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As últimas horas foram esclarecedoras do problema que a União Europeia tem. Nicolas Sarkozy, ontem em Toulon, e Angela Merkel, hoje em Berlim.

 

A UE precisa de ser reformada (Sarkozy) e o falhanço é político (Merkel). Nada mais correcto. Ambos foram precisos e objectivos. E estão certos!

 

Porém, o passo seguinte (ou seja, o anterior a estas declarações), e não dispensa a condição/estatuto de cada um, isto é, Chefe de Estado de França e Presidente do Governo da Alemanha, é que estes dois principais actores da cena europeia em vez de se limitarem a identificar os problemas deviam apresentar a solução, algo que ainda não fizeram, apesar de anunciarem novo encontro de trabalho, segunda-feira, em Paris. 

 

Ora, o que os europeus mais poderiam esperar, deste cavalheiro e desta donzela, a começar nos franceses e nos alemães, seria um discurso como o do discurso do Papa eleito, do filme de Nanni Moretti que está em exibição nas salas de cinema europeu: rezem por nós, mas nós não temos capacidade para assumir esta responsabilidade.

 

Se a UE precisa de ser reformada e houve falha do universo político, de facto, não foi quem conduziu a UE a esta condição, Sarkozy e Merkel, que estão em condições de a sacar da actual situação.

 

Se Sarkozy e Merkel entendessem o que dizem em público e tivessem noção do seu actual cargo, teriam de limitar-se a apresentar a sua incapacidade de lidar com a situação, que ajudaram, e muito, a criar.

 

Como disse muito bem, o líder da bancada do SPD no Bundestag, a Angela Merkel não explicou aos alemães que crise é esta, que de facto é uma grande ameaça ao povo germânico, em termos económicos, laborais e sociais.   

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Nestes tempos, tão propícios a criticar a Alemanha, pela má liderança de Angela. é de destacar o contínuo arrojo e visão das empresas alemãs em prevenir os riscos do futuro e fazer das dificuldades oportunidades.
 
O Desertec é um ambicioso plano energético para fornecer energia à Europa.
 
Enquanto uns se queixam, outros preocupam-se em preparar o futuro.
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Nas ruas de Atenas surgiram uns cartazes, apresentando a Chanceler alemã, trajada, numa montagem, de farda nazi, com um símbolo do III Reich adaptado às estrelas da UE.

 

Deste modo, continua o branqueamento do passado, pois esta imagem que se dá de Merkel e, indirectamente, do povo alemão, é de nazis. Então, caso para dizer: o que são os outros povos europeus? Todos eles tiveram o seu regime e ditador. Nós, portugueses, somos todos salazaristas?, os espanhóis franquistas?, os italianos fascistas?, os franceses colobarocionistas?, e por aí fora... E, por outro lado, como se lecciona e percepciona, hoje, o que foi o III Reich, com estas interpretações?

 

O pior de uma comunidade é a sua perda de memória e o não encarar do futuro, como sucede nos dias de hoje.

 

O povo alemão, um dos mais dilacerados da Europa, em parte por sua responsabilidade, e já pagou durante décadas o erro fatal de ter uma liderança maníaca, bem dispensa este género de ataques baixos e sem sentido, até porque, é bom não esquecer, depois da II Guerra Mundial, a Alemanha deu muito à Europa (se não fossem várias lideranças germânicas terem progredido no aprofundamento do projecto europeu muitos países, com a Grécia à cabeça, estariam hoje numa situação muito mais fraca).

 

É certo que a actual liderança alemã tem muita culpa dos problemas que atravessamos, mas não é menor responsabilidade dos países que se encontram em grande dificuldade, particularmente a Grécia, que parece ter feito tudo como deve ser ao longo dos últimos anos. Noto como muitos gregos querem continuar a manter um modelo irresponsável, sem ser sustentável. Isto não é culpa, seguramente, de Merkel.

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Dizem que são rumores, mas será esta uma manobra para Berlusconi anular as notícias de ontem, que deram a conhecer mais umas meninas nas festas de il Cavalieri?

 

Em Itália, voltam a crescer as vozes a condenar Berlusconi, até o beato Rocco Bottiglione (o candidato proposto por il Cavalieri, em 2004, para Comissário Europeu, mas reprovado pela sua moral ultra-conservadora) exige a saída do Primeiro-Ministro italiano.

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Como se previa, os sociais-democratas chegam ao poder na Dinamarca, apesar de terem obtido, na eleição legislativa de ontem, um dos piores resultados das últimas décadas (chegou a perder votos em relação ao Partido Liberal, no Governo, que ainda obteve mais votos que nas anteriores eleições legislativas). Todavia, devido à subida de outras formações de esquerda, esta torna-se maioritária e pode formar Governo, depois de uma década de domínio de direita na Dinamarca.

 

No domingo, há mais uma decisiva eleição na Alemanha, com a eleição em Berlim, onde o SPD deve renovar o mandato à frente da capital germânica. Dos resultados importa apurar, além dos números do vencedor, quais os apoios que a CDU e o FDP vão contar. Pode haver mais um forte sinal de reprovação ao Governo de Merkel que começa a abrir muitas brechas, com total falta de sintonia entre os Ministros da CDU e os do FDP.

 

Por outro lado, em França, na disputa das primárias, que ontem teve o primeiro debate televisivo, não obstante as diferenças entre os seis candidatos, estes não entraram numa lógica de insulto, e preferiram a elevação, dando um sinal de maturidade e confiança ao eleitorado gaulês. Prevê-se que no dia 9 de Outubro cerca de 15% do eleitorado francês, correspondente a 6,5 milhões de pessoas votem (as primárias do PSF são abertas à população, assim, além dos militantes socialistas têm direito a voto os cidadãos que se inscreveram previamente, pagaram 1 €uro e manifestaram, por assinatura, o reconhecimento com as causas do projecto da esquerda socialista).

 

Se em Espanha o PSOE dificilmente ganhará nas legislativas de Novembro, há, no entanto, uma vaga de fundo na Europa que começa a dar sinais de mudança e regresso da esquerda à liderança na França, Itália e Alemanha.

 

Os socialistas, sociais-democratas e trabalhistas podem chegar a 2014 como a força maioritária na UE. E a eleição para o Parlamento Europeu pode atestar isso. Veremos!

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Berlin veut qu'Athènes "reste membre de la zone euro"

 

A Alemanha até pode querer a manutenção da Grécia na zona €uro, como hoje fez saber o porta-voz do Ministro da Economia germânica, todavia pouco tem feito por isso. Aliás, a cada dia que passa do Governo de Berlim saem sempre posições contraditórias. Ainda ontem o Ministro das Finanças dizia estar a preparar-se para a quebra grega. 

Se houvesse um pouco de coordenação no Governo de Merkel seria bom, pelo menos pela estabilidade alemã, pois como qualquer outro povo europeu, os alemães também são penalizados pela instabilidade grega.

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A Merkel le ha tocado ahora capear el fuego amigo de dos viejas glorias de la política alemana. El democristiano Helmut Kohl (CDU), que fue canciller de Alemania entre 1982 y 1998, y el socialdemócrata Helmut Schmidt (SPD), jefe del Gobierno entre 1974 y 1982, han arremetido en la última semana contra la política europea de la canciller.

 

Merkel ha encontrado esta semana el inopinado apoyo de su antecesor en la Cancillería Gerhard Schröder (SPD). Considera que "ha sentado las bases" para salvar el euro.

 

A mediocridade política de um procura defender a mediocridade política da outra.

 

Desde Kohl que a Alemanha não conta com um grande Chanceler. Só mesmo Schröder para defender a política de Merkel. Já lá vão 13 anos. 

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O primeiro-ministro disse, esta quinta-feira, concordar totalmente com Angela Merkel na ideia de que lançar títulos conjuntos de dívida para financiar orçamentos não faz sentido nesta altura.

 

Por outras palavras: não interessa uma resposta europeia determinada, vamos deixar andar o barco europeu à deriva e a meter água, depois logo se vê.

 

Passos Coelho rompe com a postura nacional, de estar na linha da frente do projecto europeu, e prefere seguir a directriz do modelo da recessão e do enfraquecimento da UE. 

 

Não deixa de ser interessante que Passos Coelho só toma posições, em relação às grandes matérias, fora de Portugal. Será que cá não tem leitura ou dão-lhe uma fora do País?  

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O primeiro-ministro português e a Chanceler alemã Angela Merkel irão reunir-se na próxima quinta-feira com o objectivo de discutirem políticas europeias.

 

É bom saber que os líderes dos governos luso e alemão se vão encontrar dentro de poucos dias para tratar de políticas europeias. Do lado germânico já conhecemos as propostas, mas do lado português há semanas que não se ouve uma única palavra do senhor Primeiro-Ministro. O silêncio é absoluto.

 

É importante saber qual a leitura do Governo de Portugal, não só as suas propostas, mas também a interpretação à proposta franco-germânica. Ou será que o silêncio do lado de Passo Coelho continuará e, depois da reunião de trabalho, virá uma jogada constitucional do PSD, de inscrever o tecto da dívida na Constituição e, como o processo da revisão constitucional está a decorrer, aproveitar a retomar as célebres propostas laranjas

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Germans Don't Trust Merkel to Handle Euro Crisis

 

A Chanceler não está a dar conta do assunto e os alemães estão a perceber isso. Por mais que não queira, o bem-estar alemão é o bem-estar europeu e Frau Angela há muito que está a comprometer o futuro germânico, ao desconsiderar a UE.

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desde la perspectiva de Alemania, cualquier rotura del euro pondría en peligro a su industria, que dejaría de ser competitiva

 

Apesar de não ser o tema central, merece leitura este artigo de Luis Garicano, no qual é bem patente a importância do €uro para a Alemanha, como a moeda única é, de resto, para todos os países da zona €uro.

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Sarkozy e Merkel reúnem-se hoje para debater reforma da Zona Euro

 

Já perdi a conta às vezes que o Presidente francês e a Chanceler alemã reuniram este ano, só para acalmar os mercados e salvar o €uro. Por isso, a partir de agora, vou colocar um tag, nest blog, sarkozy-merkel, para poder contabilizar estes encontros, assim como as causas e as consequências... julgo que são iguais de cimeira em cimeira, a UE afunda-se mais.

 

O encontro de hoje mais não serve os interesses gauleses. Aflito que está Sarkozy, com a possível baixa de rating da França, o Chefe de Estado gaulês vai tentar apresentar medidas que impeçam a França de ter o mesmo caminho dos EUA. Obviamente, a Alemanha também está preocupada, pois o efeito contaminação está a ser rápido e uma vez atingida França, a Alemanha é a cereja no topo do bolo.

 

De qualquer modo, considero que o dia de hoje nada trará de novo.

 

 

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Sarkozy acusa de egoísmo a Alemania antes de la reunión con Merkel

 

"Los griegos están haciendo todo lo que pueden y ya han conseguido mucho. Los únicos que carecen de solidaridad son los alemanes", esgrime el presidente francés

 

Estou inteiramente de acordo com o cidadão europeu Nicolas Sarkozy: o Governo alemão é egoísta. Porém, fico desiludido quando o Chefe de Estado de uma das maiores potências europeas limita-se a condenar o vizinho, como se não tivesse responsabilidades.

 

Com estas palavras, Sarkozy demonstra por que não está ao nível de liderar a França.

 

Entretanto, em menos de 24 horas, Merkel desdiz o que disse. De pessimista, nos resultados do Conselho Europeu de amanhã, conforme confessou ontem, encara, hoje, com esperança o encontro de amanhã. Como pode haver estabilidade se as piruetas são constantes? 

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Esta UE está a chegar a um ponto de ruptura em que, de duas uma, ou dá o salto que precisa e aprofunda a dimensão europeia - a única via de desenvolvimento para todos os Estados e povos europeus -, ou rebenta, pelo egoísmo e falta de responsabilidade dos líderes europeus, nomeadamente dos alemães e franceses.

 

O lamentável de tudo isto é a actual Chanceler alemã ser o maior obstáculo, em vez de ser a principal alavanca da UE, como sempre foram os líderes germânicos desde Konrad Adenauer até Helmut Kohl (estes dois, por sinal, da mesma formação política de Angela Merkel).

 

Como se pode dizer, com leviandade, que não se pode esperar muito da cimeira europeia de amanhã, em especial num momento em que é mais preciso afirmação? 

 

Veremos, dentro de algumas horas, o que dá a reunião preparatória entre Merkel e Sarkozy, a decorrer neste momento. Mas pelo andar da carruagem, não é de esperar grandes ajudas, apenas problemas.

 

Estes líderes do eixo franco-alemão, essencial para a UE, são uma vergonha para a Europa e um insulto aos valores e princípios da França e da Alemanha.  

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Angela Merkel perdeu a confiança do homem que a ajudou a crescer politicamente. Helmut Kohl, o antigo chanceler alemão que teve um papel preponderante na construção do actual edifício europeu, queixa-se de que as políticas europeias de Merkel são "muito perigosas".

 

Não haverá europeu convicto que não tenha em Helmut Kohl uma referência cimeira do seu europeísmo.

 

As palavras do antigo Chanceler germânico, acerca das políticas Angela Merkel, dizem tudo quanto ao que está em jogo. Ao contrário do que dizem algumas almas, que a Alemanha é uma das nações a ganhar com a miséria dos outros Estados europeus, Kohl relembra, e muito bem, que a Alemanha só se desenvolve e prospera quando é solidária. Aliás, os actuais rendimentos alemães, à custa de países como a Grécia e Portugal, por mais indignação que causem a alguns europeus, representam, em si, um germe nocivo, a médio prazo para a economia alemã. Não devemos esquecer que estamos todos no mesmo barco no oceano global.

 

O problema não está na Alemanha, que é tão crucial para a UE como a UE para o futuro da Alemanha, mas nas políticas e políticos do actual Governo germânico, que se estivessem realmente interessados na Alemanha, estariam, desde logo, determinados no projecto europeu.

 

A governação de Kohl é uma grande lição, que infelizmente, nenhum dos seus sucessores soube ter em consideração. Tudo isto sairá caro, se não soubermos encarrilar o projecto europeu.

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La crisis del euro

 

Berlín frena los planes para celebrar una cumbre urgente del Eurogrupo

 

Alemania dice que lo importante es que el trabajo sobre Grecia siga su curso

 

O Sr. Rompuy, que ocupa o quase desconhecido cargo de Presidente do Conselho Europeu para a maioria dos 500 milhões de cidadãos europeus, andou no início desta semana em giro por Portugal e Espanha, ao mesmo tempo que recebia a informação, como todos nós, do ataque à Itália.

 

Em Lisboa e em Madrid, o Sr. Rompuy deixou a mensagem e certeza: vamos reunir-nos no final desta semana, ou seja, amanhã, sexta-feira, pois é preciso concertar posições, para a UE estar mais forte face aos ataques.

 

Eis senão quando, Frau Merkel determina: reunião, amanhã, nem pensar, deixe-se correr a maré e a aragem. Ninguém vai para Bruxelas reunir.

 

Moral da história: que o Sr. Rompuy já era uma figura fraca, isso sabia-se, que era irrelevante, confirma-se agora.

 

A Alemanha tem um papel crucial na construção europeia, mas Frau Merkel não põe e dispõe como lhe aprover. Além de estar a permitir o ataque à UE, a senhora também prejudica a Alemanha a médio prazo. Quanto a Rompuy, resta-lhe terminar os meses que lhe faltam e sair de cena, pois se tivesse vergonha na cara, depois de ter sido desautorizado por um líder europeu, apenas tinha de apresentar a demissão do cargo.

 

Vale a pena recordar que estes senhores são todos da mesma família política europeia: o Partido Popular Europeu, no qual PSD e CDS tem filiação.

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O ministro das finanças alemão, Wolfgang Schäuble, criticou esta quarta-feira a decisão da agência de «rating» norte americana Moody's de desclassificar Portugal, em quatro níveis, passando a considerar «lixo» os títulos da dívida pública lusos.

 

«Estamos tão surpreendidos com a decisão dessa agência de rating como todos os outros, não compreendo o que está na base dessa avaliação», disse Schäuble, em conferência de imprensa, em Berlim.

 

O responsável pelas finanças do maior país da Zona Euro disse ainda que «é preciso quebrar o oligopólio das agências de rating», lembrando que se referiu várias vezes a esta questão, nas últimas semanas.

 

Se Wolfgang Schäuble fosse um inexpreriente, recém chegado à política e com pouco tempo no Governo, até poderia perceber o espanto no Ministro alemão, face à decisão da agência de rating Moody's face a Portugal. Porém, Schäuble é o oposto. É um dos políticos alemães no activo, com funções governativas, mais experiente (se calhar até é o que tem mais experiência: foi Ministro de Kohl, líder da CDU, deputado por muitos anos).

 

A cada dia que passa espanto-me com o Governo alemão, pois consegue surpreender sempre pelas piores razões. Às vezes duvido que os actuais governantes germânicos sejam mesmo alemães. Nem parecem!

 

Tal como indica uma célebre frase: a revolução não se proclama, faz-se, neste caso não se anuncia a quebra dos oligopólios das agências, faz-se e, a Alemanha, em conjunto com outros Estados, nomeadamente com a França e o Reino Unido, devia e podia fazer isso. Lamentavelmente, a direita europeia continua impávida e serena, perante os ataques constantes à UE.

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A chanceler alemã, Angela Merkel, exigiu a unificação da idade da reforma e dos períodos de férias na União Europeia, criticando os sistemas vigentes em Portugal, na Grécia e em Espanha.

 

A chanceler alemã deve ter problemas de compreensão, caso contrário, depois de ouvir, há dois dias, Helmut Kohl*, acaba por dizer um disparate.

 

  

* Kohl anunciou que se chegou a um futuro pelo qual se “lutou durante anos”. Sublinhando que o futuro da Alemanha é “com os seus vizinhos”, com os “parceiros na UE”, o ex-chanceler frisou ainda que a Alemanha estaria “lado a lado com o povo grego” já que isso é “o mais importante”.

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El ministro alemán de Economía, Wolfgang Schäuble, aseguró ayer que Atenas podría verse obligada a adoptar "medidas adicionales" para hacer frente a su crisis fiscal si el examen del BCE y de la Comisión Europea en junio demuestra que su situación es insostenible. (...)

Desde Washington, el FMI trató ayer de quitar hierro a las declaraciones de Schäuble. El líder del Fondo, Dominique Strauss-Kahn, aseguró que Grecia "conseguirá salir de esta" si sigue aplicando el plan de ajuste.

 

Schäuble é uma das principais vozes europeias, decorrente da sua função de Ministro das Finanças alemão. Todavia, o experiente Schäuble não tem feito bom uso do seu largo currículo, como praticamente todos os actuais governantes alemães. Em vez de trazerem estabilidade e segurança à zona €uro, os dirigentes germânicos acabam por acrescentar problemas, como neste caso, do esforço grego, ao qual exige ainda mais sacrifícios, como se fosse possível a um país fazer Roma e Pavia num dia.

 

Felizmente, do FMI, através de Dominique Strauss-Kahn, veio a palavra de confiança no árduo trabalho que a Grécia está a empreender. Provavelmente, se hoje contassemos com Rodrigo Rato, à frente do Fundo Monetário Internacional, estaríamos numa situação mais dramática.  

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Na encenação do Primeiro-Ministro português com a Chanceler alemã, no discurso ensaiado de um e no elogio público da outra, está a última ilustração da ideia de que um Estado endividado não é verdadeiramente livre. Tão pungente como a fotografia, é a banda sonora: as palavras repetidas por Sócrates sobre o tal país com "oito séculos de história" e que "não é subserviente com ninguém" formaram o perfeito contraste com a cena e com o contexto da própria deslocação a Berlim.

 

 

Mas essa cimeira bilateral é também demonstrativa do estado da Europa. De um lado, Portugal, poderia representar os países do Sul, acompanhados pela Irlanda. Do outro, a Alemanha, representava-se a si própria, os seus próprios interesses e talvez os da França e de alguns países da Europa Central, cujas contribuições para o Orçamento Europeu começam a ser escrutinadas com olhos cada vez mais críticos por parte dos respectivos cidadãos.

 

 

Esta é, de resto, uma novela com novos capítulos nas próximas semanas. O recente "Pacto para a Competitividade" gizado pela Alemanha e apresentado depois como uma iniciativa franco-alemã para uma articulação de políticas entre os países da zona euro, deverá ser alvo de discussão já esta sexta-feira, dia 11, numa cimeira de líderes dos 17 países da moeda única.

 

 

Sendo certo que a Alemanha, fruto do rigor e estratégia da sua governação, está hoje com a taxa de desemprego mais baixa dos últimos 19 anos e que, depois da recessão em 2009, a Europa retomou o rumo do crescimento económico, o problema mais imediato com o qual a Europa se confronta não é o da competitividade mas a necessidade de resolver a crise de dívida soberana, de países cujo eventual incumprimento poderia ter efeito de contágio e comprometer a moeda única.

 

 

Este "Pacto para a Competitividade" parece surgir, pois, em sentido diferente, quase como um compromisso de responsabilidade a exigir pelo eixo franco-alemão aos países que necessitam de ajuda para lidar com défices excessivos.

 

 

Entre a Cimeira da próxima sexta-feira, dia 11, e o Conselho Europeu dos dias 24 e 25, joga-se, pois, muito do futuro próximo da moeda única e do projecto europeu.

 

 

Estou algo céptico quanto àquilo que o Conselho Europeu poderá trazer. Desde logo, o facto de se realizar dois dias antes de na Alemanha haver eleições regionais em mais um estado (precisamente, o estado Natal da Sra. Merkel) pode propiciar um clima pouco favorável às decisões que Portugal e outros necessitariam.

 

 

Falemos claro, os juros relativamente elevados que estão a ser pedidos à Irlanda para o seu financiamento através do tal Fundo Europeu de Estabilização Financeira a que recorreu recentemente, bem como as medidas que lhe estão a ser exigidas, assim como à Grécia, ou as que veladamente se pedem a Portugal ou Espanha, são entendidas hoje pela opinião pública na Alemanha, como na Holanda ou na Áustria, quase como que um preço justo pela falta de «disciplina» interna. E portanto, aquilo que for percepcionado como uma "ajuda" sem contrapartidas aos países em dificuldades não dá votos. Ainda por cima, longe vão os tempos em que líderes como Helmut Kohl davam primazia à importância da Solidariedade na construção do projecto europeu.

 

 

Para baralhar ainda mais as contas, sobretudo as nossas, veio o Presidente do Banco Central Europeu sinalizar um possível aumento da taxa de juro de referência já no próximo mês, num cenário em que o aumento dos preços da energia e bens alimentares aumenta os riscos de inflação. Mais uma notícia que os países com necessidades de financiamento elevadas não desejariam ouvir.

 

 

Março será, pois, o mês de muitas decisões quanto ao futuro próximo.O de Portugal e o da Europa. Não faltará muito para percebermos se será "pau", "pedra" ou mesmo "o fim do caminho". Para nós, portugueses, que daria jeito que as "águas de Março" trouxessem, em vez do "fundo do poço", uma "promessa de vida no coração", lá isso daria...

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Resulta sorprendente que, en un día como el de ayer, en que los mercados convirtieron a Portugal en protagonista involuntario, hacia donde había que estar mirando realmente era hacia Italia.

 

Depois da Grécia e da Irlanda, Portugal e Espanha tornaram-se os novos alvos a merecer resgate do FMI. Porém, se a Grécia que devia ter sido uma lição, pois só as instituições europeias deviam, por ter capacidade, ser as únicas a intervir na economia nacional helénica, a condescendência e demissão das potências com mais responsabilidade na UE, Alemanha e França, continuou e, deste modo, a Irlanda tornou-se presa fácil para os mercados, com as consequências conhecidas.

 

Enquanto o €uro começou a ser alvo de ataque permanente incessante, deste a Primavera de 2010, e ainda não terminou nem se colocou um ponto final a este ataque, Portugal e Espanha são os países que se seguem, para receber o FMI, apesar de já estar em "agenda" outros países, com mais poderio e que podem representar um passo muito forte para o desmoronamento do €uro: a Bélgica, que devido à insustentável condição de entendimento político se torna um alvo fácil, e, sobretudo, e mais preocupante, a Itália.

 

Na actualidade, justifica-se plenamente a consciência da nossa cidadania europeia, que partilhamos a 27 e há que encontrar os responsáveis desta situação de grande instabilidade: Angela Merkel e Nicolas Sarkozy, a senhora e o senhor que no final do ano 2010 anunciaram que 2011 não seria como o ano anterior.

 

Pelos vistos, os governantes alemães e franceses continuam a assobiar para o lado, qual orquestra do Titanic.

 

Carlos Manuel Castro

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Além da nossa eleição legislativa, a 27 de Setembro, não menos importante é a escolha, no mesmo dia, do futuro parlamento federal germânico e, por consequência, o novo Governo alemão.

 

Tudo indica, de acordo com as sondagens, que Merkel manter-se-á como Chanceler, uma vez que a CDU continua, com grande margem, à frente do SPD.

 

Com a queda dos sociais-democratas e a subida dos liberais, do FDP, o próximo Governo deixará de ser uma coligação entre os maiores partidos alemães, regressando, ao fim de duas décadas, o FDP ao poder federal com os democratas-cristãos.

 

Merkel, que em termos de popularidade só é batida pelo Presidente da República, está à beira de renovar o mandato.

 

Resta esperar pela campanha propriamente dita. O período que há quatro anos esteve quase a ser fatal para a CDU por falta de habilidade de Merkel, frente a um debilitado mas muito experiente Schröeder, que a quase 10%, nas sondagens, no início da campanha, só perdeu, nas eleições, por escassas décimas. A televisão foi quase letal para Merkel. Terá Steinmeier a mesma vitalidade do último Chanceler do SPD? Duvido, mas nada como esperar para ver!

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Pocas sorpresas en Alemania; el bloque conservador cristianodemócrata (CDU/CSU) desciende seis puntos pero se mantiene como la opción más votada en el país, con considerable distancia hacia sus actuales compañeros de gran coalición del SPD. Según las proyecciones preliminares, los conservadores de la Canciller Angela Merkel han conseguido el 38,4%, (6,1 puntos menos que hace cuatro años), repartidos entre 31,1 para la CDU y 7,3% para los bávaros de la CSU.

 

Los socialdemócratas del SPD se mantienen en su postración, 21,2% (-0,3% respecto a 2005), lo que confirma la seriedad y el carácter no coyuntural del bache sufrido por esta fuerza política. "No hemos conseguido atraer a los electores, lo que por otra parte es tradicional en las europeas", ha dicho el vicecanciller Frank-Walter Steinmeier. Los líderes socialdemócratas no ocultan su decepción. Esperaban una recuperación.

 

Estancamiento de los verdes,11,5% (-0,4), triunfo del partido liberal (FDP), 10,6% (+ 4,5), lo que representa el mejor resultado en Europa de su historia, y ligero aumento de la izquierda (Die Linke), con un 7,5%, (+1,4). Se mantiene el escaso entusiasmo electoral 42,5%, en niveles semejantes a los de 2005 (43%).

 

Os resultados das europeias alemãs bateram certos com as previsões. CDU ganha, SPD não consegue descolar e liberais (FDP) assumem-se como o partido da próxima governação federal. A confirmar nas legislativas de 27 de Setembro.

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PIB alemão tem queda recorde

 

A recuperação não está fácil. E, na Europa, não vale a pena iludir ninguém, ainda que por cá Ferreira Leite e Paulo Rangel pretendam enganar, sem uma economia alemã forte, dificilmente a economia europeia melhorará.  

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Os partidos da coligação de governo na Alemanha envolveram-se hoje em polémica sobre o acolhimento de prisioneiros do campo norte-americano de Guantanamo, defendido pelo chefe da diplomacia, Frank-Walter Steinmeier, mas rejeitado pelo ministro do interior, Wolfgang Schaeuble.

O político democrata-cristão admitiu que "têm de ser os norte-americanos a arcar com as consequências de Guantanamo".

 

Como seria de esperar, com o anunciado fecho de Guantanamo, os prisioneiros detidos em Cuba têm de sair da base norte-americana e ser transferidos para outros locais. Na maior parte, se regressarem aos seus países de origem, a sentença é conhecida: pena de morte.

Portugal foi o primeiro país europeu a mostrar disponibilidade para cooperar com Washington no encerramento de um dos capítulos mais vergonhosos dos EUA, seguido pela Alemanha, na voz do seu Ministro dos Negócios Estrangeiros, Frank-Walter Steinmeier.

Porém, a concordância no seio do Governo CDU/SPD não é consensual. O titular do Interior alemão, o democrata-cristão, Schäuble, diverge do social-democrata Steinmeier. Prenúncios das divergências inevitáveis entre os dois partidos, a poucos meses das eleições legislativas? Também, mas não só.

Enquanto Steinmeier assume uma postura altruísta, o seu colega de Governo demonstra o pior da postura política, como se o problema de Guantanamo fosse só dos EUA.

É interessante observar certos políticos europeus. Quando os EUA importam, Washington tem de estar presente. Quando os EUA precisam, eles que se safem.

Schäuble surge, assim, como o rosto do egoísmo e indiferença política. Como alemão, que felizmente cresceu na RFA, devia dar o devido valor à solidariedade transatlântica, por que beneficiou, e muito, da ajuda e cooperação norte-americana no seu país.

Veremos o que diz a Chanceler Merkel. (Publicado no Palavra Aberta)

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Merkel llega aislada a la cumbre de la UE

 

Nem a UE se pode dar ao luxo de deixar de contar com a Alemanha, nem a Alemanha pode dispensar-se da UE.

Com o proteccionismo e isolamento germânico no quadro europeu, o caminho que Merkel está a trilhar, mais do que perigoso para as suas legítimas ambições políticas (leia-se: ganhar as legislativas do próximo mês e Setembro), é perigoso pela exposição à instabilidade e insegurança que coloca a maior economia europeia.

 

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Merkel recusa participar no plano de recuperação económica da UE

 

Angela Merkel tem-se transformado numa enorme desilusão nestes últimos tempos. 

Em 2005, preferi a sua vitória à de Schröeder, por considerar que a líder da CDU podia devolver a Alemanha ao centro do motor europeu, algo que o Chanceler do SPD tinha afastado.

Os primeiros três anos de Merkel evidenciaram que Berlim regressara, com força e convicção, ao projecto europeu. A UE começou a despertar para as novas e complexas metas que enfrenta. O Tratado de Lisboa foi resultado do muito empenho alemão e da grande virtude portuguesa em apresentar um rumo de futuro.

Desde o estalar da crise financeira, Merkel deixou de ser a europeísta convicta que apresentara ao longo de três anos e, como Schröeder, preferiu fechar-se na dimensão nacional. O que apenas conduzia e enfraquece a Alemanha e a UE.

A menos de um ano das eleições legislativas, Merkel parece temer perder o poder. É pena, pois podia continuar o rumo que assumira desde o início. Ao concentrar-se na reeleição e desleixar o interesse alemão e europeu, Merkel está a enfraquecer-se, como o facto de não querer associar-se à política comum europeia.

A sua postura não tem sido a melhor para a saída da crise. Como bem aponta o seu Ministro dos Negócios Estrangeiros, líder do SPD e seu adversário em Setembro de 2009, Steinmeier, é preciso envolver novos Estados, designadamete os emergentes, de modo a combater a actual instabilidade. A isto Merkel diz não. É pena.

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Quem conhece o Parlamento Nacional, sabe que tem de passar por diversos espaços, corredores, antes de chegar ao hemiciclo (hoje em obras para prestar a qualidade necessária para os trabalhos parlamentares). Do Parlamento Europeu, nem falar, dadas as voltas necessárias para alcançar o hemiciclo.

Em Berlim, o Bundestag, bem perto das portas de Brandeburgo e da residência oficial do Chanceler alemão (três vezes maior do que a Casa Branca), apresenta uma disposição em tudo diferente dos anteriores Parlamentos. Passada a indispensável porta de segurança, o grande hemiciclo encontra-se mesmo em frente do visitante, o que patenteia um edifício transmissor de maior proximidade e transparência ao visitante. 

A arquitectura, além da sua elevada componente técnica, tem a sua dimensão filosófica que qualquer pessoa facilmente apreende.

Por outro lado, o mais surpreendente é a forma como os alemães, e inteligentemente, tornaram a casa mãe da sua Democracia acessível a qualquer pessoa. Seja cidadão alemão ou não, é possível aceder ao seu interior, de modo gratuito, e conhecer um edifício admirável, que recebeu os devidos toques do arquitecto Norman Foster.

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Caro Filipe,

 

Como podes reconhecer, as questões que suscitaste quanto à legitimidade dos presentes na reunião de Paris, como defensores dos Estados-membros, tiveram eco.

Se os intérpretes da cimeira são os melhores e/ou mais adequados, aí as interpretações de cada um podem divergir, mas quanto às tuas perguntas, elas foram respondidas.

Respigo este assunto por constatar que infelizmente a Chanceler alemã, por quem tenho elevada consideração, está a seguir os errados passos que já o seu antecessor, Schröeder, dera, isto é, fechar a Alemanha, como se os problemas da economia alemã não fossem, de modo mais ou menos directo, os europeus.

A posição ontem assumida por Angela Merkel, aquando da recepção de Berlusconi, de cada país da UE tratar por si dos problemas financeiros em que está envolvido, demonstra uma fraqueza da líder alemã que até ao momento não constatara. Bem sei que o resultado da direita na Baviera pode ser assustador (perdeu a maioria que obteve durante décadas) e as eleições legislativas estão a menos de um ano. Daí a sucumbir numa política federal, de abertura e cooperação europeia, que tem tanto de importante para a Alemanha como para a Europa, é um péssimo sinal.

Oxalá Merkel emende a mão, não só pela Alemanha, mas também pela Europa.

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A propósito da eleição para o Governo bávaro, deparei-me com esta interessante página de campanha dos liberais da Baviera, com um formato bastante apelativo e bem construído. E muito fora do comum.

Fica a indicação aos meus estimados amigos Rodrigo e Alexandre, que certamente terão oportunidade de abordar estas matérias de comunicação pela net no seu excelente PIAR.

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