Não sei se a CAP tem algum engenheiro informático especialista em tractores ou alfaias agrícolas a tratar da mobilização, presumo que não seja necessário, mas uma questão intriga-me, se a "alta dos combustíveis veio para ficar", para quê subsidiar o gasóleo agrícola ainda mais?
O debate não deveria ser aumentar a produtividade?Agregar minifúndios e alterar culturas se for mais rentável?Partir para a segmentos mais lucrativos e apostar na exportação?Ou são os mesmos dos jipes e moradias "à pala da CEE" da década de 80 e 90?Não, há muitos jovens agricultores empenhados e empresários do ramo com sucesso, em Portugal e especialmente em Espanha, mesmo ao lado da nossa fronteira, há imensos casos de sucesso, tantos que já investem em Portugal, qual é o problema?Qual é a diferença?
Os "custos de contexto" também incluem corporações e "singularidades" culturais?
Este paradoxo de Morte ao Estado....Viva o Estado é pura e simplesmente anedótico!
Estado mínimo para impostos e regulamentação....Estado máximo para subsídios!
Eu adorava ver os gurus do liberalismo da blogosfera, além de consubstanciarem a afirmação do Miguel Relvas no congresso do PPD de ser preciso "Mais liberalismo para reforçar a justiça social", enquadrarem estes "apoios e subsidios" a sectores "em apuros", sectores que não se adaptaram à nova realidade mundial e que não percebo, sinceramente, se serão alguma vez rentáveis e competitivos!
EUA abrandam, Espanha estagna e ouvi agora na SIC Noticias que o instituto nacional de estatísticas irlandês prevê que a Irlanda, país que ainda recentemente tinha a taxa de crescimento mais alta da UE, entre em recessão no próximo ano....com esta conjuntura qual será a terapia de choque mais eficaz?
Alturas de crise podem ser oportunidades de reformar e de mudar o que está mal....desde que exista coragem e não se opte pela politica dos "paninhos quentes".

T'shirt raptada da montra do Blasfémias





