Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009
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A segunda quinzena de Janeiro foi, tal como eu esperava, muito interessante.

O caso Maddie voltou em força! O caso Joana interrompeu-se num rocambolesco e, julgo, inédito acontecimento judicial. A método 3 demonstrou a sua garra. E o freeport distrai-nos.

Mas, da última vez que escrevi, recordo que o Dr. Gerry McCann tinha voltado a Portugal, pela primeira vez após Setembro de 2007, alegadamente para, em conjunto com um dos seus Advogados, no caso o Ilmo. Senhor Dr. Rogério Alves, e numa reunião com o Ex.mo Senhor Embaixador Britânico em Lisboa, poder saber o que a ainda podia ser feito para encontrar Madeleine.

A viagem ocorreu de facto! O Senhor Dr. Rogério Alves esteve, como todos pudemos ver, com o Dr. Gerry McCann e, ao que se sabe, reuniram com o Senhor Embaixador.

Bom. Isto aconteceu! Então por que me repito?

Já tinha afirmado e reafirmo: o argumento utilizado pelo Dr. Gerry McCann é ilógico. Pelas suas próprias palavras, assumiu que ainda não tinha lido todo o processo (onde constam TODAS as diligências efectuadas), porque, este, ainda não estava completamente traduzido. Repito a questão que me intriga: Como se pode querer saber ao que ainda se pode fazer em relação a algo quando se assume não se saber, integralmente, tudo o que foi feito? Não faz sentido! Reitero que escapa à lógica.

 

Então, que terá vindo fazer, o Dr. Gerry McCann? Sem ninguém perguntar, foi garantido que não se veio encontrar com ninguém do governo ou ligado ao governo. Mas, que governo? O actual? Ora aí está algo que já não escapa à lógica. Nem, contrariamente, à afirmação anterior, podemos afirmar (sem juízo pejorativo da consciência da afirmação) que é mentira. Até faz sentido que o Dr. Gerry McCann não tenha vindo encontrar-se com pessoas ligadas ao ACTUAL governo (e juro que não estou a usar figuras de retórica para induzir a leitura para o caso Freeport). Contudo, nada foi dito, e em boa verdade, nada terá sido perguntado, relativamente a encontros com elementos de anteriores governos ou a eles ligados. Pois é! Belo truque! Em alguns corredores, com barulhenta surdina, tem sido possível apontar alguém para a quarta cadeira da dita reunião: o primeiro nome, bem lusitano, e o apelido, claramente gaulês! Por aqui me fico. Sabem porquê? Porque, a partir desta altura, nem Mendes Bota conseguiu salvar a honra do convento: o Homem que, por todas as sondagens, garantidamente, iria ganhar uma Câmara Municipal foi rejeitado pela Direcção do Partido do qual é militante activo, alegadamente, por não corresponder ao perfil considerado adequado para essa mesma câmara (bom, pelo menos, da boa dos censores, perdão, decisores, não veio a história, ainda mais ridícula, da falta de experiência política). Claro que estou a falar de Gonçalo Amaral. Para além de cobarde, vergonhoso e, visivelmente, manipulado, este acto de recusar a candidatura de Gonçalo Amaral constitui a mais ingénua expectativa de moeda de troca a que assisti na política portuguesa (também só tenho 43 anos e há alianças políticas que são seculares).

Entretanto, no caso Joana, após a confissão, pré-anunciada pelo Ilmo Advogado da Exma. Senhora Dª Leonor Cipriano (relembro entrevista ao Dr. Marcos Aragão Correia, no semanário “O Crime” de 4 de Dezembro, de 2008, os nossos tribunais protagonizaram uma das mais estranhas cenas de que há memória em Portugal: a expulsão de um advogado da sala de audiências por estar suspenso pela Ordem dos Advogados, alegadamente, pelo facto do referido não ter comunicado a mudança do seu endereço. Este acontecimento fez correr, desejavelmente para alguns, mais linhas de tinta em múltiplos jornais. Relativamente a isto, ainda havemos e entender o que se passou, realmente. Contudo, a confissão de Leonor Cipriano, que o Dr. Marcos Aragão Correia refere ter escrito pela sua própria mão, mas com texto pela senhora ditado, constitui, como já tive ocasião de afirmar, mais um ponto em desfavor da própria Leonor Cipriano: mais uma entre quase uma dezena de versões, todas diferentes. O que podemos daqui concluir? Duas coisas. A primeira é que Leonor perdeu ainda mais da sua, já parquíssima e muito duvidosa, credibilidade de testemunho. Em segundo lugar, calculando o máximo denominador comum das diferentes versões, concluímos a elevada consistência de um elemento nas diferentes versões: Joana, infelizmente, morreu, ou melhor, foi morta, como a generalidade das provas forenses o indicam. A carta, além de ter sido escrita pelo Ex.mo Senhor Dr. Marcos Aragão Correia, não terá sido ditada por pessoa nascida nas bandas do Algarve, com um grau de instrução baixíssimo. Algum tipo de afirmação denota preocupação jurídica, ao nível do conteúdo (designadamente, a possibilidade legal de adoptar do modo como está referida e a insistência em pormenores que podem constituir, potencialmente, provas de acusação – calças com sangue). Mas, como reafirmo, o uso excessivo do gerúndio e a inversão de possessivos e demonstrativos constituem um aspecto da expressão linguística mais usual na Madeira, ou, com algum esforço, em algumas partes do Alentejo. Quem ditou a carta? Um madeirense? Ou, estando em Odemira, um Alentejano?

Ainda em relação ao caso Joana, na sequência da aludida “confissão” terá sido encorajada uma nova busca ao local onde, alegadamente, o corpo de Joana estaria enterrado. Mas, após várias buscas, efectuadas pelo próprio Advogado e familiares de Leonor Cipriano (que familiares?) foi assumida a impossibilidade de continuar esta tarefa devido à deficiência de meios cinotécnicos. Na verdade, este argumento merece alguma reflexão.

O Dr. Marcos Aragão Correia afirma, como muitas outras pessoas, que em Portugal não existem cães treinados para detectar odor a cadáver. Apesar de tudo, algumas pessoas afirmaram o contrário, já há algum tempo. Será, portanto, uma questão discutível. Mas, assim sendo, por que razão foi levado um cão de busca e salvamento? Aqui, de certeza absoluta, que a tese de que “não tem cão caça com gato” não colhia. Então, insisto, por que razão seria necessário um cão pisteiro que detecte cheiro a cadáver?

Apesar de me assumir como completo ignorante relativamente à maioria dos aspectos relativos às qualidades destes animais, devo contudo apresentar alguns argumentos especulativos que me surgiram na decorrência da, reclamada, afirmação do Dr. Aragão Correia: “No caso de Maddie trouxeram um cão de Inglaterra para tentar encontrar provas contra os pais. Porque não o fazem agora para localizar o corpo de Joana?”

Tentemos reflectir.

Eu não ficaria espantado e até concordaria, em absoluto, com o Dr. Aragão Correia se o argumento de Justiça Igualitária que pretendeu usar não fosse traído pelo seu conteúdo. Vejamos o que quero dizer, tentando exemplificar como me parece que o argumento devia ser exposto:

a)      “No caso de Maddie trouxeram um cão de Inglaterra para tentar encontrar provas contra os pais. Porque não o fazem agora para tentar arranjar provas contra a mãe e o tio de Joana?”, ou, em alternativa,

b)         “No caso de Maddie trouxeram um cão de Inglaterra para tentar localizar o seu corpo. Porque não o fazem agora para localizar o corpo de Joana?”      

 

Na realidade, colocadas as questões desta forma, eu estaria em completo acordo com a tese do Dr. Aragão Correia.

Ainda assim, teríamos, na minha modesta e, repito, pouco sustentada opinião ,um problema metodológico: no caso de Maddie, tínhamos locais e objectos precisos que permitiram desenhar uma metodologia que é, praticamente, irrepreensível quanto aos resultados observados (Os cães visitaram vários apartamentos, vários carros, cheiraram diversas peças de roupa, MAS, repito, MAS existiram designs de controlo e “placebo”, se assim posso abusar, para que se entenda). No caso de Joana, para além da área de busca ser muito maior e de não existirem quaisquer tipos de marcadores, dever-se-ia, em minha opinião, iniciar as buscas com arqueólogos e geólogos que tentassem delimitar áreas onde existissem sinais de intervenção não devida a fenómenos naturais (exº erosão do vento ou da chuva na modificação de acidentes topográficos) e a partir daí proceder às buscas com outros métodos. Admito que seja muito mais difícil detectar o odor a cadáver passados quase 4 anos, do que passados 2 meses. Admito que seria muito mais difícil a discriminação de odores em zonas ao ar livre do que dentro de casas ou em roupas recentemente vestidas. Devo, então, concluir que  a vinda dos simpáticos e competentes cãezinhos (repito, têm 200 identificações positivas), nestas condições poderia constituir um falhanço. Aliás, permitam-me uma metáfora: nas condições descritas relativamente ao “monte das figueiras” (que, em si, comportam uma série de variáveis de dificílimo ou, mesmo de, virtualmente, impossível controlo) e passados que estão quase 4 anos sobre a trágica morte de uma menina, a probabilidade dos cãezinhos (por mais competentes que sejam) encontrarem o cadáver de Joana será, seguramente, inferior à probabilidade que alguém terá de ganhar o Euromilhões em 3 semanas consecutivas, apostando na mesma chave. Contudo, a quem ajudaria o falhanço dos cãezinhos? Exactamente! Acertaram! Aos defensores da tese de rapto de Madeleine McCann. Assim, uma das evidências mais fortes da morte da pequena Maddie seria atacada e as parangonas não se fariam esperar: Cães pisteiros que identificaram odor a cadáver no caso Maddie não detectariam quaisquer pistas do corpo de Joana. Confesso que a confissão de Leonor também não estaria em bons lençóis. Mas, não sei porquê, parece-me que os Media, fundamentalmente, iriam denegrir a imagem dos simpáticos cãezinhos e, por consequência, dos comedores de sardinhas.

 

Outra questão que, entretanto, veio a lume, e sobre a qual me pronunciei oralmente, diz respeito às recentes notícias relativas ao envolvimento da Método 3 na questão que só designarei de Traidoras Avelãs. Esta Agência já demonstrou que tem no seu seio pessoas que são: MENTIROSAS, ESCROQUES E HÁBEIS GESTORAS DE COINCIDÊNCIAS. Pae que não ficasse só pelas palavras, escrevi e passo a justificar:

a)      Mentirosos! Prometeram que Maddie ia aparecer até ao Natal de 2007 –É MENTIRA! Garantiram já ter identificado o raptor de Maddie – É MENTIRA (se é verdade denunciem-no às autoridades, para não enfermarem de qualquer tipo de crime a esse propósito, e eu pedirei, nesse momento, publica e humildemente as minhas desculpas por ter afirmado esta frase, mas mantenho a anterior)!

b)      Escroques! Aproveitam o trabalho dos outros. As avelãs já tinham donos. Copiar sites é vergonhoso. Aproveitar o trabalho de terceiros é vergonhoso.

c)       Gestores de coincidências! Afirmam que, no ao trabalharem no caso Maddie, 13 pedófilos foram detidos. Não façam da Policia Espanhola um bando de parvos. Tenham Juízo meus Senhores.

Deixem-me dizer que não se devem confundir instituições com algumas pessoas que a ela pertencem. É certo que, em todo o lado, há bom e mau. Se estiver a ser injusto com a agência Método 3, pedirei desculpa publicamente após esta agência desvincular-se dos actos praticados por alguns dos seus elementos.

 

Ao casal McCann, gostaria de começar, exacactamente, por aqui.

Quanto tempo mais pensam os Senhores em permanecer com o link da agência Método 3 no site FindMadeline? Mesmo depois de todas as informações a propósito da referida agência, ela continua a ter um lugar de privilégio no separador “Investigação”, no site onde ainda há muita gente a queres ajudar e a contribuir? Quanto tempo mais?

E a online store? É para manter, mesmo perdendo uma verdadeira fortuna, como todos nós tivemos oportunidade de ver, nas contas do Fundo Madeleine? Quem fabrica as T-Shirts? E as pulseiras?

Se é verdade que não têm contas nem cartões de crédito em vosso nome, como pagaram as vossas viagens? As despesas do Ocean Club? Como vivem financeiramente sem relações com qualquer banco? A hipoteca da Vossa casa?

E o preço do site? Em Portugal, a alocação um site custa 50 € por ano. Quando não temos dinheiro, desenhamos as nossas páginas ou pedimos solidariedade aos amigos competentes nessa área. Gastar mil vezes mais é insensato. Estou seguro que existiriam milhares de webdesigners que os ajudariam for free.  Há gente solidária neste Mundo, desde que sintam que é por uma boa causa.

As traduções do processo não deveriam constituir A PRIORIDADE para se poder saber o que foi feito, Dr. Gerry McCann? Ainda há bastante dinheiro no fundo. Por favor, traduza o processo. É urgente. É imperativo!

Dra. Kate McCann, todos nós compreendemos o seu sofrimento. Não quero acreditar que a ideia de que anda deprimida e obsessiva, lendo durante 3 horas por dia o processo seja de sua autoria. Acredito que seja uma história malévola dos tablóides. Por favor, processe-os porque eles estão a dar de si uma imagem materna muito má. Uma mãe de quem lhe desaparecesse uma filha e não descansasse mais de três horas por dia, passando as restantes 19 horas a ler, sim. Poderia ser assumido como preocupante e traduziria uma perturbação emocional, em que a pessoa estaria, de facto, obcecada e não pensaria em mais nada, nem nos outros filhos, sequer.

 

Por falar nisso, nos outros filhos.

Nos primeiro dias após o desaparecimento de Maddie, quando algumas pessoas teciam considerandos à má qualidade parental dos McCann, tentei desvalorizar essa ideia, em várias ocasiões, interpretando benignamente as diferentes e mais despreocupadas práticas parentais educativas dos povos anglo-saxónicos. Até discorri profunda e, hoje reconheço, estupidamente, em defesa do casal, afirmando que a cultura de maior autonomia e a sua relação com o desenvolvimento educativo em alguns países eram, em parte, resultado de práticas parentais mais promotoras da autonomia e menos super-protectoras, afirmando que a super-protecção e a afiliação eram mais comuns no sul da Europa, em particular, e nos povos latinos, em geral. Quando reconheço a estupidez do que disse, tenho que confessar que não é em relação ao que disse. Mantenho! A estupidez foi não ter pensado que as práticas educativas que os McCann demonstraram eram predictoras de uma das maiores maldades que assisti contra crianças: dar aos gémeos prendas, dizendo que foram enviadas por Maddie.

 

Senhores Mccann:

Não façam de Maddie  um Pai Natal que dá prendas aos meninos e que nunca , repito, NUNCA aparece nem irá aparecer.

Deixem os gémeos fazer o luto da irmã. Os Senhores sabem que ela não irá aparecer. Mesmo que se acredite que os senhores não tiveram qualquer intervenção no desaparecimento da vossa filha (o que não acredito e tenho esse direito enquanto cidadão), os Senhores foram avisados que a excessiva mediatição aumentava a probabilidade, ne caso de hipotético rapto, que o putativo raptor eliminasse a menina. Se não querem encarar o luto de Maddie, têm esse Direito e terão os vossos motivos. Mas, por favor, deixem os gémeos fazê-lo.

A menina, infelizmente, não voltará. Não dêem esperanças aos pequeninos porque eles não se recordarão da irmã. Não terão memória de Maddie, a não ser pelas fotos e pelo que lhes dizem e, infelizmente, pelo que saberão e entenderão quando crescerem.  Não construam falsas memórias através de ilusões mentirosas. Digam aos gémeos que  Maddie é uma estrelinha. Eles saberão o que isso quer dizer. Até lá, não deixem que qualquer pacto se sirva dos gémeos como meio.

Estes meninos vivem um clima estranho. “Onde estará a Maddie? Volta? E se nos levam para esse sítio?” As crianças não pensam como nós. Acreditam que são roubadas por papões. E se uma já foi?

Senhores McCann

Nunca teci críticas às vossas qualidades parentais.

Perante o que fizeram  com os gémeos tenho que, assumidamente, afirmar:

OS SENHORES SÃO MAUS PAIS!

Aconselhem-se!

Até um dia destes!   

 

 

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46 comentários:
De Luis Serpa a 6 de Fevereiro de 2009 às 01:49
Por amor de Deus! Haja um mínimo de sensibilidade, já que bom senso e vergonha parecem irremediavelmente ausentes.


De Paulo Sargento a 6 de Fevereiro de 2009 às 07:48
Caro Luis Serpa
Obrigado pelo seu comentário. Respeitando a sua opinião, deixe-me, contudo, dizer que deve haver, Justiça. Entendo que muitas vezes alguns estilos podem parecer excessivos e insensíveis. Porém, se a Justiça não se fizer, a sensibilidade, à qual também sou sensível, deixa-nos com uma sensação muito dolorosa.
Mais uma vez, muito obrigado. Até sempre.


De Luis Serpa a 6 de Fevereiro de 2009 às 12:15
Em nome dessa Justiça que diz tantp prezxar, caro paulo sargente, v. está a cometer dois erros:

- um, é desumanizar completamente os McCann. li o seu post (quase totalmente) e não conseguia deixar de pensar como estaria a reagir se estivesse no lugar deles;

- dois (e quase tão grave) está a imiscuir-se num assunto que não lhe diz respeito - nem a si, nem à Justiça, nem a ninguém, que é a dinãmica familiar e a forma como eles a estão a gerir.

Passe bem,

luis Serpa


De Paulo Sargento a 6 de Fevereiro de 2009 às 13:27
Caro Luís Serpa
Muito obrigado pela sua opinião, que respeito. Esperava ter explicitado os meus motivos. Não pretendi desumanizar o Casal McCann. Critiquei uma atitude por eles assumida publicamente (oferta de presentes em nome de Maddie aos seus irmãos), atitude, essa, que me causou uma grande perturbação como ser humano e, nessa qualidade, exprimi uma opinião, não confundindo o que são os McCann como seres humanos com o que demonstram nesta atitude como pais. Não me estou, portanto, a imiscuir na dinâmica familiar. Critiquei um prática que me parece totalmente desajustada e potencialmente perturbadora para as crianças. Quanto ao resto das referências aos McCann, tive o cuidado de separar trigo do joio (por vezes em estilo irónico, reconheço), referenciando-me, sobretudo, aos media e às estratégias de comunicação. Relativamente às contas e ao uso do dinheiro no fundo, mais uma vez, tentei comentar aspectos que me parecem menos correctos. Reitero o meu respeito pela sua opinião, fundada em critérios, assumida e assinada, o que, infelizmente, vai sendo cada vez mais raro neste fascinante meio que é a blogosfera. Em nome da Tolerância e da Justiça, convido-o a que volte sempre que desejar a este forum, pois a opinião livre, assumida e identificada é sempre um acrescento e um factor de aprendizagem para TODOS.
Peço-lhe que receba os meus cordiais cumprimentos


De Paulo Ferreira a 6 de Fevereiro de 2009 às 08:46
De manhã se começa o dia.....na RTP1!
Trágica esta história deste sexagenário que "se passou" ontem.....

Abc


De Paulo Sargento a 6 de Fevereiro de 2009 às 10:58
É verdade amigo Paulo. Um Coctail explosivo: personalidade com caracteísticas impulsivas e hoetis, segundo quem o conhecia,(provável perturbação de personalidade, doença terminal (onde tudo vale, no desespero especial de um homeme particularmente querelante, onde a vingança constiutiu a única saída) e porte de uma 6.35 (não há maneira de se entender que a artribuição de licenças deve ser muito mais cuidada) proporcionaram um resultado explosivo onde, para lá de todos os inocentes, houve alguém que quies ajudar na hora e locais errados. Catastrófico.
Um abraço


De Paulo Sargento a 6 de Fevereiro de 2009 às 11:04
Desculpa os erros. Foi escrito à pressa. Mas dá para entender, não dá? Hostis em vez de Hoetis, falta de parentesis antes de perturbação de personalidade, tec.
Grand e Abraço


De marie(f) a 6 de Fevereiro de 2009 às 10:30
Olá Paulo

Como sempre regalo-me a ler o senhor , demorou mas valeu a pena

5 paginas de leitura ....

Depois de as estudar como deve ser , volto !

Obrigada



De Cláudia a 6 de Fevereiro de 2009 às 11:17
Muito bom dia a todos!
Eu cá tenho uma teoria sobre quem terá ditado a carta. As minhas capacidades mediúnicas (se os outros têm, eu também tenho direito) dizem-me que foi um espírito de um homem madeirense (daí a escrita especial), a fugir para o feio e desengonçado, com deficit de inteligência e depois de uns belos copitos de poncha. A minha visão é tão vívida, que até parece que o estou a ver. Credo, que arrepio! Vou-me já benzer, comprar alho e um crucifixo, não vá o Diabo tecê-las...
Um abraço, caro Dr Paulo Sargento.


De Joana Morais a 6 de Fevereiro de 2009 às 13:18
Ach Mein Gott! A tradução mais longa que já tive de fazer, mas com o prazer de partilhar com os infelizes não conhecedores da nossa língua mãe a brilhante exposição escrita pelo Dr. Paulo Sargento.

Quanto ao caro Luís Serpa, não entendo, a vergonha a que se refere é sem duvida a vergonha dos mentirosos quando são apanhados, certo? Como no caso de uns certos aldrabões Espanhóis. E a sensibilidade a que refere este arguto senhor presumo que seja à sensibilidade de um tal casal Inglês, que sendo sensíveis ao crime cometido fugiram das malhas da justiça Portuguesa, e que ainda mais (in)sensivelmente perpetuam na mente de duas crianças o mito de uma irmã há já muito morta e enterrada. Vergonha? Sensibilidade? Bom senso? Nã!

Vergonha teria eu de ser tão estúpida a ponto de compactuar com a total ausência de carácter e de inteligência demonstrada por este Luís Serpa - de si caro (in)amigo, só o queijo é que lhe vale!

Abraços aos Comuns


De Cláudia a 6 de Fevereiro de 2009 às 13:46
Joaninha, cheira-me que alguém tem saudades do tempo da outra senhora, em que se podia falar, mas só baixinho e mesmo pensar não era aconselhável...


De Maria C.Lopes a 6 de Fevereiro de 2009 às 13:54
Olá Dr.Paulo Sargento,

Que bom é reencontar os seus post , as suas opiniões. O meu Obrigada.

Nem sequer vou comentar os que não gostam do que escreve.... cada um lê o que quer, e eu até reconheço o direito a uma opinião diferente desde que fundamentada.

Estamos todos fartinhos ( os que se arrogam ainda pensar ) dos que discordam SÓ PORQUE DISCORDAM.

Eu pelo menos estou.....

Não querendo ser abusadora, gostaria também que fizesse o especial favor de me indicar todos os links sobre os videos que analisam as "mentiras sobre a verdade".

PARA MIM, a sua opinião conta....
OBRIGADA.


De Paulo Sargento a 7 de Fevereiro de 2009 às 20:11
Obrigado Maria.
Claro que tenho todo o gosto de lhe enviar os vídeos, bem como à Marie(f) e à Cláudia. Vou reuni-los e tenta enviá-los 1 a 1 (pois são muito grandes), mas só na 2ª feira, OK? Desde que me roubaram 2 pc's na mesma noite, há informação que não trago diariamente comigo.
Obrigado pela sua capacidade de argumentação que muito "anima" esta discussão.
Bem haja


De Cláudia a 6 de Fevereiro de 2009 às 14:12
Bom, vou perder a timidez e armar-me em pedinchona também. :-)
Dr Paulo Sargento, sabe como me contactar.
Um abraço!


De rita a 6 de Fevereiro de 2009 às 14:28
Porra, tanto ódio


De rita a 6 de Fevereiro de 2009 às 14:30
Os pais perdem um flho e ainda tem que aturar malucos por todo o lado. Safa.
Por favor.


De Maria C.Lopes a 6 de Fevereiro de 2009 às 15:33
Ola Rita, os meus respeitos pela sua opinião antes de mais nada.

No entanto e, aguardando o SEU respeito pela minha opinião, responda-me se faz favor a umas perguntinhas/esclarecimentos sobre a sua afirmação

" Os pais perdem um flho e ainda tem que aturar malucos por todo o lado. Safa.Por favor. "

1 - A Rita tem filhos ?

2 - A Rita sabe o valor que tem para as crianças o TEMPO DE QUALIDADE com os pais, como elemento formador do seu futuro como adultos e pais ?

3 - Quando, além das férias, os pais teem possibilidade de dar mais tempo de qualidade às suas crianças?

4 - A Rita quando vai de férias poe os seus filhos na cama 12 horas por dia, mais 6 num "clube de crianças" limitando-se a GASTAR com eles 6 horitas do seu tempo ?

5 - A Rita costuma deixar os seus filhos em casa ou num apartamento de férias ( mesmo que diga que os "visita" de hora a hora ou de meia em meia hora, conforme lhe convém ) para ir jantar a 50, 75 ou 100 metros, com amigos, porque nas SUAS férias não consegue abdicar do seu tempo "entre adultos " ???

6 - A Rita, depois de uma filha SUA de menos de 4 anos lhe perguntar....

ONDE ESTAVAM E PORQUE NÂO VIERAM ONTEM À NOITE , QUANDO NÓS CHORÁMOS......

falava com o seu marido, passava as "visitas " para 30 minutos ( afinal de quanto tempo de intervalo falávamos anteriormente ? ) e continuava a deixar 3 BÉBÉS sózinhos ???

7 - a Rita, no dia SEGUINTE ao desapareciemnto da sua filha. recusaria falar com uma funcionária dos serviços sociais ingleses ligada à protecção de crianças em risco, porque um dos seus "amigos" de férias assim a aconlhava ?

8 - a Rita, 9 dias depois do desaparecimento da SUA filha, no dia em que ela completaria 4 anos de idade, conseguia RIR À GARGALHADA como pode ver aqui .....

http://www.exposay.com/parents-of-missing-child-madeleine-mccann-gerry-and-kate-mccann---may-12-2007/v/13735/

ou ainda antes destes NOVE DIAS, a Rita, ia jogar ténis, fazer jogging, DEIXAR OS SEUS FILHOS OUTRA VEZ NA CRECHE.....

Rita.... se quiser mais perguntas, conte comigo ! Tem é que ter a coragem de responder a estas.....


De Cláudia a 6 de Fevereiro de 2009 às 15:50
Maria, deixe lá, abençoados os pobres de espírito. ;-)


De Maria C.Lopes a 6 de Fevereiro de 2009 às 16:04
Olá Claudia, claro que respeito os pobres de espírito, SÓ NÃO ADMITO que me acusem de de ódio e maluqueira, lol

e MUITO MENOS DE ESTUPIDEZ !!!!!!!!





De Cláudia a 6 de Fevereiro de 2009 às 16:10
Deixe lá, se arranjar um blog como eu, lerá muito pior, inclusivamente ameaças para si e família e linguagem que faria corar o Fernando Rocha! :-)


De Maria C.Lopes a 6 de Fevereiro de 2009 às 16:23
Claudia, só os CANALHAS, os COBARDES e os VENDIDOS ameaçam a coberto do écran de um computador.

Sabe, se há coisa de que me orgulho na minha vida profissional ( 35 anitos) numa das maiores empresas privadas portuguesas, e depois numa das maiores multinacionais que por aqui andam, foi o elogio que TODOS os meus subordinados, colegas com cargo equiparado ou superiores hierárquicos ( portugueses, franceses, belgas, ingleses, espanhois, etc... ) SEMPRE me fizeram

NUNCA DIZES EM SURDINA O QUE NÃO QUERES/PODES/ASSUMES DIZER CARA A CARA.


De Cláudia a 6 de Fevereiro de 2009 às 17:00
Também eu tenho essa forma de estar na vida. os cobardes utilizam esse tipo de estratégias para intimidar e calar aqueles com quem não concordam. Mas como dizia o outro, a mim ninguém me põe a pata em cima e quanto mais me tentam intimidar, pior.


De rita a 7 de Fevereiro de 2009 às 10:29
Só agora vi estas respostas de mais ódio.
Não nunca perdi nenhum filho. E não faço a mínima ideia se são culpados ou inocentes. Mas isso tudo o que disse sobre o comportamento da mãe é exterior. Não é a reacção normal de alguém que perde o filho. É a reacção de uma mãe que perde um filho e está a ser acompanhada por psquiatras que a medicam e lhe exigem que mantenh a vida normal, que jogue ténis que faça isto e aquilo. Que faça de tudo para arranjar dinheiro. Depois claro corre o risco das pessoas só verem o exterior e acusarem ainda por cima do crime.


De Maria C.Lopes a 7 de Fevereiro de 2009 às 14:05
Sra. Dª Rita,

peço imensa desculpa pelo que vou dizer, mas lá terá de ser........

EU NÂO LHE PEDI uma avaliação ao comportamento dos pais da Madeine.
Não faço a mínima ideia se a Sra. tem conhecimentos para tal ( mas desde já permita-me a legítima dúvida, não me parece que tenha....... ).
Uma coisa tenho a certeza.... o seu PORTUGUES não foi suficiente claro para explanar as suas razãos.

FIZ-LHE perguntas directas ! Muito directas!!!
Tem coragem suficiente para responder ???

Vá lá.... seja MULHER ( ?????????? )


De rita a 7 de Fevereiro de 2009 às 16:22
Descupe lá qualquer coisinha, se a ofendi. Nem sei que é que quer que lhe responda. Não conheço a vida das pessoas envolvidas nem nunca julguei pessoas pelo que leio nos jornais. A unica coisa que no entanto reafirmo é que ao ler o texto do blog e as suas respostas noto um ódio que não entendo. Não consigo entender como é que as pessoas são capazes de ter certezas absolutas sobre a vida, o que se passou e a culpa de alguém para descarregar fel e ódio. É só ódio.


De Paulo Sargento a 7 de Fevereiro de 2009 às 20:42
Olá Rita
Muito obrigado pelas suas opiniões e, sobretudo, por se identificar e esgrimir os seus argumentos. Não queria intrometer-me na discussão deste post mas a Rita fala em ódio e raiva. Peço-lhe, por favor, que não confunda o estilo irreverente com que às vezes as coisas são ditas como afectos tão negativos como a raiva ou o ódio, que, me parece a mim, não estarem presentes nesta discussão. Deixe-me, contudo, dizer-lhe que, relativamente à questão dos gémeos, reitero a minha opinião: é de uma maldade inqualificável e deveria, do meu ponto de vista, ser avaliada por uma comissão de protecção de menores. Ninguém perguntou ao casal McCann nada. O casal veio para os media com esta informação. Alertá-los para algo que está mal feito, sob qualquer ponto de vista (enganá-los quanto à possibilidade da irmã voltar), é uma questão grave. Não se trata de ódio a ninguém. Trata-se de exprimir profunda indignação sobre uma acção que, fossem qual fossem os pais, eu continuaria a expressar, como aliás faço diariamente. Mas há mais. O post não é só sobre os McCann . O post tenta apresentar um conjunto de co-ocorrência que, ligadas entre si ou não, constituem factos cuja análise permite desencadear algumas críticas que podem ser rebatidas. O que deve vencer é a autoridade dos argumentos e não os argumentos de autoridade. Não é porque alguém mais mediático, mais poderoso, mais protegido, mais exuberante, mais bonito (etc. etc. etc.) que aceitar o argumento se ele não tiver sentido. É isso que tento demonstrar neste post . Há muitos argumentos que enfermam de total falta de lógica o que, nem sequer, pode ter o atributo de "mentira". Sabe Rita? Há, neste caso, muita gente que, por ter opinião diferente e manifestá-la, tem sido sujeita a ameaças, tem sido prejudicada na sua vida laboral e social. Há também muita gente que está a ganhar a vida (desonestamente) com o desaparecimento, ou melhor, com a morte de uma criança. Conheço muito pouco da vida dos McCann . Não estou seguro de que estejam a ter acompanhamento psiquiátrico, como a Rita refere. Cá em Portugal rejeitaram-no. Mas, se não estão, com estou seguro, deviam de estar. É com essa recomendação que acabo o post . Sabe? As perturbações emocionais têm padrões que são relativamente bem conhecidos pela ciência. Apesar de não devermos julgar as pessoas pelo que vemos exteriormente, como diz, e estou de acordo, pelo menos via TV ou Jornais, o que é certo é que o tempo, mesmo por essa via, fornece-nos um padrão de comportamento (que é a única forma que temos para ajuizar sobre as pessoas, para além de metodologias específicas de avaliação psicológica), padrão esse que sugere uma forma pouco habitual de lidar com o sofrimento face a uma perda. Por isso falo em pactos. E, um destes dias, esse pactos quebrar-se-ão. Provavelmente, nessa altura, a Rita irá entender que a análise que foi feita tentou seguir o caminho da racionalidade dos dados observáveis (ainda que o estilo possa ser irónico) em vez de seguir a emocionalidade manipulada dos media e a formatação plástica de um pacto. O facto de ser um pacto não retira o sofrimento das pessoas, com o qual devemos estar solidários. Mas estar solidário com o sofrimento não deve cegar a razão que deve presidir à Justiça, fora de inlfuências políticas e de outro tipo que, se antes eram só meras suposições, hoje ganham o estetuto de evidências.
Melhores cumprimentos


De rita a 8 de Fevereiro de 2009 às 12:59
Paulo Sargento diz que eles rejeitaram o acompanhamento psiquiátrico cá em Portugal, mas isso então é porque devo ter confundido. Devo ter lido umas mentiras em jornais. Foram tantas e tantas para os atacar e diabolizar que nem digo. Se Paulo Sargento afirma que eles rejeitaram o acompanhamento, se não foi o psicologo que a aconselhor a escrever o diário, se ela tomava os comprimidos por iniciativa própria e pareceia drogada, se ia jogar ténis sem ser por se forçar isso, Paulo Sargento deve saber o que diz. Eu é que não sei. Só sei que os jornais trazia o incentivo ao ódio estampado nos escaparates contra eles. Apelando à justiça popular contra a mulhert que não chora.


De Paulo Sargento a 7 de Fevereiro de 2009 às 20:48
Olá Rita
Muito obrigado pelas suas opiniões e, sobretudo, por se identificar e esgrimir os seus argumentos. Não queria intrometer-me na discussão deste post mas a Rita fala em ódio e raiva. Peço-lhe, por favor, que não confunda o estilo irreverente com que às vezes as coisas são ditas com afectos tão negativos como a raiva ou o ódio, que, me parece a mim, não estarem presentes nesta discussão. Deixe-me, contudo, dizer-lhe que, relativamente à questão dos gémeos, reitero a minha opinião: é de uma maldade inqualificável e deveria, do meu ponto de vista, ser avaliada por uma comissão de protecção de menores. Ninguém perguntou ao casal McCann nada a propósito do aniversário dos gémeos. O casal veio para os media com esta informação. Alertá-los para algo que está mal feito, sob qualquer ponto de vista (enganá-los quanto à possibilidade da irmã voltar), é uma questão grave. Não se trata de ódio a ninguém. Trata-se de exprimir profunda indignação sobre uma acção que, fossem quais fossem os pais, eu continuaria a expressar, como aliás o faço diariamente. Mas há mais. O post não é só sobre os McCann . O post tenta apresentar um conjunto de co-ocorrência que, ligadas entre si ou não, constituem factos cuja análise permite desencadear algumas críticas que podem ser rebatidas. O que deve vencer é a autoridade dos argumentos e não os argumentos de autoridade. Não é porque alguém mais mediático, mais poderoso, mais protegido, mais exuberante, mais bonito (etc. etc. etc.) afirma algo que devemos aceitar o argumento se este não tiver sentido. É isso que tento demonstrar neste post . Há muitos argumentos que enfermam de total falta de lógica o que, nem sequer, pode ter o atributo de "mentira". Sabe Rita? Há, neste caso, muita gente que, por ter opinião diferente e por manifestá-la, tem sido sujeita a ameaças, tem sido prejudicada na sua vida laboral e social. Há também muita gente que está a ganhar a vida (desonestamente) com o desaparecimento, ou melhor, com a morte de uma criança. Conheço muito pouco da vida dos McCann . Não estou seguro de que estejam a ter acompanhamento psiquiátrico, como a Rita refere. Cá em Portugal rejeitaram-no. Mas, se não estão, com estou seguro, deviam de estar. É com essa recomendação que acabo o post . Sabe? As perturbações emocionais têm padrões que são relativamente bem conhecidos pela ciência. Apesar de não devermos julgar as pessoas pelo que vemos exteriormente, como diz, e estou de acordo, pelo menos via TV ou Jornais, o que é certo é que o tempo, mesmo por essa via, fornece-nos um padrão de comportamento (que é a única forma que temos para ajuizar sobre as pessoas, para além de metodologias específicas de avaliação psicológica), padrão esse que sugere uma forma pouco habitual de lidar com o sofrimento face a uma perda. Por isso falo em pactos. E, um destes dias, esse pactos quebrar-se-ão. Provavelmente, nessa altura, a Rita irá entender que a análise que foi feita tentou seguir o caminho da racionalidade dos dados observáveis (ainda que o estilo possa ser irónico) em vez de seguir a emocionalidade manipulada dos media e a formatação plástica de um pacto. O facto de ser um pacto não retira o sofrimento das pessoas, com o qual devemos estar solidários. Mas estar solidário com o sofrimento não pode cegar a razão que deve presidir à Justiça, fora de influências políticas e de outro tipo que, se antes eram só meras suposições, hoje ganham o estatuto de evidências.
Melhores cumprimentos


De rita a 8 de Fevereiro de 2009 às 13:27
"Há também muita gente que está a ganhar a vida (desonestamente) com o desaparecimento, ou melhor, com a morte de uma criança. "

Nisto eu concordo perfeitamente consigo. A partir de uma certa altura as pessoas perderam o fio à meada. Os pais procuravam uma criança, optaram por usar os media de uma forma à holywood, tinham a vantagem de conhecer politicos e usaram também isso. Eles usaram tudo o que lhes parecia o melhor. Só que a partir de certo ponto todos à volta quiseram ganhar dinheiro ou fama. E nesse pacote incluo a propria policia, os jornalistas, os comentadores, todos. Todos quiseram a fama e ganhar dinheiro. E começou a luta da inveja uns contra os outros porque uns ganhavam mais fama e dinheiro do que outros. É assim que vejo o que aconteceu. O que aconteceu à miúda é que não faço a minima ideia. Se calhar até podia ter aparecido e alguém a fazer desaparecer de novo ou esconder que sabe o que aconteceu só para manter. Considerar que os pais são culpados é que não consigo por mais que me esforce. Então quando vejo argumentos de que eles são os bonitos, ricos e poderosos. Isso não é argumento nenhum. Cada um usa aquilo que tem. Eles usaram a politica os media e o dinheiro. Esqueceram-se que existem sempre os que não iam entender.



De Paulo Sargento a 8 de Fevereiro de 2009 às 15:46
Olá Rita
Agrdeço os seus comentários e entendo os seus argumentos. Peço-lhe, agora, que atente aos meus. A questão não se coloca em " Se Paulo Sargento afirma...". Eu não sou nenhuma autoridade e penso que são os argumentos que possuem a autoridade e não a pessoa que os produz. A autoridade do argumento perdura ao tempo e o argumento de autoridade é efémero. A hitória assim o demonstrou. Mais! Se eu dou a cara ao escrever, muitos dos argumentos apresentados são discutidos com várias pessoas com diferentes opiniões, pelo que "Se paulo Sragento afirma..." não deve constituir um argumento, dada a parilha de opinião sobre os mesmos.
Então deixe-me dizer-lhe:
Discordo profundamente com o facto de se realizarem julgamentos populares. Mas não posso concordar com a proibição de emitir juízos e opiniões, livre e responsavelmente. Lembro que, a partir de certa altura, a imprensa foi extremamente cruel com o casal (um pouco antes deste ter sido constituido arguido). Mas, relativamente a isto podemos afirmar 3 coisas: a) começou antes da cindição de arguidos, b) foram os media britânicos que iniciaram, duramente, tal "campanha" e c) foram também os únicos a ser processados e, hoje, É PROIBIDO falar-se "contra " os McCann em Inglaterra, oporque quem o faz sofre consequências. Isto é um facto que pode ser verificado e nºão é um "Se Paulo Sargento afirma..."
Mais, em 9/5/2007, sete dias depois da menina desaparecer, defendi publicamente que as nossas autoridades deveriam oferecer suporte psicológico e psiquiátrico ao casal. O casal recusou, algum tempo depois esta sugestão em discurso directo (não foram os media que afirmaram, foi o próprio casal -É um facto!). Também afirmei que era uma estultícia realizar quaiquer juízos sobre a personalidade de Kate, exclusivamente a partir do que viamos nos media porque: a) a avaliação da personalidade é um acto de natureza técnica que envolve metodologias que se destinam, justamente, " a mostrar auilo que os olhos não vêem" e, para além disso, b) a conduta dos McCann estava, como sabemos, desde o início, assessorada ao nível da imagem. Terá sido um assessor de imagem que terá pedido para o casal manter as rotinas (correr, jogar ténis -até porque, coincidentemente, a produção de endorfinas pela prática desporitva habitual consitui um anti-depressivo "natural"). Kate já escrevia o diário antes de 3 de Maio. Incrementou a su escrita, segundo alguns media, por indicação de um psicólogo, informação que nunca foi confirmada. Contudo, curiosamente, este diário fronece algumas pistas interessante, como tive oportunidade de especular em post anterior. Também já sugeri que, ainda que continue a afirmar o que afirmei relativamente à estultícia de avaliar a personalidade de alguém pelo seu comportamento público, devo reconhecer que passados, quase, dois anos as acções e reacções públicas do casal permitem especular sobre alguns padrões psicológicos mais perenes (sem estar aqui com a história do profiling).
Os McCann são médicos e sabem prescrever, donde, em circunstâncias de desajustamento emocional pela situação terrivel por que passavam, podem ter auto-administrado benzodiazepinas. Contudo, Rita, se acha que não podemos ajuizar as pessoas pela aparência, não caia na falácia de afirmar que "ela parecia drogada". Devo dizer-lhe que Kate nunca aparentou sinais de excesso de benzodiazepinas (esses excessos têm padrões comportamentais visíveis).
Finalmente Rita, temos de separar o Trigo do Joio. Há muita gente que ganhou e ganha dinheiro e estatuto com a morte da menina. O site findmadeleine é o mais vergonhoso exemplo de marketing relacional que já vi. Mas também há muita gente que está nisto por amor à Justiça e para honrar a memória de uma criança que se tornou um icon das crianças desaparecidas. Descubra as diferenças, Rita.
Agradecendo a sua participação neste espaço, não retirando uma vírgula ao que escrevi no post, em nome da tolerância e dos livre pensamento e opinião, apareça sempre neste forum para o enriquecer
Melhores cumprimentos


De Paulo Sargento a 8 de Fevereiro de 2009 às 15:49
Peço desculpa pelas gralhas e pela falta de algumas vírgulas. Escrevi sem óculos e não usei o corrector ortográfico


De marie(f) a 6 de Fevereiro de 2009 às 16:56
Olá dona Rita

Os pais perderam um filho porque assim o quiseram , nada mais nada menos.

Eles é que solicitaram ajuda de nos todos para a encontrar (Fundo Madeleine )


De rita a 7 de Fevereiro de 2009 às 10:31
E a marie não faria o mesmo por um filho desparecido? Se conseguisse o apoio do mundo inteiro não o tentava para recuperar o seu filho?
Por favor.


De marie(f) a 7 de Fevereiro de 2009 às 14:51
Talvez Rita , talvez ...mas ...eu já estive no Algarve a passar férias ( em outros sítios também ) e tenho 3 filhos e nesse tempo era ainda mais nova que a Kate Mccann , não sou médica e não tenho grandes estudos mais sei que NUNCA se deixa os filhos sozinhos para ir jantar ou passear entre amigos . Onde eu vou os meus filhos vão e nunca tive problemas. E mesmo se isso tivesse acontecido eu não largava a policia nem um minuto até a situação estar bem clara , dizia a verdade , toda a verdade nem que passa-se por vergonhas ! A vida duma criança é mais importante que o : oh mas que vai pensar a minha mãe ? e : oh ,mas que vai pensar a comunicação social ?

Ainda a tanto para dizer .....


De Mercedes a 6 de Fevereiro de 2009 às 16:00
Querido Paulo:

Gracias por decir lo que "casi" todos estamos pensando.

Dicen que la Justicia es ciega, pero en el caso McCann, Cipriano, Avellanas, parece que también sufre de sordera y cojera...

Nada tiene sentido y lo tiene todo.

Los McCann se exponen al público, pero le niegan a ese mismo público el derecho de expresar su opinión de forma "libre". Cansada estoy de escuchar que no se puede juzgar a las personas por sus actos, porque no todos reaccionamos del mismo modo, pero creo que olvidan que todos los "modos" están estudiados y tienen un signficado.

¿Dónde queda el sentido común del común de los mortales?


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