comentar

O ex-primeiro-ministro Marcolino Moco considera que “as políticas em Angola estão a ser bem orientadas”, mas defende uma mais célere “abertura do país” em ideias, mentalidades e liberdade de expressão.

 

As palavras de Marcolino Moco são cuidadas, mas nem assim deixa de apresentar uma leitura muito própria da actualidade e do futuro de Angola.

 

Evidencia-se um desprendimento com o poder e percebe-se que o seu afastamento da política reinará enquanto José Eduardo dos Santos for o Presidente angolano.

 

(Publicado no Palavra Aberta)

Tags:
comentar

O Presidente da República angolana, José Eduardo dos Santos, partiu hoje para Luanda, depois de uma visita de estado de dois dias a Portugal da qual saiu com «resultados espectaculares».

 

Esta visita de José Eduardo dos Santos a Portugal foi bastante importante e marca uma nova era entre os dois Estados lusófonos.

Em primeiro lugar, pela actual situação mundial e pela procura de respostas conjuntas dos dois países, por forma a dinamizar as duas economias, nesta conjuntura de vulnerabilidade.

Angola é um mercado dinâmico que carece de competências técnicas e Portugal pode fornecer essas competências. Quem ontem ouviu as palavras de Eduardo dos Santos, no jantar oferecido por Cavaco Silva, percebe o porquê do interesse de Angola em Portugal. Ao contrário de outros países investidores no gigante africano, Portugal não representa qualquer ameaça para Angola, como os gigantes mais interessados nos bens angolanos. Pelo contrário. Eduardo dos Santos sabe que pode ter em Portugal um aliado para alavancar o desenvolvimento sustentado angolano. Por isso, a Educação foi uma das áreas que Angola fixou como prioritárias nestes dois dias. E, para Portugal, investir em Angola, um dos mercados mais prósperos do mundo, representa uma nova janela de oportunidades para o País, a economia e as empresas portuguesas expandirem os seus negócios, que tanto beneficiarão Angola como Portugal.

Em segundo lugar, e não menos importante nesta visita, a nova forma de relacionamento entre Luanda e Lisboa. Constatou-se que os traumas históricos estão ultrapassados, de ambos os lados, e os dois países encaram o futuro com a certeza que têm mais a ganhar em conjunto do que em separado.

Tags: ,
2 comentários

A festa dos 33 anos da independência de Angola, celebrada em Lisboa na última noite, foi pautada por desorganização e violência, tendo sido necessária a actuação do Corpo de Intervenção da P.S.P.

 

Parece que na independência de Angola per se as coisas também não correm lá muito bem...

 

Para que fique claro, não há no autor destas linhas uma só gota de saudade do colonialismo, apenas saudade dos tempos em que Lisboa era uma cidade tranquila.

Tags:
1 comentário

O PS lançou hoje, no comício em Guimarães, o seu novo slogan: Força de Mudança!

Ouvi alguns comentaristas dizerem que José Sócrates se inspirou em Obama. Não só no uso insistente da palavra "Mudança" mas também no plano cénico, colocando pessoas atrás de si!

No plano cénico ainda aceito, mas ao nível do uso da palavra "Mudança", há que pensar melhor. Obama concorre em oposição! Logo o conceito é outro. Mas o uso da palavra "Mudança" não é original. Então de onde vem essa inspiração? Certamente de um bom exemplo de democracia e liberdade.

Qual foi o candidato que, estando no poder, usou recentemente a palavra "Mudar"?

Uma pista, um país onde o português é língua oficial!

Pois ...

 

     

 

Tags: , , ,
2 comentários

Primeiro, devemos considerar que estas foram as segundas eleições de um povo que foi fustigado por uma guerra, que durou mais de trinta anos, e que depois das primeiras eleições tiveram a guerra mais sangrenta que assolou o país entre o seu próprio povo.

 
Eu estive e estou habitualmente na província que mais sofreu com a guerra, o Bié. Esta foi uma província totalmente destruída pela guerra e que está agora a recuperar a um ritmo único... a um ritmo que só mesmo visto. Isto para dizer que Luanda, então, tem tido um ritmo alucinante no seu crescimento... isto tudo muito antes das eleições (digo isto desde o ano 2005).
 
África e Angola em particular precisa de saber que têm um líder, alguém a quem todos prestam louvor.. alguém que está acima de tudo e todos em termos de poder. Se assim não for, o povo perde o norte e entra em convulsão... o exemplo está no Quénia que nunca sofreu com uma guerra e agora apresenta as dificuldades que se conhece.
Isto para dizer que mesmo tendo em linha de conta as formas de estar e viver de um pais como Angola, é preciso perceber que assim é que este pais vai conseguir crescer. Tem de existir tudo o que sabemos... e é por isso que existe todo este investimento neste país. Todos sabem e acreditam que o MPLA tinha de se manter no poder… e por diversas razões:
 

 

 

Tags:
comentar

Não vou falar-vos da vivência emocionante do dia em que a população do Huambo recebeu o seu Presidente da República, de coração aberto, exultando e mostrando-lhe como conseguiram renovar a Província flagelada pela guerra sangrenta, como conseguem renovar os tecidos das cicatrizes profundas, como conseguem resolver as perdas e avançar de olhar e passos firmes para um futuro de Paz!

Não vou falar-vos sobre a restabelecida beleza da Cidade do Huambo, reconstruída, cheia de luz, de jardins, de ruas e estradas, de desenvolvimento, de Vida pulsante!

Não é tempo de falar-vos da tranquilidade com que vivenciei a campanha eleitoral, do dia-a-dia da sensibilização do povo para a participação no acto eleitoral, da formação de milhares de agentes que viriam a colaborar no processo eleitoral.
Vou falar-vos do dia D no Huambo, o esperado dia 5 de Setembro…
Aceitei, com agrado, o convite do ILAA (Instituto Luís Avellar de Aguiar) para participar como Observadora Internacional nas Eleições Legislativas de Angola. Afinal, que mais tenho eu feito, desde Fevereiro, do que observar este povo com quem viverei e trabalharei durante os próximos anos da minha vida?
Regressei a casa findo o intenso dia 5 de Setembro, nego o cansaço, quero partilhar, quero que saibam o que se passou na Província do Huambo!
Os votos estão a ser contados…o povo escolheu, livremente, o povo votou!!!
Desde muito cedo animados pela vontade de serem parte activa nas decisões do seu País, ordeiramente, os eleitores dirigiram-se às Assembleias de Voto e lá ficaram, uns mais tempo que outros, até mostrarem o indicador tingido pela tinta indelével, testemunho do dever cumprido. Filas organizadas, ordeiramente, alguns temendo a espera traziam os seus banquinhos. Anciãos vergados pelos anos, mães com os bebés de dias, grávidas em fim de gestação, deficientes motores…convidados a deslocarem-se para a frente e a votar. Os demais aguardavam com olhar compreensivo e esperavam pela sua vez. Nem tumultos, nem propagandas, nem pressões. Eu vi, eu estava lá.
Tags: ,
comentar

Caro Myke,

Noto, pelas suas palavras, o entusiasmo com o resultado da eleição angolana. E sendo partidário do MPLA está de parabéns pela vitória obtida.

O maior partido da oposição, no que pode hoje a UNITA ser o maior partido, com pouco mais de 10%, mesmo referindo as irregularidades na província de Luanda, já reconheceu a (esperada e inevitável) vitória do MPLA, pela voz de Samakuva.

Quanto aos seus reparos, noto que reduz-se a uma posição consentânea com a do regime de Luanda: é pouco atreito a críticas. Mas, se é tão adepto da democracia como Eduardo dos Santos diz ser, então deve saber conviver melhor com a crítica, porque tal faz parte da Democracia. E sabemos como o regime de Luanda ainda é pouco adepto da recepção de críticas. Os últimos dias provaram isso.

Quanto ao que se tem escrito aqui, neste blogue, a propósito da eleição angolana, os textos passam por uma leitura descomprometida com simpatias partidárias mas vinculadas à pretensão de uma eleição mais justa e livre. No que isso pode ter, quando a transição de regime é feita por quem está no poder há demasiado tempo.

Sei bem, num acto democrático, que quem decide são os cidadãos. Pode dispensar-se, portanto, de vociferar que são os angolanos que decidem o seu futuro e não estrangeiros. Porém, num país como Angola, a recuperar de cerca de meio século de guerra e muitas mais de ditadura, os primeiros passos democráticos apresentam inúmeras fragilidades e vulnerabilidades, ou será que não reconhece o hiper favorecimento recebido pelo MPLA, através dos órgãos de comunicação social angolanos? E o não acolhimento de diversos órgãos estrangeiros, comos os portugueses, em especial os do grupo Impresa: Visão, Expresso e SIC?

Por exemplo, um pouco de humildade ao regime de Luanda não ficaria nada mal. Conhecessem os todo poderosos de Luanda um pouco melhor o percurso pessoal do Presidente da Impresa, Pinto Balsemão, e saberiam que este jornalista e proprietário do maior semanário nacional, o Expresso, quando foi político e desempenhou o cargo de Primeiro-Ministro, foi mais atacado politicamente pelo jornal de que era e é proprietário. Em muito, seguramente, podiam aprender esta lição e seguir o exemplo democrático deste empresário português quando foi político.

Não é fácil mudar de atitudes, muito em especial quem está apenas habituado a não ser questionado e se limita a emitir determinações inquestionáveis. Mas a Democracia exige comportamentos que passam pelo respeito e responsabilidade, muito do que Angola não contou nas últimas décadas e, oxalá, venha a contar nas próximas.

Enfim, as suas palavras acabam por ser de alguém que está confortavelmente agradado com a vitória, tem naturais razões para isso, mas devia ter mais presente o peso que doravante assenta em José Eduardo dos Santos, pois como bem referiu, a Angola de 2008 não é a de há 16, 10 ou mesmo cinco anos. Sobre o peso e enorme responsabilidade do actual Presidente angolano, voltarei mais tarde ao tema.

Tags:
2 comentários

O MPLA já ganhou ou vai ganhar, o MPLA teve uma gigantesca campanha com uma absurda desproporcionalidade de cobertura por parte dos orgãos de comunicação social angolanos, o MPLA domina a seu belo prazer a politica angolana, os generais são muitos e ainda andam satisfeitos, as grandes empresas estão nas mãos que estão, a economia cresce a dois dígitos, os rumores de sucessão de José Eduardo dos Santos têm aumentado...mas não muito, o MPLA tem a Angola que quer.E depois?

A UNITA pós Savimbi que fez?Pouco.O que fez Fátima Roque?Parece que viu a "luz".

Foram russos, cubanos, americanos ou sul-africanos a definir o que é a Angola de hoje?

Não, foi José Eduardo dos Santos.

Parece que existem muitos engulhos acerca do rumo de Luanda mas parece-me que por vezes escapa um pequeno detalhe a alguns "pensadores" lusitanos, Angola é dos Angolanos, nem que sejam todos os MPLA ou amigos e familiares de José Eduardo dos Santos, são angolanos.

Existe alguma revolta generalizada pelas deficiências do sistema de saúde e educação angolano, pela "gasosa", pelos privilégios de "alguma élite"?Não!

Se Angola fosse na Europa, se os angolanos fossem assim ou assado, mas não são!

Por muito que custe a algumas almas já não se promovem revoltas em artigos de opinião, já não se encomendam rebeliões, já não há guerra, quer militar quer ideológica, em Angola.

A partir de 1974 Lisboa nada teve a dizer acerca dos destinos de Angola e muito pouco teve a haver nos grandes negócios de Luanda, azar, falta de jeito ou falta de visão, uma mistura de tudo isto provavelmente.

O futuro de Angola está nas mãos do MPLA, a sucessão de José Eduardo dos Santos está nas mãos do próprio, a continuidade do crescimento económico, o reforço do estatuto de potência regional, o relacionamento de Luanda com Pequim ou com Bruxelas, com Washington ou com Moscovo, tudo isto será obviamente decidido de acordo com a vontade de José Eduardo dos Santos, com jornalistas portugueses ou sem, com empresas portuguesas ou sem, com o acordo ou beneplácito dos partidos portugueses ou sem.

Que queremos da nossa relação com esta ex-colónia, idealismo ou pragmatismo?

Queremos ser parceiros ou pseudo-tutores?Queremos ser actores participantes na lenta mudança em Luanda ou espectadores maldizentes qual beatas rezingonas? 

Olhando para o futuro sem esquecer o passado, analisando pragmaticamente o presente, tendo como objectivo os melhores interesses dos angolanos bem como dos portugueses, parece-me que maior pragmatismo, maior sensibilidade e paciência nas relações Lisboa-Luanda só poderão beneficiar ambos os povos, ambos os Governos e ambas as economias.

Acredito que com esta atitude estaremos a contribuir para, com o tempo que Angola tem, no tempo que Angola precisa, consolidar a democracia, ganhar espaço para os muitos partidos políticos entretanto formados, criar uma cultura verdadeiramente democrática onde ela faz mais falta, no aparelho do Estado, no aparelho do MPLA.O resto virá...depois.

 

Tags:
1 comentário

Um dia depois do acto eleitoral, que decorreu de forma caótica, em especial na província de Luanda, o Jornal de Angola continua na sua senda, de apoiar o MPLA, e faz uma apresentação como se nada tivesse acontecido e os problemas das mesas de voto fossem pequenos problemas.

Como disse Rafael Marques à SIC, um dos jornalistas angolanos mais críticos do regime de Luanda, o que se passou ontem pode ser resultado de uma de duas, ou as até duas: incompetência ou má fé.

Se José Eduardo dos Santos está realmente apostado em querer democratizar o país, e esta responsabilidade pesa sobre ele, o Chefe de Estado e líder do MPLA devia tomar um posição firme, perante a falta de condições de um acto eleitoral, há muito anunciado e que devia ter decorrido com todas as condições.

Hoje, o nome e fantasma Savimbi já não é desculpa ou justificação para o MPLA. 

 

P.S.- Os observadores da UE já denunciaram a violação das leis eleitorais.

Tags:
3 comentários

 

 

Não me admiraria nada que o MPLA ganhe hoje com maioria absoluta.

Tags:
comentar

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) angolana nega acusações que vieram hoje a público sobre o facto da campanha eleitoral para as legislativas de amanhã ter sido imparcial. E aproveitou para pedir a todos os partidos que aceitem como válidos os resultados das primeiras eleições em 16 anos.

 

O entusiasmo do MPLA, no poder, contagiou nos últimos dias observadores às eleições de hoje em Angola. Ainda a votação não tinha começado, e a ideia de que as eleições serão livres e justas circulava nos últimos dias em Luanda.

 

A missão de observadores da União Europeia (UE) qualificou hoje de “desastre” a organização das eleições legislativas em Angola, as primeiras vividas em clima de paz, após 27 anos de guerra civil.

A comissão eleitoral angolana admitiu hoje, ao final da manhã, que a existência de problemas técnicos provocou o atraso na abertura de algumas assembleias de voto em Luanda, mas assegurou que a situação estaria normalizada dentro de pouco tempo, a contar para as primeiras eleições no país desde 1992. Fazendo eco desta promessa, a missão de observação da UE constatou ao início da tarde que a situação estava "normalizada", depois de ter classificado de caótica e trágica a organização do escrutínio, hoje cedo.

Excelente este sketch dos Gato Fedorento em que o Ricardo Araújo Pereira faz de José Eduardo dos Santos, o José Diogo Quintela faz de presidente do CNE angolano, o Miguel Góis faz de jornalista da estação televisiva estatal angolana e o Tiago Dores faz de líder da Unita.

 

É a brincar, certo?

Tags:
comentar

Vi há pouco todo o telejornal da Televisão Pública de Angola (TPA), através da sua emissão internacional, disponível na Cabo.

Com a duração de 40 minutos, metade foi dedicada ao último dia de campanha eleitoral, como seria de esperar. 

Não esperava, contudo, uma propaganda tão deliberada ao MPLA. Só faltava dizer à jornalista que apresentou o noticiário, no fim: na sexta-feira vote MPLA.

Dos 20 minutos dedicados à eleição, metade foi dedicada ao partido do poder. Em destaque, o mega-comício nos arredores de Luanda, no qual José Eduardo dos Santos disse, sem reticências, que "tinha a certeza absoluta" que o poder governativo não ia mudar de mãos, num claro recado à UNITA. Mas o líder do MPLA também deixou recados internos, referindo que os que não estavam empenhados no Governo seriam afastados.

Da intervenção do Presidente angolano e do MPLA ficou ainda a saber-se que Eduardo dos Santos defende uma reforma da Constituição, com a finalidade de, segundo as suas palavras, aprofundar a democracia...

Antes dos 10 minutos seguintes dedicados à (oposição à) oposição, soube-se e viu-se que uma deputada da UNITA eleita em 1992, e com presença marcante em Portugal, a economista Fátima Roque, esteve presente na tribuna de honra do comício do MPLA. Apesar de nunca ter dito que ia votar no MPLA, porque disse que votaria naquele que apresentou as melhores propostas - não disse qual, a economista angolana tinha um chapéu do MPLA, que merecia uma boa focagem, e em nota de rodapé lia-se que Fátima Roque ligava-se ao MPLA.

Na segunda metade da cobertura eleitoral da TPA, na qual nenhuma reportagem de comício ou acto de campanha de qualquer partido existiu, apenas se viu conferências de imprensa de pessoas que militaram na UNITA e agora apelam ao voto no MPLA. Um dos rostos até chorou, enquanto rogava para não votar no galo negro e defendia o MPLA.

De Cabinda surgiu a reportagem de 150 ex-militantes do PRS que se 'transferiram' para o MPLA.

Os altos responsáveis do Estado angolano devem perceber que a Democracia não é um sistema que começa e termina num acto de inscrever uma cruz. 

Tags:
comentar

Os separatistas da região de Cabinda, no norte de Angola, apelaram hoje ao boicote nas eleições legislativas de sexta-feira que vem, as primeiras em 16 anos em Angola.

Cabinda é a maior região de Angola em produção de petróleo. O país rivaliza com a Nigéria, o maior produtor africano desta matéria prima, com uma produção de dois milhões de barris por dia.

 

 

Como se previa, o apelo ao boicote à eleição a ter lugar depois de amanhã, por parte dos separatistas de Cabinda, foi divulgado.

Tags:
comentar

As informações que nos chegam de Angola, a poucas horas do fim da campanha, só dão José Eduardo dos Santos.

Nem parece que há mais partidos a disputar a eleição da próxima sexta-feira além do MPLA.

Não direi que os órgãos de comunicação angolanos estão manietados, porque são verdadeiras máquinas de propaganda do partido do poder. Assim, só surge o todo poderoso Chefe de Estado e os seus actos públicos, em especial as inaugurações.

Hoje foi em Luanda, que:

Viaturas equipadas com sistemas de satélite e conectadas a Internet, câmaras de filmar, entre outros equipamentos de última geração, foram entregues aos directores gerais da Angop, Manuel da Conceição, da Televisão Pública de Angola, Fernando Cunha, da Rádio Nacional, Eduardo Magalhães, e Edições Novembro, José Ribeiro.
Do principal adversário do MPLA, a UNITA, surge a recente queixa do galo negro, quanto a um eventual financiamento ilegal do MPLA por parte de de um banco, no valor de 42 milhões dólares, algo que a instituição bancária já refutou e processou o partido fundado por Savimbi.

De Samakuva, actual líder da UNITA, ouve-se pouco, ou melhor, dão pouco ou nenhum destaque. É bem possível que o seu nome seja mais falado e ganhe projecção de primeira página depois das eleições, caso o resultado não seja o melhor e os seus adversários internos, como Lukamba Gato, pretendam assumir a liderança.

Tags:
comentar

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, inaugura hoje, na província do Uíje, uma fábrica de enchimento de gás da Sonangol, com capacidade para encher três mil garrafas de gás por dia e um centro de stockagem para armazenar pelo menos três milhões de litros de combustíveis.
A estrada Uíje/Kifangondo e a estação de captação de água, localizada no bairro Candombe Novo, município do Uíje, são, igualmente, inauguradas pelo Presidente Eduardo dos Santos.

 

O Chefe de Estado angolano e líder do MPLA tem feito nestes últimos dias milhares de quilómetros, entre inaugurações e discursos, apelando ao voto no seu partido.

É patente o esforço de Eduardo dos Santos na procura da maioria absoluta na próxima sexta-feira.

É bem provável que o partido dominante esteja bem perto desse resultado.

Tags:
comentar

Poucos dias depois da delegação de observadores da UE para acompanhar a eleição legislativa angola saudar a forma saudável como está a decorrer a campanha eleitoral, a UNITA apresenta um conjunto de situações atentatórias da sua campanha, desde o primeiro dia de campanha.

Entretanto, numa das principais cidades do país, Lubango, num dia José Eduardo dos Santos, na qualidade de Presidente da República, inaugura um hospital, e no dia seguinte, já como Presidente do MPLA, Eduardo dos Santos, discursa na mesma cidade, capital da província de Huíla, e diz, frontalmente, que é um "jogador" do sistema político, quando, num comício, apelava ao voto no seu partido.  

As inaugurações do Chefe de Estado continuam a decorrer, desta feita uma estrada no norte do país, na província de Malanje.

Tags:
comentar

UE elogia campanha eleitoral pacífica em Angola

 

Apesar da declaração da chefe de missão da UE para observar o processo eleitoral angolano ter sido proferira há poucos dias, de registar este bom sinal, de uma campanha sem incidentes.

A uma semana do acto eleitoral espera-se que este clima continue e se perpetue depois de 5 de Setembro.

Tags: ,
comentar

 

  

No site da campanha da UNITA, uma das imagens que se destaca, com um subtítulo de "na diferença", é a das dimensões das bandeiras do partido do galo negro serem maiores do que as do MPLA.

Tags:
comentar

O chefe do Estado-Maior da Marinha de Guerra, almirante Augusto da Silva Cunha, disse hoje, sexta-feira, no Soyo, província do Zaire, que este ramo das FAA vai reforçar o controlo da fronteira marítima para evitar a entrada ilegal de estrangeiros no período eleitoral. O responsável, que falava à imprensa à margem dos segundos jogos militares da Marinha de Guerra de Angola, garantiu o reforço do patrulhamento com meios e efectivos antes e durante as eleições das águas territoriais do país, de forma que as eleições decorram num ambiente de paz e segurança.

 

A duas semanas do acto eleitoral, as Forças Armadas vão reforçar o controlo das fronteiras, em especial as marítimas, com a finalidade de assegurar o bom ambiente eleitoral. Algo pouco comum.

Pela província em que o Almirante Cunha proferiu a declaração, o Zaire, por sinal a que fica geograficamente mais perto do 'rebelde' enclave Cabinda, não me admiraria que tal medida tivesse em vista a manutenção da ordem neste território não contíguo ao angolano.

Tags:
comentar

O Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social (Mapess) e o Banco de Comércio e Indústria (BCI) procederam ontem, em Luanda, ao lançamento de um programa de empreededorismo na comunidade, denominado “Micro-Crédito-Amigo”. Dirigido a pessoas de baixa renda, o produto financeiro destina-se a micro-empresas que, a nível das comunidades, produzem ou comercializam bens e serviços, bem como a jovens que pretendam criar pequenos negócios ou desenvolvam actividades geradoras de rendimento.

 

A proposta tem princípios originários na doutrina do economista do Bangladesh, e Prémio Nobel da Paz de 2006, Muhammad Yunus, e é uma boa medida para dinamizar a economia angolana e promover o emprego.

Mas, a poucas semanas do acto eleitoral, esta medida do Governo angolano tem tudo de eleitoralista.

O MPLA continua, assim, a beneficiar das condições de ser o partido do poder.

Tags:
comentar

Caro Miguel,

 

As inquietações devem ter-se e é provável, num país ainda a dar os primeiros passos democráticos, que possam ocorrer alguns episódios pouco dignos.

Antes de começar a campanha eleitoral os partidos mais pequenos queixavam-se do domínio do MPLA e UNITA e a UNITA já acusou o MPLA de ter condições que nenhuma outra formação tem. E, aqui, todos têm razão das queixas que se apresentam, menos o MPLA que aparenta ter tudo a favor.

Uma campanha livre e justa é uma das condições essenciais para o sucesso do acto e da consolidação do regime democrático. Veremos se não há atropelos. O que deve ser difícil, até dadas as relações provinciais existentes entre os candidatos, nem sempre convidativas ao relacionamento cordial, dado o passado recente de confronto.

Para já, a presença de observadores internacionais, é um bom sinal.

Relativamente a Cabinda, para verificar qual a atitude da maioria dos cabidenses em relação à eleição angolana, pois muitos não a tomam como sua e continuam a reivindicar a independência do enclave.

Tags:
1 comentário

A menos de três semanas da eleição legislativa angolana, 16 anos depois da ambicionada esperança democrática angolana ter gorado em frustração, com novo mergulho na guerra civil, eis que o sufrágio do próximo dia 5 de Setembro surge como uma nova e crucial oportunidade para o futuro de Angola.

Merecendo pouco destaque a nível internacional, como potência emergente, Angola tem sido o país do mundo com o maior crescimento económico, que já chegou a ultrapassar os 20%.

Agora que se avista um arrefecimento da economia angolana, no que mais de 10% de crescimento se pode considerar arrefecimento, o sistema política parece querer implantar e consolidar os carris democráticos.

Veremos se isso sucede. E muito depende do que acontecer a partir de 6 de Setembro.

Para já, MPLA e UNITA são os grandes favoritos a ocupar a maioria dos lugares no Parlamento Nacional, devendo o partido de José Eduardo dos Santos levar a melhor sobre o partido do galo negro. Resta saber se o MPLA alcança ou não a maioria absoluta.

Uma campanha que vamos acompanhar, neste novo capítulo que abrimos no Câmara de Comuns, dedicada à Lusofonia. 

Tags:
comentar

"Portugal colonizou e descolonizou, Angola é dos angolanos. Nenhuma razão para tantos paninhos quentes, nenhum motivo para tanto eufemismo, para tanto elogio rasgado. Façam-se negócios, certo. Apertem-se mãos, assinem-se acordos. Defenda-se isso a que se chama 'o interesse português'. Mas, por favor, não exagerem".Fernanda Câncio
 

Angola não é nossa, Angola é de quem a apanhou...

Tags: ,
1 comentário

O Jornal de Angola (JA) diz que "chegou a hora de dizer basta" ao que qualifica como "os mais baixos ataques ao país" e aos seus dirigentes políticos. O aviso consta de um texto disponível na edição on-line do jornal, e assinado pelo director do periódico estatal, para quem "Lisboa continua, infelizmente, a ser o centro das conspirações contra Angola". Este não é o único artigo a visar os portugueses - num texto não assinado, no mesmo jornal, diz-se que "se o regabofe continua" serão publicadas "listas com os nomes dos quadrilheiros portugueses, que foram capturadas no bunker de Jonas Savimbi [o antigo líder da UNITA, morto em 2002]".
 

As palavras de Bob Geldolf, na semana passada, numa iniciativa do BES e do Expresso, acusando os governantes angolanos de "criminosos", mereceu um firme e desconexo repúdio do Jornal de Angola, periódico ligado ao regime de Luanda.

Ora, o Jornal de Angola bem podia meter no saco a viola com acordes de ameaças.

Primeiro, se tem alguma coisa a dizer, acusar, seja lá o que for, expresse o que lhe vai na alma, não se fique pelas insinuações. Segundo, se realmente quisesse, e estivesse interessado em desmascarar a acusação do cantor irlandês, aguardava uns meses, e em Setembro, se as eleições legislativas correrem bem, como se espera, podia, então, pedir satisfações. 

Assim, limita-se a descer a um nível sem sentido, chegando ao ponto de comparar Savimbi a Hitler.

Por outro lado, por ter trazido o Dr. Soares à baila, a primeira acusação que o Jornal de Angola pode fazer a Mário Soares é culpá-lo por ter lutado contra o Estado Novo e por ter defendido, desde a primeira hora do 25 de Abril, a Liberdade e a Democracia. De certo modo, a independência de Angola também se deve ao empenho de Mário Soares. Será que a memória é curta?

 

Tags:
1 comentário

"Angola é gerida por criminosos."

Tags:

Pesquisar
 
Contactos
camaradecomuns@sapo.pt

Editorial

Visitantes online

Comentários Recentes
Para mim casamento deve ser entre um homem e uma m...
Caro RFCom a modéstia com que foi escrito, podes t...
N sei q espirito deus aspirou pr a Africa. este co...
Mocambique està mais que tudo isto, sinto d...
e há cartas que nunca chegam.
Aguem colocou esta carta excelente na página de PP...
Τambém gosto de brincar aos pobrezinhos.NUNCA MAIS...
Τambém gosto de brincar aos pobrezinhos.NUNCA MAIS...
Everdade este pais precisa de um bom governador k ...
Casino EstorilA falta de escrúpulos veio para fic...
Tags

todas as tags

Links

Esquerda

5 dias
A barbearia do senhor Luís (Luís Novaes Tito)
A Busca pela Sabedoria (Micael Sousa)
A Forma e o Conteúdo (José Ferreira Marques)
A Forma Justa (Tiago Tibúrcio)
A Linha-Clube de Reflexão Política
A Nossa Candeia (Ana Paula Fitas)
Absorto (Eduardo Graça)
Activismo de Sofá (João R. Vasconcelos)
Adeus Lenine
Arrastão
Aspirina B
Banco Corrido (Paulo Pedroso)
Bicho Carpinteiro
Câmara Corporativa
Câmara de Comuns
Cantigueiro
Causa Nossa
Cortex Frontal
Defender o Quadrado (Sofia Loureiro dos Santos)
Der Terrorist (José Simões)
Entre as brumas da memória (Joana Lopes)
Esquerda Republicana
Hoje há conquilhas (Tomás Vasques)
Irmão Lúcia (Pedro Vieira)
Jovem Socialista
Jugular
Ladrões de Bicicletas
Les Canards libertaîres
Léxico Familiar (Pedro Adão e Silva)
Loja de Ideias
Luminária
Machina Speculatrix (Porfírio Silva)
Maia Actual
Mãos Visíveis
Mário Ruivo
Metapolítica (Tiago Barbosa Ribeiro)
Minoria Relativa
O Grande Zoo (Rui Namorado)
O Jumento
O Povo é Sereno
Raiz Política
Rui Tavares
Spectrum
Vias de facto
Vou ali e já venho (André Costa)
Vozes de Burros

Direita

31 da Armada
4R – Quarta República
A Arte da Fuga
A Douta Ignorância
A Origem das Espécies (Francisco José Viegas)
Abrupto (José Pacheco Pereira)
Albergue Espanhol
Alunos do Liberalismo
Blasfémias
Causa Monárquica (Rui Monteiro)
Clube das Repúblicas Mortas (Henrique Raposo)
Corta-fitas
Delito de Opinião
Era uma vez na América
Estado Sentido
Geração Rasca
Herdeiro de Aécio
Macroscópio
Menino Rabino (Marco Moreira)
Mercado de Limões (Tiago Tavares)
Minoria Ruidosa (Miguel Vaz)
O Cachimbo de Magritte
O Diplomata (Alexandre Guerra)
O Insurgente
Ordem Natural (Rui Botelho Rodrigues)
Palavrossavrvs Rex (Joaquim Carlos Santos)
Portugal Contemporâneo
Portugal dos Pequeninos
Psicolaranja
República do Caústico (João Maria Condeixa)
Rua da Judiaria
Suction with Valcheck
União de Facto

Outros

A Baixa do Porto (Tiago Azevedo Fernandes)
A Cidade Deprimente
A Cidade Supreendente
A Terceira Noite
Clube dos Pensadores (Joaquim Jorge)
De Rerum Natura
É tudo gente morta
Horas Extraordinárias (Maria do Rosário Pedreira)
Notas ao Café
O Diplomata
Arquivo

Abril 2015

Dezembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Março 2013

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Janeiro 2008