Membro do governo demite-se e aumenta pressão sobre Brown
O Labour tem um congresso decisivo entre os próximos dias 20 e 24.
Na véspera dos trabalhos partidários, um elemento do Governo sai, sendo mais uma das vozes a colocar em causa a liderança de Gordon Brown, na condução do partido e do Governo. Antes, já David Miliband, Ministro dos Negócios Estrangeiros, e Tony Blair colocaram em causa a direcção que o Labour está a ter com Brown.
Depois de ter tudo para alcançar a maioria absoluta, e a quarta vitória consecutiva para os trabalhistas, caso convocasse eleições antecipadas, após a saída de Blair, isto há precisamente um ano, foi neste período que começou o fim de Brown, quando a poucos dias do congresso do Labour de 2007, com a criação, do próprio Brown, do tabu quanto à convocação ou não de legislativas antecipadas. Desde aí tudo se desmoronou. O tabu prejudicou os trabalhistas e isso foi patente na queda de popularidade, credibilidade e eficácia da política do partido e do Governo. Tudo o que não existira na era Blair.
As eleições autárquicas ajudaram a essa queda abrupta, nomeadamente a pesadíssima derrota em Londres, ficando Livingstone em terceiro lugar, e a eleição de um membro da Escócia, para o Parlamento, onde o Labour sempre vencera.
Hoje o Labour está quase a 20 pontos dos Conservadores e prevê-se que Brown, caso continue, seja a parte principal do problema em vez da solução.
Duvido que Brown se afaste da liderança. Este congresso do Labour deve marcar a nova e pesada era, com a transformação do New Labour, de Blair, no Old Labour, de Brown.
Consequências directas na vida europeia da actual situação política britânica? O regresso ao poder a breve termo de um partido eurocéptico, que em pouco ou nada fará para que o aprofundamento europeu se desenvolva. Algo que nos trará mais dificuldades, a todos, britânicos inclusive, em especial neste momento, que precisamos, cada vez mais, de uma UE forte, para enfrentar as dificuldades mundiais.





