Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009
comentar

 

"O Gerry queria aquilatar quais as possibilidades para continuar a procurar a filha. O seu objectivo é não parar a busca, não lhe interessam as questões processuais. Ele pediu ajuda ao sr. embaixador no sentido de perceber quais os mecanismos que tem ao seu alcance para continuar a procurar a filha"
Estas frases foram, alegadamente, proferidas pelo Senhor Dr. Rogério Alves, Il.mo Advogado, pessoa pela qual tenho a maior consideração e estima enquanto cidadão e apreço pelas, merecidamente, reconhecidas qualidades enquanto profissional.
As frases que, segundo o Correio de Manhã de 14 de Janeiro, proferiu, traduzem a sua reconhecida elegância e inteligência de argumentação e, no plano abstacto, somos sempre levados a pensar que qualquer pai que se tivesse confrontado com o desaparecimento/perda de um filho perseguiria o dificil desígnio de, por todos os meios, tentar encontrá-lo ou, no mínimo, tentar descobrir o que lhe aconteceu.
Mas, então, por que faço este intróito? Por diversas razões que tentarei resumir, na medida do possível.
Em primeiro lugar, duas questões básicas sugem: por que motivo, ou motivos, só agora o Dr. Gerry McCann quer “aquilatar quais as possibilidades para continuar a procurar a sua filha” e por que razão, ou razões, se pode esperar que o Ex.mo Senhor Embaixador Inglês em Lisboa terá a resposta, ou respostas, relativamente aos “mecanismos que tem ao seu alcance para continuar a procurar a filha?.
Apesar de, no plano meramente abstracto, poder admitir, com toda a honestidade, a hipótese de “o seu objectivo [ser] não parar a busca” de sua filha “não lhe [interessando] as questões processuais” devo levantar as sguintes questões:
 
a)      Por que razão, pelo menos a ajuizar pelas declarações do Senhor Clarence Mitchell, o Dr. Gerry McCann não veio contactar quaisquer elementos da Polícia ou do Governo (permitam-me duvidar relativamente à ausência de contactos com elementos do Governo), mas o seu Advogado português e o Senhor Embaixador em Portugal?
b)      Terá sido pelo facto de ter na forja 12 novos investigadores contratados, de entre ex-inspectores da Scotland Yard e da MI5 e MI5 (O caso Maddie ficará célebre, entre outras coisas, por conseguir reunir o maior número de ex ou de falsos agentes de grandes agencias ou polícias internacionais, entre elas a Scotland Yard ou, reiterada e FALSAMENTE, o FBI – não colocar a Método 3 não é um lapso ou simples esquecimento!) ? Os argumentos de autoridade irão, uma vez mais, sobrepor-se à autoridade dos argumentos? Esta ilusão é fantasticamente convincente!
c)       Por que motivo, quando confrontado com a eventual intenção de processar o Estado português, meios de comunicação social ou outras entidades, responde, evasivamente, que é necessário esquecer o passado? De que passado falamos?
d)      Se o objectivo fundamental é querer não parar a busca, pode deduzir-se que esta estava parada? (reitero que há mais de 2 meses que não publica qualquer post no seu blog e que os últimos falavam, uma vez mais, de donativos)
e)      Que relações podemos encontrar entre o vídeo difundido pelos McCann, em «merry xmas style», a deslocação de Gerry McCann a Lisboa, via Faro, e o facto de Leonor Cipriano ter mudado seu depoimento, como se antevia na «estratégia» do seu advogado (aliás, o Sr. Dr. Marcos Aragão Correia já tinha afirmado, com argumentação pouco usual, esta tese, ipsis verbis, na imprensa, há, pelo menos, 2 meses)? Proximidade espacio-temporal entre acontecimentos, simplesmente?
Evitando, desnecessários, comentários aos critérios que presidiram à escolha do alojamento do Dr. Gerry McCann, na noite que passou em Portugal (até porque nas imediações do escritório do Dr. Rogério Alves existem outras possibilidades de alojamento), não posso evitar a referência à ausência de Kate McCann. Não é se trata, seguramente, da primeira vez que Gerry McCann viaja sem Kate neste infeliz processo. Mas, apesar do Senhor Clarence Mitchell ter afirmado que não queria mediatizar esta visita, ela acabou por se tornar visível demais, cumprindo um calendário, julgado absolutamente necessário, após o controlo eficaz da generalidade dos meios de comunicação social britânicos. Por isto mesmo, simbolicamente, teria feito todo o sentido a vinda de Kate McCann. Contudo, devemos aceitar o argumento de fragilidade emocional de Kate, bem como, sinceramente, aceitar a dificuldade de Gerry McCann em se deslocar à Praia da Luz, quando refere que isso seria muito penoso. Sou, porém, tentado a especular que esta visita foi antecipada, por algum motivo. E não sei se cumpriu, exactamente, o objectivo, aparentemente exclusivo, de iniciar uma ronda de “limpeza” de imagem do casal no nosso País. Avaliaremos a sua eficácia nos próximos dias. Ah...é verdade! Também poderemos confirmar se a viagem de Gerry McCann foi decidida após algumas garantias das autoridades portuguesas...Que garantias?
Mas, até lá, permitam-me que recorde duas notas de imprensa publicadas no site da Procuradoria Geral da República Portuguesa:
 
“NOTA PARA A COMUNICAÇÃO SOCIAL
No processo do chamado “caso Maddie” foi junto o relatório final elaborado pela Polícia Judiciária e que irá ser objecto de apreciação e ponderação cuidadas.
O Ministério Público irá proceder à análise e avaliação global de todo o processo (que contém dezenas de volumes) em ordem a determinar se são ou não exigíveis outras diligências ou se estão reunidas as condições necessárias e suficientes para se dar por encerrado o inquérito e elaborado o despacho final.
O processo mantém-se em segredo de justiça até meados de Agosto.
 
Lisboa, 1 de Julho de 2008 
 O Gabinete de Imprensa
Ana Lima “
 
e
 
“NOTA PARA A COMUNICAÇÃO SOCIAL
I
Por despacho com data de hoje (21.07.2008) proferido pelos dois magistrados do Ministério Público competentes para o caso, foi determinado o arquivamento do inquérito relativo ao desaparecimento da menor Madeleine McCann, por não se terem obtido provas da prática de qualquer crime por parte dos arguidos. 
II
Cessa assim a condição de arguido de Robert James Queriol Evelegh Murat, Gerald Patrick McCann e Kate Marie Healy, declarando-se extintas as medidas de coacção impostas aos mesmos. 
III
Poderão ter lugar a reclamação hierárquica, o pedido de abertura de instrução ou a reabertura do inquérito, requeridos por quem tiver legitimidade para tal.
IV
O inquérito poderá vir a ser reaberto por iniciativa do Ministério Público ou a requerimento de algum interessado se surgirem novos elementos de prova que originem diligências sérias, pertinentes e consequentes.
V
Decorridos que sejam os prazos legais, o processo poderá ser consultado por qualquer pessoa que nisso revele interesse legítimo, respeitados que sejam o formalismo e limites impostos por lei.
 Lisboa, 21 de Julho de 2008
 
 O Gabinete de Imprensa
Ana Lima “ in http://www.pgr.pt/
 
Em 24 de Agostode 2008, tive a ocasião de escrever um artigo que foi postado neste blog, na altura, por Paulo Ferreira, cujo título era: “ A Mentira da Verdade”. Nesse texto, recorrendo a operações aritméticas muito simples tentei demonstrar que se o processo foi lido entre as duas datas referidas nas notas de imprensa supra-citadas, por dois Juízes, como havia sido referido, então os dias teriam de ter a duração de 56 horas para que o processo fosse, razoavelmente, consultado na íntegra.
Ao confrontar-me com as afirmações de Gerry McCann relativamente ao facto de ainda aguardarem a tradução de uma parte do processo e de ainda não o terem consultado na totalidade, sou tentado a adiantar algumas, especulativas, repito, especulativas hipóteses:
a)      Existem poucos tradutores para a Língua portuguesa em Inglaterra;
b)      Parafraseando célebre Imperador Romano (Tradutor Tradictor), só alguns tradutores são de confiança e têm andado muito ocupados (por exemplo, no caso freeport de Alcochete);
c)      Os tradutores são caríssimos e os dinheiros do fundo não foram suficientes para os pagar, ou foram usados em actividades consideradas, legitimamente, prioritárias;
d)      173 dias não foram suficientes para ler 10000 páginas (64 páginas por dia/ 8 páginas por hora, num horário de trabalho regular de 8 horas), o que poderá denotar uma capacidade de trabalho diminuída pelo stresse a que os principais interessados neste caso estão diariamente submetidos? Não creio.
Mas, assim sendo, sem o conhecimento completo do processo, ou melhor, sem se saber, na integra, o que foi feito em termos processuais, como se pode afirmar que se quer colaborar com as autoridades portuguesas para saber o que ainda não foi feito, ou o que ainda pode ser feito???
É de facto confuso e desafia as mais elementares operações da lógica combinatória proposicional bivalente. Vejamos: para tentarmos saber o que ainda pode ser feito sobre algo, teremos de saber, primeiro, o que foi feito sobre esse mesmo algo. Mas, se admitimos que ainda não sabemos, na integra, o que foi feito sobre algo, por que inquietantes razões queremos saber o que ainda pode ser feito? Não tem sentido. É hermético! Espero que se perceba que o próprio argumento demonstra a extemporaneidade da visita e a inexactidão do objectivo, sem haver necessidade de recurso a exercícios de lógica de significações, em particular do Modus Tolens.
E por falar em colaborar com as autoridades; será que poderíamos contar com a disponibilidade do casal McCann para a, potencialmente, útil e proveitosa reconstituição in situ, in vivo? Ao invés do que se possa pensar, esta metodologia poderá ajudar a esclarecer, no mínimo, a probabilidade de rapto, contrariamente ao que muita imprensa, pseudo-intelectual, afirmou publicamente, em defesa de uma espécie de cilada para confirmar a teoria da simulação de rapto com ocultação de cadáver.
Deixem-me só precisar mais alguns números. Os cães pisteiros que colaboraram no caso Maddie, fizeram 200 identificações em casos reais. Não apresentam no seu curriculum quaisquer identificações consideradas falsas positivas ou falsas negativas. O Dr. Gerry McCann, contra-argumentou com um estudo realizado nos Estados Unidos em que, com recurso a uma metodologia, com mistura de odores de várias fontes de diverso gradiente odorifero, num único local, realizado num só dia, os resultados sugerem falsas identificações em cerca de um terço das tentativas. Um estudo, com metodologias diversas da aplicada no caso Maddie, enfermando, ainda por cima, de problemas que geram algumas legitimas dúvidas no plano metodológico, é um argumento frágil. Contudo, devo concordar que é um argumento.
Apesar de tudo, devemos reconhecer que não existe evidência de que Maddie esteja morta ou viva. Todos gostaríamos que Maddie estivesse viva, bem de saúde e que pudesse voltar para junto da sua família. Mesmo os mais críticos relativamente à tese de rapto o desejam. Mesmo aqueles que, por diversos motivos, não contribuem para o fundo o desejam, estou seguro. Mas, os indícios de morte parecem ser mais parcimoniosos para a explicação do que, realmente, aconteceu.
Nas várias visitas que estão programadas a Portugal, era muito interessante que o casal McCann e os seus amigos reconsiderassem a possibilidade de efectuar a reconstituição. Mas, antes de mais visitas, recomendo maior celeridade nas traduções para que, a partir da leitura integral do processo, ou, resumidamente, do livro “A verdade da Mentira” de Gonçalo Amaral, possamos, todos, sem excepção, sem preconceitos, saber o que se pode fazer mais para sabermos ao que aconteceu a Madeleine McCann.
Os Pactos são Escolhas que podem ser Reversíveis em Nome da Memória dos Inocentes.     
 
Tags:
45 comentários:
De marie(f) a 16 de Janeiro de 2009 às 17:11
Olà Senhor Paulo Sargento


A unica coisa que me vem a cabeça neste momento a pensar no Gerry é uma cançao da DALIDA ; PAROLES PAROLES PAROLES

Vou ter que ler com mais atençao a seu post ou melhor traduzir a suas palavras em frances .


De Paulo Sargento a 16 de Janeiro de 2009 às 18:27
Olá Marie (f)
O Post é extenso e, reconheço, a linguagem é, por vezes, quase criptada.
A sgunda quinzena está a começar a dar frutos. Gerry veio e, coincidentemente, Manuela Ferreira Leite diz que irá recusar a candidatura de Gonçalo Amaral, em entrevista à RTP, deixando o lider da distrital algarvia, Mendes Bota, em silêncio, sem comentar.
Leonor Cipriano muda de versão; ou melhor, replica a versão que o seu Advogado já afirmava em tese, com o argumento mediúnico, entre argumentos jurídicos, de uma visão que terá tido em que João Cipriano jirrava sangue pelos olhos.
Factos co-ocorrente espácio-temporalmente?
Mas haverá mais. Esperemos pacientemente.
Um abraço
Paulo Sargento


De marie(f) a 16 de Janeiro de 2009 às 21:04
Obrigada Paulo

O seu post està perfeito e eu a que sou burra (lol) de nao saber me desenrascar melhor em portugues.

A bientot


De LUISA a 16 de Janeiro de 2009 às 18:39
Soamente leín en vertical,ansiada pola información. Moitas gracias por " pensar en alto". Neste intre en que somos tratados como deficientes, ca información está manipulada e o que vemos é unha exibición prepotente e arrogante, no pode imaxinarse o que se agradece que as voces que poden e saben falar fagan un esforzo por contrarrestar o insultante tratamento que se lle está dando a Madeleine e ós profesionais que loitaron por tratar o tema con ética.

Vou ler a modiño, seguro que non haberá unha sola coma que desperdiciar.

Dende Galicia, un afectuosos saúdo.
Luisa


De Eme a 16 de Janeiro de 2009 às 18:45
Querido Paulo:

He leído el artículo y no lamento en absoluto su extensión. Hay veces en que se pueden decir las cosas en diez líneas y veces en que es necesario extenderse.

Voy a releerlo, despacio. Como decimos en español, "tiene mucha miga".

Pero, de momento, quiero darle las gracias, de nuevo, por compartir con nosotros, sus lectores blogueros, tan interesantes observaciones.

Encuentro de especial interés su reflexión sobre la (escasa) rapidez lectora de este par de médicos. Yo llevo diciendo desde hace meses, desde que ellos dicen que no han tenido tiempo de leer el sumario, que o bien la carrera de Medicina en UK es más fácil, mucho más fácil que en España, o bien su título universitario han debido de obtenerlo en una tómbola. LOL.

Gracias de nuevo y vuelvo a la lectura.

(Me expreso en español porque soy incapaz de escribir en portugués, pero, como muchos españoles, puedo leerlo -y disfrutarlo si está tan bien escrito como sus artículos- sin ninguna dificultad. Discúlpenme los lectores portugueses.)


De Paulo Sargento a 16 de Janeiro de 2009 às 19:43
Olá Luisa e Eme
Muito obrigado pelos vossos comentários. Na verdade, a quinzena, como já comentei com Marie, começou com a "coincidência" entre a vinda de Gerry a Lisboa, via Faro, a recusa de Manuela Ferreira Leite (presidente do PSD, Partido Social Democrática) em aceitar a candidatura de Gonçalo Amaral à Câmara de Olhão e o Silêncio (compreensível) de Mendes Bota (Presidente da Distrital do PSD) que estava muito entusiasmado com a candidatura. Quanto a Leonor Cipriano, esta mudança já estava pré-anunciada da estratégia do seu Advogado, que com critérios mediúnicos, entre outros, tinha antecipado a culpa de João Cipriano e a desculpabilização de Leonor. Na verdade, esta segunda quinzena de Janeiro poderá ser decisiva para muitos casos em Portugal´.
Mais uma vez, muito obrigado
Un Abrazo, desde Portugal
Paulo Sargento


De Maria C.Lopes a 16 de Janeiro de 2009 às 20:32
Dr. Paulo Sargento,

Leio, releio e por muito que volte a lêr sinto-me " uma burra a olhar para o palácio ".
Intriga-me sobretudo o seu comentário de resposta, à Luisa e à eme:

....... "Na verdade, esta segunda quinzena de Janeiro poderá ser decisiva para muitos casos em Portugal´.......

Aguardando os próximos capítulos, apresento-lhe os meus cumprimentos.



De remedios a 16 de Janeiro de 2009 às 21:15
Os Pactos são Escolhas que podem ser Reversíveis em Nome da Memória dos Inocentes.

Quien puede romper el pacto? Es una invitación? Es un deseo? Es una posibilidad?

Pronto almendros en flor, primavera, amapolas, más horas de día, esperanza...

Un abrazo¡

Reme


De Cláudia a 16 de Janeiro de 2009 às 22:17
Por vezes tenho saudades daquela forma antiga de resolver certas situações. À moda da nossa Brites de Almeida. Mas enfim...
Quanto às suas previsões relativamente à segunda quinzena de Janeiro, não sei se hei-de ter esperança ou medo, Caro Dr. Paulo Sargento! :-)
Uma boa noite!


De Maria C.Lopes a 17 de Janeiro de 2009 às 13:52
Estou baralhada, muito baralhada. Vejamos então:

1 - alegadamente "um ministro" do governo PS, em 2004 recebeu dinheiro por ter facilitado a abertura do Freeport de Alcochete.

2 - alegadamente o encobrimento desta imoralidade terá sido usado como moeda de troca para o encobrimento da verdade no caso Madeleine.

3 - que motivos haverá AGORA para que os Ingleses se mostrem tão interessados na VERDADE sobre o Freeport, quando o actual Governo é de maioria absoluta do PS ?

4 - os INGLESES DESCOBRIRAM que a sua luta vital é contra a corrupção ?

Vou colocar as minhas orelhas de burra e continuar a olhar para o palácio !!!!!!!!!!!!!!!!



De Paulo Sargento a 17 de Janeiro de 2009 às 21:02
Olá Maria
Não tem de, seguramente, orelhas de burra. Pelo contrário. Sintetizou muito bem o problema.
Pense, também que a coroa britânica terá empatado uns dinheiritos no Freeport. Veja a vontade de Tony Blair em aparecer em bicos de pé para "presidir" a Comissão Europeia. Veja Manuela Ferreira Leite a recusar, com argumentos bacocos e extemporâneos, a candidatura de G. Amaral. Veja O Dr. Aragão Correia a tentar tornar real uma das suas visões: a desculpabilização de Leonor.
Um abraço


De Maria C.Lopes a 18 de Janeiro de 2009 às 19:36
Olá, Paulo

Obrigada pela sua resposta.
Claro que me fez e faz ainda pensar.

Sem querer abusar da minha sorte e do seu tempo, gostava de lhe deixar uma questão :

A Leonor e o mano foram julgados e as sentenças transitadas em julgado. ESTÃO CONDENADOS !

Agora, ela, atira com a culpa material do crime para o mano.
Vamos SUPOR :

a ) que o maninho, danado, vai a seguir devolver as culpas materiais para a mana adorada.

b ) que o mano, em nome de sabe-se lá o quê e porquê, se remete ao silêncio.

c ) que o mano na esperança de sabe-se lá o quê confirma a versão da dita cuja mana, teria de indicar ( suponho eu ) o local onde se encontra o cadáver da pequenita, o que não lhe será díficil se quiser falar....

QUE PODE ACONTECER, júridicamente falando ???????

OU NÃO PODE ACONTECER NADA JÚRIDICAMENTE, sendo que só a Policia sairá chamuscada por ter permitido ser enganada por falsas declarações ????????

Um abraço.





De Paulo Sargento a 18 de Janeiro de 2009 às 20:31
Olá Maria
Amanhã falarei desse aspecto na RTP1, Praça da Alegria, por volta do meio-dia, em directo. Preferia não me manifestar ainda, se não me levar a mal. Amanhã, depois dessa hora, comentarei. Peço-lhe desculpa por não poder já comentar as questões.
Um abraço


De marie(f) a 19 de Janeiro de 2009 às 07:56
Bom dia

Ainda sao 8h55 mas jà estou a frente da minha televisao (lol)


De Maria C.Lopes a 19 de Janeiro de 2009 às 11:33
Já liguei a televisão !
e o gravador.... ( gargalhada )

Abraço


De Paulo Sargento a 19 de Janeiro de 2009 às 14:39
Olá Maria e Marie ,
Como sabem, a Leonor Cipriano não é arguida neste processo. Como sabem, também, a todo o custo é ao Dr. Gonçalo Amaral que se dirigem todas a s atoardas. Esta confissão estava programada há algum tempo. Basta lembrarmo-nos da entrevista do Advogado da Leonor Cipriano ao Jornal "O Crime" de 4 de Dezembro. O que é interessante aqui é o timing concomitante com a visita de Gerry McCann e as declarações da Lider Nacional do PSD. algum motivo, GM veio antes do previsto, seguramente e a notícia da Método 3 de hoje não será estranha ao facto.
Mas concentremo-nos no caso Joana.
O que o Advogado de Joana fez, como se sabe, foi redigir a "confissão", mas esta não foi, seguramente ditada pela Leonor. Em primeiro lugar, porque Leonor é uma mulher com pouca cultura e com um desenvolvimento cognitivo relativamente pobre (ainda que adaptativo), como prova o relatório pericial do IML, e , como tal, não teria capacidade para "ditar" aquela carta . Em segundo lugar o tipo de redacção e construção frásica (utilização frequente dos verbos no gerúndio e a inversão dos possessivos e indicativos) mais típicos no uso da linguagem da região autónoma da Madeira ou, em algumas sub-regiões do Alentejo (neste último caso, não é tão frequente a inversão dos possessivos, nominativos e indicativos) e Leonor é Algarvia, como sabemos. Mais ainda, não é comum os irmão referirem-se pelo apelido, como "o meu irmão João Cipriano", como tão bem referiu Duarte Levy . Contudo, o facto de não ter sido Leonor a conceber nem a redigir a carta não é impeditivo de que a própria, provavelmente na (enganada) mira de conseguir diminuir a sua pena e as consequência que tal acarreta, não é impeditivo, dizia, que ela fizesse mais esta confissão. Mas o problema é esse mesmo. É mais uma. Se já é a oitava versão, então qual será a verdadeira? A sermos benignos na interpretação todas terão um pouquinho de verdade, mas todas terão muito de mentira. Que verdade: Joana morreu, Leonor sempre soube disso e escondeu o facto, além de, na hipótese de não ter sido ela a fazê-lo de forma activa, pelo menos manteve-se cúmplice. Claro que isto poderia, no plano jurídico ter algumas consequências (talvez atenuantes). Mas, repito, Leonor não é arguida neste processo. Mentiras: tudo o resto, provavelmente, inclusivamente a ideia da venda de Joana. É contra-intuitiva a venda de uma menina de 8 anos quando se tem 2 filhos mais novos. A tese de rapto colocada na boca de João Cipriano e o, alegado, conhecimento da lei portuguesa para a adopção, por parte deste, é, seguramente, FALSO! Admitindo que estas ideias surgem da cabeça de Leonor, o que acontecerá, neste caso, com mais uma versão? Aumenta exponencialmente, o descrédito do seu testemunho e ganha valor as conclusões do relatório do IML, efectuado quando Leonor era arguida.
Não sei se o Ministério Público se deixará "levar" mais uma vez. Não sei se a respeitável Ordem dos Advogados se constituirá, também, assistente de Leandro (companheiro de Leonor), alegadamente torturado, também por Gonçalo Amaral (ainda que não tenha ficado com marcas visíveis e só se recorde de Gonçalo Amaral - já afora: com ou sem bigode?), e, não esqueçamos, possui um "ferro velho" , e de João Cipriano que, já agora, teria também sido sovado pelo Dr. Gonçalo Amaral?
Bem. Não sei. Mas se vamos ao local descrito por Leonor e nada se encontra???
Moita Flores tem razão. Quando se antecipa um final não desejado por alguns (a absolvição dos agentes arguidos no processo) é natural que coisas destas aconteçam. Para finalizar, deixem-me, nesta linha de pensamento, sublinhar o facto do Advogado de Leonor ter justificado as suas teses, neste caso, assumindo-se como representante de um ex-inspector da PJ, hoje Antropólogo e Professor Universitário, e insinuado uma espécie de "chibanço" de conversas com um ex-amigo agora arguido. Devo dizer que prefiro não acreditar nisto.
Parece-me, assim, que esta confissão foi um tiro no pé. Respeitando o direito que os cidadãos têm a tomar as suas opções devo dizer que é com particular preocupação que olho hoje para alguém que, apesar de ter cometido um crime atroz, não deixa de ter os seus direitos, para além da pena a que foi condenada.
Abraços


De Maria C.Lopes a 19 de Janeiro de 2009 às 14:14
VI !!!!

Voltarei a ver mais tarde, assim como irei rever as declarações de Gonçalo Amaral na Sic, programa Fátima !

Aguardando .....

Um abraço !


De marie(f) a 19 de Janeiro de 2009 às 14:22
Si vous permettez , je vais m'exprimer en français (c'est plus facil et plus rapide pour moi )

Je vous ai regardé sur RTP et je suis déçue du peu de temps qu'on vous a laissé parler . Sonia Araujo est bien gentille , mais nous on aurait souhaité plus de temps pour en dire plus . J'espere que vous serez plus bavard ici .

Si je me permet d'ecrire en français c'est que je sais que vous le maitrisez tres bien et moi ça me simplifie la vie (pour ne pas chercher sur le dictionnaire)

Merci Paulo Sargento


De marie(f) a 19 de Janeiro de 2009 às 14:24
Je ne me rapelle pas si j'ai signé mon précedent commentaire oopsss !


De Maria C.Lopes a 19 de Janeiro de 2009 às 17:52
O Paulo disse....

Para finalizar, deixem-me, nesta linha de pensamento, sublinhar o facto do Advogado de Leonor ter justificado as suas teses, neste caso, assumindo-se como representante de um ex-inspector da PJ, hoje Antropólogo e Professor Universitário, e insinuado uma espécie de "chibanço" de conversas com um ex-amigo agora arguido. Devo dizer que prefiro não acreditar nisto.

Fui à procura ....

1º que encontrei ( ou procurei, sei lá )

José Martins Barra da Costa

Barra da Costa, 55 anos, é licenciado em Antropologia, pós-graduado em Ciências Criminais e em Estudos Psicocriminais e mestre em Relações Interculturais. Foi inspector-chefe da Polícia Judiciária durante 30 anos, intervalando com passagens pelo MAI/SEF ( MAI = Ministério da Administração Interna ? SEF = Serviço de Estrangeiros e Fronteiras ? ) e Instituto Superior de Polícia Judiciária e Ciências Criminais

Vou continuar a procurar.....




De Maria C.Lopes a 20 de Janeiro de 2009 às 08:24
Continuo empenhada na minha busca.
Critérios :
ex.agente pj+antropologo+professor universitario


Claudia:

Tal como tu, também fiz as minhas escolhas há muito tempo.
Também gosto muito de pastilhas elásticas.. até me ajudam a controlar a raiva, às vezes.
Também tenho uma relação de grande cumplicidade com o comando da minha televisão. Somos mesmo TU CÁ ... TU LÁ, perante alguns programas ou participantes.
Só não tenho seguramente o teu poder de sacrificio... OUVIR O SR. CLARENCE durante 24 horas ????
Isso não é castigo merecido por nenhum humano.
Como se diz em bom e vernáculo Portugues, preferia " borrar " um pé todo ( ou mesmo os dois, quiçá ).

Beijoca e .... piscadela de olho.





De Cláudia a 20 de Janeiro de 2009 às 14:07
Já me fartei de rir com o seu comentário!
Eu sou assim, praticamente uma mártir! :-)
As suas investigações são dignas de registo! ;-)
Um abraço, Maria!


De Maria C.Lopes a 20 de Janeiro de 2009 às 19:13
Olá Claudia,

Essa do meu post te fazer rir.... hum !

Quanto às minhas buscas devo confessar que Mr.Google não está muito colaborante com os meus critérios .....

Mas desistir não é o meu forte.

Até sou do BENFICA, desde que nasci, hehehehehehehehehehehehehehehe

p.s. aceitam-se ajudas nas investigações, olarecas.







De Cláudia a 20 de Janeiro de 2009 às 19:45
Olhe, mais uma coisa em comum. Também sou do Glorioso, veja lá.
Eu cá até gosto de investigar, mas essa não me cheira. Desconfio que os resultados são capazes de me deixar com uma grande azia e com vontade de preferir ouvir o Clarence a botar faladura... :-)


De Cláudia a 19 de Janeiro de 2009 às 19:59
Oh valha-me Deus, esse não. Desde a história do swing (o homem é perito em danças dos anos 30), que não é preciso dizer mais nada.
O que seria interessante agora (e nunca na vida pensei proferir tais palavras), seria ouvir o que tem a dizer João Cipriano. É capaz de estar com vontade de conversar depois destes últimos desenvolvimentos, não? Como diz o povo, zangam-se as comadres...


De marie(f) a 19 de Janeiro de 2009 às 20:13
Nao é so o swing

E a historia do padre Pacheco
E um misterioso documento em sua possissao que dezia que a menina foi raptado por um ...aie ! Jà nao me lembro bem , mas acho que era um portugues ou talvez um ingles ?


De Cláudia a 19 de Janeiro de 2009 às 21:46
Olá, Marie.
Não estou a par dos pormenores das teorias do dito 'senhor'. Para isso poderia adquirir o livro que o dito 'senhor' publicou, mas preferia ouvir o outro senhor, Clarence Mitchell, discursar durante 24 horas seguidas. Devo, no entanto, confessar que acho muito estranho o facto de o primeiro senhor não ter sido 'incomodado' pelo Team McCann depois da suas alegações relativas à dita dança dos anos 30. Mas também não me escapou a sua mudança de opinião em relação ao caso Madeleine. Coincidências, certamente...


De marie(f) a 19 de Janeiro de 2009 às 22:02

Olà Claudia

Eu gastei quase 14 euros para o livro do dito " senhor" mas fiquei a saber o mesmo . Ou eu sou mesmo burra em portugues ou o livro é complexo demais para o meu pequeno cerbero . Quanto a historia do Padre Pacheco , li no 24 horas , esse dito "senhor" falar nisso e os documentos secretos que ele tem , foi mais uma vez o dito " senhor" que falou nisso durante uma conferencia no Algarve .

Boa noite Claudia


De Cláudia a 19 de Janeiro de 2009 às 22:17
Obrigada, Marie.
Não tinha conhecimento desses 'documentos secretos'. Mas a existirem, parece-me gravíssimo que não sejam entregues às autoridades competentes. Mais do que ninguém, o dito senhor deve saber quais as suas responsabilidades.
Agora mais em jeito de brincadeira, mais valia ter gasto os quase 14 Euros em pastilhas elásticas! :-) Eu devo confessar que a partir de determinada altura fiz a escolha consciente de ignorar tudo o que vem dessa figura. Ainda muito recentemente esteve na TVI a comentar qualquer coisa, mas não lhe dei tempo suficiente para perceber do que se tratava. Os telecomandos das televisões são uma invenção fantástica. :-)
Muito boa noite, Marie!


Comentar post

Pesquisar
 
Contactos
camaradecomuns@sapo.pt

Editorial

Visitantes online

Comentários Recentes
Para mim casamento deve ser entre um homem e uma m...
Caro RFCom a modéstia com que foi escrito, podes t...
N sei q espirito deus aspirou pr a Africa. este co...
Mocambique està mais que tudo isto, sinto d...
e há cartas que nunca chegam.
Aguem colocou esta carta excelente na página de PP...
Τambém gosto de brincar aos pobrezinhos.NUNCA MAIS...
Τambém gosto de brincar aos pobrezinhos.NUNCA MAIS...
Everdade este pais precisa de um bom governador k ...
Casino EstorilA falta de escrúpulos veio para fic...
Tags

todas as tags

Links

Esquerda

5 dias
A barbearia do senhor Luís (Luís Novaes Tito)
A Busca pela Sabedoria (Micael Sousa)
A Forma e o Conteúdo (José Ferreira Marques)
A Forma Justa (Tiago Tibúrcio)
A Linha-Clube de Reflexão Política
A Nossa Candeia (Ana Paula Fitas)
Absorto (Eduardo Graça)
Activismo de Sofá (João R. Vasconcelos)
Adeus Lenine
Arrastão
Aspirina B
Banco Corrido (Paulo Pedroso)
Bicho Carpinteiro
Câmara Corporativa
Câmara de Comuns
Cantigueiro
Causa Nossa
Cortex Frontal
Defender o Quadrado (Sofia Loureiro dos Santos)
Der Terrorist (José Simões)
Entre as brumas da memória (Joana Lopes)
Esquerda Republicana
Hoje há conquilhas (Tomás Vasques)
Irmão Lúcia (Pedro Vieira)
Jovem Socialista
Jugular
Ladrões de Bicicletas
Les Canards libertaîres
Léxico Familiar (Pedro Adão e Silva)
Loja de Ideias
Luminária
Machina Speculatrix (Porfírio Silva)
Maia Actual
Mãos Visíveis
Mário Ruivo
Metapolítica (Tiago Barbosa Ribeiro)
Minoria Relativa
O Grande Zoo (Rui Namorado)
O Jumento
O Povo é Sereno
Raiz Política
Rui Tavares
Spectrum
Vias de facto
Vou ali e já venho (André Costa)
Vozes de Burros

Direita

31 da Armada
4R – Quarta República
A Arte da Fuga
A Douta Ignorância
A Origem das Espécies (Francisco José Viegas)
Abrupto (José Pacheco Pereira)
Albergue Espanhol
Alunos do Liberalismo
Blasfémias
Causa Monárquica (Rui Monteiro)
Clube das Repúblicas Mortas (Henrique Raposo)
Corta-fitas
Delito de Opinião
Era uma vez na América
Estado Sentido
Geração Rasca
Herdeiro de Aécio
Macroscópio
Menino Rabino (Marco Moreira)
Mercado de Limões (Tiago Tavares)
Minoria Ruidosa (Miguel Vaz)
O Cachimbo de Magritte
O Diplomata (Alexandre Guerra)
O Insurgente
Ordem Natural (Rui Botelho Rodrigues)
Palavrossavrvs Rex (Joaquim Carlos Santos)
Portugal Contemporâneo
Portugal dos Pequeninos
Psicolaranja
República do Caústico (João Maria Condeixa)
Rua da Judiaria
Suction with Valcheck
União de Facto

Outros

A Baixa do Porto (Tiago Azevedo Fernandes)
A Cidade Deprimente
A Cidade Supreendente
A Terceira Noite
Clube dos Pensadores (Joaquim Jorge)
De Rerum Natura
É tudo gente morta
Horas Extraordinárias (Maria do Rosário Pedreira)
Notas ao Café
O Diplomata
Arquivo

Abril 2015

Dezembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Março 2013

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Janeiro 2008