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A manhã em Peso da Régua está a ser marcada por uma manifestação de vitivinicultores em defesa dos vinhos do Porto e do Douro. Os produtores contestam os limites impostos à produção pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto.

 

A Ministra da Agricultura ou o CDS já se manifestaram ao lado e com as soluções ideais para os protestos destes vitivinicultores?

 

Na oposição tinham tanto empenho em defender a lavoura e agora, no Governo, nem há sinal dessa causa.

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Cavaco Silva descobriu AGORA que está indignado com o desempenho do ex-ministro da Agricultura Jaime Silva?!

Um café populista depois dumas "queijadas de tiros no pé com o BPN" numa "esplanada de campanha"?!

Então mas o que se passou até agora, um lapso de tempo em que Cavaco Silva esteve enclausurado numa arca congeladora, em que nada teve a ver com nada, nada soube, nada fez?

Tirando arrancar vinha e olival ou abater barcos de pesca nos tempos em que o BPN não fazia falta, Cavaco Silva nada mais sabe ou soube da agricultura em Portugal, a "Bela Adormecida" só acordou agora?!  Adormeceu em que parte do filme? Logo após criar o "monstro" de que falou Miguel Cadilhe?

Estes 5 anos de Cavaco Silva Presidente foram um suave prelúdio para uma grande sinfonia do "Devir", os seus 30 anos como politico profissional foram apenas uma série de Novas Oportunidades para Cavaco Silva, agora sim, "explodir" como um   direita que nem conseguiu inventar uma alternativa decente a um candidato de que genuinamente não gostam, apoiam muito contrariados e do qual maldizem pelos corredores!

 

 nesta altura...Jaime Silva era o Ministro da Agricultura!

 

publicado em parte também aqui

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Deixo-vos um excelente post que ajuda a desmontar as historietas, telenovelas e maquinações do discurso do CDS acerca da agricultura.

 

Alguma explicação há-de haver para a santa aliança contra o Ministro da Agricultura deste governo, envolvendo o CDS/PP, poderosas confederações de agricultores, um assessor do PR que ataca o Ministro nos jornais, comentadores apressados que lêem muitos livros por noite, …

Tentaremos aqui uma compreensão da dimensão e da virulência da campanha que promove essa santa aliança. Não podemos fazê-lo em poucas linhas, Caro Leitor: espera-o um texto longo. Mas não desista já. É que esta “história” é muito útil para compreender o que realmente significam certos posicionamentos políticos, mesmo quando apresentados com grande candura e com certas palavras de tom romântico como “lavoura”.
 
1. Uma explicação que nos vem sempre à cabeça nestes casos é “casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”. Será, pois, da diminuição dos fundos para a agricultura? Vejamos. Este governo assegurou na negociação comunitária um envelope financeiro de 4173 milhões de euros para o mundo rural até 2015. Depois viu aprovado em Dezembro de 2007 o PRODER (Plano de Desenvolvimento Rural). Na prática, são mais 600 milhões de euros relativamente ao período anterior (desenvolvimento rural no QCAIII). E isto quando a UE passou de 15 para 27 Estados Membros sem que o orçamento da Política Agrícola Comum (PAC) tenha aumentado. Além disso, este governo fez a Reforma da Organização Comum de Mercado do Vinho, garantindo por essa via mais 274 milhões de euros para o sector, para reestruturar as vinhas e promover o nosso vinho no mercado mundial.
Bom, se não é por falta de bom trabalho do governo a garantir um bom posicionamento no acesso aos fundos, será por mau uso dos fundos?

 

Ler o resto deste texto aqui, vale a pena

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A riqueza criada pelo sector agrícola caiu 22,9 por cento desde 1992. Porém, no último período analisado (2003-2007) houve um crescimento de 19,8 por cento devido ao aumento dos preços dos bens alimentares.
No entanto, o impacto desta subida ficou aquém do que se poderia calcular, já que os custos de produção - combustíveis, rações e sementes - aumentaram também.Com as mudanças introduzidas desde 1992 na Política Agrícola Comum, os apoios ao rendimento dos produtores agrícolas caíram 42,5 por cento desde essa altura.
Com o fim das medidas de suporte de preços de mercado e o desligamento das ajudas (os apoios deixaram de estar relacionados com o que era produzido, sendo as contas feitas apenas com base no histórico), os apoios directos à produção decresceram 65 por cento. Esta redução foi atenuada pelo aumento de 155,6 por cento de outros subsídios, como é o caso do pagamento único, das medidas agro-ambientais e das indemnizações compensatórias. Mas este crescimento não foi o suficiente para compensar as perdas.
E de quem é a culpa mesmo?E que tal dinamitar o raio da PAC?

 

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Embora ninguém tenha tido coragem de o dizer esta manhã, está claro que o Ministro Jaime Silva se tornou o maior aliado de Teixeira dos Santos, no combate ao défice. Ponto final.

 Mas do debate desta manhã, entristeceu-me a pouca qualidade e profundidade das intervenções. Ouvimos muito trocadilho, muitas acusações, mas pouca, muito pouca, substância. Sendo um debate sectorial, esperava-se muito menos demagogia e mais rigor. A oposição perdeu a oportunidade de provar que sabe quais as necessidades do sector, o sector não fica esclarecido sobre as posições do Ministro e o Ministro não sabe como explicar que não pode gastar os fundos porque tem de compensar o défice da economia portuguesa. 

Mesmo assim, ficam as 5 perguntas que eu teria feito a Jaime Silva:

 
1. Sr Ministro, tem alguma data prevista para definitivamente rever a rectificação dos montantes do histórico, pedidos desde 2003 pelos agricultores?

2. Sr. Ministro, como justifica que um agricultor português fique privado de entregar uma candidatura passados 25 dias sobre o prazo fixado e, por seu lado, o Estado português possa estar há 4 anos sem pagar as ajudas atribuídas? Refiro-em concretamente a medidas agro-ambientais e indemnizações compensatórias.

3. Sr. Ministro, pode dar-nos conta do ponto em que estão as acções em tribunal contra o Ministério da Agricultura português, interpostas no âmbito do cancelamento de candidaturas iniciais ao Plano de Desenvolvimento Rural 2000/2006 ?

4. Sr. Ministro, as medidas de lixiviação são ou não uma prioridade deste governo em detrimento das ajudas agro-ambientais? 

5. Sr. Ministro como comenta as declarações de Michael Mann, porta-voz da comissária europeia para a Agricultura, que reconheceu que “os atrasos na entrega de verbas do "pedido único de 2007" aos agricultores, acontecem porque o Governo português não fez o controlo das explorações agrícolas a tempo para que os pagamentos fossem feitos”. sr. Ministro pode hoje aqui afirmar que o Estado portugues faz os controlos "in loco" antes das colheitas serem feitas?

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Sei bem o que significam para a agricultura os controlos in loco, pois fui um dos técnicos que os fez enquanto terminava a licenciatura. É burocracia muita das vezes desapropriada, enormes encargos financeiros, também eles muitas vezes desajustados, obrigações excessivas e restrições desincentivadoras para os agricultores e inevitáveis atrasos nos recebimentos por via de um método que não é eficiente, nem tratado com a devida pressão para que se torne célere, ágil e ainda assim eficaz. A grande maioria do problema advém das indicações exageradas que a UE dita, sendo que poderá ou não ser minimizada pelo Estado português,i.e., pelo MADRP, caso este o entenda, queira e consiga, pois na prática há sempre arestas que se podem limar para acelerar os controlos e respectivos pagamentos.

 

E este Ministro, pelas indicações que dá, não parece querê-lo e até parece propositadamente evitá-lo, como se os juros do dinheiro da UE fossem o seu main goal. Vem isto a propósito de uns pagamentos que deveriam ter sido feitos a 30 de Junho de 2008 e que até à data não seguiram. Mesmo depois da promessa que iriam ser feitos a 23 de Dezembro há agricultores que continuam à espera. É inadmissível exigir e apontar falhas na competitividade do sector quando não se responde sequer às suas legitimas expectativas financeiras:

 

Segundo Ribeiro e Castro, reagindo à resposta da Comissão, “a situação é já mesmo pior do que foi agora reconhecido pela comissária Mariann Fischer Boel. A verdade – acrescentou o deputado – é que continua a haver agricultores que não receberam qualquer valor das ajudas na data anunciada pelo Estado português: 23 de Dezembro de 2008. E, segundo as denúncias que continuam a chegar-nos, o IFAP, apesar de já estarmos em Janeiro de 2009, não efectuou até à data os controlos in loco referentes ao Pedido Único de 2008, o que antecipa novamente problemas semelhantes neste ano.”

 

 

 

 

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A agricultura portuguesa recebeu apoios de 1.244 milhões de euros em 2008 contra mil milhões no ano anterior, revelou esta terça-feira o ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas

 

Por mais que alguns queiram fazer crer que o Ministério que Jaime Silva tutela nada faz, como o CDS, eis mais um resultado da política deste Governo.

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Caro João Lopes,

 

Verifiquemos os factos.

Há um ano, Jaime Silva reconhecia que havia atrasos no pagamento dos apoios aos agricultores, não por culpa do Governo português mas porque Bruxelas se atrasara

As condenações ao Ministro da Agricultura que Ribeiro e Castro e Paulo Portas suscitaram - a única causa em comum que o antigo e actual Presidente do CDS têm: pedir a demissão de Jaime Silva - foram desmentidas pelos factos, conforme Jaime Silva informou em Fevereiro de 2008.

Actualmente, quanto aos pagamentos de ajudas, o Ministério da Agricultura também já informou que há um conjunto de informações erradas e esclarece.

Noto, todavia, como a sua vontade de falar claro é turva.  Por exemplo, os acordos das pescas alcançados pelo Governo português há poucos dias nem merecem uma única palavra. Previa-se uma perda para Portugal, não só não perdemos quotas como ganhámos.

Os factos e os resultados estão à vista.

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Noto por estes comentários como a preocupação cimeira é condenar o Governo e o Ministro da Agricultura em concreto, não observando o objectivo do texto anterior: a necessidade de reformar a PAC e a criação da ilusão do Presidente da República em termos agrícolas. Enfim, a tradicional postura do condenar só por que sim, sem qualquer critério.

Mas, já que se fala em Jaime Silva, pena que os ganhos recentes alcançados pelo Governo não sejam alvo de contestação:

 

Os ministros das Pescas da União Europeia chegaram hoje em Bruxelas a acordo sobre as possibilidades de pesca para 2009.

no primeiro dia de Conselho de Ministros das Pescas, Portugal já vira atendidas as principais “inquietações” com que partida para as negociações, ao manter a quota de carapau – e a sua zona tradicional de pesca – e aumentar as de bacalhau e pescada.

O compromisso final contempla a manutenção da quota de carapau (26 mil toneladas), quando Bruxelas propunha inicialmente uma redução de 38,7 por cento, e a manutenção da zona tradicional de pesca, tendo a Comissão recuado também na sua ideia original de unir duas zonas que colocaria em concorrência directa as frotas portuguesa e espanhola.

Relativamente às quotas de bacalhau, Portugal terá um aumento de quota no bacalhau da Noruega na ordem dos 13 por cento (para 2605 toneladas) e de 22 por cento no bacalhau de Svalbard (para 1897 toneladas).

Também ontem, Portugal garantiu o aumento de 15 por cento da quota de pescada, para 2420 toneladas.

Jaime Silva destacou ainda o facto de a prevista redução de 25 por cento na quota de tamboril ser se apenas dez por cento (para as 292 toneladas) e de a Comissão Europeia se ter comprometido a elaborar um plano de recuperação desta espécie, como Portugal reclamava, para entrar em vigor em 2010.

 

Talvez o facto de no início do seu mandato Jaime Silva ter cortado o apoio a quem recebia verbas para... as suas piscinas, também seja razão de desagrado de alguns.

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O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) considerou que a atenção dada aos agricultores no discurso de Cavaco Silva deve ser uma referência para o Governo. João Machado aproveitou a opinião do Presidente em relação ao mau aproveitamento das verbas da União Europeia para criticar as políticas do ministro da Agricultura.

 

O discurso de Ano Novo do Presidente da República pode, na sua globalidade, ser assinado por qualquer português sem qualquer problema.

Houve, todavia, um ponto, que merece destaque, pela lógica datada e anacrónica da abordagem: a Agricultura.

A visão da subsídio-dependência que vigora em toda a UE, pois esta é uma área em que há política comum, continua a produzir grandes interesses instalados e nós, na qualidade de consumidores, continuamos a pagar uma elevada factura pelo proteccionismo, tanto europeu como norte-americano.

Cada vez mais teremos uma agricultura europeia que não produz e apenas recebe para não produzir. E em Portugal há quem aprecie este modelo, desde que os euros continuem a pingar. 

A UE deve rever, quanto antes, o seu modelo da PAC e o Presidente da República pode dar um passo nesse sentido. Infelizmente, não quer dar, como muitos outros na UE, e prefere ter uma leitura do sector primário como algo a preservar, esquecendo-se que a médio/longo prazo esse é um caminho para o seu descalabro na Europa.

Como disse, e bem, o Presidente da República, é preciso falar verdade e não criar ilusões e, neste particular, do mundo agrícola, Cavaco Silva preferiu continuar a alimentar ilusões. 

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A normalização, assim como os preços de suporte e respectivas quotas, foram todas medidas da UE e da PAC que visavam oferecer o melhor ao consumidor - lá por Bruxelas ainda não perceberam que gostos não se discutem - a preços que protegessem os agricultores e satisfizessem os consumidores - lá por Bruxelas quanto menos ondas melhor.

 

Hoje em dia, já começam a perceber (embora ainda poucos) que, para além de um imenso "pecado moral"  que estava a ser praticado, as flutuações de mercado nos preços e nas produções, bem como as tendências de consumo, em termos de qualidade e quantidade, são úteis para o panorama agrícola, pois são elas que permitem, com essa flexibilidade e diversidade, criar nichos e fileiras agrícolas próprias que poderão, no futuro, evitar parte da desertificação e abandono dos campos que grassa em toda a Europa. 

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O tecto máximo que vigorava para as rendas de aluguer de terrenos rurais vai deixar de existir. O Governo tem em andamento a revisão do regime de arrendamento agrícola e propõe um novo quadro em que a fixação da renda passa a ser livre e será o resultado de acordo entre senhorios e rendeiros.
O novo regime poderá contribuir para dinamizar o mercado de arrendamento e para contrariar a tendência de abandono dos campos visível nos últimos tempos.
Finalmente.....apenas com umas décadas de atraso!

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A Comissão Europeia propôs hoje a criação de um fundo de mil milhões de euros, operacional em 2008 e 2009, para ajudar os agricultores do continente africano a enfrentarem a subida global do preço dos alimentos.

Sem bom planeamento e organização, sem monitorização e fiscalização, sem parceiros credíveis no terreno a auxiliarem na aplicação destas verbas, é apenas mais uma medida para "derreter dinheiro" e aliviar o peso de algumas consciências...

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A Associação dos Jovens Agricultores Portugueses (AJAP) considera uma «boa iniciativa» a ideia lançada quarta-feira pelo ministro da Agricultura para a criação de um banco de terras.

Muito bem, muito bem...

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Não é só o petróleo que bate recordes. Para os leigos na matéria, o DAP é dos fertilizantes básicos mais importantes e é agora a hora de ser comprado para se vender no próximo ano.

 

Para quem, como eu, está a negociar no mercado deste tipo de commodities, as principais preocupações recaem sobre o momento em que o balão poderá explodir ou, caso não o faça, até que valores se sentirá esta subida sem se assistir a uma franca descida do consumo, neste caso, da procura no próximo ano. Estas duas hipóteses preocupam e condicionam o mercado agrícola severamente.

 

Mas, trago para aqui este gráfico, para que aqueles que estão mais desligados da realidade do sector primário percebam que o pujante aumento das matérias-primas e consequente custos de produção criam uma ansiedade no mundo agrícola que tem razão de ser. Com preços de suporte previamente estabelecidos que visam beneficiar o consumidor, deixa de existir a facilidade desejável para incluir estas subidas no preço final, daí que, tal como nos têm vindo a habituar, infelizmente, os agricultores batam à porta a pedir mais apoios e subsídios. E batem à porta de quem lhes provoca e compactua justamente com a criação destas distorções de mercado. Assim nunca terão soluções. Precisam de encarar e cortar o mal pela raiz e para isso tem que se acabar de vez com esta lógica da Política Agrícola Comum.

 

P.S. para perceberem bem a situação abram a imagem. Conseguem ver a escalada do preço de DAP de +/- 500 €, início do ano, para mais de 1200 € neste preciso momento.

 

 também publicado no Axónios Gastos

 

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Por  Jeffrey D. Sachs 

 

Muitos países pobres de todo o mundo, importadores de comida, ficaram em desespero nos últimos meses, à medida que os preços globais do arroz, trigo e milho foram subindo, até duplicarem. Centenas de milhões de pessoas pobres, que já gastam grande parte do seu orçamento diário em comida, estão a atingir o limite. Resultado: os motins da fome estão a intensificar-se.
Mas muitos países pobres poderiam cultivar mais alimentos, porque os seus agricultores estão a produzir bastante menos do que aquilo que é tecnologicamente possível. Em alguns casos, com medidas governamentais apropriadas, poderiam duplicar ou mesmo triplicar a produção de alimentos em poucos anos.

A ideia é simples e bem conhecida. A agricultura tradicional usa poucos ‘inputs’ e obtém fracos rendimentos. Os camponeses pobres usam as suas próprias sementes, obtidas na campanha agrícola precedente, não dispõem de fertilizantes suficientes, dependem da chuva em vez de terem sistemas de irrigação e pouco mais utilizam além da tradicional enxada – o recurso à mecanização é escasso ou inexistente. As suas explorações agrícolas são de pequena dimensão, atingindo talvez um hectare ou menos. 

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Vários grupos de agricultores a nível nacional programaram protestos para esta semana e outros estão a estudar formas de se manifestarem. Em causa está o aumento dos custos de produção, nomeadamente o aumento do custo do gasóleo.

 

Não sei se a CAP tem algum engenheiro informático especialista em tractores ou alfaias agrícolas a tratar da mobilização, presumo que não seja necessário, mas uma questão intriga-me, se a "alta dos combustíveis veio para ficar", para quê subsidiar o gasóleo agrícola ainda mais?

O debate não deveria ser aumentar a produtividade?Agregar minifúndios e alterar culturas se for mais rentável?Partir para a segmentos mais lucrativos e apostar na exportação?Ou são os mesmos dos jipes e moradias "à pala da CEE" da década de 80 e 90?Não, há muitos jovens agricultores empenhados e empresários do ramo com sucesso, em Portugal e especialmente em Espanha, mesmo ao lado da nossa fronteira, há imensos casos de sucesso, tantos que já investem em Portugal, qual é o problema?Qual é a diferença?

Os "custos de contexto" também incluem corporações e "singularidades" culturais?

Este paradoxo de Morte ao Estado....Viva o Estado é pura e simplesmente anedótico!

Estado mínimo para impostos e regulamentação....Estado máximo para subsídios!

Eu adorava ver os gurus do liberalismo da blogosfera, além de consubstanciarem a afirmação do Miguel Relvas no congresso do PPD de ser preciso "Mais liberalismo para reforçar a justiça social", enquadrarem estes "apoios e subsidios" a sectores "em apuros", sectores que não se adaptaram à nova realidade mundial e que não percebo, sinceramente, se serão alguma vez rentáveis e competitivos!

EUA abrandam, Espanha estagna e ouvi agora na SIC Noticias que o instituto nacional de estatísticas irlandês prevê que a Irlanda, país que ainda recentemente tinha a taxa de crescimento mais alta da UE, entre em recessão no próximo ano....com esta conjuntura qual será a terapia de choque mais eficaz?

Alturas de crise podem ser oportunidades de reformar e de mudar o que está mal....desde que exista coragem e não se opte pela politica dos "paninhos quentes".

 

 

T'shirt raptada da montra do Blasfémias

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O panorama agrícola, embora atravesse o período que todos conhecem, poderá retirar sérias vantagens do momento específico em que vive. Chegou um dos poucos momentos na história recente - daquela que eu me lembro com esta "tenra" idade - em que as pessoas voltam a encarar o peso estrutural que representa a agricultura no mundo e no nosso país.

 

É dada, hoje, a importância devida, sob forma de preocupação, ao problema agrícola. E tanto melhor é esta preocupação generalizada, se nos lembrarmos que até Julho - salvo erro - será apresentada a nova lógica da PAC. Interessa pois pensar os erros e as consequências. E sobre este assunto voltarei em breve e com maior profundidade.

 

Para já, pedia que os intervenientes e responsáveis devidos, fizessem todo o trabalhinho de casa antes de quaisquer declarações, para que não aconteça isto:

 

Jaime Silva diz aos «portugueses «para estarem tranquilos» garantindo que «os alimentos não vão faltar», já que o país produz «pão e cereais»  

 

É verdade que podemos estar tranquilos, mas a razão não é a referida. Tomara nós conseguirmos responder a metade da procura interna, quanto mais...

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