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Meu caro José Manuel Pureza,

 

isto de apagar a história e de a tentar reescrever com o intuito de poder apontar armas ao PSD ou à direita, na perspectiva de garantir votos para si nas eleições que se aproximam, é um acto de um purismo troskista de que se pode orgulhar. Eu sei que até lhe pode parecer estranho, mas esta crise política não é causada pelas medidas que o FMI impõe. Este governo cai por ter ignorado a crise e lhe ter tardado a responder; por insistir, teimosamente, no projecto do TGV ao mesmo tempo que corta os salários da função pública e estirpa fiscalmente os portugueses; por ter o mais baixo grau de execução de medidas anunciadas, de que assim de repente me lembro, o que abala por completo a confiança que nele se possa depositar; por ter respondido à crise a prestações e a cada PEC que anunciava ter jurado de pés juntos que seria o último - ao que parece Sócrates fazia figas atrás das costas.

 

Aquilo que hoje vivemos resulta de tudo isto e da acção de um primeiro ministro, que desejando ir a eleições, chutou a responsabilidade das SCUTS para cima do PSD provocando este e avançou com um PEC na Europa sem ter ouvido nenhum parceiro social, partido de oposição ou morador de Belém. Estas foram as gotas de água que cairam sobre a mentira, essa sim, a verdadeira razão para esta crise política e a queda do governo. Sim, a mentira!

 

E o senhor, ao dizer isto, também está a mentir. Veja lá não caia, também.

 

também publicado no República do Cáustico

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Há uns anos aquando da constituição do Bloco de Esquerda vaticinei que a existência deste corpo político estranho não seria profícua. Afinal de contas uma amálgama de trotskistas, maoistas e dissidentes comunistas, historicamente estava imediatamente condenada ao fracasso. Enganei-me. Estes arregimentaram-se à volta da figura de Francisco Louçã e da sua capacidade política. Modernizaram o seu discurso e marketing político. Constituíram-se quase numa moda captando a rebeldia juvenil burguesa tal como o MRPP o fez 30 anos antes. Alcançaram o grande prodígio de evitar as declarações públicas do Major Tomé e do Gil Garcia não espantando o eleitorado e as bases. A extrema-esquerda mascarou-se de esquerda não marxista e social democracia de esquerda.

 

No entanto o crescente sucesso eleitoral não escamoteou o seu pecado original. Os idólatras de Enver Hoxha resumem-se a um partido de protesto tal como as forças políticas que o compuseram. Os admiradores de Mao Tse Tung bastam-se pela denúncia e propostas infundadas ou irrealistas. Os seguidores de Leon Trotsky não se conseguem constituir como alternativa política. Até porque o não querem. E é esta postura que evitará que este continue a crescer sustentadamente ainda que nas próximas legislativas venha a beneficiar de algum voto de protesto ao Governo de Sócrates.

 

Sendo Francisco Louçã o cimento que une o partido, esta tem sido a sua maior força. O bloco beneficia da sua retórica, telegenia e da sua habilidade comunicativa ainda que de conteúdo enviesado. Este tem mantido o bloco coeso enquanto as suas decisões são do agrado da maioria ou ainda que o não sejam, desde que tenham êxito. Mas quando tal não acontece, como foi o caso do apoio ao socialista Manuel Alegre que alienou alguns dos seus dirigentes ou da fracassada moção de censura que consagrou a irresponsabilidade da sua linha política, nasce a conturbação interna nas hostes. Conturbação essa que desta vez ganhou proporções, visibilidade e consequências muito superiores a outras como a predilecção de Joana Amaral Dias pelo formato mp3, por exemplo. Mas aquela que é a sua maior força constitui-se na sua maior fraqueza na medida em que faltando o consenso à volta de Francisco Louçã e da linha que este preconiza; não beneficiando da estabilidade interna dos partidos da esfera governativa quando estão no poder ou na sua eminência, nem possuindo uma matriz ideológica vincada em que todos se revêem ou têm de rever, o Bloco de Esquerda corre o risco de uma grave crise interna.

 

 

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Numa altura de grave crise económica, o Bloco de Esquerda lembrou-se de propor uma moção de censura. O mesmo Bloco de Esquerda que esteve tão quieto nos últimos meses aquando da união de facto presidencial com o Partido Socialista. Agora que a malograda relação findou, a amálgama partidária de liderança Trotskista procura demarcar-se do Governo, disputar o eleitorado do Partido Comunista e forçar a mão do Partido Social Democrata.

 

O Bloco de Esquerda não é mais do que um partido de protesto. Nunca teve vocação governamental e volta a demonstrá-lo ao adoptar a velha fórmula de capitalização do descontentamento das massas, jamais constituindo-se numa alternativa democrática pelas propostas concretas e realistas que deveria apresentar.

 

Assim se explica também a altura escolhida para a propositura desta moção de censura. Só um partido que não pertence ao arco governativo bastando-se pelo conforto da denúncia com laivos de rebeldia pueril tomaria esta iniciativa neste momento. Momento esse em que atravessamos uma conjuntura económica recessiva, sob pressão dos credores internacionais, reféns da inconsciência e ignorância dos mercados sobre a nossa realidade, com os especuladores sedentos à espreita e a espada de Dâmocles do FMI sobre as nossas cabeças.

 

E o que é que os partidos à direita deverão fazer? Deverão imiscuir-se numa contenta da esquerda em que por um lado o Bloco pretende demarcar-se dos socialistas e por outro reclamar espaço eleitoral aos comunistas?

 

Tudo dependerá do tipo de texto de que se revestirá a moção. Mas uma coisa é certa: derrubar o Governo (ainda que este esteja praticamente paralisado) antes de sabermos qual a taxa de execução orçamental do primeiro trimestre é uma irresponsabilidade, o que não significa que o PSD deva sustenta-lo ad eternum.

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Por estes dias a rapaziada do Bloco de Esquerda deve andar num excitex total. Não é todos os dias que à cadeira de "Desobediência Civil", leccionada anualmente nos encontros bloquistas, se faz uma visita de estudo. E sexta-feira promete.

 

Já os consigo ver no autocarro a caminho da Expo com Fernando Rosas na cadeira da frente no papel de professor liberal que, querendo disfarçar os brancos e cachimbo ultrapassado, fala com bués 'tás a ver? e só fica contente quando os putos lhe cobiçam o intelecto e dizem que o Stôr é um bacano! Ao lado, o Director da escola, Francisco Louçã, que só atura estas parvoíces para poder manter o lugar que tanto lhe custou em alcançar, é considerado pelos alunos o "Guevara" dos cotas, enquanto que para os colegas é mais um prick dos grandes. Sonha um dia poder ser o candidato presidencial da esquerda e atingir o escalão máximo, para depois se reformar e escrever um livro sobre a revolução que nunca fez, nem quis fazer. Lá atrás, mesmo na última fila, o repetente da turma, o rufia de serviço, Daniel Oliveira, vai chamando as miúdas para verem o que é uma ganza que roubou ao irmão mais velho, na esperança de com elas se afiambrar a seguir.

 

O fumo lá dentro vai alto e o humor crescente. No chão rebolam cocktails molotov feitos de mijo de gato, qu'isto de meter gasolina pode ser perigoso. "Ainda uma merda daquelas explode e magoa alguém e isso a malta não quer, man!" O calor aperta qu'isto de trazer ao pescoço, ainda que no Inverno, um Keffiyeh - ou lá como é que se chama aquela cena que o cota Arafat usava - não é fácil. "Mas a Palestina deve ser defendida e temos que lá injectar dinheiro com a compra destas cenas. Só a minha mãe tem 3 comprados por mim que usa com a mala Chanel comprada por ela", diz o benjamim do grupo sem perceber qual dos dois produtos contribuíra mais para o malfadado capitalismo.

 

E é esta rapaziada que gosta de brincar aos revolucionários que também irá aparecer na Cimeira. Tudo porque a NATO é ultra-liberal. E pouco mais sobre Defesa - " que também serve para promover a paz" - ou sobre segurança - "cujos agentes deviam andar desarmados" - ouvimos das suas bocas.

 

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Não querendo fazer de arcebispo, até porque ele é bom e eu não, mas não resisto a contar aquela que considero a Piada do Século. Hoje, no Fórum da TSF, perguntei a MIguel Portas se não estava a enganar os Portugueses ao se candidatar a deputado europeu, visto que o BE é um partido de génese anti-europeísta. Ele respondeu isto:

 

"Obrigado pela pergunta, mas o BE é europeísta, desde sempre!!"

 

 

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Sempre que a CGTP, com a sua rede de delegados sindicais e funcionários de determinado partido, organiza um protesto, o que diriam ao ver dirigentes do Bloco, colarem-se mediaticamente aos protestos, para tentar atribuir ao Bloco uma expressão ao nível dos trabalhadores que não tem?

 

Que o Bloco é um partido oportunista que parasita a desgraça alheia?

 

Quando o Bloco apoiou Sá Fernandes nas últimas autárquicas em Lisboa, e depois lhe retirou a confiança política, depois deste optar por trabalhar para a cidade de Lisboa e não para os interesses eleitorais do Bloco, o que poderei dizer deste partido?

 

Que o Bloco é um partido oportunista que parasita a desgraça alheia?

 

Quando se sabe que o Bloco não tem candidato próprio em Lisboa, (o Pedro Soares não é mediático), e que ponderam apoiar a Helena Roseta, numa campanha original como “a Lena faz falta”, o que me apetece dizer sobre isto?

 

Que o Bloco é um partido oportunista que parasita a desgraça alheia?

 

Quando li no esquerda.net relatos emocionados sobre o novo Maio de 68 que se estaria a viver na Grécia, após o assassinato de um jovem, por um polícia, com assembleias livres dignas de Barcelona em 1936, mas com partidos a manobrarem habilmente as mesmas, e semanas a seguir não leio uma única alinha sobre as manifestações de estudantes na Venezuela de Chavez…Com que opinião fico?

 

Que o Bloco é um partido oportunista que parasita a desgraça alheia?

 

Quando ouço acusações de impureza ideológica, leio pseudo-dogmas sobre a génese da esquerda, e ao mesmo tempo o Josef, o Leon e o Enver, são apagados mais rapidamente dos manuais (não da cabeça) do que a Luísa Mesquita do PCP…se for sincero o que devo dizer do Bloco?

 

Que o Bloco é um partido oportunista que parasita a desgraça alheia?

 

Quando vejo dirigentes do Bloco opinarem sobre a democracia noutros partidos, e desde há 10 anos, em todos os momentos eleitorais o BE apresenta sempre as mesmas caras, e ao mesmo tempo, decide convidar a Joana Amaral Dias a um “período sabático”, qual a pergunta que me surge?

 

Que o Bloco é um partido oportunista que parasita a desgraça alheia?

 

Sem dúvida.  E ainda bem que António Costa o disse sem rodeios.

 

PS: Passaram despercebidas as declarações do Edmundo Pedro no Congresso do PS. Foram publicitadas mas não com o mesmo destaque. Dizer que “o Governo liderado por José Sócrates tem uma preocupação social e que fez o que ninguém mais fez, não podendo ir mais longe devido à crise”, não é tão interessante como o tema das semanas anteriores.

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Quando deixam de fazer de conta? Passa-se a ideia que são o partido da tolerância e da liberdade interna. A comunicação social vai na conversa e amplifica essa ideia...

 

Nada mais falso! Respeitam tanto as diferenças como no outros partidos. Pior, é que no Bloco fazem de conta que respeitam mas no fundo, no fundo, cultivam as lógicas marxistas leninistas (uns) trotskistas (outros) e oportunistas (outros) que nada têm de respeito pela democracia e pela liberdade.

 

Mais, desde que o Bloco de Esquerda passou a ter uma postura de partido do sistema, passou a ter os mesmos defeitos dos outros. E um deles é o da tentação de calar os críticos. Veja-se o exemplo recente do PS. E no PSD não é muito diferente. É da natureza das coisas... (A única diferença é que Santos Silva só há um...)

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Luís Fazenda, publicou aqui, mais um exercício de sectarismo, adornado de verdades absolutas, sobre a pureza ideológica que esta extrema-esquerda tanto apregoa.

 

Fazenda é muito duro com Manuel Alegre, “O PS não faz parte desse esquema. A não ser para aqueles que acham que vão reconverter o PS, e andam nisso há mais de 20 anos”.
Mas por outro lado, o namoro a Helena Roseta na cidade de Lisboa é por demais evidente. Diria mesmo que é fundamental para o Bloco, depois da vergonhosa retirada de confiança política a Sá Fernandes.
Estaremos perante tentativas de condicionamento, alguns dias antes da Convenção do Bloco, entre as facções estalinista e trotskista?
Entre aqueles que têm repulsa pelo poder e os outros que já lhe tomaram o gosto?
Ou será, à boa maneira da dialéctica de Louça, cujo seu expoente máximo foi a sua visão sobre a Anita de Salvaterra de Magos, mais um exemplo do faz o que eu digo, não faças o que eu faço?

 

O Bloco continua a ser como os M&M’s: têm a mesma embalagem, são todos de cores diferentes, fartam-se de saltitar e mexer, mas no fundo sabem todos ao mesmo.

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Alegre diz que não está a representar o PS

 

"Pois, o problema é mesmo esse, Manuel Alegre não perdoou ao PS a derrota que sofreu nas directas que, seguindo a lógica de Mário Nogueira, deveria ter ganho por antiguidade e com base numa auto-avaliação" no O Jumento

 

Alegre ma non troppo

 

Numa aula magna que a esquerda verdadeira, segundo o jornalista da sic que lá estava, não encheu -- é natal, e apesar da crise mesmo a esquerda verdadeira, parece, vai às compras (ou isso ou fica em casa a fazer presentes em macramê) -- Manuel alegre encenou uma versão extremada do 'segurem-me senão eu saio'. tão extremada que começa cada vez mais a soar a 'empurrem-me lá, vá, para não passar por traidor e poder fazer de vítima'. Fernanda Câncio no Jugular

 

Obrigatório ler a Constituição do 1º Governo da IV República aqui, a não perder.

 

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"Democracia e Serviços Públicos" é o tema que reúne um conjunto de homens e mulheres de esquerda, hoje, na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa.

 

A iniciativa de reflexão política à esquerda, como todas as iniciativas do género, é de louvar em democracia. O painel de oradores é respeitável, não só pela qualificação académica e intelectual que apresentam, mas pela transversalidade política, pois inclui desde militantes de diferentes partidos a independentes.

 

Ao Partido Socialista não incomodam fóruns de discussão. Cada um tem os seus.

 

Para mim, o que resulta é a equivocidade do resultado que estas iniciativas visam prosseguir: partido, coligação, entendimento? Para europeias, legislativas ou presidenciais? É isto que a esquerda tem de interpretar, pois vai ser maioritária no Parlamento durante mais uns anos e pode desenvolver um projecto central para o país, ensinando-o a sair da globalização desregulada e do capitalismo selvagem. Não deixa de ser curioso como estas afirmações hoje, suscitam muito menos paixões contra elas do que dantes. Dá vontade de dizer: houve quem avisasse!

 

Seriam bem vistos os entendimentos. Saibam todos os participantes envolver-se neles.

 

*

 

 

Nas nossas maravilhosas ilhas perto de África, também se levantam vozes dominicais contra outras equivocidades: as da direita. Que quer Alberto João Jardim dizer-nos?.

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O Manuel Alegre, a Helena Roseta, o Cristiano Ronaldo e a Floribela.

Na moção de estratégia de Francisco Louçã, não poderia ser declarada maior "disponibilidade" para uma qualquer associação eleitoral com a esquerda do PS, caso Manuel Alegre decidisse abandonar o partido, ontem Louça afirmou poder apoiar Helena Roseta para a CML, estamos portanto em plena época de Inverno, em que cada plantel se reforça para a ponta final do campeonato.Mas porque é que Louça não dá a cara?Ou Fazenda?Mas faltam assim tantas alternativas dentro do próprio BE?Falta de qualidade ou de militância?Ou será falta de coragem para dar a cara e preferir canibalizar a imagem pública ou o lastro de votos que algumas outras figuras já conseguiram graças a outros partidos politicos?É fácil, é barato é dá votinhos!

 

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O texto não é meu, mas vem publicado no Spectrum por um tal de Rick Dangerous (bom jogo este para os saudosos do load"").
Vale a pena ler alguns excertos para perceber o quanto vale tomar uma decisão responsável na altura de votar.

 

"O meu primeiro comentário diz respeito à natureza do projecto autárquico do Bloco de Esquerda. Parece-me legítimo afirmar que desde as eleições de 2001 (as primeiras a que concorreu) que se tem observado um gritante vazio de reflexão estratégica acerca do poder local e dos seus usos, por parte do Bloco. São inúmeras as pessoas que conheço que me revelaram ter entrado em listas autárquicas sem qualquer intenção de cumprir o respectivo mandato, sem ter participado em qualquer discussão programática e, por vezes, sem sequer terem sido informadas. Ouvi em primeira mão de um dirigente do BE, num acampamento de jovens da IV Internacional realizado em Roma em 2001, que todos os militantes e simpatizantes deveriam tratar do seu cartão de eleitor porque todos seriam candidatos nas eleições. E recordo-me de inúmeros terem concorrido em terras onde nunca estiveram e das quais nunca tinham ouvido falar.
Desde o início que o BE, na ausência de uma implantação local digna desse nome e de qualquer tipo de intervenção quotidiana organizada fora dos períodos eleitorais, abordou as eleições autárquicas em função do seu objectivo de crescer eleitoralmente. E subordinou assim a sua intervenção no poder local a objectivos de propaganda, em detrimento de qualquer perspectiva de transformação da vida quotidiana das respectivas populações. Ninguém parece interessado em falar disso, mas qual o balanço do mandato autárquico da «Anita» em Salvaterra de Magos?
(...)
Em vez disso, tudo o que vemos é outra coisa e o comunicado da concelhia de Lisboa é uma verdadeira demonstração de má-fé e desonestidade intelectual. É absolutamente inaceitável que, depois de terem aceite o acordo, venham agora escrever, como se lê na página 3, que Sá Fernandes fez uma proposta de entendimento com o PCP e o PS, durante a campanha, "contra a opinião do Bloco de Esquerda".
Note-se o total contrasenso - "o acordo não se fez e não havia nem condições nem razões para o fazer". Mas o acordo fez-se e as razões e condições que não existiam foram aceites por esta mesma concelhia, que agora sacode a água do seu capote com a facilidade com que o BPN abria contas em offd-shores. Parece em todo o caso óbvio que, sem coragem para rejeitar um acordo a que se opunham, os dirigentes concelhios do BE preferiram ficar à espera da melhor oportunidade para o rasgar.
(...)
Quando não se sabe o que fazer ao poder local, mais vale ficar quietinho."

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A recente postura do Bloco de Esquerda em relação ao Vereador Sá Fernandes deixou cair por terra o mito da diferença e superioridade moral do Bloco em relação às restantes forças partidárias.
Este mito assenta em 3 pilares fundamentais:
- A retórica de Louçã, Portas, Fazenda e Drago, no papel de inquisidores da moralidade, de dedo em riste, impolutos, arautos do politicamente correcto disfarçado numa imagem de rebeldia, que se apressam a coçar onde outros têm comichão.
- A amabilidade cúmplice com que alguma Comunicação Social trata o Bloco.
- O tabu da discussão da ideologia de génese do Bloco. O Bloco corre o sério risco de se transformar em Fragmento, no dia em que os seus militantes tiverem a coragem de debater o quem somos, o que defendemos e para onde vamos.
Se calhar sou só eu que acho que é muito hipócrita ver alguns bloquistas a opinarem sobre o estado da esquerda dentro do PS, ou o excesso de conservadorismo do PCP, quando do Bloco só conhecemos, à boa maneira populista, ideias avulsas, situacionistas, e pouco sobre a sua ideologia.
Que são de esquerda. Sim, dos sete costados. Organizam eventos com o Manuel Alegre, e dão vivas a Abril. Até o nome diz isso: Bloco de Esquerda. Mas que esquerda? A trotskista de onde vem Louçã? A maoista da UDP? Ou o híbrido social-democrata por onde andou a viajar a Política XXI? As incoerências políticas só servem como alvo do dedo inquisidor dos bloquistas moralistas se forem de outros partidos? Como disse no ponto anterior, só muita simpatia da parte de alguns sectores que deontologicamente não o deveriam ser, tem permitido que muita incoerência passe incólume.
Enquanto assim for, continuaremos a ver os ataques cerrados ao capitalismo selvagem proferidos por consumidores de Cohibas e camisas Façonnable. Faz o que eu digo, não faças o que eu faço.
 
O mito caiu por terra, não pelo derrube de alguns dos seus pilares, mas porque o Bloco de Esquerda, caiu no mesmo tacticismo político e manobras esguias, que caracterizavam ao que parece todos os outros partidos. O Bloco não. O Bloco seguia feliz, puro, cândido, por desflorar, rumo a uma noite de núpcias, de lençóis brancos por estrear.

 

A retirada de confiança política a Sá Fernandes é antes de mais uma falta de respeito para com todos os lisboetas que votaram no Bloco.

Lisboa, foi tida como secundária, num cenário em que o objectivo fundamental é eleger deputados nas Legislativas. Reforçar a bancada do BE. Competir com as outras esquerdas, as que não são puras. E isto só é possível continuando a alinhar nas ondas de protesto, fomentando descontentamento, não deixando de tentar conquistar o mesmo espaço político do PCP.
Quem diria que na rebeldia há lugar para a táctica pura?
Quem diria que na mesma prateleira cabem livros de Baudelaire e Maquiavel?
Uma surpresa, sem surpresa, este Bloco.

 

O Bloco revelou através desta prática com algumas semelhanças estalinistas, que não é assim tão diferente como apregoa.
Sá Fernandes foi usado pelo Bloco. Deu jeito para conquistar uns votos. O que o Bloco não contava é que Sá Fernandes pusesse os interesses da cidade de Lisboa à frente dos interesses partidários do Bloco.

Isto de haver gente que pensa pela sua cabeça é engraçado quando teorizado ou escrito a pincel numa qualquer parede. Quando é praticado é problemático, ainda para mais em lugares em que a democracia é um conceito centralizado…

 

Os argumentos usados pelo Bloco são tão frágeis e descabidos que muitos dos simpatizantes do Bloco não se inibem de mostrar o seu descontentamento na blogosfera ou na Comunicação Social.

Cito Daniel Oliveira, destacado militante do Bloco de Esquerda, no seu Arrastão:

(…) acho que a presença de Sá Fernandes na Câmara garantiu enormes vitórias e fez uma grande diferença: na integração dos precários, na aprovação do Plano Verde, nas ciclovias, em mudanças importantes nas empresas municipais e nos primeiros passos no Orçamento Participativo, uma causa do Bloco de há muitos anos. Tudo isto em apenas um ano e meio, sem maioria e sem dinheiro.

E mais:
Do Bloco, esperava mais sangue frio, mais diplomacia, mais respeito pelo vereador que ajudou a eleger, mais responsabilidade política e um balanço sério em relação ao seu papel nesta triste novela.
Pois é…
 

Sá Fernandes e o Bloco celebraram um acordo com António Costa e o PS.
Este acordo foi escrupulosamente cumprido por Sá Fernandes e por António Costa.

Perante a posição do Bloco, apenas podemos concluir que o Bloco nunca quis ser mais do que uma pedra na engrenagem do trabalho do PS na Câmara Municipal de Lisboa.
O que não contavam é que Sá Fernandes não alinhasse neste jogo baixo.
Para o Bloco, Sá Fernandes deveria boicotar todas as tentativas de recuperação financeira e de credibilidade que o PS foi encontrar quando tomou posse.
Para o Bloco, Sá Fernandes deveria ter deixado de cumprir o compromisso assumido com os lisboetas, para entrar em guerras estéreis com o Executivo, e mediaticamente ajudar o Bloco a ter mais uns sound-bytes diários.
Para o Bloco, Sá Fernandes deveria ter dado menos importância aos espaços verdes em Lisboa, deveria ter dado menos importância à integração dos precários, e um grande destaque às propostas do Grupo Municipal do Bloco, como por exemplo a geminação entre Lisboa e Gaza, vital, como se imagina, para os habitantes das 53 freguesias da cidade…

 

Há quem confunda uma autarquia com 11 mil funcionários e quase meio milhão de habitantes, com as tricas da “partidarice”.

 

Afinal parece que o Zé fazia falta a Lisboa. O Bloco é que não.

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A Concelhia de Lisboa do Bloco de Esquerda acusou Sá Fernandes de "seguidismo" e de fugir ao programa com que se apresentou a eleições.

 

há quem faça previsões ...

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O Bloco de Esquerda tem um triunvirato de controlo da opinião na blogosfera, o esquema de funcionamento é o seguinte: aos ataques pequenos ou de personalidades menos conhecidas, quer na blogosfera, quer na imprensa, responde o Pedro Sales. Se falarmos de ataques que mereçam uma resposta revestida de maior mediatismo, ataca o Daniel Oliveira, ex-funcionário do partido, contratado agora por Balsemão, militante nº1 do PSD.

 

Quando se trata de um ataque proferido por alguém mais mediático, principalmente em órgãos de comunicação social, sai o eurodeputado Miguel Portas, em defesa da sua dama ofendida, o Bloco de Esquerda. Foi o caso do ataque proferido pelo Pedro Nuno Santos, que afirmou que "o BE só existe porque o PS deixa". A conclusão parece óbvia, com um PS a rumar, infelizmente, ao centro, é natural que a esquerda ganhe espaço. Quais são as dúvidas de Miguel Portas?

 

Já agora alguém me explica o porquê do triunvirato não atacar ao mesmo tempo? Estão a rentabilizar recursos? Capitalistas...

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"A exclusão pela presidência dos jovens do Bloco de Esquerda da reunião de hoje resume, de forma exemplar, a forma redutora como Cavaco Silva entende a participação política e democrática. Num encontro marcado para discutir as formas de participação política dos jovens, o Presidente da República entendeu por conveniente definir à partida quais são as formas de organização aceitáveis e as que são dispensáveis. Sintomático."

Pedro Sales no Zero de Conduta

 

O Pedro Sales faz a análise ao estudo da Presidência da República, sobre a participação dos jovens na vida política e chega à mesma conclusão do que eu. De facto, o desinteresse pela política não é um problema da juventude, mas sim de toda a sociedade, sendo que os jovens, como o Pedro Sales refere e muito bem, até são os que têm  os índices de participação social mais elevados e "demonstram-se mais confiantes na melhoria do funcionamento da democracia".

 

Mas de facto existe um desinteresse da juventude pela política, que o Pedro Sales também refere, visto a mesma "encontrar uma reduzida eficácia no voto". Aponta para isso as razões levantadas pelo seu camarada Daniel Oliveira no Arrastão. Aqui estão elas:

 

"Por causa da União Europeia, por causa do défice, por causa da globalização dos mercados, por causa do Leste e da China, por causa da competitividade… Se quem é eleito garante que não há alternativas como pode querer que os jovens eleitores percebam o valor da escolha? Que se identifiquem com a esquerda ou com a direita quando isso é irrelevante na hora de governar? São práticos os nossos jovens; as distinções ideológicas só valem alguma coisa se tiverem tradução prática."

Daniel Oliveira, Arrastão

 

 

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Tal como nos relata o CMC, o Francisco Louçã veio dizer que “Sócrates declarou guerra à esquerda”, afirmação esta que eu não compreendi. Sou militante do Partido Socialista e da Juventude Socialista, tenho participado em várias plataformas de base social juntamente com militantes e dirigentes do BE, sou de esquerda e não compreendo a razão do coordenador do Bloco de Esquerda ter ficado com o mesmo tique do PCP, de se achar dono da esquerda, como diria o José Soeiro, “não capitalista”. Expressão esta que também nunca compreendi,deste ponto de vista,  a social-democracia é capitalista? Então o PS também se pode gabar de ser o  representante da esquerda “democrática”? Vamos lá é parar com os rótulos.

O Bloco de Esquerda acusa o PS de apontar baterias à sua esquerda, o que não me parece nada estranho, visto esta esquerda ter há muito mandado toda a infantaria atacar o governo, não só nos  órgãos de representação política, mas também na rua, através da manipulação da CGTP, da FENPROF e de outros sindicatos. Os governos socialistas sempre se habituaram, a que os partidos à sua esquerda funcionassem como a maior força de bloqueio às reformas necessárias para a evolução do país, mas a pressão exercida pelos mesmos, nesta legislatura, está a conseguir bater todos os recordes.

Vejamos a recente polémica suscitada pelo Pedro Sales e aproveitada pelo Daniel Oliveira, relativamente à intervenção do Pedro Nuno Santos, na Assembleia República, sobre os falsos recibos verdes. Acontece que o Pedro Sales colocou apenas uma pequena parte de um longo vídeo no Zero de Conduta, resumindo a intervenção do Pedro Nuno a apenas dez segundos, maior desonestidade intelectual não pode existir. Faço minhas as palavras do Tiago Barbosa Ribeiro sobre o assunto:  “Sucede que é um absurdo considerar que o PS defende uma taxa para manter a ilegalidade dos falsos recibos verdes, quando o Pedro Nuno Santos diz exactamente o contrário ao desmontar o argumentário de quem considera que o governo os vai institucionalizar.”

Voltando ao tema principal, torna-se curioso que o Francisco Louçã diga que Sócrates declarou guerra à esquerda e ao mesmo tempo verifiquemos que o BE decidiu atacar o PS pela Juventude Socialista. Isto é estranho, principalmente para quem conhece a Moção Global de Estratégia pela qual o Pedro Nuno Santos foi eleito, claramente de esquerda e que colocou a JS como força de defesa do ideário da esquerda socialista democrática dentro do PS. Desde há quatro anos que a JS tem estado em várias lutas juntamente com o BE, na defesa dos direitos dos homossexuais, na IVG, na luta pela liberalização das drogas leves, entre outras. Faz pois sentido este ataque do Pedro Sales e do Daniel Oliveira? Ou será o sectarismo uma característica inerente a esta esquerda?

Hoje surge também um texto do JRV no Activismo de Sofá, a falar sobre um post no blog do grupo parlamentar da JS/Açores, a denúnciar várias incorrecções linguísticas. Não me incomoda, enquanto militante da JS, esta critica, até porque é saudável e fundamentada. Mas não deixa de demonstrar que a esquerda à esquerda do PS está mais atenta do que nunca à Juventude Socialista. Porque será?

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Nem acreditam o que me custou escrever este titulo.

Não gosto do Bloco. Não gosto das ideias do Bloco. Não gosto das posturas do Bloco.

Mas o Bloco é uma realidade no sistema politico português.

Não esteve bem o Presidente da República ao excluir o Bloco de Esquerda do encontro que realiza hoje em Belém, para analisar as razões do afastamento do jovens da política.

A razão aparente para tal opção, prende-se com questões formais. Mas tal não justifica a opção.

Infelizmente, se há estrutura política que, nos últimos anos, tem (também) atraído os jovens, essa estrutura é o Bloco de Esquerda. Basta analisar os resultados eleitorais nas mesas de voto dos mais jovens.

E no Parlamento, se não estou em erro, é o Bloco que tem o deputado mais jovem.

Custa-me esta realidade. Mas ora aí está, é uma realidade.

E se não podemos fugir dela, não pode, também, o Presidente da República.

Nesta questão, o Bloco tem razão para reclamar.

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"Confesso que chego a ter pena daquela malta da JS que, ano após ano, lá aparece na Avenida, pronta para desfilar e representar os mais velhinhos do PS que nestas alturas optam por ir a banhos ou mesmo por ficar em casa.
Mas este ano os tipos foram sérios candidatos à maior gargalhada do desfile..."

Bomb Jack, Spectrum

 

Há coisas que realmente me despertam gargalhadas, principalmente quando vêm de pessoas à minha esquerda, que continuam a achar que a democracia é deles e que a FEC(ML), a OCMLP, a LCI, o PRT, a UDP, o MES, o MRPP e a restante tralha, foram os verdadeiros heróis da democracia portuguesa.

 

Eu participei neste desfile, justamente atrás dessa lona e vi coisas muito engraçadas, realmente vi. Querem alguns exemplos? Vi militantes do de um certo partido, que se acha dono da liberdade, a insultarem militantes da Juventude Socialista, vi também um João Proença a ser assobiado, um Aquilino Ribeiro Machado a não merecer palmas e um Pedro Nuno Santos a também ser assobiado. Vi ainda um senhor, com um autocolante de um certo partido, a empurrar uma camarada minha da JS, para não falar daqueles que usam a marcha do 25 de Abril para atacarem o governo e para transformarem a política num mero exercício de provocação.

 

Maior falta de respeito do que esta, só no ano passado, quando o militante do PS Edmundo Pedro subiu ao palco e também foi assobiado. Para quem não sabe, este senhor foi o mais jovem preso político da PIDE, foi sempre um lutador e tem muitas lições a dar sobre o que é ser de Esquerda, principalmente aqueles para quem a JS no 25 de Abril provoca gargalhadas.

 

Abril é de todos, quer o "Bomb Jack" goste ou não. Infelizmente aquela marcha continua a ser utilizada como arma de arremesso político, por aqueles a quem Abril não lhes trouxe o respeito pelo pluralismo democrático, que ideológicamente nunca defenderam - olhemos para a China, para Cuba, para a URSS e para a Albânia. O facto da JS estar todos os anos na marcha é uma vitória da liberdade contra o sectarismo, mais do que isso, é um acto de coragem do qual muito me orgulho, enquanto jovem e enquanto socialista. Para o ano lá estarei.

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"Um puto de 18 anos, com pinta de Bruce Lee e notório mau humor, mandou dois polícias para o hospital a toques de pontapé, e foi o suficiente para montar o cenário para mais uma overdose comunicacional sobre o aumento da insegurança e a necessidade de mais efectivos policiais."

Pedro Sales, Zero de Conduta

 

O Pedro não compreende o problema da violência, principalmente na juventude. Não quero com isto dizer que partilho da euforia do CDS, quando aborda este tema, mas também não consigo olhar com a naturalidade com que o Pedro Sales, mas também o Bloco de Esquerda, olham quando falamos da criminalidade e do reforço das forças policiais.

 

Quando o BE nasceu, uma das suas grandes bandeiras era a polícia não usar armas de fogo, em certo tipo de actividades, como por exemplo o mero patrulhamento. Claro que o BE cresceu, ganhou algum peso eleitoral e com isso algumas, embora não se note muito, responsabilidades. Esta proposta tem sido silênciada.

 

Hoje o Pedro Sales ataca a imprensa por se preocupar com um "Bruce Lee" que espanca dois polícias e olha com naturalidade para o caso da esquadra de Moscavide. Amanhã este problema, se não for combatido, com um forte reforço do número de policias na rua, vai-se agravar.

 

Sou de esquerda e sempre o fui. Gosto de ler o que o Pedro escreve e acho que é um jovem que em muito tem ajudado o Bloco de Esquerda a crescer. No entanto, há posições que não se compreendem, por parte de dirigentes de uma força partidária que ambiciona tornar-se a terceira força política em Portugal. O Bloco precisa de amadurecer, por isso sou de Esquerda e não Esquerdista e por esse mesmo motivo acho que a segurança também deve ser uma bandeira da Esquerda.

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O João Almeida referiu hoje o facto do CDS continuar a subir nas sondagens, exemplificando com o estudo de opinião divulgado hoje pelo Correio da Manhã, em que o CDS aparece com uma intenção de voto de 5,1%. Sabem quais foram os resultados mais parecidos com este? Nas Legislativas de 1987, com a liderança de Adriano Moreira, onde obteve 4,34% da votação e posteriormente nas Legislativas de 1991, onde Freitas do Amaral não conseguiu ficar além dos 4,38% - nestas duas eleições o CDS ficou com 4 e 5 deputados, respectivamente.

 

Desde 1991 o pior resultado de sempre do CDS, numas legislativas, foi em 2005 onde o partido ficou com 7,26%, bem mais do que o Correio da Manhã hoje prespectiva para 2009.

 

Quanto ao facto do resultado do CDS poder fazer o PS perder a maioria absoluta, estou mais preocupado com os resultados do Bloco de Esquerda, que segundo esta mesma sondagem, pode chegar aos 10,2% e tornar-se a terceira força política em Portugal.

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