suceder-lhe no Palácio do Planalto. Todavia, a doença de que Dilma padece pode abalar, e muito, os planos de Lula que sabe ter pela frente um candidato do PSDB forte (seja Serra ou Aécio). Com o tratamento a que está a ser sujeita, tudo indica que Dilma ficará bem, mas a sua recuperação, que precisa repouso, pode comprometer a corrida, que será extremamente desgastante. (Publicado no Palavra Aberta )

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Houve uma nítida mudança de tom na disputa entre os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves, pela disputa da candidatura presidencial do PSDB em 2010. Nas últimas semanas, ações discretas de bastidor foram feitas no sentido de tentar realizar um acordo entre Serra e Aécio.

  

Serra autorizou emissários a dizer a Aécio mais ou menos o seguinte. Ambos desejam ser presidente. Ambos precisam um do outro para chegar lá. Aos 68 anos na época da eleição, Serra disse que seria sua última tentativa de conquistar o Palácio do Planalto. Afirmou que, se tiver o apoio de Aécio e vencer, vai se empenhar para acabar com a reeleição. Cumpriria quatro anos e apoiaria o Aécio com força em 2014.

 

Os relatos sobre a reação do governador mineiro são diferentes. Mas todos têm em comum o seguinte: Aécio reduziu o ímpeto para transformar a disputa numa guerra fratricida. Para alguns tucanos, ele ainda tentará se viabilizar como candidato em 2010. Para outros, ficou sensibilizado com a mensagem de Serra e poderia compor.

 

Aécio disse na sexta-feira que as primárias são inevitáveis no PSDB, para definir quem vai defrontar nas urnas Dilma Roussef, a escolha de Lula para lhe suceder.

Com as notícias hoje publicadas, de que José Serra, por intermédio de Fernando Henrique Cardoso, procura um entendimento com o Governador de Minas Gerais, dá a entender que Aécio pode ter a candidatura assegurada em 2014, o que significa que Serra só pensa no cumprimento de um mandato, se ganhar.

Do lado de Serra teme-se que a disputa interna desgaste o PSDB e favoreça Roussef. Entendimento que Aécio não deve partilhar, pois isso significaria o fim dos seus sonhos, de suceder a Lula.

Quem parece, no entanto, entusiasmado com as primárias é Geraldo Alckmin, o candidato derrotado por Lula em 2006, e recentemente derrotado na corrida à Câmara de São Paulo. E não é para menos. Uma disputa fratricida, entre Serra e Aécio, tornaria Alckmin um nome forte no seio do PSDB. (Publicado no Palavra Aberta)

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Eu sou o culpado da crise global, eu sou o culpado da enorme crise financeira que passou para a economia real e que desencadeou uma enorme desconfiança e insegurança em todo o Mundo.

Por ser loiro de olhos azuis só me salvo de ir para Guantanamo porque o tio Bush se reformou mas provavelmente espera-me o Purgatório junto duma qualquer favela brasileira, ou pior ainda, um Gulag....é justo, eu mereço!

Isto de ser loiro de olhos azuis tem que ter um preço, alguém tem de pagar...eu sabia que não deveria ter dito tanto mal das telenovelas das pessoas morenas de cabelo escuro!

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ISTOÉ - O sr. é candidato à Presidência da República? Aécio Neves - Só posso ser candidato a presidente se o partido me indicar candidato. Mas estou disposto a disputar as prévias e discutir com as bases do partido um projeto novo para o Brasil.

 

se hoje Aécio não tem a preferência da cúpula, todos os tucanos sabem que sem ele o PSDB não ganha a eleição. É por isso que a disputa interna está recheada de declarações diplomáticas em público, enquanto ferve nos bastidores. Os serristas voltaram a defender a tese da "fila", segundo a qual a direção do partido decidiria que este seria o momento de Serra, enquanto Aécio teria de aguardar a vez.

 

Está lançada a candidatura do Governador de Minas Gerais, Aécio Neves, nas primárias do PSDB para concorrer como o candidato tucano no próximo ano à presidência do Brasil. José Serra, Governador de São Paulo, tem a vantagem de ter a máquina do partido com a sua candidatura. Mas, no Brasil, tal como nos EUA, a máquina partidária não é centralizada, e como Obama demonstrou no ano passado, a vitória pode acontecer. Tudo depende da tendência de cada Estado. E, neste momento, está tudo em aberto. (Publicado no Palavra Aberta)

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O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), voltou a defender nesta quarta-feira a realização de prévias no PSDB para escolher o candidato do partido à Presidência da República em 2010.

"O PMDB é hoje um partido fundamental à governabilidade, talvez até mesmo à eleição. É um partido que se consolidou pela vontade da população brasileira. [...] Eu tenho muito respeito pelos companheiros do PMDB e digo, de forma muito clara, não se governa hoje o Brasil sem a presença do PMDB", afirmou Aécio em entrevista divulgada por sua assessoria.

 

Aécio volta à carga com as primárias no PSDB e pisca, ao mesmo tempo, o olho ao PMDB, partido, por sua vez, cobiçado pelo PT, para reconquistar a liderança do Brasil, desta feita sem Lula.

Entretanto, em São Paulo, onde o candidato presidencial favorito do PSDB, o Governador José Serra, tem o seu bastião, o seu ex-adversário interno, Gerlado Alckmin, ao contrário da sua tese, já não defende primárias (as denominadas 'prévias') e prefere um entendimento entre Serra e Aécio, que é como quem diz, a candidatura de Serra, na perspectiva de lucrar com a saída deste para a disputa da presidência nacional. Desse modo, Alckmin teria o caminho livre, no PSDB, para concorrer ao Governo federal de São Paulo.

Como em política as voltas são mais do que muitas e Alckmin deu muitas no passado recente e está à beira de dar muitas mais no futuro próximo, em escrito breve regressaremos aos cenários de Alckmin, que são uma boa lição de como se não deve perder o norte em política. (Publicado no Palavra Aberta)

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As últimas articulações em Brasília indicam que o PMDB deverá conquistar amanhã as presidências das duas Casas do Congresso. O presidente do partido, deputado federal Michel Temer (SP), tende a vencer a disputa pelo comando da Câmara. O ex-presidente da República José Sarney (AC) deverá conquistar a direção do Senado.

Se confirmados, esses resultados fortalecerão a chance de uma aliança formal entre PT e PMDB para apoiar a eventual candidatura ao Palácio do Planalto da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalha arduamente por essa união em 2010.

 

Se o PSDB está à beira de uma eleição primária, para escolher ou o favorito José Serra ou Aécio Neves, na corrida ao Palácio do Planalto, no lado do PT trabalha-se para Dilma Rousseff suceder ao seu camarada de partido, Lula, que quer deixar a sua marca, e influência, na próxima presidência. Para isso, está em causa a conquista do PMDB para a união de forças.
Porém, como as formações partidárias no Brasil não têm a mesma estrutura rígida da europeia, grande parte do PMDB pode apoiar a candidata do PT, mas outras organizações estaduais do PMDB, como a de São Paulo, forte aliada de Serra, não estarão com Rousseff. A isto pode acrescentar-se o facto de Aécio poder perder a corrida interna, no PSDB, com Serra e ser o candidato à presidência do Brasil pelo PMDB.
A batalha está a aquecer. (Publicado no Palavra Aberta)

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Serra conquista apoio de Alckmin e une o PSD B de São Paulo, mas seu maior desafio para 2010 ainda é convencer Aécio Neves e a maioria do partido a desistir de prévias

 

Com Alckmin fora da corrida, depois da derrota nas presidenciais com Lula, em 2006, e na Câmara de São Paulo, em 2008, o caminho para José Serra ser o candidato do PSDB ao Palácio do Planalto está mais aberto. Porém, no campo tucano também há quem queira suceder a Lula: Aécio Neves, Governador de Minas Gerais.

Não havendo entendimento entre Serra e Aécio, tudo indica que haverá primárias no partido para escolher o candidato e Serra pode ter o seu rumo comprometido. No entanto, há outro problema, o conflito deixar marcas e haver uma cisão, com a possível assunção presidencial de Aécio pelo PMDB, caso não leve a melhor no PSDB.

Para seguir. (Publicado no Palavra Aberta)

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Para Lula, un presidente saliente debe retirarse de la vida pública sin caer en la tentación de dar consejos a su sucesor. ¿Volverá a disputar las elecciones presidenciales en el futuro? Ahí, el ex tornero ha dejado la puerta abierta. Ha dicho que el tiempo dirá. Va a depender de la aprobación, aún durante su mandato, de una reforma constitucional que impida la reelección al mismo tiempo que alargue de cuatro a cinco los años de la presidencia. En ese caso, Lula podría presentarse en 2015 si para entonces siguiera viva su popularidad. Las elecciones de 2010 serán las primeras que se disputen en 20 años y en las que Lula no aparecerá como candidato, algo que supone, políticamente, mucho para Brasil.

 

No ano em que o Brasil se afirmou como a grande potência emergente a actuar globalmente, o futuro imediato coloca vários desafios para as terras de Vera Cruz. E o futuro político é decisivo para a consolidação da potência regional sul-americana no quadro global. A ano e meio da eleição presidencial, Juan Arias apresenta uma interessante tese, no El País, com três cenários possíveis, para o futuro imediato do Brasil na era pós-Lula.

Não creio que Lula regresse mais tarde às lides políticas, não só por parte da reforma constitucional brasileira, a ter lugar, seja tão permissiva como o texto de Arias indica, mas também porque provavelmente o Brasil entrará num ciclo que será marcado por um duplo mandato de José Serra. Naturalmente, Serra terá de ganhar e não bastam as sondagens a dá-lo como sucessor de Lula, como na edição desta semana a revista Veja adiantava.

Por outro lado, noto como aqui ao lado, em Espanha, há um grande interesse com o gigante latino-americano e aqui, em Portugal, o destaque, por razões óbvias, mas também globais, o Brasil não mereça a mesma atenção dos media. (Publicado no Palavra Aberta)

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Brasil e União Europeia vão trabalhar em conjunto para enfrentar a crise financeira internacional e tentar alcançar um "resultado ambicioso e global" até 2009 em relação às mudanças climáticas.

 

Um ano depois da Presidência portuguesa da UE, o resultado do trabalho luso no comando europeu continua a dar frutos. Ao iniciar as cimeiras com o Brasil, Portugal deu um passo importante para aproximar dois actores globais de primeiro plano: a UE e o Brasil.

Os resultados do encontro entre Lula e Sarkozy, ontem, no Rio de Janeiro, no âmbito da segunda cimeira UE/Brasil, estão a dar bons sinais desta ligação. Ambos estão comprometidos com o futuro e pretendem encontrar respostas conjuntas para os desafios comuns, como a crise económica e a questão ambiental.

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via O Jumento (após o curto número de apresentação, vejam o "Seu Merda", fantástico!)

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Depois do encontro há poucos dias em Nova Deli, que juntou  Índia, Brasil e África do Sul (grupo Ibas), no qual Lula foi figura cimeira, a realização do encontro do G-20 (países emergentes) em São Paulo, no último fim de semana, com a presença de representantes do FMI, BM e UE, é mais uma prova de como a potência sul-americana surge como o país liderante desta nova era.

A poucos dias do encontro de Washington, que juntará as principais economias mundiais no sábado, o Brasil é a grande potência emergente e o único grande país do mundo firmemente apostado na construção de uma nova era.

Não sou grande fã do actual Presidente brasileiro, mas devo reconhecer que Lula tem a sua quota-parte de responsabilidade na projecção mundial que o Brasil assume nestes tempos. Depois da consolidação dos alicerces democráticos e económicos da era Henrique Cardoso, Lula consolida a agenda internacional brasileira.

 

(Publicado no Palavra Aberta)

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Na sua primeira coletiva como prefeito reeleito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM) agradeceu ao governador de São Paulo, José Serra (PSDB), por sua vitória nas urnas. Com 100% das urnas apuradas, Kassab teve 60,72% dos votos contra 39,28% para a petista Marta Suplicy.

 

O resultado das autárquicas brasileiras de hoje demonstram que José Serra posiciona-se como o nome mais forte a suceder a Lula em 2010. E dois resultados locais contribuem muito para isso: o triunfo de Kassab em São Paulo e o resultado de Belo Horizonte, onde um dos nomes fortes do PSDB, Aécio Neves, Governador de Minas Gerais, não viu o seu candidato partidário triunfar (na primeira volta), tendo apoiado, na segunda, o candidato do PT à capital estadual.

Apesar de conquistar muitos municípios, as grandes cidades estão fora da órbita do PT.

Marta Suplicy que teve um resultado inferior ao que se esperava, por mérito de Kassab, também deve ter hipotecado uma aspiração ao Palácio do Planalto. 

A aliança entre Serra e Kassab deve dar novos frutos dentro de dois anos, com o Governador estadual a candidatar-se a Presidente da República e o Perfeito de São Paulo concorrer à governação do Estado de São Paulo.

 

Pode consultar aqui os resultados das capitais estaduais e aqui os de todos os municípios

 

P.S.- Leituras dos resultados locais com projecção na corrida presidencial.

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Espanha entrega prêmio e homenageia Lula e Carlos Fuentes

 

Espanha homenageia Lula com prêmio Don Quixote

 

Lula recebe prêmio Dom Quixote de La Mancha por ter instituído o ensino obrigatório do espanhol

 

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Pode conhecer aqui os resultados das autárquicas brasileiras.

 

Em São Paulo, Alckmin (PSDB) está fora da corrida e Suplicy (PT) terá um embate difícil na segunda volta, com o actual edil, Gilberto Kassab. 

E o resultado de São Paulo, como não poderia deixar de ser, tem impacto nacional, por isso o apoio que José Serra, Governador do Estado de São Paulo, dá a Kassab, do DEM.

O próprio Presidente do PSDB, Sérgio Guerra, já prevê frutos da aliança previsível da segunda volta de São Paulo, entre os tucanos (PSDB) e Kassab:

“Isto será uma questão local, do estado, da cidade”, afirmou ele. “Mas a nossa prioridade é o DEM. Eles trabalharam conosco nas últimas eleições presidenciais, no senado, são aliados próximos e devem estar juntos também nas próximas eleições presidenciais (em 2010)”, completou o senador em entrevista para a “Rádio Eldorado”.

 

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Dada a Partida no Programa do Submarino Nuclear Brasileiro


FAB seleciona três finalistas para concorrência de compra de caças

 

Interessante. Independentemente da matriz ideologica dos partidos que a cada momento ocupam o poder executivo em Brasília, parece que existe um consenso nacional relativamente à necessidade de afirmação de umas forças armadas modernas e capazes, capazes de ajudar a afirmar o Brasil como uma potência regional credível.

 

A candidatura brasileira ao lugar de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, o seu papel como gerador de estabilidade e segurança a nível regional (ex: Haiti) e agora uma aposta de longo prazo no rearmamento das forças armadas fazem pensar que existe uma estratégia bem definida e que, após um longo interregno estratégico, o Brasil quer ocupar um lugar mais destacado no concerto internacional.

 

As actuais compras de armas na América Latina, principamente por parte da Venezuela vieram introduzir uma componente de preocupação imediata com os equilibrios militares naquele hemisfério, mas que ninguém tenha dúvidas: a estratégia brasileira já estava bem definida antes deste problema venezuelano existir.

 

O Atlântico Sul é cada vez mais um espaço natural de afirmação brasileiro e Angola é neste momento uma prova da vontade do Brasil de expandir a sua influência.

 

As aquisições militares brasileiras têm sido feitas com base num princípio de transferência de competâncias e de tecnologia. Parece inevitável que o Brasil, no espaço de uma geração seja autosuficiente na produção e desenvolvimento de modermos sistemas de combate.

 

Que contraste com Portugal, onde a Lei de Programação Militar (LPM) é commumente utilizada como arma de arremesso político, onde os atrasos na sua execução raiam o absurdo (ex: NPO, F-16 MLU, substituição da G-3, UALE) e onde aquisições recentes (Merlin) demonstram fragilidades inesperadas.

 

Numa altura em que Portugal, através do seu Presidente, lançou a sua candidatura a um mandato como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU, a impressão que dá é que estamos a construir a casa pelo telhado.

 

Talvez fosse bom aprendermos alguma coisa com o Brasil...

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