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Afinal de contas, todos os partidos com assento na Assembleia da República estavam ainda há pouco tempo motivados para alterar a lei do financiamento dos partidos. Uma lei séria acrescente-se, que permitiu que se retirasse uma pequena parte da suspeição, em muitos casos injusta que paira sobre as organizações partidárias e demais políticos. A sua aprovação representou aos olhos dos mais atentos, um estado maior de maturidade e seriedade a que os partidos políticos estão mais do que outras organizações obrigados.

Quando o PS, PSD, CDU, CDS-PP, BE e Verdes, se prepararam para votar uma lei contrária à existente, apenas o deputado António José Seguro foi sensível ao retrocesso que este inusitado movimento pluripartidário representou.

Esteve muito bem o senhor Presidente da República ao vetar a lei recentemente aprovada na Assembleia da República, tal como esteve muito bem António José Seguro. O tempo deu-lhe razão. Os partidos políticos, todos sem excepção ficam mal na fotografia, como ficam igualmente certos deputados, que se tomam da vaidade de pregar o moralismo mas que neste caso como em tantos outros ficou pela gaveta.

Não há nada como estar seguro do que fazemos e do que queremos.

 

 

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A conferência de líderes agendou, pela quarta vez no último ano, a eleição de novo provedor de Justiça para o próximo dia 10 de Julho, último dia de plenário desta legislatura.

 

Diz a sabedoria popular que à terceira é de vez. Errado, no caso da eleição do futuro Provedor de Justiça já decorre a quarta tentativa. É caso para se dizer que o povo não é sábio.

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José Eduardo Martins, o Sr. deputado do PPD que foi filmado vestindo a pele de rufia mal educado no parlamento, diz agora ter querido dizer "vai para o bandalho" a Afonso Candal!

Deve ter levado uma noite inteira a estudar o dicionário e a encontrar substituto para uma outra palavra que parece ter utilizado!Sim, porque a parte de "baixar a bola" e "para a próxima tratamos disto doutra maneira" são normais, tal como parece ser aceitável o mesmo Sr. deputado e jurista especializado na área do ambiente chamar "palhaço" ao primeiro-ministro.Ficamos esclarecidos quanto à bitola utilizada pelo PPD para escolher este grupo parlamentar, já desconfiávamos dado estar Santana Lopes na origem da mesma.

Como prova de boa vontade deixo ao Sr. deputado do PPD especialista na área do ambiente algumas sugestões para o que "ele quis dizer":

 

"Oh Afonso, és duro de cabeça que nem um Carvalho"

"Oh Afonso, estás a ficar lelé da cuca com tanto Trabalho"

"Oh Afonso, estás armado em Penduricalho!"

"Oh Afonso, tens um cérebro de Orvalho!"

 

Sei que parecem ridículas, mas soam bem melhor que "Vai para o Bandalho"!

José Eduardo Martins, para a próxima use o Twitter e depois diga que foi um hacker!

Soa menos falso e ao menos dá uma imagem info-porreira em vez de fazer os outros de estúpidos!

Podem atentar na actuação do artista de variedades José Eduardo Martins a partir dos 55 segundos...

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Hoje, num debate realizado na Assembleia da República por iniciativa do deputado do CDS António Carlos Monteiro, foi levantada (e bem) a questão do favorecimento de empresas de instalação de painéis solares por parte do governo.

 

O PSD, pela voz do deputado e ex secretário de estado do ambiente José Eduardo Martins pergunta ao PS se estaria disponível para sustentar a promoção de uma política pouco transparente de apoios avulsos a determinadas empresas em detrimento de outras.

 

Chegamos então à parte dos insultos:

 

Alguns jornais e televisões rapidamente tratam de julgar: "José Eduardo Martins insulta Afonso Candal"... Podia ser... Mas não foi!

 

Então é assim: Afonso Candal utiliza a táctica da insinuação (infelizmente começa a ser demasiado comum). Esta atitude cobarde consiste em deixar no ar dúvidas sobre a ética do comportamento de alguém sem nunca concretizar, sem nunca afirmar. É o chamado insulto dissimulado, cobarde!

 

José Eduardo Martins foi colocado sob a suspeição de estar a defender interesses particulares - os seus interesses, "negócios" - em detrimento da defesa do interesse público. Foi essa a intenção. Foi essa a insinuação. É isso que torna a intervenção de Afonso Candal insultuosa e indigna. Depois, só depois, José Eduardo Martins irrita-se com este comportamento rasteiro...

 

Afinal quem insulta quem?

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Ontem no debate quinzenal na Assembleia da República, pudemos todos ouvir o PSD a sacudir a água do capote relativamente ao BPN e aos desenvolvimentos que hoje se vão conhecendo.

Ao deputado Paulo Rangel coube a espinhosa missão de tentar chutar o BPN para a bancada do PS, acusando o supervisor Banco de Portugal e criticando agora também a nacionalização do mesmo banco.

Mas afinal de contas o que é aquelas almas cândidas e puras do PSD fariam com o perigo eminente de contagio no sistema, que uma falência no BPN provocaria?

Deve ser complicado de facto conviver com nomes como Dias Loureiro e Oliveira e Costa. Paciência, são os nomes falados, comentados e sobre quem recaía parte significativa das responsabilidades de administração do BPN e do SLN. São do PSD, mas podiam ser de uma outra qualquer organização. Agora vir o PSD a terreiro, chutar a sua bola laranja para outros quintais é que não.

 

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Muito interessante tem sido a estratégia do Grupo Parlamentar do PSD na comunicação das suas posições relativamente à questão da Educação.

 

Já tinha sido importante e inovador a criação de um blog que centralizasse a discussão, aberto à sociedade civil e muito em particular aos agentes educativos para que se debatesse e discutisse.

 

Com Liberdade.

 

Agora esse blog foi reactivado e começou com o pé direito. Paulo Rangel escreve uma carta aos seus colegas deputados.

 

Nesta carta fica perfeitamente explicita a posição do grupo parlamentar do PSD, pressiona politicamente todos aqueles que na primeira votação estiveram contra o modelo proposto pela Ministra da Educação e marca a agenda política apresentando uma proposta alternativa.

 

Aqui fica a missiva do líder do grupo parlamentar:

 

"Caros colegas deputados

 
A crise e a conflitualidade nas escolas portuguesas, essencialmente cau­sada pela obstinação do Ministério da Educação, arrasta-se e agrava-se sem qualquer solução à vista. É bem caso para dizer que está em causa o regular funcionamento das instituições educativas, com graves prejuízos para os alunos e para as respectivas fa­mí­lias.
 
Os Deputados e a Assembleia da República não podem ficar indiferentes e inertes perante esta situação de impasse e bloqueio.
 
O PSD apresenta, pois, em debate potestativo uma iniciativa aberta e neutral, que sem pôr em causa a necessidade adquirida da avaliação dos professores, suspenda de imediato a razão de ser daquele bloqueio. Pela primeira vez, a Assembleia da República tem a oportunidade de aprovar um projecto que tem efeitos vinculantes e imediatos (trata-se de uma lei, não de uma mera recomendação). E mais, tem a opor­tunidade de aprovar um projecto que deixa todo o espaço de ma­nobra e negociação ao Governo e aos agentes educativos; ao contrário de iniciativas anteriores, que procuravam condicionar substantivamente o desenho de futuros modelos de avaliação.
 
Os Deputados – todos aqueles que, qualquer que seja a sua bancada, nos mais variados fóruns, reconheceram a insustentabilidade deste modelo de avaliação – dispõem agora da oportunidade única de, pela primeira vez, determinar com força obrigatória a suspensão do modelo de avaliação, sem recusar a mesma, e vinculando o Governo e os parceiros educativos a definirem um modelo alternativo.
 
É fundamental que o Partido Social Democrata e o seu Grupo Parlamentar, defensores intransigentes da necessidade de avaliação do de­sem­penho pessoal do corpo docente, dêem um contributo construtivo para desbloquear esta situação de crise. Trata-se de evitar que o se­gun­do período lectivo seja perdido, tal como infelizmente foi o primeiro.
 
Verifica-se hoje um amplo consenso na sociedade portuguesa quanto à inadequação e impratica­bilidade do modelo de avaliação actualmente em vigor (mesmo depois dos retoques entretanto sofridos). E verifica-se também a possibilidade de alcançar um consenso parlamentar no sentido de, sem nunca pôr em causa o princípio da avaliação, suspender o actual modelo, substituí-lo por um modelo transitório para o presente ano lectivo e construir um modelo alternativo simples, justo e desburocratizado, no qual todos os agentes educativos se re­vejam.
 
Quem esteve ao lado dos que sugeriam a suspensão, por maioria de razão, só pode – agora - estar do mesmo lado, quando está em causa um diploma verdadeiramente vinculativo. Um diploma aberto, apartidário, que visa restabelecer a normalidade nas escolas, apresentado quando o impasse se reforça e o Governo pode vir ser obrigado a respeitar uma decisão da Assembleia da República. 
 
Para tanto, o PSD promove o debate potestativo de quinta-feira, 8 de Janeiro, em que apresenta um projecto-lei que visa precisamente a suspensão do modelo em vigor e a sua substituição por um modelo transitório para 2008/2009 e por um modelo novo para os futuros anos lectivos. Além do mais, o PSD, nos termos regimentais, aceitará o agen­damento de projectos de outros partidos que visem a mesma finalidade. Para nós, não está em causa qualquer vitória político-partidária; está, sim, em jogo a devolução às escolas de um clima de normalidade. Se houver alguma iniciativa alheia que reúna maior consenso e que dê um contributo positivo para a solução da crise escolar que Portugal atravessa, o PSD estará ao lado dela.
 
O PSD considera o princípio da avaliação dos professores como uma aqui­sição irreversível; mas não pode sustentar um modelo que se mostra impraticável e que, por força das suas implicações, colocou as escolas portuguesas próximas do “estado de sítio” institucional.
 
Porto, 5 de Janeiro de 2009
Paulo Castro Rangel
Presidente do Grupo Parlamentar do PSD»

 

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Exactamente como uma mancha de óleo, o que começou por ser o problema num banco e com um ex-governante dos Governos de Cavaco Silva estendeu-se lentamente a vários outros membros das antigas equipas de Cavaco Silva e a outros ramos de actividade, e agora também a membros do PS.

Exactamente nesta mesma altura, a Assembleia da República resolveu criar uma Comissão de Inquérito mas, surpreendentemente, com base nas posições defendidas por Paulo Portas, que pretendem fazer das falhas de supervisão do Banco de Portugal as razões para toda a imensa e infindável teia de escândalos, ou alegação de escândalos, que se desenrola perante os nossos olhos.

O sistema judicial português habituou-nos a vê-lo funcionar como se o factor tempo não existisse, com as decisões prescritas ou tomadas tarde demais para ter qualquer efeito útil e tem sido, por isso, substituído pela imprensa que faz justiça em tempo recorde, mas uma justiça popular, pouco séria e pouco justa.

As Comissões de Inquérito parlamentar, pelo seu lado, não conseguiram impor-se como mecanismos expeditos e idóneos para esclarecer questões como as que estão diante de nós.

O problema é que, perante o alastrar da actual mancha de óleo, ou o sistema político arranja forma de se autorregenerar ou vai acabar irremediavelmente afogado nesse óleo. É, por isso, vital que apareça uma verdadeira comissão de inquérito parlamentar onde seja cabalmente esclarecido o envolvimento de todos os antigos governantes e dirigentes políticos que aparecem ligados a sociedades, empreendimentos e bancos envolvidos em acções delituosas; inocentando quem nada tem a temer; pedindo responsabilidades a quem as deve; e escalpelizando as razões que explicam que gente do governo da nação tenha saltado para os negócios contra a nação.

Se o financiamento, as estruturas, a eficácia e a supervisão bancária tiverem responsabilidades na matéria, com certeza que tão pouco devem ser poupados, mas se é para arranjar um conveniente bode expiatório, não penso que isso seja aceitável.

O país está perante uma crise internacional de enormes proporções, cujos efeitos se farão, com toda a probabilidade, sentir em pleno entre nós em 2009 que, por sua vez, como sabemos, é ano de eleições.

Quem pensar que é possível disfarçar fraudes desta dimensão sem nada fazer quando o país for sujeito ao pleno choque da recessão não está certamente a fazer uma avaliação realista da situação.

O que temos perante os nossos olhos não é pura e simplesmente tolerável A democracia é um sistema mais complexo do que se pensa e torna-se por isso necessário preserverar sempre na sua salvaguarda.

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E porque à mulher de César não basta ser séria, o PS escolhe para presidir à comissão de inquérito parlamentar ao Banco Português de Negócios, concretamente  "à existência de falta grave na actuação do Banco de Portugal no exercício do seu poder de supervisão no caso do BPN", a deputada Maria de Belém Roseira. Muito bem, é de resto uma excelente equipa a que foi designada.

Veremos os resultados e os comentários da "esquerda ariana" às conclusões desta comissão....porque para a "direita" é como se tivessem as conclusões na mão desde a primeira noticia na comunicação social, ou antes mesmo!

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A Comissão do Orçamento e Finanças não se reuniu por ausência de quorum.
Se num post anterior expus as fragilidades do método de eleição e a não reciprocidade na representação entre eleito e eleitor, hoje sou levado a explanar as outras motivações e inconsequências da representação da função de deputado à Assembleia da República.
É contrastante o prestígio e importância das funções de deputado, com o comportamento relaxante, pouco ético e arbitrário que muitas dezenas de senhoras e senhores no exercício das funções colocam no seu dia a dia.
Tenho para mim que a Assembleia da República (AR) tem nas suas hostes brilhantes políticos, gente capaz e séria na sua acção e não tenho dúvida alguma, de que estes serão os primeiros interessados em ver separado o trigo do joio. Qualquer erva daninha na Assembleia da república pouco se importará em trocar os seus 3000€ de vencimento, por um outro lugar qualquer onde reencontre a mesma reserva financeira.
Assim anda a AR, frágil e à mercê de alguns que a encaram como mera vaga de emprego, não percebendo a honra e dignidade da função.

 

Também em http://miguelteixeira-lx.blogspot.com/

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A Comissão do Orçamento e Finanças, agendada para as 9h30 desta sexta-feira, não se realizou por falta de quórum. Faltaram seis deputados do Partido Socialista, três do Partido Social Democrata e um do Bloco de Esquerda.

marcaram presença na Comissão, à hora marcada, oito deputados (quatro do PS  - Afonso Candal, Maximano Martins, Hortense Martins e Teresa Venda; dois do PSD - Jorge Neto e José Manuel Ribeiro; 1 do PCP, Honório Novo e 1 do CDS-PP, Diogo Feio), obrigando a adiar a discussão de um assunto que tem vindo a marcar a actualidade nacional. A comissão, com 18 deputados efectivos e 11 suplentes, funciona com um mínimo de 9 deputados.

Em declarações aos jornalistas, o deputado do PSD Duarte Pacheco, um dos faltosos, defendeu que «o partido maioritário é que deveria assegurar o quórum» uma vez que «o PSD tinha, em percentagem, o número de deputados suficientes», informa a agência Lusa.

O deputado do PCP Honório Novo, vice-presidente da comissão, responsabilizou igualmente o PS, afirmando que foi aquele partido que retirou quinta-feira uma proposta que se dispensasse a votação da redacção final do OE para 2009: «A reunião era sobretudo para isso. Se o PS retirou o requerimento, tinha que assegurar hoje o funcionamento da comissão», afirmou.

Já a deputada do PS Marta Rebelo, que disse ter avisado que ia faltar por ter uma consulta médica, desvalorizou a questão das faltas dos deputados, considerando que «o que se passa no plenário» são questões «mais importantes do que a questão das faltas, que é política com 'p' pequenino». «Hoje vamos votar e discutir coisas importantíssimas como o Estatuto Político Administrativo dos Açores», afirmou a deputada, apesar de hoje não constar da agenda qualquer discussão sobre o Estatuto dos Açores.

Por seu lado, o deputado único do BE na comissão de Orçamento e Finanças, Francisco Louçã, que também disse que tinha avisado que ia faltar por ter «uma reunião em Almada», frisou que «o PS é que devia assegurar o quórum», já que foi o PS que marcou a reunião dois dias antes para hoje às 9h30 e que o BE votou contra essa marcação.

«Não queiram comparar a situação de hoje com o que se passou no plenário» na passada sexta-feira, em que um projecto de resolução do CDS-PP que recomendava ao Governo a suspensão da avaliação dos professores poderia ter sido aprovado não fosse a falta de comparência de deputados da bancada do PSD.

O líder parlamentar do CDS-PP, Diogo Feio, disse apenas que «bom teria sido se tivesse havido a reunião» uma vez que se tratava da votação da audição do Governador do Banco de Portugal, recusando comentar as faltas dos deputados por não conhecer as suas razões.

 

Louça avisou com antecedência da indisponibilidade, Diogo Feio do CDS falou pouco mas muito acertadamente, quanto aos outros, por amor de Deus, é constrangedor demais isto!

Cavaco Silva não comenta este tema, é coerente, mas não é dificil presumir o que teria ou gostaria de dizer....e eu também.

 

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A questão mais grave que emerge da propalada falta em plenário dos deputados à Assembleia da República, não é propriamente a que radica em torno das responsabilidades políticas e públicas do exercício da função, mas é fundamentalmente uma causa efeito da ausência de relação entre eleitos e eleitores que tem a sua principal razão no sistema de eleição.
Para todos os efeitos é difícil aferir o que é mais válido na acção de um deputado, se participar numa votação, se intervir ou assistir numa conferência cujo tema é relevante para os seus trabalhos, se estudar um dossier ou se o contacto com a população.
O verdadeiro problema reside na ausência de relação ou conhecimento sobre quem de facto nos representa. Quer queiramos quer não, o modelo de eleição de deputados, tal como ele existe, está desfasado da realidade, uma vez que continua a apontar para um total afastamento dos dois actores, e nem mesmo o sentido e a convicção da coisa pública por parte de alguns deputados, pode diminuir uma evidente inacção resultante de um sistema desapropriado.
Considero que o caminho a percorrer poderá passar pela manutenção de um círculo nacional e pela introdução de círculos uninominais, o que imporá uma verdadeira revolução no sistema eleitoral para a Assembleia da República. Num círculo regional de entre os vários candidatos de cada força partidária, os eleitores terão a possibilidade de votar num, independentemente do seu posicionamento na lista. Desta forma, existirá sempre a capacidade do eleitor identificar o seu deputado e deste identificar-se com os problemas e soluções a apontar no seu círculo.
Entendo que será sempre importante a par de um círculo uninominal, manter-se um círculo de âmbito nacional - que funcionará como instrumento de compensação, que permitirá aos pequenos partidos (que muito dificilmente conseguiriam eleger deputados nos círculos uninominais) contabilizar totalmente a sua votação, obtendo-se desta forma um Parlamento mais plural.
É preciso que não nos esqueçamos que a Assembleia da República independentemente dos regimes de eleição ou demais regimentos internos, é em absoluto um espelho fiel dos partidos políticos, que vezes de mais resistem à mudança e aos desafios que esta propõe, optando em contraponto pelo mesmo sistema, meios e actores. Como já uma vez escrevi, a dignidade do exercício de funções públicas parece ser à luz dos dias que correm, cada vez mais poesia para os nossos ouvidos. Enquanto há tempo, há espaço para reflectir e agir!
 
Também em http://miguelteixeira-lx.blogspot.com/
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O Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, recusou hoje mudanças no regimento por causa das faltas às votações e avisou os deputados que "são eleitos" para comparecer às reuniões plenárias e das comissões. "

 

 

"Vejo a necessidade básica de haver sentido do dever, cumprimento dos mandatos, assiduidade. Ser deputado não é beneficiar de um direito, é contrair um dever para com os eleitores", disse Jaime Gama, questionado sobre eventuais alterações ao regimento da Assembleia.

 

 

A Assembleia funciona com base no regimento e noutras disposições adoptadas, com "regras de transparência", afirmou Jaime Gama, advertindo os deputados que "devem comparecer às reuniões plenárias e às reuniões das comissões".

 

 

"É para isso que são eleitos", disse à saída da conferência de líderes parlamentares.

 

PS: Espero que todos percebam bem que assim é.  

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 "Se o PSD fosse um filme de terror seria daqueles tão implausíveis que passaríamos o tempo todo a ridicularizar o realizador: 'Mas como é que é possível que ele queira que nós acreditemos nisto?'"

 

João Miguel Tavares, "Diário de Notícias", 09/12/2008 .

 

 

Depois da longa diáspora de Manuela Ferreira Leite a saga continua. Cada tiro cada melro Social Democrata. Episódio de hoje: Guilherme Silva.

 

Esta manhã no Fórum TSF, o Deputado Guilherme Silva (PSD) teve a coragem de sugerir que os plenários da Assembleia da República, deveriam ter lugar apenas à terça, quarta e quinta-feira, para evitar o problema das faltas dos deputados que saem mais cedo para o fim-de-semana.

 

A vergonha que sinto por ter um Deputado tão preguiçoso e alheado daquela que é a realidade social presente, tolda-me o raciocínio e enrola-me as palavras. Saberá por ventura este Senhor que há milhares de trabalhadores deslocados, a trabalhar em condições bem mais difíceis e que não pensam sequer em tal benesse?

 

Não sentirá no bolso ao fim do mês e na forma descansada como encara a reforma, que beneficia de privilégios únicos em Portugal, que visam entre outras coisas compensar esse facto? Não terá noção que jamais deveria tocar nesta questão, sob pena de a Sociedade Civil despertar para o facto de não ser conhecido nenhum Deputado que tenha perdido o mandato por faltas, apesar de todos os portugueses verem o Hemiciclo vazio Plenário após Plenário?

 

Falamos de um Deputado que cumpre a sua 6ª Legislatura, falamos de um Deputado que é Vice-Presidente da Assembleia da República. Não deveria sentir e transpirar o espírito de missão que deve envolver quem quem conquista tão honroso lugar e desempenha tão nobres funções?

 

Até hoje a generalidade dos cidadãos desconhecia qual o Deputado que os representa, por puro desinteresse da maioria dos eleitos. Hoje essa mesma generalidade ficou a saber que para além deste desinteresse, os Deputados só querem trabalhar três (?!) dias por semana... para facilitar o fim de semana e consequentemente haver menos faltas!

 

Para além disto releva o facto de a maioria da população não saber destinguir quem é Guilherme Silva e quem são os outros. São todos políticos profissionais estando todos dentro do mesmo saco: tachistas, parasitas e corruptos, como disse um ouvinte transmontano no mesmo Fórum TSF antes de lhe cortarem a palavra. Vivemos tempos difíceis, é preciso muita coragem, imensa insensibilidade e alheamento social para se reclamar algo desta género, sequer para se ousar pensar desta forma. 

 

Haja vergonha, dignidade e honra Sr. Deputado!

 

Guilherme Silva (cortesia gppsd.pt)

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Entendo que uma maioria absoluta, não pode e não deve absolutamente ser colocada acima do interesse público, que se impõe na audição dos diferentes protagonistas no caso BPN.

A maioria tem os seus limites e neste caso de dimensão pública, os eleitores agradeciam a natural abertura do grupo parlamentar do Partido Socialista, para mais porque neste caso específico o Estado foi chamado a responder com o esforço de todos os contribuintes.

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Não pude deixar de reflectir sobre o último post do João Lopes. O que ele denuncia é triste, grave e sintomático do perfil e irresponsabilidade de algum tipo de gente que nos representa na Assembleia da República (AR).

 

Disse o outro que "para mim, de manhã é bom é na cama" e, depois disto, foi expulso da comitiva portuguesa nos Jogos Olímpicos. Ao tempo achei a medida ajustada, apesar de ter acontecido apenas como exemplo errado para uma comitiva com uma prestação paupérrima. Marco Fortes foi "recambiado" para Lisboa por desonrar o país com aquelas declarações e com a sua fraca prestação.

 

Marco Fortes à parte, causa impressão a forma como em Portugal se insiste na desproporção de pesos e medidas, com critérios completamente invertidos. Um Deputado à AR tem de estar sujeito a um regulamento disciplinar bem mais apertado que o de um atleta Olímpico. Ser Deputado é a função mais nobre da democracia portuguesa. Quem a abraça não o pode fazer com a leviandade de quem soma mais um tacho aos que já tem e faz o sacrifício de ir picar o ponto de quando em vez. Deverá ser sempre uma honra entrar na AR e, em minha opinião, só em situações de excepção devidamente comprovadas se deveriam tolerar faltas.

 

Só assim poderemos escapar da pouca vergonha que é a assiduidade dos Deputados, só assim poderemos limpar um pouco a imagem da democracia portuguesa e dos políticos que a compõem.

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Por iniciativa do PSD, realiza-se hoje na assembleia da república um importante debate sobre a educação em Portugal.

 

O tema do debate é :"Exigência e qualidade no ensino" e foi precedido por uma iniciativa inédita de abertura do debate prévio na sociedade através de um blog criado para o efeito que manteve uma discussão muito participada dos mais diversos agentes do sistema educativo e que permitiu reunir um conjunto muito rico de reflexões e contributos para a discussão de hoje na assembleia da república.

 

Estou certo que este modelo de organização de iniciativas políticas que convida os cidadãos a participação vai ser utilizado noutras oportunidades. Este é um caminho correcto no sentido de abrir a acção política ao envolvimento da generalidade dos cidadãos.

 

De uma forma que considero irresponsável, o governo entendeu desconsiderar esta oportunidade de discussão sobre um tema tão importante para o futuro do país e que envolve toda a comunidade. Seria "normal" que o ministra da educação estivesse na assembleia para discutir as opções tomadas pelo governo na política educativa que prossegue. Mas não. O governo optou por fazer-se representar pelo ministro dos assuntos parlamentares.

 

Com esta ausência de Maria de Lurdes Rodrigues no debate sobre a Educação, o governo socialista perde uma oportunidade de justificar perante os portugueses as suas opções em matéria educativa, mas sobretudo revela a sua desconsideração perante a assembleia da república e perante os cidadãos que participaram no debate prévio que ocorreu.

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