Sábado, 28 de Junho de 2008
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Ferreira de Oliveira atribui à "especulação" a culpa pela escalada dos preços do petróleo que, considera "não estar ligada aos fundamentais da indústria".
Mas não acredita que a situação "se mantenha assim e que não haja poder público que obrigue estes agentes a sair do mercado e deixar trabalhar quem lá está para ficar".

Ao ritmo a que "andamos" a culpar e a acusar de TUDO os "especuladores" (que por definição somos quase todos) iremos conseguir, consciente ou incoscientemente, não descortinar as verdadeiras CAUSAS dos problemas/falhas do actual modelo/sistema económico-financeiro e implementar  medidas e reformas que corrijam as verdadeiras RAZÕES que levaram a esta fase ou ciclo económico.

A ESPECULAÇÃO parece ser o novo "vocês sabem do que eu estou a falar" SISTEMA....é o bode expiatório, o cordeiro sacrificial, a virgem a ser sacrificada aos deuses para acalmar a ira dos mercados!

Pensar assim e falar assim, pior ainda, agir em função deste pensamento analgésico e destas ideias ansiolíticas é garantir que não iremos aproveitar esta crise para mudar, para evoluir, para reformar, não iremos tentar aproveitar esta situação para nos tornarmos mais competitivos, mais fortes, mais resistentes e assim não poderemos a escapar de forma alguma a todas e quaisquer crises, grandes ou pequenas, longas ou curtas que nos venham a afligir no futuro....porque elas virão!

 

 

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5 comentários:
De Tiago Moreira Ramalho a 28 de Junho de 2008 às 11:20
Concordo plenamente. Somos estupidamente redundantes quando culpamos a especulação que nós próprios propiciamos.

O que acontece com o petróleo (e com quem o produz) é que ele constitui um autêntico monopólio no sector energético. Não há alternativas. Para acalmar a escalada de preços há que apostar em bens substituíveis, assim os produtores de petróleo tenderão a baixar. Isso antes não era rentável, mas com o petróleo a quase 150 dólares, começo a achar vantajosas as boas velhas solar, eólica e as suas amigas...


De José Pereira a 28 de Junho de 2008 às 11:27
Discurso um pouco incoerente, mas que acaba com uma visão de esperança (novo paradigma) relativamente ao futuro energético do país e da empresa. Porque as boas ideias demoram a ser compreendidas:
" Ferreira de Oliveira considera a energia fóssil "tão eficiente que é capaz de financiar a sua sucessora" e deu o exemplo do ISP (Imposto sobre os Produtos Petrolíferos).
"O fisco português, só do consumo dos produtos petrolíferos, vai receber seis mil milhões de euros este ano. Se parte deste dinheiro fosse usado para um novo paradigma energético, encontraríamos uma solução sucedânea", afirmou.
O presidente da Galp afirmou que a empresa está muito focalizada nos biocombustíveis e manifestou-se disponível para "olhar" para alternativas como a "eólica, a eólica off-shore, para o nuclear e a micro-geração".


De VHT a 28 de Junho de 2008 às 16:37
Luís Campos e Cunha fala precisamente disso num artigo do Público de ontem. Compara a explicação dos problemas com a especulação com a forma como nos tempos antigos se explicava tudo com os poderes divinos. Não deixa de ter a sua razão.


De Miguel Lopes a 28 de Junho de 2008 às 17:43
Não percebi porque é que dizes que por definição somos todos especuladores. Mas verdade seja dita, podemos ser, bastando para isso que tenhamos um contrato que fixe o preço futuro de compra de petróleo e tempo de sobra até à maturidade do título para nos vermos livre dele.
Agora imagina isto feito a grande escala? O preço futuro do barril de petróleo aumenta? Será que tem influência no preço spot do Barril de petróleo?
Não sei e nada disto é consensual.
Quais os teus argumentos para deixar a especulação fora da justificação?


De Paulo Ferreira a 28 de Junho de 2008 às 19:05
Fora das justificações, não, mas é mais consequência das verdadeiras causas do que uma causa destes efeitos perversos que estão a vir à superficie nesta crise.
Isto numa análise humanista, social, ou mesmo económica, presumo que numa interpretação mais radical em termos liberais isto possa até ser considerado positivo de alguma forma....mas escapa-me qual de momento!Se esta crise permitisse mudar alguns pressupostos do mercado de capitais, por exemplo mais e melhor regulação (na minha optica sem demasiada interferencia, e aqui sinto que quero o melhor de dois mundos se calhar!), uma vigilancia apertada que impeça que fundos "montem produtos" que escondam completamente a proveniencia e acabem por exponenciar problemas(sub prime) e....aqui é uma opinião muito pessoal...a questão das off shores podia muito bem ser encarada doutra forma, por exemplo...acabarem!
Entre a mão invisivel do Adam Smith e o Super Estado comunista ou socialista, o Estado interveniente social democrata,acho que teremos de equilibrar a balança, como?Para que lado?Adorava ter a fórmula mágica....
Todos especulamos, na minha modesta opinião,ao decidir comprar/não comprar, vender/não vender, investir agora/depois, "jogamos com expectativas e com o FUTURO".


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