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Num regime totalitário as inaugurações "públicas" são apenas para os acólitos do regime.

Num regime totalitário um Presidente dum Governo Regional diz à policia "EU ESTOU A MANDAR" no que toca a permitir uma "manifestação espontânea".

Num regime totalitário existe sempre uma "Mocidade" para "montar" as manifestações "espontâneas" de apoio ao regime.

Num regime totalitário ofendem-se minorias étnicas, humilham-se certas opções sexuais, adjudicam-se obras sempre aos companheiros, ameaça-se as forças de segurança que não respondam humildemente ao líder, ameaça-se repetidamente outros símbolos "estrangeiros" do poder democraticamente eleito "no continente" mandando, por exemplo os deputados duma Assembleia da República qualquer irem fazer o amor com eles próprios!

Num regime totalitário asfixiam-se os jornalistas insultando as suas mães de rameiras.

 

Que merda anda Cavaco Silva a fazer para ignorar o que se passa na Madeira?

 

Que porra anda a tomar Manuela Ferreira Leite para fingir que nada vê e nada ouve?

 

Espero que o futuro Primeiro Ministro tome alguma posição sobre o comportamento do senhor presidente do governo regional da Madeira, o arquipélago é território português, aplica-se ali a lei portuguesa, se há dúvidas entre os residentes na Madeira faça-se um referendo para aferir se querem ser portugueses ou jardinianos.

 

Jardim foi democraticamente eleito?Sim.Pode violar repetidamente a lei e toda e qualquer regra de boa educação, bem como todo e qualquer quadro ético politico e democrático?NÃO!

 

Vai muito mal a III República se deixa um Bokassa de trazer por casa, uma espécie  de Ceausescu de roupão e chinelo, fazer o que bem quer e entende à revelia da lei e do quadro de costumes do País, o país que vai do Minho a Ponta Delgada passando pelo Funchal.

 

 

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Não sou adepto do estilo, mas a mensagem é quase sempre muito forte.

 

E desta vez, muito incisiva. Depois de tudo o que nos fez passar, não pode fazer mais promessas, tem mesmo que fazer.

 

Infelizmente, ninguém da oposição disse isto antes. Teve que ser Jardim. Como quase sempre...

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Muito se tem falado ao longo do dia acerca das propostas do Presidente do Governo Regional da Madeira.

 

Primeiramente, os órgãos de comunicação social caíram no engodo de Alberto João Jardim, focando-se na ideia lançada por este sobre a proibição do comunismo. Esta não passa de uma atoarda, de carácter incipiente, que visa provocar celeuma na intelligentsia política e jornalística nacional, desviando as atenções  da verdadeira substância das suas propostas para a revisão constitucional ordinária que se avizinha.

 

Seguidamente, os "vitalinos" não perderam tempo e pegaram na deixa, lançando as suas farpazitas. Nada de espantar, uma vez que foram doutrinados pela sua liderança a concentrarem-se no acessório em detrimento do essencial. A imagem, a embalagem tem primazia sobre o recheio ou conteúdo. É  este o legado socrático.

 

Alberto João Jardim volta a mostrar o seu brilhantismo ao manipular de forma exímia a opinião política e a atenção mediática. Esta é uma das chaves para o seu sucesso ao longo das últimas décadas.

 

E o que é que subjaz ao folclore da proibição do comunismo? O aprofundamento cada vez maior das autonomias regionais. Aprofundamento esse, que em último caso caminhará inevitavelmente para o federalismo ou a independência. É a própria ideia de Estado que está em causa. E é isto que deverá ser discutido, o que dava para escrever um tratado.

 

Portugal é um Estado unitário com duas regiões autónomas. Foi esta a decisão constitucional de 1976. As autonomias regionais, tal como a regionalização são um caminho sem volta. Como tal, devem ser alvo de profunda reflexão e não podem ser tomadas de ânimo leve. O aprofundamento das autonomias para além de ser consensual é inevitável. Porém tal só deverá acontecer havendo condições políticas e institucionais que o justifiquem e sustentem. 

 

As outras 29 propostas, tais como a criação do presidente da região, com poder de veto sobre a legislação regional, o aumento da autonomia legislativa ou a eliminação do representante da República é que devem ser debatidas, enquadradas num profundo debate  nacional a respeito do tipo de fórmula de Estado para a qual Portugal poderá ou não, evoluir.

 

 

Post Scriptum: Experimentem "googlar" propostas de revisão constitucional de Alberto João Jardim. As primeiras 6 ou 7 páginas são unicamente sobre a proibição do comunismo. Quem sabe, sabe.

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ou dito de outra forma quer ser representante único de uma certa forma de exercer a democracia em Portugal. Como pessoa frontal que é, valha-lhe isso, veio hoje a terreiro dizer que quer proibir o comunismo na Constituição da República Portuguesa, esperando para isso contar com o apoio da direcção de Manuela Ferreira Leite. Parece-me justo. Manuela Ferreira Leite deixou bem claro há meses que também partilha daquela forma de viver a democracia, pelo que o apoio são favas contadasNão percebo o embaraço do PSD, pensei que a reacção fosse fácil e linear.

 

 

(também no DdO)

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O presidente do Governo Regional da Madeira gastou em 2008 mais de meio milhão de euros em viagens, todas classificadas de “secretas”. Este montante representa mais de um quarto do orçamento da presidência do executivo, que não tem qualquer despesa de investimento.
O recurso sistemático àquela classificação das viagens, cuja execução de fornecimento envolve “medidas especiais de segurança”, é criticada pelo Tribunal de Contas. No relatório n.º 1/2009 da auditoria ao gabinete de Alberto João Jardim, a secção regional do TC conclui que esse procedimento “indicia uma aplicação tendencialmente constante da excepção prevista” no Decreto-lei 197/99, “passível de a transformar em regra”.
Na maioria das viagens analisadas pelo TC, para participar em reuniões do comité das regiões ou da comissão das regiões periféricas da Europa no primeiro semestre de 2008, Jardim fez-se acompanhar de assistente permanente. Noutras, de visita de emigrantes, as despesas incluem viagens e estadia da esposa e do director regional das Comunidades Madeirenses.
Com ausências em média de uma semana, às vezes para participar em reuniões de um dia em que normalmente o seu homólogo açoriano se faz representar pelo subsecretário regional dos Assuntos Europeus, o presidente madeirense gastou nas seis viagens analisadas pelo TC mais de 70 mil euros, apesar de só em duas ter pago as passagens aéreas, normalmente pagas pelas instituições europeias. A mais cara foi a visita a emigrantes em Londres e Jersey, que custou 23 mil euros (13,3 mil de hotel em oito dias, 5,4 mil em passagens aéreas e 4,6 mil euros no habitual aluguer de viatura com condutor).

 

Percebo o impacto (e perigo!) do Sr. Jardim nos media para adversários e para os próprios companheiros, é clara a importância do Sr. Jardim nalgumas estratégias e financiamentos de relevância nacional de hoje e de "ontem", sei bem de algumas dívidas e "rabos presos" de figuras nacionais do PPD para com o Sr. Jardim, mas sinceramente, na São Caetano à Lapa não há ninguém que tenha olhos para ver que o cemitério está cheio de insubstituiveis?Já mete nojo e causa asco!Nenhum dos "delfins" está ainda pronto para tomar as rédeas do burgo?

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Então mas a grande virtude da Dra. Manuela Ferreira Leite não era o facto de ser séria, marcando suposta diferença em relação aos outros?

Parece que a provecta idade e o ar politicamente correcto que lhe permitem apregoar a "Política de Verdade" Portugal fora, se encontram sustentados em pés barro. Digo isto porque no (altamente insuspeito) Público de hoje, Alberto João "Jardim revela ter negociado com Ferreira Leite a renúncia de duas candidatas, deixando o nome proposto pela Madeira em condições de ser reeleito" para o Parlamento Europeu.

A Dra. fez a negociata, deixou a Madeira satisfeita apesar da despromoção de Sérgio Marques de 6º para 8º, mas esqueceu-se que o Regime vigente é orgulhoso e tem de justificar ao País tamanho insulto. E justificou. Disse que não foi um insulto, disse com naturalidade que foi uma fraude à Lei das Quotas e aos Portugueses.

Fica à vista que Alberto João Jardim é no PSD quem pratica a Política de Verdade. E quando assim é, não há muito a dizer.

 

 

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A única pessoa importante neste partido sou eu" - afirmou esta noite o presidente do PSD-M, Alberto João Jardim

 

Se Alberto João Jardim assim o diz, quem sou eu para o contrariar. É a política de verdade a falar mais alto.
 
Também em Miguel Teixeira-Lx
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A propósito deste post aqui, acrescento que a percentagem dos processos julgados na Madeira que confirmam a existência de ilegalidades urbanísticas é de 60%!

Tudo isto é normal, para o PPD e para o Presidente da República, especialmente, mas também para os restantes partidos politicos....bizarra normalidade!

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"Eu digo a esses senhores do continente, àqueles que não gostam de trabalhar, por favor, não me apareçam aqui (Madeira). Nós só gostamos de quem quer trabalhar", referiu.
Presume-se que estas afirmações não incluam os milhares de turistas nacionais (principal mercado) que anualmente visitam o arquipélago, tábua de salvação para uma economia dependente deste sector que começa a dar sinais de crise. Por outro lado, há estimativas de que só na Grande Lisboa residem mais de 70 mil madeirenses que abandonaram a ilha ou que não quiseram regressar às origens depois dos estudos universitários.
Mas as palavras de Jardim fazem ainda recordar Junho de 2005 quando, publicamente, disse não querer chineses, nem indianos na Madeira por fazerem concorrência aos empresários locais, criando um problema diplomático. - DN

 

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O Tribunal Constitucional declarou hoje inconstitucionais duas normas do decreto legislativo regional que alterou a lei orgânica da Assembleia Regional da Madeira, aumentando as subvenções dos partidos. A fiscalização preventiva do diploma, conhecido por "lei jackpot", tinha sido pedida pelo Representante da República, Monteiro Diniz.
O Tribunal Constitucional sublinha que o parlamento regional “legislou em matéria relativa ao financiamento dos partidos políticos” – uma matéria que integra a reserva absoluta de competência legislativa da Assembleia da República.
Assim sendo, “não poderia a Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, por sua iniciativa, alterar os limites do financiamento público dos partidos políticos".

 

Saiu o Jackpot furado ao PPD/PSD Madeira, curiosamente parece que "no pasa nada" da São Caetano à Lapa em Lisboa à Quinta Vigia no Funchal....deve ser esquecimento!

 

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Após as recentes declarações de Alberto João Jardim pergunto-me,"o que" é o AJJ?

Um politico de Direita?Social Democrata?Liberal ou Conservador?Profissional da arte politica na vertente circense? Um autonomista apaixonado ou depende do Poder?

E esta reacção de Manuel Alegre?Tactica?Reconhecimento de incapacidades próprias?

Era este o plano de Alegre, condicionar o PS de acordo com os seus "princípios da verdadeira Esquerda"?Ou consequência das reacções negativas do PCP e do BE às suas aproximações e sonhos de alternativa de esquerda ou de frente unida...em torno de si mesmo? 

E ainda querem continuar a usar as referências "Esquerda" e "Direita" da mesma forma que foram sacralizadas ou instituídas, no século XX?Porquê?Se for pelo património histórico que ambas encerram, de acordo, mas julgo que a médio prazo apenas trarão ainda mais confusão ao objecto da acção politica, o povo, os eleitores que por qualquer razão misteriosa (que continua sem panaceia credível recomendada por curandeiros de Esquerda ou de Direita) insistem em se afastar da participação activa na politica...nem sequer para votar!

 

A minha "carta" ao André sobre a "Esquerda" e a "Direita"

 

Caríssimo André, mas não é sempre essa a questão? Quais serão os principais interesses da sociedade e os mais importantes objectivos do povo, bem como qual o caminho ideal para os alcançar?O que é o interesse público?
As sanguessugas que estripam a moral do Estado e a virtude dos políticos até podem ser combatidas mas como, ou para quê, se "os homens de bem" não souberem identificar os verdadeiros e mais importantes interesses da sociedade e descortinar a melhor maneira de os alcançar.

De que vale a palavra sem a consequência?Para que serve a poesia sem um sussurro que seja do mapa do tesouro?
Neste sentido acredito que nem Direita nem Esquerda ajudam ou salvam alguém, são como um Maestro, "servem" para marcar, ordenar e "temperar" o desempenho dos artistas que interpretam as pautas do compositor.Se nos colocarmos na posição do público ou do produtor do concerto, podemos escolher a obra que queremos ouvir, interpretada pela Orquestra preferida e dirigida pelo  Maestro mais conveniente.

Etiquetar algo ou alguém como de "Esquerda" ou de "Direita" nunca é equivalente a escolher entre o Bem e o Mal, como de Branco ou Preto, apenas como uma forma de alcançar algo, penso eu.

Ao contrário de muitos na blogosfera, mesmo nossos colegas, eu não acredito que a Esquerda ou Direita sejam Igrejas a quem os fiéis servem ou atendem crédula e diligentemente, são "ferramentas" ou "instrumentos" para que se alcancem metas.Os conceitos de Esquerda e Direita são nossos "servos" jamais nossos "amos"...

Tenho a certeza que apenas a inteligência, o bom senso, o carácter, o espírito de missão e de sacrifício podem ajudar a "elevar" a imagem e a "melhorar" o desempenho de governantes, autarcas, dirigentes e políticos , servindo assim, por consequência, o interesse último da sua função, o povo, a sociedade, o eleitor, o Estado, o regime ou a Pátria, qualquer que seja o prisma pelo qual se queira avaliar ou julgar esta questão.


É lírico, eu sei, mas se não temos, cada um de nós, uma utopia, qualquer que seja, o que é que fazemos "aqui"? 

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"Ou a República Portuguesa respeita a Madeira", "ou assume as consequências"

 

por: Alberto João jardim, presidente do Governo regional da Madeira, em 11||Dez.08 - debate do Plano e Orçamento da Madeira para 2009

 

Uma vez mais, o presidente do Governo Regional da Madeira, abre o saco das suas inenarráveis ameaças separatistas?

Porventura pode alguém no juízo das suas funções constitucionais permitir semelhante desafio?

De que forma é que a República se pode permitir a tamanha devassa verbal?

Que papel assumirá o senhor Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva? - Será um Presidente de todos os portugueses ou uma vez mais comportar-se-á como espera o fidalgo Jardim do senhor Silva?

Imagino o coro de protesto e indignação, se semelhante observação partisse do presidente do Governo Regional dos Açores?

 

Para que fique explícito, não sou cubano senhor fidalgo Jardim, sou um português, que está farto de ver vexado um País e suas gentes aos seus contínuos atropelos separatistas, triste por perceber que a República e as Instituições não funcionam, preocupado por perceber que a Madeira e os madeirenses mais não são do que uma colónia nas suas mãos, na sua indigente gestão de fidalgo colonialista.

 

Também em http://www.miguelteixeira-lx.blogspot.com/

 

 

 

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Aferindo o grau de independência da Região Autónoma da Madeira pela atenção e pelas declarações de Cavaco Silva em relação aos muitos atropelos à legalidade/democracia nela relatados, pode-se facilmente chegar à conclusão que a mesma não faz parte integrante do território nacional.

Uma coisa é o magistério de influência, outra bem diferente é a inércia, a inacção e a hipocrisia!

Usando a terminologia local, de Alberto João Jardim e acólitos, pode-se dizer que deve ter ocorrido uma "descolonização" bem mais eficiente que a de 74-76, nem se deu por ela!

Se o "império português" que "oprimia e subjugava duramente o povo madeirense" retirou da "sofredora e martirizada" ilha deve ter sido mesmo pela calada da noite que o "punho de ferro",que esgotava os recursos naturais e os impostos do arquipélago da Madeira, fugiu!

Haja vergonha, haja decência e respeito, por todos os portugueses, naturais ou residentes em território continental bem como em território insular madeirense.

Chega de cinismo Sr. Silva, é medo a mais ou respeito a menos?

O que é demais também enjoa... 

Adenda:

 

Coito Pita, um dos vice-presidentes do Grupo Parlamentar do PSD/Madeira à Assembleia Legislativa, apresentou o seu pedido de demissão do cargo, confirmou hoje o próprio à Agência Lusa.

"Confirmo que me demiti das funções de vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD/M e, sexta-feira, enviei uma carta ao líder parlamentar, Jaime Ramos, dando conta dessa decisão", disse.

O deputado, um dos mais influentes membros do PSD madeirense, referiu que "as razões desta decisão serão discutidas internamente", afirmando esperar que "aí haja bom senso".

Coito Pita acrescentou que esta matéria poderá estar em análise na reunião da Comissão Política do partido da próxima semana, em que não estará presente, mas "também deverá ser discutida em reunião do Grupo Parlamentar que, com certeza, o líder da bancada irá requerer".

O deputado social-democrata sublinhou que a sua demissão "é irreversível".

A notícia da demissão de Coito Pita foi avançada esta manhã pelo Diário de Notícias, dando conta de que esta decisão é "um protesto pela forma autoritária e independente como o líder Jaime Ramos e o filho Jaime Filipe Ramos têm dirigido os deputados 'laranja".

"Há uma vaga que acompanha a indisposição de Coito", uma "linha que quer conservar uma postura firme com a oposição mas dentro da legalidade e sem a prepotência que se tornou imagem de marca do grupo parlamentar", diz o matutino citando bastidores do partido.

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Um tapa os ouvidos e conta anedotas sobre uns loucos na Assembleia Legislativa da Madeira, outro tapa os olhos e imagina-se chefe dum asilo para loucos exigindo mais poder, mais poder, mais poder para o Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, o ultimo cala-se e finge que em Portugal nada de errado se passa pela Madeira!

 

 

Nota: vai uma aposta que vou ter uns fans deste post que acharão um insulto a comparação entre uma IMAGEM DUM TEMPLO JAPONÊS ALEGADAMENTE INSPIRADA NUM MONGE BUDISTA CHINÊS e algumas ATITUDES destes três politicos profissionais?

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Carlos,

 

Quando escrevi, não pretendi referir-me a Cuba como regime análogo ao da Madeira, mas apenas dar conta de semelhanças evidentes. No entanto, ao ler a tua reposta, percebi que as parecenças são maiores do que as que havia constatado.

 

Averiguando a opinião dos madeirenses acerca do seu Déspota conseguimos três tipos de reacção: os poucos que dizem que não gostam, os que o defendem com a convicção do medo e os que o protegem com a força dos interesses. Outra semelhança, esta tipicamente terceiro mundista, é o facto de o turismo ser a principal indústria de ambas as Ilhas. Continuando temos ainda a semelhança táctica do adversário externo, o papão que está algures lá fora e que, se Rei posto, virá ocupar tudo o que é nosso. Tanto o velho Maquiavel discorreu acerca do medo na governação... 

 

Quanto à obra vi que também a há em Cuba. Castro desenvolveu a Ilha em múltiplos aspectos, e teria mais obra se tivesse os milionários apoios da União Europeia em vez de um embargo americano. Achas que é por acaso que a Madeira estagnou nos últimos anos, exactamente quando a "torneira" secou? A Madeira nunca foi auto-suficiente com AJJ. Sempre parasitou e cresceu à custa dos recursos alheios, verificando-se pouco aumento de produção de riqueza. Neste aspecto tem mais mérito Castro no crescimento de Cuba do que AJJ no da Madeira. Duvido que tenham chovido mais notas das nuvens Soviéticas, do que as que choveram das Europeias.

 

Na questão da medíocre qualificação das pessoas e da pouca abertura a novos pólos de desenvolvimento, também adoptam estratégias semelhantes. A abertura traz novas ideias, traz informação e cultura, tudo coisas de que ambos fogem a sete pés.

 

Resta a questão da violência política. Em Cuba Castro matou em nome de um regime que pretendia uno. AJJ não o faz, mas tens dúvidas que as ameaças e os "acidentes" fazem parte do quotidiano madeirense há muitos anos?

 

Diferente é a questão da oposição. AJJ não a tem embora exista pluripartidarismo na Madeira. Castro teve de lidar com fortes movimentos que faziam oposição desde os Estados Unidos (Flórida) e financiavam os seus adversários internos. Oposição por oposição acho que a Cubana é mais forte.

 

Há evidentemente grandes diferenças entre os dois regimes, em especial no que diz respeito aos Direitos Humanos. Não o questiono, afirmo-o. Ainda assim, e apesar do que disseste, não se pode afirmar categoricamente que a Madeira não é Cuba. Sinceramente não vejo mais diferenças que semelhanças.

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"A Madeira está endividada, hipotecada, e não tem capacidade de gerar receitas para manter um bem-estar adequado".

 

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O Governo Regional da Madeira vai passar a definir os preços máximos dos combustíveis na Região a partir de sexta-feira por considerar que a liberalização dos preços é ineficaz e devido à "instabilidade dos mercados".

 

 

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Alberto João Jardim anunciou que vai fazer um referendo na Madeira sobre uma proposta de revisão constitucional a apresentar à Assembleia da República. É uma boa ideia, que certamente deixará enervado o Presidente da República e talvez o seu próprio partido. Um dos mais qualificados polícias da Constituição, Vital Moreira já veio dizer que não pode ser, já que "os referendos regionais só podem versar sobre matérias de competência decisória regional (legislativa ou política), não estando obviamente a revisão constitucional entre essas competências." Não percebo o argumento, já que é competência da Assembleia Legislativa Regional aprovar propostas de alteração à Constituição e é sobre a proposta que foi anunciado o referendo.
 

 

(publicado no Tomar Partido)

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Decorre há mais de uma semana e em bom ritmo na ilha da Madeira e em Portugal continental a recolha de assinaturas para a candidatura do Dr Alberto João Jardim a presidente do PPD....

A novidade é que parece que ele avança mesmo....e diz que muitas foram as assinaturas "continentais"!

Ele está de volta....back in the game!

 

 

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"Recomenda-se ao Governo Regional da Madeira que proceda à construção de uma estátua em bronze ou outro metal nobre, com cerca de 50 metros de altura, que represente o amado líder da Madeira Nova, Dr. Alberto João Jardim."

 

"Que seja concebida de forma a possuir uma escada interior que permita aos visitantes a subida até à altura da cabeça dessa obra de arte, de onde poderão observar a baía e a mui nobre cidade do Funchal, através dos olhos do seu amado líder."

 

"Que a energia necessária ao movimento de rotação e apito da estátua seja fornecida pelas ondas do mar, as quais, como é do conhecimento púbico, fustigam intensamente a vertente sul do fortim."

 

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